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Como Tite vai tratar o ignóbil Douglas Costa?
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Menon

Houve um tempo em que, de forma extra-oficial, a seleção brasileira de futebol era a representante do país no mundo. Uma confusão inaceitável. O Brasil é muito maior que seu futebol.

Depois, a seleção passou a representar o futebol brasileiro, não o Brasil. Ainda é assim, mas de uma maneira frágil. Os jogadores são brasileiros, mas não atuam no Brasil. A seleção só joga por aqui quando é obrigada. Não há amor, talvez apenas em época de Copa. O torcedor prefere seu time ao time da CBF.

Por fim, a seleção passou a ser a representante da CBF. Uma entidade que não se importa com o futebol brasileiro. Basta ver como abandonou o Santos à sanha da Conmebol. Uma entidade mergulhada em corrupção e que trata a seleção como uma forma de ganhar dinheiro. Só isso.

Pois bem. O Brasil, o futebol brasileiro e nem a CBF merecem o que Douglas Costa fez no campeonato italiano. Nos acréscimos de um jogo ganho, cuspiu no rosto de Di Francesco, do Sassuolo.

Uma vergonha.

O treinador da Juve considerou o ato inaceitável. A diretoria do clube vai multá-lo.

E Tite, como tratará o assunto?

Possivelmente levará Douglas Costa à coletiva. Fará um discurso de autoajuda que levará o jogador às lágrimas.

E o Brasil, o futebol brasileiro e a CBF terão sua imagem ligada a um trapaceiro esportivo e a um ''cuspidor''

Falta caráter.

Tags : Copa 2022#6



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Corinthians: grande vitória, pouco futebol
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Menon

O Corinthians ganhou de virada. Virada iniciada com um lindo gol. De Jadson, a única cabeça pensante do time.

O segundo gol saiu da luta de Clayson, que retomou uma bola perdida, cruzou bem para Romero achar Avelar.

Três pontos que lhe dão um pouco de alívio na tabela, força para o jogo contra o Inter e, principalmente para a decisão contra o Flamengo.

E, amigos, é só.

O futebol continua muito mal. Sem criatividade, sem projeção dos laterais, com um centroavante fraco.

O trabalho malfeito da diretoria, resultando em mais um desmanche, fazem o título do Paulistão um grande lucro.

Mesmo assim, não descarto um avanço na Copa do Brasil. Em mata-matas, a imprevisibilidade aumenta.

Isso é para depois.

Agora, é comemorar.

 



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Ramires foi o melhor de Bahia x Palmeiras
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Menon

Posso estar sendo precipitado, mas acho que vi um grande jogador nascendo. Ramires, de 18 anos, jogou como um veterano. Tomou conta do meio campo no jogo Bahia x Palmeiras.

Muito calmo, acertou 32 passes e errou seis. Frieza impressionante ao driblar Felipe Melo (ficou sentado) e dar ótimo passe para Gilberto fazer o gol do Bahia.

Fez ainda três desarmes. Não é daqueles jogadores espetaculares, com muitos dribles. Mas sua constância no jogo foi impressionante. Um produtor de jogo.

E o Bahia, que não é novo nem nada, renovou, na sexta-feira, seu contrato. Agora, vai até 2022. Bahia vai ganhar dinheiro com ele.

O Bahia começou dominando o jogo, a partir de uma boa marcação alta. O Palmeiras tinha dificuldade em sair da defesa. Como Hyoran jogava centralizado, o time não tinha jogadas pelos lados do campo.

A história mudou com as entradas de Dudu e Willian. Com pouco tempo em campo, mudaram o jogo. O gol saiu. Linda cabeçada de Felipe Melo.

E ficou a impressão de uma virada.

Não veio.

Seria injusto com Ramires.



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Vasco: muito coração e pouca perna
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Menon

O Vasco fez um bom jogo contra o Flamengo. Atuação para desmentir uma diferença de 20 pontos na tabela. Mas, com um a mais, após expulsão de Diego, foi dominado pelo rival. E a parte física, sem dúvida, tem responsabilidade.

A escalação do Vasco mostrava três volantes e um lateral esquerdo (Fabrício) avançado. Retranca pura. Engano. Não foi assim.

Raul, um dos volantes, avançou bastante e Fabrício lembrou seu início de carreira no São Paulo e era muito mais meia que lateral.

O Flamengo foi surpreendido e o Vasco dominou. O gol saiu em jogada abnegada do abnegado Maxi López.

Então, o Vasco recuou e o Flamengo passou a dominar. E o domínio aumentou no segundo tempo. E continuou mesmo com a saída de Diego. Pouco depois, Pará teve toda a tranquilidade para cruzar a bola que Luís Gustavo, por infelicidade, transformou em gol contra.

Em seguida, a triste saída de Bruno Silva deixando cada time com dez. O jogo ficou aberto, com chances para os dois.

O Vasco mostrou coração e dá esperanças à torcida.

O Flamengo foi tão bom quanto o Vasco. O que é pouco para um time tão badalado.



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Vasco precisa olhar para Jair Ventura e Paulinho da Viola
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Menon

O Vasco é um balaio cheio de doídas metáforas, prontas a serem usadas a cada nova rodada do Brasileiro.

Caravela à deriva, tripulante abandonando a viagem, comandante sem projeto, traição na cúpula e o canto das sereias atraindo a nave para um grande redemoinho…

Comparações terríveis para dizer que um gigante do futebol brasileiro está caindo pela quarta vez. Não se sintam ofendidos, eu também gosto do Vasco, não como vocês, mas gosto, e torço para ele reagir. Sei que ainda faltam onze rodadas, mas é preciso reagir logo.

E como reagir? Antes, me permitam uma digressão: todo mundo precisa ganhar dinheiro, todo mundo precisa lutar pela vida e não existe futebol amador há quase cem anos. Concordamos? Mas eu fico enojado quando vejo o Vagner comemorar um gol loucamente, abraçar Maxi Lopes com emoção e depois saber que ele e seus empresários estavam na Justiça preparando o desembarque. Desculpem a metáfora.

Mas, o que fazer?

Por enquanto, repetir o que o Corinthians, de Jair Ventura, fez com sucesso. Colocar três volantes de muita pegada na frente da zaga. Um bloco defensivo de oito ou nove jogadores. Torcer para Martin Silva voltar à velha forma.

E apostar em contra-ataques com o substituto de Pikachu e Maxi Lopes. Mais tarde, quem sabe, colocar um atacante rápido pelo lado, para preocupar o Flamengo.

Enfim – agora usando uma metáfora de um grande vascaíno – ''faça como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar.

Que Paulo César Batista de Faria, gênio da raça, ilumine o seu Vasco.



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Mano tem sucesso sem DNA do Cruzeiro
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Menon

Mano Menezes está no Cruzeiro há dois anos. Um fato extraordinário, quando lembramos que o Cruzeiro é um time de Minas. E que Minas pertence ao Brasil.

E no Brasil, o que importa é o resultado. A frase não contém nenhum lamento. Eu sou um tipo estranho, um resultadista em um mundo de parnasianos.

Mano se mantém no Cruzeiro e em alta, mesmo sem mostrar um tipo de futebol que consagrou o time: o DNA ofensivo de Tostão, Dirceu Lopes, Evaldo, Natal e tantos outros.

O resultado é que vale. Mas, epa, de que resultados estamos falando? Em dois anos, o Cruzeiro ganhou um titulo estadual e uma Copa do Brasil.

É pouco. E tudo conquistado com muito esforço. No ano passado, foi nos pênaltis, contra o Flamengo de Muralha. Este ano, perdeu para o Flamengo, em casa, e mesmo assim, se classificou na Libertadores. Agora, venceu o Palmeiras em São Paulo, mas todo mundo sabe que será muito duro em Minas.

Mano está no fio da navalha. O dia em que o resultado faltar, não haverá desempenho que o segure. O torcedor que o aplaude lembrará do estilo ofensivo do Rei de Copas.

Contra o Galo, será time misto. Certo ou errado? Depende do jogo seguinte, contra o Boca. Mano escolheu assim: só tem sossego bom resultados nas Copas. Afinal, o Brasileiro vai mal.

PS – O cartum é de Paulo Batista



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Felipão, Jair, Mano, Aguirre e o medo de gol
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Menon

Jair Ventura assumiu o Corinthians. Perdeu de 1 x 0 para o Palmeiras e empatou sem gols com o Flamengo.

Em dois jogos, aproximadamente 190 minutos de futebol, chutou exatamente ZERO bolas ao gol. Zero.

Alguns amigos corintianos, pasmem, elogiam o treinador. Ele teria dado consistência defensiva ao time. Tucanaram a retranca.

Fica claro que, a continuar assim, o Corinthians conseguirá a classificação apenas nos pênaltis.

E o Palmeiras? Felipão disse uma frase assombrosa. ''precisamos ter muito cuidado quando tivermos a posse de bola''. Ora, não seria o contrário? Se eu tenho a bola, é bom o rival ter cuidado?

Com o dinheiro que tem, com os jogadores que tem, o Palmeiras podia ser mais agressivo na busca do segundo gol. Marca um e recua, em busca de um contra-ataque. Se tivesse outra postura, poderia, quem sabe, golear o Corinthians.

O Cruzeiro ganha o prêmio de Melhor Retranca Fora de Casa. Ao contrário do Corinthians, tem boa opção de contra-ataque. Mesmo assim, parece sempre ser um time que aposta na decisão por pênaltis. Fábio garante.

O Flamengo ataca, ataca e chuta pouco. Troca passes, mas usa pouco os lados do campo. Não é um cultor da retranca, mas é pouco efetivo.

O São Paulo faz um gol e volta correndo para a defesa. Rejeita a bola e aposta na velocidade de Rojas e Everton. Pode dar certo, como contra o Bahia. Pode dar errado como contra o Corinthians, no Paulista. A classificação foi para o ralo aos 48 do segundo tempo.

Há muitas maneiras de jogar. E não sou eu que vou dizer para todos jogarem no 2-3-5 para termos grandes goleadas, em memória a um passado que não existe mais.

Mas é preciso ter, ao menos duas atitudes diferentes.

Os bons times, ao marcarem o primeiro gol e sentirem o abalo do rival, precisam buscar logo o segundo. Instinto assassino. Como hienas quando sentem cheiro de sangue.

E os times que dão a bola para o inimigo, precisam ter a possibilidade concreta do contra-ataque. Dois pontas que façam a recomposição, mas que saiam rapidamente para o ataque. E um centroavante.

Não dá para recuperar a bola e, em vez do gol, correr em direção às bandeirinha de escanteio e lá ficar em uma briga quase obscena pela bola.

Dá para melhorar nosso futebol. Basta diminuir o medo de jogar.



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Gustavo Gómez precisa jogar todas
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Menon

O trabalho de Felipão no Palmeiras é bom. Muito bom. Não só pelos resultados, mas também pela recuperação de Deyverson.

Ele conseguiu montar dois bons times. Grupos homogêneos que se revezam no Brasileiro e nas Copas.

A sucessão de jogos cristaliza algumas opções. Felipe Melo, por exemplo, deve ficar no time do Brasileiro. Como é estopim curto, sempre é um perigo em mata-mata.

A segunda questão é Gustavo Gómez. O paraguaio é muito bom. Está em um patamar acima dos outros zagueiros. Ele deve atuar o máximo possível.

É um jogador duro no combate, bom pelo alto e rápido por baixo. Inexplicável que não forme com Balbuena a zaga da seleção paraguaia.

O gol do Cruzeiro poderia ser evitado por Gómez? Difícil dizer. O erro não foi individual, foi global. Posicionamento confuso, com marcação alta e zagueiro lento. Como nos tempos de Valentim.

Qual o principal campeonato jogado pelo Palmeiras? Felipe não faz diferença, mas é evidente que o torcedor adora um mata-mata. E vem Libertadores por aí. Seria importante ter Gómez em campo.



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Retranca de Jair segura o meigo Flamengo
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Menon

A retranca de Jair deu certo. O Corinthians jogou quase todo o tempo com nove na defesa (no final eram onze) e trouxe um empate sem gols do Rio.

O time jogou o tempo todo sem centroavante. Clayson e Romero ficavam abertos e sem aproximação. Houve cruzamentos, mas ninguém na área.

Foram quatro finalizações, todas fora do gol. A única perigosa foi de Clayson, com um passe de….Paquetá.

O Flamengo teve 63% de posse de bola. Dominou o jogo. Teve seis chutes a gol e 15 fora dele.

Um número me chamou a atenção. Com tanto domínio do Flamengo, houve apenas um cartão amarelo para o Corinthians. E olha que Gabriel estava em campo! Fagner também.

Isso mostra um Flamengo muito pacato, muito zen. É um domínio estético, digamos. A meu ver, falta a tentativa de drible, falta atitude, um jogo mais pegado. Obrigar o rival a se desesperar, a apelar para faltas. E ele mesmo disputar mais duramente, brigar pelo resultado.

O Flamengo deu a impressão de ir a campo com a certeza da vitória. Seria algo natural. E ela não veio.

A série está aberta. O Corinthians tentará a vitória? Saberá jogar para vencer?



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Lucas Moura e o voto coerente
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Menon

Lucas Moura anunciou que votará 17. Muita gente se revoltou, mas é a lógica. Mesmo Lucas sendo negro e o candidato haver se referido a um grupo de negros como inúteis, de sete arrobas que não servem nem para procriar.

Seria possível imaginar solidariedade de Lucas Moura. Seria mesmo? E quem disse que ele se identifica com aqueles negros mais negros que ele? Talvez ele não se considere negro. Talvez ele se ache marrom bom bom.

Negro ou não, Lucas é milionário e evangélico. E aí está a chave de sua escolha. Os milionários votam em quem defende seus direitos. Simples. O 17 é o candidato que não pretende mexer com os privilégios de ninguém. De banqueiros, por exemplo.

Ele prega a meritocracia. E Lucas deve pensar que assim como ele, todo pobre pode virar rico. Basta ser bom de bola, né? Então, para que cotas raciais?

Os evangélicos, em sua maioria hegemônica, são conservadores em questões como o aborto. Como o 17 é fundamentalmente contra, o pastor de Lucas deve ter indicado a ele o voto nesse candidato.

A única distribuição de renda que esses pastores aprovam é o dízimo.

Enfim, Lucas vota corretamente. Em alguém que irá defender seus direitos. Seria maravilhoso se os miseráveis, como os milionários, fizessem o mesmo.

Tags : lucas moura



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