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Fagner e Gabriel ajudam na virada do Santo André, de Hugo Cabral
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Menon

O jogo terminou com Hugo Cabral puxando um contra-ataque. Frente a frente com Fagner, que não sabia se ele iria para o fundo ou para o meio. Foi para o meio e recebeu falta. O juiz terminou o jogo. Não foi um fato isolado. O atacante do Santo André, com seu cabelo platinado, levou vantagem sobre o lateral do Corinthians. Aliás, contra o Novorizontino, Fagner sofrera com Juninho que, ao contrário de Cabral, ia sempre para o fundo. Fagner não está bem em 2018, ano de Copa.

Cabral entrou no segundo tempo e mudou o jogo, que parecia definido para o Corinthians. Não pelo golaço de Rodriguinho, mas pelo estilo Carille. Jogo dominado, troca de passes, sem correr riscos. E como é difícil marcar no Corinthians. Será que estou falando de 2017? Vamos ver nos próximos jogos.

Gabriel, avançado, perdeu uma dividida fácil para Cabral, que avançou em diagonal. Deu um corte em Fagner e tocou para Tinga fazer outro golaço, muito parecido com o de Rodriguinho.

Mesmo com o empate, o Santo André não recuou. Manteve sempre a aposta em Cabral. E o segundo gol veio em uma cabeçada de Lincom, mostrando que a fortaleza aérea corintiana não está bem como esteve.

Eu achei que foi impedido o gol de Lincom. Como achei que ele sofreu falta no lance anterior ao gol de Rodriguinho.

Para tentar o empate, Carille colocou Sheik. Não deu certo. E o time terminou o jogo com Rodriguinho, Jadson, Sheik, Marquinhos Gabriel, Lucca e Júnior Dutra em campo. E as jogadas de perigo eram de…Cabral.

E na sexta de carnaval, uma marchinha deve estar tocando no cérebro os corintianos. O nome é quarta-feira, de Roberto Martins. E começa assim: “esse ano não vai ser igual aquele que passou…”


Sem hipocrisia. Somos tão racistas quanto o Real Garcilaso.
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Menon

A ignomínia praticada pelos torcedores do Real Garcilaso contra Tinga expôs uma vez mais a falta de limites da ignorância humana. Houve manifestações de apoio ao jogador de muita gente e de muitas entidades. Inclusive a CBF, comandada pelo impoluto Zé das Medalhas.

E daí? Solidariedade não adianta nada. Luta é que pode resolver. Sai de campo, Tinga. Sai de campo, Cruzeiro.

E luta só vai haver se entendermos que fazemos parte do círco. Não adianta apontar o dedo a peruanos racistas, como se fossem parte de outra turma. Aliás, nada mais ridículo do que ser peruano e racista. Apenas o fato de ser peruano já é o suficiente para carregar no lombo todo o preconceito do mundo.

Somos racistas, esse é o problema. Pensemos nos peruanos. Brasileiro só respeita o Guerrero, pelos gols e pela Bárbara, e o Mario Vargas Llosa, pela obra ficcional. Para os outos, olhamos como se fossem índios. Como se fosse errado ser índio.

Antes de falarmos em enfrentar o racismo, é necessário ver a situação do Brasil. A proporção de negros abatidos em confronto com a Polícia é muito maior que a de brancos. Há muito mais negros presos do que brancos.

Quantos médicos negros existem? Quantos advogados negros existem?

Ah, deixa para lá. Vou mudar a pergunta: quantos médicos brancos empregam recepcionistas negras? quantos advogados brancos empregam recepcionistas negras?

Fala contra o racismo é fácil. Difícil é reconhecer que somos um país racista. O último país da América a libertar seus escravos. E de que maneira? Sem nenhuma compensação, jogados no mercado de trabalho sem nenhuma condição de ser mais do que um escravo sem algemas. Prontos para carregar penicos cheios de merda branca e para ganhar um troco com prostituição. Melhorou, porque antes a casa grande usufruia de favores sexuais (masculinos e femininos) sem pagar nada.

Falar contra o racismo é fácil. O deputado federeal Luiz Carlos Heinze (PP-RS) deve ser contra o racismo. Quem é? O mesmso que disse a seguinte frase: “quilombola, gay, lésbica, índios, tudo que não presta, está aninhado no governo”.

Enquanto o Brasil se indignar mais com a ignorância de um bando de deliquentes peruanos do que com a declaração de um de seus deputados, representante da elite agrária, vindo de um estado conhecido como culturalmente avançado, o racismo vai continuar ganhando de goleada. Mesmo enfrentando Tinga.


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