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Arquivo : vinicius jr

Renovação sente falta de um 9 e de um 10
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Menon

É hora de um novo ciclo na seleção. De um trabalho já visando 2022, com gente jovem chegando para se juntar ao que restou da Copa da Rússia.

Eu trabalharia com Ederson, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Coutinho, Neymar, Jesus, Firmino e Douglas Costa.

À essa base, juntaria Dedé, o grande zagueiro do Cruzeiro. Tem 30 anos.

A renovação viria com Militão (São Paulo), Thuller (Flamengo), Felipe (Porto), Guilherme Arana (Sevilla), Maycon (Shakhtar), Paquetá (Flamengo), David Neres (Ajax), Paulinho (Leverkusen), Vinícius Jr (Real Madrid), Richarlison (Wattford). Ainda há Fernando (Shakhtar), Lyanco (Torino), Pedrinho (Corinthians), Jorge (Monaco) e Malcon (Monaco. E Rodrygo. É Thiago Maia.

Dos nomes jovens citados, Arthur é o melhor. Jogador para ser titular nas três próximas Copas. Deveria ter jogado na Rússia. Felipe, Vinícius Jr, Paulinho, Maycon e Militão me parecem prontos para grandes responsabilidades.

Então, está tudo bem?

Longe disso.

Não vejo um atacante com bom cabeceio, com poder de decisão, capaz de ganhar a disputa no ombro, no tranco, com chute cruzado. Alguém capaz de fazer os gols que a Croácia fez na Inglaterra.

Não é por acaso que Ricardo Oliveira e Fred ainda tenham mercado.

Meu amigo Luís Augusto Mônaco, do espetacular http://chuteirafc.cartacapital.com.br/ lamenta a auseausê de um 10 pensador. Um Alex. Se não der, um Ganso ou Lucas Lima mais dinâmicos.

Sem esse tipo de jogador, a construção de jogadas se faz muito pelos lados, com triangulações e aproximação. Vinícius Jr, Neres, Richarlyson, Pedrinho, Malcon, Rodrygo são bons exemplos, mas não se faz um time de uma única maneira.

O trabalho principal de Tite é descobrir um centroavante e um meia pensador para seu time. Pensador e dinâmico. Tem quatro anos para isso.


Time do povo vence com garotos e lidera com folga
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Chute de Paquetá e gol de Vizeu. Os garotos resolveram e o Flamengo derrotou o Corinthians. Chegou a 20 pontos, quatro a mais que Grêmio e São Paulo. Pode diminuir, se o Flu vencer o Paraná. Mesmo assim, a liderança estará garantida por mais uma rodada.

Vitória muito justa. Foi melhor a maior parte do jogo e poderia até ter marcado antes, não fosse outra partida ruim de Henrique Dourado.

E se o Flamengo teve Vizeu, Paquetá, ViniViní Jr e Lucas e Jean Lucas, o Corinthians, depois de ficar recuado a maior parte do jogo, tentou o empate com Roger, Marquinhos Gabriel e, ele, Kazim. Não deu. Foi a terceira derrota em quatro jogos de Osmar Loss.

Sobrou a reclamação no final, com o encerramento do jogo quando a bola caminhava para Roger. Daronco acertou, pois havia apitado antes, quando o zagueiro havia despachado a bola.


Vinícius, pai do contra-ataque, amor de verão
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Criou-se uma espécie de consenso no futebol brasileiro. Só há vida no jogo controlado. Só há vitória quando se tem posse de bola. Os três pontos virãocom o maior número de passes trocados.

Aliás, nem precisa ganhar o jogo. Preenchendo estes requisitos, ganha-se o selo da modernidade. Mais importante do que vencer.

Pois há futebol de transição, sim. Futebol bem jogado. Futebol vencedor. Não vejo nada de errado em jogar atrás. Desde que haja contra-ataque.

Desde que haja, por exemplo, Vinícius Jr. O Galo dominava e ele escapou. Transformou o garoto Émerson ele algo tão inútil como um segundo apêndice e deu para Everton Ribeiro o gol que até a vó Stela faria.

Vinícius joga muito. Pena que vai durar tão pouco com um fugaz amor de verão.

 


Paquetá e Vinícius Jr. sofrem com a lógica torta de Dourado e Álvaro Dias
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Alguma, ele fez.

A frase, aparentemente banal, carrega uma crueldade imensa. Foi muito usada nos tempos da Ditadura. Alguém era preso e, mesmo sem saber o motivo, os “cidadãos de bem” justificavam a prisão. Alguma, ele fez.

O agredido é culpado pela agressão. Triste lógica. Tristes trópicos.

O senador Álvaro Dias afirma que é contra a violência, mas (sempre há um mas) que os atentados contra o acampamento de fãs do presidente Lula podem ter sido represália a uma provocação? Qual? Não explica. Ou, tudo pode ser uma encenação. Como? Também não explica. Depois da descaracterização e das dúvidas lançadas ao vento, diz que é contra a violência.

O volante Rodrigo Dourado, campeão olímpico, ao analisar a expulsão de Pottker, seu companheiro de Inter, por dar uma cabeçada em Paquetá, usou a lógica torta de Álvaro Dias. Para ele, os garotos do Flamengo são bons de bola, se entusiasmam com o Maracanã cheio e partem para a provocação, o que leva à reação. A agressão justificada. Na conta do agredido.

No caso de Rodrigo, ao contrário de Álvaro Dias, fica mais fácil imaginar qual é a provocação. Ela é futebolística, com pés passando por cima da bola, com dribles em excesso, tudo ao estilo Neymar.

Contra Rodrigo Dourado, fica a lembrança de como foi covardemente agredido por Edílson, em um Grenal recente. Quem sofreu na cara a dor de um murro, de uma violência injustificável, não pode ser conivente com nada. Álvaro Dias, que conheceu a ditadura, também não deveria usar argumento tão tosco, mas é melhor esperar alguma coisa de um volante do que um senador.

E o que fazem Vinícius Jr. e Paquetá?

Jogam futebol de alto nível. Não agridem, não mordem, não chutam. Driblam e passam. São bons de bola.

E são muito chatos. Como Neymar.

Nada que justifique uma agressão, mas são chatos.

Não há nada nas regras de futebol que justifique uma punição ao drible-humilhação. Aquele no meio de campo, de lá pra cá, de cá pra lá, sem projeção vertical e sem consequência técnica alguma. É apenas humilhação. Pode trazer dividendos práticos em caso de o rival se desesperar e levar um cartão. Ou ser expulso.

Mesmo assim, mesmo com um retorno prático, eu acho o drible humilhação uma bobagem.

Por ser humilhação. Por não ter esportividade. Típico de quem não sabe vencer.

Não sou eu que vou pedir que não façam mais. Não sou eu que vai justificar a agressão. Não sou eu que vai condenar Paquetá e Vinícius Jr. Seria muita covardia exigir dignidade e humanidade de dois meninos no país em que Álvaro Dias é senador e pode ser presidente.


Botafogo aposta na paixão. Está certo
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O Botafogo precisa de dinheiro. Todo mundo precisa no futebol brasileiro. O Botafogo deixa de ganhar R$ 100 mil por não alugar o Estádio Nílton Santos para a final, entre Flamengo e Boavista. O Botafogo toma essa atitude em represália a uma brincadeira de um garoto de 18 anos em referência a um jogo de 2008.

Pensando assim, sob a ótica do profissionalismo, o Botafogo está errado. Por causa de uma comemoração de uma criança, perde dinheiro. E ainda assume que foi assim, em nota oficial.

Mas, há um outro lado. O Flamengo tem tudo para se firmar como hegemônico no futebol carioca. Não para sempre, é lógico, mas no período em que vivemos. Tem mais time, tem mais dinheiro, tem mais torcida. Não tem estádio.

O Botafogo tem. E, ao recusar-se a emprestá-lo, tenta se firmar como um rival. Busca se equiparar com Fluminense (FlaxFlu) e Vasco, como rival do Flamengo. Algo do tipo: “posso perder dinheiro, mas aqui, na minha casa, você não comemora”. É antiprofissional? Com certeza. Mas eu acho maravilhoso.

E, se o jogo do chororô já tem dez anos, significa que a torcida esqueceu? Não esqueceu. Nunca esquecerá. É para sua torcida, para seu público interno que o Botafogo está jogando. O recado é claro, novamente. “Não esquecemos do jogo em que fomos roubados e nenhum dinheiro do mundo vale a pena o esquecimento”. Nota, por favor, eu não disse que foi roubado. Entendam.

É lógico que essa atitude fica no vazio se não vier acompanhada com um plano – aí sim, totalmente profissional – de se recuperar o Botafogo. Apoiar Valentim, buscar bons jogadores e fazer campanhas que impeçam o cruzamento com o Flamengo na semifinal. Só foi assim porque o Botafogo ficou atrás do Boavista na primeira fase. E não se pode jogar dinheiro fora. Não falo dos R$ 100 mil do aluguel do estádio, mas sim da cota da  segunda fase da Copa do Brasil. O Botafogo não a terá por haver sido eliminado pela Aparecidense. Tudo fica mais fácil se a torcida estiver orgulhosa de seu clube. Sim, porque do time é impossível. E se ombrear com o Flamengo, negando-lhe a festa em meu quintal, é motivo de orgulho para a torcida.

PS – Je suis Tuiuti


Neres, Malcon e Richarlison estarão na Copa. Do Catar
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Há poucas vagas no trem Brasil que chegará à Rússia em pouco tempo. Tite conseguiu uma classificação espetacular e, nada em seu passado, indica que dará chances a quem não esteve com ele em algum momento. Prefere Diego, que não tem jogado nada do que alguns esperavam. Aliás, acho que esperavam de Diego um futebol que ele nunca mostrou. Altas expectativas de uma torcida enorme e apaixonada.

Assim, não vejo que haverá chances para David Neres, Richarlison ou Malcon. E, caso a tenham, não acho que mudará muito. Não conseguirão ir a Moscou. Mas o Catar está logo aí, o que pode ser bom para eles, mas é péssimo para o futebol mundial. Não há sentido esportivo ou ético que justifique uma Copa no Catar.

O futebol que os três garotos da turma-97 estão jogando, ao contrário, prenuncia um futuro brilhante e já justifica uma convocação.  Malcon chegou ao Bordeaux em 2016 e é um dos destaques do campeonato francês. Richarlison e Neres chegaram em 2017 e estão fazendo sucesso no Ajax e no Watford, respectivamente. Já se fala, com ênfase, no desembarque de Malcon e Neres em ligas maiores.

Se eles não fossem brasileiros, já estariam garantidos no Catar. Ou, possivelmente, na Copa da Rússia. Aqui, o que pode tornar a vidas deles mais complicada é a chegada de mais e mais jogadores de qualidade na base brasileira. Terão a concorrência de Paulinho, Lincoln, Alanzinho, Vinícius Jr. e Brenner, todos do terceiro milênio.

O surgimento de novos jogadores no Brasil é algo incomparável, algo que faz bem ao futebol. Um jovem europeu, ao chegar à seleção principal, tem uma carreira constituída e sólida na base. Um jovem brasileiro que tem uma carreira sólida na base, pode ser surpreendido pela descoberta tardia de algum outro da mesma idade e que nunca esteve na seleção. Alguém que deixou o Brasil com 15 ou 16 anos, por exemplo, e não é conhecido por ninguém. Um bom exemplo é o goleiro Ederson, que estará na Rússia e, muito provavelmente no Catar.

Pena que aproveitemos tão pouco de nossas joias. Neres jogou oito partidas pelo São Paulo. Richarlison fez 67 pelo Fluminense e Malcon jogou apenas 73 jogos pelo Corinthians. Fizeram um total de 32 gols. Na Europa, já marcaram 33 vezes. E contando…

 

 


Vinícius Jr precisa jogar. Ou vira gola rolê
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Quando eu tinha 16 anos, minha mãe me deu uma camisa de gola rolê. Era moda. Era cenoura. Eu me senti poderoso, pintou a certeza de que iria beijar muuuito.

Não foi bem assim. A blusa custou caro e mamãe regulou o uso. Só deixava usar de vez em quando, prá não gastar. E eu cresci, pra cima e para os lados, e pouco usei minha gola rolê.

Vinicius Jr é a gola rolê do Flamengo. Seja com Zé Ricardo, seja com Rueda, p garoto pouco joga. Foi transformado em jogador que entra no final, para mudar o jogo. Ou, pelo menos para armar uma correria pra cima da tigrada.

Não dá para entender. Vinícius Jr, independentemente de valer ou não o que o Real Madrid pagou por ele, é um jogador que faz coisas diferentes. O único no Flamengo.

E, se falta argumento, é bom o Flamengo lembrar que já é segundo tempo. O primeiro, foi vencido pelo Independiente, por 2 x 1. É hora de reagir.

E usar bastante essa gola rolê, porque logo, logo, Vinícius Jr estará vestindo branco. E os adoradores do manto rubro negro sentirão saudades e arrependimento por haverem desfrutado pouco de Vinícius Jr

Como eu e minha gola rolê.

 

 

 


Faltou uma muralha no gol do Flamengo
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Sem Diego Alves, que não está inscrito, Reinaldo Rueda apostou no garoto Thiago, garoto de muito futuro, no gol do Flamengo. E, ele, que foi pouco exigido, falhou feio no final do jogo, ao rebater para frente um chute longo de Hudson. Bola que de Arrascaeta não desperdiçou. E por que o uruguaio só havia entrado há poucos minutos? Porque Mano jogou para empatar. E empatou, com uma defesa bem postada, que resistiu bem ao Flamengo.

Resistiu não só por suas qualidades conhecidas, mas também por uma contradição no jogo do Flamengo. A ofensiva era baseada em Berrio, principalmente, na direita, e Everton, na esquerda. E os centroavantes Guerrero e Vizeu estavam nas tribunas de honra. Não podiam jogar. Rueda escalou Lucas Paquetá, jogador de mobilidade, mas de pouca presença na área. E os cruzamentos, como algumas cartas, chegava no endereço correto, mas não havia ninguém em casa.

A outra arma do Flamengo era a inversão de Diego com Arão. O meia recuava e lançava o volante, que aparecia como surpresa durante o primeiro tempo. Rueda fez de tudo para mudar. Foi ousado com Vincíus Jr em lugar de Rodinei e apostou em bom passe, com Cuellar em lugar de Marcio Araújo. E fez o gol com Paquetá, aquele que ficava pouco na área. Estava lá, na hora certa.

Mano colocou Arrascaeta e Arrascaeta marcou. Como contestar? Como dizer que a opção pela defesa foi arriscada? Dizendo, né? Dizendo sem medo errar. Foi mais sorte que juízo. Faltou um grande goleiro no Flamengo. E ele não estava no banco de reservas.


Flamengo tem espírito perdedor
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Na 17ª rodada do Brasileiro, o Flamengo enfrentou o Corinthians em Itaquera. Foi ajudado com a anulação de um gol de Jô, mas poderia ter vencido o jogo. Diego perdeu um gol feito. Chegou a 29 pontos e ficou a 12 do próprio Corinthians. Difícil sonhar com título, mas as esperanças renasciam.

E o que se viu nas duas rodadas seguintes?

Na 18ª, o Flamengo vencia o Santos, no Pacaembu, e permitiu uma virada em oito minutos. O Corinthians foi até Minas, fez 1 a 0 no Galo. No final do jogo, marcou o segundo.

Na 19ª rodada, o Corinthians fez o trabalho de casa, vencendo o ascendente Sport, em Itaquera. E o Flamengo, também em casa, perdeu para o Vitória, que continua no Z-4, apesar da vitória, com gol de pênalti de Neílton sobre o goleiro que pegou pênalti de Messi e CR7.

A tal frase “deixaram chegar….” e o tal cheirinho não se justificam. E, não é de hoje, como mostra o texto do Miguel Caballero. Nos últimos anos, o Flamengo tem se mostrado um clube sem poder de decisão, um clube que amarela na hora necessária. Os tais jogos que precisam ser vencidos, as tais finais dentro dos pontos corridos não são para o Flamengo. Foi assim na Libertadores, por exemplo, perdendo todos os jogos fora de casa. E tem sido assim no Brasileiro.

A 18 pontos do líder, está na hora de o Flamengo pensar em conquistar uma vaguinha para a Libertadores. No más.

O jogo contra o Vitória mostrou uma escalação pronta para o tudo ou nada. Quatro zagueiros, um volante (Arão), três meias (Everton Ribeiro, Everton e Diego) e dois atacantes: Geuvânio e Vizeu. Um time para sair na frente rapidamente. Mas, e se não sair?

Não saiu. O Vitória aguentou a pressão e fez o primeiro, após uma falha grotesca de Arão. Mas, se é para jogar com um volante só, não seria melhor jogar com um que saiba rifar a bola, fazer o jogo sujo?

Zé Ricardo mostrou falta de convicção. Escalou um time em um esquema que ele não acredita. Trocou Geuvânio por Berrio. Depois que sofreu o segundo, tirou Everton, meia, e colocou Vinícius Jr, o garoto que vale um estádio. O esquema passou a ser o 4-1-2-3. E, depois o 4-0-3-3, com Paquetá em lugar de Arão.

Jogador de base geralmente não entra no time quando a situação está boa. Entra na pior e vai mostrando serviço. Mas, é correto tentar uma virada assim, nos últimos 20 minutos com Vinícius Jr. e Paquetá?

O Flamengo perdeu. Mais uma vez, quando precisava ganhar. É um time sem força mental e que não resiste à pressão de sua torcida. Uma torcida que também é iludida pelo que chamo de Flapress. Me lembro da apresentação de Diego, quando um repórter perguntou: “como se sente chegando no maior clube do Brasil?”

Há uma narrativa que transforma todo reforço em craque. Nem falo de Diego ou Everton Ribeiro, mas Geuvânio foi recebido como se fosse Robben.

O oba-oba cria lendas. A mais fantasiosa de todas é: “deixaram chegar, agora aguenta”… Nesse aspecto, o Flamengo não assusta ninguém


Paulinho x Vinícius Jr., um duelo que faz bem para o Brasil
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Menon

No sábado, Vinícius Jr. entrou e mudou um jogo. Deu um belo chapéu e sofreu o pênalti que deu a VITÓRIA sobre o Coritiba. No domingo, Paulinho começou desde o início e foi fundamental na vitória do VASCO sobre o Galo. Fez história ao superar Vinícius Jr e Brenner, do São Paulo, tornando-se o primeiro jogador nascido em 2000 a marcar em um Brasileiro.

Quem é melhor? A batalha tomou conta das redes sociais. Os vascaínos curtindo, com todo o direito, o momento de glória de seu garoto, afirmavam que Vinícius Jr. era marketing e só. Que o bom da dupla é Paulinho. Como se apenas um fosse bom. E o pessoal do Flamengo, argumentava sacando o talão de cheques. O Real Madrid pagou 45 milhões de euros por quem mesmo? Como se o argumento pecuniário resolvesse tudo.

Para mim, vence o futebol brasileiro, cumprindo sua gloriosa missão de se renovar a cada ano, a cada semestre. Os dois e mais Alanzinho, do Palmeiras, foram fundamentais no Sul-americano sub-20. Os três e mais Brenner podem trazer o mundial da categoria para o Brasil.

Procurei o amigo Dassler Marques, especialista em futebol. E em futebol de base também. Pedi que ele falasse sobre os dois.

“Os dois estiveram juntos no título sulamericano. Foram os dois melhores do Brasil. Começaram no mesmo nível, mas do meio para o final, Vinícius se tornou protagonista. Ele é um jogador inventivo, ousado, grande poder de drible, qualidade nas duas pernas, presença física, assistência e gols. Se melhorar o trabalho sem bola e jogar mais coletivamente,ser menos individualista, tem tudo para ser um dos melhores do mundo. Por isso, o Real Madrid pagou tanto. A expectativa sobre ele é muito grande, muita pressão para quem acabou de fazer 17 anos.

O Paulinho entrou em um cenário com menos expectativa, o que facilita. É forte, inteligente, eficiente, sabe construir jogo e vem de temporadas muito boas na base.

Os dois são muito bons e é besteira diminuir o Vinícius Jr por conta do que o Paulinho fez contra o Galo, até porque o Vinícius também jogou bem contra o Coritiba”

O bacana, eu acho, não é partir para comparações excludentes e sim imaginar os dois, na Copa de 2022, formando um trio com o recém trintão Neymar.