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Ricardo Rocha e Lugano constrangem o São Paulo
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Ricardo Rocha vai comentar jogos da Copa pelo Canal Fox. Ele teve autorização do clube para isso. A diretoria considerou que seu trabalho não seria afetado, por algumas razões: 1) ele não vai viajar até a Rússia, 2) foi possível evitar conflitos de horário 3) o papel de Ricardo Rocha não é de negociar contratações ou demissões. Ele faz uma “interface” com os jogadores e, como os próprios jogadores terão dez dias de folga…

Mesmo assim e mesmo tendo liberado o diretor, o pedido causou constrangimento. Afinal, ele é um diretor remunerado fica sempre a impressão de que o São Paulo estaria acéfalo ou, no mínimo, sendo relegado a uma posição secundária.

Quanto a Diego Lugano, que acompanhará a Copa, na Rússia, a convite, não há restrição alguma. O seu cargo é de diretor de relações internacionais e sua função é realmente essa, representar o clube junto à Conmebol e à Fifa. O constrangimento, no caso, é em relação à contratação de Gonzalo Carneiro, indicada e e bancada por ele. O jogador custou R$ 2,5 milhões e ainda não se recuperou de uma lesão no púbis, que o tirou dos gramados desde setembro. Por ela, a lesão, foi rejeitado no Grêmio.

Por fim, há uma revolta na diretoria quando se fala que Raí aproveitará a folga da Copa para fazer campanhas publicitárias. As que estão no mercado atualmente já foram feitas há tempos. E não há nada previsto. Raí e Alexandre Pássaro trabalharão “full time” (olha como eu sou moderno) para a contratação de reforços que substituam Marcos Guilherme e Valdívia. E estarão torcendo, diuturnamente (olha como eu sou antigo) para que chegue uma boa oferta por Rodrigo Caio e Christian Cueva.


Raí contratou três reservas. Cicinho é só um susto a mais
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A montagem de um elenco não pode ser tarefa exclusiva do treinador ou da direção do clube. A direção não pode ficar sujeita a caprichos do treinador que se comporta como criança mimada em época de Natal. Quer, quer e quer. Cuca é um exemplo. Não queria Borja e exigiu Deyverson. E o treinador não pode ser vítima de “ocasiões de mercado”, como Dorival, que gostaria de contar com um lateral e um atacante rápido e recebeu Trellez, Diego Souza e Nenê. Valdivia veio depois.

Deu chance aos dois atacantes  e voltou a escalar Brenner, sua primeira opção. E Valdivia tomou o lugar de Nenê. O que eu não entendi é porque ele se viu obrigado a escalar as opções da chefia. Precisava jogar para ver que não daria certo? Eu ainda acho que Diego Souza pode ser muito útil. É hora de recuperá-lo, em sua posição correta.

O grande erro de Raí foi trazer Nenê, um jogador de 36 anos e presenteá-lo com um contrato de dois anos. Uma bela aposentadoria. Vai receber R$ 6 milhões para se dedicar aos treinos e acertar uma ou outra cobrança de falta em jogos esporádicos.

Após a vinda de Diego Souza, 32, e Nenê, 36, a torcida levou um susto com a notícia de que Cicinho dara uma entrevista coletiva no Morumbi sobre o seu futuro. Possivelmente anunciará o fim da carreira que já terminou, em termos competitivos há tempos. O São Paulo acerta e muito em abrir suas portas para um ídolo, um jogador que esteve na conquista de 2005 e que, em sua primeira passagem, foi alguém que sempre rendeu muito bem. É importante preservar e respeitar a memória do clube. E ainda bem que não é mais uma “ocasião de mercado”


Dorival ousa, time melhora e merecia mais
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Foi um novo São Paulo. Nenhuma maravilha, mas nitidamente um time diferente do que se via. Merecia mais do que os dois a zero.

Dorival, enfim, escalou o time sem os jogadores que não pediu. Não pediu, não escala. Lógico, não? Mas não era assim.

O time entrou com Cueva, Marcos Guilherme, Brenner e Valdívia. Houve velocidade, troca de posições e um pênalti perdido grotescamente por Cueva.

O domínio continuou, com muitas jogadas pelos lados. Saíram dois gols. Valdívia errou dois gols feitos, Cueva acertou a trave, poderia ser muito mais

Quando fez mudanças, voltou o velho Dorival. Colocou Nenê e Diego Souza. O time perdeu velocidade e recomposição. O CRB melhorou e Dorival colocou Paulinho Boia, opção jovem e veloz.

Há muito o que melhorar, mas o fato de Doriva haver reagido é muito bom. Foi fiel a seus princípios. Um ponto importante agora é recuperar Diego Souza, jogador de bom chute de fora da área e boa presença na área, com a cabeça, principalmente.


São Paulo “estreia” com vitória e mostra que pode melhorar. Precisa muito
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Assim como Cueva chegou atrasado aos trabalhos de 2018, o São Paulo chegou atrasado no Paulistão. Pode-se dizer que a vitória sobre o Botafogo foi a estreia. Com Cueva em campo, dando mais qualidade ao time, fazendo gol e pedindo perdão (ou paz?) e com a estreia de Nenê, que fez boa partida. Ainda há Trellez e Valdívia, que ainda não jogaram.

Com eles e com os garotos – Shaylon, Brenner, Caíque e Lucas Fernandes me parece os mais “prontos” – Dorival terá armas para montar seu time. Há boas opções e um grande problema, a meu ver. Dorival quer jogar no 4-1-4-1 e tenta encaixar Petros no esquema. Eu o considero um bom jogador, de muita personalidade e com qualidades técnicas, mas não o vejo ali, como meia. Para mim, seria melhor que recuasse e atuasse ao lado de Jucilei. E, de trás, com a bola dominada, aportasse qualidade técnica à chegada do time ao ataque. Do jeito que está, há um espaço muito grande entre Jucilei e os meias.

Espaço que o Botafogo aproveitou bem. Chutou bolas na trave e teve outras duas grandes chances. O Botafogo teve sete chutes no gol e mais quatro fora dele. O São Paulo, apenas duas finalizações no alvo (dois gols, 100% de aproveitamento) e outras oito fora do gol.

Outro problema começou a ser solucionado, com a entrada de Reinaldo. Ele deu o passe para o primeiro gol, após uma boa chegada na linha de fundo. Com Edimar, não há ultrapassagem e o time fica ainda mais. Quando se lembra que Militão é um zagueiro improvisado na direita, fica mais gritante a necessidade de uma saída de bola mais aguda pelo outro lado.

Não foi um grande jogo do São Paulo. Aliás, o primeiro tempo foi horrível. Mas, se for considerado como um ponto de partida e sabendo que há muito o que se fazer, é possível ter esperança de dias melhores.

Título? Não acredito. Mas fiquemos com a resposta de Dorival Jr. ao repórter Bruno Grossi. “No momento certo, com calma, se tivermos merecimento e se continuarmos trabalhando bem. Virá para coroar nosso trabalho, que é bom”. Se para Parreira, o gol era um detalhe, para Dorival, o título é um penduricalho ao ótimo trabalho que ele acredita estar fazendo.


“Mundo ESPN” e Roberto Andrade: viralatismo na veia
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Bertoni caricatura Nelson Rodrigues

Bem, comecemos com uma explicação. Olha lá no título. Está escrito “Mundo ESPN” entre aspas. Não está escrito ESPN. Não estou falando da TV ESPN. Estou escrevendo sobre “Mundo ESPN” que eu nem sei o que é.

Eles soltaram um tweet dando parabéns a Khedira. Meigo, não é? Cumprimentar um jogador que não está entre os 2oo melhores da história do futebol. Que talvez esteja entre os 100 melhores da atualidade. E ainda com a arroba @samikhedira. Estão torcendo os dedos por uma resposta amigável do alemão para seus fãs dos trópicos.

A gentil lembrança vem em forma de rima: Tabelei em você/nesta data Khedira/Muitas tabeladas/ E 7 x 1 todo dia. O segundo verso entrará na história como exemplo de pensamento subliminar. Lindo, trocar querida por Khedira. James Joyce aprovaria.

Como eu disse, Mundo ESPN não é ESPN, mas a imagem arranhada é a da televisão. Fica a impressão – os comentários no tweet mostram isso – é que o redator gostou do 7 x 1, torce para a Alemanha, ou o que é difícil de acreditar, é fã de Khedira, o esquecível. Não pode ser isso. Seria muito viralatismo.

Evidentemente o 7 x 1 precisa ser lembrado, merece ser lembrado e analisado. A CBF demorou dois anos para reagir. A tv ESPN trata o assunto com maestria. Com críticas ácidas e honestas, mas sem bajular Khedira e sem humilhar o futebol brasileiro. Ele, o maior de todos os tempos, merece respeito. Não sei se tem Mundo ESPN na Alemanha. Se tiver, eles respeitarão o futebol brasileiro mais do que o redator apaixonado pelo futebol do Khedira.

O viralatismo vem também de Itaquera. Roberto Andrade ligou para Maurício Galiotte e perguntou se ele tem interesse em Valdivia, do Inter. A comparação pode ser machista – nada do tipo Zé Mayer – mas eu a faço. Imagine que você está interessado em uma garota. Vai perguntar para um rival se ele também está? É muita humilhação.

Galiotte respondeu que sim. O que teria dito Roberto Andrade? Sacanagem, eu vi primeiro. Po, não faz isso comigo, eu preciso mais do que você? Ou teria uma reação mais virulenta?

Seja qual for, não deixa Valdívia mais perto do Corinthians. Não é boa para o negócio. E nem para a torcida, que tem de aguentar a zoação dos palmeirenses que, extasiados, já sonham com um novo chapéu tirado da cartola do ídolo Alexander Mattos. Sim, amigos, no futebol de hoje, tem diretor de futebol que vira ídolo.

Não vejo nada de errado no que fez o Palmeiras. O que rege o futebol é o capitalismo. Todo mundo tem o direito de atravessar todo mundo. O Palmeiras tem muito dinheiro e pode gastar muito, quem sou eu para analisar a gastança alheia. Papelão mesmo foi o de Roberto Andrade, explicitando o papel de primo pobre que resta aos outros grandes diante do Palmeiras.

ABEL NETO É UM GRANDE JORNALISTA E um grande amigo. Trabalhamos juntos no Lance!. Seu depoimento no Bem, Amigos sobre

racismo é terrível. Mostra como o Brasil é um país medieval, como tantos outros por aí. Um gandula do Palmeiras ameaçou a repórter Ana Thais Matos, da Rádio Globo. O que serve de consolo é que o mundo caminha para a frente, devagar e sempre. Os que não acompanham, ficam para

PV Rio de Janeiro (RJ) 28/02/2014 Wilson Baptista por Loredano Foto Divulgação

trás. São uma mancha na história.

MAURÍCIO NORIEGA COM O ”MORUMLINS” E LÉDIO CARMONA foram exemplares em criticar os ridículos regulamentos dos

campeonatos estaduais de São Paulo e Rio. São indefensáveis, mas sempre é bom alguém de peso endossar as críticas.

CHAPECOENSE CONTINUA SENDO O TIME querido por todos. Mas está na hora de uma explicação sobre como estão sendo tratados as famílias das vítimas do acidente aéreo. Já há processos de mulheres de jogadores e de parentes de Caio Jr. Uma nota oficial iria bem.

SÃO PAULO E CORINTHIANS DEVEM OPTAR POR UM CAMPEONATO? ACHO muito cedo para isso. Os resultados é que definirão o futuro. O jogo pela Sul-americana não vai atrapalhar o Paulista e a Copa do Brasil. A volta é apenas em maio, então dá para jogar com time completo, principalmente porque a parada contra Linense e Botafogo parece decidida. Depois, é time completo contra Inter e Cruzeiro. Só então, em caso de uma catástrofe, é que se pode pensar em time reserva na segunda partida.

QUATRO SAMBAS E UMA POLEMICA – WILSON BATISTA  E NOEL ROSA brilharam nos anos 30 com seus sambas. Wilson,

de origem pobre e Noel, de classe média travaram um duelo musical. Começou quando Wilson, um cultor do mito da malandragem, compôs Lenço no Pescoço: Meu chapéu de lado/ Tamanco arrastando/ Lenço no pescoço/Navalha no bolso/Eu passo gingando/Provoco e desafio/Eu tenho orgulho/Em ser tão vadio. Noel Rosa respondeu com Rapaz Folgado, criticando o “malandrismo”: Deixa de arrastar o teu tamanco/Pois tamanco nunca foi sandália/E tira do pescoço o lenço branco/Compra sapato e gravata/Joga fora esta navalha que te atrapalha. Batista reagiu ironizou a origem de Noel, nascido na Vila Isabel, com Mocinho da VilaVocê que é mocinho da Vila/Fala muito em violão, barracão e outros fricotes mais/Se não quiser perder o nome/Cuide do seu microfone e deixe/Quem é malandro em paz. Noel veio então com o samba que permanece até hoje como um dos grandes da historia, Palpite Infeliz: Quem é você que não sabe o que diz?/Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!/Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,/Oswaldo Cruz e Matriz/Que sempre souberam muito bem/Que a Vila não quer abafar ninguém,/Só quer mostrar que faz samba também

A BRIGA CONTINUOU com Wilson Batista batendo abaixo da cintura, com Frankestein da Vila e Noel respondendo com o maravilhoso Feitiço da Vila. Depois, fizeram as pazes e compuseram um samba para Ceci, uma bailarina quem ambos desejavam. Deixa de ser convencida: Deixa de ser convencida/Todos sabem qual é/Teu velho modo de vida/És uma perfeita artista, eu sei bem/Também fui do trapézio,/Até salto mortal/No arame eu já dei.


Mattos esbanja o dinheiro de Nobre. E o Palmeiras é que paga a conta
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O Palmeiras tem muitos erros. Os principais, em minha opinião são:

1) ausência de protagonistas – Há muitos jogadores de bom nível, pode-se até falar – talvez um pouco exageradamente – que o clube tiopatinhastem três times prontos para entrar em campo, mas quem é mesmo que resolve? Que assume a bronca? Que diz “deixa comigo”?

2) ausência de um armador – Valdivia saiu e veio Cleiton Xavier. Ou seja, o chileno foi substituído por alguém que joga menos que ele e que se machuca por mais tempo.

E a culpa?

É de Alexandre Mattos, sem dúvida.

O cara recebe uma montanha de dinheiro do milionário Paulo Nobre e gasta contratando jogadores de baciada. Foi assim em sua chegada, quase 30 incorporações. E reposições aos montes. Agora, em 2016 chegaram oito: Dracena, Rodrigo, Erik, Jean, Moisés, Roger Carvalho e Vagner. Quem joga? Quem pode mudar algo?

Imagino se Paulo Nobre, que é piloto sem sucesso,  contratasse Alexandre Mattos para montar uma escuderia de Fórmula 1. Quantos pilotos, quantos engenheiros, quantos cozinheiros viriam a cada semestre.

A verdade é que Alexandre Mattos esbanja o dinheiro de Paulo Nobre. E quem vai pagar a conta é o Palmeiras.


Valdivia no São Paulo. O chileno? Ou o chinelo?
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O São Paulo está negociando com Jorge Valdivia, que ficará livre do seu vínculo no Palmeiras no dia 18. Há grandes possibilidades de acerto, mesmo com o chileno já tendo um contrato com o Al Wahda, do Catar. Valdivia prefere continuar no Brasil e, nestes tempos em que vivemos, quando um jogador quer alguma coisa, ela acontece. Palavras do ético Ronaldo Fenômeno.

Se der certo, será uma negociação de impacto. Valdivia é um jogador agressivo, de boa técnica, mas que traz consigo muitas dúvidas, que transcendem o futebolístico para chegar até o terreno da ética. Do caráter.

Que Valdivia o São Paulo está contratando?

O cara que jogou machucando no final do Brasileiro passado, a pedido de Dorival Jr?
O cara que ficou de fora de tantos e tantos jogos com dores estranhas?

O cara que comandou a seleção chilena no maior título de sua história? Que foi eleito o melhor jogador da Copa América?

O cara que perdeu um gol feito em Santa Catarina no ano passado, por total displicência e não foi capaz de impedir a virada?

O cara que fez gols importantes contra Rogério Ceni, irritando o goleiro são-paulino?
Ou o outro, que foi tentar o famoso “chute no vácuo” contra o Corinthians e sentiu uma lesão muscular?
Valdivia, o chileno ou Valdivia, o chinelo?

Valdivia tem 31 anos e jogador nessa idade não é para ser “consertado”, Tem suas qualidades e defeitos. Não se pode perder tempo com psicólogo e conselhos para que ele melhore. Luis Fabiano, quando tiver 70 anos e estiver participando de peladas com seus netinhos, fará muitos gols e levará muitos amarelos.

O mais importante na vinda de Valdivia – se acontecer – é lembrar que Osorio tem algo de Sampaoli. E Sampaoli mostrou aos brasileiros a melhor versão já vista de Valdivia.

Se houver comprometimento do jogador, o Brasileiro terá um grande momento quando, no Morumbi, ele enfrentar o Palmeiras.


Valdivia não quis ser ídolo no Palmeiras.
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Os filhos de Jorge Luis Toro Valdivia, chileno nascido na Venezuela, não terão problemas financeiros na vida. Os netos também não. O papai/vovô foi jogador profissional de futebol em uma época de salários altíssimos. Exerceu sua profissão em uma quadra em que o ato de tratar bem uma bola de 454 gramas era saudado no mundo todo.

Conseguiu ser titular – e ganhando bem – em um país em que o toque de bola, em que o jogo bem jogado sempre foi tratado com respeito e admiração.

Valdivia jogou em um gigante brasileiro. Ainda joga, apesar do anúncio do time dos Emirados Árabes Unidos. Ajudou o Palmeiras a ganhar dois títulos.

Imaginemos, então, uma visita de seu filho ao Brasil daqui a 20 anos.  E seu encontro com um torcedor palmeirense dos dias de hoje.

Muito prazer. Meu pai jogava no Palmeiras.

Ah, que bom. Eu sou palmeirense. Qual o nome dele?

Jorge Valdivia.

ENTÃO, O FILHO DE VALDIVIA PODERIA RECEBER DOIS TIPOS DE RESPOSTA:

Caramba, seu pai era craque

Ah, tá. Tremendo chinelinho.

Fico pensando em como um jogador pode jogar fora a chance de se tornar um ídolo. Como deixar de lado a possibilidade de ser lembrado eternamente, como Marcos. Ou tantos outros que fizeram o Palmeiras ser o gigante que é.

Valdivia joga bem. Esteve no Palmeiras em uma época de torcedores carentes, loucos por um título, ansiosos por amor e respeito.

Tinha tudo na mão e nos pés. E o que se viu foram gols e passes decisivos juntos com uma certa má vontade, uma larica total, a falta de vontade de treinar, a irresponsabilidade de expulsões. Aquela insegurança do torcedor nos momentos mais angustiantes.

Em relação a Valdivia, o “será que agora vai” foi muito mais presente do que o “agora vai”.

Vadivia preferiu ser rico a ser ídolo. E poderia ser os dois. Aliás, quanto mais ídolo, mais rico.

PS – Como não sou maniqueísta, deixo claro que considero corretíssima a posição de Valdivia em relação a ganhos por produtividade. Se queremos o profissionalismo no futebol, não podemos aceitar isso. Alexandre Mattos e Brunoro, que propuseram isso, ganham por produtividade?

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Cadê a crise que estava aqui? Valdívia mandou para Itaquera
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Menon

Por que Valdívia jogou tão bem o clássico?

1) Gosta de ganhar do Corinthians?

2) Queria deixar uma boa impressão antes de ir para o Chile?

3) Conseguir uns trocos a mais (bota troco nisso) na renovação?

4) Ele joga sempre bem, a gente é que não vê?

5) Nenhuma das anteriores?

6) Todas as anteriores

Cada um tem a sua resposta. Cada uma tem seu entendimento. A verdade é que o chileno fez sua melhor partida de muitos anos. Armou o jogo. Deu velocidade. Freou. Desarmou (juro que é verdade). Passou, chutou, irritou, foi o melhor em campo.

O que ajudou também foi que Oswaldo de Oliveira deixou de lado seu esquema pré-fabricado e apostou em muita rotatividade. Como Leandro Pereira e Cristaldo não são  constantes (ou melhor, são constantes em sua inconstância), ele apostou em Rafael Marques, Valdivia, Zé Roberto  e Kelvin no ataque. Leveza, trocas de posição e, o que é melhor, agredindo a defesa corintiana.

O time dominou desde o início e, não fosse Cássio, a vantagem seria bem maior.

A crise deixou Pompeia e Perdizes e foi para Itaquera.

Tite precisa recompor seu time. O clube está devendo aos jogadores. E dois deles já se foram. Mais gente pode tomar essa barca.

O treinador disse que ele e os jogadores tem capacidade de dar a volta por cima.

Pode ser. mas não foi o que ele fez em 2013. Depois do título mundial, ficou refém de Sheik e Romarinho. Morreu abraçado com eles.


Robinho fará muito mais falta que Valdivia na final improvável
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Robinho joga? Valdivia joga? O mistério está no ar. O santista “fingiu” um treino e está na relação de Marcelo Fernandes, com mais 26. Todos os possíveis e imagináveis. Valdivia também está na lista de Osvaldo, embora tenha sentindo uma contusão.

O desfalque de Robinho será muito mais sentido que o de Valdivia. Por uma questão simples: Robinho faz parte do time do Santos. Tudo que foi conquistado na primeira fase do Paulistão e na eliminação do São Paulo teve participação de Robinho.

Valdivia, não. Esteve contundido a maior parte do campeonato e só agora está voltando. Na verdade, sua presença seria um plus nesse Palmeiras de Osvaldo.

Se Valdivia entrar, o Palmeiras pode crescer. Se Robinho sair, o Santos pode empacar. O desfalque do santista diminui o poder do Santos. O desfalque do verde faz com que o Palmeiras não cresça.

Robinho é a realidade que fará falta.

Valdivia é o sonho que não estará em campo. Uma vez mais.

E, só para constar, Robinho é muito mais jogador.

Com eles ou sem eles, Palmeiras e Santos poderão fazer um belo jogo. São equipes que chegam à final do Paulistão após previsões pessimistas de antes do início da competição. O Santos perdeu muitos jogadores, como Aranha, Mena, Arouca e Leandro Damião. O Palmeiras montou um novo grupo, com 20 contratações. Kelvin, uma delas, só está aparecendo agora.

Foram taxados de zebra. E se arrumaram durante o campeonato. O Santos, desde o início. O Palmeiras, depois dos três primeiros jogos, quando perdeu dois deles.

São dignos finalistas.