Blog do Menon

Palmeiras é culpado por omissão. Como outros brasileiros
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A Conmebol definiu a punição do Peñarol por um jogo (UM JOGO) como mandante na próxima Libertadores uma multa de 150 mil dólares. Uma vergonha, não é uma punição, é um agrado. Um prego a mais na credibilidade da competição maior do continente. Só o fato de os portões estarem fechados, impedindo a saída tranquila de jogadores, que foram jogados à sanha dos rivais e de torcedores, que poderiam ter invadido o campo do Campeón del Siglo, ocasionando uma tragédia gigantesca.

O Palmeiras, que não tinha nada a ver com o jogo, foi punido por três jogos como visitante, por conta do comportamento selvagem de sua torcida organizada ao enfrentar (ou provocar, não se sabe) o comportamento selvagem da torcida do Peñarol.

Penas desproporcionais que mancham a promessa de mudanças na Libertadores.

E o que o Palmeiras tem a ver com isso?

Tudo.

O Palmeiras, como outros clubes paulistas, deram aval a Reinaldo Carneiro Bastos, obscuro presidente da Federação Paulista de Futebol para defendê-los na Conmebol.

O Palmeiras, como outros grandes brasileiros, votaram no Coronel Nunes para presidente da CBF. Coronel Nunes, um preposto de Marco Polo del Nero. Sabe o quê Marco Polo del Nero pode fazer pelo Palmeiras? Nada. Ele não pode viajar até o Paraguai para esbravejar, argumentar, defender o clube. Se for lá, pode ser preso.

Os clubes brasileiros não respeitam sua força. Eles se apequenam, mostra fraqueza. Então, as hienas se aproveitam e fazem a festa.

 


Bruno Rios supera a morte e sonha com vida nova na Lusa
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Bruno Rios, meia de 27 anos, tem sentimentos muito contraditórios ao chegar à Portuguesa, que disputa a Série D a partir de domingo, as 19 horas, no Canindé, contra a Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo.

A esperança e a alegria convivem com lembranças terríveis de um passado recente. “É mais que o recomeço da minha carreira, é o recomeço da minha vida mas não tem um dia em que eu não pense na angústia em que vivi”.

Em 2012, ele foi diagnosticado com aplasia medular, doença similar à leucemia. Ataca a medula óssea e impede a produção das células sanguíneas, compostas de hemácias, leucócitos e plaquetas. Só para ter uma noção. O recomendável é ter de 150 mil a 440 mil plaquetas por milímetro cúbico de sangue. Bruno tinha 3 mil.

Tudo apareceu após um bate bola com o irmão. Sentiu um cansaço enorme e foi para o hospital. “Fiz uns exames. O médico mandou repetir. E já fiquei no hospital. Foram quatro meses. Não melhorava de jeito nenhum, tinha muitos sangramentos, que é uma consequência da doença”.

Parecia o fim de uma carreira que havia começado sob o signo da esperança. Aos 17 anos, foi convocado para a seleção brasileira da categoria. Pela primeira vez, um jogador da Lusa havia chegado a esse estágio. Fez uma boa dupla com Alex Teixeira e o Vasco o contratou. Não foi bem e rodou por times menores como Bragantino, Joséense, Oriente Petrolero, União até que o que estava ruim, ficou muito pior.

A solução para Bruno era o transplante de medula, mas seus irmãos não eram compatíveis. “Fiquei arrasado, porque no meu caso, a doença podia ser fatal. Era o caso mais grave dos três possíveis. Vivi uma tristeza muito grande”.

Foi então que o médico Luiz Fernando Pracchia optou pelo tratamento com antimocíticos, remédio feito industrialmente, a partir do soro produzido por coelhos após injeção de células imunológicas. “É o mesmo princípio usado para a produção de soro antiofídico”, diz o médico.

Os comprimidos eram caros, mas Bruno conseguiu nos postos de saúde. E os resultados começaram a  vir. “Cada dia que vinha um resultado bom era como se eu tivesse ganho um jogo, feito um gol”, ele se lembra.

A alta do hospital não significou o retorno ao futebol. Tudo foi feito paulatinamente. Em 2015, o médico disse que poderia voltar à profissão. “Hoje, eu tenho a mesma possibilidade de ter a doença do que outra pessoa”. Como se um maligno raio caísse duas vezes no mesmo lugar.

O retorno foi na Portuguesa. O treinador era Aílton Silva. “Ele foi muito legal, me tratou muito bem e sempre me animou”, lembra Bruno. Mas não o escalou.

Em 2016, foi para o Parnaíba, no Piauí e depois para o União Susano. E agora, pela terceira vez na Portuguesa. “Agradeço muito a nova chance. Sou  um meia rápido, que tem bom passe e chega no gol. Vou ajudar a Lusa a subir, porque a Série D é muito pouco para um time assim”

A entrevista foi feita por telefone. Uma hora depois de terminada, Bruno me ligou. Com muita educação e timidez, fez um pedido. “Seria possível terminar a matéria dizendo para as pessoas que é muito importante doar medula? E muito fácil também, é como doar sangue? A ajuda é boa porque a doença pode ser fatal”?

Está dito.


Bondades de Leila e Pinotti são contra a modernização do futebol
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O Palmeiras está cada vez mais forte, cada vez mais longe de seus rivais. Está sempre à frente. Além de comprar bem, agora também vende bem. Vitor Hugo, um zagueiro fraco, vai para a Europa por inacreditáveis 8 milhões de euros, mais do que o São Paulo conseguiu por Lyanco, muito mais jovem e com mais futuro.

O planejamento do Palmeiras funciona muito bem. Como a saída de Vitor Hugo era uma possibilidade concreta, o clube já havia contratado Luan, promissor zagueiro do Vasco. E também Juninho, do Coritiba. Juninho e Luan deve ser a próxima dupla titular, pois a saída de Mina é iminente e o tempo, implacável, cobrará a conta de Edu Dracena.

Então, estava tudo certo. A Crefisa deu o dinheiro para a contratação de Vitor Hugo. O Palmeiras vende e paga a Crefisa. Negócio de irmão. Epa, tudo que é bom, pode melhorar. O negócio de irmão vira negócio de mãe, pois Leila, a dona da Crefisa, abre mão do dinheiro. E ele vai para pagar Juninho. E ainda sobra muito.

Não é mesmo uma Teresa de Calcutá? Sem interesse algum, a não ser aparecer, como tiete na apresentação de novos jogadores? Não interessa a sombra lançada sobre o presidente Galliote, cada vez mais ofuscado pela presença radiante da mulher que não tem escrúpulos em lançar mão da imagem do Papa para glorificar sua pouco louvável atividade de fazer empréstimos garantidos pela aposentadoria de velhinhos.

É um tipo de relação incestuosa, que nada tem a ver com a modernidade pregada por tantos. E não é privilégio dela, não. Vejam o caso de Vinicius Pinotti, no São Paulo, que abriu a carteira e trouxe…Centurión. Já recebeu? Recebeu o cargo de diretor de futebol, após dois anos na gestão do marketing. Qualificou se, mas o dinheiro invertido pavimentou o caminho​.

Esse tipo de comportamento bonzinho é um absurdo. Romeu Ítalo Rípoli fazia isso no XV de Piracicaba. Emil Pinheiro fazia isso no Botofogo. Outros bicheiros faziam isso nas escolas de samba.

Leila não combina com modernidade e profissionalismo.


Flamengo não ouve Temer e está eliminado. Cheirinho de vexame
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''É preciso manter isso, viu'', teria dito o presidente Michel Temer ao pessoal da JBS.

Não sei se Zé Ricardo deu a mesma ordem verbal ao time do Flamengo. Mas a estratégia foi essa. Recuado ao extremo para garantir o empate e a classificação. Sufocado atrás. Plantado na defesa. Muralha fez defesa milagrosa, mas veio o gol da festa argentina. E da desclassificação. Mais um resultado ruim em competição internacional. Mais uma vez, o cheirinho virou fumaça queimada.

Era preciso manter isso, viu. Não deu certo.

O Furacão foi mais forte. Buscou a vaga no final, com um belo gol de Carlos Alberto. Foi o gol que colocou pressão no Flamengo e no San Lorenzo. Só um gol salvaria o time do Papa. E a coragem foi premiada.

O Santos, com um a menos, mostrou muita personalidade ae, beneficiado por uma ridícula cavadinha de Pablo Escobar, garantiu a vaga.

A Chape venceu o Lanus no final e o jogo vai para o tapetão. O zagueiro Luis Otavio, autor do gol da virada, estaria suspenso ainda pela expulsão contra o Nacional do Uruguai.


A prancheta voadora de Rogério não tem culpa. Problema é muito maior
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Vocês acreditam mesmo que Rogério Ceni, com tantos anos de futebol, com todo o preparo que tem, ficaria tão nervoso no intervalo de um jogo a ponto de jogar uma prancheta ou outro objeto no chão, após um acesso de raiva?

Eu acredito.

E o Cuca?

Também acredito.

Carille? Dorival? Estevam Soares?

Sim. Sim. Sim.

Luxemburgo? Zé Ricardo? Abel?

Acredito?

Papa Francisco? Dalai Lama?

Sem nenhuma dúvida.

É do jogo. Pertence ao futebol.

É um mundo diferente, com seus próprios códigos? Será tão diferente assim? Vejo pranchetas e ipads voando em reuniões de pauta, no Ministério (qualquer um) reunido.

A prancheta voadora, na verdade um outro objeto, um confirmada por Jucilei e Cícero é apenas um reflexo da atual crise técnica do São Paulo. Epa, mas o caso foi no intervalo do 2 a 0 contra o Corinthians, antes da crise. Pode até marcar o início da decadência, mas não existia ainda a crise atual.

O que não existe, acredito, por total desequilíbrio de forças é um racha no elenco, com Cícero de um lado e Ceni do outro. O team Cícero seria massacrado.

O fato existiu. Não é fofoca. É bastidor e deve ser divulgado.

O resto é ilação. Teria o caso da prancheta causado ou influenciado a queda técnica que se seguiu?

Não acredito porque ela é grande demais. Não há prancheta voadora que a justifique. Tem causas muito mais graves e que devem ser analisadas pelo São Paulo e por Ceni. E logo, caso contrário, não haverá prancheta, computador ou programa científico algum que faça o time melhorar rapidamente.


E que golaaaaço… Silvério no Bola da Vez
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Muito boa a entrevista com José Silvério, no Bola da Vez, com João Carlos Albuquerque, Luiz Carlos Quartarollo e Eduardo Affonso. Uma conversa gostosa e que deve ter mexido com a memória afetiva de muita gente.

Comigo, mexeu. A contratação do Silvério pela Bandeirantes em 2002 foi uma alegria imensa para mim. Eu poderia ouvir meu locutor sem trair a minha rádio. Sempre ouvi a Bandeirantes, desde o meu primeiro rádio, desde Luiz Aguiar e Os Brotos Comandam, desde Tonico e Tinoco na Beira da Tuia, desde Leporace e o Trabuco, desde as novelas, desde o repórter policial que exultava porque o fulano de tal agora iria tomar café de canequinha e desde, é lógico, o imortal Fiori Gigliotti.

Gostei tanto que resolvi republicar a minha entrevista com Silvério em agosto de 2015.

''Não gosto de palhaçada, sou um repórter que narra''

José Silvério chegou aos estúdios da Rádio Bandeirantes às 11h35, cinco minutos após o combinado. Falava ao celular, imediatamente desligado quando me viu. E começou a pedir insistentes desculpas como se cinco minutos fossem o fim dos tempos. Com o decorrer da conversa, foi fácil entender o motivo de tanta preocupação com horário. Para alguém que chega à cabine quatro horas antes do início do jogo, tempo é muito importante. A preparação é fundamental.

Ele procura uma sala para conversarmos. E pede desculpas novamente pelos cinco minutos e por demorar – menos que cinco minutos – para deixar a sala em ordem. “Sou um pouco louco. Louco locutor, até fica parecido. Mas não sou só eu, não. Tem muita gente assim”.

O Pai do Gol, como o chama Milton Neves, revela-se em poucos minutos o Escravo do Gol. Mais do que tantos troféus na carreira, orgulha-se de, em 53 anos de profissão, haver perdido apenas um gol. Foi traído pela antecipação do zagueiro Oscar em uma bola que ia diretamente para a cabeça de Mário Sérgio. Até hoje, o atual comentarista da Fox, pede o gol que lhe foi roubado.

Veja essa e outras histórias do narrador:

Mau humor nos comentários
“Você acha que estou mal humorado? Não é bem assim. É que há algum tempo resolvi mudar um pouco e fazer uma narração mais pausada, mais conversada, mas já desisti. E, se você vai falar do jogo, vai conversar e opinar, tem de falar a verdade. O que acontece também é que o futebol está ruim. Veja o caso do Ganso. Há quanto tempo se fala que ele é craque e que está e má fase? Há três anos. Ficamos esperando ele jogar como no Santos. Não é hora de falar que ele teve uma boa fase e voltou ao normal? A televisão manda no jogo. Eles mostram apenas a parte do estádio que tem gente para dar impresão que está lotado. Eu não faço isso.”

Estilo
“Eu não sou animador de jogo. Não sou palhaço de circo. Sou um repórter que narra o jogo. O mais fielmente possível. “

Preparação
“Como pouco em dia de jogo. Uma omelete, meio sanduiche. Coisa assim. Só me alimento depois. Para evitar estomago cheio, atrapalha o trabalho. A base da locução é a respiração. Faço de tudo para não ter gripe. Durante a semana, tomo duas garrafas de vinho com a minha mulher. De segunda a sexta, nunca no sábado nem no domingo. Nunca em dia de jogo.”

Como não errar o nome dos jogadores.
“Chego antes e me prepara bastante. Fico no estádio imaginando os jogadores. Tenho a lista de quem foi escalado. Tento imaginar os movimentos, o estilo de cada um. Presto também atenção nas chuteiras. São coloridas, ajudam a identificar o atleta. Mas não tenho uma lista de jogadores e chuteiras. Antigamente, era comum haver um negro e um branco na dupla de área. Isso ajudava bastante.”

Erro
“Tenho 53 anos de carreira e só errei o gol uma vez. Foi um gol de cabeça do Mario Sergio e eu narrei como se fosse do Oscar. Veio o cruzamento e o Oscar se antecipou ao Mário Sérgio. Tirou o gol dele e eu não vi. O repórter Candido Garcia também errou. Só percebemos no dia seguinte. Às vezes estico o gol para perceber quem fez. É normal errar, o importante é justificar o erro, assumir e seguir em frente. Não pode ser arrogante. Outro dia, no jogo do São Paulo, errei mas consegui corrigir. Era o Bruno pela direita. Eu disse que era o Pato. Ai, ele cruzou para o Pato, que fez o gol. Consertei na hora.O que induz ao erro é a movimentação rápida dos jogadores. Alguém passa rapidamente perto de outro que está com a bola e fica difícil perceber.”

Gol mais bonito
“Foi o do Alex, pelo Palmeiras, contra o São Paulo. Ele disse que eu embelezei o gol dele. Foi uma loucura o que eu fiz. Gritei antes de o gol sair, antes do chute. Não sei o que foi, intuição. Disseram que foi mediúnico, mas não acredito nisso não.”

Gol mais emocionante
“Foi o do Evair, contra o Corinthians. Eu havia me preparado para dizer “eu vou soltar a minha voz”. Era para um jogo anterior, seis meses antes e não deu certo. Aí, deu com o Evair. Foi marcante.”

Time que torce
“Por causa desses gols, dizem que sou palmeirense. Mas me chamam de corintiano também. Narrei lindos gols de Raí, até na final da Libertadores, e me chamaram de são-paulino. Na verdade, tenho simpatia pelo Cruzeiro, mas não é assim uma grande paixão. A verdade é que eu gosto muito mais de narrar futebol do que de futebol. Minha paixão é o rádio mesmo.”

TV
“Tive duas experiências ótimas. Fui muito elogiado na Copa de 70 (reprisada) na ESPN e na Olimpíada de 96 na Manchete. Mas eu ganho muito bem no rádio e resolvi não trocar. Para ganhar um pouco mais? Para começar de novo? Não estou querendo começar nada não.”

Contrato
“Vai até o final de 2016. A radio queria renovar por quatro e eu aceitei dois. Depois a gente vê. Nâo faço planos não. Estou chegando aos 70, sofri com a perda da minha mulher, conheci outro amor e não quero planejar nada não.”

Tubo
“Nunca aceitei narrar por tubo, mas agora mudei de ideia. Tudo começou em um Brasileiro em que a rodada final tinnha quatro jogos decisivos. O campeão sairia daí. Então, propus narrar os quatro jogos ao mesmo tempo. Foi aqui nesse estúdio em que estamos agora. Colocamos quatro televisões grandes e narrei tudo ao mesmo tempo. A direção da rádio gostou muito. Então, a partir daí, mudei de ideia. Se for preciso, faço tubo.”


Ceni não merece tanto ódio
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Rogério Ceni, como todo profissional do futebol, merece uma análise isenta sobre seu trabalho. Dos jornalistas, dos torcedores e dele mesmo. E não é,  principalmente pelos torcedores, o que ocorre. Idolatria e ódio estão presentes no dedo que aponta para Ceni. Um pouco de frieza faria muito bem.

Comecemos pelo próprio ator principal da tragédia/comédia. Como disse muito bem o Mauro Cezar Pereira, como a transição dele de goleiro para treinador foi muito rápida, Rogério ainda pensa com a cabeça de um especialista. Como goleiro, foi grande. Como técnico, tem muito a aprender. E ele, como eu disse AQUI precisa sair da bolha que criou, deixar de achar que é dono absoluto da verdade.

O trabalho de Ceni começou de forma muito promissora. Um time ofensivo, fazendo muitos gols, com marcação no campo adversário, com triangulações pelos lados, com disposição física para tomar a bola no lado rival e com muita posse de bola. Depois da derrota para o Palmeiras, começou a buscar um equilíbrio que nunca veio. Perdeu a magia ofensiva, diminuiu o número de gols feitos e marcados e passou a ser um time comum. E a derrocada veio com três eliminações em três semanas.

Reagiu muito mal. Não viu erros no São Paulo e nem acerto nos rivais. Arrogância ou falta de entendimento do que estava acontecendo?

O momento é ruim, mas é hora de observação. O que será feito nas próximas rodadas, dez talvez, definirá o futuro do São Paulo na competição. Vamos esperar para ver se ele reage. O que não pode é determinar já que Rogério Ceni não deu certo, que o São Paulo vai cair etc.

Esse tipo de análise apocalíptica vem de duas vertentes.

Os são-paulinos, que viam nele o Salvador. Como não foi, ou ainda não foi, passou a ser considerado por muitos o Anticristo. Tudo está errado. Tudo?

Os torcedores rivais.

Os corintianos, por não aceitarem o centésimo gol. Tem gente séria que fica contando quantos gols o Timão fez no Ceni, como uma forma de compensação. Não deu como goleiro, começaram a somar os gols sofridos como técnico. Talvez contem quando ele for, talvez, dirigente como Raí.

Os palmeirenses, por conta de uma rivalidade com Marcos. Rivalidade que nunca chegou aos dois grandes goleiros. Marcos foi muito melhor na seleção, sendo o melhor goleiro da Copa de 2002. Jogou mais que Kahn. Ceni foi muito melhor no Mundial de Clubes, quando salvou o time em 2005. Marcos falhou feio em 1999.

O ódio a Ceni é tão grande que muita gente tenta desqualifica-lo como goleiro. Dizem que só sabia bater faltas. Nem dá para discutir uma coisa assim. Ele é acusado pela saída de Lúcio, que nem deveria ter vindo. Pela saída de Ricardinho, o que é mentira. Ricardinho me disse que a culpa de sua saída foi de Simplício e de Gustavo Nery.

Tudo em Ceni provoca paixões exacerbadas. O próprio fato de ter coragem de se preparar e encarar a barra de ser treinador no clube que defendeu a vida toda. Lembram de Zico, que nunca quis assumir o Flamengo. Ora, coragem passou a ser defeito?

Por tudo o que fez no futebol, Ceni merece uma análise isenta e realista. Aliás, mesmo se não tivesse feito nada, mereceria também. Todo mundo merece.

 

Tags : ceni marcos


Coronel Marinho, o futebol é fogo e paixão. Segura o cartão
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Eu tenho uma sobrinha linda, a Nina. Na verdade, é filha da minha sobrinha, mas eu disfarço para esconder a idade.GOL NÃO MERECE FESTA Ela não é espoleta (só esse termo já entrega minha ''veíce'') como a Bruna, que nunca parava em um canto. Pulava, gritava, era um esportista nata. E as previsões se confirmaram. Nina é mais parecida com a mãe, Carolinda, e a tia, Fernanda. Quietinha e geniosa.

Ela se transforma, porém, quando é aniversário. Então, se anima toda e fica, desde uma quinzena antes, perguntando quanto tempo falta para o ''pique, pique''. Imagino se os pais convidassem o Coronel Marinho para a festa. Seria um festival de cartões amarelos para as crianças. Cantar pode, gritar não pode. Não pode comemorar em cima das cadeiras. Brincar de esconde-esconde só pode na sala, na casa inteira, nem pensar. A Bruna, então, vermelho direto.

Para o Coronel Marinho, comemoração exagerada é conduta antiesportiva. As suas recomendações são draconianas, excedem ao que a Fifa indica. As arenas são um exemplo. A Fifa recomenda cartão amarelo para quem comemora nos alambrados. Como nas arenas não há alambrados, a Fifa permite festa nas escadas, por não considerá-las uma grade. Para o Coronel Marinho, não. Amarelo em quem faz festa na jogada. E para quem comemora com a mão no ouvido. O jogador Ralf, do Galo, estava na reserva e levou amarelo por entrar no campo para festejar com o colega o gol de empate contra o Flamengo, no Maracanã.

Amigos, fazer um gol de empate contra o Flamengo no Maracanã é épico. Toda comemoração é pouca. Todo grito vira um sussurro. Todo abraço é insuficiente, fica parecendo um frio aperto de mão. Todo muito é muito pouco. Todo excesso é insuficiente.

Coronel, quando o senhor era responsável pelo policiamento em dias de clássico, talvez não visse Viola imitando um porco, Paulo Nunes com a máscara da Tiazinha ou da Feiticeira, talvez não visse, pela televisão, a reboladinha de Edmundo e Gonçalves, talvez não tenha lido sobre a festa popular comandada por Dadá Maravilha.

Coronel, abrace o futebol, seja parte da paixão. Mande os árbitros ficarem atentos à simulação e pancadaria. Isso, sim é conduta antiesportiva. Libere a festa. Deixe o povo feliz. Caso contrário, o próximo passo será o quê? O cara que comemorar um gol vai ter de pagar flexão de braço? Terá de dar voltas no campo? Vai para a solitária?

Coronel, outro dia o atacante Rossi, da Chape, comemorou fazendo continência em homenagem a um PM? É conduta antiesportiva?

Coronel, o futebol não é uma entidade hierarquizada como o Exército. O que é desrespeito lá, é brincadeira aqui.

Coronel, quantos gols o senhor já fez na vida? Comemorou?

A TURMA VERDE ESTÁ ANIMADA – Olha só o que me mandou o amigo Binho Xadrez, vocalista em uma banda de reggae no Maranhão. É quase igual o que enviou o Turco Tote, lá de Santos.

PALMEIRAS X JUVENTUS EM TOQUIO.

MOTIVOS:

1 – A JUVENTUS TEM DOIS TÍTULOS EUROPEUS CONQUISTADOS EM CIMA DOS ATUAIS CAMPÕES NA ÉPOCA (LIVERPOOL, 1985 E AJAX, 1996). AMBOS OS TIMES HAVIAM VENCIDO, NOS ANOS ANTERIORES, ROMA E MILAN.

2 – COMO JOGADOR, ZIDANE CONQUISTOU UM VICE EUROPEU (1998, COM A JUVENTUS, CURIOSAMENTE PERDENDO PRO REAL MADRID) E UM TÍTULO (2002, PELO REAL CONTRA O BAYER LEVERKUSEN), ALÉM DE UMA COPA DO MUNDO (1998) E UM VICE (2006). PARA MANTER ESSE APROVEITAMENTO DE 50% EM GRANDES FINAIS, O VENCEDOR DO ANO PASSADO IRÁ ''PAGAR SUA DÍVIDA'' PELO VICE DE 1998.

3 – NUNCA UM TIME FOI BICAMPEÃO EUROPEU DESDE QUE A CHAMPIONS SE TORNOU UMA LIGA. O ÚLTIMO FOI O MILAN EM 1989/1990, NO FORMATO ANTIGO.

4 – É O COROAMENTO DA CARREIRA DE BUFFON, COM DOIS VICE CONTINENTAIS (2003 E 2015).

5 ENTRE OS GRANDES É O TIME DE PIOR APROVEITAMENTO EM FINAIS CONTINENTAIS, 2 TÍTULOS E 6 VICES. ESTÁ NA HORA DE MELHORAR ISSO.

6 – E O MAIS IMPORTANTE: DESDE O ANO PASSADO EU CANTEI QUE O TIME ITALIANO SERIA CAMPEÃO PARA, NOVAMENTE, SER NOSSO VICE MUNDIAL. AFINAL, QUEM É BUFFON COMPARADO A VITINHO?

UM SAMBA – CIÚME DOENTIO (NELSON SARGENTO)

Ah meu Deus se eu soubesse quem ela era
Juro que jamais faria esta união
Bonita mulher mas de gênio é uma fera
Depois da briga eu fiquei nesta condição
Os ternos melhores que eu tinha estão rasgados
Os nossos moveis ela fez uma fogueira
Meu rosto até hoje esta todo arranhado
Envergonhado jamais voltei em Mangueira

Todo mundo dizia que Ana Maria era muito legal
Eu me apaixonei e com ela casei este foi o meu mal
Brigas permanente um ciume doente nunca vi coisa assim
Se eu voltar em Mangueira sei que a turma inteira vai zombar de mim

OUTRO SAMBA – EXPRESSÃO DO TEU OLHAR (CANDEIA)

Na expressão do teu olhar foi que senti
Que me amavas, eu não podia, não podia fugir
Na expressão do teu olhar compreendi
Que precisava do carinho que nunca senti
Os teus olhos lindos, encantadores tinha um quê das flores
Rosas formosas com brilho do orvalho da manhã
Calados serenos transmitindo um tom de veneno
Me atraias, olhar sedutor
Cadê, o ativo olhar que há tempos conheci
Sedução do olhar que pressenti cheio de calor
Deus criou a beleza na mulher
Vem o tempo e destrói a obra do criador


São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


Corintiano precisa ter paciência de Jô
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O empate contra a Chape no Itaquerão não muda minha análise: o Corinthians é a quarta força no Brasileirão e pode até chegar mais longe. Depende de um rendimento maior do ataque, que tem dado mostras de um repertório melhor, mas precisa muito e muito de Jô. Muita paciência com Jô. Vai ser comum vencer por 1 a 0, gol dele. Então, é bom não se desesperar quando estiver demorando.

E tudo pode ficar pior se for confirmada a lesão de Pablo. Seria um desastre, pois além de perder seu destaque defensivo, o elenco contará com apenas três zagueiros: Balbuena, Pedro Henrique e Léo Santos. Vilson já havia se machucado antes.

A Chape começou melhor, teve uma bola na trave logo no começo, mas o Corinthians melhorou. Reagiu e Jô fez um gol tão simples como bonito. Livrou-se do zagueiro e definiu com técnica. Então, um gol a mais poderia definir o resultado. Mas o gol não vem. É o grande problema.

O empate veio quando Caike venceu Fagner pelo alto – por baixo, Fagner nunca comete deslizes – e Wellington Paulista empatou. E o campeão catarinense tem o que reclamar: um pênalti de Gabriel, uma falta muito mal marcada quando Pablo se machucou sozinho e um impedimento muito duvidoso.

No final, Carille colocou Léo Jabá e Kazim, para mudar alguma coisa. Do primeiro, até que se pode esperar velocidade, do segundo só demagogia. O tal gringo da favela é muito ruim. E ainda deu uma entrada desleal no goleiro Jandrei, que se aproveitou e fez um bom minuto de cera.

Dá para ir mais longe. Mas é preciso dar mais ovos ao Carille, para que saia uma omelete saborosa.