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Sheik é um garotinho. Pedrinho, um veterano
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Menon

O Corinthians sofreu uma blitz do Independiente no início do jogo. Levou dois gols. O segundo, infelicidade de Romero. Reagiu e, em rara jogada bem tramada, diminuiu.

O Independiente se fechou no segundo tempo. Carille voltou com Marquinhos Gabriel, o que não fez diferença. Então, aos 17 minutos, entrou o garoto Pedrinho.

Com 20 anos, mostrou maturidade e incendiou o jogo. Passou a ser a melhor arma de ataque. E sofreu muitas faltas.

Aos 32, entrou o veterano Sheik, 38 anos. E se comportou como um garoto irresponsável de várzea. Foi expulso no minuto seguinte.

Com um homem a mais, o Independiente dobrou a marcação sobre Pedrinho.

A irresponsabilidade de Sheik atrapalhou até o rendimento de Pedrinho. Absurdo.

Um dado a mais. O Corinthians fez 34 cruzamentos no jogo. Para quem tem centroavante, é muito. Para quem não tem, é um despropósito.

 


O “novo” São Paulo venceu seu primeiro clássico com méritos
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No título, há aspas na palavra novo. O que eu quis dizer com elas é que não há nada que garanta que a novidade permaneça. Mas, independentemente do que virá, é preciso ressaltar a postura do São Paulo. Muito diferente do que se via até então. Foi um time aguerrido desde o início, com muita vontade, brigando sempre pela bola, ganhando os rebotes. E que pressionou o Corinthians no seu campo durante todo o primeiro tempo. Conseguiu sua primeira vitória em clássicos no ano.

É pouco? Não é muito, mas é o que seria possível fazer. O novo treinador confessa que busca orientação com Jardine para fazer as substituições, o que mostra que mal conhece o elenco. Que mudança poderia haver tática ou tecnicamente falando. Nada. Então, que se mude o anímico. E mudou. Não interessa se o Corinthians tinha apenas Cássio e Gabriel representando o time campeão brasileiro. O que importa é que o São Paulo decidiu não ser presa fácil. Fez 22 faltas contra sete do rival.

Novidade também é o Corinthians levar um gol de contra-ataque aos 47 minutos do primeiro tempo. Algo impensável no ano passado. E foi assim, com a arrancada de Trellez, a defesa de Cássio e o rebote de Nenê, que o São Paulo venceu. Trellez foi raçudo ao roubar a bola e puxar o contra-ataque? É uma maneira de ver as coisas. A outra é a certeza de que um bom centroavante faria o gol.

O segundo tempo mostrou o Corinthians diferente, a partir do avanço de Sidcley que se uniu a Sheik para infernizar Militão. O São Paulo estava muito recuado e colocou Lucas Fernandes para ter uma saída de seu campo e para ajudar Militão. Ao mesmo tempo, saiu o apagadíssimo Júnior Dutra para a entrada de Lucca, em busca de mais movimentação.

O São Paulo demorou para acertar a marcação. Trellez foi para a direita, Nenê para o meio e Fernandes para a esquerda. Aos 30 minutos, Liziero, muito bem no jogo, saiu, cansado, para a entrada de Araruna, que também jogou bem. Ao mesmo tempo, Carille trocou o valente Sheik pelo habilidoso Pedrinho. Logo em seguida, Morato entrou na esquerda, Trellez foi para o meio, Lucas Fernandes para a direita e Nenê saiu.

O Corinthians continuou dominando e o São Paulo apostando no contra-ataque. Mas nem foi um grande domínio e nem houve contra-ataque. Tanto que o jogo terminou com o São Paulo no campo do Corinthians.

Se mantiver o espírito mostrado hoje, se continuar jogando futebol com vontade e se entender que perder um jogo não é como perder um ônibus, o São Paulo poderá entrar em Itaquera de cabeça erguida e não derrotado antes do apito inicial, como tem sido.

PS  – Carille xingou Nenê, que reagiu na comemoração. Tem quem goste, eu acho papelão, coisa de quinta série.


Carille apostou em rebaixados e o Corinthians sofre
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O Corinthians foi campeão brasileiro em 2017, com 50 gols marcados em 38 jogos. Palmeiras (61), Grêmio (55) e Galo (52) foram superiores. Vitória, Fluminense e Bahia foram iguais. Dos 50 gols marcados, Jô contribuiu com 18, ou seja 36%. Os números comprovam o que todos já sabem: a importância de Jô na conquista.

A diretoria talvez não pensasse assim, tanto que pagou comissão acima do normal para que ele saísse.

Bem, Jô é passado e havia a necessidade de contratar, afinal você, eu e a Anitta sabemos que Kazim não daria conta. O “gringo da favela” pode ser entendido como uma piada futebolística ou uma indicação errada de Carille.

E as indicações erradas continuaram. Para o ataque, o Corinthians trouxe Lucca (13 gols), Júnior Dutra (9 gols) e Sheik (4 gols). E há muitas dúvidas sobre eles.

Os três foram rebaixados, com Ponte e Avaí.

Lucca já esteve no Corinthians e foi soterrado pelo peso da camisa.

Sheik se contundiu, jogou pouco e ficou mais marcado por frases polêmicas.

Júnior Dutra tem 29 anos e uma carreira de nenhum brilho.

Bem, há sempre o outro lado.

Lucca pode ter voltado diferente, com mais personalidade.

Sheik é um ídolo inconteste e nem precisa ser titular o tempo todo. Pode ser decisivo quando entrar.

Júnior Dutra pode estourar agora.

Bem, não é o que está se passando. E era o esperado, pois o Corinthians tentou Henrique Dourado e também se interessou por Trellez. Que, aliás, pelo que não está jogando no São Paulo, não ajudaria muito.

E, se o ataque corintiano fez apenas 50 gols no Brasileiro, a defesa foi ótima, com 30 gols sofridos. E ela também sofreu baixas. Pablo viu a propaganda da Caixa na camisa e pensou que teria direito à Mega Sena. Pediu o que não vale e o que a o clube não tinha. Saiu e para seu lugar veio Henrique, uma contratação inquestionável. Pode até não dar certo, mas é experiente e tem currículo.

Na lateral-esquerda, há controvérsia sim. Para o lugar de Arana, veio Juninho Capixaba. Um meia que foi deslocado para a lateral esquerda do Bahia durante o campeonato. Fez boas partidas, é habilidoso e técnico, mas mostra fragilidades imensas na marcação. E nem estamos falando do gol contra, de cabeça, a favor do Red Bull.

Então, vemos no início do ano o Corinthians com a defesa, que era ótima, caindo. E o ataque, que era médio, piorando. A comparação vale para o primeiro turno do Brasileiro, porque o segundo, como mostrou o PVC, já não foi bom. O time já mostrava declínio.

Você, eu e a Cristiane Quase Ministra Brasil só no Brasil sabemos que o trabalho de um treinador não começa no primeiro jogo. Vem lá de trás, nas indicações. E, se Carille acertou ao desistir de sua promessa de nunca desistir de jogador (cadê o Kazim?), precisa correr rapidamente para corrigir seus erros. Ou esse ano não vai ser igual àquele que passou.


Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
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O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Emerson Sheik é piada
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Ah, o passado… O passado, onde e quando fomos felizes. Pelo menos é o que mostra nossa lembrança seletiva. Só a lembrança de um passado feliz é que pode justificar a contratação de Emerson Sheik pelo Corinthians. Ele foi campeão mundial em da Libertadores em 2012. E foi mandado embora em 2015, porque o Tite, que sofreu com sua irresponsabilidade em 2013, não aguentava mais.

E agora, volta. Com 39 anos, depois de uma temporada ridícula com a Ponte Preta, quando não ajudou em nada o time que acabou rebaixado. Esteve presente no instagram e no departamento médico mais do que em campo.

Realmente, não entendo não. O próximo presidente concorda com esta chegada?

É uma volta ao passado, à falta de profissionalismo… Sheik e Kazim. Tá difícil, não?


Ponte caiu sem respeito ao futebol e com papelão de Rodrigo
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Era um jogo decisivo para Ponte e Vitória. A Macaca fez 2 x 0 e tinha todo o restante do jogo para manter o resultado. E especular o contra-ataque. Tudo ótimo, mas Rodrigo estava em campo. E resolveu fazer um ato ridículo. Uma dedada no jogador do Vitória. Expulsão para uma atitude que não deveria existir mais. Aqui, uma mea culpa. Eu achei engraçado quando ele foi no Resenha, da ESPN, e foram mostrados lances parecidos. Dedo na tetinha, dedo na bunda e até dedo no pênis. Pois é, um dia o juiz vê.

A Ponte desabou emocionalmente. Levou dois e levou o terceiro de contra-ataque.

Então, os delinquentes invadiram o campo. Todos valentões, com pedras na mão.

Afinaram feio para o Aranha, mas outros jogadores saíram correndo do gramado, com medo da covardia que vira valentia. A manada insana não pensa, age por instinto. Os piores instintos.

E a Ponte caiu. Na segundona, precisa voltar a repeitar sua história. Montar um time jovem, com pratas da casa. Esquecer o pacto maldito com Rodrigo e Sheik.

A malandragem e a falta de compromisso ajudaram a derrubar o time, que é ruim.


Qual a fama de Emerson Sheik?
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Menon

A chamada da matéria diz. “Sheik diz que não deu certo no São Paulo por que o clube tem uma fama estranha”. Alguma coisa assim. Nã0 me seduziu. Primeiro, porque se isso é o melhor a apresentar, tenho coisa mais produtiva a fazer. Volto ao meu livro de Lira Neto, que conta a história do samba. Não tenho vontade nenhuma de ler insinuações homofóbica e brincadeiras do tipo quarta série. Não li nem quando “acusavam” Sheik de dar um selinho em outro homem.

Outro motivo para não ler?

É mentira.

Emerson Sheik não deu certo porque era Márcio Carioca. Um jogador de futuro, mas que ainda não havia chegado aonde chegou. Seu caminho de dois gols em onze jogos, foi truncado porque ele era uma fraude. O Márcio que era Emerson tinha três ou quatro anos a mais do que mostrava a carteira de identidade. Uma vantagem física enorme quando se trata de categorias de base. Com 18 anos, ele encarava garotos de apenas 14. É fácil se sobressair assim.

Na época, 1999, e agora, 2017, continuo achando que o garoto era vítima de um sistema que permite poucas opções de ascensão social a quem é pobre. O futebol é uma delas. Ele apenas buscou um meio de subir na vida. Um meio fraudulento, mas não sou eu que vou apontar o dedo para garotos desorientados ou mal orientados.

E agora? A grande repórter Gabriela Moreira nos conta que Sheik foi condenado a pagar R$ 466 mil (mais juros) ao jogador Diguinho. Ele vendeu ao companheiro um carro que foi apreendido pela Polícia Federal depois de uma investigação de contrabando, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Qual a pior fama, Sheik?

Aquela que a vida lhe impôs, injustamente, quando você era apenas o garoto Márcio? Aquela que você impõe a outros, tentando desrespeitar um grande clube, o primeiro a lhe dar a mão? Ou a terceira, que você próprio construiu, já no final de carreira, quando pouco joga e serve mais para acender polêmicas inúteis na televisão?

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Jóbson, Sheik e Mendoza. Punições contra a vida e contra o espetáculo
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Sinto que estamos vivendo uma quadra conservadora de nossa existência. O Congresso não regulamenta os direitos das empregadas domésticas e parede muito mais preocupado com a redução da maioridade penal e com o fim dos direitos dos trabalhadores. Terceirização vem aí.

O futebol surfa na mesma onda. Neste caso, o conservadorismo é sinônimo de punição. Os dirigentes só pensam em punir, punir, punir.

A Fifa, uma entidade que vive de mãos dadas com corruptos e com príncipes de países que não respeitam mulheres, definiu que Jobson, usuário de drogas, está suspenso por quatro anos. Eles afastam um homem doente, vítima de uma chaga social, de algo que poderia ser uma terapia, uma recreação, um auxílio na reintegração social.

Pior, ainda. Afastam um homem doente de sua profissão.

O que será de Jobson sem o futebol? Seu futuro fica em xeque. Haverá futuro para ele?

E a Conmebol acena com a indecente punição de seis jogos para Mendoza e Sheik. Foram expulsos em lances polêmicos. Para mim, o amarelo estaria bom.

Tirar dois jogadores do restante do campeonato é um abuso contra o próprio campeonato. Um campeonato que vive mais de luta do que de grandes estrelas.

Mas, vá lá que a punição sirva para moralizar o campeonato. Ora, a Conmebol tem moral para punir alguém. Para ensinar alguém?

O que a Conmebol faz pelos estádios da América do Sul? O que faz pela segurança? Será que aqueles cartolas se incomodam com gramados sem grama e com escanteios que levam o cobrador a temer pela vida? Exagero? E um rojão na cabeça, iria bem?

Fifa e Conmebol, entidades carcomidas, com dirigentes grudados no poder como vermes em cadáveres, gosta de arrotar valentia contra homens doentes e os artistas do espetáculo.


Torcida e imprensa criam balzaquianos irresponsáveis: Fabuloso e Sheik
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elhoO Corinthians enfrentou o San Lorenzo duas vezes na Libertadores. Nas duas, foram feitas matérias e matérias relembrando o encontro de Sheik com Caruzo na competição de 2012. E o que se falava, em tom de louvor, é que Sheik havia…mordido o dedo do argentino.

A malandragem exaltada ao extremo, como um estilo de vida a ser seguido. É jogador de Libertadores. É jogador de grandes jogos. E, para exemplificar, nada de lembrar os dribles e os gols. Falava-se, sim, da mordida.

O mesmo vale para Luís Fabiano. O cara faz um gol decisivo. Abre o placar de um jogo em que a vitória era fundamental. E depois é expulso por uma bobagem no canto do campo. Uma simulação ridícula. Não sabe que tem câmeras no estádio? Não sabe que tem quarto árbitro.

Se o São Paulo perdesse, Luís Fabiano seria criticado. Como venceu, é esquecido o seu erro.

Não quero Sheik como meu genro. Não quero Luís Fabiano como o namorado da minha filha. Mas como jogador, quero os dois no meu time. Este é o discurso.

E os dois balzquianos, velhos no futebol, estão fora do primeiro jogo das oitavas. E a pena deve ser maior ainda. Mas, não são jogadores para a Libertadores? Então, por que não jogam? Por que Sheik não enfrentou o Palmeiras? Por que são velhinhos irresponsáveis.

Seria bobagem culpar o discurso da imprensa e dos torcedores pela postura pouco profissional dos tiozinhos. Dos manés que se julgam malandros. Mas que ajuda, ajuda.

E Tite? Ele é o fiador da volta de Sheik, que foi afastado em 2013 por excesso de bobagem. Tite, que um disse ver em Neymar uma má influência para a juventude, aceitou de volta. Passou pano. E agora, fará algo.?

Está na hora de ser menos condescendentes com jogadores que passam o pé por trás, que caem no chão como se houvesse um terremoto ou tsunami, que colocam a mão no rosto e fingem uma tapa.

São atores fracos. São esportistas que ofendem o futebol.

Mas são o máximo, eu quero no meu time, minha filha que fique longe….

Tá na hora de parar de passar pano em manés balzaquianos, que continuam dando mau exemplo para os jovens.

E esta na hora de os “professores” tomarem alguma atitude educativa que justifique o título fictício (na maior parte das vezes) que possuem.

S


Sheik Coração de Leão decreta a formaçao do Grupo da Morte.
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Não há mais dúvida. Corinthians se juntou a São Paulo e San Lorenzo no mais duro grupo da Libertadores-15. O passaporte foi carimbado com um show de bola a partir do segundo gol, quando o time tinha um a menos. Mas antes da expulsão de Guerrero, antes do show, antes do tic tac, antes do toc toc, antes dos golaços de Elias e de Fagner, houve Sheik. Aquele que desafia os números.

Não interessa quantos passes deu, quantos dribles, quantos desarmes, quantos gols. Até fez um, o que não é muito comum. Sheik é muito mais do que estatística, mais do que técnica. É puro coração. É o homem que faz o trabalho sujo, que marca, que irrita, que vai para o canto do campo, que se transforma em centroavante sem Guerrero, que volta a ser ponta quando Renato foi ser pivô.

Na hora do olé, Sheik não participou. Mas só houve olé porque ele foi o melhor na hora dura. Sheik Coração de Leão. O facilitador.

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