Blog do Menon

Manchetes da Copa, pelo mundo
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Menon

Espanha é de Hierro, mas Cristiano é de acero (Marca da Espanha, fazendo um trocadilho entre hierro ferro e acero aço)

Cristiano 3 x Espanha 3 (A Bola, de Portugal, mostrando a importância do gajo para a seleção)

De cabeça, em cima da hora. Pode ser mais lindo? (Observador, de Montevidéu, fazendo uma homenagem irônica ao velho estilo, de vitórias sofridas e empates heroicos, que moldou o futebol uruguaio)

Em cima da hora, apareceu Josemá para salvar o Uruguai (Ovación, de Montevidéu, valorando o gol de Josemá Gimenez)

Nos acréscimos, Bouhaddouz deu a vitória de presente ao Irã (Le Matin, de Marrocos, apontando, sem nenhum pejo, o dedo para o atacante que entrou para marcar a favor e marcou contra)

Irã vence no fim (Teeran Times, muito contido)

Milagre Cristiano: talento mais huevos (Olé, da Argentina, definindo o gajo, como alguém que sabe jogar muito e que tem culhões)

O primeiro hat-trick da Copa: Ronaldo escreveu uma história (Gazeta Russa)

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Cristiano, o homem que vale um País
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Golaço de Cristiano empata o jogo (A Bola)

Golazo de Cristiano (Marca)

Golazo de falta de Cristiano (El Mundo Deportivo)

A genialidade de Cristiano Ronaldo desafia a criatividade de jornalistas de todo o mundo.

As manchetes acima foram na hora do terceiro gol português. No valor do momento. Quem escreveu, apenas repetiu, com alegria e raiva, o que havia gritado um segundo antes.

Que golaço!!!!

E era um gol previsto. Quando ele sofreu a falta e se preparou para bater, as câmeras de televisão mostraram ao mundo o olhar de um caçador, frio e determinado. O olhar de um homem gelado. O olhar de um cientista. O olhar de um hipnotizador. Se De Gea olhou, tremeu. Fincou os pés no chão, como raízes de uma sequoia.

Então, um milésimo de segundo após a bola beijar a rede, rompeu-se o gelo no olhar, acabou a frieza, o cientista se foi e explodiu o vulcão Cristiano Ronaldo.

Aqui, mando eu. Aqui, ali, em todo lugar. O quarto jogador da história a anotar em quatro Copas seguidas, como Pelé, Klose e Seeler.

O primeiro grande jogo da Copa revelou o primeiro craque da Copa.



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No banco, Salah sofre como um ugandês
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Existe a expressão ''aqui se faz, aqui se paga'', em Uganda?

A imagem de um desolado Mohamed Salah, após o gol de Gimenez, causou comoção em todo o mundo. Talvez até no Uruguai, apesar da festa pela vitória celeste. Mas, em um lugar do planeta, deve ter despertado instintos nada cristãos. Em Kampala e em toda Uganda,  certamente alguém viu na tristeza de Salah a cereja no bolo de sua própria alegria. Em Brazavile e no Congo, também.

Os congoleses sofreram com Salah em campo o mesmo que Salah, no banco, sofreu com Gimenez.

Os ugandeses, fora do campo, em suas casas, acompanhando pelo rádio ou televisão.

Foi em 8 de outubro, na última rodada do grupo E das eliminatórias africanas. O Egito liderava, com nove pontos. No dia anterior, Uganda havia empatado com Gana e chegado a sete pontos.

O Egito, jogando em casa, precisava vencer o Congo, para chegar a 12 pontos e garantir a vaga.  E Salah fez o primeiro gol, aos 18 minutos do segundo tempo. O Congo empatou aos 42 minutos e a classificação, que estava garantida, dependeria ainda da última rodada, quando o Egito visitaria Gana e Uganda, com chances, visitaria o Congo, rabeira.

Salah fez valer, então todo o seu peso de melhor do time, melhor da África e um dos melhores do mundo. Pediu apoio da torcida, que saiu do choque para uma participação efetiva. E, aos 50 minutos, marcou, de pênalti, o gol da vitória. O Egito voltou ao Mundial, depois de 28 anos e os ugandeses viram suas chances acabarem.

Agora, o gol de Gimenez veio aos 44 minutos. Para tristeza de Salah e de seus admiradores no mundo todo. E para alegria de ugandeses e congoleses que vestiram no corpo ou na alma, a celeste olímpica.

Afinal, parafraseando um político brasileiro, o futebol desperta os piores instintos.



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Nova Celeste joga mal, vence e encaminha classificação
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(foto: Mark Baker/AP Photo)

Foi ao velho estilo. Gol de bola parada. Poderia ter sido na bela cobrança de Cavani, na trave, mas foi com a cabeça de Gimenez, em jogada iniciada por ele, que sofreu uma falta na lateral. Sim, era o sufoco. Gimenez, na ponta direita, sofrendo falta desnecessária. Godín carregando a bola pelo meio. Nada do toque de bola prometido na nova Celeste.

Não funcionou. Nandes, Vecino e Betancourt pouco se aproximaram do ataque. Varela e Caceres não apoiaram. E Arrascaeta fez uma partida decepcionante. Além disso, como o Egito fez uma boa marcação na saída de bola do Uruguai, o jeito era voltar a ser a Celeste de sempre e ''quebrar a bola'', com muita ligação direta.

Até poderia dar certo, mas Suárez esteve mal e perdeu três grandes chances. Mérito também do goleiro Elshenawi. No final, após o gol salvador, recuou e, como zagueiro, fez falta e cera. Esteve muito abaixo de Godín e de Cavani, os melhores do time.

Uruguai venceu na estreia da Copa, algo que não fazia desde 1970. Mas o que fica do jogo é uma pergunta: se se Salah estivesse em campo?

Com a vitória, o Uruguai fica perto da vaga. A Arábia Saudita é muito fraca e vai perder os três jogos. Então, o Uruguai, talvez com uma goleada, chegará à rodada final com seis pontos para enfrentar a Rússia. Se ela também tiver seis pontos, um empate classifica os dois. Uma situação ruim para o Uruguai seria o Egito vencer a Rússia no próximo jogo. Então, na terceira rodada, os egípcios poderiam chegar a seis pontos, vencendo a Arábia. E se a Rússia vencer o Uruguai, todos ficariam com seis pontos.

Números a parte, o Uruguai precisa jogar mais bola.



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Ricardo Rocha, defensor da base, fala sobre o futuro do São Paulo
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Estreou na TV UOL o ''A Rússia é logo ali'', apresentado por Fernando Vannucci. Estarei com ele, sempre na véspera e um dia após os jogos do Brasil. Ricardo Rocha estava ao meu lado no PROGRAMA DE ESTREIA.

Ricardo falou sobre suas participações em programas de televisão durante a Copa. ''Você me criticou, agora é preciso dizer que está tudo muito bem estruturado e não vai atrapalhar de modo algum meu trabalho no São Paulo, que é o que importa. Todo mundo terá dez dias de Copa e vou usar esse tempo para participara da Copa, à minha maneira, em alguns programas. No dia da reapresentação, estarei lá para receber os jogadores e tocar em frente nosso projeto''.

Já há algumas possibilidades de contratação para os lugares de Marcos Guilherme e Valdívia, mas, nas reuniões, Ricardo Rocha defende que a base deve ser privilegiada. ''Antes de buscar alguém, vamos ver os nossos meninos'', afirma, antes de citar nomes e nomes de gente da base que ele admira. Cita Toró e Helinho, mas também fala de Anthony, dos zagueiros Rodrigo e Walce e até do lateral Tuta, que está na reserva de Caio.

Ricardo Rocha é puro entusiasmo. Descreve as qualidades dos garotos, fala em dar uma aulas de ''zagueiro para zagueiro'' com Rodrigo e Walce, cita seu entusiasmo co Araruna (''O Jardine falou das suas qualidades e ele confirmou em campo'') e mostrou seu contentamento com o momento atual do time. ''Estamos criando uma gordura boa. O segundo turno é mais difícil porque quem está mal, contrata para não cair e quem está bem, contrata para ser campeão. E nós estamos nessa briga aí''.

Por fim, falou que sente Nenê como um garoto, com muita personalidade e correndo muito, por todo o campo. Everton recebe muitos elogios, resumidos em uma pergunta: ''você viu como o Nenê e o Diego Souza melhoraram com a chegada dele? Ele faz o time melhorar''. E disse qual o conselho que dá a Nenê e Diego Souza antes dos jogos: ''vocês são os mais experientes. Precisam entrar em campo e serem fdp. No bom sentido, é lógico''.

Vejam o programa. Foi muito legal.



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Osmar Loss, 28%. Diniz, quatro derrotas
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Menon

Mais uma derrota do Corinthians de Osmar Loss. A terceira em seis jogos no Brasileiro. Cinco pontos conquistados em 18 disputados. 27,7% de aproveitamento. Aonde vai parar?

Rumo ao título, parece difícil. Está onze pontos atrás do líder.

Loss sofre com desfalques. São muitos, desde a seleção brasileira até a paraguaia, além de contusões. Mesmo assim, não dá para ter média de rebaixado. Empatar em casa com o Vitória e perder fora para o Bahia não o qualifica nem para o campeonato baiano.

E Diniz? Quatro derrotas seguidas. Bruno Guimarães, volante, na zaga e Rafael Veiga, meia, como volante. Maior posse de bola e menos finalizações.

Todo o cenário de sempre. Um treinador fiel às suas convicções e pouco se importando com o clube. O rebaixamento é uma possibilidade concreta.



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