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Martín salva o Vasco. Zé Ricardo foi mal
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Martín Silva pegou dois pênaltis, um de cada lado, um terceiro bateu na trave e…o Vasco se classificou depois de sofrer uma goleada de 4 x 0 em Sucre.

Como explicar? Quatro gols de cabeça, dois deles de um zagueiro baixo e gordinho? Falta de posicionamento.

A velocidade da bola? A altitude? O bacilo inicial? Tudo junto.

E há um erro que credito a Zé Ricardo, que faz bom trabalho no Vasco.

Um treinador tem muito a fazer. Analisar o elenco, indicar jogadores, treinar fundamentos, implementar seus conceitos táticos. Coisas de treinamento.

Mas um treinador precisa também resolver problemas imediatos. Ser rápido, detectar o erro e agir.

E, desde o primeiro minuto, ficou claro que o Wilstermann forçaria o jogo pelo lado esquerdo de seu ataque, com Serginho em cima de Pikachu.

Eu, você e o Papa Francisco sabíamos que algo precisava ser feito. Trocar o lateral? Arrumar a cobertura? Recuar um meia? Melhorar a recomposição? Deslocar Wellington para a direita?

Nada foi feito. Pikachu ficou até o final. E fez uma bela cobrança de pênalti. Mas foi péssimo durante o jogo, com a conivência do treinador.


Vasco não precisa de Eurico. Eurico precisa do Vasco
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“Eurico Miranda é o câncer do futebol brasileiro”.

A frase acima sempre me incomodou. Não gosto de comparações com doença, principalmente câncer. E sempre achei que, se Eurico saísse de cena, pouca coisa mudaria. Tem muita gente como Eurico na direção do futebol brasileiro. Gente mais elegante, mais fina, mais educada, mas também compromissada com a falta de gestão na CBF, por exemplo. Nenhum dirigente brasileiro se diferencia de Eurico na hora de manter del nero, marin, ricardinho teixeira no comando do nosso esporte preferido.

Eu cheguei – tolinho que sou – a me iludir. Eurico é tosco, mas ama o Vasco.

Perdão.

Eurico ama Eurico.

E é mentira que o Vasco precisa dele, como repete sempre, com empáfia.

Não saio porque o Vasco precisa de mim.

Tudo indica que Eurico é que precisa do Vasco. Que Eurico ama Eurico e euriquinho.

Quem ama o clube não permite que chegue às manchetes como chegou. Com suspeita de saque. Com rescisões apressadas de jogadores de Carlos Leite.

A relação é complicada. Jogadores de Carlos Leite com bom mercado (Mateus Vital e Paulinho) saem ou podem sair. Jogadores sem mercado (ainda que bons) como Wellington e Breno assinam por três anos.

Eurico deixa o Vasco sob suspeita. A frase tem dois sentidos. Eurico está sob suspeita. O Vasco está sob suspeita. Quem ama, não mata. Eurico não mata, mas fere o Vasco.


Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.


Vasco x Flamengo – Vitória do povo brasileiro em Manaus
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44 mil pessoas lotando a Arena em Manaus. Mais do que na Copa. Rubronegros e Vascaínos lado ao lado professando o amor ao futebol. Juntos, sem brigas, sem ofensas…

Uma demonstração de força do futebol carioca, tão desprezado por seus dirigentes. Sem Engenhão, sem Maracanã, com Eurico, com Bandeira, com Rubinho….

O futebol resiste.

Em campo, um Vasco muito mais bem montado. Podia empatar e ganhou por 2 a 0. Com direito a olé.

Viva o futebol carioca;

Viva o povo brasileiro


Vasco pede regalias dadas a São Paulo e Flamengo. Somadas
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O Vasco está propenso a acertar com as Organizações Globo os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2o19 a 2024. Negocia as três plataformas conjuntamente – televisão aberta, televisão fechada e direitos de pay per view, ao contrário do São Paulo, que assinou apenas para a televisão fechada.

O pedido vascaíno é baseado justamente nas negociações anteriores feitas pelo São Paulo e pelo Flamengo. Ele pede luvas (dinheiro na mão, sem necessidade de pagamento) de R$ 60 milhões, como o time paulista e pede também uma garantia de 18%na cota de pay-per-view, algo que foi garantido ao Flamengo.

As negociações por cotas de televisão ganharam muita força após a entrada do Esporte Interativo na briga. A emissora, aliada ao grupo Turner, oferece R$ 550 milhões aos clubes pelos direitos de transmissão apenas para a televisão fechada. Nessa plataforma, a Globo oferece R$ 100 milhões. Diante dessa diferença, os clubes passaram a ter mais poder de barganha e passaram a exigir luvas para acertarem com a Globo as três plataformas.

O Cade – Conselho de Administração de Defesa Econômica – tem agido para que a Globo não condicione as negociações à aceitação das três plataformas. Não pode dizer algo do tipo: “se você assinar com o EI, que paga mais na tevê fechada, nós te damos pouco na tevê aberta ou no pay per view”. A Globo, o Esporte Interativo e os clubes estão respondendo a um questionário com detalhadas questões sobre o assunto.


Krüger, que ressuscitou para virar estátua. Personagem da semana
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O estilo rápido e direto – escolhia um caminho em direção ao gol e dele não se desviava, valeu a Dirceu Krüger o apelido de Flecha Loira. O amor da torcida ele conseguiu após ressuscitar duas vezes. Por isso, agora se transforma em uma estátua de mais de 300 quilos. De bronze. E tudo foi assim por conta das armadilhas da história oral.

O livro mais vendido de todos os tempos é um compilado de relatos orais, passados de pais para filhos, por séculos e séculos. Um grande exemplo de literatura fantástica, com cobra falante, animais convivendo em perfeita harmonia em uma enorme arca, mulher que vira estátua de sal e, é lógico, uma virgem que se torna mãe.

A delegação portuguesa que aqui aportou em 1500 fez relatos escritos de suas primeiras impressões sobre o novo país descoberto. Relatos orais contam da chegada de uma outra delegação portuguesa à Curitiba em 1969.

O comandante logo se avistou com Evangelino Costa Neves, presidente do Coritiba. E aí, ouviu-se algo parecido com:

Viemos aqui para contratar um jogador de vocês  krugerflecha

Qual deles?

Um loirinho bom de bola que vocês tem.

Qual loirinho?

Um polaco

Qual polaco?

Um que começa com a letra K.

E foi assim que o Vasco levou Kosilek e deixou Krüger.

Não se sabe o que Kosilek seria para o Coritiba se tivesse ficado.

Não se sabe o que Krüger seria para o Vasco se tivesse ido.

O que se sabe é o que Kosilek está na gloriosa história vascaína como um

discretíssimo coadjuvante.

O que se sabe, com pétrea certeza é no que se transformou Dirceu Krüger para o

Coritiba.

O mais amado jogador da história do clube. O flecha loira. O homem-estátua.

Estátua que será inaugurada no dia 24, amanhã, quando Krüger completa 50 anos de bons trabalhos prestados como jogador, auxiliar técnico, técnico e dirigente ao Coritiba.

Uma estátua de bronze, com 1,72m e 320 quilos, construída pelo escultor krugerestatua2carioca Edgar Duvivier, que fez obras do mesmo tipo imortalizando Garrincha, Nílton Santos e Jairzinho. Ele é pai do ator Gregório Duvivier.

E como não amar um jogador que morreu pelo clube? Literalmente. Ou quase isso, por duas vezes. No dia 11/4/70, Dirceu Krüger completou 25 anos. Estava em campo e dali, foi para o hospital. A causa foi um choque duríssimo com o goleiro Leopoldo, do Água Branca.

Houve rompimento da alça intestinal. Krüger não morreu em campo porque instintivamente comprimiu o ferimento. No hospital, ficou por 70 dias, muitos deles, inconsciente. A torcida do Coxa fez romarias para visitar e rezar por seu craque. Mas não só ela. Lauro Rego Barros, presidente do Furacão, grande rival, mandou rezar uma missa por Krüger.

krugerdoentePor duas vezes, ele recebeu extrema unção. E resistiu. Saiu do hospital (foto cedida pelo Arquivo GRPcom), recuperou-se e em novembro, em uma excursão à Romênia, voltou a marcar. Mas foi um retorno efêmero.

Precisava jogar com uma cinta, que protegia o local acidentado. Em 1975, acidentalmente, um adversário bateu a mão no local e ele sentiu as mesmas dores de cinco anos passados. Os remédios que tomava, prejudicavam a visão. Percebeu, então, que, continuar em campo, seria uma espécie de desafio constante à morte. Em fevereiro de 1976, pendurou as chuteiras após uma vitória por 1 a 0. Em um Atletiba. Sem um jogo de despedida. Apenas uma volta olímpica

Tinha 30 anos e havia marcado 58 gols em 252 jogos. Deixou a carreira sem nunca ter sido expulso. Imediatamente passou a ser auxiliar de Jorge Vieira. Dirigiu o time por 201 partidas e outras 185 como interino. Estava ao lado de Enio Andrade, como auxiliar técnico no título brasileiro de 1985.

Foi ele que lançou Alex, o mais técnico jogador nascido no Coritiba. E é ele quem dá o nome ao alojamento dos garotos da base. É o diretor dessa área.

Merece ou não uma estátua. E esta foi construída com suor e sangue da torcida, através de uma ação de crowdfunding – vaquinha virtual – lançada em 19 de novembro do ano passado pelo torcedor Gabriel Zornig, conselheiro do clube.

Verdade seja dita, a torcida do Coxa não aderiu com o entusiasmo que Kruger

merecia. Faltando 20 dias para o final do processo de arrecadação, apenas 23%

havia sido arrecadado. Somente R$ 33.284, 00 dos R$ 140 mil previstos.

Foi então que Alceni Guerra, dirigente do Coxa e ex-ministro do Presidente Collor disse que bancaria o final do projeto.

A torcida, desafiada, abriu as burras e, em dez dias choveu dinheiro sobre a vaquinha. A meta dos os R$ 140 mil foi batida. Tinha de ser assim. Um ídolo popular tem de ser homenageado por seu povo.

“Conseguimos R$ 190 mil, que servirá para pagar a estátua e para construirmos

uma praça no estádio para receber a estátua. Será uma revitalização do espaço

público”, diz Zornig.

O projeto ganhou página no facebook – Estátua de Krüger – lançou camisa própria para presentear apoiadores e ainda fez um DVD com extensa entrevista com o ídolo, que viveu, morreu e reviveu Coxa.

Só deixou o verde e branco para adotar o bronze e ser imortalizado por ele.

Um ídolo popular, homenageado por seu povo.

Talvez seja a torcida e não Krüger o personagem da semana.

Nota – O texto contou com ajuda inestimável de Marcos Xavier

 


Vasco, Botafogo e o velho e perigoso clichê
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Eu torço para apenas dois times no mundo. A Vila Braga, de Aguaí, e um outro, aqui de São Paulo. Não sou do tipo que abre o jornal ou laptop na segunda feira e fica feliz porque seu time ganhou no Uruguai e, em seguida, fica triste porque seu time perdeu na Nova Zelândia ou em Samoa.

Tenho simpatia por outros times: Independiente, Peñarol, Ferroviária, Portuguesa, Industriales de Havana, Franca Basquete, Remo, Ceará, Sampaio, Olímpia…. E Vasco da Gama.

Sempre gostei do Vasco. Talvez pelo uniforme, talvez por Dinamite… Agora, no final do Brasileiro, estou torcendo muito para o Vasco escapar. Sempre me seduz a luta de quem veio de trás e vai recuperando posições. E o time está jogando muito bem. E é um grande, um time tradicional.

Por ser grande, por ser tradicional e por nunca – que eu saiba – haver recorrido a indecentes tapetões, gostei do acesso do Botafogo. Ah, e o fato de ser comandado por Ricardo Gomes, também. Ricardo merece o sucesso, é um grande exemplo de segunda chance. Sua vida daria um bom filme.

E o que os dois grandes cariocas têm em comum? O velho e perigoso clichê repetido incessantemente pelos jogadores. “Estou feliz porque o XXXX voltou ao lugar de onde nunca deveria ter saído”.

Nunca deveria, mas saiu.  O Palmeiras também. O Corinthians também. Se não houver planejamento, se não houver dinheiro, se não houver um olhar mais profissional, vai cair de novo.

O futebol está competitivo e todo grande, se não se comportar como grande, pode cair.

Olhem para a Chapecoense. Quem é mais organizado do que os catarinenses hoje em dia? Salários conectados com a realidade e pagos em dia. O Furacão. A Ponte Preta.

A fila anda. Glórias do passado devem ser louvadas sempre. Mas elas não são passaporte para o futuro. Quem não se mexer, vai continuar ouvindo o velho clichê ser repetido, com uma constância muito maior que o desejado.


Vasco, merecido. E Operário é campeão na terra de Beto Richa.
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O Vasco ficou com o título. Um time muito bem organizado, ciente de suas carências técnicas e que aposta na bola parada. Um time com a cara de Doriva, que venceu assim, com armas parecidas, o Paulista com o Ituano em 2014.

Importante lembrar que o título não é de Eurico. Não se pode criar a tese de que o Vasco só é forte com Eurico. Pena que Roberto Dinamite tenha sido tão fraco que permita essa falsa ilação.

Parabens ao Remo, time de linda camisa, campeão no Pará. Ao Galo, com gol do ressuscitado Jô.

E parabéns ao Operário, campeão em cima do Coritiba, no Couto Pereira.

Maravilhoso ver o Operário campeão na terra do Beto Richa, o massacrador de professores.


Vasco e Fluminense: tentativas de explicação para o vexame
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A caravela afundou, a ponte caiu, o cartola e o timbu morrem afogados

A caravela afundou, a ponte caiu, o cartola e o timbu morrem afogados

Alguns clichês são usados para explicar quedas ou salvação de times grandes. Vamos usá-los para analisar Fluminense e Vasco na Série-B

1) Quem troca treinador sempre cai – O São Paulo teve três técnicos e escapou. O Coritiba também. O Criciúma também. Vasco e Flu tiveram três e caíram. Talvez a escolha tenha sido errada. O Vasco foi buscar Dorival Jr. para suceder Paulo Autuori. Não deu certo e o Flu foi buscar o mesmo Dorival Jr. para suceder Luxemburgo, que havia sido mandado embora do Grêmio. Talvez seja a hora de treinadores novos. Como terão um campeonato  mais fácil pela frente, podem ousar e buscar alguém talentoso e barato.

2) Futebol é planejamento e dinheiro. – O Fluminense tem a Unimed e Rodrigo Caetano, sempre elogiado.

3) É hora de ter ex-jogadores na direção – Roberto Dinamite, o grande ídolo, levou o Vasco ao segundo rebaixamento sob sua direção.

4) Para não cair, é preciso ter um bom goleiro – Rogério Ceni, Lauro, Vanderlei e Galatto foram importantes para que seus times se mantivessem. Mas Cavalieri foi muito bem no Flu. O Vasco, no entanto, teve Michel Alves, Alessandro e Diogo Silva.

5) Para não cair, é preciso ter um artilheiro – A Lusa teve Gilberto, que fez 14, o Bahia teve Fernandão, com 15, o Vitória teve Dinei, com 16 e o Criciúma teve a dupla Wellington Paulista e Lins, com 22. O Vasco teve André, com 12. O Fluminense, Sobis, com 10. Fred, contundido, chorou na arquibancada vendo a queda.

 6) Para não cair, é preciso ter um time equilibrado –  O Vasco marcou 50 gols, mais que Criciúma, Bahia, Coritiba, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Galo, Goiás e Grêmio. Mas sofreu 61, melhor apenas que Náutico (79) e Criciúma (63). Note que o Criciúma sofreu MAIS gols que o Vasco e marcou MENOS que o Vasco e se salvou. O Fluminense sofreu 47 gols, menos que Criciúma, Inter e Furacão. E marcou 43, mais que Bahia, Coritiba, Corinthians , São Paulo e Grêmio.

7) Para não cair, é importante vencer e não empatar – O Vasco ganhou 11, o mesmo número que Inter e Corinthians. O Fluminense ganhou 12, mais que Corinthians e Inter e o mesmo número de Bahia, Coritiba, Portuguesa e Flamengo.

8) Para não cair, o segundo turno é fundamental. – Fluminense fez 24 pontos, mais que Cortiba, Criciúma, Corinthians e Inter. Foi 13º. O Vasco fez 20, mais que Corinthians e Inter. Foi o 17º.

9) Time grande não cai. Cai sim. E quem, como o Vasco,  cai duas vezes em cinco anos, não é tão grande assim. Precisa rever conceitos e olhar como times menos badaladoos ecaparam. E quem, como o Flu, já caiu várias vezes e subiu pela janela em vez de entrar pela porta principal, precisa ver que apenas dinheiro de patrocinador não resolve, apesar de títulos recentes. 

10 – Alguns clichês valeram para Vasco, outros para Fluminense. E vocês como analisam a queda de mais dois grandes do Brasil?


Foi um domingo lusitano, com certeza
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Enquanto o Cruzeiro imagina se o título virá na Bahia contra o Vitória ou em casa contra a Ponte Preta, enquanto os corintianos dizem porque não chutou assim contra o Grêmio, seu filho de uma Pata, enquanto o São Paulo ganha uma ducha de realidade, enquanto o Fluminense pensa se vai ter de pagar aquele rebaixamento que a virada de mesa deletou, a colônia lusitana comemora em São Paulo e Rio. Com a ressalva que o Vasco é muito mais um time de massa do que a Portuguesa.

No sábado, a Portuguesa empatou com o Coritiba, em casa. Perdeu uma chance de chegar a 42 pontos com 11 vitórias. A dor foi um pouco menor porque o Bahia também empatou em casa, contra o Galo. Foi um domingo de apreensão. Ponte Preta e Vasco, jogando em casa, poderiam vencer e se aproximar bastante.

Mas a Ponte derrapou feio com o Vitória. Ficou nos 34 pontos e ainda pode sonhar em escapar, mas não será às custas da Lusa. São seis pontos de diferença em apenas cinco jogos.

No Rio, o Vasco levou dois gos do Santos, mas suas caravelas foram sopradas pela torcida – mais de 50 mil no Maracanã – e chegou ao empate. Não era o resultado esperado, principalmente porque faz seus dois próximos jogos fora de casa, mas um pênalti cobrado por Alexandre Pato aos 46 do segundo tempo serviu para derrotar o Fluminense, que também estava chegando aos 37 pontos.

Assim, o Vasco ficou fora do Z-4, por um ponto. Assim, a Portuguesa, que tinha três pontos de vantagem sobre o Z-4 com seis rodadas para fazer, chegou a 4 pontos de vantagem com cinco rodadas a fazer. Melhorou a situação.

Não acredito mais que 46 pontos sejam necessários para escapar. Minha previsão mudou. Por que? Para se salvar com 46 pontos, o último do Z-4 precisa ter 45, certo? E, para chegar aos 45, Fluminense ou Criciúma precisam de mais NOVE pontos em 15 disputados. É um aproveitamento de 60%. E até hoje, eles tem 36,3%. Vão melhorar tanto:? Acho difícil.

Assim está a briga contra a degola

1) PONTE PRETA – 34 pontos e nove vitórias. Ainda enfrenta

 Goiás (f), Cruzeiro (f), Grêmio (c), Portuguesa (c) e Inter (f). Tem um confronto direto

2) FLUMINENSE – 36 pontos e nove vitórias. Ainda enfrenta

 Náutico (c), São Paulo (c), Santos (f), Galo (c) e Bahia (f). Pega o Náutico e tem 1 confronto direto

3) CRICIÚMA – 36 pontos e dez vitórias. Ainda enfrenta

 Furacão (c), Coritiba(f), Vitória (c), São Paulo (c) e Botafogo (f). Tem um confronto direto.

4) VASCO – 37 pontos e nove vitórias. Ainda enfrenta

 Grêmio (f), Corinthians (f), Cruzeiro (c), Náutico (c) e Furacão (f). Não tem confrontos diretos. Pega o Náutico

5) BAHIA – 39 pontos e nove vitórias. Ainda enfrenta

Santos (f), Náutico (f), Portuguesa (c) Cruzeiro (f) e Fluminense (c). Dois confrontos diretos e mais Náutico

6) PORTUGUESA – 40 pontos e dez vitórias. Ainda enfrenta

 Botafogo (f), Galo (c), Bahia (f), Ponte (f) e Grêmio (c). Três confrontos diretos

7) CORITIBA – 41 pontos e dez vitórias. Ainda enfrenta

Corinthians (c), Criciúma (c), Inter (f), Botafogo (c) e São Paulo (f). Dois confrontos diretos

Atenção para Bahia x Flu na última rodada. Pode ser épico

Se partirmos do princípio que se escapa com 45 pontos, então

a) Coritiba nem precisa vencer mais. Bata empatar quatro

b) Fluminense e Criciúma precisam ganhar os três jogos que fazem em casa