Blog do Menon

Arquivo : Pedro Bortoluzzo

Jardine não pode ser refém da base
Comentários Comente

Menon

O São Paulo acertou na efetivação de André Jardine. Tem currículo vitorioso na base, tem boas ideias, o clube tem investido nele e está na hora de assumir. Além disso, conhece Cotia como ninguém e pode facilitar muito a ascensão dos garotos para o time profissional.

Aí é que a porca torce o rabo. O que é um fator a favor de Jardine pode ser também uma fraqueza.

A torcida do São Paulo, em geral, adora a base. A vê como uma panaceia, como o remédio para todos os males. A solução para os contínuos erros de diretorias fracassadas e incompetentes.

Há, creiam, são-paulino “viúva” de Sérgio Motta, o meia genial que acabou na Luverdense. De Banguelê, um volante incapaz de um bom passe. De Foguete, que não decolou no Vila Nova e no Santo André. Tem gente que sente alegria em ver Pedro Bortoluzzo, que foi mal no Paraná e no Guarani, com a camisa tricolor.

Ora, um bom time sub-20, revela no máximo três ou quatro jogadores para o time profissional. Em 93, Rogério Ceni, André Luiz, Caio e Denílson. Em 2000, Kaká e Júlio Batista. Em 2010, Casemiro e Lucas. Com outros clubes, também é assim. Uma exceção é o Flamengo de 92, de Djalminha, Marcelinho, Júnior Baiano, Nélio, Paulo Nunes.

A missão de Jardine não é revelar jogador, não é mudar o estilo do São Paulo. É ser campeão. Ou, pelo menos, disputar títulos.

A base pode ajudar? Evidentemente que sim. Pode e deve. Mas não é a solução. Seria uma cobrança pesada e injusta com os jovens.

Os melhores já estão no profissional: Helinho, Luan, Liziero e Anthony. Outros podem subir: Caíque merece mais chances que Edimar. Igor, Tuta, Gabriel Sara? Talvez.

Daí a acreditar em um novo Expressinho, é um salto muito grande.

Jardine não é mais treinador da base. É do time principal. E tem uma Libertadores pela frente.A torcida precisa entender. A diretoria também. O primeiro passo é não forçar a base com #abasevemforte e iludir a todos com jogadores fracos como Rony, Pedro Augusto, Paulo Henrique e outros, como em 2018.

O segundo é dar um time competitivo a Jardine.


Vasco vence São Paulo ruim e sem alma
Comentários Comente

Menon

O Vasco saiu na frente contra o Grêmio. Recuou. Perdeu de virada. O Vasco saiu na frente contra o Furacão. Recuou. Sofreu o empate na última bola. O Vasco saiu na frente contra o São Paulo. Ganhou por 2 x 0 e praticamente garantiu sua permanência na Série A.

A partida do São Paulo foi horrorosa em três aspectos: técnico, tático e anímico.

Técnico  –  O  Vasco tinha Maxi López, veterano argentino, com carreira na Europa. O São Paulo tinha Pedro Bortoluzzo, que era reserva de Joanderson e de João Paulo, no sub-20. Foi dispensado do Guarani e do Paraná.

Pois bem: Maxi fez uma parede linda e deu o passe para o segundo gol. Pedro praticou um jogo físico, cheio de faltas e sem nenhuma técnica. Nota: foi melhor que Trellez.

Não foi só. Reinaldo foi péssimo. Nenê foi mal. E Jucilei deu o passe para o primeiro gol do Vasco.

Tático  – Sai Aguirre, entra Jardine e a dupla Hudson e Jucilei é mantida. Não cobseguem fazer a transição. Levam muito tempo para fazer a bola chegar ao ataque.  Todo mundo sabe disso, mas eles são mantidos. Liziero deveria ter entrado.

Além disso, não havia profundidade. Bruno Peres, burocrático, não fazia a ultrapassagem, quando Helinho vinha para o meio.

Anímico – o time não reage às adversidades. Tem seis derrotas. Em quatro delas, saiu atrás e atrás ficou. Nas outras duas, saiu na frente e permitiu a virada. Um time sem alma. Sabia que um empate já seria um bom passo para conseguir a classificação direta à Libertadores  nem conseguiu fazer uma grande pressão, embora tivesse 68% de posse de bola.

E, por fim, é um elenco mal montado. Caro e ruim.

Justíssima vitória.

 


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>