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Timão x Tricolor: qual a melhor base?
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Menon

São Paulo e Corinthians disputam o título da Copa do Brasil Sub-20. Quem, historicamente, revela mais? Fiz uma seleção dos dois times. É muita qualidade. Não me atrevo a fazer uma seleção única.

O que acham?

Corinthians – Ronaldo, Fagner, Marquinhos, Luiz Carlos e Wladmir; Roberto Belangero, Malcon e Rivellino; Luizinho , Casagrande e Willian.

Também lembrei de Gilmar, Jô, Gil, Everton Ribeiro, Idário, Zé Elias, Betão, Adãozinho.

São Paulo – Rogério, Cafu, Mauro, Roberto Dias e André; Casemiro, Bauer é Kaká; Muller, Serginho e Zé Sérgio.

Também lembrei de Ederson, Hernanes, Lucas, Silas e Muricy.

Concordam?

Qual seria a melhor, juntando os dois times?

 

 

 


Aguirre, três rodízios e a briga por posição
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Menon

Diego Aguirre fica incomodado com a pecha de treinador que troca muito o time, impondo um rodízio entre os jogadores do elenco. Disse que não é bem assim, que tem jogadores que estão em todas as partidas e outros que ganham a posição dentro dos treinamentos. É verdade. A partir daí, ele tem quatro tipos de rodízio.

Os titulares: Sidão, Militão, Reinaldo, Jucilei, Nenê, Everton e Diego Souza.

E as trocas?

Rodízio por cansaço – É restrito a Diego Souza. Ele ainda não está em ótimas condições físicas e talvez nem consiga estar. Em alguns jogos, por decisão de Aguirre ou dos médicos, dará lugar a Trellez. É uma substituição constante durante os jogos, o que já significa um mini rodízio. Agora, com jogos duas vezes por semana, é bem provável que Nenê faça parte do rodízio e que Shaylon apareça em mais partidas.

Rodízio técnico – Aguirre elogia muito os seus quatro zagueiros – Arboleda, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Anderson Martins – e confia também em Militão na zaga. Como todos são bons, é possível trocar bastante em vez de se fixar em uma dupla única. Quando um time tem uma dupla titular, o primeiro reserva só entra se houver contusão, expulsões ou acúmulo de cartões amarelos. Joga pouco. E o segundo reserva praticamente não joga. O quinto, só acumula gordura. Com o rodízio, todos se preparam para entrar, todos ficam mais descansados diante de uma maratona e o time não sofre com cansaço acumulado.

Rodízio tático e briga por posição – Aguirre optou por jogar com três volantes. Um deles, Jucilei, que fica mais perto da defesa e outros dois que fazem o trabalho de transição. Um estilo comum na Argentina e no Uruguai. Contra o Santos, foram dois volantes. Ocorrem, então, muitas trocas e Jucilei é o único que não é afetado. Além da questão tática, há a luta por posição. Quem faz melhor o papel de transição? Liziero, Hudson ou Petros? Eu jogaria com Jucilei, Liziero e Lucas Fernandes. É apenas uma opção. Aguirre está sinalizando com Jucilei, Hudson e Petros.

 

Há ainda uma outra briga por posição: Marcos Guilherme ou Régis. Se o time jogar no 4-2-3-1, Marcos Guilherme sai na frente. Se atuar com três zagueiros, Régis tem mais possibilidades.

De uma maneira ou de outra, dificilmente o são-paulinos recitarão, como antigamente, o time de um a onze. Do goleiro ao ponta-esquerda. Mesmo porque não existe mais numeração de um a onze. E nem ponta-esquerda. E, no caso do São Paulo, nem….deixa para lá, Menon, não seja maldoso.


Tricolor abre mão de três volantes e ganha três pontos
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Menon

Foi um clássico de alto nível. Jogo rápido, jogo pegado, com chances dos dois lados. E, reconheçamos, com uma boa participação do árbitro, que mostrou um estilo que privilegia o tempo de bola rolando, não caindo no conto dos piscineiros. O São Paulo mereceu a vitória, mas se o sufoco final imposto pelo Santos tivesse resultado em um gol não seria nada errado.

O domínio do São Paulo foi imenso no começo do jogo. O time impôs seu jogo, marcou no campo adversário, com Anderson Martins no meio do campo e Hudson na meia lua do rival (em algumas situações, deixemos claro). A causa principal, a meu ver, foi a opção de Diego Aguirre por um time com apenas dois volantes. E, pelos lados do campo, havia duas duplas fortes: Militão e Marcos Guilherme e Everton com Reinaldo.

A intensidade foi muita mas não foi duradoura. O Santos equilibrou o jogo e teve também chances para marcar, mas a tônica do primeiro tempo foi mesmo o seu início. O São Paulo pressionou tanto, que poderia ter marcado a um minuto, com Diego Souza.

Ele não errou ao fazer o gol do jogo, após um cruzamento perfeito de Everton. Diego se antecipou a David Braz, atacou a bola e cabeceou muito bem. Mostrou que pode ser útil ao time, apesar de não ser um centroavante como os últimos que passaram pelo clube, dese Pato a Luís Fabiano. E Allan Kardec.

O Santos reagiu e começou a pressionar o São Paulo. Muito. Aguirre fez então uma mudança tática que não envolveu troca de jogadores. Marcos Guilherme e Everton recuaram uns metros e formou-se uma postura com duas linhas de quatro atrás. Que funcionou muito bem, com dedicação extrema dos jogadores. Ninguém negou suor.

Aguirre acertou de novo. Percebeu que não se pode ficar apenas na defensiva, sem contra-ataque e trocou Diego Souza por Trellez. Para ter um desafogo que Diego, cansado, já não conseguia. Talvez o melhor fosse colocar Regis. Mas a leitura foi certíssima.

Então, todo o esforço físico apresentou a conta. Reinaldo e Everton saíram. A dupla da esquerda ficou formada por Edimar e Liziero. E tome sufoco do Santos, com grande partida de Gabigol.

O drama do São Paulo aumentou com o mau estado físico de Marcos Guilherme. Não poderia sair e Trellez foi jogar pela direita. E ainda Anderson Martins foi expulso, com correção. Com dez e sendo muito pressionado, o São Paulo se superou. Nessa fase final do jogo, Liziero se destacou. Além de jogar pelo lado esquerdo, infiltrou-se também pelo meio, tabelando com Nenê.

Assim, o São Paulo conseguiu sua segunda vitória. Foi heroica. E mostrou evolução.


São Paulo pode ter time de basquete na Liga Ouro
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Menon

Há dois meses, João Fernando Rossi, presidente da LNB – Liga Nacional de Basquete – ligou para Leco, presidente do São Paulo. Os dois são sócios do Pinheiros. “Soube que ele queria investir em vôlei feminino e falei que gostaria que o São Paulo tivesse um time participando do NBB”. Foi convidado para uma reunião.

Rossi demonstrou as possibilidades comerciais do NBB, mostrou a exposição que o esporte recebe na televisão e acha que o recado foi bem dado. Uma percepção correta. “Eles demonstraram interesse no São Paulo e nós também ficamos impressionados e interessados. Estamos estudando”, diz Rodrigo Gaspar, diretor executivo do clube.

Um dos argumentos de Rossi foi que, no mundo todo, os grandes clubes de futebol têm grandes equipes de basquete também. Citou Barcelona e Real Madrid e lembrou que Vasco, Botafogo e Flamengo estão no NBB. O Corinthians está disputando a Liga Ouro, a segunda divisão, e tem muitas possibilidades de chegar na elite no próximo ano.

A LNB é responsável por três campeonatos. O NBB, que terá Paulistano e Mogi decidindo o título, a Liga Ouro e a Liga de Desenvolvimento, um campeonato para jogadores até 23 anos. Tem ainda um quarto “produto”, que é o Jogo das Estrelas, realizado nos últimos anos no Ibirapuera. São dois dias de competições de enterradas, campeonato de três pontos, de habilidade e um jogo entre estrangeiros e brasileiros, escolhidos por votação popular. Direcionado para a televisão, é um sucesso, sempre com o ginásio lotado.

Se aceitar o convite, o São Paulo disputaria a Liga Ouro. “O NBB é um campeonato com acesso e descenso e não podemos aceitar que alguém vá diretamente para o campeonato principal”, diz Rossi. A Liga Ouro é o caminho natural e foi seguido por todos os times “futebolísticos”. O Palmeiras, que já esteve no NBB, disputará a Liga de Desenvolvimento em 2019.

O investimento médio de um clube que sonha com o acesso é em torno de R$ 120 mil mensais. O atacante Thomaz, que o São Paulo cedeu ao Paysandu, recebia R$ 80 mil por mês. “Nosso interesse é ter um time do São Paulo e não parcerias com prefeituras do interior”, diz Rodrigo Gaspar.

Seria o São Paulo mesmo e não o que se chama de “barriga de aluguel”.


Shaylon salva o único invicto
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Menon

Vibra, Shaylon.

Foi um golaço. Nos últimos segundos. Evitou a derrota. Manteve o São Paulo como único invicto do Brasileiro. Apenas três pontos atrás do líder.

Vibra, Shaylon.

Se mostrar mais vibração e menos timidez, poderá ganhar um lugar no time.

O São Paulo precisa de jogadores desequilibrantes.

Para romper o mito do elenco equilibrado.

Como um elenco equilibrado pode ganhar títulos?

Se o equilíbrio for constante, em nível de médio para cima e com alguns jogadores que façam a diferença.

No São Paulo, apenas Nenê mantém um nível alto e constante. Cueva, que está saindo, tem lampejos de desequilíbrio em meio a uma constante falta de comprometimento com o grupo.

E os outros jogadores montam um equilíbrio que “desequilibra” para baixo e não para o alto.

Petros estava mal. Entra Hudson e vai ainda pior.

Sidão faz boas defesas, mas não foi bem no gol.

Reinado foi bisonho no gol.

Everton, contratado por milhões, não fez uma partida acima do que faz Marcos Guilherme constantemente.

Militão é ótimo marcador, um dos melhores do Brasil, mas apoia mal. Regis apoia bem e marca mal.

Um outro exemplo do elenco equilibrado é Valdívia. Alguém tem certeza que ele entrará em campo e mudará o jogo? Tem dia que vai bem e tem dia que vai mal.

Trellez e Diego Souza não são constantes. Aliás, o colombiano fez um belo gol contra o Bahia. Como Diego fizera contra o Galo.

Com tantos problemas, o São Paulo precisa comemorar muito o empate. Foi o terceiro fora de casa, após Ceará e Fluminense, que poderia ter vencido. Teria nove pontos, 60% dos 15 disputados.

Por enquanto, está no meio da tabela. Três atrás do líder, dois ou três à frente do rebaixamento.

Para sonhar com alguma coisa boa, precisa de mais jogadores desequilibrantes. E que os coadjuvantes rompam o equilíbrio para cima e não para baixo. Um dia de ótima partida de Reinaldo, Everton e Shaylon, todos juntos e ao mesmo tempo.

Só assim deixará de ser um time médio.


Petros e Cueva, marketing e falta de comprometimento
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Menon

A favor de Petros, antes que se esqueça, é necessário dizer que ele não é meia, onde é escalado por Dorival e agora, Aguirre. E que é esforçado, muito esforçado. Então, fica difícil analisar, tecnicamente falando, quem  está em posição errada.

Mas, qual é mesmo a posição em que Petros rende bem?

Ele não é um volante de contenção, um volante-volante. Não tem um poder de marcação que justifique a escalação. Jucilei, por exemplo, é muito mais efetivo, desarma muito mais e tem passe melhor.

E segundo volante? Bem, há dois tipos: o que carrega a bola até o ataque e o que faz lançamentos. O bom mesmo é quem faça as duas coisas. E ele não é ótimo em nenhuma das funções. Dentro do elenco do São Paulo, há quem faça muito melhor. Liziero, por exemplo. Hudson também.

Como deveria jogar Petros, se não tem força para ser primeiro volante, se não tem saída de bola para ser segundo volante e se não tem requisito técnico algum para ser  meia?

Como um auxiliar de tudo isso. Um a mais para ajudar a defender, para ajudar a passar, só isso. Pode ser útil quando o time precisa realmente defender um resultado, porque o que não se pode negar é que tem vontade e dedicação.

O que não pode é ser titular.

E, então, por que chegou a ser ídolo da torcida?

Porque, quando o time estava muito mal, ele se dedicou muito. Trabalhou duro. E porque fala o que a torcida quer ouvir.

Foi assim quando falou que o São Paulo havia dado uma aula no Corinthians, em um empate no Morumbi. Foi assim todas as vezes após jogo em que foi dar entrevistas, sem se negar, sem esconder a cara.

E foi assim, principalmente em duas ocasiões. Quando disse que o zagueiro Kanu, do Vitória, havia menosprezado o São Paulo. “Aqui, tem pai de família”, foi a frase cunhada. O que não significa absolutamente nada. Se os jogadores do São Paulo fossem solteiros, Kanu poderia ter dito o que disse, algo sobre a facilidade que seria vencer o São Paulo?

E depois, quando raspou a cabeça dos jogadores da base incorporados ao time principal. Criou assim o marketing de paizão, pronto a recepcionar os futuros colegas, pronto a buscar a integração. E se alguém não gostasse, como Rogério Ceni não gostou, em 1997, na seleção brasileira?

Mas, estava construída a imagem do paizão. E do pai de família. E que caiu muito bem até para a comunicação do clube que fazia a campanha #abasevemforte, baseada também em jogadores muito fracos como Pedro (foi para o São Bento), Rony (CSA) e Paulo Henrique (que ninguém quer).

Tiremos o marketing de Petros e o que resta? Um jogador razoável, um jogador que se entrega e capaz de uma irresponsabilidade como a de ser expulso como foi, com uma falta criminosa. Talvez já tenha pedido que o assessor de imprensa, se é que tem, faça u pedido de desculpas no instagram. Pedido acompanhado de menções sobre amor à camisa…. Marketing puro.

E Cueva?

A favor de Cueva, é necessário dizer que pedir licença para acompanhar o nascimento de um filho é algo totalmente natural e aceitável, principalmente após uma classificação e em início de Brasileiro.

Também pode se dizer que é um jogador de boa técnica, capaz de “quebrar as linhas” rivais, como se costuma dizer.

E só. O comprometimento com a entidade não existe.

Vamos até relevar que ficou uns dias a mais no Peru, após a histórica classificação para o Mundial, “quebrando tudo”.

Mas, começar o ano com uma semana de atraso porque estava se dedicando a fotos e filmes promocionais é tratar o clube que o paga como uma merda.

O que ele queria realmente é forçar uma saída. Do jeito que quisesse e quando quisesse. Raí impediu, o que foi sua melhor atitude até agora, como diretor de futebol. Foi enquadrado, fez um gol, pediu perdão e…foi atropelado por Nenê. Eu acho que os dois precisavam jogar juntos, mas, se apenas um deve entrar em campo, que seja aquele que, além de jogar bola, se compromete com o clube, respeita o clube e os companheiros.

Para fazer o que faz, Cueva precisava jogar como Pedro Rocha. Que nunca fez o que ele faz.

Que faça uma grande Copa e que o São Paulo saiba muito bem como utilizar o dinheiro de sua transação.


São Paulo classificado. Drama eterno
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Menon

Ufa!

Vitórias do São Paulo, ao contrário de drogas proibidas, trazem euforia apenas no dia seguinte, quando o susto foi assimilado. No momento em que ocorrre, o sentimento é de alívio.

Poderia ser uma goleada. Diego Souza, Petros e Nenê perderam gols que até vovó faria. E parou. O time parou. E o Rosario reagiu. Poderia ter marcado também. E começou o sufoco.

Muito do que o São Paulo sofre é por conta da excessiva cautela de Aguirre. Até quando, o sistema com Jucilei na proteção à zaga e a transição nos pés de Liziero e Petros?

Por que não Cueva ou Lucas Fernandes ou Marcos Guilherme?

Bem, difícil defender Cueva após o jogo contra o Rosario. Não foi bem e ainda foi expulso. E Petros, também expulso de maneira vergonhosa? Duas entradas ridículas.

Talvez alguém fale em raça uruguaia, heroísmo, coração no bico da chuteira blá blá blá…

O único que se sabe é que haverá e drama no próximo jogo e no outro e no outro….


Quarta decisão para Aguirre. É vitória ou crise
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Menon

O São Paulo, de Aguirre, vive sua quarta divisão em 12 jogos. Eliminou o São Caetano e foi eliminado por Corinthians e Atlético-PR. Está fora do Paulista e da Copa do Brasil, um título que parece inatingível para o clube que ganhou tudo e há tempos não ganha nada. Agora, é o Rosario, pela sul-americana.

O adversário parece escolhido a dedo. Perdeu as quatro últimas partidas. Perdeu o técnico. O maior ídolo, Marco Rubén, está saindo. É só ganhar por um gol de diferença que o São Paulo se classifica.

Aí está o problema.

O São Paulo de Aguirre tem dificuldades imensas para vencer. Quem quer que seja.

Mesmo quando sai na frente, não consegue manter o resultado. Sempre há um erro que transforma o grito de vitória em lamento.

Para se classificar, o São Paulo precisa terminar com a síndrome de vaca holandesa, aquela que dá centenas de litros de leite e depois chuta o balde.

Precisa fazer um gol e impedir o empate.

Se não conseguir, a crise estará instalada. Serão três eliminações em 12 jogos. 12 jogos e apenas três vitórias.

Tudo ou nada? Tudo, parece exagero. Nada é bem mais palpável.


Rodrigo Caio, vítima da falta de caráter
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Menon

O garoto chega ao clube com 14 anos. Faz carreira vitoriosa na base. Chega ao time principal, se destaca e vai para o Exterior, deixando saudades e um bom dinheiro no caixa do clube.

Rodrigo Caio disse ao “Bola da Vez”, que irá ao ar na terça-feira que o roteiro se repetirá com ele também. Disse que o momento de sair está próximo.

Com uma diferença. Mesmo tendo feito quase 300 jogos, mesmo se dedicando muito, mesmo sendo campeão olímpico, mesmo sendo são-paulino, não deixará saudades em parte da torcida.

E nem será por conta da decepção em um erro ou outro, como na furada de cabeça contra o Furacão.

Não, Rodrigo Caio é odiado (sem exagero) porque foi honesto em um lance que levaria Jô, do Corinthians, a levar um amarelo. Assumiu a culpa diante do árbitro e a punição foi retirada.

Foi o bastante para que muitos torcedores passassem a ofendê-lo e a defender sua saída do clube. Quando Jô fez um gol com a mão e se calou, as críticas ao zagueiro se acumularam.

O interessante é que todos aqueles que criticam Rodrigo Caio tem verdadeira ojeriza a Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, a quem consideram… desonesto.

Não adianta ser honesto com um sujeito que é desonesto, esse é o raciocínio. Estamos em Pindorama, terra da moral complacente. Terra em que o honesto é perseguido.

 

 


Cautela excessiva de Aguirre prejudica o São Paulo
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Menon

Com quatro rodadas, é possível dizer que, dificilmente, o São Paulo passará por sofrimentos como dos últimos anos no Brasileiro. Mas, fica claro também que, se quiser algo mais do que não sofrer, Diego Aguirre precisa ser menos cauteloso do que é. O empate por 2 x 2 com o Galo tem muito a ver com isso.

As duas primeiras substitituições foram terríveis.

Ao final do primeiro tempo, trocou Bruno Alves por Marcos Guilherme. O motivo? Tinha um cartão amarelo em dividida com Fábio Santos, que levou a mesma punição. Recuou Régis para a zaga, abandonando a linha de três. Foi muito ruim. Régis não é um bom marcador e o Galo passou a levar muito perigo por ali. E Fábio Santos ficou pendurado até o final. Precisava ter trocado?

Aos dez minutos, Nenê precisou sair. E Aguirre, que poderia colocar Cueva, Valdivia ou Lucas Fernandes, optou por Liziero. Uma opção novamente cautelosa. Nada de transição pelo meio. O time dependia, para levar a bola à frente, das parcerias Liziero/Reinaldo e Marcos Guilherme/Régis. Muito pouco.

E o Galo passou a atacar ainda mais. Empatou com Roger o Guedes e desempatou com Ricardo Oliveira. Falha de Arboleda, o melhor do time, e de Diego Souza, no primeiro pau. O mesmo Diego Souza que havia atrapalhado a zaga do Galo no primeiro gol do São Paulo, o primeiro de Éverton, outro que jogou bem.

O gol saiu no momento em que Cueva entrava em lugar de Hudson, aos 33 minutos. Poderia ter entrado antes. Deveria ter entrado , antes. E, com três minutos em campo, o peruano deu lindo passe para Diego Souza empatar o jogo.

Daí, até o final, os dois times buscaram o gol que valeria a liderança. Os dois com muita velocidade. Lá e cá. E ninguém marcou. Ninguém pode reclamar do placar, mas o são-paulino pode – e muito – reclamar da falta de ousadia de seu treinador. Assim como no jogo contra o Fluminense, tentou garantir a vantagem mínima.