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Tricolor abre mão de três volantes e ganha três pontos
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Menon

Foi um clássico de alto nível. Jogo rápido, jogo pegado, com chances dos dois lados. E, reconheçamos, com uma boa participação do árbitro, que mostrou um estilo que privilegia o tempo de bola rolando, não caindo no conto dos piscineiros. O São Paulo mereceu a vitória, mas se o sufoco final imposto pelo Santos tivesse resultado em um gol não seria nada errado.

O domínio do São Paulo foi imenso no começo do jogo. O time impôs seu jogo, marcou no campo adversário, com Anderson Martins no meio do campo e Hudson na meia lua do rival (em algumas situações, deixemos claro). A causa principal, a meu ver, foi a opção de Diego Aguirre por um time com apenas dois volantes. E, pelos lados do campo, havia duas duplas fortes: Militão e Marcos Guilherme e Everton com Reinaldo.

A intensidade foi muita mas não foi duradoura. O Santos equilibrou o jogo e teve também chances para marcar, mas a tônica do primeiro tempo foi mesmo o seu início. O São Paulo pressionou tanto, que poderia ter marcado a um minuto, com Diego Souza.

Ele não errou ao fazer o gol do jogo, após um cruzamento perfeito de Everton. Diego se antecipou a David Braz, atacou a bola e cabeceou muito bem. Mostrou que pode ser útil ao time, apesar de não ser um centroavante como os últimos que passaram pelo clube, dese Pato a Luís Fabiano. E Allan Kardec.

O Santos reagiu e começou a pressionar o São Paulo. Muito. Aguirre fez então uma mudança tática que não envolveu troca de jogadores. Marcos Guilherme e Everton recuaram uns metros e formou-se uma postura com duas linhas de quatro atrás. Que funcionou muito bem, com dedicação extrema dos jogadores. Ninguém negou suor.

Aguirre acertou de novo. Percebeu que não se pode ficar apenas na defensiva, sem contra-ataque e trocou Diego Souza por Trellez. Para ter um desafogo que Diego, cansado, já não conseguia. Talvez o melhor fosse colocar Regis. Mas a leitura foi certíssima.

Então, todo o esforço físico apresentou a conta. Reinaldo e Everton saíram. A dupla da esquerda ficou formada por Edimar e Liziero. E tome sufoco do Santos, com grande partida de Gabigol.

O drama do São Paulo aumentou com o mau estado físico de Marcos Guilherme. Não poderia sair e Trellez foi jogar pela direita. E ainda Anderson Martins foi expulso, com correção. Com dez e sendo muito pressionado, o São Paulo se superou. Nessa fase final do jogo, Liziero se destacou. Além de jogar pelo lado esquerdo, infiltrou-se também pelo meio, tabelando com Nenê.

Assim, o São Paulo conseguiu sua segunda vitória. Foi heroica. E mostrou evolução.


Santos cumpre obrigação e pode poupar para o clássico
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O Santos cumpriu a obrigação que lhe foi apresentada durante a semana. Depois da goleada sofrida diante do Grêmio, precisava vencer Luverdense e Paraná.

Fez mais. Goleou o Luverdense e ganhou com facilidade do Paraná. Com a goleada, fica livre para poupar jogadores na quinta-feira contra o Luverdense (venceu por 5 x 1) e se preparar para o clássico contra o São Paulo, um time difícil de ser batido.

E irá ao clássico com um artilheiro de pólvora seca. Gabriel Barbosa voltou a ser Gabigol. Marcou cinco na semana e será personagem.

E tem Rodrygo, cada vez melhor

 


Gabigol escreve poema na Vila
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Menon

Foi um gol lindo por sua genialidade simples. Ou simplicidade genial. O cruzamento veio da direita. Gabigol estava adiantado e fez de letra. Uma letra. Um poema. Um hai Kai.

Ele fez outros dois. E transformou o apelido em algo coerente. Gabriel é mala, é mascarado, mas tem apenas 21 anos. E quando um jovem volta a jogar bem, o único sentimento possível é o da alegria.

É só o Luverdense. A goleada por 5 a 1 não apaga a outra, também por 5 a 1, sofrida diante do Grêmio. Mas, há o que comemorar. Gabriel acordou. E dá tranquilidade ao Santos para enfrentar o rabeira Paraná.

 


Grêmiooohhhhh rebaixa o Santozzzzzz
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Foi um baile. Não foi um jogo entre dois gigantes. O Grêmio transformou o Santos em um time pequeno do interior gaúcho.

Deixemos claro a superioridade gremista. Um time que joga bola. Passes bem feitos e uma saída de bola perfeita, sob comando de Maicon é Artur.

ÃO, ÃO, ÃO, ARTUR É SELEÇÃO.

O poderio técnico do Grêmio apequenou o Santos.

Mas a pozzzzzztura do Santos contribuiu. Um time inerte. Anímicamente, subjugado. Contra o Nacional, do Uruguai, entrou em campo classificado. É jogou como jiboia saciada. Contra o Grêmio, entrou retrancado. No segundo tempo, nem isso. Queria que o mundo terminasse em barranco, pra morrer encostado.

Um grande time, com vontade de jogar. Um time pior, sem vontade.

Goleada. O que mais?

 


O que faremos por Diogo Vitor?
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O Liverpool anuncia que Chamberlain rompeu ligamentos e está fora da Copa.

Fora da Copa também está Ibrahimovic, o grande jogador da Suécia. Ele deixou a seleção em 2016, por vontade própria, e as insinuações de que poderia voltar não convenceram a federação sueca.

Grande drama para o inglês, que poderá ter outras oportunidades. Grande drama para Ibra, que não terá outra chance.

E quantas chances terá na vida o garoto Diogo Vitor. Talentoso jogador do Santos, uma das provas que o raio cai muitas e muitas vezes no mesmo lugar, foi pego no antidoping por substância dopante presente na cocaína. Está suspenso e afastado pelo Santos. O clube prometeu ajuda ao jogador.

O que pode ser feito para evitar que o drama de Digo Vitor seja infinitamente maior que o de Chamberlain ou Ibra? O que pode ser feito para que, em vez de sonhar com uma Copa, não termine a carreira rapidamente, encostado em algum time sem expressão alguma? Ou, pior ainda, totalmente dominado pela droga, caso se confirme mesmo que ele é usuário? Quando escrevo sobre Diogo Vitor não consigo parar de pensar em Jobson.

Além do bom futebol, Diogo Vitor é conhecido, no Santos, como alguém de cabeça complicada, como um garoto problemático. Em 2016, abandonou o clube. Falando cruamente, é um péssimo profissional. Falando com empatia, é um garoto que pode se perder. É um ser humano que pode estar sendo vítima de um flagelo da sociedade. Falando “capitalisticamente”, é um ativo que o Santos pode perder. Ou já perdeu. Que time da Europa contrataria um jovem ligado à cocaína? Se estiver mesmo, ressalte-se.

Alguma coisa precisa ser feita. O quê? Eu não sei. Encaminhar para tratamento clínico, para acompanhamento psicológico, estar presente, entender o meio em que vive (sem preconceito, pois nem faço ideia de como é sua família ou seu estrato social), ser parceiro em uma luta que nem se sabe que ele quer lutar?

Eu apenas vou torcer por ele.

E manter a certeza que um traficante de drogas é um criminoso que precisa ser combatido sem tréguas.


Bahia castiga Santos na última bola
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O Bahia viu a justiça se concretizar no último minuto, quando ela já não era uma certeza cristalina. Explico: o melhor momento dos baianos foi no primeiro tempo, principalmente com um início fulminante.

O Santos foi acuado. E não conseguia sair porque Jean Mota, Alison e Cittadini estavam firmes no programa Criatividade Zero. E como Gabigol, Sasha e Rodrygo não voltavam, havia um bom espaço para o Bahia, comandado por Zé Rafael, trabalhar.

O segundo tempo veio com melhora do Santos, por conta da mudança de postura dos meias, que se aproximaram mais dos atacantes.

Houve equilíbrio, mas com muitos cruzamentos. Bom para os goleiros. O jogo mostrou também a volta de Bruno Henrique, após três meses. Recuperou-se do problema na vista. Salve.

O jogo se arrastou até o último lance, quando Júnior Brumado mostrou força de centroavante e definiu o jogo.


Estudiantes? Vanderlei é professor
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Uma defesa….quando o jogo estava 0x0. Uma segunda defesa …. É uma terceira….fizeram de Vanderlei o grande nome da vitória santista em Lá Plata. O …. é um espaço para você escrever o adjetivo quiser. Nenhum deles será irreal, injusto ou exagerado.

Vanderlei é o grande goleiro brasileiro do ano. E do ano passado também. Tem toda condição de jogar a Copa? Injustiça? Sim, embora haja outros bons goleiros sendo chamados.

Por ele e com ele o Santos chegou a seis pontos em Quilmes. Uma aula de um grande goleiro.

 

 


Palmeiras na final. Peço desculpas ao Santos
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Amigos, eu poderia chegar aqui e dizer que acertei. Afinal, disse que o Palmeiras se classificaria e ele está na final.

Mas seria desonesto. A verdade é que eu falei algo do tipo “se o Palmeiras jogar sem enfado no segundo tempo, classifica sem sustos. Se diminuir o ritmo, classifica sem sustos”.

Dei a vaga como certa. E a dificuldade do fato consumado dependeria so do Palmeiras. O Santos seria um sparring de terceira.

Não foi nada disso. O Santos jogou com muita raça, disputando todas as bolas como se fossem as últimas, aproveitou-se de dois erros da defesa verde e tou eliminado apenas nos penais, com um erro de um de seus meninos.

O Palmeiras está na final.

O Santos foi gigante.

E eu morri pela boca.

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Santos, no sufoco
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Santos 3 x 1 Botafogo. Nos pênaltis. Depois de um jogo sem gols, como já fora a primeira partida.

Está mal o Santos. Seria exagero dizer que a vaga só veio por conta das horríveis cobranças de pênaltis da Pantera, mas que o trabalho do Jair não está bom, ah isso não está mesmo.

O time só melhorou com as entradas de Vitor Bueno e dos garotos Diogo Vitor e Arthur Gomes. Rodrygo não foi bem, Jean Motta é limitado e Sasha decepcionou.

São muitos garotos, a benção da Vila, e nem sempre o que está no melhor dia está em campo. Vitor Bueno parece já merecer um lugar entre os onze.

Se o adversário for o Palmeiras, o Santos vai sofrer muito.


Raí dá uma lição em Andrés e Mattos
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(PAULO BATISTA MOSTRA A PRESSÃO SOBRE AGUIRRE)

OCorinthians anunciou a contratação de Zeca. E acabou na Internet, vítima de memes de santistas ironizando a derrocada do negócio.

O Palmeiras pagou 6 milhões de euros a Scarpa e seus agentes para ter o jogador. Muito? Nem tanto, afinal não pagaria um mísero centavo ao Fluminense. E Scarpa voltou a ser jogador do Fluminense.

Nos dois casos, os jogadores eram assessorados pela OTB, a mesma empresa que se referiu a Petraglia, presidente do Furacão, como senil e aconselhando a família do dirigente a procurar auxílio médico.

Por enquanto, a garantia dada pela OTB ao Palmeiras resultou em uma foto 2×2 de Scarpa, no BID, como jogador do Fluminense. Por enquanto, a garantia dada ao Santos de que Zeca venceria na Justiça virou bolinha de sabão.  A OTB afinou na hora de se responsabilizar pelo pagamento de uma multa de R$ 50 milhões, em caso de vitória do Santos na Justiça. Não seria um devedor solidário com o jogador. Jogou tudo nas costas de Andrés.

Scarpa ainda pode voltar ao Palmeiras. Como explicou o amigo hiran (@hemurbach) ainda há um julgamento e a tendência é a derrota do Fluminense e seus advogados, o que configuraria a queda de uma invencibilidade de décadas.

Mesmo assim e mesmo se Zeca for parar no Corinthians, a ação predatória de clubes com dinheiro sobre clubes devedores é muito ruim para o futebol. E, sim, eu sei que o Palmeiras foi vítima muitas vezes da mesma ação por clubes como o próprio Fluminense, nos casos Martinuccio e Thiago Neves.

Não, o Palmeiras não é o vilão. Não há vilões quando todos agem do mesmo jeito. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Todos pensam em si, todos agem conforme seu interesse, nunca alguém pensa em uma união de grandes clubes em prol do futebol brasileiro. Andrés falou eu união contra a CBF, mas foi ele que implodiu o Clube dos 13. Não tem moral para falar em união.

Nesse contexto, foi importante a atitude de Raí, representando o São Paulo (que muitas vezes foi o predador) na questão de Scarpa. Sempre deixou claro que não iria à Justiça e que tentaria uma negociação com o Fluminense. Quando Scarpa ficou livre (agora está preso), afastou-se da negociação. Mesmo porque não teria dinheiro para competir com o Palmeiras.

Raí deu um exemplo de como os grandes deveriam agir em casos assim. Não se trata de união contra os jogadores, o que seria odioso, mas apenas de respeitar o mau momento vivido por um rival. Poderia ser um passo rumo a uma união que fortalecesse a todos.

O Palmeiras não pensou assim. O Corinthians não pensou assim.

E, mesmo com auxílio da Justiça ou bancado por muito dinheiro, ficaram sem os jogadores.

Pode até dar certo, haver  uma reviravolta, mas, nesse caso, o futebol perderia.

O salve-se quem puder não ajuda na profissionalização e em relações republicanas entre os grandes clubes do Brasil.

PS – É preciso deixar claro, claríssimo, que clube que não paga salários em dia está cometendo um crime.