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Tite rifa Jesus e abraça Fagner
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Menon

Começa com uma grande injustiça o novo período de Tite na seleção brasileira: o esquecimento de Gabriel Jesus.

Eu não acho que ele tenha feito uma grande Copa. Passou em branco e não tem desculpa. Mas, se eu não gostei, Tite gostou. E muito.

Então, ao não convocar, ele aponta o dedo para o garoto de 21 anos. A culpa foi dele.

E Tite mostrou novamente que não falta aos seus. Ele, que morreu abraçado a Romarinho e Sheik em 2013, agora está abraçado a Fagner, que levou um baile de Hazard contra a Bélgica.

Inexplicável a convocação de Willian. Já este em duas Copas e nada fez.

Gostei de todos os novos. Principalmente Dedé, grande zagueiro.

Fica para mim, uma sensação de desalento. Não acho que Tite deveria continuar. Continua a demagogia: sou um ser humano, permito todo o tipo de pergunta (nada mais que a obrigação), a voz pastoral, os verbos malucos como oportuniza, “rebenta”, “chego”, totalmente falso brilhante.

E Edu Gaspar ao lado. O mesmo que trata Neymar como um menino. O mesmo que fez aquela confusão toda da lista dos 35.

Mais do mesmo.

 

 


Treze nomes para Tite iniciar a renovação necessária
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A preparação da seleção brasileira começou errada. Tite não deveria continuar depois do trabalho regular e morno apresentado no Mundial da Rússia. E o segundo erro vem com os amistosos contra EUA e El Salvador. O que acrescentam estes adversários? Nada. Acho que a seleção deveria voltar a se reunir apenas em 2019, mas como teremos Copa América no Brasil é correto antecipar os trabalhos.

Da turma que foi à Rússia, eu daria um descanso para Neymar. Já que os rivais serão EUA e El Salvador, deixemos nosso maior craque de lado. Ele não é necessário e sua ausência temporária facilitaria dar chance a novos jogadores. O que eu acho, deveria ser a prioridade da convocação.

Também deixaria fora Thiago Silva e Miranda, que já passaram dos 30. Marcelo também. Ele é ótimo, mas fez duas Copas ruins. Pode voltar depois. Fernandinho e Paulinho, eu deixaria fora de qualquer plano. Duas Copas ruins de cada um. E olha que sempre fui fã de Paulinho. Taison? Não. Não. Alisson, também não levaria. Daria chance a Ederson.

Eu chamaria 13 jogadores novos. É hora de iniciar um novo ciclo. Nem todos chegarão ao Catar, mas a primeira chance deve ser dada agora.

Militão – É ótimo marcador, o melhor do Brasil no um contra um. Além de lateral, pode jogar de zagueiro também. Tem nove anos a menos e 20 centímetros a mais que Fagner.

Felipe –  É titular do Porto há dois anos e grande destaque do time. Tem altura (1,90m) e técnica. Tem 29 anos.

Dedé – O melhor zagueiro do Brasil. O melhor zagueiro brasileiro. Estava na lista dos 35. Tem 30 anos.

Arana – Misto de Marcelo e Filipe Luis, o que não significa que seja melhor que eles. Mas, aos 21 anos, é o substituto natural.

Maycon – Também com 21 anos. Volante que marca e chega ao ataque.

Arthur – Vai ser titular rapidamente, formando dupla com Casemiro. Marcará época na seleção. Foi um grande erro não estar na Copa da Rússia. Tem 22 anos.

Malcom – Agora, pelo Barcelona, tem tudo para aparecer ainda mais. Outro com 21 anos, vai ficar com o lugar de Willian.

Lucas Paquetá – Estava na lista dos 35 e dever ter oportunidade, apesar de haver decaído um pouco. Tem 21 anos.

Vinicius Júnior – Tem 18 anos e joga pelo Real Madrid. Precisa explicar?

Richarlison – Tem 21 anos e estreou pelo Everton fazendo dois gols. Veio do Watford. Tem experiência na Europa, força e técnica.

David Neres – Tem 21 nos, 54 jogos, 23 gols e 11 assistências pelo Ajax.

Pedro – Tem 21 anos e 25 gols pelo Fluminense. Tem grande poder de finalização e cabeceio. É um tipo de jogador que faz falta ao futebol do Brasil.

Paulinho – Apenas 18 anos, uma das grandes revelações recentes do futebol brasileiro.

Acho que a base da renovação passa por eles. Muitos estarão no Catar.

Apenas por curiosidade: eu escalaria a seleção com Ederson, Militão, Marquinhos, Dedé e Arana; Casemiro e Arthur; Douglas Costa, Coutinho, Richarlison e Pedro.

Dá para ganhar de EUA e El Salvador.

E vocês, convocariam quem?


Tite precisa fazer uma estátua para Felipão e outra para Dunga
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Menon

Na próxima semana, Tite fará a primeira convocação da seleção brasileira em seu novo ciclo como treinador. Se tudo correr bem, ele terá ficado seis anos à frente da seleção. Se tudo correr melhor ainda, talvez emplaque um terceiro ciclo, indo para uma década no comando do futebol brasileiro. E a sua mianutenção é aplaudida pela grande maioria da população, com entusiasmo. E uma outra parte, sem entusiasmo. Uma aceitação totalmente inexplicável quando se olha para o trabalho de Tite durante o Mundial da Rússia.

Um empate morno contra a Suíça.

Uma vitória sofrida contra a Costa Rica.

Uma boa vitória contra a Sérvia.

Vitória contra o México, após um sufoco inicial.

Derrota contra a Bélgica.

A seleção ficou em sexto lugar. A mesma classificação de Dunga em 2010. Pior do que Scolari em 2014.

Mas, se a seleção foi mal, Tite foi bem.

Não foi.

Pensemos no embate tático de Tite com outros treinadores. Foi amplamente derrotado por Martinez, da Bélgica. Ele mudou seu time, que havia sofrido contra o Japão, e Tite não teve reação alguma no primeiro tempo. No segundo, equilibrou as coisas. Contra o México, Tite foi surpreendido por Osorio, que colocou o time no ataque. Surpreendido, não. Osorio havia avisado. Se o México fizesse um gol….

Tite errou muito mais.

Levou Fred à Copa, sem condição de jogo. Clinicamente falando.

Levou Taison, sem condição de jogo. Tecnicamente falando.

E não soube lidar com Neymar. Após dois anos juntos, é impossível dizer que Neymar melhorou como jogador. Tatica, técnica e emocionalmente. Tite fez dele um protegido, alguém sofrido e perseguido. Falhou como gestor de pessoas, o que é considerado algo imprescindível hoje.

Quando digo que Tite não deveria continuar como treinado do Brasil, a resposta é a seguinte: “quem é melhor do que ele?”

Provavelmente, nenhum. Mas, quantos piores do que ele, fariam um trabalho melhor do que ele? Cinco ou seis.

Há três fatores que ajudam Tite a ter uma avaliação positiva.

O jeito professoral, baseado em midia training e o uso de termos vindos da universidade, que lhe dão uma aura de intelectual, contra o jeito meio bronco e simplório dos dois últimos antecessores.

O medo causado pelo 7 x 1, a maior comédia do futebol brasileiro. Tragédia foi 50, 2014 foi comédia. O maior vexame do esporte brasileiro. Pior do que, por exemplo, a seleção de rugbi perder para a Nova Zelândia por 1200 x zero.

O pavor de ficar fora da Copa, presente durante o segundo trabalho de Dunga na seleção. Um horror.

Tite não é avaliado por seu trabalho, apenas. Ele ganha pontos pelas besteiras dos anteriores.

Deveria fazer uma estátua para cada um, em forma de agradecimento.

 

 


Pedro precisa ser número 1 na lista de Tite
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Menon

Em alguns dias, começa o novo ciclo da seleção brasileira, sempre pensando no hexa, que, em 2022, será uma ausência já de 20 anos. Tite foi confirmado como comandante, apesar do mau trabalho apresentado na Copa da Rússia, e deve começar o trabalho de renovação. Jogadores como Fernandinho e Paulinho, que fracassaram nos dois últimos Mundiais, deveriam ficar de fora. É hora de gente nova, no ano que vem temos a Copa América no Brasil, o primeiro grande teste.

O primeiro nome na lista de Tite deveria ser Pedro. Entre as revelações brasileiras, ele é um jogador de características únicas. Enquanto Vinícius Jr, David Neres, Richarlison e Malcon são jogadores de lado de campo, enquanto Paquetá e Paulinho são jogadores de centro de campo, Pedro é o único que pode se servir das características dos outros.

Passe de Paquetá para Richarlison, cruzamento e gol de Pedro.

Chute de Paulinho, rebote do goleiro, gol de Pedro.

Cruzamento de David Neres, cabeçada de Pedro.

Tabela com Vinicius Jr, chute de Pedro.

Pedro, com sua cara de Ademir Queixada é centroavante.

Chuta forte, cabeceia de fora da área, sempre se coloca bem na área.

Tem boa técnica, bom passe, mas, a meu ver, sua principal característica é a de ser um bom definidor.

É um centroavante que faz gols. Na última Copa, com o jejum de Gabriel Jesus, tivemos duas vertentes defendendo o indefensável. Os palmeirenses criaram teorias conspiratórias para justificar a virgindade do artilheiro e ídolo. E os defensores de Tite criaram a história de que sua função não era fazer gol, era marcar, cabecear, ajudar a defesa….

Não é verdade. Gabriel Jesus é ótimo jogador e sempre fez gols. Está sempre bem colocado e por conta disso, os que o odeiam, dizem que só faz gols fáceis. Ora, quantos gols fáceis Romário fez?

Pedro é uma opção a mais para Jesus e Firmino. Tem um estilo diferente. É uma possibilidade a mais. Tite, que vai ter quatro anos a mais na seleção brasileira, tem a obrigação de fazer esse jogador render. Crescer tecnicamente. Melhorar como atleta.

É um desafio.

Se ele não conseguiu fazer Neymar melhorar, que tenha melhor resultado com Pedro.


Tite e a viagem atrasada ao Sul. Artur está em Barcelona
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Na padaria, encontrei o colega Dias, nordestino fanático pelo Botafogo. É um caso comum. “Era moleque, ouvia a Rádio Nacional, que transmitia jogos do Rio e virei botafoguense”. E depois, recita grandes times do time da Estrela Solitária. Agora, está triste. “Meu time é endividado. Estão loucos para vender o Rabelo e o Fernandes por uma merreca. E depois, contratam jogador ruim como Aguirre e Leo Valencia. É o fim do futebol”.

Dias não entende o que Tite foi fazer no jogo. “Vai observar, quem? Rodrygo, do Santos? O Rabelo? Todo mundo já conhece. O Rodrygo já vai para a Espanha e o Rabelo para algum lugar. Não tem nada para ver nesse jogo”.

E é verdade. Tite vai lá, olha e nada vai resultar da visita. No fim, ele convoca os que estão fora.

É o caso de sua presença no campo para ver Grêmio x Flamengo. É um tipo de visita que deveria ter dado resultado no ano passado ou no primeiro semestre. Tite, com certeza, viu Artur jogar. Chegou a convocá-lo. E viu Vinícius Jr também. Não levou nenhum dos dois ao Mundial. Hoje, um mês após a Copa, Artur “deslumbra” (foi esse o título de um jornal) no Barcelona e Vinícius Jr. é muito elogiado no Real Madrid. E, na Copa, estavam Fernandinho, Paulinho e Fred (contundido), além de Taison, que não atuou.

Agora, ele foi ver quem? Paquetá? Esse é tão bom que já esteve na lista de 35 da Copa. Geromel? Esteve na Copa e já passou dos 30. Everton Ribeiro? Esperemos para ver quem será convocado. Para mim, são visitas a campo para matar saudades e fazer uma política de boa vizinhança. Espero que se comporte e não vibre em algum gol do Corinthians, como fez no ano passado


Felipão se compara a Mandela e alfineta Tite
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Menon

Felipão está de volta. Com a personalidade forte, respondeu a tudo que lhe foi perguntado. Sem nenhuma crítica aos colegas, entendam bem, senti falta de perguntas específicas sobre a arrumação do time.

Felipão tentou sepultar de vez o 7 x 1. E, novamente, falou que todo mundo tem um dia ruim e que é importante seguir a vida. Tudo bem, mas não foi apenas um dia ruim. Foi um trabalho péssimo, do início ao fim, com Família Scolari, apelo a jornalistas por unidade contra os estrangeiros, empates com Chile e México…

A meu ver, também supervalorizou seu trabalho no Grêmio, quando chegou a deixar o banco de reservas durante uma partida.

E ele foi muito correto ao lembrar que é o último campeão e que não é o último derrotado. Concordo totalmente. O trabalho de Tite foi ruim e não é questionado. O 7 x 1 de Scolari esconde o baile tático sofrido contra a Bélgica.

Por fim, Felipão se comparou a Mandela. Uma afronta, vindo de quem já externou simpatia por Pinochet.

Felipão não precisa se comparar a Mandela.

Mandela não merece ser comparado a Felipão.


A Copa que rebaixou o Brasil
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Fim de Copa. Hora de reflexão.

A seleção brasileira, já eliminada, foi aplaudida só deixar seu hotel na Rússia e ao chegar na aeroporto no Rio. Pouca gente, mas prontas a aplaudir. Aplaudir um sexto lugar.

É o fim das ilusões. Reflexo de quatro derrotas seguidas. Criou-se o consenso de que já não somos invencíveis. Nunca fomos, é claro, mas rompeu-se a sensação de estar acima de todos.

Ganhar a Copa deixou de ser normal. Já não há crise quando perdemos. Qual será o próximo passo? Chamar o Olodum e os bonecos de Olinda e decretar feriado nacional quando formos terceiro lugar? É a banalização do fracasso.

A derrota de 2018 é a mais preocupante dos últimos tempos. Além de destruir expectativas, ela chega sem desculpas. Não se pode dizer que a bagunça imperou (2006), que o treinador era neófito ou ultrapassado (2010 e 2014).

Nada. Tudo foi feito da maneira correta. Nada de sobressaltos. Classificação sem sustos, após a chegada de Tite. Convocação normal, com um ou outro nome questionável. Tite não levou Luan? Ok, Dunga não levou Neymar.

E o que se viu?

Um time titular com jogadores sem condição de jogar nas seleções que ficaram nos três primeiros lugares: Fagner, Fernandinho, Paulinho (sempre elogiei), Willian, Gabriel Jesus e Danilo.

Marcelo e Coutinho jogando abaixo do que se esperava. Marcelo, pela segunda Copa seguida.

Neymar, pela segunda vez, comprovando que, apesar de ser um grande jogador, não é alguém capaz de fazer a diferença em uma competição tão importante.

Um treinador que não soube reagir diante de surpresas táticas. Foi assim contra o México e contra a Bélgica.

Houve coisa boa? Lógico, mas a maior de todas tem data de validade: Thiago Silva e Miranda, com 37 anos, não irão ao próximo mundial.

A situação é complicada. O sinal está vermelho. Pedro, do Fluminense, é a única revelação que sabe cabecear e jogar dentro da área. Centroavante. Estão surgindo muitos jovens rápidos pelos lados do campo e nenhum Pogba.

Saudamos Arthur, nosso Modric.

Perceberam a tristeza. Os outros são referência. Podemos ter um Modric, não temos um Hazard, um Kane ou um Pogba.

É hora de enfrentar a realidade e acabar com verdades antigas como: podemos fazer três seleções, gringo cintura dura, a amarelinha ganha sozinha e o pior de todos….

Perdemos para nós mesmos. Achar que perdemos para nós mesmos é o início de uma nova derrota.


Matheus Matias maior que a seleção
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Matheus Matias fez seu primeiro gol pelo Corinthians. Com certeza, o momento mais feliz da sua vida. Correu para a galera e por ela foi abraçado.

Está provado uma vez mais que o amor do torcedor é por seu clube e não pela seleção. Nem que o gol tenha saído em um amistoso com jeitão de treino.

Engenheiro Pinduca, meu amigo há 40 anos, estava chorando. Muito mais emocionado do que no gol de Renato Augusto contra a Bélgica.

Durante a Copa, ouvi amigos dizendo que Fagner era o novo Djalma Santos e que Gabriel Jesus era o novo Romário. São loucos o suficiente para defender a tese, mas sabem (será?) que não é verdade. Mas o amor ao clube é incondicional, passional e fundamental para que os clubes cresçam.

Vocês acham que o torcedor do Sampaio trocaria seu título da Copa do Nordeste pelo hexa?

A seleção deveria se aproximar do torcedor comum. Absorver parte desta energia, ter um pouco da Pátria de Chuteiras, do imortal Nelson.

Em 2018, nada foi feito. Jogadores distantes, nada de jogo-despedida, blindagem total.

Muita titebilidade e pouca emocionalidade.


Neymar, a cara da malandragem
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Neymar sonhava em ser o cara da Copa. E terminou como o cara da esperteza na Copa. É um fato. Não se trata de discussão subjetiva. O Instituto Nacional de Emergências Médicas, de Portugal, fez uma campanha publicitária avisando dos perigos de chamadas médicas falsas. A ilustração é uma foto de Neymar, caído em uma disputa de bola. Ele grita alucinadamente, como se esfaqueado fora.

Na África do Sul, uma outra campanha mostra um jogador rolando no campo. Rola tanto que sai do estádio, atravessa a cidade, para o trânsito até chegar a uma loja de fast food.

Neymar deveria processar essas entidades que usaram sua imagem de forma depreciativa.

Mas não há exagero, apesar de outros também encenarem. Os ingleses, inventores do futebol se comportaram contra a Colômbia como cultores de Shakespeare, o grande autor de peças de teatro e não como praticantes do futebol limpo que adoram pregar. Não há exagero porque no quesito atuação dramática, o Framboesa de Ouro é mesmo de Neymar.

Ele perdeu a batalha da comunicação, perdeu o duelo da construção da narrativa. Foi golpe ou impeachment? Qual mensagem ganhou a opinião pública? Há dúvidas? No caso de Neymar, não. Ele sai da Copa como o exemplo de jogador que não se comporta com dignidade, que está em campo para cair e fingir.

É triste que um jogador com tantos predicados pense que o fingimento vai acrescentar alguma coisa à sua carreira, além da vergonha alheia. Neymar não melhorou futebolisticamente de 2014 para cá e acrescentou outra Copa esquecível ao seu currículo. Precisa de alguém que tente mudar seu comportamento, o que não será feito por seu pai, pela Marquezine, pelos parças. E nem pelo Tite, ficou claríssimo.

 


Tite deve sair
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Menon

A seleção deve começar um novo ciclo com um novo treinador. Apesar dos bons números, não gostei do trabalho de Tite.

Não gostei do trabalho e não gosto do princípio que o norteia.

Tite gosta de times equilibrados, com posse de bola e que não corra riscos. Dois a zero é goleada.

Criou um time seguro e que nunca foi brilhante. Tite repete sempre que se o coletivo funcionar, o brilho individual vai aparecer.

E ele, apesar de toda a proteção possível, não conseguiu fazer Neymar se destacar. Como dizem dois grandes amigos, bom técnico é o que melhora seus jogadores. Neymar não melhorou com Tite.

A Copa tem sete jogos. Gabriel Jesus e Paulinho atuaram em cinco, todos os que o Brasil fez. Quantos bons minutos eles jogaram? Um centroavante que não faz gols é um absurdo.

Um grande erro de Tite é se apegar a seus jogadores, como fez com Paulinho e Fernandinho. Como fez com Romarinho e Sheik em 2013. Como ele vai comandar um novo ciclo? Vai continuar grudado a quem não rendeu. Vai conseguir melhorar Gabriel Jesus?

Tite não conseguiu pensar fora da caixa. Tem um princípio, tem um ou dois esquemas e…nenhuma surpresa. Ninguém que pudesse entrar e fazer algo diferente. Tinha Taison.

E, se não tinha variantes táticas e técnicas, não tinha também o seis por meia dúzia. Não tinha ninguém com a capacidade de Casemiro.

E Fred? Encantou Tite nos treinos e foi para a Copa sem condições físicas.

Por fim, no jogo decisivo, foi mal. Foi surpreendido pelas mudanças de Roberto Martinez e não conseguiu reagir.

No segundo tempo, o time foi melhor? Sim. Lógico. Quem está perdendo, ataca. Quem está ganhando, se defende. E a Bélgica se segurou.

Um novo ciclo deve começar com novas ideias. Tite deve sair.