Blog do Menon

Arquivo : São Paulo

Hernanes de volta é golaço de Raí
Comentários Comente

Menon

Raí fez três gols no Corinthians em um clássico. Hoje, marcou seu terceiro gol no mercado da bola. Depois de Tiago Volpi e Pablo, chegou Hernanes. Contrato de três anos. Como eu disse, o São Paulo iria se reforçar

A importância de Hernanes foi sentida em 2017, quando chegou no segundo semestre e impediu a queda.

Agora, tem missão mais prazerosa. Será o comandante de um grupo que precisa conquistar um título. Com sua chegada, com certeza a vida do Talleres de Córdoba começa a ficar mais difícil.

Como Hernanes vai jogar? Tomara que Jardine adote o 4-1-2-3. Com Hudson (ou Luan) Hernanes e Liziero; Rojas, Pablo e Éverton. Ou Pablo na direita e Diego Souza no meio.

 

 

 

 

 


Flamengo, Rodrigo Caio e São Paulo podem comemorar
Comentários Comente

Menon

A ida de Rodrigo Caio para o Flamengo é boa para os dois. E para o São Paulo também.

O Flamengo ganha um zagueiro de ótimo nível técnico e intelectual, com 25 anos. Um candidato a líder.

Rodrigo Caio vai para um grande clube e com uma enorme torcida. Torcida que vai lhe dar o apoio negado pelos torcedores do São Paulo.

Negado por um motivo ridículo e que diz muito sobre a ética (ou falta de) de pessoas que nunca aceitaram o fato de ele haver dito a verdade e livrado Jô, do Corinthians, de um cartão amarelo.

E há outro motivo, muito mais grave. Ele se recusou a jogar na lateral em um momento crítico e ficou com fama de haver derrubado o treinador Aguirre.

E o São Paulo fica com um bom dinheiro que lhe permitirá atuar mais fortemente no mercado. O clube tem a previsão de arrecadar R$ 120 milhões com a venda de jogadores. E se o Flamengo vender Rodrigo Caio para a Europa? O São Paulo ainda terá 20% dos direitos do jogador.

 

 


São Paulo acerta com Pablo. E o armador, Raí?
Comentários Comente

Menon

Quem é Pablo?

Um jogador de 26 anos com apenas uma boa temporada no currículo?

Um jogador que fez um ótimo Brasileiro, mesclando boa técnica e oportunismo?

Os dois.

O São Paulo resolveu apostar na segunda hipótese. Acredita que o Pablo-18 seja permanente e não fugaz. Seja farol e não vagalume.

Pagou caro. R$ 31 milhões por 70% dos direitos. É o mesmo valor que pagou por Everton + Diego Souza + Trellez.

Uma contratação arriscada.

Uma contratação ousada.

Uma contratação necessária.

Uma contratação correta.

O fim de 2018 foi melancólico para o São Paulo. Ficou claro que o elenco precisava se reforçar. E agora, tem dois centroavantes. Podem se revezar. Podem jogar juntos.

Agora, é preciso resolver outro grande problema. O maior problema. A mãe de todos os problemas. Nenê. O São Paulo não voltará aos títulos se continuar refém do mimado jogador, que faz jys ao apelido.

Corre, Raí. O Grupo da Morte te espera.

 

 


São Paulo não é caso de paranoia
Comentários Comente

Menon

Vocês conhecem mãe desesperada? Avó desesperada? Aquelas pessoas adoráveis e que exalam preocupação por todos os poros? É mais ou menos assim:

Menino, amarra o cadarço do tênis.

Não precisa, mãe. Tá preso.

Tá nada. Estou vendo aqui.

Não vou amarrar.

Isso, não amarra não. Vai tropeçar perto daquele prédio em construção, um prego enferrujado vai furar seu pé. Vai dar gangrena e o médico vai amputar seu pé. E ainda tem o perigo de infecção hospitalar. Você morre. Amarra esse cadarço pelo amor de Deus que eu não quero perder meu filho tão novo.

Mãe são superprotetoras e sempre têm medo da “tempestade perfeita”.

A torcida do São Paulo está assim. Tem até um pouco de razão por causa de tantos anos ruins – cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça – mas está exagerando.

Qual é a “tempestade perfeita”?

O elenco é fraco.

Raí não contrata.

O clube não pede liberação de Luan da sub-20.

Perde a Flórida Cup.

A Pré Libertadores é difícil.

Os times do interior começam a se preparar antes dos grandes.

E, juntando tudo: “esse time fraco e sem o Luan, vai passar vergonha na Flórida  Cup, vai ser eliminado na pré Libertadores e perder na estreia do Paulistão. O treinador será demitido no máximo em abril e vai começar tudo de novo e o time pode até ser rebaixado no Brasileiro”.

Tempestade perfeita.

Mas….

O time e o elenco serão reforçados. Ainda não veio um grande jogador, mas as improvisações nas laterais acabaram. É o primeiro passo e outros virão. Já está passando da hora, mas chegarão.

O mais terrível que o sorteio da Pré Libertadores pode trazer na primeira fase é Talleres, Defensor, Nacional do Paraguai ou The Strongest. É preciso ter cuidado? Sim, mas é certeza que esses times estão torcendo para que o sorteio os poupe de São Paulo e Galo.

A segunda eliminatória pode trazer bad news, como Atlético Nacional. Sim, pode, mas não há motivo para pânico.

E o Pauistão? Estreia contra o Mirassol no Morumbi, visita ao Novorizontino e clássico contra o Santos.

Não há estadual com início tão difícil. E daí? Vai chorar? Vai pedir filiação no campeonato de Rondônia? Ou vai trabalhar desde já?

Antes de tanta preocupação, antes de acender velas a São Expedito, o santo das causas impossíveis, é bom esperar pelo trabalho de Raí. Mesmo porque, se não for bom, o ídolo tricolor também será vítima da tal “tempestade perfeita”.

 

 

 

 


Rossi, ex-presidente da LNB, será gestor do basquete do São Paulo
Comentários Comente

Menon

O projeto de time profissional de basquete do São Paulo ganhou um reforço importante. João Fernando Rossi, que deixou agora a presidência da Liga Nacional de Basquete, será o gestor. Ele se junta ao treinador Cláudio Mortari e, possivelmente, Ênio Vecchi como auxiliar.

Rossi foi considerado por todo o meio do basquete como um grande presidente da LNB. O NBB (Nosso Basquete Brasil) e a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), para jogadores até 23 anos se fortaleceram bastante. O NBB está na televisão seis vezes por semana, além de transmissão pelo Facebook e Twitter.
Outro grande êxito foi o destaque conseguido com o Jogo das Estrelas, com o Ibirapuera lotado, com show musical e grande exposição dos patrocinadores.
Após a confirmação de Rossi, o projeto do São Paulo cresce e permite a ida ao mercado em busca de patrocínio. Por enquanto, o clube dedicou R$500 mil de seu orçamento ao basquete. O investimento será bem maior.


Pratto e a decadência do São Paulo
Comentários Comente

Menon

Lucas Pratto foi extremamente decisivo para a maior conquista da gloriosa história do River Plate. Fez um gol em cada jogo. Não um gol qualquer, não um gol de goleada (nem houve), mas o importantíssimo gol de empate.

No primeiro jogo, apenas um minuto após a alegria do rival. No segundo, aos 22 minutos do segundo tempo. Foi Pratto quem colocou o River no caminho da glória.

Após o título, foi Pratto quem adicionou civilidade ao futebol. Caminhou até os derrotados e os cumprimentou um por um. Foi seguido por seus companheiros e o superclássico, marcado até então por ignomínia, vestiu-se de dignidade.

E foi um jogador assim, com técnica e caráter, que o São Paulo perdeu. A justificativa foi infantil: saudades da filha. Como se a garota morasse em Katmandu e não em Buenos Aires.

A verdade é outra. Pratto vislumbrou no River a possibilidade de grandes conquistas. Por que ficar em um clube enredado em brigas internas e sem ousadia?

Pratto foi contratado com o dinheiro da venda de David Neres. Aproximadamente os mesmos  R$ 45 milhões. E o clube gastou grande parte com Jean, Trellez, Diego Souza, Jucilei. Dinheiro perdido, sem retorno.

E agora? Vai contratar com qual dinheiro? Da venda de Liziero? Que grande jogador deseja ficar em um clube que vende o almoço para pagar o jantar?

 


Carlinhos Neves: “O melhor lugar para esse momento da carreira”
Comentários Comente

Menon

Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress

Carlinhos Neves está de volta ao São Paulo, após oito anos. “Avisa aí que o time da Comissão Técnica ficou mais forte para enfrentar o time dos jornalistas”, brincou ao iniciar a entrevista para o blog.

Como foram as negociações? Estavam rolando há tempos?

Nada disso. Terminou meu vínculo com o Santos após quatro meses e estava pensando nas férias em Florianópolis e Portugal, quando o Raí me contatou. Depois, veio até aqui em Curitiba. Conversamos por quatro horas e acertamos o contrato.

Como foi a conversa?

Muito boa. Gostei das ideias dele, conheço o Raí desde 2000. Expliquei que não queria voltar depois de tanto tempo apenas para ter emprego. Quero ajudar o São Paulo a reconquistar títulos. Conheço a estrutura do clube e muitos profissionais com quem vou trabalhar.

A torcida está gostando de sua volta. É porque seu nome remete a um período de glorias?

Sei que eu represento uma época vitoriosa e sei que a responsabilidade é muito grande. Quero fazer parte de uma engrenagem vitoriosa.

Logo no início do ano tem Flórida Cup, Paulista e Pré-Libertadores. Como encarar tanta competição?

O calendário do Brasil é um problema, mas não adianta ficar reclamando. Precisa ter elenco forte. E precisa rodar o elenco. O Palmeiras fez isso, o São Paulo também já fez. É o caminho.

 


São Paulo contratará um meia e um atacante. De peso
Comentários Comente

Menon

O torcedor são-paulino pode ficar sossegado. A opção do clube para 2019 não será um time de Cotia dirigido por Jardine. Garotos comandados por alguém inexperiente. A fórmula foi vitoriosa nos campeonatos de base, mas não será repetida no profissional.

Não, não serei eu. Não fui cogitado. Mas o São Paulo busca, sim, dois reforços de “jerarquia”, como dizia Patón Bauza para o seu elenco. Jogadores do meio para a frente. A meta é um meia e um centroavante. Jogadores com condição de tomar a posição de Nenê e de Diego Souza. Shaylon é considerado alguém sem vibração e que se portou burocraticamente em algumas oportunidades que teve. Trellez, segundo avaliação da diretoria, foi um erro.

Há também a busca de um atacante  de lado de campo. A ideia inicial era ter Helinho na posição, enquanto Rojas não volta, o que será realidade apenas no Brasileiro. Mas a revelação da base, apesar do lindo gol contra o Flamengo, mostrou-se ainda “cru” para ser titular, além de ter um deficit físico em relação a outros jogadores. Não é como David Neres, bem mais forte.

Da defesa até os volantes, há pouco a mudar.

Jean ganhou a confiança da comissão técnica e começará o ano como titular. Eu considero uma decisão equivocada. Não é um grande goleiro, além de ser instável emocionalmente.

Igor veio para disputar posição com Bruno Peres, o que evitará improvisações na posição.

Leo Pelé está próximo. Os elogios de Felipão ao lateral do Bahia deixaram o São Paulo mais animado ainda para trazê-lo.

E dinheiro para tantas contratações?

O São Paulo está fazendo de tudo para colocar Rodrigo Caio na Europa.

E não ficaria minimamente incomodado em perder Liziero. No Brasil, revelações da base não são contados como reforço técnico e sim como ativo financeiro para diminuir dívidas. O substituto já foi escolhido. Será William Arão, dependendo, é lógico, de negociações como o Flamengo.

 

 

 

 

 


Jardine precisa ser maior que Nenê
Comentários Comente

Menon

A cena foi emblemática. Nenê é substituído e recebe um grande abraço, quase um agarrão de André Jardine.

Após o jogo, o treinador definiu o gesto como solidariedade a uma referência têcnica, alguém que não havia perdido nenhum pênalti e demonstração de que está sempre ao lado de seus jogadores.

Pode ser. Não há motivos para duvidar. Mas uma outra mensagem foi passada: foi quase um pedido de desculpas pela substituição.

Não pode ser assim. Democracia é bom, mas jogador precisa saber quem manda. Precisa saber que o treinador é que escala. E, convenhamos, Nenê tem jogado mal. E gosta de mandar.

Jardine precisa ter uma opção. Shaylon tem sido uma decepção, principalmente anímica. Gonzalo Carneiro? Igor Gomes? O melhor mesmo seria a vinda de um jogador nada manhoso.

JARDINE NÃO PODE SER REFÉM DE COTIA e nem de jogador veterano. Precisa ter um elenco bem formado, equibrado e com boas opções. Não pode olhar para o banco e ver apenas talentosos, porém imberbes jogadores.

Se não tiver isso, será fácil colocar nele a culpa por algum insucesso.

 

 

 


Jardine não pode ser refém da base
Comentários Comente

Menon

O São Paulo acertou na efetivação de André Jardine. Tem currículo vitorioso na base, tem boas ideias, o clube tem investido nele e está na hora de assumir. Além disso, conhece Cotia como ninguém e pode facilitar muito a ascensão dos garotos para o time profissional.

Aí é que a porca torce o rabo. O que é um fator a favor de Jardine pode ser também uma fraqueza.

A torcida do São Paulo, em geral, adora a base. A vê como uma panaceia, como o remédio para todos os males. A solução para os contínuos erros de diretorias fracassadas e incompetentes.

Há, creiam, são-paulino “viúva” de Sérgio Motta, o meia genial que acabou na Luverdense. De Banguelê, um volante incapaz de um bom passe. De Foguete, que não decolou no Vila Nova e no Santo André. Tem gente que sente alegria em ver Pedro Bortoluzzo, que foi mal no Paraná e no Guarani, com a camisa tricolor.

Ora, um bom time sub-20, revela no máximo três ou quatro jogadores para o time profissional. Em 93, Rogério Ceni, André Luiz, Caio e Denílson. Em 2000, Kaká e Júlio Batista. Em 2010, Casemiro e Lucas. Com outros clubes, também é assim. Uma exceção é o Flamengo de 92, de Djalminha, Marcelinho, Júnior Baiano, Nélio, Paulo Nunes.

A missão de Jardine não é revelar jogador, não é mudar o estilo do São Paulo. É ser campeão. Ou, pelo menos, disputar títulos.

A base pode ajudar? Evidentemente que sim. Pode e deve. Mas não é a solução. Seria uma cobrança pesada e injusta com os jovens.

Os melhores já estão no profissional: Helinho, Luan, Liziero e Anthony. Outros podem subir: Caíque merece mais chances que Edimar. Igor, Tuta, Gabriel Sara? Talvez.

Daí a acreditar em um novo Expressinho, é um salto muito grande.

Jardine não é mais treinador da base. É do time principal. E tem uma Libertadores pela frente.A torcida precisa entender. A diretoria também. O primeiro passo é não forçar a base com #abasevemforte e iludir a todos com jogadores fracos como Rony, Pedro Augusto, Paulo Henrique e outros, como em 2018.

O segundo é dar um time competitivo a Jardine.