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Santos tem três jogadores e mais nada
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Vanderlei é um ótimo goleiro.

Rodrygo é revelaçar de alto nível.

Bruno Henrique tem lugar em todos os times da Série A.

O Santos é só isto.

Bem, há alguns bons coadjuvantes: Ferraz, Dodô, Pituca (vem crescendo), Sanches, que ainda não rendeu, Gabigol.

Mas, nada de time. Com Jair, era extremamente fechado, apostando em contra-cheques. Com Cuca, ainda está na fase de experimentação. Com os dois, em comum, ausência de cérebro no meio-campo.

Um time bem organizado consegue superar o Santos com facilidade. Mesmo quando o Santos mostra momentos de bom futebol, como na derrota contra o Galo.

E como é bom ter centroavante. Ricardo Oliveira, 37 anos e dois gols. Um de cabeça e outro em contra-ataque puxado por Luan, quando o Santos se abriu em busca do empate.

Bela vitória do time do Galo contra o Santos que não é um time ainda. E que precisa ser logo. Urgente.


Santos precisa comemorar um pontinho
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O goleiro escorregou e Jean Motta marcou de peito. É a descrição do gol de empate do Santos, mas é também um resumo das dificuldades do time.

Trazer um ponto de Fortaleza foi lucro. O Ceará foi melhor o tempo todo. No primeiro tempo, o domínio foi ainda maior.

No segundo, o Santos apostou no contra-ataque, pela esquerda, com Bruno Henrique e sofreu o empate, pela direita, também em contra-ataque.

Prova de desorganização.

Santos precisa melhorar muito.

 

 


Mesmo com Sánchez, Santos não melhora
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O Botafogo, com sua tradicional camisa alvinegra, foi melhor que o Santos, com uma inexplicável camisa azul. Mas não foi tão melhor a ponto de o empate se caracterizar como injustiça.

Igor Rabelo e Yuri Alberto perderam grandes chances. E a movimentação errada de Luiz Fernando impediu o gol do Botafogo no final.

O empate tirou o Santos do Z-4, para onde pode voltar. Já são oito partidas sem vitória – seis jogos oficiais e dois amistosos.

O uruguaio Carlos Sánchez estreou bem. Muito participativo, ajudou a defesa é o ataque. É bom na bola parada, mas não é um armador.

Cuca tirou Gabigol, no início do segundo tempo. Não terá paciência com o artilheiro que não justifica o apelido


Cuca ajudaria mais se pudesse jogar. Cruzeiro deu grande passo
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Cuca foi um bom meia. Vibrante, com boa técnica, foi muito útil ao Palmeiras pré-Parmalat. Não era craque, mas era bom. Se houvesse uma máquina do tempo que pudesse transportar aquele Cuca dos anos 90 para agora, ele poderia ajudar o Santos mais do que o professor Cuca, treinador que estreou contra o Cruzeiro.

Não é possível um time ter organização e criatividade pelo meio, se os jogadores são Pituca, Alisson e Renato. E os reservas são Vecchio, Cittadini ou Jean Motta. Jair Ventura sofreu. Cuca vai sofrer.

Se não dá pelo meio, Cuca tentou pelos lados do campo, com Bruno Henrique na esquerda e Rodrygo na direita. O treinador chegou a fortalecer a opção, com a entrada de Daniel Guedes em lugar de Renato.

Houve pressão santista contra o Cruzeiro que se defendia muito bem, com o Monstro Dedé – como joga bola – e que se mostrava muito satisfeito com o resultado.

E o que era ruim para o Santos, ficou ótimo para o Cruzeiro. Raniel entrou em lugar de Barcos e, muito mal marcado pelo zagueiro, fez o giro e anotou o único gol do jogo.

Foi um grande passo para o Cruzeiro. Praticamente definiu a vaga, mesmo porque os reforços Bryan Ruiz, Derlis Gonzales e Carlos Sanches não foram inscritos para a Copa do Brasil.

Com os três reforços, Cuca poderá montar um Santos melhor do que esse. Tão ruim que sente falta até do Cuca dos anos 90, que foi bom, mas nunca foi ótimo.


Com Cuca, o Santos não cai mais
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O Santos fez ótima contratação. Cuca é bom treinador, basta dizer que já foi campeão brasileiro. Há pouco tempo. E o fato de ter sido campeão precede e supera qualquer análise sobre o tipo de futebol apresentado para ser campeão. Algo que está em moda hoje. Ah, o cara foi campeão brasileiro, mas jogou de uma maneira ultrapassada e reativa. Meu filho, perguntem para os torcedores do Palmeiras se eles estão preocupados. Outra postura é dizer que, com os jogadores que tinha, poderia ter sido campeão jogando melhor do que jogou. Concordo com a tese.

Mas, quem viu o jogo do Santos contra o Coelho, sabe que discutir título ou forma de ganhar título é o mesmo que discutir se as medidas da Miss Marte eram melhores ou piores do que as de Miss Mercúrio o Grande Concurso de Beleza do Sistema Solar. O buraco é muito mais embaixo. O time do Santos está muito mal e luta para não cair. Um perigo que, creio, será afastado brevemente.

Não apenas por Cuca mas pelos reforços que ainda não estrearam. No momento, o meio campo tem Pituca, Renato e Jean Motta. Um deserto criativo. E o ataque sofre muito com o péssimo momento de Gabigol, que não está merecendo o apelido. Jair Ventura não conseguiu solucionar o problema e, contra o Palmeiras, chegou a escalar o time em um 4-2-4 maluco com Sacha, Gabigol, Rodrygo e Bruno Henrique.

Acredito que Cuca fará a defesa santista ser mais confiável e o famoso contra-ataque, uma das marcas santistas, funcionará novamente. Tem bons jogadores para o esquema. E Carlos Sanchez é muito bom na bola parada.

É  hora de o Peixe reagir.

 


A demissão anunciada de Jair Ventura. Santos já pensa em 2019
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Nada mais lógico que a demissão de Jair Ventura. Depois de sete meses de trabalho, o time tem aproveitamento menor que 50%. Não tem bons resultados, o que é importantíssimo.  E não tinha bom desempenho, o que não é tão importante assim. Mas, a união de tudo era terrível: não tinha nada e nada mostrava que poderia melhorar. Sem esperanças.

Epa, mas e Bryan Ruiz? E Carlos Sanches? E Derlis Gonzales? Todos podem ajudar muito o time, todos podem trazer um aporte técnico à equipe, embora nenhum deles seja um meia armador, que é o que o Santos mais precisa. Não dá para ir longe, jogando com Renato, Pituca e Jean Motta.

E os reforços poderiam facilitar o trabalho de Jair Ventura? Sem dúvida. E a diretoria sabe disso. Mesmo assim, optou pela demissão do treinador, o que demonstra total desaprovação ao trabalho apresentado.

E, continuando as perguntas, se a desaprovação é tão grande, por que não demiti-lo antes da parada da Copa para que o novo treinador já pudesse começar o trabalho, conhecendo o elenco e ajudando a indicar os reforços? Difícil entender.

O fato é que o Santos já começa a pensar em 2019. Correto, mas antes é preciso escapar das últimas colocações e deixar o rebaixamento para trás.


Fim do tênis. E a mística corintiana em xeque
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Podem chamar de baderneiro, marginal etc, para mim ele é apenas um apaixonado. Capaz de perder um tênis (o único?) em solidariedade a Romero, abalroado por Gabinãogol.

Solidariedade ao ídolo. Como se fosse acertar!!! São pessoas assim que mantém acesa da paixão ou pessoas assim são reflexo da paixão chamada futebol?

O lançamento do tênis, além da paixão, significa também um desalento. A sensação de ver que há algo errado, alguma coisa diferente no ar.

É a ausência da mística. O ótimo trabalho de Carille, além de títulos, deu à torcida uma sensação de infabilidade. A coisa está ruim? Não interessa, a qualquer momento virá o gol salvador. De Jô.

Quando o Corinthians marcava primeiro, a sensação de vitória se se cristalizava em certeza.

É legal, para o ego do torcedor, falar em mística, camisa etc. Acreditar que tudo continuaria assim, independentemente de quem veste a camisa. Ou de quem dirige o time.

O choque de realidade faz com que tênis sejam arremessados ao gramado.

Vamos lembrar de três lances. O gol do Santos, com Vitor Ferraz chegando por trás, sem marcação, após a bola passar pela área corintiana sem ser interrompida.

E os dois gols perdidos por Gabinãogol? No primeiro, Valter permitiu que ela passasse pela área, como um periquito, lindo para ser apreciado e não para ser enxotado.

E a tabela entre Sasha e Gabinãogol, entrando na área, como faca quente na manteiga?

Três erros que não aconteceriam com Cássio, Fagner, Pablo e Arana.

Não basta ter camisa. Precisa ter jogador.

E tentar mudar o jogo com Sheik? É Kazim, levando amarelo no banco?

O jogo foi bom. Citemos a bela definição de Roger, o bom jogo de Rodrygo e Bruno Henrique, voltando a jogar bola.

 


Rodrygo: obra de arte em Itaquera?
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Meu amigo Chico Silva, santista e “nautiquista”, me enviou este presente: um texto sobre Rodrygo, a nova joia.

*Rodrygo: um estudo de craque*

Raio, joia, mais novo produto da fábrica de Meninos da Vila. Não faltam adjetivos para descrever o RodrYgo com Y. E o garoto tem correspondido a todas eles. Domingo contra o Vitória ele deu mais uma prova de seu imberbe e promissor talento.

Para êxtase do equilibrado e imparcial Vitor Guedes, o Vitão, que não se “cansa” de usar _anglicismos_ em suas colunas no _Agora São Paulo_ e no canal _Timão_ _Universitário_ , o moleque fez o primeiro _hat-trick_ na carreira. Para quem não acompanha a Premier League inglesa e desconhece o significado do termo Vitão faz questão de traduzi-lo: Rodrygo marcou três gols num mesmo jogo. Um deles, o segundo, merece algumas linhas de atenção.

O camisa 43, número incomum que em breve deverá se tornar 7, 10 ou 11, recebeu belo lançamento de Diego Pituca, como é bom ver jogador com apelido autêntico, e aplicou um drible desmoralizante no marcador antes de dar o tapa final para as redes. Gol de gente grande. Gol de quem sabe o que faz. Gol com o inconfundível DNA santista.

Desde 2010 qualquer garoto surgido em Santos logo é tratado como um novo Neymar. Foi assim com Neílton, que se achava Neymar antes mesmo de ser Neílton, Victor Andrade, abatido pela marra e empáfia, e até mesmo Gabigol, que ultimamente não anda merecendo o apelido que ganhou ainda nas categorias de base. Mas ao que tudo indica com Rodrygo será diferente. Com a mesma idade ele tem uma média de gols melhor que a do atacante que carrega quase toda a esperança brasileira de Hexa na Rússia.

Alto, rápido, inteligente, insinuante e, acima de tudo, habilidoso, o jovem atacante saído da melhor linha de montagem do futebol brasileiro é como aqueles estudos que os grandes pintores fazem para as suas obras.

Para quem não tem intimidade com as artes plásticas, todo quadro tem várias versões anteriores daquela que vemos nos museus e galerias. A cada esboço a tela fica mais próxima da sua versão final. Em grandes exposições é comum que esses “desenhos” sejam exibidos ao lado da obra eterna e definitiva.

Cada jogo de Rodrygo tem sido um esboço de uma obra de arte em construção. Santistas torcem para que amanhã esse jovem Caravaggio da bola apresente sua primeira grande tela no atelier do rival em Itaquera.


Bom Cruzeiro vence Santos, um time sem ligação
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Futebol é impressionante. O Santos fez substituições ousadas para buscar a vitória no belo clássico contra o Cruzeiro. Tirou Pituca e colocou Bruno Henrique. (Que volte bem). Mano Menezes reagiu com a entrada de Bruno Silva, volante. Em lugar de Sassá, centroavante.

E Bruno Silva, de cabeça, na primeira jogada, fez o gol da vitória. E o Cruzeiro teve seu melhor momento. No contra-ataque, teve muitas chances.

O Santos não jogou mal, mas, uma vez mais, foi um time estanque. Pituca, Renato e Jean Motta não fazem a bola chegar. Sasha e Gabigol não voltam para buscar.

E não vale a muleta do ‘não temos um meia clássico.”. Quem tem? Ainda existe? É hora de buscar opções. Um jogo mais efetivo pelos lados, por exemplo.

Problema que Jair não está conseguindo resolver.


Tricolor abre mão de três volantes e ganha três pontos
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Foi um clássico de alto nível. Jogo rápido, jogo pegado, com chances dos dois lados. E, reconheçamos, com uma boa participação do árbitro, que mostrou um estilo que privilegia o tempo de bola rolando, não caindo no conto dos piscineiros. O São Paulo mereceu a vitória, mas se o sufoco final imposto pelo Santos tivesse resultado em um gol não seria nada errado.

O domínio do São Paulo foi imenso no começo do jogo. O time impôs seu jogo, marcou no campo adversário, com Anderson Martins no meio do campo e Hudson na meia lua do rival (em algumas situações, deixemos claro). A causa principal, a meu ver, foi a opção de Diego Aguirre por um time com apenas dois volantes. E, pelos lados do campo, havia duas duplas fortes: Militão e Marcos Guilherme e Everton com Reinaldo.

A intensidade foi muita mas não foi duradoura. O Santos equilibrou o jogo e teve também chances para marcar, mas a tônica do primeiro tempo foi mesmo o seu início. O São Paulo pressionou tanto, que poderia ter marcado a um minuto, com Diego Souza.

Ele não errou ao fazer o gol do jogo, após um cruzamento perfeito de Everton. Diego se antecipou a David Braz, atacou a bola e cabeceou muito bem. Mostrou que pode ser útil ao time, apesar de não ser um centroavante como os últimos que passaram pelo clube, dese Pato a Luís Fabiano. E Allan Kardec.

O Santos reagiu e começou a pressionar o São Paulo. Muito. Aguirre fez então uma mudança tática que não envolveu troca de jogadores. Marcos Guilherme e Everton recuaram uns metros e formou-se uma postura com duas linhas de quatro atrás. Que funcionou muito bem, com dedicação extrema dos jogadores. Ninguém negou suor.

Aguirre acertou de novo. Percebeu que não se pode ficar apenas na defensiva, sem contra-ataque e trocou Diego Souza por Trellez. Para ter um desafogo que Diego, cansado, já não conseguia. Talvez o melhor fosse colocar Regis. Mas a leitura foi certíssima.

Então, todo o esforço físico apresentou a conta. Reinaldo e Everton saíram. A dupla da esquerda ficou formada por Edimar e Liziero. E tome sufoco do Santos, com grande partida de Gabigol.

O drama do São Paulo aumentou com o mau estado físico de Marcos Guilherme. Não poderia sair e Trellez foi jogar pela direita. E ainda Anderson Martins foi expulso, com correção. Com dez e sendo muito pressionado, o São Paulo se superou. Nessa fase final do jogo, Liziero se destacou. Além de jogar pelo lado esquerdo, infiltrou-se também pelo meio, tabelando com Nenê.

Assim, o São Paulo conseguiu sua segunda vitória. Foi heroica. E mostrou evolução.