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São Paulo: três armadilhas em sete dias
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Menon

Os próximos sete dias, a partir de quinta-feira, dia 15, significam muito na vida do São Paulo neste início de ano. Podem trazer calmaria por um tempo ou a instalação de uma grande crise, resultando até na demissão do treinador. O primeiro jogo é contra o CSA, em Maceió, o segundo contra o Santos, em casa e o terceiro, uma viagem até Itu, para pegar o Ituano.

Lendo assim, parece fácil, mas os jogos possuem características impactantes.

Contra o CSA é mata. Não é mata-mata, pois se decide em um jogo só. Se o São Paulo não vencer, irá para os pênaltis. E, se perder, será um Deus nos acuda. O paralelo que pode ser feito é com o Corinthians do ano passado, que foi enfrentar o Brusque. Não saiu do empate e esteve a pique de ser eliminado nos pênaltis. Bastaria um acerto de Carlos Alberto, o Gato. Mas ele errou, o time se recuperou e Carille teve tranquilidade para trabalhar. Tê-la-ia (mesóclise para homenagear o presidente sem votos) se fosse eliminado? Difícil, talvez fosse demitido.

Além de ser uma competição traiçoeira, o São Paulo tinha como certo que a partida seria no dia 21. Foi surpreendido e teve de correr com a preparação. E talvez não tenha Militão, que está com amidalite. E já não tem Petros, suspenso.

No domingo, às 17h, aproximadamente 65 horas após a decisão, o adversário será o Santos, 24 horas mais descansado e sem viagem pelo meio. Se o time estiver classificado para a terceira fase da Copa do Brasil, o treinador até poderá poupar um ou outro jogador, mais descansado diante de uma torcida muito animada. Se for eliminado, Dorival Jr (?) escalará tudo o que tem de melhor para enfrentar o rival e uma torcida desconfiada e sem ânimo.

Se houver a classificação e um empate no clássico, prevalecerá a tranquilidade contra o Ituano. Se o empate ou derrota no clássico vier após uma eliminação, o jogo contra o Ituano terá uma dimensão dramática. E, como André Jardine está no Uruguai com o sub-20, nem se sabe quem ficará no banco.

Esta é uma análise do mundo real. Nosso futebol é assim, nosso calendário é assim. Não adianta fazer projeções como se vivêssemos na Europa. Não se trata de justiça ou não. Trata-se de “o que tem para hoje”. E ninguém vai lembrar que Dorival fez um bom trabalho em 2017 e que começou o ano perdendo Hernanes e Pratto. Ninguém vai levar em consideração que ele precisa de um lateral direito e de um homem rápido e experiente pelo lado de campo. Nada disso.

Então, em Terra Brasilis, é assim que a banda toca. A Morolândia não é europeia.

 

 


Damião não entendeu nada. Ituano foi muito melhor
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Menon

ituanooUma das coisas mais engraçadas em cobertura de baile de carnaval é quando, devido ao barulho imenso, o folião/ã não entende a pergunta e responde outra coisa. Alguma coisa assim:

Qual a sua fantasia?

Eu sou de Juiz de Fora.

Está animada hoje?

Minha fantasia é Colibri Sensual na core do Rei Salomão…

E assim segue. Perguntas e respostas desencontradas, enquanto o câmera mostra glúteos e coxas.

Fim de jogo e o repórter pergunta a Leandro Damião “o que faltou hoje”

Todo mundo tem de ser homem e continuar trabalhando para ganhar a próxima.

Nada a ver. E olha que ele poderia encontrar muitas respostas à pergunta.

O que faltou, desde o início, foi um despertador. O Santos entrou em campo de forma sonolenta, como se a vitória viesse por decreto. Afinal, um time que tem média de 2,7 gols por jogo e que enfrenta um time desconhecido, ganhará a qualquer momento.

Grande erro. O time desconhecido classificou-se em um grupo onde estava o Corinthians. Venceu o São Paulo no Morumbi. Eliminou o Palmeiras.

E entrou com muito mais gana em campo.

Não foi só isso.

Taticamente, foi muito melhor. Marcou no campo do Santos e impediu a conexão da defesa como ataque do Santos. Arouca e Cícero foram pressionados e o Santos viu-se obrigado a um 4-2-4 frouxo. A bola não chegava ao ataque do Santos.

Jackson Caucaia, ótimo volante, e Esquerdinha, atacante lateral, foram os melhores em campo. ir

O Santos ainda foi presenteado com um pênalti, que Cícero mandou muito longe do gol.

O Santos pode ser campeão, é lógico. Cicinho vai voltar. Mena vai voltar.

Mas não basta. É preciso entender o jogo. Não basta ser homem.

O primeiro passo para o título poderia ser o conhecimento do adversário. Ver como o Ituano joga. E, depois de conhecer, respeitar o adversário.

Ah, e precisa jogar bola também.


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