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Arquivo : jonathan cafu

A batalha de Helinho
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Menon

Joao Rojas foi uma boa contratação no período da Copa. Chegou, estreou bem, sem nenhum problema de adaptação e tomou conta do lado direito do ataque. Ajudou na defesa também. Quando se contundiu o São Paulo não tinha reserva e não conseguiu alguém que rendesse bem na posição. Bruno Peres e Araruna não deram certo. O esquema foi mudado para a entrada de Gonzalo Carneiro, que teve alguns bons lampejos mas também se contundiu.

O jeito foi dar chance a Helinho, uma joia reluzente da base tricolor. Fez um lindo gol contra o Flamengo, mas, já no mesmo jogo, mostrou uma fragilidade física muito grande. Comparado com Renê, que o marcava naquele dia, e com outros que vieram nas partidas seguintes, Helinho era uma criança entre adultos. Normal, ele tem apenas 18 anos.

A ideia da torcida era que Helinho se fortalecesse um pouco nas férias e voltasse com mais força e moral para assumir a posição. Pelo menos enquanto Rojas não volta, o que está previsto para abril. Previsto por ele. O clube apoata em julho. Haveria uns 300 jogos para que ele mostrasse seu valor.

Não será assim. O São Paulo contratou Biro Biro. E configurou-se um cenário ruim para Helinho. Seria reserva agora e, a partir de abril, a terceira opção. Injustiça? Não sei dizer. Não sou daqueles que acredita na base como salvação de todos os males. “Igual a esse, tem dez na base” é um exagero muito grande, seja de que time se esteja falando. Todos são assim. É estatística. Grandes times da base, grandes campeões, revelam no máximo quatro jogadores para o time principal. O São Paulo, de 2010, por exemplo, teve Casemiro, Lucas e Bruno Uvini.

Também sei que muitos jovens que brilham na base não recebem o apoio necessário dos treinadores. Basta um erro para que as chances terminem. Um bom exemplo é Lucas Perri, que já é sondado pela Fiorentina e que nunca jogou no time principal do São Paulo. A contratação de Jean serviu apenas para brecar sua evolução.

Biro Biro vai brecar a evolução de Helinho?

Biro Biro é um novo Jonathan Cafu?

Jardine, que foi treinador de Helinho na base vai lhe dar oportunidades? Se der, ele vai aproveitar?

Um bom aluno de medicina provavelmente será um bom médico. Um bom aluno de engenharia provavelmente será um bom engenheiro. No futebol, não é assim. Nada garante que o astro da base seja ao menos um jogador útil.

Helinho foi brilhante em Cotia. Agora, precisa ganhar força para poder luzir entre os novos companheiros e rivais. E precisa mostrar tudo o que sabe já nos treinos. Seu vestibular começa agora. É preciso vencer o gargalo que impede muita gente de ser no profissional pelo menos metade do que foi na base.

Talento, ele tem. Inegável. É hora de lutar. E mostrar.

 


Et nóis. O melhor ataque do mundo
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A Europa está avisada, como disse o L’Equipe. O PSG, como Átila, o Rei dos Hunos, o Flagelo de Deus, que subjugá-la.

O torcedor do PSG tem todo o direito do mundo de achar que Neymar, Mbappé e Cavani formam o melhor ataque do Planeta Terra. Mesmo porque o MSN não existe mais. Messi e Suárez perderam Neymar e viram Dembelé, o substituto, se contundir.

E o BBC é muito eficiente, matador, pode até ser o melhor de todos, mas falta magia a Bale. BBC pode ser o melhor, afinal lá está Cristiano Ronaldo, mas qual seja a sopa de letrinhas do PSG (NMC, NCM, MNC, MCN, CNM ou CMN) representa um futebol mais leve, mais fluido, mais elegante e bonito.

As deslocações envolvem também Cavani. O uruguaio saía da área quando o dono dela era Ibra. Pode sair novamente, para a chegada de Neymar, Mbappé ou dos que vêm de trás, como Draxler ou Rabiot.

Os 6×2 contra o Bordeaux foram uma aula de passes rápidos, passes curtos, bolas enfiadas, passe de letra e cobrança de falta genial. Didi, nosso Folha Seca, faria melhor. Em quantidade, talvez. Mas aquela de Neymar na manhã de sábado, foi incomparável.

O PSG parece, pelo menos externamente, haver aparado as arestas entre os jogadores. Neymar cobrou a também a falta. Neymar cobrou o pênalti. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Esperemos o próximo pênalti para ver se há um rodízio, ou se o dono do time também é o dono da bola parada.

A defesa do PSG não mostrou a mesma beleza de seu ataque. E nem a mesma eficiência. O pênalti em Cafu era desnecessário e Meunier mostrou ser o típico defensor que não perde a viagem. E o primeiro gol do Bordeaux foi uma linda linha de passes pelo meio da defesa do PSG. Logicamente, há a ressalva de que Daniel Alves e Thiago Silva não estavam em campo.

Podia ser vira cinco e acaba dez, mas o PSG tirou o pé e se contentou com “apenas” seis.


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