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Quem para o Palmeiras, locomotiva verde?
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Menon

A curva ascendente do Palmeiras no segundo turno aponta o time de Scolari com grandes chances de ficar com o título do Brasileiro. O grande favorito.

O Palmeiras terminou o primeiro turno com 33 pontos, em sexto lugar. Agora, tem 50 pontos e está em segundo. Ou seja, em sete partidas, ganhou metade dos pontos que havia amealhado em 19 jogos.

O aproveitamento no primeiro turno foi de 57,89%.  No returno, é de 80,95%. Uma melhora de quase 25%.

A comparação com os outros rivais é muito boa para o Palmeiras. Enquanto conseguiu 17 pontos, o que fizeram os outros? Inter (12), Flamengo e Grêmio (11), São Paulo (10) e Galo (9).

É ou não é uma escalada vertiginosa? Mas números não definem tudo. O importante é ver a diferença do futebol praticado pelo time. É muito melhor que os outros, embora não seja um esquadrão internacional.

Nem vi Palmeiras x Sport, mas vi São Paulo, América, Inter e Corinthians. Que pobreza! Dois jogos horríveis. Amanhã, falarei sobre eles.

O elenco do Palmeiras é muito melhor. No ataque, as opções são Willian, Deyverson e Borja. E há outros exemplos.

Vai ser difícil segurar.

 


Brasil ganha facilmente em teste inútil
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Deu a lógica. O Brasil ganhou facilmente da Rússia, anfitriã que suará sangue para passar à segunda fase do Mundial. Foi um segundo tempo de excelência em um jogo que confirmou a alto nível de Willian, cada vez mais merecendo um lugar no time titular. Philippe Coutinho também confirmou que é o melhor brasileiro depois de Neymar e  Paulinho novamente tem grande poder ofensivo, fazendo um gol, perdendo outro e sofrendo um pênalti.

E por que foi inútil?

Primeiramente, pela postura da Rússia no segundo tempo. No primeiro, jogou com linha de cinco e outra de quatro, uma retranca terrível. E a seleção sentiu dificuldades, as mesmas que teve contra a Inglaterra. O Brasil não conseguiu vencer as linhas russas, principalmente por não abrir o campo. Daniel Alves e Marcelo vinham muito pelo meio, o que facilitou para os russos. Douglas Costa e Willian não tentaram o drible, não ousaram no mano a mano, no um contra um.

No segundo tempo, o treinador da Rússia resolveu imitar o estilo Gorbatchov na política, ainda nos tempos da União Soviética. Resolveu ousar, enfrentar o Brasil, abandonou o seu estilo fechado e se desintegrou totalmente. Regalou espaços incríveis e o Brasil foi aproveitando. Fez três e poderia fazer mais.

Ou seja, o Brasil goleou uma Rússia que não existe e teve muitas dificuldades contra a Rússia real. Douglas Costa, que luta pela vaga, foi bem no segundo tempo e teve dificuldades no primeiro. Não dá para dizer que carimbou o passaporte. Seria verdade se tivesse destruído a retranca russa no primeiro tempo.

Também foi inútil pelo pouco tempo dado a Geromel. O que se sabe é que há três zagueiros confirmados: Miranda, Thiago Silva e Marquinhos. Geromel e Rodrigo Caio são os mais fortes concorrentes à quarta vaga. Rodrigo Caio nem foi relacionado para o jogo e Geromel atuou dez minutos. Difícil tirar uma conclusão.

Fagner e Taison tiveram seus minutos. Nada acrescentarão, se aprovados.

Firmino entrou no lugar de Gabriel Jesus. São dois bons atacantes, são os melhores do Brasil no momento, são fatos. Como fato é que estão abaixo de Careca, Muller, Romário, Bebeto, Zico, Chulapa, Ronaldo, Ronaldinho, Luis Fabiano e Fred, os que os precederam até 2010. São superiores a Fred e Jô de 2013. Poquito.


Willian foi mais que Messi. E Renato Augusto?
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Quando for um velhinho aposentado e quiser impressionar seu netinho, Willian poderá dizer que no dia 20 de fevereiro de 2018, jogou bem mais do que Messi. Se houver alguma dúvida, é só mostrar a gravação do jogo. Os dois fizeram os gols do empate, mas Willian superou o gênio. Além do gol, acertou as traves, uma de cada lado e sofreu faltas duras.

Messi, ao contrário, sucumbiu à marcação do Chelsea, principalmente de Kanté. Não conseguiu escapar, não conseguiu um espaço para atacar e chutar. Mas, Messi é Messi e, quando Iniesta roubou a bola e cruzou para trás, todo mundo, inclusive Courtois, sabia que o argentino não erraria. Pela primeira vez, marcou no Chelsea. Um tabu a menos.

A atuação de Willian é daquelas que, se compararmos com F-1, é como um carro se aproximando do líder e pedindo passagem. Galvão Bueno diz que chegar é uma coisa, ultrapassar é outra, mas a verdade é que a batata de Renato Augusto está assando. Precisa fazer muita coisa na China para se comparar com o que Willian tem feito na Inglaterra e na Liga dos Campeões.

Em 2014, ele chegou perto de Oscar, mas a ultrapassagem não ocorreu. Oscar foi até o final e fez o gol contra a Alemanha, no dia do vexame vergonhoso que Scolari chamou de apagão.

Muito bom para Tite porque Renato Augusto tem um bom histórico na seleção, sob seu comando. Caiu nos últimos jogos, mas, quando todos estiverem reunidos para a preparação final, poderá crescer e lutar por sua posição. Não vai ser fácil, não. Quem supera Messi em um jogo, pode muito bem superar Renato Augusto na briga pela vaga junto a Paulinho, Coutinho e Neymar.


Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Carolinda e o Mestre Cuca que precisa mudar a receita
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Menon

Esse post é sobre o Cuca, treinador do Palmeiras, mas vou usar dois parágrafos antes de entrar no assunto específico.

Quando estudei Engenharia, em Lins, fazia parte do diretório acadêmico e também da atlética, apesar de não praticar esporte algum, por absoluta falta de aptidão. Mas acompanhava as equipes quando havia Intereng, em  Lins, ou Engmed em Barretos. Era cartola.

Em 1979, fomos para a Engmed. Junho e fazia muito frio. Logo que chegamos, recebi um recado que havia uma ligação da mamãe. Não havia celular e nem internet. Nem me lembro como minha mãe conseguiu ligar. O importante é que fui ver o recado e lá estava: a Carolina nasceu. É saudável e linda.

E continua assim até hoje. Fomos almoçar juntos, eu, a Márcia, ela e o Lucas (são pais da Nina e do Max) na Casa do Porco. E as delícias eram exatamente iguais às outras vezes em que havia ido, sozinho e com o Guto Monaco do ótimo CHUTEIRA FC . Realmente, não há o que mudar. A repetição da excelência só leva a mais excelência.

Não é o que tem acontecido com o Palmeiras de Cuca. O elenco é bom e permite ousadias do treinador. Mas Cuca não tem sido ousado. Tem sido apenas extremamente fiel à receita do ano passado. Como uma criança que tenta enfiar um triângulo dentro de um retângulo.

Meu amigo Binho Xadrez, baixista em uma banda de reggae no Maranhão, onde também trabalha como sommelier de torresmo, pede urgentemente que Cuca experimente jogar com dois meias: Rafael Veiga ao lado de Guerra, tentando um jogo de toque pelo meio. Acho ótima ideia, como todas do meu amigo enxadrista. Jogar com dois meias não significa abandonar o jogo pelas pontas. Uma inversão, um lançamento e voi lá, temos variação.

Do jeito que está, mantendo-se o ótimo Dudu, o que temos de variação é:

Guedes ou Keno?

Guedes ou Michel?

Keno ou Michel?

Concordam que são opções mornas, que não causam frisson, não abalam amizades, não são nada parecidos com discussões calientes como:

Coxinha x Petralha?

Biscoito x Bolacha?

Marquezine ou Ruy Barbosa?

Com a opção estática por três meias, Cuca facilita o jogo para Willian, mais móvel, e prejudica para Borja, um centroavante típico, mais parado na área. No ano passado, os três meias eram um sucesso, mas o atacante, era ele, o incomparável Gabriel Jesus.

Sem esse maravilhoso “ingrediente” fica difícil manter a excelência do prato. Mestre Cuca, que é ótimo treinador, precisa mudar a receita e o cardápio.


Borja ou Pratto? Pratto ou Borja?
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Miguel Angel Borja tem 23 anos e 1,83m.

Lucas David Pratto tem 28 anos e 1,88m.ponto

Borja nasceu em Tierra Alta, na Colômbia, e é destro.

Pratto nasceu em La Plata, na Argentina, e é destro.

Borja recusou jogar na China para construir uma carreira na seleção colombiana.

Pratto recusou jogar na China para construir uma carreira na seleção argentina.

Borja teve uma ascensão meteórica em 2016, quando trocou o Cortuluá pelo Atlético Nacional.

Pratto tem uma carreira mais consolidada, com dois anos no Velez e mais dois no Galo.

Prato, nos dois últimos anos, fez 42 gols em 107 jogos pelo Galo.

Borja, no último ano, fez 36 gols em 47 jogos, pelo Cortuluá e pelo Atlético. Em 2015, fez 10 gols em 49 jogos pelo Santa Fe.

Borja é mais centroavante, tem velocidade e força. É um nove nove.

Pratto é mais técnico, joga como centroavante, mas também um pouco recuado. É um oito e meio.

Pratto chega com a responsabilidade de fazer o combalido São Paulo funcionar.

Borja chega com a responsabilidade de fazer o campeão Palmeiras mais campeão ainda.

Borja tem a sombra de Willian, pequenininha, e de Alecsandro, bem forte.

Pratto tem a sombra de Chávez e de Gilberto. Sombrinhas mixurucas.

Pratto chega para ser líder do time.

Borja chega para ser mais um jogador, no aspecto liderança.

Se Borja jogar o que jogou no ano passado, será um sucesso. É  quase impossível que não jogue.

Se Pratto jogar o que jogou nos últimos quatro anos, será um sucesso. É bem provável que jogue.

Borja e Pratto são contratações ousadas. Contratações que mudam as aspirações de cada time. Contratações que deixam o futebol paulista mais forte.

Borja e Pratto são as duas grandes atrações do futebol brasileiro, quando se fala de área. Paolo Guerrero é outra.

E os brasileiros? Os melhores são Frederico Chaves Guedes e Ricardo Oliveira, veteranos donos de carreiras invejáveis que tanto Pratto como Borja gostariam de construir.

Onde estão os nossos outros centroavantes? Borja e Pratto são um alerta para as nossas categorias de base.

Pratto ou Borja? Borja ou Pratto? Com certeza, não é uma pergunta tão absurda como Messi ou Taison?

A resposta pode ser Borja e Pratto. Prato e Borja.

Obs – Não levei em consideração valores financeiros e tempo de contrato.

 


Borja deixa o Palmeiras ainda mais favorito.
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borjaMatador com nome de gênio da pintura, Miguel Angel Borba chega ao Palmeiras e eleva o time para um patamar ainda maior. A torcida já contabiliza todos os títulos possíveis e imagináveis e tem motivos de sobra para o otimismo, ainda que exagerado. Afinal, o Palmeiras continua mandando no mercado. Felipe Melo, Guerra e agora, Borja. O centroavante colombiano que trocou uma carreira medíocre por uma ascensão fenomenal a partir de 2015, saindo do Deportivo Cortuluá  para o Atlético Nacional, para o título da Libertadores, para a seleção principal, para a Olimpíada e para o Palmeiras, com direito a desprezar montanhas de yuanes.

Tecnicamente, não há como contestar uma contratação assim. É uma contribuição para o futebol brasileiro, que perde atrações a cada semestre. Todos os bons se vão. Quando chega um melhor, há que se aplaudir. Guerra e Borja foram fundamentais na conquista da Libertadores pelo Atlético Nacional e por que desconfiar que podem ser importantes agora?

Há dois outros fatores a se analisar. Fatores que estão juntos quando se fala de futebol e de vida. Fatores que formam uma combinação que pode ser explosiva: dinheiro e inveja. Como justificar a contratação de Willian, se Borja já estava negociando? Willian é um jogador inconstante, de poucos gols e de uma temporada frágil no Cruzeiro. Nos últimos tempos, fez menos gols que o zagueiro Bruno Rodrigo. Mas o Palmeiras tem dinheiro de sobra. Tem dinheiro do Avanti, do estádio, da Crefisa… Pode esbanjar que não fará falta.

E a inveja? Willian, Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, todos no banco. Aqui, é uma questão de comando. Que Eduardo Batista tenha todo o poder para escalar quem quiser, independentemente do salário mensal. Quem não gostar, que vá chorar no banco que é lugar quente.

Dinheiro e inveja seriam questões  se levar em conta em um time “normal”. No Palmeiras milionário, são detalhes. Detalhes que só farão diferença para o mal, se houver uma grande incompetência.

 


Uruguai tinha o Mestre. O Brasil tinha o Dunga. David Luiz, nunca mais
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Faltou pouco para o Uruguai acrescentar mais um feito em seu olimpo de conquistas. Depois do Maracanazo de 50, quase tivemos o Recifazo de 2016. E, se acontecesse a virada, não teria nada de heroica. Seria apenas a consequência natural de dois fatores que se fizeram notar intensamente: a superioridade de Tabarez sobre Dunga e a imensa diferença de caráter das duas equipes. Antes de continuar, uma digressão. Para mim, o título uruguaio de 50 tem a ver, sim, com heroísmo, mas pode ser explicado também por questões táticas e técnicas. Mas esta é outra história.

O Brasil fez uma boa partida até marcar o segundo gol. Havia inversão de jogadas e Neymar havia encontrado um bom espaço entre as duas linhas de quatro da seleção uruguaia. Flutuava por ali, leve e solto. E tudo foi facilitado pelo gol de Douglas Costa aos 40 segundos. William, na direita, foi marcado pelo alto e fraco Coates. Vitorino errou e não interrompeu o cruzamento. Nova digressão. Lembremos que Maxi Pereira, Josema Gimenez, Diego Godin e Martin Caceres, a zaga titular não estava em campo.

Depois do segundo gol – lindo gol – brasileiro, o Uruguai foi à frente impulsionado pelo profissionalismo e vontade de jogar. Alvaro Pereira cruzou da esquerda, Carlos Sanchez cabeceou para trás e Cavani acertou um lindo chute. David Luiz estava a alguns metros dele, dentro da área, com as mãos para trás para impedir um pênalti que não houve.

E aí, antes da intervenção de Tabarez, veio algo que eu não gosto de reconhecer, que considero até primário, mas que se fez notar. O DNA de cada futebol. O milionário futebol brasileiro se encolheu na dificuldade. O sofrido futebol uruguaio cresceu. E foi atrás de seu passado, de sua história. Foi atrás do empate.

No segundo tempo, Tabarez fez a substituição que mudou o jogo. Trocou o 4-4-2 pelo 4-1-4-1, Recuou Arevalo Rios para ser uma espécie de terceiro zagueiro, mais adiantado. Passou a marcar duramente Neymar. O craque brasileiro não conseguia flutuar mais. Tabarez tirou Cebolla Rodriguez e colocou Tata Gonzalez. Ele, com muito esforço e raça, passou a ajudar Alvaro Pereira. Cavani passou a jogar pela esquerda, de área a área.

Suárez era o único atacante. E que atacante!!!! Empatou o jogo logo a cinco minutos, deixando David Luiz na saudade. Como sempre, aliás. E o Brasil murchou. E o Uruguai cresceu. Os brasileiros começaram a bater muito e as dificuldades técnicas de David Luiz vieram à tona novamente. Não tem noção de espaço, não marca bem, não tem velocidade. No final do jogo, cabeceou uma bola para trás e Allison conseguiu defender o chute de Suárez.

A situação estava tão favorável que Tabarez resolveu arriscar. Tirou o meia Carlos Sanchez e colocou o atacante Christian Stuani. Correu riscos, sim, pois Fucille teve dificuldades para marcar Neymar, que foi para a ponta esquerda.

O Brasil sofre com a falta de um armador. Não tem um centroavante. Neymar deveria ter jogado como Messi, fora da área para receber a bola, mas dentro dela após um curto pique. Não foi assim. David Luiz foi muito mal novamente. Filipe Luiz é limitado. Fernandinho e Luis Gustavo são fracos.

Mas a maior diferença estava em campo. Eles tinham um Maestro (Mestre). E nos, um Dunga


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