Blog do Menon

Rato, porrada, árbitro cercado… Bem-vindo, futebol brasileiro
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Menon

Terminou a abstinência de futebol brasileiro. Terminou em droga pesada.

Emoção não faltou em Vasco x Bahia. Faltou um gol para que houvesse decisão por pênaltis.

O resto foi terrível.

Passes errados.

Jogo duro.

Cera.

Reclamações contra os árbitros.

Final de jogo com duas expulsões.

Árbitro cercado no final de jogo.

Briga de torcida com PM.

Iluminação de boate.

E ele, a atração especial.

Sua Excelência, um rato. Fornido, Gordo. IMC alto. É rápido, o danado.

E a torcida do Vasco aplaude.

O quê?

A mediocridade é uma doença contagiosa.



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Helinho, Luan e Tuta, os prováveis promovidos
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Menon

A Rússia é logo ali foi um programa do UOL durante a Copa. Foram 14 edições. Participei de 13, seis delas ao lado de Ricardo Rocha.

No último programa, dia 16 de julho, o assunto desviou um pouquinho e ele falou sobre o São Paulo. ''Minha preferência é sempre pela base. Tem muito torcedor que também é a favor, mas quando me encontra, pergunta sobre contratações'', disse, bem humorado.

Ele é muito impressionado com o futebol de Helinho, que deseja ver já no time de cima. ''Futuro enorme''.

Rocha não tem nenhuma pressa em contratar um substituto para Petros. Defende a subida de Luan e acredita que Hudson, Jucilei e Liziero possam dar conta do recado.

Para ele, Bruno Peres e Régis, que voltou a treinar, podem substituir Militão em caso de saída do titular, que ocorrerá no máximo em janeiro. E tem outra opção: ''gosto muito do Tuta, da base, que marca muito bem'', terminou Rocha.

 



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A Copa que rebaixou o Brasil
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Menon

Fim de Copa. Hora de reflexão.

A seleção brasileira, já eliminada, foi aplaudida só deixar seu hotel na Rússia e ao chegar na aeroporto no Rio. Pouca gente, mas prontas a aplaudir. Aplaudir um sexto lugar.

É o fim das ilusões. Reflexo de quatro derrotas seguidas. Criou-se o consenso de que já não somos invencíveis. Nunca fomos, é claro, mas rompeu-se a sensação de estar acima de todos.

Ganhar a Copa deixou de ser normal. Já não há crise quando perdemos. Qual será o próximo passo? Chamar o Olodum e os bonecos de Olinda e decretar feriado nacional quando formos terceiro lugar? É a banalização do fracasso.

A derrota de 2018 é a mais preocupante dos últimos tempos. Além de destruir expectativas, ela chega sem desculpas. Não se pode dizer que a bagunça imperou (2006), que o treinador era neófito ou ultrapassado (2010 e 2014).

Nada. Tudo foi feito da maneira correta. Nada de sobressaltos. Classificação sem sustos, após a chegada de Tite. Convocação normal, com um ou outro nome questionável. Tite não levou Luan? Ok, Dunga não levou Neymar.

E o que se viu?

Um time titular com jogadores sem condição de jogar nas seleções que ficaram nos três primeiros lugares: Fagner, Fernandinho, Paulinho (sempre elogiei), Willian, Gabriel Jesus e Danilo.

Marcelo e Coutinho jogando abaixo do que se esperava. Marcelo, pela segunda Copa seguida.

Neymar, pela segunda vez, comprovando que, apesar de ser um grande jogador, não é alguém capaz de fazer a diferença em uma competição tão importante.

Um treinador que não soube reagir diante de surpresas táticas. Foi assim contra o México e contra a Bélgica.

Houve coisa boa? Lógico, mas a maior de todas tem data de validade: Thiago Silva e Miranda, com 37 anos, não irão ao próximo mundial.

A situação é complicada. O sinal está vermelho. Pedro, do Fluminense, é a única revelação que sabe cabecear e jogar dentro da área. Centroavante. Estão surgindo muitos jovens rápidos pelos lados do campo e nenhum Pogba.

Saudamos Arthur, nosso Modric.

Perceberam a tristeza. Os outros são referência. Podemos ter um Modric, não temos um Hazard, um Kane ou um Pogba.

É hora de enfrentar a realidade e acabar com verdades antigas como: podemos fazer três seleções, gringo cintura dura, a amarelinha ganha sozinha e o pior de todos….

Perdemos para nós mesmos. Achar que perdemos para nós mesmos é o início de uma nova derrota.



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Obrigado, Paulo Batista
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Menon



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Casagigante. Enorme
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Menon

Walter Casagrande Jr é um homem vítima de uma doença terrível. Ele a enfrenta há tempos. Encara seus demônios, suas fraquezas, seus medos diariamente.

E, em comemoração a uma vitória a mais contra o que o levou perto da morte mais de uma vez, ele se expôs, se desnudou de corpo e alma diante de milhões.

Um abraço, Casão

Tags : casagrande



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Liberté. Égalité. Fraternité. França unida não foi vencida
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Menon

A França é campeã do mundo, colocando em prática os clichês que treinadores brasileiros adoram repetir: 1) se o coletivo funcionar, vai aparecer o individual e 2) nenhum de nós é mais forte que todos nós juntos.

Bobagens de autoajuda.

A verdade é que Deschamps montou um time compacto e eficiente. Teve alguns apagoês como levar três gols da desorganizada Argentina, mas, em geral não sofreu.

Teve um caminhar muito melhor que a Croácia, que precisou de prorrogação para eliminar Dinamarca, Rússia e Inglaterra, enquanto a França vencia Argentina, Uruguai e Bélgica.

O primeiro gol saiu de um erro de Pitanga, que caiu no conto de Griezmann. Depois, o gol de Perisic, que fez grande Copa. E o gol de Griezmann, com o VAR confirmando um pênalti imbecil, fruto de uma determinação imbecil da FIFA.

Com 2 x 1 contra, a Croácia passou a atacar ainda é a França teve o grande mérito de reagir.

E apareceram as individualidades. Pogba, melhor jogador jovem do Mundial Sub-20 2013, melhor jogador jovem da Copa-14, coroou seu bom Mundial para ótimo passe para Mbappé e para a conclusão da jogada, de canhota.

Mbappé fez o quarto e Lloris, com sua irresponsabilidade, deu nova vida à Croácia.

E deu França. Igualité. Fraternité. Em campo, com um time unido e lutador.

Liberté para os craques.

E que a miscigenação da sociedade francesa não se restrinja à seleção nacional. E que descendentes de africanos não precisem jogar bola para se sentirem aceitos. E respeitados.

 



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