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Arquivo : shaylon

Uma conversa para recuperar Cueva
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Menon

Cueva na Europa, China ou em algum clube árabe?

Enquanto propostas não chegam, a ideia é conversar com o peruano e convencê-lo a se integrar emocionalmente ao projeto do São Paulo, que é lutar pelo título.

O responsável pela conversa e pela tentativa de mudança anímica de Cueva não foi definido, mas deve ser Ricardo Rocha, que tem, entre suas funções, a de estar sempre atento às necessidades e obrigações dos jogadores.

O clube avalia que, apesar do pênalti perdido, Cueva fez um bom Mundial.

Na análise sobre a manutenção do peruano  há dois pontos a serem analisados: 1) Nenê e Cueva podem jogar juntos e 2) Nenê tem reserva?

Se a primeira é uma incógnita, a segunda, para a comissão técnica, é uma certeza. Não, não tem. Shaylon é considerado um jogador clássico, mas de pouca dinâmica.

Então, é hora de falar com Cueva.

 


Shaylon salva o único invicto
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Menon

Vibra, Shaylon.

Foi um golaço. Nos últimos segundos. Evitou a derrota. Manteve o São Paulo como único invicto do Brasileiro. Apenas três pontos atrás do líder.

Vibra, Shaylon.

Se mostrar mais vibração e menos timidez, poderá ganhar um lugar no time.

O São Paulo precisa de jogadores desequilibrantes.

Para romper o mito do elenco equilibrado.

Como um elenco equilibrado pode ganhar títulos?

Se o equilíbrio for constante, em nível de médio para cima e com alguns jogadores que façam a diferença.

No São Paulo, apenas Nenê mantém um nível alto e constante. Cueva, que está saindo, tem lampejos de desequilíbrio em meio a uma constante falta de comprometimento com o grupo.

E os outros jogadores montam um equilíbrio que “desequilibra” para baixo e não para o alto.

Petros estava mal. Entra Hudson e vai ainda pior.

Sidão faz boas defesas, mas não foi bem no gol.

Reinado foi bisonho no gol.

Everton, contratado por milhões, não fez uma partida acima do que faz Marcos Guilherme constantemente.

Militão é ótimo marcador, um dos melhores do Brasil, mas apoia mal. Regis apoia bem e marca mal.

Um outro exemplo do elenco equilibrado é Valdívia. Alguém tem certeza que ele entrará em campo e mudará o jogo? Tem dia que vai bem e tem dia que vai mal.

Trellez e Diego Souza não são constantes. Aliás, o colombiano fez um belo gol contra o Bahia. Como Diego fizera contra o Galo.

Com tantos problemas, o São Paulo precisa comemorar muito o empate. Foi o terceiro fora de casa, após Ceará e Fluminense, que poderia ter vencido. Teria nove pontos, 60% dos 15 disputados.

Por enquanto, está no meio da tabela. Três atrás do líder, dois ou três à frente do rebaixamento.

Para sonhar com alguma coisa boa, precisa de mais jogadores desequilibrantes. E que os coadjuvantes rompam o equilíbrio para cima e não para baixo. Um dia de ótima partida de Reinaldo, Everton e Shaylon, todos juntos e ao mesmo tempo.

Só assim deixará de ser um time médio.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Menon

Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

São Paulo “estreia” com vitória e mostra que pode melhorar. Precisa muito
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Menon

Assim como Cueva chegou atrasado aos trabalhos de 2018, o São Paulo chegou atrasado no Paulistão. Pode-se dizer que a vitória sobre o Botafogo foi a estreia. Com Cueva em campo, dando mais qualidade ao time, fazendo gol e pedindo perdão (ou paz?) e com a estreia de Nenê, que fez boa partida. Ainda há Trellez e Valdívia, que ainda não jogaram.

Com eles e com os garotos – Shaylon, Brenner, Caíque e Lucas Fernandes me parece os mais “prontos” – Dorival terá armas para montar seu time. Há boas opções e um grande problema, a meu ver. Dorival quer jogar no 4-1-4-1 e tenta encaixar Petros no esquema. Eu o considero um bom jogador, de muita personalidade e com qualidades técnicas, mas não o vejo ali, como meia. Para mim, seria melhor que recuasse e atuasse ao lado de Jucilei. E, de trás, com a bola dominada, aportasse qualidade técnica à chegada do time ao ataque. Do jeito que está, há um espaço muito grande entre Jucilei e os meias.

Espaço que o Botafogo aproveitou bem. Chutou bolas na trave e teve outras duas grandes chances. O Botafogo teve sete chutes no gol e mais quatro fora dele. O São Paulo, apenas duas finalizações no alvo (dois gols, 100% de aproveitamento) e outras oito fora do gol.

Outro problema começou a ser solucionado, com a entrada de Reinaldo. Ele deu o passe para o primeiro gol, após uma boa chegada na linha de fundo. Com Edimar, não há ultrapassagem e o time fica ainda mais. Quando se lembra que Militão é um zagueiro improvisado na direita, fica mais gritante a necessidade de uma saída de bola mais aguda pelo outro lado.

Não foi um grande jogo do São Paulo. Aliás, o primeiro tempo foi horrível. Mas, se for considerado como um ponto de partida e sabendo que há muito o que se fazer, é possível ter esperança de dias melhores.

Título? Não acredito. Mas fiquemos com a resposta de Dorival Jr. ao repórter Bruno Grossi. “No momento certo, com calma, se tivermos merecimento e se continuarmos trabalhando bem. Virá para coroar nosso trabalho, que é bom”. Se para Parreira, o gol era um detalhe, para Dorival, o título é um penduricalho ao ótimo trabalho que ele acredita estar fazendo.


Corram garotos, o Nenê vem aí…
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Menon

É muito difícil um jogador da base ser lançado em um time que está jogando bem, que está entrosado. Ora, se está tudo bem, por que mudar? Nesse caso,  é preciso sobrar nos treinamentos e mostrar que o time pode ser ainda melhor, com a presença dele. E não há tanta pressa para mostrar.

Na maior parte das vezes, o garoto entra mesmo é em momentos ruins. Na podre. O time está mal, os reforços não deram certo, coloca o garoto aí para ver o que dá. Enquanto isso, o clube vai contando moedas para buscar reforços.

O tempo é curto.

E os jovens do São Paulo estão perdendo tempo. E é bom correr, porque o Nenê vem aí.

É o caso do Shaylon, por exemplo. Quem o vê jogar, sabe que é bom. Que tem um futuro enorme por aí. Mas já são quatro jogos seguidos e ele mostrou lampejos, lances isolados, tudo o que já se sabia. Precisa ser mais constante. Precisa definir com precisão, como fazia na base. Antes do perdão a Cueva e da estreia de Nenê, ele terá poucas chances. Tem de aproveitar.

Brenner está aproveitando. Fez gol contra o Corinthians e contra o Madureira, mas…e se tivesse feito outros dois que perdeu, também contra Corinthians e Madureira. Talvez houvesse empate no clássico (não esqueçamos que o Corinthians é melhor) e com certeza haveria goleada contra o frágil Madureira. Goleada que se concretizaria também se Bissoli tivesse feito aquele gol, que bateu na trave. Foi uma linda definição, mas o azar…

Paulinho Boia entrou nos dois últimos jogos, com a missão específica de criar jogadas a partir do drible. Resolver o mano a mano, ganhando espaço e servindo os companheiros. Não conseguiu. Marquinhos Cipriano teve poucas chances. Caíque foi bem contra Novorizontino e Mirassol, mas apagou-se contra o Corinthians. Pedro Augusto e Paulo Henrique são jogadores que, pelo menos para mim, não mostram possibilidade de futuro. Podem ser coadjuvantes em bons times, no máximo.

É necessário que os garotos tenham novas chances. Mas é fundamental que comecem a dar respostas rapidamente. Dorival está com eles, mas não vai morrer amarrado com ninguém. Talvez com o Nenê.


Dorival, entre o sonho e a realidade, entre Shaylon e Nenê
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Menon

Dorival foi um bom menino em 2017. Pegou um time quase caindo e terminou o segundo turno em quinto lugar. Uma campanha digna e, o mais importante, promissora. Ele tinha uma base para trabalhar. Era preciso corrigir algumas coisas. Entre elas, a transição, lenta, com Jucilei, Petros e Hernanes. Não havia contra-ataques pelos lados do campo e sim jogadores de qualidade fazendo a transição pelo meio. Algo a ser corrigido, como ele explicou NA ENTREVISTA QUE FIZEMOS EM NOVEMBRO,

Está tudo lá. Ele explica que o time não tem jogadores com capacidade para fazer contra-ataque com rapidez. Diz que gostaria de apostar na base. E que gostaria de ter três reforços do nível de Hernanes.

E chega 2018. Em vez de três reforços do nível de Hernanes, ele…perdeu o Hernanes.

Para o lado do campo, ele pediu Marinho, Bruno Henrique, Gabigol ou Luan, do Galo. E recebeu….NINGUÉM.

E a base, em que ele aposta tanto?

Peguemos o caso de Shaylon.

Dorival gosta muito, apesar de haver, como todos, detectado uma certa timidez no garoto. A ideia era ir dando espaço a ele, principalmente porque Cueva vai para a Copa do Mundo.

O que acontece? Cueva faz cuevices. Não aparece na hora marcada e se recusa a viajar.

E Shaylon vai jogando.

Então….vem Nenê.

Ora, Nenê é a síntese do que o São Paulo não precisa. 1) Não ajuda o time a ter a velocidade sonhada por Dorival. 2) Atrapalha o surgimento de jogadores da base.

Imaginem um meio campo formado por Jucilei, Petros e Nenê. Muito lento. Agora, somem a eles o Diego Souza. Fica mais lento ainda.

Mas, por que o Diego Souza no meio, se Dorival disse que seu lugar é como centroavante?

Porque a diretoria contratou Trellez, que também é centroavante. Esperando que Dorival recue Diego Souza,

Com contratações erradas, fica difícil o treinador colocar em prática os seus conceitos: time com posse de bola, mas também com contra-ataque pelos flancos e dando espaço para jogadores jovens, que gostem do clube e sonhem com o sucesso no São Paulo.

O quadro acima pode terminar com um desfecho ruim para o clube: Shaylon, com poucas chances, é vendido por pouco dinheiro para um clube europeu. E lá, joga muita bola. Sua ascensão pode se concretizar em dois anos. Dois anos é quando termina o contrato de Nenê com o São Paulo.


São Paulo jogou muito e merecia mais
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Menon

Foi  uma grande vitória do São Paulo, fruto de uma partida muito boa e que seria mais bem explicada com pelo menos dois gols a mais. Continuaria valendo três pontos, mas seria mais real. O site footstats indicou 18 finalizações do São Paulo, oito delas no alvo. A posse de bola chegou a 61%.

Dorival Jr. foi muito importante para que a vitória viesse. Ele fez três substituições, sempre visando o gol.

Caíque por Brenner – Aos 17 minutos do segundo tempo, ele tirou a grande esperança de Cotia e colocou outro garoto. E Caíque foi bem melhor, com velocidade e força pela esquerda. Chutou de longe, acertou uma cabeçada no gol, puxou contra-ataques…Dos garotos que subiram, é o que mostrou futebol mais consistente.

Lucas Fernandes por Petros – Aos 25 minutos, saiu o jogador que mais me agradava. Petros estava jogando bem adiantado, formando boa parceria com Marcos Guilherme. Lucas teve tranquilidade e precisão para dar o passe a Marcos Guilherme, que fez o segundo. Ele Marcos Guilherme, foi muito importante no final do ano passado.

Paulinho Boia por Shaylon – Aos 31 minutos, o time passou a ter uma postura ainda mais ofensiva, com quatro atacantes: Paulinho, Marcos Guilherme, Diego Souza e Caíque. A dupla Paulinho e Eder Militão fez a jogada que Diego Souza completou para o gol, aos 39 minutos, quando a injustiça ia se confirmando e trazendo com ela mais gasolina para a fogueira.

Uma vitória que dá moral para o clássico. Dorival tem muitas opções, com garotos velozes, mas o Corinthians tem um time definido.


São Paulo está fraco e erra ao colocar pressão na base
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Menon

O ano tem sido de perdas para o São Paulo.

Perdeu Hernans para os chineses.

Perdeu Pratto para o River Plate.

Perdeu Scarpa paa o Palmeiras.

Hernanes e Scarpa eram totalmente inevitáveis diante do poderio econômico da China e do Palmeiras. Eles não disputam com clubes brasileiros, eles passam por cima.

Pratto poderia ter ficado, mas o River Plate, hoje em dia, é mais que o São Paulo. Tem mais dinheiro e disputa a Libertadores. Ah, e havia também a imensa saudade da filha, que aumentou muito no último ano… Se  proposta fosse do Olimpo de Bahia Blanca, a saudade seria controlada facilmente.

Mas, se Pratto saiu, Diego Souza veio e a situação está resolvida? Não é bem assim. O ideal seria ter os dois. Ter um elenco mais forte do que aquele que terminou o ano deixando a angústia para trás e a esperança pela frente. A esperança que a presença do São Paulo no mercado diminuiu.

Esperança de quê? De ganhar um Brasileiro? Melhor diminuir expectativas e pensar na Sul-americana ou na milionária Copa do Brasil, que, por ser mata-mata, permite surpresas.

Há ainda o problema Cueva. O quanto ele estará comprometido com o clube, em ano de Copa? E é possível que receba uma boa oferta após o Mundial e deixe o clube, despedindo-se com um vídeo ou uma cartinha melosa, como é moda agora.

E então, diante de uma situação nebulosa como esta, o clube aposta, pelo menos midiaticamente, na base. O site traz matérias sobre o número de jovens de Cotia prontos para jogar. Há até uma hashtag, #abasevemforte, com filmetes diários, muito bem feitos.

A base é futuro, a base é esperança e todos sabemos que futuro e esperança combinam também com incertezas.

Shaylon vai desencantar e tornar aqueles rasgos de ousadia mais constantes?

Brenner vai confirmar as expectativas e se transformar em um atacante de alto nível. Ficará perto de um Gabriel Jesus? Ou, pelo menos, ficará longe de ser um Ademílson?

Lucas Fernandes superará as contusões e uma certa timidez (dentro de campo) que tem atrapalhado seu despertar? Voltará a driblar, ali pela esquerda, a chutar de fora da área, a cobrar faltas?

Marquinhos Cipriano, Gabriel Sara, Bissoli? Caíque?

Pedro Augusto e Paulo Henrique chegam, a meu ver, com expectativas menores.

Eu gosto de Liziero, que está na Copinha. Me parece um Junior Tavares menos brilhante e mais aplicado à marcação.

O São Paulo não deveria colocar pressão nestes jogadores. Nada contra escalá-los em profusão contra o São Bento ou em outros jogos. Tem de ir para o fogo mesmo. Mas não deveria dar tanta mídia a eles, enquanto ainda nem jogaram.

Mas o raciocínio me parece o contrário. A gente fecha treino, fecha filmagem e enche o site com informações e filmetes da molecada. É o momento bom para dar espaço ao trabalho de Cotia.

Não é uma boa, eu acho.

E, assim que Raí resolver a contratação de Lugano, é bom voltar ao mercado. Fazer com que haja notícias, enquanto os jovens não confirmam todas as expectativas que o clube está jogando sobre eles.


Dorival: “Falta um ponto e em 2018, vamos lutar por títulos”
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Menon

O blog entrevistou Dorival Jr. Foi muito agradável, é uma pessoa de bem e que falou sobre tudo o que foi perguntado. Só não deu o nome dos novos contratados, mas se fosse ele, eu também não daria.

Como vai ser o São Paulo de 2018?

Ah,  não vamos falar do ano que vem, não. Estamos trabalhando duro ainda em 2017 para salvar o São Paulo.

Mas, já salvou, né?

Nada disso, ainda precisamos de um ponto.

Ah, que exagero. O São Paulo tem 45. Ponte e Vitória têm 39 e se enfrentam…

Então, quem ganhar esse jogo ainda vai estar na briga

Tudo bem, mas o que se pode esperar do São Paulo no ano que vem?

Vamos brigar por títulos. Pode ter certeza disso.

Você vai ter o privilégio de montar o elenco, já a partir da base que se formou esse ano. Vai pedir muitas contratações? Dez?

Imagina, de jeito nenhum. Queremos contratações pontuais para que o time melhore. Queremos contratações do tipo Hernanes, de alto nível, para resolver. E vamos aproveitar a base. É um privilégio montar o elenco, mas vamos ter só 14 dias de treinamento antes de o campeonato começar. Não vai ser fácil.

Tem algum jogador da base que te deixa entusiasmado?

Tem o Anthony, do sub-17. É muito bom. E tem o companheiro dele, o Helinho. É sacanagem o que estes meninos jogam.

Tem outros da base?

Sim, mas não vou falar agora. Vou começar a temporada com alguns e depois da Copa São Paulo vou puxar mais dois.

E o Brenner?

Esse é questão de tempo, joga muito. É bom centralizado e também pelos lados.

Quando eu vejo o Brenner, eu penso no Ademílson, que fazia muitos gols na base, mas, que, quando chegou no profissional, sofreu muito porque a força física já não adiantava muito.

É verdade. O jogador da base precisa ser apoiado quando chega no time de cima. Pode estar pronto como o Zeca e o Lucas Veríssimo, que lancei no Santos. Por isso, é importante o sub-23. O Veríssimo eu tirei de lá. Veja o caso do Lucas Fernandes. Ele entrou, saiu, entrou e saiu. Quando entrar de novo, acho que vai render de forma contínua.

Já que você não quer falar de nomes de reforços, vamos falar dos emprestados. O que acha do Breno?

Gostaria de contar com ele. O São Paulo tem preferência para a volta.

Hudson?

Aí, é o contrário. A preferência é do Cruzeiro, então nem vou analisar.

O Artur, que está na MSL?

Não conheço bem, preciso analisar.

Iago Maidana?

Gosto dele, é bom jogador.

E o Kaká, se viesse para o São Paulo seria como o Lugano, que todos dizem ser um bom exemplo fora do campo, mas que não joga?

O Kaká tem muita condição de jogar ainda. Muito bom. Quanto ao Lugano, eu quero dar um testemunho. É um jogador de muito caráter. Ele é um exemplo. Não é escalado, mas treina com uma intensidade imensa. Outro, no lugar dele, poderia relaxar. Ele, não. Faz de tudo pelo grupo. Ele estava machucado e mesmo assim, viajava com a gente. Ninguém pode se queixar dele. É exemplar.

Crédito: RONALDO SCHEMIDT / AFP

E o Jean, goleiro do Bahia?

A diretoria trouxe o nome dele até mim e eu aprovei. Tem muitas qualidades.

E o Lucas Perri?

Tem grande futuro, é dois anos mais jovem que o Jean e vai subir um degrau no ano que vem.

Você falou em contratações pontuais que chegam para resolver. Eu vejo alguns problemas no time e gostaria de perguntar sobre eles. Contra o Vasco, o São Paulo fez um gol e recuou. Tudo normal, mas não tinha contra-ataque algum.

Nosso time não tem contra-ataque. Nosso time, até pelas características dos jogadores, aposta em muitos passes no meio, estamos trocando uns 700 por jogo. A saída de bola é qualificada, desde a zaga, com o Rodrigo Caio. Então, não tem contra-ataque, não tem a bola esticada, ela é conduzida. Poderia ter com o Wellington Nen, mas ele se contundiu. Para o ano que vem, teremos essa opção.

Será alternativo, como você diz. Mas como contratar um jogador bom para ser alternativo?

O jogador pode puxar o contra-ataque e também fazer outras funções. No Santos, era assim, como Geuvânio e o Marquinhos Gabriel. Aqui, até poderia ter com o Marcos Guilherme, mas ele tem muita condição defensiva, não dá para fazer os dois. Você perguntou de nomes, eu quero dizer que o Morato vai ficar. Ele renovou o contrato e terá pelo menos seis meses para mostrar futebol. Foi o tempo que ele ficou parado.

O fato de o time chegar no ataque através de muitos passes atrapalha o Lucas Pratto?

Não. A função dele é jogar de bico a bico da área adversária. Está sempre perto do gol. Quero explicar também que, além de trocarmos muitos passes, não temos muitas jogadas de fundo, com os laterais. O Militão e o Edimar não são para avançar, principalmente o Militão, que é um grande marcador. O Júnior Tavares apoia bem, tem grande potencial, mas o Edimar me dá mais segurança atrás.

Na ausência do Cueva, você usou o Shaylon, Lucas Fernandes, Maicosuel e Júnior Tavares. Isso mostra a importância dele, não?

O Cueva é muito bom. Eu o aproximei do Hernanes e o time rendeu bastante. Tem gente que chama o Hernanes de volante, ele é meia. O Cueva fez umas partidas na ponta, aberto, mas foi por conta dele, eu não pedi. Eu deveria ter fixado um jogador só na sua ausência, mas achei que um jogo era diferente do outro e resolvi variar.

Por que você demorou para fixar o Jucilei?

Porque ele não estava conseguindo jogar como nos tempos do Corinthians, quando roubava a bola e se aproximava da área adversária. Eu chamei para conversar e disse que, se não tivesse intensidade, não jogaria. Foi o mesmo que falei para o Vecchio, no Santos.

Quando você assumiu o São Paulo, você fez uma previsão melhor ou pior do que aconteceu com o time?

Não fiz previsão. Como você vai fazer previsão em um campeonato em que o último colocado ganhou duas seguidas e voltou a sonhar? Aqui não é o campeonato espanhol, é difícil prever alguma coisa. O que eu previ para o Vinícius Pinotti é que o time começaria a melhorar no segundo turno porque haveria mais tempo para trabalhar. Antes, haveria oscilações. A gente surpreendeu o Botafogo fora de casa e foi surpreendido pelo Coritiba no Morumbi.

Como foi o trabalho para reerguer o time?

Foi muito duro. A situação na tabela era ruim, não tinha tempo para treinar e a pressão era grande. Mudamos algumas coisas. Utilizamos bastante a psicóloga, Drª Anahy, aumentamos um dia de concentração, trouxemos os familiares para cá, mudamos a alimentação. Fizemos de tudo. Todo mundo ajudou. O Lugano foi muito importante.

O que mudou na alimentação?

(Juca Pacheco, assessor de imprensa, é quem explica). Nós passamos a jantar no estádio, após os jogos. No Pacaembu, no último jogo, tinha um buffet enorme para os jogadores. No Dia dos Pais, os jogadores receberam pais e filhos. Foi bacana. Ajudou.

Dorival, o que você acha da religiosidade dos jogadores, recebendo pastores na concentração?

Falaram que eu abri o Santos para os pastores. Não foi nada disso. Deixei entrar um amigo deles para tocar um violão. O treinador tem muito trabalho, rapaz, não dá tempo para ficar vendo se o jogador usa brinco, se reza ou não reza. Um dos problemas do futebol é que tem muita fofoca. Se a gente ganhar um jogo e for tomar pinga no bar, a torcida vê e diz que é água. Se a gente perder e for beber água, vão dizer que é pinga.


Vitrine de Leco e Pinotti está no fundo do poço. Mas há bons sinais
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Menon

A lógica está posta. O time que estreou dois jogadores na 12ª rodada perdeu. O time que pode perder um de seus melhores jogadores na 13ª rodada perdeu. O time que o dirigente de futebol não tem nenhuma experiência de futebol e se gaba de dirigir uma vitrine, perdeu. O clube que o presidente não se vê culpado de nada, perdeu.

Perdeu e é o vice-lanterna do campeonato. Na quinta-feira, sob um frio implacável, recebe o lanterna. É o clássico que lhe restou.

No outro clássico, contra o Santos, o time perdeu por 3 a 2. O Santos foi melhor, teve mais posse de bola, chutou mais, dominou o jogo, mas o são-paulino pode se iludir e dizer que foi falta de sorte porque Pratto perdeu um pênalti e Renan Ribeiro falhou no gol. Seria um erro pensar assim, isso é coisa de cartola.

Os jogadores e o novo treinador precisam pensar de outra maneira. A situação é gravíssima e a reação precisa chegar na quinta-feira.

A reação do São Paulo só se iniciou depois de Copete haver feito três gols. Reflexo talvez um pouco exagerado de um domínio comprovado do Santos.

E o que houve de bom no jogo, para o São Paulo? Uma coisinha aqui e outra ali.

Arboleda fez uma partida muito boa. É ágil e tem boa colocação.

Lucas Fernandes entrou bem. Shaylon também. Não dá para entender que estejam atrás de Denílson.

Gómez carrega bem a bola e sofreu algumas faltas. Melhor esperar para comemorar sua estreia.

O amargo da derrota serve para mostrar também que Buffarini, no más. O drible que levou de Jean Motta é coisa de juvenil contra profissional.

Dorival Jr chega e tem muito trabalho pela frente. E nem pode contar com muita ajuda dos cartolas. Afinal, Ceni sonhou com Neres e Araújo e terminou com Denílson e Marcinho. Pedidos dele, é bom frisar.

A vitrine está quebrada. Muito trabalho para Dorival.