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Jesus, que notícia boa!
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Menon

Gabriel Jesus foi a melhor notícia da vitória do Brasil sobre a Alemanha. Muita mobilidade, deslocamento, abriu espaços para a chegada de Paulinho e fez um gol, com ajuda de Willian, grande cruzamento, e do goleiro Trapp.

Importante notar a diferença de Gabriel, parece totalmente refeito da contusão, e dos postes alemães. Mário Gomez e Sandro Wagner tratam a bola como Vossa Excelência Reverendíssima.

William José, que tem estilo parecido, mas mais qualidade, não entrou. Como não havia entrado contra a Rússia. Não foi testado. Difícil entender.

O número de trocas ajuda a explicar. A Alemanha, que entrou sem vários titulares, fez cinco trocas. O Brasil colocou apenas Douglas Costa, que aproveitou bem a chance.

Outras notas sobre o jogo:

Zaga do Brasil foi muito bem, principalmente na bola aérea. Thiago Silva vai ganhsnga o lugar

Daniel Alves começou mal e depois melhorou bastante.

No segundo tempo, pressionado, o Brasil mostrou enorme poder de contra-ataque.

Fernandinho não foi bem em nova função. Seu jogo área-área não apareceu.

 


Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia “Parreira deve chamar fulano” e ele me explicava: “você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil”.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal “radar” de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém “atropelando” em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?


Guilherme: “time com salário atrasado, não sobe”
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Em seu terceiro ano seguido na Série A-2 do Paulista, a Portuguesa contratou um especialista em acessos para voltar à elite do

futebol paulista. É Guilherme Alves, centroavante artilheiro em muitos times grandes, como Galo, Corinthians e São Paulo, e que conseguiu três acessos em cinco anos de carreira. Em 2012, levou o Marília para a Série A-2, repetiu o feito no ano seguinte com o Novorizontino e, em seguida, levou o Novorizontino para a principal divisão do estado.

O blog conversou com ele:

Qual é o segredo para tanto acesso?

A receita é a montagem do elenco e ter salário em dia. O treinador precisa participar das contratações, trazer pessoas em quem confia e trabalhar bastante. Mas nada vai dar certo se o salário atrasar. Eu sou um treinador muito exigente, peço muito aos meus jogadores e sou atendido porque ele sabem que eu luto por eles. Agora, se não tiver salário, quem vai confiar em mim? O presidente Alexandre Barros concorda comigo e está fazendo tudo por nós.

É preciso ter jogador cascudo para jogar a segunda divisão?

Olha, eu discordo. Isto é coisa dos anos 90. Para subir, jogador precisa ser bom, precisa ter qualidade. Eu gosto muito de montar os times para jogar no campo do adversário e para ter posse de bola. Precisa jogador bom para fazer isso.

Dá para fazer isso com o elenco atual da Lusa?

Sinceramente, não. Em muitos jogos, sim, mas em todos, não. Quando estivermos fora de casa, muitas vezes vamos jogar atrás, de forma reativa para ter transição rápida.

Então, vai jogar muito pelos lados do campo…

Exatamente. E tenho três jogadores para fazer isso muito bem. Tem o Luizinho e o Matheus Nolasco que são muito rápidos. E o Fernandinho que é um extremo de muita força. Estamos bem servidos assim.

E no centro do ataque?

Nosso centroavante seria o Guilherme Queiróz, que preferiu sair. Nós trouxemos o William Batoré, que tem menos mobilidade e mais presença de área. A finalização dele é melhor que a do Queiróz.

E o Raul? Um amigo me disse que fez uma pesquisa e que ele fez sete gols nos últimos sete anos…

A estatística que eu tenho é outra. Ele jogou 45 minutos na Portuguesa e já fez um gol. Eu vejo muito jogo de futebol por aí e estou apostando nele, que veio do Desportivo Brasil. Vai ser uma opção para nosso time.

E o meio campo?

Tem o Pereira, que eu quero ver na frente, perto do ataque. É o quinto campeonato que faremos juntos. O Carlinhos, lateral, também. Eu respeito jogador, não desisto de ninguém e estamos criando um grupo forte. Estou procurando um segundo volante com boa saída de jogo, que faça área até área. E vamos buscar ainda um novo reforço, mas vamos esperar um pouco.

Por quê?

Quando você tem dificuldade financeira, precisa ter sabedoria para contratar. Os nossos titulares ganham um pouco mais e os reservas ganham menos. Então, não tem dinheiro sobrando. Precisa ter criatividade. Tem jogador bom que está esperando um contrato mas que não consegue. Então, começa o campeonato e ele está livre. Então, vamos atrás.

A zaga, como está?

Vou jogar com três zagueiros. O Gabriel é veterano, mas está em ótima forma. Trabalha duro e não perdeu um treino. Estamos esperando o Fabão, que não está em forma. Temos também o Léo Coelho e o Marcos Vinícius. Estou tranquilo nesse setor. Fizemos dois jogos na Copa Rubro-Verde e não sofremos gols. Mais ainda, houve apenas cinco finalizações contra nosso time.

A Portuguesa saiu invicta do torneio e perdeu o título por causa dos erros na decisão por pênaltis. Vai mandar a moçada treinar?

Meu primeiro treinador foi Telê Santana e ele exigia muito dos fundamentos técnicos. A gente cobrava pênalti e falta. Eu repito isso na Portuguesa. Pode ter certeza que treino não falta.

E o gol?
Estamos muito bem no gol. O João é uma revelação do Flamengo e vai ter sucesso. O Leandro veio de duas temporadas no Guarani, com 50 jogos realizados.

Por que jogador de clube grande não quer vir para a Lusa?

Porque não temos calendário no segundo semestre. Jogador quer ter garantia de trabalho, no mínimo de Série B. Não temos nada a oferecer.

Quem é o favorito para subir?

O campeonato é muito duro e deveria permitir o acesso de quatro times. Dois é muito pouco. Os favoritos são o Água Santa, que tem muito dinheiro, além de Guarani e Oeste que estavam na Série B do Brasileiro. O Oeste quase subiu.

Tem alguma surpresa boa para a torcida?

Tem sim. O lateral esquerdo Cesinha, da base. Eu já queria que ele tivesse subido, mas preferiram que fosse para a Copinha. Esse menino joga muito e a Portuguesa vai ganhar muito dinheiro com ele. O zagueiro Brunetti também vai subir, mas o Cesinha está bem à frente.

 


Fernandinho do Grêmio, destrói alguns preconceitos
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O jornalista Daniel Rohr (@danielrohr) publicou o twitter o seguinte depoimento que Fernandinho deu no programa Bem, Amigos, a respeito da final da Libertadores. O tweet recebeu comentários do amigo Sérgio Xavier ( @sxavierfilho).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns pontos reveladores.

  1. Jogador entende de tática, sim.
  2. Fernandinho não é mais apenas o ponta rápido, pronto para o contra-ataque. (ou já possuía outras qualidades que não vi?)
  3. Renato entende de futebol. Mais uma vez está comprovado. No intervalo, ele mudou a postura do Grêmio para superar um problema apresentado pelo Lanús. E no segundo tempo, supreendeu ainda mais.
  4. A importância do goleiro que joga adiantado. Faz com que o time tenha mais gente no meio do campo e atrapalha um plano pré determinado pelo adversário.
  5.  A ousadia de Renato, levando Geromel para o meio, para a “caça”, deixando Kannemann na sobra.São nuances do futebol.

 

Revelações que colocam em dúvida preconceitos do tipo: jogador não entende de tática, Fernandinho só sabe correr, Renato é apenas um motivador que teve a qualidade de não mexer no que deixou pronto o sábio Roger Machado.


Renato Portaluppi Gaúcho, o melhor técnico do ano
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Renato Portaluppi Gaúcho é o melhor técnico do Brasil em 2017.

Ah, você só fala isso agora que ganhou?

Justamente. Para mim, resultado é importantíssimo em uma análise assim. Não sou um comentarista “parnasiano”. Do tipo arte pela arte. Desempenho pelo desempenho. Gol é detalhe.

Futebol não é desfile de escola de samba. Compactação nota dezzzz. Evolução nota nooooove. Posse de bolsas, oitoo.

É muito mais difícil.

Renato foi muito criticado quando disse a frase: quem não sabe, estuda, quem sabe fica na praia. Algo assim. Uma boutade. Foi entendida, a frase, como um sacrilégio, contra o futebol ciência.Tudo o que ele fazia era creditado a Roger. Não interessa se a defesa melhorou, se Ramiro entrou, se Douglas recuou. Não. Tudo já estava planificado por Roger.

O trabalho de Renato foi aparecendo. No Brasileiro, era o time que mais bem jogava. O futebol mais bonito. Mas que perdia jogos cruciais. Renato errava em poupar jogadores por conta da Copa do Brasil, por exemplo. Sem necessidade. Veio a eliminação para o Cruzeiro e a desconfiança voltou. O Grêmio, justamento o Grêmio, sem pegada.

Mas agora, o que dizer de Renato?

Que ele ganhou a Libertadores jogando muita bola. E com jogadores que conviviam com muito descrédito. Edílson, Fernandinho, Bruno Cortez (ia jogar a série B pelo Náutico), Leo Moura (ia disputar o Carioca, pelo Boavista), Cristian. E ganhou o primeiro jogo com gol de Cícero, (escorraçado do São Paulo), após ajeitada de Jael (ia disputar a série C pelo Fortaleza).

E, se Renato foi bom no ano, foi ótimo na decisão da Libertadores.

O que todos sabiam? Que o Lanús sairia para o jogo. Sufocaria. E caberia ao Grêmio o contra-ataque.

E o Lanús foi surpreendido. Sufocado. Pressão alta até em Andrada. Lá Fortaleza era tricolor.

Logicamente, não seria assim o tempo todo. O Lanús avançou as linhas, começou a pressionar e… apareceu o contra-ataque. Legal. Fernandinho box to box, como dizem os modernos.

E veio o segundo. Se o primeiro foi com herói improvável, o segundo veio com a Cavada do Craque.

Estava definido.

Apesar da dureza do segundo tempo, com gol do Lanús, expulsão de Ramiro e Luan perdendo o terceiro, novamente cavando.

Renato Portaluppi Gaúcho ganhou a Libertadores como treinador, depois de tê-la vencido também como jogador.

 


Pouco Neymar para muita retranca
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Catenaccio italiano. Ferrolho suíço. E o que a Inglaterra apresentou contra o Brasil, como se chama. R E T R A N C A. Me lembrou de uma foto da seleção do Uruguai, no Maracanã, na véspera do jogo decisivo da classificação para a Copa de 94. Os 22 jogadores, mais dirigentes e ídolos da Copa de 50 posaram na frente do gol. Um recado de que não passaria nada. Romário não viu a foto e logo fez dois gols e acabou com a pose celeste.

Neymar foi o melhor do Brasil no duro teste. Um lindo passe de trivela para Gabriel Jesus, algumas arrancadas, bons passes, mas faltou muito. Faltou porque nada mais funcionou e tudo ficou em suas mãos. Ou pés. Precisava ter brilhado mais, ousado mais, triplicado o que fez. Talvez assim, o Brasil vencesse.

E, se o brilho de Neyar foi insuficiente, o motivo está na má partida dos outros. Ao se fechar, com cinco zagueiros e três volantes e tendo pouca velocidade de contra-ataque, a Inglaterra deu um grande espaço para o Brasil trabalhar no meio-campo.

E não funcionou.

Faltou a projeção de Paulinho ou até de Casemiro. Uma chegada forte, vida de trás. Só apareceu com Fernandinho.

Faltou jogo ofensivo aos laterais. Daniel estava irritado e Marcelo, blasé. Pouco ataque.

Faltou drible.

A meu ver, Tite deveria ter colocado Willian ao lado de Coutinho, saindo Renato Augusto. Ele preferiu tirar Renato Augusto e colocar Fernandinho. Uma opção válida que ele tem levado em conta.

Em resumo, no dia em que pôde escalar sua seleção principal, com todos os titulares, Tite não conseguiu descobrir o segredo do cadeado. Precisava de um mágico. E o mágico foi bom, apenas. Precisava ser ótimo, já que os assistentes….


City x Feyenoord: Gabriel Jesus ajuda no massacre
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Massacre. Chocolate. Goleada. Baile. Há vários modos de definir a vitória por 4 x 0 do City sobre o Feyenoord, na Holanda. Todas elas, unidas ou não, mostram a grande superioridade do time dirigido por Guardiola. Nem parecem duas equipes disputando o mesmo campeonato. O City ganhou quando quis. E como quis.

E começou querendo com uma pressão muito bem feita no campo de ataque. Facilitada pelo erro incrível de Tony Vilhena, resultando no primeiro gol antes dos dois minutos. E a a pressão continuou. O City tinha Stones e Otamendi na primeira linha, protegidos por Fernandinho. Três jogadores apenas. Os laterais avançavam muito. Walker era um caminhante solitário na direita. E cruzou para o segundo gol, um belo arremate de Aguero, aos dez minutos.

E continuou o massacre. Gabriel Jesus fez o terceiro, após seguidas rebatidas da frágil e desatenta defesa holandesa. Estava três a zero e poderia ser muito mais. Mas, no segundo tempo, o City mudou. Passou a jogar como o Barça de Guardiola, com muitos passes trocados, esperando o quarto gol. Veio de cabeça, uma nova pedrada de Stones.

Foi muito fácil. A Liga dos Campeões não será um passeio para Real Madri, Barcelona ou Bayern. O City e o PSG estão aí. 


Um dia em que a sujeira passou longe
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O  Palmeiras teve dificuldades no primeiro tempo contra o bravo e bem montado (parabéns Giovani Martineli) e depois conseguiu os três gols que fizeram a lógica prevalecer. Houve uma controvérsia no primeiro lance de gol, mas nada a ver com malandragem ou juiz comprado. Errar, se é que errou, todo mundo erra.

O Corinthians sofreu com uma falha incrível de seu goleiro Cássio, em um longe um pouco controverso porque teria havido falta de Gum em Cássio. Depois, conseguiu o empate em um lindo lançamento de Léo Principe (para gáudio de Dassler Marques) para Rodriguinho. Foi um jogo fraco, mas foi bacana ver um resultado sendo construído sem maracutaia e sem ajuda do árbitro para nenhum lado. Um jogo limpo.

O Flamengo lutou muito para superar Gatito Fernandez, que fazia linda partida no gol do Figueirense. Teve calma para fazer os gols necessários e os conseguiu com uma beleza impar. Gols de altíssimo nível, principalmente o de Fernandinho. Um drible honesto, um jogo de corpo que abriu a barreira adversária. Foram gols conseguidos com suor e arte. Ninguém foi comprado para que a vitória acontecesse. Ela veio de forma límpida e cristalina, sem nenhum tipo de golpe.

No Recife, o Santa Cruz foi ao Arruda, campo do grande rival Sport, e conseguiu uma vitória na fase final da partida. Avançou na Copa Sul-Americana. Quando for jogar fora do Brasil, poderá viajar com a cabeça erguida, com a fronte alta. Estará ocupando um posto que é seu, conquistado limpamente no campo do jogo, sem rasteira, sem malandragem, sem sujar o nome do Brasil.

Um dia maravilhoso. Viva o  futebol brasileiro.


Uruguai tinha o Mestre. O Brasil tinha o Dunga. David Luiz, nunca mais
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Faltou pouco para o Uruguai acrescentar mais um feito em seu olimpo de conquistas. Depois do Maracanazo de 50, quase tivemos o Recifazo de 2016. E, se acontecesse a virada, não teria nada de heroica. Seria apenas a consequência natural de dois fatores que se fizeram notar intensamente: a superioridade de Tabarez sobre Dunga e a imensa diferença de caráter das duas equipes. Antes de continuar, uma digressão. Para mim, o título uruguaio de 50 tem a ver, sim, com heroísmo, mas pode ser explicado também por questões táticas e técnicas. Mas esta é outra história.

O Brasil fez uma boa partida até marcar o segundo gol. Havia inversão de jogadas e Neymar havia encontrado um bom espaço entre as duas linhas de quatro da seleção uruguaia. Flutuava por ali, leve e solto. E tudo foi facilitado pelo gol de Douglas Costa aos 40 segundos. William, na direita, foi marcado pelo alto e fraco Coates. Vitorino errou e não interrompeu o cruzamento. Nova digressão. Lembremos que Maxi Pereira, Josema Gimenez, Diego Godin e Martin Caceres, a zaga titular não estava em campo.

Depois do segundo gol – lindo gol – brasileiro, o Uruguai foi à frente impulsionado pelo profissionalismo e vontade de jogar. Alvaro Pereira cruzou da esquerda, Carlos Sanchez cabeceou para trás e Cavani acertou um lindo chute. David Luiz estava a alguns metros dele, dentro da área, com as mãos para trás para impedir um pênalti que não houve.

E aí, antes da intervenção de Tabarez, veio algo que eu não gosto de reconhecer, que considero até primário, mas que se fez notar. O DNA de cada futebol. O milionário futebol brasileiro se encolheu na dificuldade. O sofrido futebol uruguaio cresceu. E foi atrás de seu passado, de sua história. Foi atrás do empate.

No segundo tempo, Tabarez fez a substituição que mudou o jogo. Trocou o 4-4-2 pelo 4-1-4-1, Recuou Arevalo Rios para ser uma espécie de terceiro zagueiro, mais adiantado. Passou a marcar duramente Neymar. O craque brasileiro não conseguia flutuar mais. Tabarez tirou Cebolla Rodriguez e colocou Tata Gonzalez. Ele, com muito esforço e raça, passou a ajudar Alvaro Pereira. Cavani passou a jogar pela esquerda, de área a área.

Suárez era o único atacante. E que atacante!!!! Empatou o jogo logo a cinco minutos, deixando David Luiz na saudade. Como sempre, aliás. E o Brasil murchou. E o Uruguai cresceu. Os brasileiros começaram a bater muito e as dificuldades técnicas de David Luiz vieram à tona novamente. Não tem noção de espaço, não marca bem, não tem velocidade. No final do jogo, cabeceou uma bola para trás e Allison conseguiu defender o chute de Suárez.

A situação estava tão favorável que Tabarez resolveu arriscar. Tirou o meia Carlos Sanchez e colocou o atacante Christian Stuani. Correu riscos, sim, pois Fucille teve dificuldades para marcar Neymar, que foi para a ponta esquerda.

O Brasil sofre com a falta de um armador. Não tem um centroavante. Neymar deveria ter jogado como Messi, fora da área para receber a bola, mas dentro dela após um curto pique. Não foi assim. David Luiz foi muito mal novamente. Filipe Luiz é limitado. Fernandinho e Luis Gustavo são fracos.

Mas a maior diferença estava em campo. Eles tinham um Maestro (Mestre). E nos, um Dunga


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