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Galo voa alto para o “título”
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Menon

A tática é a mesma. Todos os clubes sonha. Em “estar no bolo” após a 12° rodada, quando o campeonato para é da lugar à Copa do Mundo.

Estar no bolo é a segurança para buscar reforços, minimizar saídas e voltar mais forte para os 2/3 finais do Brasileirão.

Após a vitória por 1 x 0 sobre o Cruzeiro, o Galo tem muitas razões para não só estar no bolo, como liderá-lo.

A tabela é aliada. Cinco dos seis próximos jogos – Flamengo, Fluminense, Chapecoense, Ceará e América – serão em Minas. Visitante, o Galo será apenas contra o Sport.

É uma ótima oportunidade para lamber as feridas, após eliminações diante de Chape e San Lorenzo.

Foi uma vitória merecida. O Galo foi rápido, envolvente e fez linda jogada coletiva, que terminou com gol de Roger Guedes.

O Cruzeiro pagou pela inexplicável opção por jogar com reservas. Precisa vencer o Racing para terminar em primeiro no seu grupo da Libertadores. Tão importante assim?

A opção preferencial por qualquer campeonato que não seja o Brasileiro precisa ser repensada.


Cautela excessiva de Aguirre prejudica o São Paulo
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Menon

Com quatro rodadas, é possível dizer que, dificilmente, o São Paulo passará por sofrimentos como dos últimos anos no Brasileiro. Mas, fica claro também que, se quiser algo mais do que não sofrer, Diego Aguirre precisa ser menos cauteloso do que é. O empate por 2 x 2 com o Galo tem muito a ver com isso.

As duas primeiras substitituições foram terríveis.

Ao final do primeiro tempo, trocou Bruno Alves por Marcos Guilherme. O motivo? Tinha um cartão amarelo em dividida com Fábio Santos, que levou a mesma punição. Recuou Régis para a zaga, abandonando a linha de três. Foi muito ruim. Régis não é um bom marcador e o Galo passou a levar muito perigo por ali. E Fábio Santos ficou pendurado até o final. Precisava ter trocado?

Aos dez minutos, Nenê precisou sair. E Aguirre, que poderia colocar Cueva, Valdivia ou Lucas Fernandes, optou por Liziero. Uma opção novamente cautelosa. Nada de transição pelo meio. O time dependia, para levar a bola à frente, das parcerias Liziero/Reinaldo e Marcos Guilherme/Régis. Muito pouco.

E o Galo passou a atacar ainda mais. Empatou com Roger o Guedes e desempatou com Ricardo Oliveira. Falha de Arboleda, o melhor do time, e de Diego Souza, no primeiro pau. O mesmo Diego Souza que havia atrapalhado a zaga do Galo no primeiro gol do São Paulo, o primeiro de Éverton, outro que jogou bem.

O gol saiu no momento em que Cueva entrava em lugar de Hudson, aos 33 minutos. Poderia ter entrado antes. Deveria ter entrado , antes. E, com três minutos em campo, o peruano deu lindo passe para Diego Souza empatar o jogo.

Daí, até o final, os dois times buscaram o gol que valeria a liderança. Os dois com muita velocidade. Lá e cá. E ninguém marcou. Ninguém pode reclamar do placar, mas o são-paulino pode – e muito – reclamar da falta de ousadia de seu treinador. Assim como no jogo contra o Fluminense, tentou garantir a vantagem mínima.


Copa do Brasil, traiçoeira, demite Oswaldo e ameaça mais gente
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O empate contra o Atlético Acreano classificou o Atlético Mineiro para a segunda fase da C0pa do Brasil e ajudou a demitir o treinador Oswaldo de Oliveira. Não foi o único motivo, é lógico, mas empatar com um time do Acre tem o poder de derrubar técnicos.

Pode-se dizer que Oswaldo já vinha mal no Mineiro, com apenas oito pontos conquistados em cinco jogos. Sim, é verdade, mas uma vitória convincente em Rio Branco lhe daria uma trégua.

Pode-se dizer que Oswaldo caiu por conta do chilique contra o repórter Léo Gomide. Sim, mas não haveria chilique em caso de vitória convincente. Oswaldo estaria mais tranquilo e saberia responder o que considerou perseguição e eu vi como ótimas perguntas.

O ponto é que a Copa do Brasil, apesar de trazer rivais desconhecidos, não é refresco para ninguém. O atleticano que pensou assim: estamos mal no Mineiro, mas vamos lá no Acre, goleamos e ganhamos tranquilidade para o final do ano, está sem técnico agora.

Em sua primeira fase, foram 40 jogos. O time mais bem classificado no ranking da CBF atuaria como visitante. Bastaria um empate para a classificação. Dez deles foram derrotados, o que significa 2o%. O Botafogo é o maior exemplo. E outros 13 se classificaram com um empate, o que significa 32,5%, entre eles o Galo. E 17 clubes, 47,5% conseguiram a vaga com uma vitória fora de casa. Menos da metade.

E, se formos mais longe um pouco, 12 das 17 vitórias fora de casa foram conseguidas com apenas um gol de vantagem. Foi fácil apenas para Remo, CRB, Vitória, Botafogo da Paraíba e Figueirense.

E a segunda fase é ainda mais complicada. O empate não garante mais a classificação do visitante. Se ele ocorrer, haverá a sempre emocionante e agradável (quando não é com o nosso time) disputa por pênaltis. O Inter, que visita o Remo e o São Paulo que vai a Alagoas encarar o CSA e o Galo, que definirá sua sorte contra o Botafogo, na Paraíba, que abram o olho.


Robinho merece o benefício da dúvida
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Robinho foi condenado a nove anos de prisão na Itália por um crime abjeto: violência sexual contra mulher. Estupro. Mais abjeto ainda por haver sido cometido em grupo, com mais quatro pessoas. E, a meu ver, ainda pior pelo fato de a vítima ser uma mulher albanesa, imigrante como Robinho. Se é que houve o crime, se é que houve uma conversa preliminar, nunca passou pela cabeça do jogador o seguinte raciocínio: “como a vida foi boa para mim. Nasci pobre e aem qui estou ganhando muito dinheiro, enquanto essa mulher está aqui, vinda de um país muito mais pobre do que o meu, tentando ganhar algum dinheiro”. Nenhuma solidariedade.

Eu digo “se é que houve o crime” não para desqualificar a vítima, mas por um fato muito simples: a justiça italiana permite vários tipos de recurso.

E, ao contrário do que se tenta implantar no Brasil, o que se tem quando há uma condenação com recursos a serem ainda analisados, é justiçamento e não Justiça. O fato de uma pessoa só cumprir pena após todos os recursos serem julgados e exauridos é uma conquista humana, presente em todos os países democráticos e que ainda não estão subjugados pela sanha persecutória da chamada República de Curitiba.

Há um exemplo muito claro de como Robinho merece o benefício da dúvida. Ele foi acusado de estupro também em 2009, por uma jovem na Inglaterra, quando jogava pelo Manchester City. Houve o julgamento e constatou-se que a acusação era mentirosa. A jovem foi condenada.

Mais um? Em 2015, oito jogadores cubanos foram acusados de estupro por uma jovem finlandesa. Ele pertenciam à seleção cubana de vôlei, que disputava a Liga Mundial, na cidade de Tempere. A polícia da Finlândia prendeu todos. Dois foram colocados imediatamente em liberdade. Os outros seis foram julgados e um deles, Dario Alba Miranda, absolvido. Os outros foram condenados e presos. Houve recurso e as penas diminuídas para quatro deles. O quinto, Luis Tomas Sosa Sierra foi absolvido.

Absolvido, após perder seu contrato na Argentina e não poder disputar a Olimpíada do Brasil. Ele processou o governo da Finlândia e ganhou 200 mil euros.

Deve haver, com certeza há, casos de condenação injusta que nunca foram reparadas.

Por tudo isso, porque Justiça não é Justiçamento, Robinho merece a dúvida.

Se eu fosse presidente de um time de futebol, não contrataria Robinho. Ele custa muito caro e não joga para tanto.

E, caso seja culpado de verdade, após todas as instâncias de julgamento serem esgotadas, eu não o contrataria nem se jogasse como o Messi e recebesse como o Rubenílton Goiano, lá de Aguaí.

E, se estivesse no meu clube, eu o mandaria embora.

Antes disso, não.

É melhor ter um criminoso (mesmo em um crime abjeto como esse) livre, do que ter uma justiça com letra minúscula, comandada por fanáticos religiosos de camisa preta, prontos a invadir universidades, a pedir ao presidente que interfira junto ao STF (a independência dos poderes é um dos pilares da Democracia) e a condenar sem provas, apenas por sua convicção divina.

Robinho e o Brasil não merecem.

 


Tricolor heroico e Corinthians amarelão. Tardelli, craque exemplar
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Menon

Foi uma quarta-feira de derrubada de clichês. O time do povo foi pipoqueiro. E o time que “tem todos os dentes na boca” foi heroico. O Corinthians, que é tratado por seus torcedores como o grande representante da raça, foi eliminado de maneira vergonhosa no Mineirão – não estou tirando nenhum mérito do Atlético Mineiro – e o São Paulo, que os corintianos chamam de pipoqueiro, conseguiu uma classificação muito dura, jogando com um a menos por 60 minutos.

Peço desculpas aos torcedores do Atlético. O UOL é um site nacional e eu deveria falar da vitória do Galo e não da derrota corintiana. Mas não é uma derrota comum. É uma derrota para ficar na história. Dificilmente um treinador se mantém após uma vergonha assim. Só para lembrar: 2 a 0 no primeiro jogo e faz o primeiro, logo no inicio do jogo. O time só seria eliminado se levasse QUATRO gols e não fizesse nenhum. E foi isso o que aconteceu.

É derrota para tornar muito difícil a permanência do treinador.

O Corinthians perdeu de forma bovina. Caminhou para o matadouro sem reclamar, sem gritar, sem balançar o rabo. Foi um time galinha contra um Galo vingador. As divididas eram  sempre a favor do Atlético, os jogadores mineiros sempre chegavam antes. Me desculpem,  mas vou repetir o que digo sempre: não é sempre que o esquemas táticos definem o jogo. Futebol é vida e vida não tem GPS. Vida é para quem quer viver. O Corinthians. Mereceu morrer.

Destaque para Diego Tardelli, que transformou-se em um profissional exemplar. Sempre foi bom de bola, mas era “inconfiável”. Uma vez, no São Paulo, perdeu a hora e chegou atrasado. De helicóptero, como Abílio Diniz – empresário são-paulino – havia feito dias antes. Foi o seu fim. No Galo, é outro. Viajou o mundo e depois de 25 horas entrou em campo. Extraordinário.

E o São Paulo? Fez um a zero no primeiro jogos. Começou levando sufoco e fez o primeiro, aos nove minutos, com Michel Bastos. Cedeu o empate e garantiu a classificação com um gol antológico de Ganso. Espetáculo. Garantiu sim, porque os deuses do futebol não permitiram que um gol daqueles fosse um gol de derrotado.

As coisas se complicaram com a expusão de Denílson. Com um a menos, o São Paulo lutou muito. Lutou como um time guerreiro que dizem o Corinthians ser. E ficou com a vaga, com um lindo gol de Boschilia.

 


Trio de ferro luta por uma vaga na final. Fluminense tem caminho livre
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Menon

Se Corinthians, Palmeiras e São Paulo forem competentes, há  a possibilidade concreta de grandes clássicos paulistas no horizonte. Os três grandes da capital estão no mesmo lado da chave e podem se cruzar antes da final da Libertadores. O caminho indica São Paulo x Palmeiras nas quartas e o vencedor enfrentando o Corinthians na semi. Seriam jogos para ficar na história, para deixar a cidade estática e ansiosa, mas…..

Mas há um caminho duro até se chegar a essa celebração do futebol.

1) O São Paulo pega o Atlético-MG, decidindo a vaga em Minas Gerais. O time de Ney Franco fez uma partida muito boa contra o mesmo Galo, ganhou por 2 a 0, mas será preciso repetir a boa atuação com mais intensidade ainda. É uma série muito dura.

2) O Palmeiras enfrenta os mexicanos do Tijuana, com seu Neymar equatoriano, seu gramado sem grama e uma viagem cansativa. A decisão é no México. Para passar, o Palmeiras precisa jogar bem fora de casa, o que não tem acontecido. Perdeu para Tigre, Libertad e Sporting Cristal.

3) O Corinthians pega o Boca de Bianchi e Riquelme, o que seria um pesadelo há alguns anos. Agora, quem está se lamentando é o time argentino. O mundo não acabou em 2012, o Corinthians é campeão do mundo e favorito. Decide em casa. Em seguida, enfrenta o vencedor de NOB x Vélez, o que, parece, dever ser mais difícil.

Então, SE passar por Boca, SE passar pelo outro argentino e SE o São Paulo passar pelo Galo e SE o Palmeiras passar pelo Tijuana, o Corinthians enfrenta o vencedor de Palmeiras x São Paulo. É muito SE, mas SE acontecer, vai ser bom demais.

No outro lado da chave, o Fluminense pega o Emelec, do Equador, decidindo em casa. Em seguida, enfrenta o vencedor de Tigre x Olimpia. Os paraguaios são os mais duros, mas em Libertadores seria difícil conseguir um caminho mais bem sinalizado. Se não se perder, no final dele pode estar o Grêmio. Para isso, os gaúchos precisam se livrar do Independiente e depois do vencedor de Nacional e Real Atlético Garcilaso. Os uruguaios são osso duro de roer, por decidir no Centenário.

É possível uma semifinal com quatro brasileiros? Sim, aqui há muito dinheiro correndo, o que possibilita a entrada em campo de Ronaldinho Gaúcho, Rever, Ganso, Jadson, Guerrero, Barcos, Zé Roberto, Pato…. Mas, é Libertadores e não podemos esquecer que o São Paulo perdeu para Arsenal e Strongest, o Corinthians para o Tijuana e o Grêmio para Caracas e Huachipato.

É hora de deixar a arrogância de lado e jogar bola.

PS – obrigado à Maria Simão, que me corrigiu a respeito da altitude em Tijuana. Não existe, é lógico, é uma cidade de praia.


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