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Palmeiras vence São Bernardo e a frescura
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Menon

Dudu foi o comandante da vitória verde contra o São Bernardo. Fez o primeiro gol e sofreu o pênalti que resultou no segundo. Foi um jogo de dois times bem montados e organizados. O São Bernardo defende bem e não rifa a bola. Sai da defesa tocando a bola, trocando passes. O Palmeiras sofreu apenas um gol em três jogos. Está bem na defesa, mas ainda erra na frente. Natural, quando se vê Guerra ainda desentrosado e quando não se ve Borja em campo.

Há alguns problemas técnicos. O maior, no momento, é Roger Guedes, que foi tão bem no ano passado. O time melhorou muito quando Michel Bastos o substituiu. Entrou com muita vontade, chutando forte, como é seu estilo. Enfim, é um time que vai crescer.

Ainda não é hora de show. É preciso calma.

E o Palmeiras crescerá com tranquilidade e em maior velocidade, cobrança exagerada. E se não houver frescura. Como fez Dudu. Qual o sentido em fazer um gol em momento duro, com jogo empatado e não comemorar? Sinceramente, é uma criancice sem tamanho. Coisa de garoto mimado, o que Dudu não é. Ou não deveria ser, por usar a cinta de capitão do time.

 

Novamente a torcida palmeirense teve dificuldades para chegar ao estádio e para fazer festa fora dele. Nas redes sociais, falava-se em uma decisão da diretoria. Frescura.

O futebol brasileiro tem tantas dificuldades – times sem dinheiro, europeus e chineses levando astros, campos ruins, árbitros sem qualidade, entidade dirigida por corruptos – e ainda esbarra em muita frescura, muita coisa de gente mimada, leite com pera…

Os jogadores do Santos, irritadíssimos com a comemoração de Cueva, com a mão em curva na orelha. A comemoração foi imortalizada por Juan Roman Riquelme. Foi feita por Cueva em todos os gols que fez pelo São Paulo, pelo menos nove. Mas é preciso jogar para a torcida. E la foi Leandro Donizete, comandando Thiago Maia e Yuri. Pressão no juiz, um banana. Amarelo para o jogador.

E o amarelo para Willian no jogo do Palmeiras contra o São Bernardo. Ele se enroscou no pé do zagueiro e caiu. Não foi penalti. E não foi simulação. Foi um choque, apenas isso. Mas levou o amarelo.

Quer outra frescura? Treinador colocando a mão na boca para falar com jogador que vai entrar em campo. Eduardo fez assim com Michel Bastos e Veiga. Será que o São Bernardo tem um especialista em casa, de frente para a televisão, para decifrar a instrução? Se tiver, o que faria? Ligação imediata para o treinador Vieira? É muita obsessão com segurança, é muita paranoia. Frescura.

Ceni fez o mesmo no jogo contra o Santos, na saída do primeiro tempo. Foi conversando com a mão na boca. Na boa, acho que fica até difícil para o jogador entender o que o treinador quer falar.

Tudo muito chato, não acham?


Estreia o instigante Santos de Dorival Jr, o favorito do Paulistão
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Menon

dorival-juniorHoje, tem velha novidade no calendário. Começa o campeonato paulista. O Santos faz sua primeira partida e há a certeza de um futebol alternando posse de bola com velocidade, como foi no ano passado. É o meu favorito.

Dorival Jr foi o único técnico mantido entre os grandes. O vice-campeão Audax manteve Fernando Diniz, mas perdeu muitos jogadores e não vejo possibilidades de a bela campanha do ano passada ser mantida.

O Santos, não. Manteve o treinador e o elenco que fez um bom brasileiro. E trouxe reforços pedidos e aprovados pelo treinador. Dorival teve todo o controle das negociações e chegou a recusar o zagueiro Felipe Trevizan, do futebol alemão. Recusou um zagueiro internacional, mesmo tendo zagueiros contundidos como Gustavo Henrique e Luiz Felipe.

O motivo é simples: Dorival pretende jogar com apenas um zagueiro, possivelmente Cleber. Seu parceiro possivelmente será Renato. Mas hoje a dupla santista terá Lucas Veríssimo e Yuri. Um zagueiro e um volante com boa saída de bola. Uma experiência que já foi iniciada e treinada no ano passado.

A linha defensiva é móvel.

Começa com quatro: Ferraz, Veríssimo, Yuri e Zeca.

Com a bola, Yuri avança e a linha fica com três.

Sem a bola, atacado, a linha tem cinco jogadores, com o recuo de mais um volante, como Thiago Maia ou Renato ou Donizete.

Além destas variações, o time tem Lucas Lima como armador, Rodrigão centralizado, Copete na direita e Victor Ferraz, aberto na direita, ou no meio, formando dupla com Lucas Lima.

É um time que pode ser campeão jogando futebol bonito. Uma dádiva


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