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Vasco: muito coração e pouca perna
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Menon

O Vasco fez um bom jogo contra o Flamengo. Atuação para desmentir uma diferença de 20 pontos na tabela. Mas, com um a mais, após expulsão de Diego, foi dominado pelo rival. E a parte física, sem dúvida, tem responsabilidade.

A escalação do Vasco mostrava três volantes e um lateral esquerdo (Fabrício) avançado. Retranca pura. Engano. Não foi assim.

Raul, um dos volantes, avançou bastante e Fabrício lembrou seu início de carreira no São Paulo e era muito mais meia que lateral.

O Flamengo foi surpreendido e o Vasco dominou. O gol saiu em jogada abnegada do abnegado Maxi López.

Então, o Vasco recuou e o Flamengo passou a dominar. E o domínio aumentou no segundo tempo. E continuou mesmo com a saída de Diego. Pouco depois, Pará teve toda a tranquilidade para cruzar a bola que Luís Gustavo, por infelicidade, transformou em gol contra.

Em seguida, a triste saída de Bruno Silva deixando cada time com dez. O jogo ficou aberto, com chances para os dois.

O Vasco mostrou coração e dá esperanças à torcida.

O Flamengo foi tão bom quanto o Vasco. O que é pouco para um time tão badalado.


Vasco precisa olhar para Jair Ventura e Paulinho da Viola
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Menon

O Vasco é um balaio cheio de doídas metáforas, prontas a serem usadas a cada nova rodada do Brasileiro.

Caravela à deriva, tripulante abandonando a viagem, comandante sem projeto, traição na cúpula e o canto das sereias atraindo a nave para um grande redemoinho…

Comparações terríveis para dizer que um gigante do futebol brasileiro está caindo pela quarta vez. Não se sintam ofendidos, eu também gosto do Vasco, não como vocês, mas gosto, e torço para ele reagir. Sei que ainda faltam onze rodadas, mas é preciso reagir logo.

E como reagir? Antes, me permitam uma digressão: todo mundo precisa ganhar dinheiro, todo mundo precisa lutar pela vida e não existe futebol amador há quase cem anos. Concordamos? Mas eu fico enojado quando vejo o Vagner comemorar um gol loucamente, abraçar Maxi Lopes com emoção e depois saber que ele e seus empresários estavam na Justiça preparando o desembarque. Desculpem a metáfora.

Mas, o que fazer?

Por enquanto, repetir o que o Corinthians, de Jair Ventura, fez com sucesso. Colocar três volantes de muita pegada na frente da zaga. Um bloco defensivo de oito ou nove jogadores. Torcer para Martin Silva voltar à velha forma.

E apostar em contra-ataques com o substituto de Pikachu e Maxi Lopes. Mais tarde, quem sabe, colocar um atacante rápido pelo lado, para preocupar o Flamengo.

Enfim – agora usando uma metáfora de um grande vascaíno – “faça como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar.

Que Paulo César Batista de Faria, gênio da raça, ilumine o seu Vasco.


Diego faz justiça. Vasco valente segura o Galo
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Diego, com um gol de centroavante matador, garantiu os três pontos para o Flamengo, contra o Vitória. Impressionante como ele tem mudado de postura. O ar blasé é passado.

O Flamengo merecia mais. Dominou o jogo todo e não foi ameaçado. Nem parecia o time apático que foi humilhado pelo Furacão na última rodada.

Foi uma vitória importantíssima, por colocar o time na cola de São Paulo e Inter. E também por ter jogado bem.

O Galo também poderia ter se aproximado da ponta, mas parou no Vasco, que se mostrou muito aguerrido e disposto a lutar muito pela vitória. No caso, um empate.

O domínio foi enorme. O jogo terminou com uma bola na trave de Martin Silva.

Um alento para o Vasco.

Um alerta para o Atlético.


Vasco, gigante no futebol, no esporte, e na integração racial
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O Vasco comemora 120 anos. O time de Roberto, o garoto Dinamite, de Romário e Edmundo. Os três maiores artilheiros da história do Brasileirão, com 190, 154 3 153 gols, respectivamente. O Vasco, Expresso da Vitória, base da seleção na Copa de 50. Do mártir Barbosa. Do Juninho Pernambucano. Vasco, do Paulinho e do Martinho. Da Teresa Cristina. Do Pitangão e do Jamelão. Chacrinha, Zé Keti e Aldir. Do Benevides e da Marluce. Do Menon, quando pensa no Rio.

O Brasil deve comemorar o Vasco, ele é uma aquisição fantástica para o nosso povo. Aquisição? Sim, o Vasco é um nascido na colônia e que deixou de lado qualquer nicho. É representante da paixão popular. Aquisição? Não é bem assim. O Vasco não precisou ser seduzido ou adquirido para ser parte de uma integração. O clube, nascido na colônia portuguesa, nunca fechou as portas para os brasileiros. Sempre aceitou todos.

Todos, mesmo. Brancos, negros, todos. Toda nossa miríade de cores. Nossa santa miscigenação. E aí está a sua grandeza. Sempre entendeu que o futebol é paixão do povo. E lutou por isso.

Mário Filho conta que em 1924, América, Botafogo, Flamengo e Fluminense resolveram formar uma nova liga, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) em lugar da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD). Para atuar na nova Liga, os atletas deveriam ter um “emprego decente, nada subalterno”, além de saberem ler e escrever. Mais que elitização, quase eugenia. O Vasco foi convidado, mas teria de afastar 12 jogadores do seu elenco, campeão carioca do ano anterior. Não aceitou e ficou ao lado de clubes menores.

Em 1927, com intensa mobilização popular, construiu seu estádio, o São Januário.

A história gloriosa do Vasco se construiu assim, na luta, na democracia popular e com grandes jogadores.

De há tempos, o clube sofre. Com o euriquismo. E com  seus substitutos. Roberto Dinamite foi tão ruim quanto. O atual presidente se elegeu graças a um acordo com ele, Eurico.

São figuras menores na vida de um gigante.

Longa vida ao Vasco.

 


Campello e Jorginho: reunião de traidores incompetentes
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Alexandre Campello, aquele que traiu Júlio Brant, demitiu Jorginho, aquele que traiu o Ceará.

O Vasco deixa de estar sob mãos incompetentes em campo e segue sob comando incompetente fora dele. Incompetente e unido ao euriquismo. Também incompetente.

A nau vascaína está à deriva.

Um bom recomeço seria contratar um treinador com expertise (sou moderno) em arrumar defesa. Fechar a casinha. E ir melhorando desde atrás.

Mesmo porque a contratação na frente é Maxi López, que não joga bem há tempos.


Torcida do Vasco aplaude eliminação. Até quando esta mediocridade?
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O Vasco venceu o Bahia e foi eliminado. A torcida aplaudiu.

O Vasco perdeu do São Paulo e Jorginho disse que seu time é feito de guerreiros. A torcida se satisfez.

O Vasco venceu a LDU e foi eliminado. A torcida aplaudiu.

É muita mediocridade. Ficar feliz porque o time vendeu caro uma eliminação é coisa para times como, sem nenhuma ofensa, como Ponte Preta ou Guarani.

O Vasco, não. O Vasco tem de ser aplaudido em disputa de título. Ou na conquista de título.

Essa história de torcida que aplaude o tempo inteiro nunca me agradou. Elogiam os os argentinos por isso. O time está perdendo por 5 e a torcida canta, pula e vibra. Eu acho uma bobagem. Acho irreal e fora do normal. Quando estou em campo e meu time sofre um gol, eu sinto o baque. Paro de gritar. Não sou um robô que não sente nada, que está sempre pronto a gritar.

E a mediocridade passa pelo time. Galhardo, autor do gol, fez um desabafo. “Um repórter do Equador perguntou quem era o Vasco. Olha a resposta aí”. Que resposta, amigo? Um a zero em casa e eliminado. Esse é o Vasco do Galhardo?

E o Jorginho, repetindo a história de time de guerreiro, comemorando porque houve um gol e outros quase vieram. Quase, Jorginho?

Este tipo de acomodação é terrível. Precisa ter um basta. A cobrança precisa ser grande, enorme e civilizada. Nada de agressão, mas aplaudir eliminação é dar aval para novas eliminações. Basta ter luta que tudo está perdoado? Não precisa mais ser campeão? Ou vice?

O fim disso é triste.

O nome é apequenamento.


Martín salva o Vasco. Zé Ricardo foi mal
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Martín Silva pegou dois pênaltis, um de cada lado, um terceiro bateu na trave e…o Vasco se classificou depois de sofrer uma goleada de 4 x 0 em Sucre.

Como explicar? Quatro gols de cabeça, dois deles de um zagueiro baixo e gordinho? Falta de posicionamento.

A velocidade da bola? A altitude? O bacilo inicial? Tudo junto.

E há um erro que credito a Zé Ricardo, que faz bom trabalho no Vasco.

Um treinador tem muito a fazer. Analisar o elenco, indicar jogadores, treinar fundamentos, implementar seus conceitos táticos. Coisas de treinamento.

Mas um treinador precisa também resolver problemas imediatos. Ser rápido, detectar o erro e agir.

E, desde o primeiro minuto, ficou claro que o Wilstermann forçaria o jogo pelo lado esquerdo de seu ataque, com Serginho em cima de Pikachu.

Eu, você e o Papa Francisco sabíamos que algo precisava ser feito. Trocar o lateral? Arrumar a cobertura? Recuar um meia? Melhorar a recomposição? Deslocar Wellington para a direita?

Nada foi feito. Pikachu ficou até o final. E fez uma bela cobrança de pênalti. Mas foi péssimo durante o jogo, com a conivência do treinador.


Vasco não precisa de Eurico. Eurico precisa do Vasco
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“Eurico Miranda é o câncer do futebol brasileiro”.

A frase acima sempre me incomodou. Não gosto de comparações com doença, principalmente câncer. E sempre achei que, se Eurico saísse de cena, pouca coisa mudaria. Tem muita gente como Eurico na direção do futebol brasileiro. Gente mais elegante, mais fina, mais educada, mas também compromissada com a falta de gestão na CBF, por exemplo. Nenhum dirigente brasileiro se diferencia de Eurico na hora de manter del nero, marin, ricardinho teixeira no comando do nosso esporte preferido.

Eu cheguei – tolinho que sou – a me iludir. Eurico é tosco, mas ama o Vasco.

Perdão.

Eurico ama Eurico.

E é mentira que o Vasco precisa dele, como repete sempre, com empáfia.

Não saio porque o Vasco precisa de mim.

Tudo indica que Eurico é que precisa do Vasco. Que Eurico ama Eurico e euriquinho.

Quem ama o clube não permite que chegue às manchetes como chegou. Com suspeita de saque. Com rescisões apressadas de jogadores de Carlos Leite.

A relação é complicada. Jogadores de Carlos Leite com bom mercado (Mateus Vital e Paulinho) saem ou podem sair. Jogadores sem mercado (ainda que bons) como Wellington e Breno assinam por três anos.

Eurico deixa o Vasco sob suspeita. A frase tem dois sentidos. Eurico está sob suspeita. O Vasco está sob suspeita. Quem ama, não mata. Eurico não mata, mas fere o Vasco.


Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Menon

Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.


Vasco x Flamengo – Vitória do povo brasileiro em Manaus
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Menon

44 mil pessoas lotando a Arena em Manaus. Mais do que na Copa. Rubronegros e Vascaínos lado ao lado professando o amor ao futebol. Juntos, sem brigas, sem ofensas…

Uma demonstração de força do futebol carioca, tão desprezado por seus dirigentes. Sem Engenhão, sem Maracanã, com Eurico, com Bandeira, com Rubinho….

O futebol resiste.

Em campo, um Vasco muito mais bem montado. Podia empatar e ganhou por 2 a 0. Com direito a olé.

Viva o futebol carioca;

Viva o povo brasileiro