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Dudu comanda vitória necessária e ilusória
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menon

O Palmeiras vinha de três derrotas seguidas e precisava vencer. Goleou. E teve em campo o Dudu-2016 que estava ausente há um tempo. Com a vitória, diminuiu a desvantagem para o líder. São várias notícias boas, mas que não podem esconder que o Palmeiras, apesar do bom segundo tempo, ainda precisa melhorar muito. E nem falo aqui do pênalti inexistente em Mina, responsável pelo empate, mas que não pode ser encarado como razão da vitória. O Palmeiras, com penalti ou não, mereceu vencer. E precisa jogar mais. Não há incoerência nisso.

Ainda no início do jogo lá estava Dudu, um dos mais talentosos do grupo, cobrando laterais na área. Ora, se o time prefere a bola na área ao passe curto, se prefere cruzamento alto a jogadas bem tramadas, que não seja Dudu o responsável por essa jogada. Ela que fique com Egídio, por exemplo. Ou Mayke.

Veio o gol do Vitória, após um passe errado de Felipe Melo, e o Palmeiras mostrou-se um time sem nenhuma paciência, correndo atrás com muito mais velocidade do que tirocínio. Um sufoco que o Vitória segurou bem até o penalti inexistente que Guedes converteu. E, no finalzinho, o belo gol de Dudu.

No segundo tempo, impressionou como o Palmeiras não conseguiu controlar o jogo. Deu muitas chances ao Vitória, inclusive com bola na trave. O jogo ficou um toma lá da cá inexplicável. Os dois tiveram chances. Como o Vitória se abriu e não conseguiu manter a mesma aplicação e como o Palmeiras tem jogadores de nivel melhor, a lógica se fez, com a bela jogada de Dudu para o gol de Mayke e para a bela jogada de Michel Bastos para o gol de Dudu.

No final, a pintura de David, com direito a chapéu em Egidio.

Vitória justa, mas para ser comemorada com moderação.

 

 


São Paulo e Cruzeiro mostram que há esperança para o futebol brasileiro
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menon

Bom, todo mundo já sabe, né? O São Paulo venceu o Cruzeiro por 2 a 0, diminuiu a desvantagem de sete para quatro pontos e deu mais emoção ao campeonato, que ainda tem os mineiros como favoritos.

Gostaria de ver outro lado do jogo. O futebol brasileiro tem dois times que buscam a vitória a partir da proposta de dominar o jogo desde o inicio. Cruzeiro e São Paulo não jogam por uma bola. Não apostam em uma jogada específica. Os dois têm leituras táticas diferentes do futebol e fazem de tudo para que suas ideias prevaleçam. São ideias esculpidas a partir da análise do elenco que se tem. O resultado é muito bom. Dá esperanças a quem gosta de futebol..

O Cruzeiro, com Ricardo Goulart, Mayke e Everton Ribeiro, opta por um jogo vertical. São passes rápidos, passes nervosos, passes para a frente, com a busca do chute a gol. E há a opção ainda do cruzamento à área. Mayke é um jogador forte, rápido e que faz isso muito bem.

O São Paulo, com Pato e Ganso, opta por um jogo lateral. São mais passes e mais paciência para se chegar ao gol. São passes laterais, passes “preguiçosos”. A bola vai daqui para lá, de lá para cá, até que se acha o espaço para o chute. Um time muito técnico, com jogadores que se doam para fazer uma boa recomposição. Como Kaká suja o uniforme para impedir um cruzamento de Mayke, dez anos mais novo.

Seria fácil dizer que o Cruzeiro lembra o Bayer de Heynckes. E que o São Paulo lembra o Barcelona de Guardiola.

Seria ilusório também, porque esses times tem jogadores de mais nível e entraram na história moderna do futebol.

O importante é dizer que há dois times que jogam à altura de suas tradições. Dois times que não abrem mão de mandar no jogo, em todas as situações, em todas as partidas.

Lutam para colocar sua filosofia em prática. Lutam para vencer, jogando bola em alto nível.

Dão esperança de novos tempos ao tão glorioso e tão vilipendiado futebol brasileiro. O velho e bom futebol brasileiro, nosso companheiro de vida, nosso amigo de tantas jornadas, nossa fonte de alegrias.

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