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Luxemburgo voltou? Seria ótimo para o futebol brasileiro
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O Sport está invicto há cinco jogos, com quatro vitórias seguidas. Está em sexto lugar no Brasileiro, na zona de Libertadores e muito longe da confusão, termo cunhado por Vanderlei Luxemburgo, o comandante da virada do Leão. A arrancada contou com vitórias fora de casa contra Santos e Coxa e na Ilha, contra Furacão e Chape.

Luxemburgo é o mais brilhante treinador que conheci. Sempre foi inventivo, sempre buscou soluções ofensivas. E não ficava apenas na prática. Exigia muito de treinamentos e, na repetição, fez com que muita gente melhorasse. Tinha um pouco de Telê.

Depois, se perdeu. Deixou o campo de lado e se imaginou um manager, cuidando de tudo e, principalmente, de contratações. Muitas em parceria com o amigo e sócio Malucelli. Futebol deixou de ser o único jogo a lhe seduzir e perdeu o foco totalmente.

Teve passagens ruins em times grandes, foi para a China, ficou um bom tempo sem emprego e agora, tudo indica, ressurge no Sport. Colocou Mena na ponta esquerda, formando uma dupla forte com o lateral Sander. Fez Osvaldo jogar bem e está sabendo tirar o melhor de Rogério, uma substituição recorrente, e de Thomas. E foi premiado com a continuidade de Diego Souza, algo que ninguém acreditava ser possível acontecer.

O rubronegro Luxemburgo está ressurgindo com o rubronegro Sport. Bom para o futebol.

 


São Paulo tem barca de dispensados e pode antecipar férias
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A vitória do Corinthians foi saudada no Morumbi. Afastou com aquele 1% de chances que o São Paulo ainda tinha da cair. Muito pouco para se torcer pelo rival? A instabilidade do clube é tão grande que nada é desprezível. Agora, definitivamente na Série A em 2017, é hora de planejar o próximo ano.

Uma ideia é antecipar as férias dos jogadores após o jogo contra o Galo e colocar garotos para a partida de despedida, contra o Santa Cruz. Não é exequível em sua totalidade porque a equipe sub-20 está disputando as finais da Copa do Brasil e do Paulista. Mesmo assim, seria possível escalar um time com Lyanco, Douglas, Matheus Reis, Wellington, João Schmidt, Luiz Araújo, Pedro, David Neres, Robson, Jean Carlos….

O clube caminha também para a definição da barca de jogadores que deixarão o São Paulo. Não haverá uma lista de dispensa e nem muito estardalhaço, mas haverá muita gente saindo. Um roteiro das dispensas é o seguinte:

OS CANSADOS – Michel Bastos, Carlinhos e Wesley são jogadores com muita rejeição diante da torcida. Bastos não soube reagir e está definido que sai. Carlinhos também não fica. O fato de Ricardo Gomes o escalar contra o Grêmio pegou muito mal para o treinador, que nem o levou para a derrota contra a Chape. Wesley, que reagiu bem diante da torcida, ganha muito e tem mercado, o que define a questão. Também sai. São jogadores considerados boa moeda de troca.

OS DESESPERADOS – Ytalo, Jean Carlos e Robson são exemplos de contratações erradas. Vieram em um momento de sufoco e não resolveram nada. Ytalo chegou para a Libertadores e os outros dois para o Brasileiro. Reforços da última janela das competições e que não ajudaram em nada. Ytalo tem contrato terminado no final do ano. Jean e Robson, até o final do Paulista. Se algum clube aparecer e topar pagar o salário, deixam o clube imediatamente.

OS CAROS – Kelvin já foi e será substituído por Wellington Nem. Mena só fica se o clube não gastar nada por ele. A avaliação do chileno é boa, apesar dos cruzamentos na lua. Ele é um dos fatores da força defensiva do São Paulo, que deve ser preservada a todo custo.

OS LATERAIS – Reinaldo está de volta e não vai ficar. Muitos clubes querem o jogador que a torcida odeia. Matheus Reis deve ir para a Ponte, assumindo o lugar de Reinaldo, para ganhar experiência.

A JOIA E O GROSSO – Lucão deve ser envolvido em alguma negociação. O clube aposta em sua recuperação longe do Morumbi e da torcida. Chávez é elogiado pela entrega e luta em campo, mas muito contestado por suas qualidades técnicas. Ficará como reserva

O MILIONÁRIO – Gilberto fica por falta de opção. Tem contrato de dois anos, recebendo R$ 150 mil por mês. Ninguém aceitaria pagar esse valor por um jogador que não correspondeu em nada.

OS FANTASMAS – O goleiro Leo terminará sua aventura no São Paulo. Após cinco anos e apenas 45 minutos em campo, deixará o clube. O meia Daniel, com dois anos no elenco, acumulando muitas contusões e poucas partidas ainda está sendo avaliado.

OSSO DURO – O São Paulo faz de tudo para ficar com João Schmidt, mas o jogador não demonstra vontade de ficar. Ele acredita que foi desprestigiado e que teve poucas oportunidades. É contemporâneo de Rodrigo Caio e acredita que sua carreira poderia ter deslanchado de maneira similar à do companheiro.


Cueva, Chávez, Buffarini…São Paulo agora é cascudo
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Nos dois últimos anos, o São Paulo foi segundo e quarto colocado no Brasileiro. O time tinha astros como Rogério Ceni, buffariniAlexandre Pato, Luís Fabiano, Ganso, Alan Kardec e Kaká, por pouco tempo, apenas na primeira campanha. Jogadores de alto nível e de muito nome. Nomes que dão esperança à torcida ou que criam polêmica, como Pato.

Foram contratações que dominaram o debate futebolístico: o São Paulo deu o chapéu no Palmeiras, quem se deu melhor, Corinthians o São Paulo, Ganso ainda vai ser um craque, vale a penas trazer Kaká…. Antes, houve Lúcio… Nomes de peso, nomes midiáticos.

Agora, é diferente. Os jogadores que chegam não causam comoção. É mais comum ouvir será que é bom do que esse eu conheço, é ótimo. “Quando eu cheguei, ninguém me conhecia e deu tudo certo”, disse Maicon, que, de incógnita virou paixão. Douglas chega como interrogação. No youtube há um vídeo ironizando Chávez, comparando-o com Messi e Maradona. O vídeo mostra algumas jogadas confusas e muitas divididas, sempre pela esquerda. Mas é possível perceber também muita entrega.

Parece ser um jogador de personalidade, como Maicon e como Cueva, o pequenino peruano que tem toda pinta de não sentir jogo importante. Mostrou um poder de adaptação muito grande.

E personalidade não falta a Buffarini. O lateral do San Lorenzo é rápido, forte e tem uma entrega muito grande. Tem muito mais presença anímica do que efetividade nos cruzamentos.

Aos citados, há que se acrescentar Lugano, Hudson e Mena, também jogadores que fazem do suor uma poupança financeira. Dependem do esforço e não tem medo de assumir isso.

É um novo estilo: mais cascudo e mais barato. Não significa que dará certo. Mas é evidente que o São Paulo deixou de ser um time, digamos, banana. Um time que perdia jogos como quem perde o ônibus: calmo porque outro vem aí…


“Morumbi, jogai por nós”, diz a torcida tricolor
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Estádio lotado tem sido grande arma do São Paulo na Libertadores, através dos tempos

Estádio lotado tem sido grande arma do São Paulo na Libertadores, através dos tempos

Em 1966, após vencer Bulgária e perder para a Hungria, o Brasil, bicampeão mundial, estava próximo de ser eliminado na Copa do Mundo da Inglaterra. A esperança era negra e tinha quatro letras. A salvação dependia dele, apenas dele. E o Diário da Noite trouxe a manchete eterna, fruto da genialidade de Edgar de Barros. “Pelé, jogai por nós”. Cabia a ele, o Deus da Bola, nos salvar. Como futebol não é religião, perdemos por 3 a 1.

A dependência não é tão grande, mas a relação é válida. “Morumbi, jogai por nós”, podem dizer os são-paulinos. O velho e belíssimo estádio pulsará, tremerá, vibrará e jogará. Serão mais de seis dezenas de milhares de pessoas gritando e empurrando o time à vitória. Virá? Não se sabe. O que se sabe é que, se o Morumbi não jogar, ela será quase impossível.

O Morumbi precisa jogar para:

superar as lesões de Ganso e Kelvin

superar as lesões de Mena e Hudson (já curadas?)

superar a inércia da diretoria que teve 45 dias para repor perdas e que completou a lista dos 30 com alguns garotos e Ytalo.

superar a falta de poder ofensivo

Mas não adianta 70 mil jogarem e 11 não renderem.

Não acredito nisso. Vejo o São Paulo com capacidade de fazer sua parte em campo, do mesmo modo que a torcida fará a sua, fora dele.

A ausência de Ganso deve ser suprida com um jogo mais forte de transição pelas laterais do campo. Criou-se o mito de um Ganso lento, quase estático, fazendo lançamentos como Gérson. Não existe. Ou, existe raramente. O melhor Ganso é o que dá ritmo ao jogo, que faz a bola girar e que também sabe acelerar o jogo.

Sem ele, o jogo é diferente.  O São Paulo precisa muito das duplas Bruno/Thiago Mendes e Michel Bastos/Mena. Pelos lados é que deve pressionar o Nacional. Precisa também da aproximação alternada de Hudson e João Schmidt. Hudson é mais força e Schmidt, mais técnico, com bom passe e capaz de lançar.

Se Maicon jogar bem, como tem jogado, se Denis colaborar, como não tem colaborado, se Calleri mantiver a sina de artilheiro, ainda há o que fazer. O Nacional joga muito bem. Fora de casa, venceu Huracán, Sporting Cristal e Peñarol. Guerra, o venezuelano, tem muita qualidade técnica. Bocanegra é ótimo, Armani é bom goleiro, Marlos Moreno tem muita força e habilidade pelos lados do campo.

Mas o Morumbi estará contra eles. E o Morumbi anda batendo um bolão.

 

 

 


Tricolor caminha para uma situação grave
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Os dirigentes do São Paulo tem verdadeiro pavor de uma situação que pode se concretizar, caso o time não reaja no Brasileiro. Ninguém gosta nem de pensar na possibilidade de o time estar muito mal no Brasileiro às vésperas dos jogos contra o Atlético Nacional, pela Libertadores, o primeiro deles em 6 de julho.

Se o time estiver mal, dois desdobramentos aparecem:

1) Uma pressão muito grande para eliminar o Nacional.

2) Em caso de eliminação na Libertadores, o time ficaria sem opções no ano, a não ser lutar por um G-4 e pela Copa do Brasil.

E é preciso mudar para que a situação limite não ocorra.

Em sete rodadas, o São Paulo está a seis pontos do líder. É muito, considerando-se que esta é apenas a sétima rodada.

E como poderia ser diferente, se o time fez apenas seis gols em sete jogos?

Perdeu três das últimas sete partidas. No Brasileiro.

Perdeu cinco das últimas dez, unindo-se Libertadores e Brasileiro?

Na Libertadores, o São Paulo avançou com méritos indiscutíveis. Méritos baseados na teoria dos jogos de 180 minutos. Você vence em casa sem sofrer gols. E perde fora, fazendo gols.

No Brasileiro, os jogos tem 90 minutos. E o São Paulo não está lidando com isso. Está errando muito.

Contra o Furacão, terminou o primeiro tempo com domínio total. 69% de posse de bola. E vitória por 1 a 0. O Furacão avançou Otávio, passou a dominar e o São Paulo não soube sair. Mesmo assim, teve duas boas chances. Kardec perdeu um gol feito, sem goleiro, ao escorregar. E veio a virada.

Há pontos a se ponderar. O time está muito desfalcado: Rodrigo Caio, Ganso, Michel Bastos, Mena e Calleri. Sem contar Hudson.

Cueva, o reforço, ainda não pode jogar. É bom torcer por uma vitória do time de Dunga hoje.

Mesmo com tantas ponderações, há que reagir. Os gols precisam sair. Mais reforços precisam chegar. A lateral esquerda está desguarnecida. Kardec está muito mal.

E Bauza, a meu ver, errou contra o Furacão. Kelvin saiu por contusão, tudo bem. Mas eu teria apostado em um time mais leve, com a manutenção de Ytalo e  a saída de Kardec. Ou então, a saída de Thiago Mendes.

Se não achar soluções rapidamente, Bauza e o São Paulo ficarão com apenas uma carta na mão: a Libertadores.

Se ela não der certo, será como o sujeito que se vê pendurado apenas no pincel, quando alguém tira a escada.


Gustavo, Ataíde e a péssima montagem de elenco
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cientistamalucoA derrota para o The Strongest é fruto da confusa montagem do elenco são-paulino. Gustavo Oliveira e Ataíde Gil Guerreiro foram lentos e pouco ousados.

O ponto mais baixo do time, em 2015, foi a derrota por 6 a 1 para o Corinthians, em Itaquera, dia 22 de novembro. Lucão foi o grande responsável pela derrota. Errou muito.

Dois meses depois – 14 de janeiro – o São Paulo voltou a enfrentar o Corinthians em Itaquera. Foi derrotado uma vez mais. E Lucão, novamente, cometeu erros incríveis.

E o que foi feito em dois meses entre uma derrota e outra para que a zaga melhorasse?

1) Apostou-se na volta de Breno, que estava contundido. E ele continua contundido. Breno é um grande zagueiro, tecnicamente acima da concorrência, mas ainda não é um atleta como já foi. Será um dia? Os anos sem atuar comprometeram sua condição de atleta profissional.

2) Apostou-se na volta de Lugano, um ídolo da torcida. Um jogador já veterano, com problemas físicos. A negociação para sua vinda foi demorada. E sua volta aos gramados ainda não ocorreu.

Era evidente que seria necessário mais um zagueiro. Bauza pediu. E nada foi feito. Ou melhor, tudo foi feito lentamente. Aproximadamente dez nomes foram falados. E a lentidão imperou. Apenas depois da derrota contra o Corinthians é que se buscou Torsiglieri. Como o Morelia não aceitou a oferta, o jeito foi correr até o Porto que estava abrindo mão de Maicon.

E Maicon chegou já com a fase de grupos em andamento. Não esteve em campo no primeiro jogo da fase de grupos. Talvez achassem o The Strongest muito fácil.

E Maicon ficará apenas por apenas seis meses.

É apenas um band aid para enfrentar uma situação grave. Se o time melhorar, se o time vencer, se o time se classificar, se o time for em frente, se o time chegar na semifinal, então vão tentar que Maicon continue.

Um novo zagueiro está chegando até o dia 26, quando se encerram as inscrições para o Paulista. Uma prova que Maicon não fica. E que os que estão não satisfazem.

Em favor de Gustavo e Ataíde, é necessário dizer que o clube não tem dinheiro. E que é necessário estar atento às contratações de oportunidade: Mena, Lugano, Kelvin, Calleri e Maicon não custaram nada ao clube. Mas são os nomes corretos? Deveriam vir? Ou deveriam ter vindo antes, como Lugano, que já poderia estar em campo?

Agora, a situação é drástica. Calleri e Maicon vieram para a Libertadores. E a Libertadores pode durar bem pouco. Seria bom pensar já no Brasileiro.

 


São Paulo merecia a vitória
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Dois chutes na trave, com direito a bola entrando e juiz não vendo. E veio o gol. Só que foi do rival. E isso mudou muito o jogo. Vamos brincar de se? Se o juiz tivesse dado o gol legítimo de Kardec – uma cabeçada muito boa, que bateu no travessão e caiu dentro do gol – se Ganso tivesse acertado o gol e não o travessão…. Se Hohberg não tivesse feito um golaço. Bem, aí é mérito dele.

Então, o time poderia estar ganhando por 2 a 0 e estava perdendo por 1 a 0. Correu atrás e dominou o jogo. Jogadas pela esquerda, com Michel Bastos, Ganso e Mena. Não havia espelhismo pelo outro lado, porque Centurión jogou mal novamente.

Mas, nem tudo foram flores. A defesa se atrapalhou e o Cesar Vallejo teve duas boas chances. Se não fosse futebol, se fosse um esporte de chances concretizadas, era coisa de 4 x 3 para o São Paulo. Mas não foi assim.

No segundo tempo, o São Paulo mudou. Deixou o jogo pelas laterais e apostou mais na aproximação de Thiago Mendes e Hudson pelo meio, unindo-se a Michel e Ganso. Curiosamente, Hudson estava mais agressivo que Thiago.

Bauza trocou Kardec por Calleri. E Calleri fez um gol de centroavante. Recebeu um lançamento espetacular de Ganso, ganhou do zagueiro no corpo e tocou por cima de Libman.

O São Paulo continuou dominando. Cesar Vallejo assustou um pouco, mas foi sufocado nos cinco minutos finais. Domínio total do São Paulo.

Importante notar isto. O São Paulo sufocou o rival. Coisa rara de se ver nos últimos anos.

Se fosse Bauza, eu faria a moçada treinar finalização. Muitas vezes.

E colocaria muitos reservas contra o Água Santa.

Deixaria os titulares para os três jogos seguintes: dia 10, Cesar Vallejo, dia 14, Corinthians em Itaquera e dia 17, Strongest no Pacaembu. Ou não? Acredito na classificação


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