Blog do Menon

Até quando, Coronel Marinho?
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Menon

O jornalista escreve exceção com dois esses e é demitido.

O médico receita remédio errado e é demitido.

A enfermeira aplica o soro errado e perde emprego.

O advogado perde prazos e o cliente o manda passear.

A professora não consegue alfabetizar e perde o cargo.

O macaquinho não consegue fazer micagens e sai do circo.

O mágico não acha o coelho na cartola e devolve o dinheiro do ingresso.

O tenor desafina e é substituído.

O cachorrinho não aprende a fazer cocô e xixi no lugar certo e leva bronca.

O juiz não vê a bola dentro do gol e o Coronel Marinho continua no comando da arbitragem, todo pimpão.

O resultado é vergonhoso. Muda o resultado do jogo. Influência o campeonato. E tudo segue.

Os erros podem se acumular em progressão geométrica e ele se mantém mudo, como uma esfinge.

Nenhum questionamento merece resposta.

Ele se mantém de forma autocrática, sem dar uma única resposta a instituições centenárias e representantes da paixão popular.

Nada e ninguém merecem uma palavra dele. Uma frase. Um grunhido.

Coronel Marinho escala juiz ruim. Quem erra, vai para a geladeira. E ele continua no comando.

Um trabalho ruim, ano após ano.

Até quando?



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Mundial do Palmeiras agora tem imagens
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Menon

O Palmeiras tem Mundial? Os rivais juram que não. E ironizam o grande torneio de 1951, realizado no Rio de Janeiro, baseados em dois pontos: 1) a FIFA não reconheceria o título e 2) não havia imagens da competição.

Bem, em 2017, a FIFA reconheceu o título em documento oficial e em abril, Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA reafirmou o título palmeirense.

E, agora, apareceram na Itália, imagens do empate de 2 x 2 entre Palmeiras e Juventus, da Itália, mostrando os gols do jogo.

Gabriel Santoro, torcedor palmeirense, conseguiu as imagens e fez uma sincronização com a narração de Pedro Luis, o maior narrador da época.

O trabalho ficou ótimo e emocionante.



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Boca x River é o clássico da covardia. Brasileira
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Menon

Boca e River vão decidir a Libertadores. A última decisão em dois jogos. A última decisão antes da gourmetização do campeonato mais bacana que há. É um momento grandioso do futebol argentino.

Ele nasceu e se desenvolveu baseado na rivalidade/ódio. Boca odeia River. Independiente odeia Racing. San Lorenzo odeia Huracán, como Lanús detesta Banfield. Gimnasia odeia Estudiantes. Rosário x NOB. E por aí vai. Cada clube de bairro tem seu rival. No próprio bairro ou fora dele.

Então, quando a maior de todas as rivalidades (50% da população envolvida), decide o título, o que temos é a consagração de um estilo de vida, até mais do que uma maneira de encarar o futebol.

A Argentina só fala no clássico. A América vai parar. A repercussão é mundial. Eles merecem. Mas não precisava ser assim.

Palmeiras e Grêmio têm culpa. Corinthians também.

Comecemos pelo menos ''culpado''. O Corinthians, com péssimo futebol, caiu diante do Colo Colo. Se passasse, teríamos Corinthians x Palmeiras, algo semelhante a Boca x River.

Não houve.

Mas poderia haver Palmeiras x Grêmio na final.

Poderia, porque Boca e River não são superiores. Foram apenas mais corajosos. E mais respeitadores de sua história.

O River foi a Porto Alegre e deu um baile no Grêmio. Um estranho Grêmio, longe de suas características e abduzido pelo tal ''espírito de Libertadores''. O quê? Defender uma vantagem mínima até o limite da irresponsabilidade.

É só comparar o que fez o Grêmio com o que fez o Boca em São Paulo. Schelotto, como Renato, também tinha uma vantagem a defender. E atacou. Atacou o Palmeiras sem medo e com autoestima nas nuvens.

Dois pontas, um centroavante e um jogo de igual para igual. Empatou em 2 x 2. Como havia vencido em casa a um acoelhado Palmeiras, carimbou o passaporte rumo à grande final.

Boca e River merecem estar na decisão. Mas é bom lembrar que derrotaram dois times covardes: a galinha tricolor de Renato e a galinha alviverde de Scolari



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Dirigentes brasileiros são uma piada
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Menon

Um juiz penhora a taça do Mundial do Corinthians.

Diante da vergonha, o que faz Rosenberg, diretor do clube e pai de uma candidata derrotada que teve acesso ao estádio para fazer panfletagem?

Fez piada com o Palmeiras.

E o que fez o Santos?

Fez piada com o Corinthians.

O mesmo Santos que teve a Vila interditada.

E o que fez o Corinthians?

Fez piada com o Santos.

E assim vai o futebol brasileiro.

Uma eterna quinta série a esconder uma incompetência sistêmica.

Sabe quando os clubes brasileiros vão se unir em busca de soluções para a grande crise técnica do nosso futebol? Quando vão se unir para fazer uma Liga e deixar as amarras da CBF?

Só quando o Sargento Garcia prender o Zorro.

Uma piada velhíssima e sem graça para homenagear nossos cartolas.



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Felipão não entende papel da Imprensa
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Menon

Luis Felipe Scolari está na história do futebol mundial. Ganhou uma Copa do Mundo e ficou em quarto em outras duas. E o currículo vitorioso não para por aí. Tem Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil.

Ultrapassado? Campeão. Novamente, daqui a um menos de um mês.

O que Scolari não aprende – é uma pena – é o papel da Imprensa. Para ele, os jornalistas devem ser um apêndice do clube que dirige. Devem fazer parte da Família Scolari.

Foi assim em 2014. Na estreia, contra a Croácia, o juiz deu um pênalti ridículo a favor do Brasil. As críticas vieram. Scolari reagiu, falando em um complô estrangeiro contra o Brasil. E conclamou jornalistas brasileiros a abraçarem a causa. Como se jornalistas fizessem parte da corrente prá frente.

Agora, no Palmeiras, dois casos. Interrompeu uma entrevista de Deyverson, com a justificativa de que o centroavante tem uma ''ficha solta''. Ora, decidir quem fala ou não, deve ser função da assessoria de imprensa e não do treinador.

E Scolari exigiu que Alexandre Mattos telefonasse ao repórter André Hernan. O motivo? Ele, como ótimo profissional que é, descobriu as escalações do Palmeiras nos dois jogos contra o Boca.

Ora, ligou para dizer o quê? A única razão que imagino é algo do tipo: você devia ajudar a gente ou então: exijo saber quem te deu a informação.

Duas opções indignas. Duas opções de quem não entende o que é jornalismo.

Não acredito que Scolari seja o mesmo homem violento do século passado, quando agrediu o jornalista Gilvan Ribeiro. Mesmo assim, evoluindo, não sabe o papel da Imprensa.



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Fra x Fla. O clássico do dia
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Menon

Marquinhos, privaprovavel o melhor jogador brasileiro da atualidade.

Didi, seguramente, a maior revelação dos últimos tempos.

Gustavo de Conti, jovem treinador, atual campeão brasileiro.

Helinho Garcia, jovem treinador, atual campeão brasileiro.

Anderson Varejão, revelado em Franca, veio da NBA para a Gávea.

David Jackson, um canhão na linha de três. Vinte pontos por jogo.

Uma nação de olho na televisão.

Uma cidade envolvendo o Pedrocão.

Seis vitórias em sete jogos.

Seis vitórias em sete jogos.

Franca x Flamengo.

O grande clássico de hoje.

 



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Pio, sofrido operário da bola, é o craque da rodada
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Menon

Francisco Hércules de Araújo é nome apropriado para embaixador. Ministro, talvez. Um ortopedista, pediatra ou oncologista com um nome imponente assim traria uma boa dose de confiança ao paciente. ''Estou me sentindo mal há meses, mas confio muito no dr. Francisco Hércules''. Ou, ''agora, sim, o Brasil está em boas mãos. Com Francisco Hércules, a nossa diplomacia vai caminhar de maneira correta e o Brasil será ouvido no mundo''.

Realmente, para mim é difícil imaginar o nome Francisco Hércules sem um penduricalho antes: doutor, professor, juiz de direito, general, algo assim que o diferencie de outras pessoas nesse nosso Brasil de castas sociais bem definidas.

Você imagina um Francisco Hércules como lateral-direito que também joga como volante e quebra um galho lá na frente, porque tem um chute muito forte. Difícil, não é. Mas existe sim. É o Pio.

O Pio do CSA. Que começou no Icasa em 2007 e rodou por Treze, ABC, Monte Azul, Guaratinguetá, Monte Azul de novo Gil Vicente, outra vez Monte Azul, Mirassol, Botafogo da Paraíba, Fortaleza, Linense, Ceará e que, após ser dispensado por Lisca Doido, chegou ao CSA em agosto, na fase final da Série B. Em sua apresentação, disse que estava pronto a ajudar o CSA a chegar à Série A.

Pio é assim. Um operário da bola. Um eterno coadjuvante. Sempre pronto a ajudar.

Mesmo quando estar em campo significa uma dor imensa. Uma dor mental, uma dor na alma, uma dor vinda da separação definitiva. O irmão de Pio morreu no dia do jogo entre CSA e Fortaleza. Ele praticamente deixou o velório para se apresentar ao treinador Marcelo Cabo que o deixou livre para não jogar. Pio disse que estava pronto.

E entrou aos 32 minutos do primeiro tempo quando Didira, destaque do time, se machucou. Ajoelhou-se à beira do gramado, levantou os braços para o alto e certamente pensou no irmão. Se for crente, o imaginou ao lado de algum outro ente querido. Jogou sem amarras emocionais que impedissem uma jogada ou outra e muita dedicação.

Então, aos 35 do segundo tempo, o escanteio. Pio foi para a cobrança forte, com o pé direito, do lado esquerdo do ataque. Bola alta e forte, Jhon Cley desviou e, do outro lado, Hugo Cabral, de peito, empatou o jogo. Água no chopp do Fortaleza. Nova esperança para o CSA. O time está em segundo lugar e pode até ser campeão, se ganhar as três últimas e o Fortaleza fizer apenas um ponto.

Impossível, futebolisticamente falando. Uma probabilidade pequena no reino da Matemática. Mas o grãozinho de areia de Pio está lá, na história do CSA. Pio, o cara que cobrou um escanteio emocionado, com lágrimas nos olhos, desesperado pela morte do irmão. Não foi assim? Ora, vai dizer que não foi assim para as futuras gerações de torcedores do CSA. Será essa a história que será contada por pais e filhos e netos a partir de agora.

O CSA tem tudo para subir. E eu torço para que Pio seja mantido no elenco. E que o operário da bola, aos 31 anos, jogue novamente a Série A. Com futebol operário e nome de quem usa paletó de altíssima griffe.

Francisco Hércules de Araújo, o sofrido Pio, é o craque da rodada. De todas as rodadas.

Tags : csa Pio



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Nenê mimado é um problema
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Menon

A queda do São Paulo no segundo turno coincide com a queda de rendimento de Nenê. O meia, que era o ''dono'' do time, com direito a anunciar reforço chegando, passou a ser substituído, foi para a reserva e contra o Flamengo nem entrou, mesmo com Aguirre fazendo as três trocas a que tinha direito.

A reação foi de nenê mimado. Deixou o Morumbi rapidamente, revoltado. Antes, em outros jogos, deixava nítido o seu descontentamento ao ser substituído.

O jogador de 37 anos e já em fim de carreira, não mostra amadurecimento algum. Não seria mais fácil procurar o treinador para uma conversa? Se o problema for físico, ficar de fora uns dias para se recuperar, se o problema for técnico, treinar, treinar e treinar.

Mas, por que Nenê não aceita o banco? Pelo currículo? Ora, mesmo com todo o moral que recebeu no São Paulo, sua carreira não é a de um grande jogador. Nunca esteve na seleção e, ao contrário de Danilo e Fábio, ninguém achou estranho. Teve carreira na Europa, mas sem grande sucesso.

Eu até acho que o time não melhorou com sua ausência. Não vi (ainda?) um grande futebol em Gonzalo Carneiro. Mas Aguirre tem todo o direito de sacar Nenê do time. E ele não tem direito algum de fazer manha.

Nenê deveria se morar no comportamento de Diego Lugano, relegado à reserva por Ricardo Gomes, Rogério Ceni e Dorival Jr e que sempre teve um comportamento digno e honrado. Foi importante até no banco.

Diego Lugano é ídolo. Nenê é nenê.



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Neymar, apenas sombra de Rei Sol
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Menon

O jornal L'Equipe publicou duas enquetes logo após o empate entre Napoli e PSG.

A primeira perguntava qual o jogador mais decepcionante do jogo. Neymar liderava com 41% dos 6 mil votos.

A segunda perguntava quem havia sido o jogador mais ''impressionante'' do jogo. Neymar estava em terceiro, com 11% dos 4 mil votos, atrás de Mbappe e Bernart.

Foi mais uma jornada opaca de quem foi contratado para ser o Rei Sol de um Paris, que está em terceiro e ameaçado.

Boas jogadas? Sim, é lógico. Neymar é um grande jogador. Mas não foi contratado por isso. Ganha muitos milhões para fazer a diferença.

Não tem feito. No segundo tempo, quando o Napoli massacrou o PSG, ele não conseguiu ser o líder técnico, capaz de uma jogada espetacular. Não foi o líder mental, capaz de acalmar o time. Ou de elevar o ânimo.

Nada.

Nos 15 minutos finais, quando o Napoli dava sinais de exaustão, ele tentou algumas jogadas individuais, carregando a bola. Foi dominado facilmente, sem falta, por Allan.

O PSG espera mais de Neymar. Talvez receba nos dois últimos jogos.

Tags : neymar psg



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Banco Inter não endossa comemoração de Diego Souza
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Menon

O Banco Inter, através de sua assessoria de imprensa e atendendo a um pedido do blog, se posicionou sobre a comemoração de Diego Souza ao abrir o marcador no jogo contra o Flamengo no domingo.

''A manifestação do atleta não representa a posição da instituição''

Nenhuma reprovação e nenhum apoio. E a demonstração de que o gesto imitando arma, a continência e o grito de ''capitão'', configurando apoio ao presidente eleito,  devem ser creditados apenas do jogador e não à instituição que tem o logo estampado na camisa do jogador.

O São Paulo ficou INCOMODADO COM O GESTO DE DIEGO, MAS NÃO VAI PUNIR O JOGADOR.

 

 



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