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William, Ricardo Rocha e a falta de solidariedade
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O Santos precisa urgentemente de um centroavante e de um meia, para substituir Ricardo Oliveira e Lucas Lima. Gustavo de Oliveira, executivo de futebol, contratou William Machado para trabalhar no gerenciamento do futebol.

O São Paulo precisa urgentemente de um lateral e de um centroavante. Raí, executivo de futebol, contratou Ricardo Rocha, como seu segundo homem no gerenciamento do futebol.

Nada contra a presença de ex-jogadores de futebol exercendo novas funções. Todos têm direito de trabalhar. Principalmente se buscaram qualificação necessária para o cargo. Algo que os ajude, que some com aquilo que conseguiram durante a carreira: o conhecimento do vestiário, a capacidade de pensar como os jogadores pensam, a experiência e o traquejo em tratar com o boleiro.

Se não tenho nada contra, também não vejo ex-jogadores no gerenciamento dos clubes como uma panaceia. O remédio para todos os males. Ele esteve lá, ele sabe como é, ele vai resolver. Não, amigos. Não é assim. Pode ser e pode não ser. Não há certeza de nada.

Mas, se um ex-jogador não der certo como gerente de futebol, ele será novamente contratado para comentar partidas de futebol. Sempre há mercado para eles. Mesmo para William, que outro dia, comentando a Copinha, disse que “perder de pouco não ruim”. Tomara que não repita esse raciocínio para os jogadores que agora comandará.

Eles tratam a televisão como um porto seguro. Usam como um propulsor. Aparecem na telinha e, sem nenhum compromisso com as regras do bom jornalismo, saem para fazer palestra ou merchan. E, quando recebem um convite para dirigir um clube, saem correndo. O salário deve ser muito bom.

Se Ricardo Rocha e William queriam sair da Sportv, por que não tiveram uma atitude digna e colocaram o cargo à disposição no final do ano, quando houve um grande corte, deixando pessoas dedicadas e estudiosas sem trabalho e sem condição de dar o melhor para suas famílias.

Seria exigir demais, não é? Ficaram quietinhos, na moita. Viram os colegas na rua da amargura. E agora, caem fora. E dão lugar a outros ex-boleiros que assumirão seus lugares. Tomara que o Esporte Interativo que, em 2019, também transmitirá o Brasileiro, tenha um outro olhar para a questão.

 

 


Esporte Interativo e a tática de guerrilha
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Enfrentar a Globo em uma negociação é muito duro. Em uma negociação envolvendo futebol é mais duro ainda. Os clubes devem muito à Globo. Dinheiro, evidentemente. Apenas dinheiro. Eles são os protagonistas, eles são o depositário da paixão popular. Infelizmente, pela indigência de seus presidentes e dirigentes, estão sempre em uma situação de quase mendicância na hora de conversar com a TV Globo. Quem deve – e deve muito – tem pouco  o que negociar.

A Record sentiu a barra e desistiu. Agora, é a vez do Esporte Interativo. Continua difícil, mesmo com o enorme potencial financeiro da Turner, parceira no negócio. Mesmo assim, 15 clubes assinaram com o EI. Ou seja, 15 clubes viraram as costas para a Globo. São Atlético-PR, Coritiba, Internacional, Santos, Santa Cruz, Figueirense, Ponte Preta, Bahia, Ceará, Sampaio Correa, Criciúma, Joinville, Paysandu, Paraná e Fortaleza.

Um amigo que conhece muito dos segredos das negociações, me contou que a tática é de guerrilha. O Esporte Interativo fez nos últimos anos um trabalho muito bem feito com a Copa do Nordeste, que carinhosamente chamou de “Lampions League”. É fácil imaginar como é bom para a autoestima de um torcedor nordestino ver a final da Copa do Nordeste com Ceará e Bahia sendo comentada por Zico, um herói nacional.

E não é só Zico. É o pré jogo, é o pós jogo o tratamento dado ao jogo e é, principalmente, o dinheiro pago. Um dinheiro que fez uma boa diferença para as equipes do Nordeste. Por isso, e não só por isso, cinco equipes nordestinas e mais o Paysandu, do Norte, assinaram. A Liga dos Campeões é destaque do portfólio do EI. Seus negociadores mostram todo o trabalho feito, todas as horas de gravação para os possíveis clientes.

E mostram muito mais. Mostram como a concorrente não tem feito um trabalho do mesmo nível, pelo menos quantitativamente falando. Argumentam que o pré jogo é pequeno, que após o jogo há poucas entrevistas e que há campeonatos comprados com poucos jogos mostrados.

E há muito dinheiro, é lógico. Foi oferecido um total de R$ 550 milhões para um total de 20 clubes. Um valor proporcional ao número de clubes que assinarem com o EI. Muito mais que o Sportv.

Não se sabe quem ganhará a guerra. Não se sabe se haverá confronto ou acordo. Mas o que se sabe, sem dúvida, é que quem assinou com o EI ganhou mais do que se assinasse com o Sportv. E que quem não assinou, ganhou mais do que ganharia do Sportv se não houvesse a concorrência. Guerrilheira concorrência.

 

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Corinthians negocia com Esporte Interativo
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Dirigentes do Corinthians e da Turner, conglomerado americano dono do Esporte Interativo, estão negociando os direitos de transmissão para TV fechada do Campeonato Brasileiro para o período 2021/24. A oferta, por enquanto, é a mesma que está sendo feita para o período 2019/24: R$ 40 milhões de luvas e R$ 560 milhões para um total de 20 clubes. Se fechar com 10 clubes, por exemplo, o total é de R$ 280 milhões. Por enquanto, Bahia e Atlético-PR anunciaram acordo com o Esporte Interativo.

O Corinthians assinou com a Globo até 2020. Foi um acordo que os diretores estão considerando precipitado e “desmentido” pelo mercado. Tudo começou em dezembro do ano passado. O Corinthians e outros times pediram à Globo o adiantamento das verbas dos campeonatos de 2017 e 2018. A Globo aceitou. Repassou o dinheiro, mas com um deságio de 25% e o total será pago com juros e correção monetária.

Em seguida, a Globo ofereceu ao Corinthians a prorrogação do contrato de 2018 até 2020. E, para concluir o negócio, ofereceu um empréstimo de R$ 40 milhões, também a ser devolvido com juros e correção monetária.

O que parecia um bom acordo foi se mostrando defasado com o desenrolar dos acontecimentos. O total pelos direitos de TV fechada eram de R$ 100 milhões (dividido por 20 clubes). O São Paulo negociou duro e conseguiu muito mais que isso, o equivalente a R$ 560 milhões. E mais R$ 60 milhões de luvas.

Conseguiu ainda uma divisão mais meritória: 40% dividido igualmente, 30% por desempenho e 30% por audiência. A proposta do Esporte Interativo é de divisão de 50%, 25% e 25%.

Outros clubes estão querendo receber o mesmo ou até mais que o São Paulo. E o Corinthians, que já assinou, vai ficando para trás.

A reação, porém, não tarda. A concorrência do Esporte Interativo é dura e constante. E a negociação com o Corinthians por um novo ciclo já começou. A guerra será sem quartel.

 


Globo acredita em blefe do Esporte Interativo
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A decisão do Furacão em assinar com o Esporte Interativo a partir de 2019, não mudou a forma como a Globo encara a disputa. A emissora acredita que a adversária está blefando. Deseja acertar com, no máximo, oito ou dez clubes para ter um poder de barganha para negociar com a Globo. Fazer um acerto para que possa, junto com o Sportv transmitir todos os jogos de todos os clubes.

O motivo do blefe seria, segundo entendimento da Globo, a incapacidade técnica do Esporte Interativo em transmitir muitos jogos em uma mesma rodada. Não tem afiliadas para ceder caminhões para a transmissão de jogos.

Pessoas ligadas ao Esporte Interativo ironizam as preocupações da Globo. Explicam que já fizeram muitas transmissões simultâneas pela Copa do Nordeste. E que, como toda emissora, inclusive a Globo, pode contratar produtoras que viabilizam caminhões para as transmissões.

 


EI quer disputa com Sportv e paz com a Globo
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A estratégia do Esporte Interativo na  luta pela conquista dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2019, se baseia em dois pontos principais.

1) Explicar que sua proposta deve ser comparada com o SporTv e não com as Organizações Globo.

2) Deixar claro que não pode haver retaliação (diminuição das cotas atuais) da Globo para quem não optar pelo Sportv como plataforma de televisão fechada,

A oferta de R$ 560 milhões pelos direitos da TV fechada devem ser comparados com os R$ 100 milhões oferecidos pelo Sportv. E não com os R$ 1,1 bi oferecidos pelas Organizações Globo para a transmissão em duas plataformas: tv fechada e aberta.

Ou seja, explica-se aos dirigentes de clube que as negociações são separadas. É possível aceitar a proposta do Esporte Interativo (R$ 560 milhões) para a TV fechada e a da Globo, de R$ 1 bilhão para a tv aberta.

Há uma queixa velada de que a Globo não explica esse desmembramento e prefere sempre falar em R$ 1,1 bilhão.

Uma diferença simples, mas que ainda não foi entendida por todos.

Na batalha pelo convencimento, a partir do conhecimento dos números e do aprofundamento das propostas, há indícios de que dirigentes dos clubes começam a ouvir com mais atenção e ver com bons olhos a oferta do EI!

E a Globo pode, caso um clube aceite o oferta do EI! para tv fechada, diminuir a cota oferecida atualmente ao mesmo clube para a tv aberta?

Nesse caso, haveria intervenção do Cade (Conselho Administrativo da Defesa Econômica) que, inclusive foi incisivo na última negociação, quando impediu cláusula de preferência e obrigou a negociação dividida em três plataformas: teve fechada, aberta e pay-per-view.

Uma emissora só pode transmitir os jogos que reunirem dois clubes que tem contrato com ela.

O mercado trabalha também com movimentação no meio jornalístico, caso os direitos sejam conquistados pelo EI!. Haveria contratações para reforçar a atual equipe, que já trabalha em competições importantes como a Liga dos Campeões e a Liga do Nordeste.


Sportv enfrenta queda de audiência com radicalização do “carioquismo”
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O Sportv é o campeão de audiência também em São Paulo. Em todos os programas. Mas a diferença tem diminuído. O Arena Sportv foi uma vítima. O programa passou a sofrer com a concorrência do Fox Sport Rádio, que adota uma linha mais popular e do Bate Bola da ESPN, que aposta mais em análises. No meio de ambos, a vida não ficou tão fácil para o Arena.

A solução foi acabar com o programa, que foi substituído pelo Seleção Sportv, produzido e apresentado no Rio. Interessante da escolha é que São Paulo é a praça econômica mais importante – falando-se de anúncios – e o Sportv tem uma cara muito carioca. Então, para enfrentar uma dificuldade de audiência em São Paulo, aposta-se na mudança de um programa paulista para o Rio.

E a “carioquização” continua. Para a batalha inglória de se enfrentar a Fox com exclusividade de Danúbio x Corinthians, foi escalada uma dupla carioca. Luiz Carlos Jr. e Lédio Carmona mostrarão Santos x Londrina.  Dentro do Sportv há pessoas preocupadas. Acham que o excesso de remédio pode matar o doente. Ao apostar-se cada vez mais em um certo carioquismo abre-se um flanco para a Fox, que tem sotaque bem mais caipira.

Tags : fox sportv


Sportv ainda pode ter os direitos da Liga dos Campeões
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Preocupadas com uma oferta da Fox, Sportv e Espn se uniram para conseguir os direitos de transmissão da Liga dos Campeões (me desculpem, mas se puder, não escrevo Champions League nem sob tortura) pelos próximos três anos. A oferta foi de R$ 100 milhões. A derrota veio em forma de surpresa. O Esporte interativo, vitaminado com a parceria feita com a Turner, ganhou a parada.

Mas o jogo não acabou.

Com os direitos na mão, o Esporte Interativo negociará com a Sky e a Net sua presença nas grades de programação, o que ainda não existe. Caso não consiga, poderá passar os jogos nos canais Space e TNT, pertencentes ao grupo.

A Sportv também tem uma carta na mão. Ela pertence ao grupo Globo, que é dono de parte das operadoras Sky e Net.  Na negociação com o Esporte Interativo pode ser colocada a seguinte opção. “Ok, nós colocamos vocês na nossa grade, mas o Sportv também passa a ter direito de transmitira Liga dos Campeões”.

Uma negociação parecida com aquela envolvendo Sportv e Fox no ano passado. A Fox tinha direito à Libertadores e o Sportv à Copa do Brasil. E as duas passam as duas competições.


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