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Com Cuca, o Santos não cai mais
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Menon

O Santos fez ótima contratação. Cuca é bom treinador, basta dizer que já foi campeão brasileiro. Há pouco tempo. E o fato de ter sido campeão precede e supera qualquer análise sobre o tipo de futebol apresentado para ser campeão. Algo que está em moda hoje. Ah, o cara foi campeão brasileiro, mas jogou de uma maneira ultrapassada e reativa. Meu filho, perguntem para os torcedores do Palmeiras se eles estão preocupados. Outra postura é dizer que, com os jogadores que tinha, poderia ter sido campeão jogando melhor do que jogou. Concordo com a tese.

Mas, quem viu o jogo do Santos contra o Coelho, sabe que discutir título ou forma de ganhar título é o mesmo que discutir se as medidas da Miss Marte eram melhores ou piores do que as de Miss Mercúrio o Grande Concurso de Beleza do Sistema Solar. O buraco é muito mais embaixo. O time do Santos está muito mal e luta para não cair. Um perigo que, creio, será afastado brevemente.

Não apenas por Cuca mas pelos reforços que ainda não estrearam. No momento, o meio campo tem Pituca, Renato e Jean Motta. Um deserto criativo. E o ataque sofre muito com o péssimo momento de Gabigol, que não está merecendo o apelido. Jair Ventura não conseguiu solucionar o problema e, contra o Palmeiras, chegou a escalar o time em um 4-2-4 maluco com Sacha, Gabigol, Rodrygo e Bruno Henrique.

Acredito que Cuca fará a defesa santista ser mais confiável e o famoso contra-ataque, uma das marcas santistas, funcionará novamente. Tem bons jogadores para o esquema. E Carlos Sanchez é muito bom na bola parada.

É  hora de o Peixe reagir.

 


Roger Guedes, o maior erro de Alexandre Mattos
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Roger Guedes é um dos destaques do Brasileiro. Talvez o maior deles. Com a camisa do Galo tem sido pródigo em gols e passes decisivos. E ainda tem vínculo com o Palmeiras. E porque faz a alegria dos atleticanos e não dos palmeirenses.

Na verdade, no ano passado, Guedes fazia a irritação dos verdes atingir níveis estratosféricos. Jogava bem um dia e mal nos outros dois. E, em muitos jogos, dava a impressão de ter ficado no ônibus e nem entrado em campo.

A solução foi um empréstimo.

É a solução mais fácil e não a mais correta.

O principal questionamento da situação é o seguinte: por que ele joga lá e não joga aqui?

Culpar o jogador é fácil, é lavar as mãos. Afinal, se o Palmeiras acreditou que poderia tirar Michel Bastos de seu sono eterno e incutir doses de responsabilidade em seu futebol, por que não fazer o mesmo com Guedes?

Como o Palmeiras tem muito dinheiro – é um fato e não uma crítica – não existe paciência com jogador. Vai lá e compra outro. E nem sempre essa ação agressiva é bem vista. Vamos lembrar três casos com Cuca.

Ele não gostava de Borja e pediu um novo atacante. Veio Deyverson, que tem uma indisposição amorosa com a bola.

Ele não gostava de Felipe Melo. Em vez de não escalar, o que é seu direito, afastou jogador dos treinamentos, o que a lei não permite. Melo foi buscar seus direitos e foi reintegrado. Hoje é fundamental ao time. E foi um dos causadores da saída de Guedes, que não gostou de um trote dado por ele.

Cuca queria mais um atacante. Pediu Richarlison, do Fluminense. O Palmeiras combinou tudo com o jogador e esqueceu de falar com o Flu, que se recusou a fazer negócio. Lógico, havia a possibilidade futura de uma negociação com o Exterior, o que se confirmou. Cuca chegou ao cúmulo de dar uma entrevista dizendo que havia falado com Abel, treinador do Fluminense, e garantido que ele não ficaria na mão. Que ele, Cuca, cederia alguns jogadores ao Flu. Ora, Alexandre Mattos ganha bem para Cuca dar uma entrevista dizendo que Abel receberia novos jogadores?

O caso mais recente foi o de Scarpa. O Palmeiras acreditou nos mesmos empresários que haviam quebrado a cara no caso Zeca. Disseram ao jogador que ele seria liberado e iria para o Corinthians. Quando viu que não era nada disso, Andrés pulou fora. E Zeca só saiu em troca de Sasha.

Bem, Alexandre Mattos deixou o Fluminense de lado e foi buscar o jogador, pagando diretamente a ele e a seus empresários. E a Justiça deu ganho de causa ao time carioca. Como fica? Os empresários devolverão o dinheiro e o Palmeiras o repassará ao Flu? Seja qual for a solução, Scarpa, se vier, somente em agosto.

Esse deslumbramento com dinheiro fácil é perigoso. Leva de erros menores como as contratações de Roger Carvalho, Fabiano, Fabrício, Michel Bastos e Juninho, até a perda do destaque do Brasileiro, passando por constrangimentos com um time rival. Constrangimento ainda mais desnecessário porque se transformou em derrota. Duas vezes.

 


Bahia castiga Santos na última bola
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O Bahia viu a justiça se concretizar no último minuto, quando ela já não era uma certeza cristalina. Explico: o melhor momento dos baianos foi no primeiro tempo, principalmente com um início fulminante.

O Santos foi acuado. E não conseguia sair porque Jean Mota, Alison e Cittadini estavam firmes no programa Criatividade Zero. E como Gabigol, Sasha e Rodrygo não voltavam, havia um bom espaço para o Bahia, comandado por Zé Rafael, trabalhar.

O segundo tempo veio com melhora do Santos, por conta da mudança de postura dos meias, que se aproximaram mais dos atacantes.

Houve equilíbrio, mas com muitos cruzamentos. Bom para os goleiros. O jogo mostrou também a volta de Bruno Henrique, após três meses. Recuperou-se do problema na vista. Salve.

O jogo se arrastou até o último lance, quando Júnior Brumado mostrou força de centroavante e definiu o jogo.


Santos é rabeira no Grupo da Morte
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O Grupo 6 da Libertadores bem que poderia merecer o título de Grupo da Morte. Ele agrupa três clubes com dez títulos na competição: três do Santos, três do Nacional e quatro do Estudiantes de La Plata. Três gigantes, com muita história, lutando por duas vagas. A chave da classificação, uma delas, seria não perder, ou perder poucos pontos diante d Real Garcilaso, o patinho feio.

E logo na primeira rodada, o time peruano da linda Cusco e que, em seu nome, homenageia o escritor Inca Garcilaso de La Vega, é apenas e simplesmente o líder. Para isso, aproveitou-se do empate entre Nacional e Estudiantes, em Montevidéu, e da sua clara e justa vitória sobre o Santos, por 2 x 0.

A chave do jogo foi mostrada desde o início: muita velocidade pelos lados e muitos chutes a gol, aproveitando-se da velocidade que a bola ganha a 3400 metros acima do nível do mar. Tática simples, pedra cantada, que o Santos não conseguiu decifrar e nem evitar. Com onze minutos, Santillán bailou na frente de Daniel Guedes e cruzou rasteiro. Vidales se antecipou a Jean Motta e marcou. O Santos reagiu cinco minutos depois, com passe de Sasha e Gabigol errou. No segundo tempo, foi Vecchio que errou, após novo passe de Sasha. E praticamente só.

O site footstats apontou 56% de posse de bola para o Santos e cinco finalizações, apenas uma no alvo. Os peruanos, com 44% de posse de bola, chutaram 23 vezes e acertaram nove no alvo. Um outro número revelador é a troca de passes. O Santos, com mais pose de bola, trocou 491 passes contra apenas 295 do Garcilaso. Ou seja, um time tentava dar ritmo lento ao jogo e o outro esticava bolas para dar mais velocidade ao jogo.

No final, um lindo gol de Ramúa, de longe, muito longe, matou o jogo.

Jair Ventura fez substituições para virar o jogo, mas foi pouco ousado. No final, colocou Rodrygo em lugar de Sasha. Poderia ter tirado Renato ou Alisson. Sua ideia era não se abrir na defesa? Não adiantou. O segundo gol saiu sete minutos depois.

O Grupo da Morte tem um novo integrante. E o Santos precisa vencer o Nacional na segunda rodada, lá na Vila.

 


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