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Sidão x Jean: um duelo que não anima
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Em 1985, o São Paulo teve o surgimento dos Menudos, personificados em Muller e Silas. No gol, havia a insegurança de Barbirotto e Tonho. Era preciso agir e Gilmar foi contratado.

E, de 1985 a 2015, o gol do São Paulo foi defendido por Gilmar, Zetti e Rogério Ceni. Participaram de quatro Copas do Mundo, o que mostra a qualidade deles. Em 2015, Ceni se aposentou. No ano seguinte, Denis assumiu o posto e não foi bem. E, em 2017, o gol foi uma briga particular entre Denis, Sidão e Renan Ribeiro. Sidão venceu e os outros dois deixaram o clube.

E 2018 começa com a briga entre Sidão e Jean, vindo do Bahia. Nada que dê certeza ao torcedor de ter, no gol, a segurança daquelas três décadas iniciadas com Gilmar.

Sidão tem 35 anos e uma carreira sem nenhum brilho. Antes de chegar ao São Paulo, foi titular no Audax, após contusão do goleiro Felipe Alves. E foi titular no Botafogo, após a contusão de Jefferson. Fez 36 jogos no Audax e 35 no Botafogo. Antes, 27 pelo Rio Claro, o mesmo número que tem pelo São Paulo. Um goleiro de 35 anos e menos de 150 jogos profissionais não é segurança de nada. O time pode até ser campeão com ele, mas não o será por causa dele. Sidão tem tudo para ser um coadjuvante honesto e dedicado e nada para ser o condutor de um time que precisa ser campeão.

Jean tem 22 anos, passagem nas seleções de base e um ótimo ano pelo Bahia. Foi titular em todo 2017, sem contestação. É um jogador que tem grande futuro  e pode até começar o início desse caminhar como titular do São Paulo. Seu contrato é de cinco anos, o que parece ser uma aposta em venda a curto prazo para o futebol da Europa.  Mas não há certeza alguma. Ninguém garante que ele será o goleiro indiscutível que foi no Bahia.

E há certeza com outro goleiro? Com algum outro? Logicamente que não. Mas um time grande deveria buscar um goleiro que trouxesse mais certeza que insegurança. O São Paulo precisa de um goleiro do nível de Cássio, Marcelo Grohe, Vanderlei ou Fábio. Buscar alguém deste nivel. Alguém que justifique a velha máxima: “todo time começa com um grande goleiro”.


Minha seleção do Brasileiro-17
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Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Com o segundo título brasileiro, Fábio vai se tornar uma unanimidade?
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O jogo contra o Goiás significou um passo a mais na carreira de Fábio no Cruzeiro. Ele completou 603 partidas e, como tem contrato até 2016, está claro que ultrapassará Dirceu Lopes (610) e Zé Carlos (633 jogos) e será o jogador que mais vezes vestiu a camisa celeste.

A vitória contra o Goiás também faz com que Fábio se aproxime dos ídolos dos anos 60. Seu segundo título brasileiro seguido serve para mostrar ao torcedor que o goleiro, sempre constante, titular há dez anos também pode ser unanimidade.

O reconhecimento a Fábio não é unânime. Lógico que há muitos torcedores que o reclamam na seleção, mas também há os rabugentos, sempre prontos a lembrar que o jejum de títulos nacionais do Cruzeiro – 2003 a 2012 – tem muito a ver com a presença de Fábio, titular desde 2005. O fato de ser vice-campeão brasileiro em 2010 e vice da Libertadores em 2009 serve apenas para aumentar a desconfiança. Afinal, quem aceita a perda de um título internacional jogando em casa contra o Estudiantes?

A partir de hoje, ninguém pode acusa-lo de constância sem brilho. Já pode ser equiparado a Dida, campeão da Libertadores-97 e a Raul, o ídolo de camisa amarela dos anos 60, cacmpeão da Copa do Brasil sobre o Santos de Pelé.

Ao alcançar a glória e o reconhecimento, com certeza Fábio Deivison Lopes Maciel, acreditará estar apenas cumprindo um designio de Deus. Evangélico fervoroso, tudo deve a Deus, a cada oportunidade louva e eleva o senhor de sua fé. A conversão ocorreu em 2007.

A desconfiança da torcida era grande. Fábio, que esteve no Cruzeiro em 2000 – foi campeão da Copa do Brasil na reserva de André – voltava ao clube, depois de conseguir sua rescisão cm o Vasco, por problemas salarias.

Começou bem e foi até convocado por Dunga em 2006. Mas em 30 de agosto, sofreu um frango em chute de Ramon, do Grêmio. Em 29 de abril do ano seguinte, sofreu o “gol de costas” que o acompanhará para sempre.

Era decisão do campeonato mineiro – campeonato estadual é aquele que torcedor despreza antes do início mas sofre quando perde, como se fosse o mais importante do mundo – e o Atlético vencia por 3 a 0, com gol de Marcinho, de pênalti, aos 43 minutos do segundo tempo. Na saída de bola, Vanderlei desarmou o zagueiro Luizão e definiu para o gol vazio. Fábio voltava à sua posição e estava de costas. Não viu a bola entrar. Para o torcedor do Galo, será sempre Fábio de Costas.

Sob suspeita e com o joelho machucado, Fábio estava em casa, zapeando a televisão. Caiu em um canal evangélico. Ia mudar, rapidamente, quando ouviu que o pastor dizendo que a oração seria para quem tinha problemas no joelho. Considerou aquilo um aviso. Converteu-se e afirma a quem quiser ouvir que recuperou-se do problema no joelho com dois meses de tratamento, quando os médicos falavam em seis meses.

A partir de então, não há entrevista pós jogo em que não dedique o trabalho a Deus. Em que não repita ter sido abençoado, ter entregue a vida a Deus, ser apenas um servo de Deus. Na luta para propagar a palavra divina, foi ao presídio rezar com o goleiro Bruno, acusado de assassinado de Elisa Samúdio.

Não se sabe se converteu o amigo de profissão, mas a visita provavelmente fez com que tenha ganhado um novo fã. Bruno deve estar feliz com a conquista de quem foi vê-lo no cárcere.

Deus a parte, se é que isso não vá ofender Fábio, a verdade é que ele está em ótima forma. A partida contra o Grêmio, no meio da semana, foi espetacular, inesquecível. No mínimo, é um antídoto, uma vacina, aos que ainda insistem em chamar um bicampeão brasileiro de “Fábio de Costas”.

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Um recado para Paulo Nobre e Brunoro: é o goleiro, estúpido
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Quem acompanha o blog sabe que eu não acredito que números definam o futebol. O 4-2-2, 4-3-3, 4-1-3-2, 4-6-0, 3-6-1,  um dois três de oliveira quatro, tudo pode ser bem montado, exaustivamente ensaiado perfeitamente executado e ser derrotado por um drible mágico, por um tornozelo traidor, por uma casquinha malvada, por uma traição descoberta na véspera do jogo, por um purê estragado, pelo imponderável, enfim. Por isso o futebol é o que é, o criador de novas amizades, o bálsamo para um câncer infantil, o motor para a destruição de insuspeitas bodas de ouro.

Mas há números que explicam, sim, o futebol. UM goleiro ruim coloca tudo a perder. E o Palmeiras, de Paulo Nobre e Brunoro, tem TRÈS goleiros ruins. E, se considerarmos que o resto do time não é nenhuma maravilha….

Vamos tomar a Portuguesa por exemplo. Em 2011, ela foi campeã da segundona com Weverton, atualmente no Furacão, no gol. Em 2012, ela escapou do rebaixamento com Dida no gol. Alguém imagina um time com Dida no gol sendo rebaixado. Em 2012, ela escapou novamente do rebaixamento com Lauro no gol. Sim, não dá para comparar Lauro com Dida, mas ele fez jogos muito bons, apesar de haver falhado em outros. E fez até gol de cabeça.

Pode-se dizer que a Portuguesa tinha o artilheiro Bruno Mineiro em 2012 e o artilheiro Gilberto em 2013, mas não é incomum ver um time em péssima posição ter um goleador em campo. Quanto a goleiro, não. O time pode até cair com goleiro bom, como o Fluminense de Diego Cavalieri, mas é quase impossível resistir com goleiro ruim.

Tenho certeza que o Palmeiras estaria muito melhor se Fernando Prass estivesse no gol. Ele não é milagroso, não traz a mulher amada de volta em três dias, mas e um goleiro de nível. No mínimo, por baixo, do nível de Ricardo Berna, Marcelo Lomba, Vanderlei, Tiago Volpi e outros que lutam para não cair.

E o que Brunoro e Nobre fizeram ao perder Prass? Apostaram em Bruno, um tipo de móveis e utensílios da empresa, sempre ali à disposição, sempre ali pronto a falhar. Bruno não deu certo, a bomba caiu nas mãos – frágeis mãos – de Fábio. Nâo deu certo. Chegou a vez de Deola. Deola, que havia rodado o Brasil sem deixar saudades em lugar algum.

O São Paulo tem no mínimo dois goleiros melhores que Deola, Fábio e Bruno. O Corinthians também. O Santos tem um. A Portuguesa não tem e por isso está caindo para a Série C. Na tal escola palmeirense de bons goleiros, esses três não podiam nem passar perto da secretaria para fazer a matrícula.

Paulo Nobre e seu CEO podem entender de futebol, mas esqueceram uma regra claríssima: se o time é ruim, que pelo menos tenha um goleiro confiável. É como um time de vôlei sem levantador, é como um carro de rally sem gasolina. E de vôlei e automobilismo, Brunoro e Paulo Nobre entendem um pouco.


Fábio foi a diferença do clássico. Juiz também foi péssimo
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O goleiro Fábio falhou no dois gols do São Paulo e foi o diferencial negativo do clássico. Afundou ainda mais que o Palmeiras. O árbitro também errou muito. Foram os piores de um jogo que melhorou muito no segundo tempo.

No primeiro, só teve futebol enquanto Valdivia esteve em campo. Quando ele se machucou aos 13 minutos, o bom futebol acabou. Tudo ficou parado no meio, com poucos chutes.

No segundo tempo houve alternativas. Jogadas bonitas e erros crassos.

FÁBIO deu um passe para Ganso, que tocou para Pato definir com tranquilidade.

JUIZ erra e dá impedimento de Pato.

JUIZ erra, na sequência, e dá pênalti inexistente de Edson Silva

HENRIQUE cobra muito bem, com categoria e empata.

JUIZ erra ao não expulsar Alvaro Pereira

JUIZ erra ao não dar impedimento de Leandro

ROGÉRIO CENI faz uma defesa estupenda.

HENRIQUE errou feio.

ALLIONE fez boas jogadas.

ALVARO PEREIRA acertou lindo cruzamento para Kardec.

FÁBIO errou novamente.

SÃO PAULO SE APROXIMA DO G-4

PALMEIRAS SE APROXIMA DO Z-4

 

 

ERROU nrEou :eNIaee.noniai

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