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Roger Guedes, o maior erro de Alexandre Mattos
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Menon

Roger Guedes é um dos destaques do Brasileiro. Talvez o maior deles. Com a camisa do Galo tem sido pródigo em gols e passes decisivos. E ainda tem vínculo com o Palmeiras. E porque faz a alegria dos atleticanos e não dos palmeirenses.

Na verdade, no ano passado, Guedes fazia a irritação dos verdes atingir níveis estratosféricos. Jogava bem um dia e mal nos outros dois. E, em muitos jogos, dava a impressão de ter ficado no ônibus e nem entrado em campo.

A solução foi um empréstimo.

É a solução mais fácil e não a mais correta.

O principal questionamento da situação é o seguinte: por que ele joga lá e não joga aqui?

Culpar o jogador é fácil, é lavar as mãos. Afinal, se o Palmeiras acreditou que poderia tirar Michel Bastos de seu sono eterno e incutir doses de responsabilidade em seu futebol, por que não fazer o mesmo com Guedes?

Como o Palmeiras tem muito dinheiro – é um fato e não uma crítica – não existe paciência com jogador. Vai lá e compra outro. E nem sempre essa ação agressiva é bem vista. Vamos lembrar três casos com Cuca.

Ele não gostava de Borja e pediu um novo atacante. Veio Deyverson, que tem uma indisposição amorosa com a bola.

Ele não gostava de Felipe Melo. Em vez de não escalar, o que é seu direito, afastou jogador dos treinamentos, o que a lei não permite. Melo foi buscar seus direitos e foi reintegrado. Hoje é fundamental ao time. E foi um dos causadores da saída de Guedes, que não gostou de um trote dado por ele.

Cuca queria mais um atacante. Pediu Richarlison, do Fluminense. O Palmeiras combinou tudo com o jogador e esqueceu de falar com o Flu, que se recusou a fazer negócio. Lógico, havia a possibilidade futura de uma negociação com o Exterior, o que se confirmou. Cuca chegou ao cúmulo de dar uma entrevista dizendo que havia falado com Abel, treinador do Fluminense, e garantido que ele não ficaria na mão. Que ele, Cuca, cederia alguns jogadores ao Flu. Ora, Alexandre Mattos ganha bem para Cuca dar uma entrevista dizendo que Abel receberia novos jogadores?

O caso mais recente foi o de Scarpa. O Palmeiras acreditou nos mesmos empresários que haviam quebrado a cara no caso Zeca. Disseram ao jogador que ele seria liberado e iria para o Corinthians. Quando viu que não era nada disso, Andrés pulou fora. E Zeca só saiu em troca de Sasha.

Bem, Alexandre Mattos deixou o Fluminense de lado e foi buscar o jogador, pagando diretamente a ele e a seus empresários. E a Justiça deu ganho de causa ao time carioca. Como fica? Os empresários devolverão o dinheiro e o Palmeiras o repassará ao Flu? Seja qual for a solução, Scarpa, se vier, somente em agosto.

Esse deslumbramento com dinheiro fácil é perigoso. Leva de erros menores como as contratações de Roger Carvalho, Fabiano, Fabrício, Michel Bastos e Juninho, até a perda do destaque do Brasileiro, passando por constrangimentos com um time rival. Constrangimento ainda mais desnecessário porque se transformou em derrota. Duas vezes.

 


Raí dá uma lição em Andrés e Mattos
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Menon

(PAULO BATISTA MOSTRA A PRESSÃO SOBRE AGUIRRE)

OCorinthians anunciou a contratação de Zeca. E acabou na Internet, vítima de memes de santistas ironizando a derrocada do negócio.

O Palmeiras pagou 6 milhões de euros a Scarpa e seus agentes para ter o jogador. Muito? Nem tanto, afinal não pagaria um mísero centavo ao Fluminense. E Scarpa voltou a ser jogador do Fluminense.

Nos dois casos, os jogadores eram assessorados pela OTB, a mesma empresa que se referiu a Petraglia, presidente do Furacão, como senil e aconselhando a família do dirigente a procurar auxílio médico.

Por enquanto, a garantia dada pela OTB ao Palmeiras resultou em uma foto 2×2 de Scarpa, no BID, como jogador do Fluminense. Por enquanto, a garantia dada ao Santos de que Zeca venceria na Justiça virou bolinha de sabão.  A OTB afinou na hora de se responsabilizar pelo pagamento de uma multa de R$ 50 milhões, em caso de vitória do Santos na Justiça. Não seria um devedor solidário com o jogador. Jogou tudo nas costas de Andrés.

Scarpa ainda pode voltar ao Palmeiras. Como explicou o amigo hiran (@hemurbach) ainda há um julgamento e a tendência é a derrota do Fluminense e seus advogados, o que configuraria a queda de uma invencibilidade de décadas.

Mesmo assim e mesmo se Zeca for parar no Corinthians, a ação predatória de clubes com dinheiro sobre clubes devedores é muito ruim para o futebol. E, sim, eu sei que o Palmeiras foi vítima muitas vezes da mesma ação por clubes como o próprio Fluminense, nos casos Martinuccio e Thiago Neves.

Não, o Palmeiras não é o vilão. Não há vilões quando todos agem do mesmo jeito. Farinha pouca, meu pirão primeiro. Todos pensam em si, todos agem conforme seu interesse, nunca alguém pensa em uma união de grandes clubes em prol do futebol brasileiro. Andrés falou eu união contra a CBF, mas foi ele que implodiu o Clube dos 13. Não tem moral para falar em união.

Nesse contexto, foi importante a atitude de Raí, representando o São Paulo (que muitas vezes foi o predador) na questão de Scarpa. Sempre deixou claro que não iria à Justiça e que tentaria uma negociação com o Fluminense. Quando Scarpa ficou livre (agora está preso), afastou-se da negociação. Mesmo porque não teria dinheiro para competir com o Palmeiras.

Raí deu um exemplo de como os grandes deveriam agir em casos assim. Não se trata de união contra os jogadores, o que seria odioso, mas apenas de respeitar o mau momento vivido por um rival. Poderia ser um passo rumo a uma união que fortalecesse a todos.

O Palmeiras não pensou assim. O Corinthians não pensou assim.

E, mesmo com auxílio da Justiça ou bancado por muito dinheiro, ficaram sem os jogadores.

Pode até dar certo, haver  uma reviravolta, mas, nesse caso, o futebol perderia.

O salve-se quem puder não ajuda na profissionalização e em relações republicanas entre os grandes clubes do Brasil.

PS – É preciso deixar claro, claríssimo, que clube que não paga salários em dia está cometendo um crime.


São Paulo não consegue enfrentar o River Plate. E ainda, Jô, Mina e Profeta
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Jô, Hernanes, Mina e Pratto….Atenção, senhoras e senhores, nada indica que serão os únicos ou os últimos. A barca vai continuar levando jogadores brasileiros para Japão, China, Barcelona e…até Buenos Aires. Pouco há o que fazer. Os clubes brasileiros não conseguem se organizar e competir com ninguém.

A exceção é o Palmeiras. A saída de Mina já era um fato. Ele ficaria até o final do semestre, mas o Barcelona bateu o pé, abriu a carteira e lá se vai o zagueiro bailarino. O caso é emblemático. Um clube brasileiro consegue um grande negócio, trazendo um ótimo zagueiro aqui da América do Sul, consegue fazer um bom negócio, mas Barcelona é Barcelona.

O caso mais triste é o de Pratto. Ele escancara toda a fragilidade do São Paulo. Um gigante, com um estádio maravilhoso, com dos centros de treinamento e com um currículo de ótimas vendas, o que é sinônimo de dinheiro em caixa. Um clube assim é tão mal administrado por anos a fio que não consegue competir com o River Plate, da vizinha Argentina. Um River Plate que flertou com a bancarrota há tempos, que foi para a série B e que se recuperou. Leco poderia fazer um estágio lá, com os millonários.

Hernanes estava aqui de passagem, todos sabiam. Infelizmente, para o torcedor do São Paulo, foi uma passagem curta.

Jô estava na pior, veio para o Corinthians, se recuperou e agora vai ganhar mais dinheiro lá no Japão.

Quem mais sofre entre os três grandes é o São Paulo. Principalmente por perder dois jogadores (já estou dando como certa a saída de Pratto), mas também pelo que significavam para o clube e, principalmente, pela mensagem que a saída deles transmite. Qual mensagem? Vamos brigar de novo para não cair. Apesar de um pouco pessimista, o pensamento é válido. O time passou sufoco enorme no ano passado, se recuperou e terminou o ano com uma boa base. Dorival pediu três reforços. Agora, vai precisar de cinco.

Quem sofre menos é o Palmeiras, que já havia se antecipado e contratado Emerson Santos. Se for insuficiente, sempre há possibilidade de um novo aporte, de uma nova ousadia. Quem tem dinheiro, manda buscar.

O Corinthians está acenando com Vagner Love. Deu certo uma vez. Dará novamente?

Enfim, é o velho filme. O ano começa com incertezas e mais incertezas. Uma rápida olhada para o Santos confirma. Perdeu Lucas Lima, Zeca  e Ricardo Oliveira e trouxe Romário. Quem? Romário, o lateral.


Santos, o time que não pode errar, acertou muito com Jair Ventura
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Se há um grande paulista que não pode errar, é o Santos. Tem cota de televisão menor, arrecada menos com renda em seu estádio e perdeu dois jogadores muito importantes: Lucas Lima, o arco, e Ricardo Oliveira, a flecha. Sem contar Zeca. É preciso ter mais cuidado do que ousadia. Um erro como o de Leandro Damião (a pior contratação da história do futebol brasileiro) pode trazer sérios problemas.

O primeiro acerto da temporada foi a chegada de Jair Ventura. Ele chega após um ano e meio de ótimo trabalho no Botafogo, apesar da fraquejada no final do Brasileiro, o que ocasionou a perda da vaga na Libertadores. Jair é um sujeito sério, trabalhador, fiel às suas convicções e que sabe trabalhar com elenco médio. É o caso atual do Santos, que pode e deve melhorar.

Com ele, o tal DNA ofensivo e técnico do Santos, será deixado de lado. Ele montará um time forte defensivamente e com saída rápida de contra-ataque. Bruno Henrique e Copete estão aí. É um início, mas Lucas Lima realmente fará falta.

O Santos parece ter dado um passo rumo à realidade brasileira. Não há dinheiro. O mercado de transações está baseado em trocas. Tudo na base do três por um. Logo, logo, alguém vai oferecer um frigobar novinho por um atacante velhinho. É o que tem para hoje. Causou espanto o fato de o Bahia não aceitar Moisés, do Corinthians, como parte do pagamento de Juninho Capixaba. O motivo? Moisés ganha R$ 200 mil por mês. DU ZEN TOS MIL.

É preciso parar com essa roda gigante predatória. Paga-se muito para jogador grosso. A conta explode. E o buraco é tampado com a venda de alguma revelação. Vende-se o futuro para pagar o passado. Tomara que o Santos tenha dado um passo rumo à sanidade financeira e mental. E que outros o sigam.


Robinho e Diego comandam a seleção do blog. Direto do túnel do tempo
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robinho_diego_tvi_20100901Diretamente do túnel do tempo, apresentamos Diego e Robinho. Os garotos mágicos do Santos de 2002 estão mais sérios, mais responsáveis e, 14 anos depois, são os destaques do Brasileiro. Ótimo para eles, que não conseguiram mostrar na Europa tudo o que se esperava deles, mas que tiveram carreira digna e agora são destaques no Brasileiro.

O melhor jogador, para mim, foi Robinho. Jogou como há anos não jogava. Não é mais o rei das pedaladas, mas soube se reinventar. É um armador de fino trato e ainda de boa chegada na área. Diego, seu companheiro no mágico Santos de 2002, foi o condutor do Flamengo. Chegou tarde e mostrou ser imprescindível. Diego e Robinho, como um presente vindo do passado, estão aí comandando a massa.

É isso: vivemos de reciclagem.

O Brasileiro está acabando e fiz uma seleção. Na verdade, duas: a titular e a reserva. O resultado não é agradável, mostra um perfil do futebol que temos no Brasil: veteranos que já brilharam muito, uma grande revelação, outras revelações com menos brilho e jogadores que ficarão por aqui mesmo, sem futuro internacional.

 

Seleção 1  Vanderlei, Victor Ferraz, Mina, Geromel e Jorge, Moisés, Tche Tche, Diego, Diego Souza e Robinho, Gabriel Jesus

Gabriel Jesus é o grande nome, apesar de um final de campeonato decepcionante. É a maior revelação dos últimos anos. Jorge, lateral de alta técnica, segue uma linhagem do futebol brasileiro. Tem bola para chegar à seleção. Moisés é uma surpresa. Depois de anos sem grande sucesso, mostrou-se um jogador moderno, forte e de bom passe. Ótimo na transição. Diego Souza é o jogador mais imprescindível que um time mostrou no Brasileiro. Ele é mais importante para o Sport do que o Messi para o Barcelona. Seu futebol é a diferença entre cair para a segunda e permanecer na primeira. Mina é um zagueiro de altíssimo nível. Joga como Rincón, seu compatriota. Usa o corpo como ninguém. Tche Tche é  jogador moderno, um meio campista verdadeiro, presente em todo o campo. Vanderlei, goleiro seguro e discreto, Geromel, zagueiro duro e Victor Ferraz, lateral que apoia bem, são os coadjuvantes.

Seleção 2  Muralha, Jean, Vitor Hugo, Rodrigo Caio e Zeca, Thiago Maia e Arão, Scarpa, Camilo e Lucas Lima, Fred

O veterano Fred continua sendo um matador de respeito. Faz gols. E isso é fundamental, ao contrário do que disse Parreira. Ao lado do “velho”, muitos jovens de presente e futuro, como Rodrigo Caio, Zeca, Thiago Maia e Scarpa. Revelações tardias como Muralha e Camilo, além de Lucas Lima, novamente muito bem. E Jean, como Renato, é daqueles jogadores que pouco falham. Estão sempre acrescentando algo ao time que os contrata. Renato não está aqui, mas seria uma ótima contratação para todos os times do Brasil.

Bem, são as minhas escolhas. As suas serão diferentes, com certeza. Mas duvido que haja uma grande diferença de nível. A minha como a sua refletem nosso Brasileiro: a gente torce, sofre, vibra, mas sabe que falta muito.


Palmeiras é o meu favorito ao título
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Menon

academiasegundaacademiaO Palmeiras não é o time maravilhoso que, em 1965, teve a honra de vestir a camisa da seleção brasileira e enfrentar o Uruguai naquele 7 de setembro que inaugurou o Mineirão. Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Ferrari, Dudu e Ademir, Julinho, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo. A primeira Academia, formada pelo argentino Filpo Nunes.

Não é a segunda Academia. Um time que todos da época, torcedores ou rivais, sabem de cor. Começa com Leão e termina em Nei. LeãoEuricoluispereiraalfredoezeca;dudueademir;eduleivinhacesarenei.

 

Também não é o time espetacular que venceu o bicampeonato brasileiro em 93 e 94, com Edmundo, Evair, César Sampaio, Edilson, Zinho, Mazinho, Antônio Carlos, Roberto Carlos, Cléber….

palmeiras9394Não é. Mas quem é?

Hoje, um favorito não depende apenas de suas qualidades. Há outros fatores em jogo: se o rival terá desfalques pela Libertadores, o que a janela fará com os elencos, quem virá para reforçar o time. Antigamente, um time se mantinha por décadas ou anos. Hoje, o time que faz o primeiro jogo é diferente do que termina o 38º. Quem está aqui, pode ir para lá.

É difícil apontar o favorito. Principalmente, porque a opinião fica gravada e serve para cobranças enormes nas redes sociais.

Mas o Palmeiras é favorito.

1) Tem um bom elenco

2) Tem um bom time

3) Tem dinheiro para melhorar o bom time

4) Tem um bom treinador

5) Chega em ascensão anímica. Não foi eliminado com derrotas. Na Libertadores, saiu após um 3 x 3 espetacular em Rosario e uma goleada sobre o River. No Paulista, caiu nos pênaltis.

Os três primeiros jogos do Palmeiras são Furacão, em casa, Ponte, fora e Fluminense, em casa. Pode chegar com nove pontos à quarta rodada, quando enfrenta o São Paulo, no clássico.

Os rivais estão com mais problemas.

O São Paulo pode perder muitos jogadores: Calleri, Maicon e Rodrigo Caio.  Vai formar seu elenco durante a competição. O Corinthians ainda procura ser um time confiável. A substituição dos que saíram no início do ano não foi boa. O Santos sofrerá sem Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol.

O Inter está forte, mas há tempos não corresponde. Sem Allison e com Argel, não sei não.

O Flamengo de Murici patina.

O Galo, sim, é um adversário forte.

O Cruzeiro está buscando um treinador.

Enfim, se não é uma academia, o Palmeiras está na frente dos outros.

É o favorito.

Dificilmente ficará longe da Libertadores.


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