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No meio do caminho, havia um Vanderlei, um Veríssimo…o Sobrenatural
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O contra-ataque foi lindo, daqueles que merecem ser filmados e passados desde escolinhas de base até cursos de pós graduação de treinadores. Lucas Lima abriu na esquerda, Ricardo Oliveira cruzou rasteiro e Bruno Henrique, a melhor contratação do ano, fez o gol da vitória. Lucas Lima e Ricardo Oliveira, que jogaram mal, muito mal.

A classificação viria, mesmo sem o gol. E viria através de atuação destacada – uma a mais – de Vanderelei, que pegou tudo. Um recado dado a Tite. Ele também merece uma chance na seleção.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma bola que passou por ele e foi salva por Lucas Veríssimo em cima da linha.

Vanderlei pegou tudo?

Quase tudo. Houve uma de Jonathan, que a trave salvou.

Lucas Veríssimo fez uma partida espetacular. Grande atuação, marcou muito bem.

O Furacão sai eliminado e pode lamentar tudo o que passou na Vila. Atacou muito mais, foi corajoso, fez o Santos jogar arrinconado em eu campo, fechado em sua defesa…

Foi um time corajoso e que fez um jogo excelente.

Mas, em vez de uma pedra no meio do caminho, havia um Vanderlei, havia um Veríssimo, havia uma trave…Tudo obra do Sobrenatural de Almeida, só pode ser.

 


Tite acerta com Cássio e erra com Rodrigo Caio
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Primeiramente,…deixa pra lá. Primeiramente, quero explicar que não concordo com o título da minha matéria. É um pouco arrogante. Ou muito. Não cabe a mim julgar o Tite ou o Givanildo. O que eu quero dizer é que eu concordo com a convocação de Cássio e discordo do Rodrigo Caio. Apenas isso, minha opinião.

Cássio tem feito um grande campeonato brasileiro, assim como Vanderlei. Os dois merecem a chance de lutar por uma vaga na Copa. Tanto quanto Ederson, o goleiro mais caro do mundo e que, injustamente, tem sido criticado após a estreia no Manchester City. Acho que Vanderlei terá sua oportunidade. Apenas Alisson está garantido.

Quanto a Rodrigo Caio, me parece tão evidente que Geromel é mais jogador. Não só está jogando mais, é mais. Tite dá grande valor à participação de Rodrigo Caio na Olimpíada. Foi boa mesmo, mas não tem jogado bem no São Paulo. Acho que Rodrigo Caio, se for à Copa, irá como cota pessoal do treinador. O que é justo. As ideias e convicções do treinador devem ditar as convocações e não clichês do tipo “seleção é momento”. Fosse assim, Paulinho, unanimidade, não teria sido chamado. Há o outro lado, também. Ninguém entendeu ainda Henrique na Copa-14.

Quanto às outras chamadas, eu não sou fã do futebol de Taison e de Giuliano. Eu daria oportunidades a Everton Ribeiro, Dudu e Diego Souza, que parece ser o único a ter chances.

 


Flamengo, com Diego Alves e cheirinho, é um exemplo para todos
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A contratação de Diego Alves pelo Flamengo é um acerto e tanto. Algo que dá mais força ao clube e ao próprio campeonato brasileiro. Boa para o o Flamengo que se moveu para conseguir uma solução para seu maior problema. Bom para Diego Alves, que, aos 32 anos, aposta tudo para conseguir uma vaga no Mundial. Bom para a torcida, que se sente mais animada ainda para carregar o time. O cheirinho, essa postura de amor, esperança e fé, que todos deveriam seguir, fica mais forte.

Ruim, para quem? Para os rivais. Não apenas por ver o Flamengo com um goleiro de alto nível, mas também por ver que o clube está no caminho correto. Soube enfrentar as dificuldades, sanou as finanças e transformou-se em um clube comprador. Comprador em alto nível. Everton Ribeiro, Geuvânio, Conca, Rhodolfo, Diego, no ano passado. Onde há um problema, busca-se uma solução. Pode até dar errado, mas é difícil.

O Flamengo vai ser campeão. Dificilmente esse ano,  mas 2018 está aí.

Diego Alves, que chegou ao Almeria com 22 anos, sai agora da Espanha, com 32, tendo conseguido um lugar na história. Ninguém, na história da Liga, pegou mais pênaltis do que ele. Defendeu 22 dos 48 que chutaram à sua meta, com aproveitamento de 45, 83%.

É uma atração a mais. Vai disputar com Cássio e Vanderlei uma vaga para a Copa. Weverton caiu. Alisson tem a confiança de Tite e Ederson agrada muito o treinador.

Flamengo e Palmeiras, com dinheiro, e Corinthians, sem dinheiro, são grandes exemplos.

 


Robinho e Diego comandam a seleção do blog. Direto do túnel do tempo
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robinho_diego_tvi_20100901Diretamente do túnel do tempo, apresentamos Diego e Robinho. Os garotos mágicos do Santos de 2002 estão mais sérios, mais responsáveis e, 14 anos depois, são os destaques do Brasileiro. Ótimo para eles, que não conseguiram mostrar na Europa tudo o que se esperava deles, mas que tiveram carreira digna e agora são destaques no Brasileiro.

O melhor jogador, para mim, foi Robinho. Jogou como há anos não jogava. Não é mais o rei das pedaladas, mas soube se reinventar. É um armador de fino trato e ainda de boa chegada na área. Diego, seu companheiro no mágico Santos de 2002, foi o condutor do Flamengo. Chegou tarde e mostrou ser imprescindível. Diego e Robinho, como um presente vindo do passado, estão aí comandando a massa.

É isso: vivemos de reciclagem.

O Brasileiro está acabando e fiz uma seleção. Na verdade, duas: a titular e a reserva. O resultado não é agradável, mostra um perfil do futebol que temos no Brasil: veteranos que já brilharam muito, uma grande revelação, outras revelações com menos brilho e jogadores que ficarão por aqui mesmo, sem futuro internacional.

 

Seleção 1  Vanderlei, Victor Ferraz, Mina, Geromel e Jorge, Moisés, Tche Tche, Diego, Diego Souza e Robinho, Gabriel Jesus

Gabriel Jesus é o grande nome, apesar de um final de campeonato decepcionante. É a maior revelação dos últimos anos. Jorge, lateral de alta técnica, segue uma linhagem do futebol brasileiro. Tem bola para chegar à seleção. Moisés é uma surpresa. Depois de anos sem grande sucesso, mostrou-se um jogador moderno, forte e de bom passe. Ótimo na transição. Diego Souza é o jogador mais imprescindível que um time mostrou no Brasileiro. Ele é mais importante para o Sport do que o Messi para o Barcelona. Seu futebol é a diferença entre cair para a segunda e permanecer na primeira. Mina é um zagueiro de altíssimo nível. Joga como Rincón, seu compatriota. Usa o corpo como ninguém. Tche Tche é  jogador moderno, um meio campista verdadeiro, presente em todo o campo. Vanderlei, goleiro seguro e discreto, Geromel, zagueiro duro e Victor Ferraz, lateral que apoia bem, são os coadjuvantes.

Seleção 2  Muralha, Jean, Vitor Hugo, Rodrigo Caio e Zeca, Thiago Maia e Arão, Scarpa, Camilo e Lucas Lima, Fred

O veterano Fred continua sendo um matador de respeito. Faz gols. E isso é fundamental, ao contrário do que disse Parreira. Ao lado do “velho”, muitos jovens de presente e futuro, como Rodrigo Caio, Zeca, Thiago Maia e Scarpa. Revelações tardias como Muralha e Camilo, além de Lucas Lima, novamente muito bem. E Jean, como Renato, é daqueles jogadores que pouco falham. Estão sempre acrescentando algo ao time que os contrata. Renato não está aqui, mas seria uma ótima contratação para todos os times do Brasil.

Bem, são as minhas escolhas. As suas serão diferentes, com certeza. Mas duvido que haja uma grande diferença de nível. A minha como a sua refletem nosso Brasileiro: a gente torce, sofre, vibra, mas sabe que falta muito.


Vanderlei Cordeiro da Paz. RGGT aprisiona evento
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vanderleiA escolha de Vanderlei Cordeiro de Lima para acender a pira olímpica foi um ato de louvor à magnitude do perdão. Muito importante em um mundo onde o esporte se alimenta de doping e de naturalizações forçadas – países comprando seres humanos – é importante homenagear um homem que encarna a ideia de que o importante é competir. Mesmo que tenha sido impedido de vencer – suas chances diminuíram muito – por um ato insano de um cretino em uma Olimpíada mal organizada. Ah se fosse aqui… Ah se fosse aqui que uma atleta de alto nível tivesse suas varas perdidas pela organização…

Eu homenageio Vanderlei por ser um símbolo da paz. Mas ainda acho que ele deveria ter ido para a guerra em 2004. Denunciar a organização, reclamar, botar a boca no trombone. Convenhamos, porém, que seria difícil. Nunca que os nossos dirigentes ousariam defender um atleta junto ao COI. Nunca enfrentariam seus iguais. Precisavam de votos. Ou, além disso, para que serve um atleta? É apenas um complemento para a vaidade deles.

O anúncio de que Vanderlei seria o escolhido foi feito no Jornal Nacional. Como o anúncio de que Yane Marques seria a porta bandeira foi feita no Fantástico. É o poder da grana. A RGGT não cobre a Olimpíada. Ela organiza, ela é parceria, ela decide e define. Aprisiona o evento. Ou alguém tem dúvida que, se Paula trabalhasse para a Globo ela não estaria na festa da abertura? E Ana Mozer?

 

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