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Decadência do Palmeiras parece não ter fim

Menon

27/03/2013 21h10

E o maratônico, fraco e por que não dizer, inútil campeonato paulista ganhou um motivo para sair do anonimato. Será conhecido para sempre como aquele paulistinha em que o Palmeiras levou seis do Mirassol no primeiro tempo de jogo. Sempre o Palmeiras. Nos últimos tempos tem sido assim:  eliminado pelo Asa da Copa do Brasil, perda do Paulista-86 para um time do interior, 6 a 0 do Coritiba….até quando?

É difícil a situação do Palmeiras. Os motivos da decadência (desculpem a palavra, mas ela é verdadeira) são os mesmos apontados a cada novo vexame: guerra fratricida entre diretores, contratações fracas, gestões desastrosas, falta de categoria de base.

Para o momento atual, podemos apontar duas outras, mais pontuais.

1) O elenco é muto fraco

 São jogadores que até podem fazer sucesso no vindouro campeonato da Segundona, mas se conseguirem o acesso e continuarem no clube,  Palmeiras pode cair de novo em 2014, ano do centenário. Caio, Ronni, Vinícius, Weldinho, Juninho – em um dos gols de ontem perdeu uma dividida pelo alto em que parecia uma criança contra um adulto – Leandro Amaro e tantos outros. Ontem, lamentava-se a ausência de Maurício Ramos, que era execrado até poucos meses atrás.

Paulo Nobre diz que deseja reerguer o Palmeiras. Isso só será possivel com um time. Se não fizer isso, não há salvação.

2) O treinador é fraco

Não é questão de culpar Gílson Kleina, mas uma pergunta precisa ser respondida: por que o Palmeiras que ele dirige é pioro do que a Ponte que ele dirigia? É para ter uma diferença tão grande assim?

A impresão que Kleina passa é a de ser um treinador com "cabeça" de time médio. Quando o Palmeiras fez o segundo gol ontem, ele gritou que tinha orgulho desse time. Legal, bonito, emocionante, mas ter orgulho de quê? De uma reação? De fibra? Ora, time grande não é para isso.

Kleina precisa desencarnar da Ponte, do Criciúma e de tantos outros times que dirigiu dignamente. Precisa entender que o Palmeiras é enorme, muito maior do que ele e passar a se cobrar mais. 

Precisa ter resultados. Precisa sonhar, pensar grande. Precisa convencer Brunoro e Nobre de que isso é verdade.

Ou, então, logo voltará para a Ponte. E não terá outra chance em time grande.

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Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.


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