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São Paulo tem segundo turno horrível
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Menon

O São Paulo está em um beco sem saída. Faz um segundo turno abaixo da crítica – duas vitórias, cinco empates e duas derrotas – e não tem como reagir.

Continua, por enquanto, a ser um time difícil de ser batido, mas é insuficiente. A queda parece difícil de ser estancada.

Os problemas afloraram justamente no período de ascensão do Palmeiras, que é mais forte. Difícil segurar.

O que fazer para Nenê reagir?

Um jogo de folga, como forma de descanso? Um novo posicionamento, mais parado?

O mais complicado é que não há reserva. Shaylon faz boas jogadas, arrisca um chute ou outro, mas é muito tímido em campo. Não tem alma de protagonista.

Liziero, embora não seja da posição, pode ser a melhor opção. Mas não é uma solução.

E a ausência de Everton?

Ele está de volta, mas sua ausência foi terrível. Novamente, não havia reservas. Lucas Fernandes, uma decepção, já havia ido para um timinho de Portugal. Reinaldo é uma improvisação. Régis deixou o clube. Brenner e Caíque não entram. E quando entram, principalmente Brenner, não agradam.

E o ataque?

Rojas não tem reserva.

Diego Souza?

Vem fazendo um campeonato digno. Mas é veterano e pouco participativo. Pensem em Calleri. Ou Kardec.

E os reservas? Trellez teve bons momentos, apesar de tratar a bola como Vossa Alteza Imperial, mas não é certeza.

Gonzalo Carneiro me parece um engano terrível. Um grande erro de avaliação.

Com tantos problemas, como melhorar? Não vejo como, principalmente porque o time tem mostrado desconcentração em muitos momentos. Basta lembrar o jogo contra o América. E time aguerrido não pode perder foco.

A luta é por uma vaga na Libertadores. Me parece bem acessível. Mesmo que Aguirre não consiga melhorar o repertório do time, dá para ficar entre os seis, graças ao primeiro turno.

E eu, o que faria?

Não tem a mínima importância, não sou treinador, mas, vá lá… Fixaria a dupla Arboleda e Bruno Alves. E, quando Rojas e Everton estivessem fora, daria chance a Helinho e Brenner.

É o que tem para hoje.

 


Timão teve Casão. E agora, se contenta com Kazim…. (Picadinho)
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Não me matem, eu sou apenas o mensageiro de más notícias. Não sou causa e nem efeito. Nem a frase do post é coisa minha. Ela e de casagrandeNelson Nunes, um dos grandes jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar. Texto ótimo, visão acurada e com a capacidade de fazer uma pauta espetacular. Com ele, o repórter sempre era bem guiado. E o coração corintiano de Nelsinho Nunes sofre. Mas onde achar razão dentro de tanta emoção?

São épocas diferentes e é dura a comparação para todos os atacantes que foram ou forem contratados. Casagrande foi um dos grandes, com 103 gols marcados. Centroavante. Meia. Inteligente, questionador, muita raça em campo. Mas a questão é outra. Quem esperava tudo isso de Casagrande, após uma passagem por empréstimo à Caldense?

O Casagrande ídolo foi o Casagrande da base, um garoto como tantos outros que fizeram a história do Corinthians. Como Léo Jabá, por exemplo. Léo Jabá pode ser um novo Casagrande? Não sei. Kazim pode ser um novo Casagrande? Tenho certeza que não.

A situação política do Corinthians é terrível. O presidente Roberto Andrade, de mandato fraquíssimo pode sofrer um impeachment injusto. A situação econômica é péssima. Há problemas com o estádio e há problemas de caixa e uma coisa tem muito a ver com a outra. E, para complicar, o Palmeiras nada de braçada, com patrocínio forte e ainda aproveitando-se do empréstimo de pai para filho, de marido para amante, de Paulo Nobre, o Golden boy.

É hora de olhar para a base, como o São Paulo está fazendo. A solução pode vir daí. Ela não virá de Paulo Roberto, o volante reserva do Sport, já com 29 anos. Não virá com Jadson, dono de altos salários. Gabriel pode ajudar, mas há uma névoa de incertezas sobre suas condições físicas. Pablo? Pottker?

Está complicado. É hora de ter calma, de levar o barco devagar, pois o nevoeiro é perigoso. É hora de olhar para a história. Não a recente, que resultou na troca de Marciel por Willians, o do short verde (que bobagem a cor de roupa usada por um trabalhador), mas a de Rivellino, Edu Gaspar, Casagrande e que cada um complete sua lista de dez grandes revelações da base, ex-terrão.

picadinhomenon

O PRÍNCIPE BARRADO – Houve um tempo em que o Brasil ansiava por um novo Pelé. Zagallo pensou que fosse Ticão, neguinho de Bauru (muita coincidência) e o convocou para a seleção. Houve outros. O principal foi Ivair Ferreira, chamado de O Príncipe. Também ivairnascido em Bauru e que fez sua carreira na Portuguesa, onde jogou dos 12 aos 24 anos, antes de se transferir para o Corinthians. Em 1964, estava na decisão do Paulistão, quando a Lusa foi derrotada pelo Santos por 3 a 2. A Lusa tinha Orlando; Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva e Edilson; Pampolini e Nair; Almir, Henrique Frade, Dida e Ivair. O Santos tinha Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. O Rei venceu o Príncipe.

Ivair esteve também na lista de 47 jogadores pré selecionados por Vicente Feola para a Copa de 1966. Foi cortado, juntamente com Rinaldo, do Palmeiras. Edu, do Santos, e Paraná, do São Paulo, ficaram com as vagas.

Esta semana, o Príncipe Ivair foi barrado na Portuguesa. Um segurança o impediu de entrar no clube. Há culpados na história? Todo ex-jogador pode entrar no clube? São muitos pontos a se considerar, mas a tristeza é grande. O segurança (provavelmente não conhece nada da história da Lusa) também não conhece Ivair.

E eu apenas consigo me lembrar de Aldir Blanc, o gênio. “É o tempo, Maria, te comendo feito traça em um vestido de noivado”.

Felipe Mello – Achei uma ótima contratação do Palmeiras. O ano tem calendário diferente dos outros, as competições correrão simultaneamente e não há mais aquela possibilidade de vencer a Libertadores e fazer gazeta no Brasileiro. É preciso rodar. É preciso elenco. Felipe entra em um setor que foi muito bem, com Tche Tche e Moisés. Tem estilo diferente, é mais marcador, apesar de ter um bom passe. Mesmo quem não pensa nele como titular, há de reconhecer que é opção mais forte do que Thiago Santos. Quanto às expulsões, elas virão. Aqui, se expulsa até quem pensa em palavrão. Mas não esqueçamos que Gabriel Jesus foi expulso – e merecidamente – em um jogo importante.

Modesto Roma Jr – O presidente do Santos fala em Robinho e traz Kayke. A promessa tão megalomaníaca como vazia serve apenas para criar uma aura de desilusão sobra o novo contratado. Começa no clube como aquele que veio porque Robinho não pôde vir.

Calleri – Se o argentino voltar, o São Paulo terá dado um enorme salto de qualidade na montagem de um bom time. Mas é bom a torcida se acostumar com Colmán, o paraguaio.

Cabe mais um? A Fifa definiu que a Copa do Mundo terá 48 países. Nem o esfacelamento de muitas Iugoslávias e outros tantos de Uniões Soviéticas justifica. Eu só entendo o inchaço em uma situação específica: as Eliminatórias classificam 16 seleções para a segunda fase. A primeira fase reúne 32 times em um mata-mata, já no país sede. Os 16 classificados se unem aos 16 primeiros e segue o baile, como é agora. Apenas um jogo para definir as chaves. Pensando em termos de América do Sul, nas última copas, a quinta vaga foi jogada pelo Uruguai contra a Jordânia (Copa-14), Costa Rica (Copa-10), Austrália (Copa-06) e Austrália (Copa-02). Estes jogos seriam realizados já na sede, como um grande aperitivo. Ganhou, fica na Copa. Perdeu, foi eliminado e volta para casa.

 

 

 


São Paulo tem todo direito a reclamar. Mas não deve usar muleta
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O São Paulo está eliminado da Libertadores. Caiu diante de um time melhor e dos erros da arbitragem nos dois jogos.  Foi um time que resgatou a dignidade que tem a obrigação de mostrar também no Brasileiro. dignidade

O São Paulo tem muito o que reclamar nos dois jogos contra o Nacional. Tem todo o direito de usar e abusar do “E se…”

E se o árbitro desse o pênalti em Hudson?

E se o árbitro não desse o pênalti em Carlinhos: (Estava de costas).

E se o árbitro desse impedimento de Borja (muito difícil de marcar, apenas o tronco estava à frente)

E se o árbitro não expulsasse o Maicon: (para mim, merecia no máximo o amarelo)

E se Kelvin e Ganso não tivessem se machucado?

Foram erros e contusões que poderiam valer a classificação do São Paulo. Poderiam, não é uma certeza.

Foram erros que permitem todo tipo de lamento. E de ilação. Ilação da torcida, não se jornalista. Aí, é preciso certeza.

Foram erros que ajudaram a eliminar um time que mostrou dignidade no último jogo. Jogou bem em momentos do jogo, o que é bastante diante de um time com mais repertório e técnica.

Foram erros que podem justificar as reclamações da diretoria, sem dúvida.

Mas, cuidado, foram erros que podem fazer com que se caia no discurso fácil de que tudo está certo no time.

Foram erros que podem fazer com que não se faça outras perguntas.

E se Maicon não tivesse sido infantil e dado chance ao árbitro de errar (ou operar?)

E se Bauza não tivesse tido um ataque de Felipão (Bernard “alegria nas pernas” contra a Alemanha) e deixado o time com um zagueiro só no final do jogo contra o Nacional, facilitando a feitura dos dois gols?

E se Lugano fosse um exemplo majoritariamente dentro de campo e não fora dele?

E se a diretoria tivesse reforçado o clube nos 45 dias de folga com gente mais capacitada que Ytalo?

E se o clube tivesse um goleiro melhor?

E se agora olharmos para o futuro?

E se o São Paulo passasse a jogar dessa maneira tão digna nos jogos do Brasileiro?

E se a diretoria agir rápido e trouxer substituto para Calleri? (Lyanco segura a barra de Rodrigo Caio e Cueva está aí para o lugar de Ganso)

A derrota foi dura e injusta. Mas há o resgate da dignidade, há o fato de ter ido além dos rivais brasileiros e há o futuro aí. É necessário agir rapidamente e não ficar usando muleta.


Tricolor vence com paixão do ídolo efêmero e do ídolo eterno
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Menon

calleriPrimeiro, foi o gol do ídolo efêmero. Depois, a confirmação, com o gol do ídolo eterno. Calleri e Lugano, exemplos da paixão como o futebol é tratado no Rio da Prata, garantiram três pontos muito necessários para o São Paulo.

Calleri fez um gol ao seu estilo. Gol de centroavante. Bem colocado, rápido e bola para dentro. Pode ser com o pé, cabeça, tronco. Ela entra. Foi um gol que impulsionou o time à vitória. Já passava dos 30 minutos e o São Paulo não mostrava grande futebol. Até que veio o cruzamento e o matador cumpriu sua obrigação.

Centroavante bom é o que resolve situações difíceis. Centroavante bom é como São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis. Centroavante bom é como Nossa Senhora Desatadora de Nós. Centroavante bom é o que impede um empate que se desenhava assustadoramente no Morumbi.

Calleri levou um amarelo por levantar a camisa na comemoração. Merece todas as desculpas. Tratava-se ali de homenagear o amigo de infância morto há uma semana. A morte sempre é terrível. A morte na casa dos 20 anos é aterrorizante. Calleri fez o gol com o coração e não com pé, cabeça ou mão. É mais um gol que será lembrado em sua passagem efêmera no São Paulo. Mesmo que tudo dê certo e ele fique até o final do ano, será um ídolo que deixará um gosto de quero mais na torcida.

luganocaricaturaDiego Lugano é ídolo eterno. Voltou ao clube sob comoção intensa da torcida e desconfiança imensa dos críticos. Não há críticas aqui aos críticos, temos mesmo é de ter um olhar desconfiado sobre tudo. Temos de ser chatos.

E o uruguaio, o capitão que não usa a faixa na camisa, fez mais um gol pelo São Paulo. O segundo desde a sua volta. Está ganhando confiança, chegou a fazer cinco seguidas e levou o amarelo justamente porque já estava definido que ganharia um descanso com a chegada de Rodrigo Caio.

Lugano é ídolo eterno. Todos os seus erros são perdoados pela torcida. Ele soube superar todas as suas deficiências e está no panteão dos grandes craques do São Paulo. Mesmo não sendo craque. Mesmo estando muito longe de ser um craque.

 


Tricolor caminha para uma situação grave
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Os dirigentes do São Paulo tem verdadeiro pavor de uma situação que pode se concretizar, caso o time não reaja no Brasileiro. Ninguém gosta nem de pensar na possibilidade de o time estar muito mal no Brasileiro às vésperas dos jogos contra o Atlético Nacional, pela Libertadores, o primeiro deles em 6 de julho.

Se o time estiver mal, dois desdobramentos aparecem:

1) Uma pressão muito grande para eliminar o Nacional.

2) Em caso de eliminação na Libertadores, o time ficaria sem opções no ano, a não ser lutar por um G-4 e pela Copa do Brasil.

E é preciso mudar para que a situação limite não ocorra.

Em sete rodadas, o São Paulo está a seis pontos do líder. É muito, considerando-se que esta é apenas a sétima rodada.

E como poderia ser diferente, se o time fez apenas seis gols em sete jogos?

Perdeu três das últimas sete partidas. No Brasileiro.

Perdeu cinco das últimas dez, unindo-se Libertadores e Brasileiro?

Na Libertadores, o São Paulo avançou com méritos indiscutíveis. Méritos baseados na teoria dos jogos de 180 minutos. Você vence em casa sem sofrer gols. E perde fora, fazendo gols.

No Brasileiro, os jogos tem 90 minutos. E o São Paulo não está lidando com isso. Está errando muito.

Contra o Furacão, terminou o primeiro tempo com domínio total. 69% de posse de bola. E vitória por 1 a 0. O Furacão avançou Otávio, passou a dominar e o São Paulo não soube sair. Mesmo assim, teve duas boas chances. Kardec perdeu um gol feito, sem goleiro, ao escorregar. E veio a virada.

Há pontos a se ponderar. O time está muito desfalcado: Rodrigo Caio, Ganso, Michel Bastos, Mena e Calleri. Sem contar Hudson.

Cueva, o reforço, ainda não pode jogar. É bom torcer por uma vitória do time de Dunga hoje.

Mesmo com tantas ponderações, há que reagir. Os gols precisam sair. Mais reforços precisam chegar. A lateral esquerda está desguarnecida. Kardec está muito mal.

E Bauza, a meu ver, errou contra o Furacão. Kelvin saiu por contusão, tudo bem. Mas eu teria apostado em um time mais leve, com a manutenção de Ytalo e  a saída de Kardec. Ou então, a saída de Thiago Mendes.

Se não achar soluções rapidamente, Bauza e o São Paulo ficarão com apenas uma carta na mão: a Libertadores.

Se ela não der certo, será como o sujeito que se vê pendurado apenas no pincel, quando alguém tira a escada.


Dá para inscrever o Ceni? Juiz merece o vermelho
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Menon

O São Paulo precisa terminar com a aposentadoria de Rogério Ceni e inscreve-lo para a segunda fase da Libertadores.

O eterno capitão não estava jogando bem no final da carreira, por mais que isso possa doer. Não era um peso, mas também não era mais a segurança de sempre. Não era uma âncora, mas também não era farol.

Mesmo assim, ele tem feito falta. Basta lembrar a série imensa de pênaltis perdidos.

E Denis não está segurando a barra.

Ele vai bem debaixo do gol, mas na hora de sair, na hora de decidir, falha muito. Foi assim contra o River, foi assim contra o Ituano e foi assim ontem. Falta decisão, falta determinação.

Denis dá a impressão de nunca dizer “sai que é minha”. Prefere o “vai que é sua”.

E a expulsão foi de uma ingenuidade terrível. Ele já havia levado amarelo. Já havia levado uma advertência. E foi fazer cera na cara do árbitro. Pegou a bola de um lado da área e foi para outro.

Um capitão não pode deixar o time na mão.

Renan se recupera de um problema de apêndice. Dificilmente jogará. A honra de enfrentar o Toluca ficará com Leo, 25 anos, que tem apenas 45 minutos como profissional. Para o banco, Lucas Perri, de 18 anos.

A classificação teve lances heroicos. Maicon fez uma partida espetacular. E ainda segurou duas bolas como goleiro.

A altitude foi terrível. Muitos jogadores não aguentaram. Wesley foi bem. Ganso também, no final.

Calleri fez um novo gol. Foi expulso no final em um lance ainda inexplicável.

Terminado o jogo, ele abraça Maicon. Um jogador vem por trás e lhe dá um peteleco. E a fagulha deu início ao incêndio. Me parece que os bolivianos estavam com uma raiva danada de Calleri. Por algo que ele fez antes do jogo? Durante o jogo? Não sei. Mas o que é possível dizer é que ele não fez nada errado no lance. Na hora da expulsão. A não ser que fosse uma ofensa, o que não seria suficiente para um vermelho.

O árbitro o expulsou quando apanhava de todos, com tapas e pontapés. Não fez nada com os agressores. Merecia o vermelho.

Foi heroica a classificação. Inesperada até porque o time teve dois pontos nos dois primeiros jogos. Ai, cresceu.

Agora, é o Toluca.

Sem goleiro fica muito difícil. Mas com Denis, também não estava fácil, não.

 


Bauza pede 5 jogadores. São Paulo trará três no máximo. Joanderson fora
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Edgardo Bauza pediu cinco reforços à diretoria do São Paulo. Desde que chegou. E não terá. Receberá no máximo três reforços – um para cada linha – e, se quiser mais que isso, terá de buscar na base do clube. “Ele tem todo o direito de pedir quatro ou cinco, mas nossa avaliação é diferente. Estamos com algumas negociações em andamento e não vai passar de três nomes. Os outros, pegaremos na base”, diz Luiz Cunha, diretor de futebol do clube.

Inácio, lateral-esquerdo, e Artur, volantes, são os nomes citados. O entusiasmo maior é com Artur. “Jogador fabuloso, que teve um problema no púbis. Está se recuperando e vai ser integrado”.

E da base não virá Joanderson. Ele recebeu uma proposta do Cruzeiro e está de saída, por empréstimo. “Ficou encantado com o que ouviu e não vamos impedir o seu sonho”, diz Cunha. O diretor acredita no potencial de Pedro, centroavante que está treinando com Bauza. “Ele pode ser o reserva da camisa 9”.

O titular pode ser Calleri, que tem contrato até o final da Libertadores. Maicon também pode ficar. “Há esperanças que eles fiquem, desde que manifestem desejo em ficar. O Maicon já fez isso”, diz Luiz Cunha. Ou seja, está difícil Calleri ficar.

Buffarini e Ortigoza, sonhos de consumo de Bauza? “O São Paulo já tentou, antes mesmo da minha chegada. Continuamos tentando, mas é necessário que haja uma adequação da pedida às nossas possibilidades financeiras”, afirma Luiz Cunha.

Ele acredita muito em Breno, desde que consiga voltar a ter plenas condições físicas, desde que possa superar os danos físicos causados pela detenção na Alemanha. “Aí, ele é jogador de seleção brasileira”. Quanto a Lugano, ele considera que os 35 anos estão pesando e que há clareza de que o uruguaio não pode jogar todas. “Precisa de um planejamento físico adequado, diferente dos outros jogadores do elenco”.

A derrota por 4 a 1 para o Audax não acendeu nenhuma luz vermelha e nem fez com que negociações sejam aceleradas. “O que muda é que ficamos fora do Paulista e que vamos nos dedicar à Libertadores. Time por time, temos condição de eliminar o Strongest. Perdemos por falhas individuais e não vamos mudar nosso ritmo. Estamos negociando e haverá novidades”.

 


Alma, pé forte, Calleri e Hélio Rubens
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Menon

O espaço do cara que está com a bola tem de ser diminuído. Não pode pensar, não pode arremessar, e, se arremessar tem de ser em más condições. Meu marcador tem de estar com o corpo preparado, a mão precisa estar perto do rosto do rival, não pode dar moleza para o jump.

O São Paulo que venceu o River me fazia lembrar a entrevista que fiz há alguns anos com Hélio Rubens, então treinador de Franca. Ele explicava a importância da defesa no basquete e como espaço deve ser negado sempre ao rival. Negado com a mesma força com que um homem digno recusa suborno.

Foi comum ver o que não se via há um certo tempo. Jogadores do River eram vítimas de marcação dupla e até tripla. Barovero foi pressionado algumas vezes. O time jogou com suor, com alma e com pé forte em divididas. Jogou como se fosse uma final. E era uma final.

Os destaques foram Ganso e Calleri. Ganso foi o Patrão. Marcou bastante e passou bem, deixou vários colegas em condição de marcar. Kardec e Centurión erraram feio.

Calleri é um jogador dos velhos tempos. Centroavante com muita raça, disputa todas as jogadas, cabeceia bem e não comemora gols com dancinhas. Só falta chuteira preta. Aprontou uma briga com Vangioni que terminou com a expulsão do bom lateral.

O São Paulo poderia ter goleado. Teve dois problemas: a falha de Denis no primeiro gol. E houve outra falha no finalzinho. Sai do gol como quem caça borboletas. E a expulsão de Schmidt. O primeiro amarelo foi exagerado. O segundo, foi um erro dele. Pendurado, não deveria ter feito a segunda falta.

Taticamente, o que me impressionou foi que, uma vez mais, já não há distância muito grande entre os três atacantes. Há pouco, era Centurión estático, um centroavante e Bastos estático. Agora, não. Há bastante movimentação, mais velocidade e troca de passes.

Falta um empate para a classificação. Uma classificação que parecia uma quimera após os dois primeiros jogos, derrota e empate.

 


Diretoria do São Paulo precisa sair do sofá
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Menon

Há filas enormes no Morumbi. São torcedores em busca de ingressos para o jogo contra o sofaRiver Plate, na quarta-feira. Houve o mesmo tipo de aglomeração -“filas virtuais” – nos dias anteriores, à frente de computadores, com muitas queixas sobre a lentidão do sistema. O Morumbi terá um grande público – pode até lotar – para a partida contra o River Plate, que pode definir o futuro do time na Libertadores.

A torcida saiu do sofá. Como em 2013, quando, amparada por uma política de preços baratos tomou o time no colo e impediu a queda para a segunda divisão. Como em outras edições da Libertadores. Ao contrário do que estava ocorrendo agora, com públicos dignos de campeonatos de várzea nos jogos do Paulistão.

A ausência da torcida ocasionou uma controversa peça de propaganda feita pela diretoria do clube, convidando o “torcedor a sair do sofá”. Houve uma revolta grande da torcida, o que fez com que fosse retirada do site.

Agora, duas afirmações crescem:

1) a diretoria pode dizer que o torcedor só está indo ao campo porque foi desafiado. Mentira.

2) a torcida diz que vai quando o time precisa, o que é um engano. O time precisa sempre, principalmente quando está mal.

Mas, já que se fala em sofá, está na hora da diretoria se mexer. Há muito o que fazer.

1) Montar o time para o Brasileiro, por exemplo. Mesmo que o São Paulo surpreenda e consiga ir longe na Libertadores e no Paulista, há problemas muito grandes a resolver. E há pouco tempo. Não se pode cometer o mesmo erro do final de 2015. Tudo foi feito de forma lenta e Bauza teve de jogar com Lucão em Itaquera.

O treinador pediu dois atacantes, um jogador de meio campo e um zagueiro. Veja aqui a entrevista com o trepidante Palenzulela. Há tempos, ele adverte que precisa de jogadores que qualifiquem no elenco. Pediu Buffarini e recebeu Caramelo.

Cinco jogadores não é muito. Basta lembrar que Calleri, Maicon e Wilder vão deixar o elenco. A não ser que a diretoria saia mesmo do sofá.

O que foi feito – e é louvável – foi o início da incorporação de jogadores da base, como Lucas Fernandes, Banguelê e Lucas Kal. Eu só vejo o primeiro como possível solução, mas, de uma forma ou de outra, o trabalho está sendo feito.

2) Patrocínio – Diretores brigam para limpar o nome do clube no mercado. Dizem que a situação já melhorou, mas, de concreto, nada. Ou, pouca coisa. A camisa continua sem um grande patrocinador.

3) Situação de Carlos Miguel Aidar – O ex-presidente confessou – com gravações feitas por Ataíde Gil Guerreiro – que havia muita gente, inclusive sua namorada, levando comissões indevidas no clube. Foi criado um Conselho de Ética. E nada foi resolvido. A torcida desconfia que Carlos Miguel saia canonizado do processo. Tem medo de uma enorme pizza.

Assim, fica mais difícil sair do sofá.

 

 


Alô, 2016. O São Paulo chegou
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Menon

Vamos relativizar?

O Trujillanos é muito ruim;

Vamos continuar relativizando?

Na Venezuela, foi só 1 a 1. O São Paulo poderia ter vencido, afinal Ganso perdeu um pênalti. Mas poderia ter perdido também porque os venezuelanos perderam um gol feito, cara a cara com Denis.

Há muito a comemorar nesse jogo do São Paulo. Muito mesmo.

Primeiro, o óbvio: 6 a 0 é muito difícil de fazer.

Segundo, mais obvio ainda. Foram três pontos, que deram o time o direito de continuar lutando por uma vaga. Faltam duas vitórias em dois jogos. Nenhum adversário será o frágil Trujillanos, mas isso é o de menos. O São Paulo está na luta.

3) O time jogou muito bem. Houve triangulações, velocidade, ultrapassagem dos laterais. Tudo o que se espera de um time moderno.

4) João Schmidt um parceiro para Ganso, o que Hudson e Tiago não conseguiam ser. Ele se aproximou da linha de armação e fez um lindo gol, com toque de qualidade.

5) Kelvin “alargou” o campo. Com ele, o 4-2-3-1 ficou muito mais flexível do que com Centurión ou Daniel. Ele até voltou para marcar o lateral, mas não foi só isso. O lateral também teve de marca-lo. E não conseguiu. Kelvin estava dentro da área, pelo meio, quando fez o seu gol. Não estava parado, como uma estátua, na ponta.

6) Calleri fez a quadripleta. Um de pênalti e três de centroavante. Aproveitou o rebote do pênalti que errou, aproveitou o passe de Michel Bastos e fez o primeiro, de cabeça. Ele simplesmente dobrou o número de gols que havia feito até agora.

7) Ganso fez uma partida muito boa. O que não é novidade esse ano.

8) Havia 18 mil torcedores no estádio. Depois da goleada, haverá o dobro contra o River.

9) É a sexta partida seguida sem derrotas. É a segunda vitória seguida.

10) O gigante está vivo. E não interessa que o derrotado tenha sido um anão.