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São Paulo mais agradável de ver
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Menon

O São Paulo não se tornou um grande time de uma hora para outra. Mas permitiu ao seu torcedor respirar durante o jogo. Antes, com Aguirre, a angústia era total, mesmo quando o time estava vencendo. Era um jogo estritamente de resposta, fechado atrás e apostando em contra-ataques com Everton e Rojas. Quando perdeu os dois, a queda foi muito grande.

Contra o Cruzeiro, com Jardine, foi diferente. O time mostrou variação tática. Não havia três volantes. Não havia dois homens espetados nas pontas. Ele colocou Shaylon desde o início, formando uma dupla de meias com Nenê. Os dois foram bem. Nenê melhor, flutuando bastante. Shaylon mostrou participação efetiva no jogo. Não foi o cara desligado de outras partidas. Mostrou que pode ser um jogador com futuro no São Paulo e não no Portimorense, onde está Lucas Fernandes.

Ao desistir do jogo de contra-ataque, o São Paulo passou a ter mais posse de bola e mais variedade de ataque. Criou jogo também pelo meio, não apenas com cruzamentos. Aos 38 minutos, foi possível ver o São Paulo pressionando a saída de bola do rival. Algo impensável ha pouco tempo.

Ainda há o que melhorar. E muito. Diego Souza e Nenê, juntos, têm 70 anos. Difícil manter o ritmo até o final. Sempre há uma queda de rendimento que traz muitas preocupações.

Pena que a contusão de Reinaldo tenha queimando uma substituição, o que impediu a entrada de um garoto a mais. Anthony poderia ter mais um pouco de experiência já visando o próximo ano.


Salve o São Paulo, Raí
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Menon

Caro Raí

Você viu o filme “Onde a moeda cai de pé”? Espetacular. Mostra toda a grandeza do São Paulo. Mas, o que estou falando? Com certeza, já viu. Você é parte importante do filme. E está lá, com seus gols e com seu depoimento.

Com certeza, você se emocionou com os grandes craques que vestiram a camisa tricolor.  Friendereich, Leônidas e Zizinho. Os três foram os melhores do Brasil, cada um em sua época. Careca, o maior paceiro de Maradona. Rogério, o goleiro-artilheiro. Os Menudos. O seu São Paulo bicampeão mundial.

E o tri? Eu me lembro de você, lá no Japão, participando dos treinos com os jogadores. E, depois, na hora da festa, saindo de cena. Muito caráter. Ajudou, deu apoio, mas não aceitou ofuscar a festa dos outros.

Há uma tristeza escondida no filme. Reparou? Laudo Natel explica o jejum de 1957 a 1970 como uma opção para que não faltasse dinheiro para a construção do estádio. E, no final, há um corte no tempo. Lucas levanta a taça da Sul-americana e já temos a despedida de Rogério, com sua presença.

O último título e a despedida do ídolo. Jejum de 13 anos no Paulistão. Jejum de dez anos Brasileiro. E qual o ganho colateral? Nenhum.

Aí é que você entra, Raí. É preciso decifrar os motivos de tamanha decadência. O que aconteceu com esse clube. Mudança de estatuto e corrupção são mais efeito do que causa.

Para mim, a causa principal foi a ausência de grandeza. Deixaram de ser sonhadores, deixaram de pensar o futuro e preferiram o apequenamento e a arrogância. A conversa de Soberano é tão ridícula como contraproducente.

Raí, você chegou ao clube como uma brisa de ar fresco. Um tufão. Toda a esperança de renovação está em você. Renovação? Melhor dizer reconstrução.

Mesmo os críticos mais acerbos que te compararam com Eurico Miranda e que questionam a montagem do elenco de 2018, sabem que você pode acertar. Quem mais, se não você?

É preciso olhar a história.

O São Paulo, nos últimos 45 anos, com exceção de um breve período nos anos 80, teve goleiros de seleção brasileira: Waldir Peres, Gilmar, Zetti e Rogério.

Outro ponto recorrente na história do clube é o pensar grande. É a contratação de grandes jogadores. Leônidas, que fez a moeda cair de pé. Zizinho para o título de 57. Gérson, Pedro Rocha e Toninho para os anos 70. Careca, para orientar os Meninos. Raí, em 98. Toninho Cerezo para os Mundiais.

E contrações geniais, sem muito dinheiro, como Dario Pereira, Leonardo, Lugano…

Outra vertente? A base. Olha so: Rogério, Cafu, Jurandir, Dias, Nelsinho, Casemiro, Kaká e Silas; Muller, Serginho e Zé Sérgio. E muitos outros: Mauro Ramos, Bauer, Lucas…

Se a Bahia deu régua e compasso para Gilberto Gil, a História Tricolor deve ser seu guia.

Pegue a história nas mãos, Raí, e leve o São Paulo novamente ao seu destino glorioso.

Boa sorte.

Menon

 

 


Pergunta para Raí
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Não pude participar da coletiva de Raí, a respeito da demissão de Aguirre.

“Você é o responsável pela formação do elenco do São Paulo. Não há reserva à altura para Bruno Peres, Rojas, Nenê e Everton. Trellez, Nenê, Jean e Diego Souza não são contratações que possam ser consideradas um sucesso total. Assim, você se considera responsável também pelo fracasso de Aguire?”

E vocês o que acham?


André Jardine é a melhor opção
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Menon

A efetivação de André Jardine como treinador do São Paulo para 2019 seria a melhor decisão a ser tomada por Raí. No mínimo, seria uma brisa de modernidade, Após comportar-se como um cartola das antigas na demissão de Aguirre.

Jardine tem muitas qualidades.

É um dos maiores vencedores nas categorias de base, atuando no São Paulo, Grêmio e Inter.

É adepto de um futebol agradável, com posse de bola, sempre buscando o ataque.

O São Paulo tem apostado nele. Foi integrado à comissão técnica permanente e esteve na Europa se atualizando.

Tem um conhecimento muito grande da base do São Paulo. Importantíssimo. Basta ver dois casos específicos.

1) Rojas só voltará a jogar no Brasileiro. Outro treinador pedirá um reforço. Jardine poderá fazer a transição definitiva de Helinho, Anthony ou até Caíque. Os dois primeiros são jogadores de futuro enorme.

2) Shaylon. O meia era destaque do sub-20. Ceni o tirou da Libertadores-17 para levá-lo ao profissional. Nunca rendeu bem. Com Jardine, pode se recuperar.

O que há contra Jardine?

O medo de que não tenha bagagem para comandar um grupo de veteranos? Bem, se não tem agora, aos 39 anos, não terá nunca.

O medo de “queimar” um treinador de futuro? Aí, eu me lembro da camisa de gola rolê que minha mãe me deu quando eu tinha 15 anos. Estava na moda. Mamãe não queria que eu usasse todo dia. Dizia que ia estragar. Então, cresci para cima e para os lados. E usei muito pouco.

Está na hora de Jardine. Se não der certo, ele seguirá a vida em outro clube. Vitorioso será, sem dúvida.

As outras opções são Mano Menezes e Abel. Mano está empregado e sua vinda custaria muito dinheiro. Abel não tem feito bons trabalhos.

O São Paulo precisa apostar no futuro. Jardine é o nome.

 


Banco Inter não endossa comemoração de Diego Souza
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O Banco Inter, através de sua assessoria de imprensa e atendendo a um pedido do blog, se posicionou sobre a comemoração de Diego Souza ao abrir o marcador no jogo contra o Flamengo no domingo.

“A manifestação do atleta não representa a posição da instituição”

Nenhuma reprovação e nenhum apoio. E a demonstração de que o gesto imitando arma, a continência e o grito de “capitão”, configurando apoio ao presidente eleito,  devem ser creditados apenas do jogador e não à instituição que tem o logo estampado na camisa do jogador.

O São Paulo ficou INCOMODADO COM O GESTO DE DIEGO, MAS NÃO VAI PUNIR O JOGADOR.

 

 


Cotia salva São Paulo no jogo maluco
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Menon

Em um jogo eletrizante, com muita ligação direta, muita velocidade, jogadas pelos lados e pouco “pensamento”, o Flamengo, apesar de estar atrás duas vezes, empatou o jogo.

E poderia ter vencido não fossem erros incríveis de finalização diante de um São Paulo extenuado no final do jogo.

O São Paulo pode comemorar muito a atuação de três jovens de Cotia. Luan foi o melhor. Jogador de rendimento constante, volante vertical, de área a área. Uma realidade. Quase fez um gol.

Liziero é do mesmo estilo. Começou jogando na frente e depois, no sufoco final, recuou.

Helinho estreou com um golaço. Teve aquilo com que todo jovem sonhar. Não manteve o ritmo, o que seria impossível. Não é Pelé. Foi um lindo cartão de visitas de quem tem grande futuro.

São três jovens que devem ser titulares em 2019. Há um time a ser construído a partir deles. O São Paulo não pode terminar um jogo sem pernas.


Vanderlei e a maldição do gol tricolor
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Menon

O São Paulo negocia para ter Vanderlei em 2019. O Santos pede 30 milhões por um goleiro de 34 anos. Se aceitar, o São Paulo estará cometendo mais um erro na sua luta contra a maldição do gol. Maldição que pode receber o nome de incompetência.

Antes, uma digressão pela Bíblia.

O Faraó sonhou com sete vacas gordas. E depois com sete vacas magras, que devoravam as primeiras. Pediu a José que interpretasse seu sonho.

Ele disse que as sete vacas gordas significavam sete anos de fartura para o Egito. Anos que seriam substituídos por outros sete, de muita penúria. Sugeriu ao Faraó que nomeasse um grande administrador e que o obrigasse a poupar trigo durante os sete anos de fartura, para enfrentar os anos ruins.

Se houver um paralelo, o São Paulo terá 30 anos de goleiros ruins. Como em 1984, quando Barbirotto, Tonho e Abelha se revezavam na tarefa de assustar os torcedores.

Então, houve três acertos incríveis.

Em 1985, o clube contratou Gilmar. Um ótimo goleiro, discreto e com muita personalidade. Esteve na Copa de 94.

Em 1990, contratou Zetti. Foi bicampeão mundial pelo clube. E esteve na Copa 94.

Em 1997, abriu mão de Zetti e Rogério Ceni ganhou a posição. Fez história.

Três decisões acertadíssimas que garantiram 30 anos de tranquilidade.

E depois? O caos.

Apostaram em Denis, alguém com toda pinta de coadjuvante.

Apostaram em Renan Ribeiro.

Não deu certo. Era hora de um grande goleiro. Trouxeram Sidão de graça e com fama de jogar bem com os pés.

O barato saiu caro.

E o que foi feito?

Renovaram o contrato por mais um ano e trouxeram Jean, por 6 milhões.

Não é um goleiro que dê tranquilidade total. Não é. Imaturo e com comportamento discutível.

E, durante todo esse período, Lucas Perri, 21 anos, nunca teve uma chance.

E agora? Passa a régua e trás um goleiro indiscutível. Não é, ninguém é, mas é melhor que os outros.

Vanderlei seria ótima contratação em 2016 ou 2017. E agora? Uma boa solução a curto prazo, mas quem garante que estará bem em três anos?

Faltou uma previsão correta, como a que José fez ao Faraó. Não agiram na hora certa e agora, é mais dinheiro para corrigir ações erradas.

 


São Paulo: R$ 33 milhões e nenhuma solução
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Menon

Há muito a corrigir no elenco do São Paulo. E não é por falta de dinheiro. Raí gastou quase 50 milhões, dinheiro da venda de Prato, e Diego Aguirre não tem reserva para Nenê, Rojas, Everton e Bruno Peres.

A seguir, um  resumo de como o dinheiro foi (mal?) gasto. Dos quase 50 milhões, apenas os 15 milhões gastos para tirar Everton do Flamengo são inquestionáveis. Os outros 33 milhões trouxeram muito mais dúvidas que certezas ao clube.

O São Paulo tem três centroavantes: Diego Souza, Gonzalo Carneiro (podem jogar também como meia) e Trellez. Qual dos três é uma certeza para 2019? Certeza de ser o titular? Ou, ainda mais, certeza de apresentar um bom rendimento durante o ano todo? Aquele que o torcedor pode dizer: “estamos garantidos, temos um cara que fará mais de 20 gols no ano, temos um centroavante que nos garantirá vitórias em jogos duros e decisivos”?

Qual dos três?

Nenhum.

E o São Paulo gastou muito por eles. Sob o o comando de Raí. Dieg Souza custou R$ 10 milhões, Trelles veio por R$ 6 milhões e Gonzalo Carneiro, R$ 2,6 milhões. Pelo uruguaio, o São Paulo ainda vai pagar nova parcela de mesmo valor. Carneiro está tendo algumas chances agora, é difícil saber do seu potencial, mas certeza, não é.

Então, somando, temos R$ 18,6 milhões gastos e nenhuma certeza.

O São Paulo tem dois goleiros: Sidão e Jean. Não conto Perri porque ainda não estreou, o que considero um erro. Então, vamos nos fixar nos dois que atuam.

Qual dois dois é uma certeza para 2019? Certeza de segurança, certeza de estar pelo menos entre os sete melhores do campeonato?

Nenhum, não é.

E o São Paulo gastou R$ 6 milhões para ter Jean. Se ele tivesse cumprido algumas metas, custaria R$ 10 milhões.

Existe alguma certeza de que Jucilei será um volante que renda muito bem, com boa chegada na área? Impossível. Existe alguma certeza de que ele será titular do São Paulo? Não, já que está ameaçado por Liziero e Luan. E o São Paulo pagou R$ 4,6 milhões por ele. Como pagou R$ 400 mil por Edimar. Pouco dinheiro, certeza nenhuma.

E Everton Felipe? Algum torcedor tem certeza de um bom aproveitamento dele? Pode-se dizer que ele tomará a posição de Rojas? Ou, que pelo menos, será um bom reserva para Rojas ou Everton? Nenhuma certeza. Por enquanto, na ausência de Everton, Diego Aguirre é obrigado a escalar Reinaldo ou Liziero. Everton Felipe custou R$ 3 milhões e mais o Morato. E o Sport receberá mais R$ 3 milhões em janeiro.

Somando, então, temos R$ 32,6 milhões gastos. Nenhum título. Nenhuma certeza para 2019.

E temos ainda Everton, Custou R$ 15 milhões e aprovou totalmente. É uma certeza para 2019. Será o principal jogador do time. Desde que as contusões não o atrapalhem.

Ironia do São Paulo. Se quiser ser campeão da Libertadores, precisará de um goleiro, de um meia e de um centroavante. O dinheiro gasto em 2018, sob este aspecto, foi perdido.


Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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Menon

O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 


São Paulo tem segundo turno horrível
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Menon

O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.