Campanha para cirurgia de transplante de rim de Laura Zanata
Menon
01/04/2018 08h06
O espaço foi cedido ao amigo Renato Zanata
Histórico, progressão e custos da doença renal crônica de minha filha.
Por Renato Zanata
No final daquele mesmo ano a minha filha passou a conviver com uma rotina pesada que, até hoje, inclui, inúmeras medicações – entre elas, suplemento alimentar específico e uma ou duas injeções de Hemax (combate anemia) por semana – além das baterias constantes de exames (acompanhar a creatinina) e uma dieta rigorosa evitando proteína e sal, os grandes vilões para quem
apresenta o quadro de insuficiência renal – doença renal crônica terminal e irreversível.
Esta dieta severa vem sendo ministrada e acompanhada pela equipe da Dra. Denise Mafra, nutricionista e nefrologista, também da UFF. E, graças a esta combinação profissional e sintonia, pois ambos profissionais atuam na mesma Universidade Pública, a nossa Laura, embora tenha atingido os 10% de função renal – valor limite, último passo para diálise e transplante – está "compensada", termo médico que significa: ainda não está sentindo sintomas que exijam o procedimento da diálise.
A obediência e envolvimento de todos da família e, principalmente, dela, Laura, é que contribuem para que ela esteja se sentindo bem. Claro, os 10% de função renal já é o indicador de que a cirurgia tem que ser feita o mais breve possível (data base: 25/04), pois nos últimos meses a doença passou a evoluir rápido, o que era previsível após estes dois "longos" anos de tratamento austero.
Desde 2017, a minha filha passou a se tratar também com a Dr. Luciana Cerqueira, no RJ, e com o Dr. João Egídio, em São Paulo, médico que será responsável, juntamente com sua equipe de confiança, de realizar a cirurgia do transplante de rim, procedimento que contará como doadora, a avó materna.
Viemos sendo bem atendidos através de órgãos públicos, mas daí confiar – nesta crucial etapa que se aproxima – a vida da minha filha ao SUS, estando ciente de que o processo de tratamento dela pode correr sérios riscos? Não me refiro aos profissionais de nefrologia, mas sim, a instável qualidade e crescente precarização desse serviço (equipamentos, tempo de espera, falta de medicação) por conta de ações/descaso dos governos, federal e/ou estadual.
Em virtude dos inúmeros gastos com remédios, terapia, com a dieta específica, alguns dos vários exames de rotina, viagens à São Paulo, e agora, com parte dos custos da cirurgia, criei esta campanha no site "Vakinha", pois como ela tem apenas 15 anos, muito provavelmente terá que se submeter a outro transplante entre os 40 e 45 anos. E, embora eu milite no jornalismo esportivo,
na música e tenha escrito quatro livros recentemente, estou sem um ganho mensal certo, seguro. Sem trabalho estável desde 2011, quando fui obrigado a me desligar da TV Esporte Interativo por questões particulares.
Nesse período entre 2015 e 2018, além do e-book "Literatura de Resistência", consegui escrever – com Gustavo Roman – um capítulo extra para "Sarrià 82", na esperança de que o livro de 2012 seja lançado também na Itália, e consegui terminar a biografia, "Carlinhos Violino – Um Maestro no Meio-Campo Rubro- Negro", em parceria com o Bruno Lucena, especialista em Flamengo. Todos
eles, trabalhos prazerosos, mas, infelizmente, não valorizados monetariamente no mercado brasileiro de livros.
Link da campanha:
http://www.vakinha.com.br/vaquinha/transplante-de-rim-para-minha-filha
Renato Zanata Arnos, 51, niteroiense; formado em História; jornalista; comentarista da Rádio Fluminense AM 540; trabalhou na TV Esporte Interativo; é autor da biografia "Adílio, Camisa 8 da Nação"; coautor de "Sarriá 82 – o que faltou ao futebol-Arte?"; coautor de "América, Terreirão do Galo"; blogueiro; autor do E-book "Literatura de Resistência – Trovador Cáustico"; e músico de Blues.
Sobre o Autor
Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.