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Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Menon

Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Fica, Zé Roberto. Fora, Marcão
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Menon

Uma lembrança recente, verdadeiro fantasma, atazanou a vida do zagueiro Marcão, da Portuguesa do Rio. Uma lembrança antiga, verdadeiro bálsamo diante do presente tão ruim, se transformou em uma linda homenagem a Zé Roberto, que, aos 43 anos, voltou a defender a sua Portuguesa, que ajudou a levar ao vice-campeonato brasileiro de 1996.

O herói e o vilão se encontraram na primeira rodada da Copa Rubro-Verde, que reuniu Associação Portuguesa de Desportos, Associação Portuguesa Londrinense, Associação Atlética Portuguesa (de Santos) e Associação Atlética Portuguesa (Ilha do Governador, do Rio). O primeiro jogo reuniu as Portuguesas do Rio e do Santos.

E começou a perseguição ao esforçado zagueiro Marcão, da Portuguesa carioca. A bronca vem do ano passado, quando Marcão fazia a dupla de zaga da Portuguesa de Desportos com Gabriel. O time chegou às semifinais da Copa Paulista, mas foi eliminado pela Ferroviária. Era a última chance de conseguir uma vaga para a Série D. Marcão, que estava emprestado, voltou ao Rio, mas, antes, criticou a falta de estrutura da Portuguesa.

Foi o bastante para que virasse a Geni da primeira rodada. O torcedor da Lusa é passional. Ele pode falar mal, mas ah se alguém resolve apontar um defeito de seu time. E foram 90 minutos de vaia. E de apoio à Briosa, de Santos. O jogo terminou 2 x 2 e foi para os pênaltis.

Cleitoooooon, Cleitoooooooon….

O goleiro da Portuguesa Santista nunca teve tanto apoio na vida. Seu nome era gritado a cada cobrança, como forma de apoio. Não adiantou. Os cariocas fizeram os cinco pênaltis e foram para a final. E tome vaia para Marcão, quando se aproximou da saída de campo, rumo ao vestiário.

Será que ele fica?

A pergunta tomava conta da torcida da Lusa, agrupada atrás de um dos gols. Ele é Zé Roberto, uma das grandes revelações da história do clube, jogador que fez sucesso na Alemanha e que jogou duas Copas do Mundo.

Fica, nada. O cara se aposentou no Palmeiras, tem um bom salário e vai jogar a Série A 2. Já pensou se cai a mancha a carreira?

Fica, sim. São só 15 jogos, dá para se acertar com o Palmeiras e ajudar a gente.

Zé teve seu nome gritado no início, durante e no final do jogo. Seu currículo não admite concorrência com os que estavam em campo. Mas não é só isso.

Quem é este zagueiro aí?

Não sei, não. Nome na Portuguesa é difícil.

O diálogo entre dois torcedores é revelador. Nos últimos anos, a cada semestre, sai uma barca do Canindé. E chega outra. Jogadores e jogadores que não impedem rebaixamentos sucessivos. Nos últimos dois anos, o time escapou do rebaixamento para a Serie A-3 na última rodada.

Mesmo assim, a torcida canta, orgulhosa

Luta, Luta,

Pela camisa e pela glória

Hoje, temos de ganhar.

Havia outros gritos. Zé Roberto é da Leões. E a autolouvação dos Leões da Fabulosa, dizendo que dão porrada em gambá, pó de arroz, na porcada, no time da baixada, jurando que já bateu em mais de mil e que já apavorou até no Rio.

A Portuguesa foi bem melhor e venceu por 2 x 0. E a espera da torcida, era por Zé Roberto. Enquanto ele não vinha por conta de uma entrevista para a televisão no meio do campo…vaias para o repórter que ousava segurar o ídolo.

Zé não vinha, mas o zagueiro da Portuguesa Londrinense vinha. Muito magro e com uma cabeleira afro dos anos 70, foi homenageado com direito a nome de jogador belga.

É Felaini, é Felaini, é Felaini;

Felaini abanou a mão e foi tragado pelo túnel.

Zé Roberto veio em seguida, com a mão no coração e depois acenando para os Leões da Fabulosa.

Fica, Zé Roberto, Fica….

Era uma súplica, um desejo imenso de voltar no tempo, quando o craque tinha 21 anos.

Ele fica. Até domingo. Depois, é hora da Lusa caminhar com suas próprias pernas. Com as pernas de marcões.


Zé Roberto e a despedida de um gigante
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Menon

Em 1997, o Brasil fez um acordo com a Bolívia: levaria seus principais jogadores à Copa América (Ronaldo inclusive) desde que mandasse seus jogos longe da altitude.

La Paz e seus 3640 metros de altitude só em caso de final. Contra a Bolívia. E foi o que se deu. Os bolivianos e seu quadrado mágico (Wladmir Soria, Erwin Sanchez, Etcheverry e Baldivieso) foram bem e chegaram à final.

O jogo não foi fácil. Edmundo marcou e logo Erwin Sanchez (tinha o apelido de Platini, que Platini não nos leia) empatou. No segundo tempo, Ronaldo marcou o segundo aos 34 minutos. E o placar foi finalizado com um minuto de acréscimo, com gol de Zé Roberto. Nada de altitude contra o garoto de 23 anos, que sempre cuidou do físico.

Hoje, 20 anos depois, ele se despede da carreira. Vinte anos ou quase isso em alto nível. Lembremos que estreou na Portuguesa em 1994, formando o time que seria vice-campeão brasileiro dois anos depois. Há outros números que mostram a longevidade. Há dez anos, em 2007, abdicou da seleção porque achou que era hora de dar lugar a jovens. Recusou o convite de Dunga para a Copa América. Estava jogando muito no Santos, com a 10. Se quisesse, chegaria aos 100 jogos. Parou nos 84. Um ano antes de parar, fez um gol contra Gana, na Copa da Alemanha. A segunda que disputou, esteve também na França-98.

Ficou fora de 2002, justamente por haver jogado mal na derrota para a Bolivia, por 3 x 1 no ano anterior.

Em 2005/2006, Parreira o chamava de “facilitador” por jogar de forma descomplicada e por dar gás para o quadrado mágico brasileiro, com Kaká, Adriano, Ronaldo e Ronaldinho.

Um jogador técnico. Poucas vezes vi laterais com tanta habilidade, representante de uma estirpe que teve Júnior, Marinho Chagas, o outro Júnior, Leonardo e agora Marcelo. Zé, além de técnico, era forte. Por isso, teve tanto sucesso no futebol alemão, no Bayer Leverkusen, no Bayern de Munique e, menos, no Hamburgo. Fracasso? No Real Madrid?

Mais longevidade. Zé Roberto ganhou três vezes a Bola de Prata. Enter o primeiro prêmio (1996, na Lusa) e o terceiro (2014 no Grêmio), foram 18 anos. Entre eles, há ainda 2012, novamente o Grêmio.

Pouca gente jogou tanto e tão bem. E sempre com dignidade, sempre respeitando a camisa, o time e o futebol.

É um grande que se vai.

O post foi feito após uma conversa com o amigo Luis Augusto Monaco.

Tags : zé roberto


Covardia contra Egídio
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Menon

Decapitação de João Batista, de Caravaggio

 

Agora, sim, está tudo resolvido no Palmeiras. O planejamento foi muito bem feito, Alexandre Mattos gastou muito bem o dinheiro do clube, a dona da Crefisa não adora um holofote, tudo, tudo está certo. A perda do Paulista, do Brasileiro, da Copa do Brasil, tudo está certo. O único culpado é o Egídio.

Esse é o recado da diretoria do Palmeiras ao repreender publicamente o jogador. E, não satisfeita, em puni-lo financeiramente. E por que Egídio foi

Decapitação de João Batista, por Benedito Calixto

punido? Por beber antes do jogo? Por frequentar baladas? Por chegar atrasado em treino? Por tramar a queda de treinador? Por agredir algum dirigente?

Não, Egídio foi repreendido e punido por mandar um torcedor tomar no…. Na verdade, ele respondeu a ofensas do torcedor no aeroporto? Ao fazer isso, Egídio se tornou o bode expiatório perfeito. Sua cabeça foi entregue à torcida, como a cabeça de João Batista foi entregue, por Herodes, em uma bandeja, à bailarina Salomé.

Uma covardia imensa e reveladora da maneira tíbia como os dirigentes dos grandes clubes se comporta diante da torcida. A torcida é uma entidade mítica que não pode ser confrontada nunca. O jogador pode fazer tudo de errado possível, pode afrontar as regras mínimas do profissionalismo, mas se ousar se defender de um desocupado qualquer, é repreendido e punido.

E o que falar de Egídio?

Até o mais desligado periquito da Austrália, sabe que ele é um jogador de bom chute e de pouco poder defensivo.

Mesmo assim, ele veio para o Palmeiras.

Até o mais tenro porquinho sabe que um jogador de pouco poder defensivo, precisa ser bem protegido.

Mesmo assim, Alberto Valentim escalou o Palmeiras com marcação alta, deixando-o no mano a mano,

Egídio, como qualquer vidente inexperiente da Praça da República poderia prever, falhou.

E ele, sob pressão, rebateu um desocupado.

E, pronto está resolvido.

Foi repreendido, foi punido, será afastado do time e do elenco.

E Alexandre Mattos continuará gastando os tubos, sem conseguir dois laterais de alguma qualidade defensiva para o time. Liberou Robinho para ter Fabiano e Fabrício. Não deu certo. Trouxe Myke, Michel Bastos, Zé Roberto e nenhum deles garantiu que Egídio, sempre contestado, fosse para a reserva.

E segue o baile. Borja custou milhões. Cuca não gostou. Veio Deyverson, que custou milhões.

Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval.

Esquece. A culpa não é de Galiotte, não é de Leila, não é de Cuca, não é de Valentim, não é de Mattos.

É de Egídio, que ousou enfrentar um imbecil.

Um imbecil que é encarado como a Torcida, a entidade mística que não pode ser contestada.

O Palmeiras não merece Egídio. Mas também não merece a covardia de quem o dirige.

 

 


Palmeiras corre atrás do tempo perdido. Esperança é verde
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Menon

A vitória sobre o Botafogo foi a terceira seguida do Palmeiras. O time conquistou 13 pontos nos últimos cinco jogos, o que dá um aproveitamento de 86.7%. No mesmo período, o Corinthians venceu duas partidas e empatou três, o que dá um aproveitamento de 60%.

Até aonde o Palmeiras pode chegar? Difícil dizer, mas está na briga, ao contrário do que se poderia supor na partida imediatamente anterior à atual série de cinco. Foi a derrota em casa para o Corinthians, o que deixou a diferença entre ambos em 16 pontos. Agora, é de “apenas” 12.

O Palmeiras tem time, tem elenco e tem técnico. Sua ascensão pode levar a um segundo turno muito mais produtivo que o primeiro. Mas, para o sonho se concretizar é necessário que o Corinthians fraqueje, o que não tem acontecido, principalmente em grandes partidas fora de casa.

A vitória do Palmeiras foi concretizada com um passe perfeito de Zé Roberto para uma conclusão “centroavantística” de Deiverson, quase um coice na bola. O jogo, então, era muito rápido, praticamente sem parar no meio de campo. O Botafogo tinha apenas Bruno Silva como volante, atrás de João Paulo e Leo Valencia, com Brenner, Guilherme e Pimpão no ataque. O Palmeiras tinha Thiago Santos como volante, Zé Roberto e Rafael Veiga armando, Dudu aberto, com Deyverson e Borja no ataque.

Um final de jogo eletrizante, que premiou o Palmeiras. O Palmeiras, que marcou primeiro, no finalzinho do primeir tempo, com gol contra do bom Igor Rabello. Um gol que fez o Botafogo mudar suas características já no início do segundo tempo, com a estreia do bom meia Leo Valencia em lugar do volante Lindoso. Valencia mostrou bom futebol, inclusive no início da jogada do empate, que contou com erro de Jaílson.

Palmeiras em ascensão. Sai Jaílson e volta Prass. Força de elenco.

O sonho é difícil. Mas a esperança é verde.


Eduardo caiu. Não é o único culpado
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TECO TECOCONFIRMADA A QUEDA DE EDUARDO BAPTISTA.. MANTENHO O POST COMO ESTAVA.

 

A demissão de Eduardo Baptista é uma possibilidade que pode se concretizar em pouco tempo. A cultura no Brasil é de pouco tempo para o treinador mostrar resultados. E, convenhamos, nem é tão pouco tempo assim. Nas redes sociais, muita gente pede sua cabeça mesmo antes da derrota para o Wilstermann.

O discurso da narrativa que “Eduardo Baptista é um piloto de teco teco dirigindo um boeing” tomou corpo e ares de certeza absoluta. Mas ela é verdadeira?

Evidentemente o Palmeiras está rendendo abaixo de suas possibilidades. E tem a ver com o treinador, sim. Afinal, ele já está lá há mais de cem dias e o time tem um comportamento muito longe do que se poderia exigir.

Não tem identidade. Joga com dois, joga com três zagueiros, joga no 4-2-4 com a defesa escancarada, joga com Borja, joga com Willian, com Egídio, Zé Roberto… A única identidade que o clube tem é acreditar demais – a meu ver – na questão da raça, da entrega, da luta, o que, muitas vezes, é prejudicial. Tem a cara do discurso de Felipe Melo e não tem a cara do treinador. Que, observe-se, adotou o discurso belicoso como um mantra,

Mas, a favor de Eduardo Baptista, o elenco do Palmeiras é mesmo um boeing. O elenco, não o clube. O clube é muito maior que metáforas podem sugerir. E o elenco? Está à altura da fama? Está se comportando à altura da fama que tem?

Há muitas dúvidas:

Fernando Prass fez um pênalti infantil contra o Wilstermann. Fez outro pênalti infantil contra a Ponte. Não foi marcado. O desempenho que o credenciou a ser um ídolo, já apareceu novamente, depois que ele voltou ao time, após a contusão?

Jean fez uma partida horrível na Bolívia, com duas falhas inadmissíveis. Ele sempre foi um jogador constante, sem muito brilho e com pouquíssimos erros. Como Fábio Santos. Não está sendo assim.

Fabiano foi contratado por ser um lateral alto e forte, capaz de ajudar na bola aérea defensiva e ofensiva. Está valendo?

Vitor Hugo é o mesmo rapaz simpático do ano passado, mas o futebol caiu.

Zé Roberto e Egídio são mesmo garantia de qualidade na esquerda? A idade chegou para Zé?

Tchê Tchê está sentindo a falta de Moisés?

Borja está muito tímido? Ausente do espírito do time? Hoje, a pergunta Pratto x Borja (quem é o melhor), aponta para o argentino. E olha que Borja nem fez gol contra de cabeça?

Roger Guedes hoje vai? Ou não vai? O que se pode esperar dele a cada jogo?

São pontos a serem ponderados. Mesmo Dudu, que peço na seleção, foi mal na Bolívia.

O treinador, agora sem interrogação, não é o único culpado pelo mau momento do Palmeiras. O time não é um teco teco, mas também não tem se mostrado o boeing que foi vendido pela diretoria e por Alexandre Mattos. Lembram que, desde o ano passado, cada jogador apresentado fala na disputa do Mundial. E, amigos, só houve uma vez em que se ganhou um Mundial sem passar pela Libertadores.


Começa o saldão de Alexandre Mattos, o gastador. Quem vai levar?
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Menon

alexandremattosApós as eliminações no Paulista e na Libertadores, o Palmeiras começa a preparação para o Brasileiro. Cuca disse que precisa de novos jogadores e também deixou claro que alguns serão dispensados para “enxugar” o elenco.

Há realmente um excesso de jogadores. Fiz uma busca no site oficial do Palmeiras e vi que há 21 atletas disputando as quatro vagas disponíveis para meias e atacantes. Muita gente vai sair. Os mais cotados são o atacante Luan e o meia Fellype Gabriel, que sofreram com contusões e não atuaram na temporada.

A lista do Palmeiras:

ATACANTES – Cristaldo, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Lucas Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, Roger Guedes e Luan.

MEIAS – Cleiton Xavier, Robinho, Allione, Regis, Moisés e Fellype Gabriel.

15 para quatro vagas. Se o treinador levar oito para o jogo, sete ficam de fora, apenas treinando. Muitas vezes fazendo bico. Aqui, parece natural que o facão passe por Fellype Gabriel, Luan, Moisés e Régis. Os três últimos foram contratados em 2016 e praticamente não são utilizados (Moisés vinha bem, mas sofreu grave contusão). São fruto da falta de planejamento de Alexandre Mattos, que pega o dinheiro de Paulo Nobre e gasta sem pensar no amanhã.

Além destes, Erik não tem rendido o que se esperava. Cristaldo e Rafael Marques vão ser ameaçados duramente por Roger Guedes. Lucas Barrios vai continuar se ficar na reserva de Alecsandro, algo muito justo pelo que se viu até agora?

Indiscutível mesmo é Gabriel Jesus.  Dudu, Cleiton Xavier, Robinho, Alecsandro e Roger Guedes estão bem cotados.

VOLANTES – Arouca, Gabriel, Jean, Mateus Sales, Rodrigo, Tiago Santos

Seis para duas vagas. Dois em campo, dois no banco e dois no ócio. Cuca, após a eliminação para o Santos, disse que o Palmeiras tem muitos jogadores jovens, que ainda vão dar alegrias mas que não estão prontos. Pe-ri-go, pe-ri-go para Sales. Arouca ainda não rendeu o que se esperava. Jean foi deslocado para a lateral. E Rodrigo, também chegado há pouco, se contundiu e nem estreou.

LATERAIS – João Pedro, Lucas, Victor Luiz, Egídio e Zé Roberto

O deslocamento de Jean para a direita é um sinal de que a batata de Lucas e Joao Pedro está assando. Na esquerda, Zé Roberto conta com a polivalência que pode lhe garantir também um lugar como volante ou meia. Victor Luiz corre perigo.

ZAGUEIROS – Vitor Hugo, Thiago Martins, Edu Dracena, Nathan, Leandro Almeida e Roger Carvalho.

Muita gente vai rodar em uma área onde apenas Vitor Hugo mostra constância. Edu Dracena ainda não mostrou o futebol do Santos. Alias, esse mesmo futebol não havia sido mostrado no Corinthians. Thiago Martins é um jovem em busca de oportunidades que Nathan, outro jovem, não teve recentemente (em 2014 jogou bastante). Leandro Almeida está queimado e pode fazer parte da negociação com Roger Guedes. Já Roger Carvalho não mostrou muito serviço quando jogou.

São 32 jogadores, fora os goleiros. Cuca vai pedir pelo menos um zagueiro e um volante. Muita gente vai sair. Façam suas ofertas, afinal não há comedimento no planejamento do perdulário Alexandre Mattos.

 

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Cuca vence Tite. E, fora do campo, perdemos todos nós
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Menon

O clássico teve ingredientes que se tornarão inolvidáveis. Prass defende um pênalti e na sequencia, Cássio falha. O Corinthians perde seu quarto pênalti em seis cobranças e Dudu, que saiu do banco, faz de cabeça. O Santo Google nos informa que Cássio te 1,96m e Dudu, 1,67m. Uma régua de diferença.

Cuca surpreendeu ao abrir mão do onipresente 4-2-3-1, que, em minha opinião, engessa muito os times. Formou uma segunda linha de quatro, com Arouca, Gabriel, Robinho e Zé Roberto. Todos muito combativos. Zé Roberto dando uma mão incrível a Egídio, fechando o lado direito do Corinthians.

O Palmeiras pressionou bastante. Até achei que o gás acabou ali pelos 35 minutos, mas foi melhor no primeiro tempo, sem dúvida. No segundo, manteve a intensidade contra um Corinthians que parecia meio desconectado do jogo. Tite tirou Elias e colocou Maicon, formando o tal 4-2-3-1, igualou o jogo, mas aquele minuto em que uma defesa de pênalti foi sucedida por uma desastrada saía de gol, definiu tudo.

Fora de campo, houve enfretamento e morte. O de sempre.

Eu sinto vergonha, como cidadão que paga impostos, de ver a PM sendo usada para fazer escolta de delinquente. A violência é enorme cidade, as mortes não param e a PM, como se fosse uma entidade beneficente vai escoltar essa gente.

Aliás, a atuação da PM é muito contraditória. Em dia de jogo, escolta torcida organizada. Fora dos dias de jogo, resolve invadir a sede da Gaviões, que, coincidentemente, no dia anterior e em vários outros tem feito manifestações contra o deputado Fernando Capez, que tem seu nome envolvido em roubo de merenda escolar. Como diz um grande amigo, que hoje está muito feliz: “roubar é feio, roubar de criança é horrível”.

Deixemos claro, nada está provado contra Capez. Como não há nada provado contra a presidenta Dilma. E ela, ao contrário de Capez, merece ainda mais o exercício da dúvida, porque nunca foi citada, como ele. E Capez, todo garboso, com sua camisa da seleção, a acusa de corrupção. Então, não pode reclamar da Gaviões.

Os cartolas que dirigem os clubes, que são “donos” da paixão brasileira (há quem diga que seja a segunda paixão brasileira) são cúmplices de violência e de assassinatos.

Eles dão dinheiro para as organizadas. Dão dinheiro para o carnaval. “Apenas R$ 150 mil”, diz o Leco.

Mais que dinheiro, os dirigentes dos clubes permitem que as organizadas sequestrem os símbolos dos clubes. Permite que faturem milhões. Não cobram nada. Permitem que ganhem muito dinheiro e, com ele, comprem até armas – quem duvida – que espalham mortes e terror pelos campos, pela cidade e por Oruro.

Assim, com tamanha cumplicidade, não consigo aderir à sensata tese dos amigos Rodrigo Vessoni e Vitor Guedes. Eles defendem punição aos bandidos e não aos clubes. Parece acaciano. Mas como a PM não serve para dar paz à população e como os cartolas são cúmplices, eu não concordo não.


Asterix derrotou o Palmeiras
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Menon

Há algumas maneiras de explicar a derrota do Palmeiras. O time abusou dos cruzamentos aéreos no segundo tempo. Houve desatenção nos dois gols. Houve falta em Cristaldo no segundo gol. Faltou tranquilidade.

Tudo bem, tudo correto. Tudo verdade.

asterixMas, e o Nacional?

Construiu uma dessas vitórias charruas. Vitória gaulesa, com Asterix e Obelix sitiados e vencendo os romanos.

Bons no jogo aéreo, fazendo muitas faltas, fazendo cera, mas com um coração enorme. Os puristas podem dizer que não é futebol. Pode ser. Mas é paixão. E paixão e imprescindível ao futebol.

Quanto à cera, o juiz deu cinco minutos de acréscimo nos dois tempos. Foram 100 minutos de futebol.

E Dudu falou a bobagem que “ninguém gosta de brasileiros”. Mimimi. Lembremos que a falta de Leo Gamalho (vermelho) foi semelhante à de Zé Roberto (amarelo) logo no início. E que o brilhante Gabriel Jesus fez uma falta duríssima no primeiro tempo. Não levou amarelo. Em seguida, levou uma falta ainda mais dura que deu vermelho a Fucille.

Foi vitória uruguaia, com muita raça. E, que fique claro, o Palmeiras também foi um poço de boa vontade. Correu atrás da bola, teve amor e suor. Muito diferente das derrotas do São Paulo.

Agora, o Palmeiras faz duas fora. O Rosario faz duas em casa. E o Nacional faz três no Uruguai.


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