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Arquivo : Trellez

São Paulo acerta com Pablo. E o armador, Raí?
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Menon

Quem é Pablo?

Um jogador de 26 anos com apenas uma boa temporada no currículo?

Um jogador que fez um ótimo Brasileiro, mesclando boa técnica e oportunismo?

Os dois.

O São Paulo resolveu apostar na segunda hipótese. Acredita que o Pablo-18 seja permanente e não fugaz. Seja farol e não vagalume.

Pagou caro. R$ 31 milhões por 70% dos direitos. É o mesmo valor que pagou por Everton + Diego Souza + Trellez.

Uma contratação arriscada.

Uma contratação ousada.

Uma contratação necessária.

Uma contratação correta.

O fim de 2018 foi melancólico para o São Paulo. Ficou claro que o elenco precisava se reforçar. E agora, tem dois centroavantes. Podem se revezar. Podem jogar juntos.

Agora, é preciso resolver outro grande problema. O maior problema. A mãe de todos os problemas. Nenê. O São Paulo não voltará aos títulos se continuar refém do mimado jogador, que faz jys ao apelido.

Corre, Raí. O Grupo da Morte te espera.

 

 


Pratto e a decadência do São Paulo
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Menon

Lucas Pratto foi extremamente decisivo para a maior conquista da gloriosa história do River Plate. Fez um gol em cada jogo. Não um gol qualquer, não um gol de goleada (nem houve), mas o importantíssimo gol de empate.

No primeiro jogo, apenas um minuto após a alegria do rival. No segundo, aos 22 minutos do segundo tempo. Foi Pratto quem colocou o River no caminho da glória.

Após o título, foi Pratto quem adicionou civilidade ao futebol. Caminhou até os derrotados e os cumprimentou um por um. Foi seguido por seus companheiros e o superclássico, marcado até então por ignomínia, vestiu-se de dignidade.

E foi um jogador assim, com técnica e caráter, que o São Paulo perdeu. A justificativa foi infantil: saudades da filha. Como se a garota morasse em Katmandu e não em Buenos Aires.

A verdade é outra. Pratto vislumbrou no River a possibilidade de grandes conquistas. Por que ficar em um clube enredado em brigas internas e sem ousadia?

Pratto foi contratado com o dinheiro da venda de David Neres. Aproximadamente os mesmos  R$ 45 milhões. E o clube gastou grande parte com Jean, Trellez, Diego Souza, Jucilei. Dinheiro perdido, sem retorno.

E agora? Vai contratar com qual dinheiro? Da venda de Liziero? Que grande jogador deseja ficar em um clube que vende o almoço para pagar o jantar?

 


Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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Menon

O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 


São Paulo tem segundo turno horrível
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Menon

O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.

 


Ricardo Rocha: “Vibrei com Jandrei, mas confio muito em Sidão”
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Menon

“Grande defesa”.

“Que milagre”.

Ricardo Rocha, não nega, vibrou muito com Jandrei, da Chapecoense contra o Inter. No pênalti e, no último lance do jogos, sempre diante de Leandro Damião. “Lógico que eu vibrei. Você acha que não comemoraram o nosso empate contra o Paraná”, pergunta. “Não foi um pênalti mal batido, não. Foi uma grande defesa, com muita elasticidade”.

Os elogios de Ricardo Rocha ao goleiro da Chapecoense não se transformam em brincadeiras como se viu nas redes sociais, apontando Jandrei como o melhor goleiro do São Paulo no ano, por conta das duas defesas que levaram o time novamente à liderança do Brasileiro.

”De jeito nenhum, o Sidão é um goleiro muito bom e eu tenho toda a confiança nele. Eu, Aguirre e todo mundo”, diz o coordenador de futebol do São Paulo. “Não levou um frango no Brasileiro, não levou um frango no ano. E a defesa que fez contra o Ceará, salvando o time? E contra o Santos, a maneira como ele saiu no Rodrygo, tampando todo o ângulo do garoto. É bom ou não”?

Rocha acredita que o campeonato seguirá muito parelho, até as últimas rodadas, talvez até a última. “Nada vai ser fácil. Vamos suar sangue para conquistar o Brasileiro, estamos com muito foco, mas vai ser jogo a jogo. Sem moleza”.

O elenco do São Paulo será reforçado para 2019. Haverá pelo menos três grandes contratações. Ricardo não entra em detalhes, mas dá uma dica. “Precisamos de reservas que façam o que o Trellez faz. Entra em capo e dá novas opções ao treinador, muda o jogo. Contra o Santos, quase que sai nosso gol no último lance por causa da jogada dele. Aliás, quem deu o passe foi o Everton Felipe, que entrou muito bem. O garoto está melhorando”.

Com a possibilidade de se classificar de forma direta para a fase de grupos da Libertadores, Ricardo Rocha sonha com o Paulista sendo um campo de oportunidade para jovens jogadores. “Santos, Flamengo e outros estão com jogadores de 18, 19 anos. Vamos lançar os nossos no Paulistão. Estou com muita vontade de ver Helinho, Igor, Anthony, Walce, Rodrigo, Tuta e outros”, terminou Ricardo Rocha.


São Paulo: um ponto que pode valer muito
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Menon

Em um campeonato apertado como este, perder um ponto em casa pode ser muito ruim. Principalmente após uma derrota inesperada do rival.

A primeira impressão do empate do São Paulo é essa. Mas há outras leituras.

O São  Paulo jogou com um a menos por 65 minutos. Achei exagerado o cartão vermelho para Diego Souza. E também achei uma bobagem dele usar cotovelo em um lance morno, longe da área.

O gol do Fluminense saiu em um lance infeliz da defesa. Faltou comunicação entre Sidão e Ânderson. O goleiro não precisava ter saído tanto.

E, com um a menos e sofrendo gol contra, o São Paulo se superou. Avançou a marcação e sufocou o Fluminense.

O gol saiu de um cruzamento de Régis para Trellez. Duas substituições de Aguirre. Mérito para ele.

A jogada de Régis foi linda. Falha se Ayrton Lucas, que joga muito.

Mais um motivo para valorizar o ponto que manteve o time na liderança por mais uma rodada? O Fluminense chutou duas bolas na trave. E perdeu um gol no final.

O São Paulo foi muito valente, como sempre. Términou sua série acessível (Vasco em casa, Sport fora, Chape em casa, Paraná fora, Ceará em casa e Flu em casa) com 14 pontos ganhos em 18 disputados). 78% de aproveitamento.

O time está invicto há sete jogos, mas ganhou apenas cinco pontos dos últimos nove. E perderá Rojas e Arboleda por duas rodadas. Diego Souza por una e Everton por maus duas.

Não é fácil, mas quem disse que seria?

O São Paulo é valente e um osso duro de roer.


Líder, com justiça. Mas precisa melhorar
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Menon

Vamos aos fatos.

O São Paulo é líder isolado do Brasileirão.

Algo grandioso, quando se lembra que a última vez que ocorreu foi há três anos.

Algo assustador, quando se lembra que o time tem 35 pontos e, no ano passado, terminou o turno com 18 pontos.

Algo muito justo, quando se lembra que nos últimos cinco jogos, o time ganhou 12 pontos. 80%. 18 pontos nos últimos sete jogos. 86%.

Algo indiscutível, quando se lembra que o time livrou cinco pontos de vantagem sobre o Flamengo nos últimos cinco jogos.

O São Paulo tem qualidades. É um time muito solidário, dentro e fora de campo. É um grupo unido, pronto para lutar.

Mas não é apenas o anímico. O time tem um contra-ataque mortal. Everton e Rojas estão atuando muito bem.

Enfim, há muito o que comemorar. Muito.

Então, o que tem de melhorar?

Repertório.

Não pode jogar sempre do mesmo jeito. Não pode ser apenas um time de resposta.

A dificuldade em matar o jogo é enorme.

E, mesmo se o esquema for mantido sempre, é preciso ter um tipo de jogador que não existe no elenco.

O jogador desequilibrante. Não digo no jogo, isso o Everton faz. Precisa ter o homem do drible. Do um contra um. O cara que ganha espaço.

Bem, contra o Vasco, a vitória veio no velho estilo: menos posse de bola (47% x 53%), mais faltas (27 x 9), menos passes (242 x 391), mais cruzamentos (11 x 1).

São números que deslustrou uma vitória, uma liderança? Absolutamente não. Cada um tem seu estilo.

Mas é preciso aumentar o repertório. Buscar o drible. Anthony e Helinho estão na pauta de Aguirre.

E o que a torcida deve dizer para o blogueiro?

Simples.

Segue o líder.

Os números são do footstats

 

 

 


Tricolor abre mão de três volantes e ganha três pontos
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Menon

Foi um clássico de alto nível. Jogo rápido, jogo pegado, com chances dos dois lados. E, reconheçamos, com uma boa participação do árbitro, que mostrou um estilo que privilegia o tempo de bola rolando, não caindo no conto dos piscineiros. O São Paulo mereceu a vitória, mas se o sufoco final imposto pelo Santos tivesse resultado em um gol não seria nada errado.

O domínio do São Paulo foi imenso no começo do jogo. O time impôs seu jogo, marcou no campo adversário, com Anderson Martins no meio do campo e Hudson na meia lua do rival (em algumas situações, deixemos claro). A causa principal, a meu ver, foi a opção de Diego Aguirre por um time com apenas dois volantes. E, pelos lados do campo, havia duas duplas fortes: Militão e Marcos Guilherme e Everton com Reinaldo.

A intensidade foi muita mas não foi duradoura. O Santos equilibrou o jogo e teve também chances para marcar, mas a tônica do primeiro tempo foi mesmo o seu início. O São Paulo pressionou tanto, que poderia ter marcado a um minuto, com Diego Souza.

Ele não errou ao fazer o gol do jogo, após um cruzamento perfeito de Everton. Diego se antecipou a David Braz, atacou a bola e cabeceou muito bem. Mostrou que pode ser útil ao time, apesar de não ser um centroavante como os últimos que passaram pelo clube, dese Pato a Luís Fabiano. E Allan Kardec.

O Santos reagiu e começou a pressionar o São Paulo. Muito. Aguirre fez então uma mudança tática que não envolveu troca de jogadores. Marcos Guilherme e Everton recuaram uns metros e formou-se uma postura com duas linhas de quatro atrás. Que funcionou muito bem, com dedicação extrema dos jogadores. Ninguém negou suor.

Aguirre acertou de novo. Percebeu que não se pode ficar apenas na defensiva, sem contra-ataque e trocou Diego Souza por Trellez. Para ter um desafogo que Diego, cansado, já não conseguia. Talvez o melhor fosse colocar Regis. Mas a leitura foi certíssima.

Então, todo o esforço físico apresentou a conta. Reinaldo e Everton saíram. A dupla da esquerda ficou formada por Edimar e Liziero. E tome sufoco do Santos, com grande partida de Gabigol.

O drama do São Paulo aumentou com o mau estado físico de Marcos Guilherme. Não poderia sair e Trellez foi jogar pela direita. E ainda Anderson Martins foi expulso, com correção. Com dez e sendo muito pressionado, o São Paulo se superou. Nessa fase final do jogo, Liziero se destacou. Além de jogar pelo lado esquerdo, infiltrou-se também pelo meio, tabelando com Nenê.

Assim, o São Paulo conseguiu sua segunda vitória. Foi heroica. E mostrou evolução.


Onze apontamentos sobre Diego Aguirre no São Paulo
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Menon

Contra o Fluminense, Diego Aguirre completou dez jogos no comando do São Paulo. Já é possível apontar características de seu trabalho, mostrar fatos e fazer uma primeira análise. Não é porque foi contratado por indicação de Lugano que deve merecer um tempo especial. Treinador de time grande é para ser cobrado. Bem, vamos lá.

  1. O elenco não foi indicado por ele – Uma prática que deve se tornar cada vez mais comum em clubes de futebol. O treinador deve fazer suas indicações, é lógico, mas o clube não pode seguir todas. O ativo é do clube. Então, se tem interesse em um jogador X, até por uma possibilidade futura de negócios, deve trazer, independentemente da opinião do técnico. Caso contrário, pode ficar com micos como Leandro Donizete, herança de Dorival ao Santos.
  2. O elenco é caro e qualificado – No caso, uma coisa tem pouco a ver com a outra. Os jogadores caros – Diego, Trellez e Jean – ainda (?) não renderam o que se esperava. Mas é bom e permite substituições sem sustos. São cinco bons zagueiros. São quatro volantes de nível semelhante. E há boas opções para o lado de campo. Dá para montar um bom time, dá para fazer um bom trabalho, apesar de carências conhecidas.
  3. Aproveitamento é ruim – Não é opinião, é fato. Com Aguirre, o São Paulo tem 43% de aproveitamento. É muito pouco. São apenas três vitórias e o mesmo número de derrotas. Não adianta dizer que a derrota contra o Corinthians foi sofrida. A vitória contra o Paraná também foi. Não adianta dizer que Jean falhou contra o São Caetano. No jogo seguinte, o goleiro retribuiu o erro com juros e correção monetária.
  4. Erro recorrente – Os 43% de aproveitamento poderiam ser 54% se o time não tivesse sofrido gols no final das partidas contra Corinthians e Fluminense. Nos dois casos, o castigo veio por conta de uma postura extremamente defensiva. Nada contra times que jogam no contra-ataque, mas é preciso que haja contra-ataque. Não houve nesses dois jogos. E nem nos minutos finais contra o Ceará. É algo a ser corrigido. O erro foi mostrado e o treinador tem obrigação de resolver rapidamente.
  5. Defesa forte – Parece claro, e isso é muito bom, que o São Paulo está se tornando um time difícil de ser vencido. Sofreu apenas sete gols nos dez jogos. A partir daí, pode se transformar em um time que, se não dá prazer, pelo menos não dá agonia ao torcedor. Um lance típico do que pode ser o São Paulo foi o contra-ataque puxado por Marcos Guilherme contra o Fluminense. Terminou com Everton chutando na trave. Com defesa forte e contra-ataque eficiente, é possível chegar longe.
  6. Um time mentalmente forte – O maior exemplo foi contra o Rosario Central. Mesmo com um jogador a menos por 45 minutos, o São Paulo foi estoico na defesa. Lutou pelo resultado com galhardia. Muito diferente do que se via antes.
  7. Liziero – Sua incorporação ao elenco e, quase imediatamente, ao time titular é um grande acerto. Um exemplo de jogador que cumpriu seu ciclo de aprendizagem na base e que está pronto para jogar. O que não significa que seja um gênio e que não possa melhorar.
  8. Brenner – Quando se fala em time que não tem contra-ataque, fica difícil entender o ocaso de Brenner. O fato de haver congelado contra o Palmeiras e de mostrar instabilidade emocional contra o Paraná (caiu no choro ao ser substituído) podem ajudar a explicar. Mas ele merece novas chances.
  9. Nenê, Cueva e Shaylon – Nenê é o símbolo do time. Arma, desarma, faz falta, sofre falta, chuta e é chutado. Tem ajudado até na recomposição. Cueva não tem o mesmo espírito. Muito pelo contrário. Mas sabe jogar bola e deve ser aproveitado. Imagino a linha de meias com ele, centralizado, Nenê na direita e Everton na esquerda. Aguirre deve recuperá-lo, a nãos ser que seja dado como caso perdido. Shaylon nunca entrou em campo com Aguirre. Inexpicável.
  10. Variação tática – Um grande mérito de Aguirre foi abandonar a obsessão pelo 4-2-3-1. Ele até é usado, mas o 3-5-2 também passou a ter lugar. E até o 5-3-2. Mudanças simples, a partir da mudança de posição de Militão, deslocando-se um pouco para a direita. Ele não adapta jogadores ao que pensa. Pensa conforme os jogadores que tem.
  11. Pressão sempre – Aguirre está pressionado. Nada de demissão, absolutamente. Mas está pressionado porque não venceu Ceará e Fluminense. Isso o obriga a ganhar do Galo, em casa. Tudo porque não teve contra-ataque e nem ataque nos dois jogos citados. Os oito primeiros jogos do São Paulo são bem acessíveis (não significa que sejam fáceis) e é possível fazer 16 pontos, o que é média de campeão. Depois de Paraná, em casa, Ceará e Fluminense, fora, vem, pela ordem: Galo, casa, Bahia, fora, Santos, casa, América, fora e Botafogo, casa. Com tempo para treinar. É a chance de conseguir um número de pontos que dê segurança para os jogos seguintes.

Aguirre apostou em time sonolento.
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Menon

O São Paulo foi um time sonolento em Fortaleza e não pode reclamar do zero a zero. Talvez seja até o caso de comemorar. E foi sonolento porque foi escalado para ser sonolento. Aguirre escalou Militão e Edimar. Ou seja, pouco aporte ofensivo. Escalou Liziero Hudson e Petros. Ou seja, pouco aporte ofensivo. E escalou Trellezzzzzz. Ou seja, nenhuma participação ofensiva ou defensiva. Não finaliza e não segura a bola. Além deles, Cueva e Everton. Um que estreia e outro que não está bem.

Com um time assim, o que se pode esperar. Pouco. E o São Paulo deu nada.

Para o segundo tempo, colocou Nenê em lugar de Trellezzzzzz. E Regia no lugar de Liziero. O time passou a ter um 4-6-0, com Regis de um lado, Everton de outro, Cueva e Nenê por dentro. Depois, entrou Valdivia em lugar de Everton. E Cueva ficou novamente pela esquerda. O time até ganhou toque de bola, mas cruzar para quem? Valdiva, Cueva, Nenê?

Ar Bo Le Da. Ar Bo Le Da.

Aos 37 minutos, a torcida presente no estádio passou a louvar o equatoriano. Não por um gol, mas por um belo desarme, evitando contra-ataque de Menezes. Aos 40,Arboleda errou no ataque e quase o Ceará marcou. Foi a senha para dez minutos de pressão que o São Paulo conseguiu segurar, apesar da contusão de Rodrigo Caio.

Rodízio não é ruim, até acho necessário, mas os jogadores escalados precisam ter capacidade técnica para implementar algumas milenares situações de jogo. Rapidez pelos lados, por exemplo. Aguirre precisa estar atento.

O outro problema é mais grave.

Trellez é ruim.

Diego Souza não é da posição.

Brenner é muito novo e está sentindo.

Os crentes e fieis que rezem para São Gonzalo Carneiro