Blog do Menon

Um grande gesto solidário da Sociedade Esportiva Palmeiras
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Menon

A Copinha é pródiga em histórias humanas. É como um rio cevado. Basta jogar a rede e pegar muitos peixes. Basta mergulhar e contar muitas histórias. O drama para chegar a São Paulo, viajando dias em ônibus, a perna quebrada, o garoto que foi criado pela avó, por isso Davó, o desespero de quem tem a última chance de se mostrar ao mundo do futebol. Todas histórias protagonizadas por jovens, por seres humanos.

E agora, uma linda história que não tem uma pessoa como foco. E sim, um clube. O Palmeiras deu um grande exemplo ao futebol brasileiro. Foi solidário ao Galvez, a quem eliminou. Bancou a viagem de volta dos jogadores ao Acre. E convidou todo o grupo a conhecer o maravilhoso estádio. Eu fico imaginando o alívio de garotos ao saberem que poderão voltar para casa e o deslumbramento em conhecer um estádio em que, muito provavelmente, nunca irão jogar.

Um dia inesquecível proporcionado por um clube. Uma diretoria que entendeu a máxima: ''nunca é só futebol''. Muito diferente do outro Palestra Itália, o Cruzeiro, que não paga uma dívida de R$ 400 mil ao Atlético Acreano.

Quantos torcedores o Palmeiras ganhará no Acre, com este gesto? Mil, cem? Que seja dois. Ou um. Um grande clube só é grande, só é gigante quando se torna o depositário da paixão popular. A partir de agora a audiência do Palmeiras – seja em alguma televisão 4k ou em um radinho de pilha aumentará. E o gigante se tornará ainda maior.

E a história bonita tem um lado triste. Triste e irônico. O Galvez foi vítima de seu sucesso. Teve um planejamento financeiro justo para a primeira fase da competição. Era chegar, perder e voltar. Pois, conseguiu chegar na terceira fase. E o dinheiro acabou. E as passagens não valiam mais. Galvez, o Imperador do Acre. Um epíteto que também serve para a Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Pssica (3/40)
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Menon

Há três anos, fui ver uma palestra de Leonardo Padura, um de meus escritores preferidos, em parceria com Este Augusto. Quem?

Sim, foi o que pensei. Gostei de como o escritor paraense descreveu seu estilo e comprei o livrinho. Sim, fininho, pequeno, 90 páginas.

Deixei de lado, em uma estante, aqui em casa. Santa ignorância, Batman. Perdi muito tempo. Li agora, em três horas.

O livro é um furacão. Frases curtas, cortantes, ritmo alucinante. Conta a história de Janelice, garota de 14 anos, expulsa de casa pelo pai, quando o namorado vazou um vídeo de sexo oral.

O livro vai de Belém, à ilha de Marajó e a Caiena, capital da Guiana. Crack, cocaína, garimpo, corrupção, morte, matador de aluguel, um angolano branco em busca de vingança pela morte da amada.

Dificilmente, o clichê ''é impossível parar de ler'' esteve tão perto da realidade.

Abaixo, um exemplo da escrita crua e bela de Edyr Augusto.

''Tá assim de puta, cara!. Os homens precisam. Se não estiver no turno, vai. Preá vai, disposto a ficar bebendo e cheirando coca. É um barraco imundo. O som toca brega e zouk. A mulherada se amostra. É um entra e sai dos quartinhos. Cada foda paga em ouro''.

''Então, um braço forte envolveu seu pescoço e começou a apertar. Na surpresa, chegou a gritar de susto. O braço apertando. Tentou rolar. De todas as maneiras. Socou para trás. Pegou a cabeça do oponente, puxou. Mas o ar estava faltando. Agora, o importante era respirar. De qualquer maneira. Tentava baixar o queixo, morder o braço que apertava. Via luzes. Luzes. Escurecia. Escureceu. Os olhos quase saltados da órbita. ''.



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Maurício Bonato, o homem-gol
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O segredo do bom narrador de futebol é saber transmitir o ritmo correto da partida. De modo que o ouvinte no rádio, ou mesmo na televisão, perceba pela aceleração do narrador que a jogada é boa e que…aí vem gol. Maurício Bonato, com muitos anos de carreira, principalmente na equipe esportiva do canal Sky – ele é o brasileiro que mais gols narrou de Messi e Cristiano Ronaldo, afinal foram 15 superclássicos – sempre seguiu esta regra.
Agora, é diferente. É dele a voz que narra os gols da rodada aqui no UOL. Gol atrás de gol. Nada de lero-lero. Só gol. Ele demorou um pouco a se adaptar. E conta como foi o processo.
''Eu estava acostumado a gravar offs de gols na Band/Bandsports. Eu escrevia o texto, descrevendo detalhadamente o lance e gravava. O áudio ia pra edição que, com seus recursos, ''casava'' perfeitamente áudio e vídeo. Pois bem, quando comecei a gravar os ''Gols da Rodada do Uol'' em 2017, eu achava que o procedimento seria o mesmo.
Na primeira gravação, ''apanhei'' para adequar o áudio com ritmo ao tempo de imagem dos gols e à sequência, sem perder fôlego e entonação.
Foi difícil acertar o processo logo de cara. Os editores do Uol sempre me ajudaram muito. Percebi que pela liberdade que me foi dada, podia se mais descontraída a gravação, e pelo tempo curto dos gols, eu não precisava descrever tanto o lance. Aí tive a ''sacada'' de apenas apontar numa folha (uma pra cada jogo e tudo em sequência) os nomes dos jogadores que participavam do lance. Daí tudo ficou mais fácil e consegui adequar perfeitamente o tempo de narração com as imagens.
É diferente narrar um jogo e narrar gols, o ritmo e entonação são diferentes.
Geralmente eu assisto duas vezes aos gols antes de gravar. Acontece na maioria das vezes, de quando eu chego no Uol para gravação, eu não conseguir ter visto nada antecipadamente. Daí eu escrevo os gols (da forma que citei acima), alinho a sequência com o editor e gravo. Já aconteceu de gravar ''de primeira'' como costumamos dizer. Confesso que fico bem feliz quando isso acontece.
Depois de gravado e editado, junto com o editor faço uma última checagem e aprovamos o material.
Há de se ter um cuidado especial em tentar não repetir os termos usados, como é de improviso, isso pode acontecer. O segredo pra minimizar isso é ter vocabulário, ou seja, ler muito que é a base de quem trabalha com as palavras.
Importante nesse trabalho de narração é ter a respiração correta que te possibilita dar o ritmo adequado. Eu vejo as imagens ao mesmo tempo que olho o papel com apontamentos e narro os gols. Parece coisa de maluco, mas com o tempo a gente de acostuma. Claro que as técnicas de locução (entonação e dicção) além da respiração são necessárias para esse trabalho.''
Bonato, o homem-gol do UOL, é muito eclético.  Por conta disso, além de três Copas do Mundo, Libertadores, Liga dos Cammpeões, campeonatos europeus e chinês, trabalhou em Olimpíadas e Pan-Americanos. Narra MMA, boxe, judô, campeonato europeu de basquete e o que vier. Por enquanto, falta narrar hóquei no gelo, basebol, críquete, futebol americano e golfe.
Mas se vier, o homem-gol encara.



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Andrés está corretíssimo. Pena que não tenha liderança
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Menon

O Corinthians mandou uma carta à Conmebol protestando contra as mudanças exigidas para jogos da Libertadores. Nada de bandeirão, lugares marcados e venda totalmente pela Internet. Novos passos em busca da higienização do futebol. Adeus, torcedor raiz, que fica na arquibancada, em pé e não para de cantar. Adeus bandeirões, adeus festa, bye bye futebol como expressão de paixão popular. A Conmebol se comporta como alguém que deseja ardentemente ser aceito por outros, mais ricos. E se adapta e imita. E perde a identidade. ''Olha, Uefa, nós somos pobres, mas somos limpinhos''.

Parabéns a Andrés Sanches pela tomada de posição. Mais ainda por trazer críticas à CBF, entidade que nada faz pelos clubes brasileiros. Abaixo, o manifesto:

''O Sport Club Corinthians Paulista manifesta seu descontentamento com as recentes resoluções publicadas pela Conmebol para a Copa Sul-Americana e a Libertadores.

O O Regulamento de Segurança para Competições de Clubes 2019, publicado oficialmente pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), no Art. 25, proíbe, dentre inúmeros outros itens, a entrada de bandeiras e bandeirões com mais de 1,5m de comprimento e 1m de largura. Com o novo regulamento, o número de itens proibidos nos locais dos jogos aumentou de 18 para 21 em 2019. A nova regra também prevê, no Art. 21, que, a partir de 2021, todos os ingressos sejam vendidos na internet e os lugares sejam marcados e com assentos.

O Time do Povo não pode aceitar o ônus imposto pelas medidas aos reais donos do espetáculo, os torcedores, que frequentemente pagam caro para ir a estádios desconfortáveis, com serviços de péssima qualidade, por imposição de burocratas do futebol latino-americano, que agem como se o fã fosse um estorvo e não a razão de ser do espetáculo.

Em vez de penalizar a torcida com o fim das bandeiras e dos bandeirões e dos lugares populares onde costumeiramente os torcedores, em pé, entoam seus cânticos empurrando sua equipe, que fosse feito um estudo pela Entidade sobre as melhores práticas no desenvolvimento dos espetáculos esportivos. Bom exemplo acontecerá em breve na final do Super Bowl, em Atlanta, quando a gestora da arena hospedeira, nossa parceira IBM, estará mostrando como é colocar à serviço do torcedor todo o aparato de um estádio moderno.

Aviltam a experiência do espectador no estádio, mas nada fazem para melhorar a capacitação da arbitragem ou enriquecer a emoção do fã fiel. Sempre com a complacência da CBF na Conmebol, cujo silêncio perante os desacertos faz dela cúmplice por omissão.

Fiéis à nossa origem, vestidos com o manto alvinegro, seguimos em frente, fazendo nosso trabalho, melhorando as condições do nosso espetáculo, desenvolvendo o negócio do esporte, implementando a boa governança em nosso Clube.

A Conmebol deve despertar para estes os novos tempos: o negócio do futebol vem mudando a uma velocidade alucinante, imposta pela força dos participantes nas redes sociais, que estarão se revelando cada vez mais implacáveis com aqueles que desprezam seus anseios.

Vivemos numa sociedade violenta, é inegável, mas repudiamos as soluções de prateleira, adotadas no continente, que optam pelo caminho mais fácil de sacrificar os quem têm menos para beneficiar os quem têm mais.

Não vamos aceitar extinguir os locais populares de nossa Arena, nela queremos não só bandeiras e bandeirões, mas também instrumentos musicais e fogos festivos. Acreditamos que o diálogo deve trazer de volta os clássicos com duas torcidas, pois sabemos que, se tratarmos o torcedor como animal, geraremos um selvagem; respeitando-o como cidadão, teremos um torcedor apaixonado.

Andrés Navarro Sanchez

Que o Corinthians vá com esta luta até o fim. Continue o enfrentamento com CBF e Conmebol. Mas, será uma luta solitária. Por dois motivos: ao contrário do que dizia Otto Lara Rezende em relação aos mineiros, os grandes do Brasil não são solidários nem no câncer. É cada um por si. O Palmeiras sentiu o isolamento na briga com a Federação Paulista.

O segundo motivo é a antiga postura de Andrés. Ele destruiu o Clube dos 13, uma entidade que, bem ou mal, unia os grandes clubes e tentava ser o seu porta-voz. Andrés saiu. Foi o pioneiro da política do se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. Fez a opção de caminhar sozinho.

E ninguém vai ser solidário a ele. Ninguém vai seguir sua liderança. Mesmo que esteja mil por cento correto, como agora.

Os grandes clubes seguirão assim, gigantes adormecidos e sob o jugo de FPF, CBF e Conmebol. Ad eternum.



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São Paulo estilo Aguirre foi bem
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Menon

André Jardine pretende fazer um São Paulo que tenha domínio do jogo, com muita posse de bola, conseguida através de triangulações e muitos passes curtos. Rifar a bola é proibido. No primeiro tempo contra o Ajax, os conceitos não estiveram presentes. Ele montou um time no 4-4-2, muito compactado e com saídas no contra-ataque. Estilo Diego Aguirre.

O time foi muito bem. O Ajax é que teve posse de bola, mas o São Paulo não sofreu riscos. E fez um lindo gol com a dupla de ataque Hernanes e Pablo. Foi assim que funcionou, pois Everton e Helinho, novamente muito bem, compunham o meio campo. Veio o contra-ataque e Pablo, centroavante móvel, deixou a área e serviu Hernanes. Uma jogada que pode se repetir com Diego Souza. Jardine, porém, não colocou os dois juntos em nenhum momento.

No segundo tempo, o São Paulo também começou jogando no contra-ataque, mas quando começou a colocar os preceitos de André Jardine em prática, ficou claro que será preciso treinar muito. A saída de bola foi um horror. A pressão alta resultou em contra-ataques mortais e dois gols de churrasco.

Brenner foi muito bem. Aberto na esquerda, recebeu bom passe de Leo Pelé e marcou. Teve outra chance com passe de Nenê e perdeu, mas mostrou que pode ser muito útil. Nenê, que foi bem no primeiro jogo, perdeu um gol imperdível. Com cavadinha ou sem cavadinha, precisava ter feito o terceiro gol.

Araruna jogo como volante no primeiro jogo e como lateral no segundo. Mesmo com os reforços, continuará sendo uma opção.

O que eu não entendi foi a substituição de Diego Souza, que se machucou. Jardine colocou Everton Felipe e trouxe Brenner para o meio. Poderia ter mantido o garoto na esquerda e colocado Trellez. Ou ter feito o deslocamento para o meio com a entrada de Gonzalo Carneiro. O uruguaio está contundido e não pode jogar? O que parece claro é que Trellez está descartado. Como Edimar.

Também achei errada a entrada de Biro Biro. Ele só poderá jogar daqui a 15 dias. Necessário testá-lo agora?

Depois de dois jogos e muitas experiências, me parece claro que Jardine, além de colocar seus conceitos em campo, precisa urgentemente resolver um problema crônico do São Paulo: os problemas defensivos pelo lado direito do campo. Os dois pênaltis foram cometidos ali. E os outros quatro gols também. Ou resolve ou vai sofrer muito.



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Arrascaeta desrespeitou o Cruzeiro
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Giorgian de Arrascaeta chegou ao Cruzeiro em 2015, após boa Libertadores pelo Defensor. Um jogador de futuro. Graças a seu futebol de alto nível, quebrou recordes, ganhou títulos e se transformou em ídolo. Saiu agora como cachorro magro que, satisfeita a fome, sai correndo e só volta no dia seguinte.

Arrascaeta não vai voltar. Ele trocou a perenidade da História pela instantaneidade de um fast food. Agiu como um garoto.

O Cruzeiro, para ele, foi apenas um local de trabalho. A torcida do Flamengo, que festeja sua chegada – e faz muito bem em festejar porque ele joga muito – pode ter certeza que a uma proposta da Europa, ele agirá da mesma forma.

Recorrerá ao velho, surrado e sujo truque de não treinar. Uma forma de chantagem contra seu empregador. Uma forma de atender aos desejos de seu procurador, louco por sua gorda porcentagem na transação.

Não defendo aqui que o jogador deva amar o clube que defende. Tem de ser profissional. A vida é curta, a carreira mais ainda e Garrincha está aí para nos lembrar de como quem fez a alegria do Brasil, de quem foi amado por torcedores de todos os times, terminou a vida superado pela doença do alcoolismo, sem ajuda de ninguém. E quem é que pode ajudar? Ninguém é obrigado a nada, ninguém tem culpa das agruras da vida. Ela pode ser cruel.

Então, Arrascaeta tem todo o direito de sair do Cruzeiro. Vai ganhar mais dinheiro e isto é importantíssimo. Justo e ninguém pode criticar. O que não consigo entender é um jogador rifar o amor de tantas pessoas. Jogar o status de ídolo no lixo. O jogador, por mais profissional que seja, por mais que defenda seus direitos, está dando um tiro no pé ao não levar em conta da paixão do torcedor, que gostaria apenas de um agrado. De respeito. Que Arrascaeta deixasse claro que gostaria de sair, mas que trabalhasse como todo torcedor sofrido enquanto a negociação não se concretizasse.

Nada disso. Nem uma despedida nas redes sociais, escrita por um assessor.

Nada.

Arrascaeta preferiu a rotatividade.

Será lembrado como aquele gringo de nome estranho, que abandonou o nosso time.



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São Paulo vai perder de novo. E daí?
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O Ajax é o grande favorito no jogo contra o São Paulo, que encerra a participação dos dois clubes na Flórida Cup.

Se o São Paulo perder, será normal e não deve acarretar sobressaltos.

Por que é normal?

O Ajax é melhor.

O São Paulo está iniciando a temporada.

Quem não atuou contra o Eintracht, deverá ter chance agora: Júnior, Perri, Rodrigo, Edimar, Trellez, Brenner, Biro Biro e Gonzalo Carneiro.

A ideia é rodar o elenco, fazer observações e não sofrer contusões.

Então, não serve para nada? Serve para muito. As observações são importantes.

Liziero será titular?

Nenê e Hernanes juntos?

Diego Souza e Pablo juntos?

O trabalho começa mesmo a ser analisado no sábado, já no Paulistão.

E a cobrança é a classificação na Libertadores, contra o Talleres. É o que importa, daqui a um mês.

Até lá, que Jardine tenha tempo para colocar seus conceitos em prática. Ou renegar todos eles.

O que importa é a classificação na Libertadores. Com posse de bola ou no contra-ataque.



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O livro de Jô (2/40)
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Jô Soares é um artista completo. Televisão, teatro, pintura, rádio, jornal e revista. Livros. É muito melhor em umas coisas e muito pior em outras. Quando é pior, é bom. Quando é melhor, é ótimo.

Suas memórias escritas juntamente com Matinas Suzuki Jr são muito mais que suas memórias. São um painel da vida cultural e política do Brasil nos últimos 60 anos.

O leitor é convidado a conviver com a grandeza de dom Hélder Câmara e com a pequenez de João Dória. Fica sabendo que Jô, ao sair da Globo, foi obrigado a devolver uma sunga do Capitão Gay e se emociona ao conhecer sobre a convivência com o filho autista.

É um livro imprescindível, alta literatura? Não. Nem tem esta intenção. Mas é muitíssimo agradável.

Ri litros com a história do pobre Don Juan que, após muitas tentativas, consegue levar uma garota à garçoniere emprestada por um amigo. Lá, acometido por fortíssimas cólicas intestinais, descobre que o banheiro está quebrado.

Pensa em uma solução. E a campainha toca…

O resto da história está no livro.

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Manoel ofende o Corinthians
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Manoel, o bom zagueiro do Cruzeiro, seria um ótimo reforço para o Corinthians. E o Corinthians seria uma benção na vida de Manoel.

Mas ele, ou o empresário dele, não pensa assim. A gente nunca sabe quem manda na relação. Bem, o fato é que Manoel pede uma compensação para jogar no Corinthians.

Repetindo a insana frase: Manoel pede uma compensação para jogar no Corinthians. Parece piada de português. Quem é Manoel? O que é o Corinthians?

Manoel devia dar graças a Deus de ter a oportunidade de jogar no Corinthians. De retomar sua carreira. Afinal, há quanto tempo ele é reserva?

A justificativa pela compensação é ridícula. Ele diz que vai ficar longe da Libertadores. Vai, como muita gente melhor que ele também vai.

Se a negociação der certo, Manoel beija a camisa, diz que é o maior clube do Brasil, solta uma provocação quinta série sobre o Palmeiras, diz que é mais um do bando de loucos e vira ídolo.

E segue o baile da hipocrisia. Com zagueiro pedindo 500 paus para fazer o favor de jogar em um gigante.

Uma hora, isto precisa parar. Os clubes não podem ser reféns de empresário ganancioso e de jogador sem cultura futebolística para saber qual seu lugar na história.



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Helinho, Liziero e Nenê, os melhores
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Menon

Não se pode analisar o São Paulo, com cinco treinos, enfrentando um time já em ritmo de competição no campeonato alemão e na Liga da Europa.

Mas, uns pitacos vão bem.

Helinho foi encarador e ''alargou o campo''. Foi melhor que no ano passado.

Liziero deu outra dinâmica ao time, com ótima participação no gol.

Nenê esteve bem. Participativo e com bons passes.

O Eintracht Franckfur foi melhor, mas os gols poderiam ter sido evitados.

Anderson Martins foi o jogador mais fora de ritmo. Lento e errando passes.

Quando Pablo estava em campo, o São Paulo tentava construir jogadas desde a defesa, desde Volpi. Com Diego Souza, o time buscava a ligação direta, a casquinha, desde Jean.

O São Paulo sofreu muito pelo lado direito da defesa. Bruno Peres e Igor erraram nos gols sofridos.

Sábado tem mais.

 

 



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