Blog do Menon

Arquivo : pratto

Raí precisa resgatar a grandeza do São Paulo
Comentários Comente

Menon

“Lucas Pratto comunicou ao São Paulo que sente muitas saudades da filha, que gostaria de ser um pai presente e que, por isto gostaria que o São Paulo aceitasse a oferta vinda do Tucumán”. Opa, a última palavra está errada, não? E se fosse Colón? Errada? Defensa y Justicia? Nada a ver? Arsenal de Sarandi? Na na ni na não.

A saudade é verdadeira e justa, não sou eu que vou duvidar, mas tenho certeza que a saudade ficaria guardada num cantinho do coração se a oferta de retorno à Pátria não viesse com a chancela do River. O milionário, agora literalmente, após as vendas de Driussi e Alário. Pratto quis ir porque, como bem lembrou o Mauro Cézar Pereira, o River está na Libertadores. Mais. Está em um patamar acima do São Paulo. É um time que vence.

Jogador gosta de dinheiro (o que é muito justo). Mas também gosta de títulos. Mesmo porque títulos significam reconhecimento técnico e…mais dinheiro. Jogador não gosta de atuar em time que não tem projeto e não tem títulos no horizonte próximo.

Não é o caso do São Paulo. Graças a incontáveis e seguidos erros de seus presidentes, o clube baixou de patamar. Quando se inicia um campeonato brasileiro ele não é mais apontado como favorito.  Ficar entre os seis para chegar à Libertadores tem se mostrado uma meta irrealística.

Não há o que atraia um jogador. Não há um canto de sereia para que venha ao Morumbi. Não há algo que o fixe no clube.

Christian Cueva, por exemplo. O Aladino, como é conhecido no Peru, não frequenta uma lista dos dez maiores peruanos de todos os tempos. E, mesmo assim, trata o São Paulo como se fosse o Comerciantes Unidos, de Cutervo, ou a Academia Cantolao, de El Callao, dignos (?) representantes do futebol peruano.

A missão de Raí é mostrar aos jogadores que o São Paulo é grande, enorme, gigante. Muito maior do que eles. Todos juntos. E isto não se faz apenas com palavras ou multas ou uma imersão na história do clube. É preciso um projeto audacioso e bem montado. É preciso que o novo lateral que vai chegar (precisa chegar), o novo meia, o novo atacante, o novo centroavante saibam que estão chegando em um clube que tem um planejamento para ser campeão brasileiro em dois anos. Um clube que tem dívidas equacionadas, que tem patrimônio, infraestrutura e uma base vencedora.

Raí precisa fazer com que os jogadores voltem a querer jogar no São Paulo. E que sintam pouca vontade de sair. Precisam saber que é melhor jogar no São Paulo do que no River. O que, na atualidade, não é. Com frieza, por exemplo, é necessário se livrar, assim que terminar a Copa, de Cueva. Ninguém, nem ele, muito menos ele, pode se atrasar seis dias para voltar ao trabalho.

O trabalho de reconstrução da dignidade do São Paulo é duro e longo. Um trabalhão para Raí


São Paulo lucra na troca Pratto x Diego Souza
Comentários Comente

Menon

O São Paulo recebe R$ 35 milhões por Lucas Pratto, que vai para o River, e paga R$ 10 milhões ao Sport para ter Diego Souza. A segunda parte da equação foi anunciada hoje, domingo. A primeira, talvez na segunda. Os valores são aproximados. As negociações atuais incluem bônus por produtividade e porcentagens de direitos.

Não é apenas financeiramente que o São Paulo ganha. Pratto foi muito importante, teve papel de liderança no grupo que nadou muito para não se afogar, é um cara muito dedicado, não se entrega nunca, mas….e os gols? 12 em um ano? Muito pouco. No sábado, encontrei meu amigo Roberto Benevides no restaurante Doce & Cia, do Jorge, lá em Pinheiros e ele deu sua opinião, que é como a minha. “Pratto é bom jogador, mas superavaliado. Não acredito que chegaram em falar em naturalização para que ele jogasse na seleção brasileira. Um absurdo”.

Diego Souza é mais presente na área. Faz mais gols. Pode jogar de nove ou de oito, como se dizia antigamente. Dentro da área ou vindo de trás. Tem três anos a mais, mas isso não é relevante.

Pratto supera Diego Souza quando se fala em caráter. Os dois queriam deixar os clubes em que estão e vejam a diferença de comportamento. Pratto veio da Argentina, chegou, explicou a situação e está treinando. Se por acaso, o negócio não sair (impossível), ele vai continuar jogando com todas as suas forças e seu comprometimento. Diego Souza, não. Sumiu do Recife. Disse que precisava viajar para o exterior para comprar uma casa (mesmo se for verdade, por que não foi nas férias?) e nada de treino. É um tipo de comportamento mimado e antiprofissional.

Como Cueva, por exemplo.

O importante na contratação de Diego Souza é que Raí mostra seu cartão de visitas. Antecipou-se ao fato consumado da saída de Pratto e trouxe o substituto. Não deixou um vácuo. O problema é que , quando o Craque Neto levantou a bola da contratação há um mês, ninguém falava na saída do Pratto. Seriam os dois. Agora, apenas um.


São Paulo não consegue enfrentar o River Plate. E ainda, Jô, Mina e Profeta
Comentários Comente

Menon

Jô, Hernanes, Mina e Pratto….Atenção, senhoras e senhores, nada indica que serão os únicos ou os últimos. A barca vai continuar levando jogadores brasileiros para Japão, China, Barcelona e…até Buenos Aires. Pouco há o que fazer. Os clubes brasileiros não conseguem se organizar e competir com ninguém.

A exceção é o Palmeiras. A saída de Mina já era um fato. Ele ficaria até o final do semestre, mas o Barcelona bateu o pé, abriu a carteira e lá se vai o zagueiro bailarino. O caso é emblemático. Um clube brasileiro consegue um grande negócio, trazendo um ótimo zagueiro aqui da América do Sul, consegue fazer um bom negócio, mas Barcelona é Barcelona.

O caso mais triste é o de Pratto. Ele escancara toda a fragilidade do São Paulo. Um gigante, com um estádio maravilhoso, com dos centros de treinamento e com um currículo de ótimas vendas, o que é sinônimo de dinheiro em caixa. Um clube assim é tão mal administrado por anos a fio que não consegue competir com o River Plate, da vizinha Argentina. Um River Plate que flertou com a bancarrota há tempos, que foi para a série B e que se recuperou. Leco poderia fazer um estágio lá, com os millonários.

Hernanes estava aqui de passagem, todos sabiam. Infelizmente, para o torcedor do São Paulo, foi uma passagem curta.

Jô estava na pior, veio para o Corinthians, se recuperou e agora vai ganhar mais dinheiro lá no Japão.

Quem mais sofre entre os três grandes é o São Paulo. Principalmente por perder dois jogadores (já estou dando como certa a saída de Pratto), mas também pelo que significavam para o clube e, principalmente, pela mensagem que a saída deles transmite. Qual mensagem? Vamos brigar de novo para não cair. Apesar de um pouco pessimista, o pensamento é válido. O time passou sufoco enorme no ano passado, se recuperou e terminou o ano com uma boa base. Dorival pediu três reforços. Agora, vai precisar de cinco.

Quem sofre menos é o Palmeiras, que já havia se antecipado e contratado Emerson Santos. Se for insuficiente, sempre há possibilidade de um novo aporte, de uma nova ousadia. Quem tem dinheiro, manda buscar.

O Corinthians está acenando com Vagner Love. Deu certo uma vez. Dará novamente?

Enfim, é o velho filme. O ano começa com incertezas e mais incertezas. Uma rápida olhada para o Santos confirma. Perdeu Lucas Lima, Zeca  e Ricardo Oliveira e trouxe Romário. Quem? Romário, o lateral.


Pratto é um bom exemplo para Scarpa e Cueva
Comentários Comente

Menon

Lucas Pratto chegou na hora marcada. No dia e na hora combinados no ano passado. Apresentou-se ao São Paulo e trouxe a notícia que todos temiam: o River Plate vai mesmo fazer uma oferta por ele. E deixou claro que gostaria de ir. (Um ônus que o clube pagará por causa de sua diretoria. Afinal, o River está na diretoria). E a impressão que fica é que, se o São Paulo não quiser fazer negócio, Pratto continuará treinando e se dedicando, como sempre.

E Cueva? Não veio. Ficou em Lima para participar de campanhas publicitárias. Estavam marcadas desde quando? Poderiam ter sido feitas no período de festas? E por que fazer campanha publicitária é mais importante do que ser profissional e chegar na hora certa, preparando-se juntamente com os companheiros para um ano difícil. Mais difícil ainda porque Cueva estará ao usente muitos dias por conta de amistosos e da preparação para a seleção peruana, que volta ao Mundial depois de 36 anos.

Gustavo Scarpa não apareceu no Fluminense. Como uma noiva arrependida, sumiu, não diz para onde foi e não atende telefone. Está forçando a barra para sair, ainda magoado por conta da imbecilidade da torcida que o vaiou muito no ano passado. Justamente ele, o melhor do time. Não jogou bem, mas é o melhor.

Como ninguém tem dinheiro, as especulações com Scarpa foram sempre na base do três por um. Até mesmo o Palmeiras, que não precisa regatear nada com ninguém, ofereceu jogadores e nada de dinheiro. E Scarpa imita Richarlison, que fez o mesmo no ano passado. Não aparece para trabalhar. Não aparece para trabalhar em um país onde todo mundo sonha com um emprego, em um país onde não há mais direitos trabalhistas. Scarpa não está nem aí.

O seu desaparecimento causa alegria entre muitos torcedores. Muita gente sonha com ele. Como Diego Souza, no Sport. Não apareceu também. André Balada também não. São os mesmos. E o engraçado é o comportamento apaixonado e ciclotímico do torcedor. Comemora que Diego Souza não apareceu lá porque ele pode aparecer aqui. Mas, quando é o jogador de seu time que não se comporta profissionalmente, que não aparece…ah, é mercenário.

Torcedor é assim mesmo. Não precisa cultivar a lógica. Jogador, não. Precisa ter a dignidade do trabalhador que aparece ao final das férias para justificar o salário que mantém seu altíssimo nível de vida. Não diz que está atrasado porque precisa tirar fotos para o álbum de formatura da sobrinha.


Torcida do São Paulo merece um time à sua altura
Comentários Comente

Menon

Time grande não cai, grita nas redes sociais, nos bares, nos batizados, casamentos, intifadas e onde mais seja, a torcida do São Paulo.

Grita com orgulho, grita alto (pleonasmo, eu sei), grita com razão. Afinal, o time não caiu muito por causa da atuação da torcida. Mostrou uma solidariedade imensa a uma equipe que não se acertou com Ceni, a outra equipe que foi destroçada pela diretoria, ao time cambaleante montado por Dorival e agora, com muito mais razão, ao time que tem a atual maior série invicta do Brasileiro.

A torcida do São Paulo mostrou uma cara bonita, amiga, muito diferente do que fez uma pequena facção de criminosos, que, no ano passado, invadiu o CT, agrediu jogadores e roubou material esportivo do clube. Ladrões.

Enfim, a torcida do São Paulo tem todo o direito de comemorar…o que tem para comemorar. Sua própria atuação na luta para manter o time na elite do futebol brasileiro.

O triste é que o que restou a comemorar é isto. Apenas. Já há algum tempo, o São Paulo passa por um período horrível. Os últimos títulos foram em 2012 e 2008. Em 2018, a primeira luta é para que não seja igualada a marca de 13 anos sem título no Paulista, até agora o maior jejum da história. A seca foi de 1957 a 1970, quando o São Paulo dedicava suas forças à construção do Morumbi.

O canto mais famoso da torcida tricolor está datado e desatualizado. Nunca fui rebaixado. Tenho Libertadores. Não alugo estádio. Todos os paulistas têm Libertadores e todos têm estádio.

A torcida merece muito mais do que essa mediocridade. O clube merece muito mais do que essa alegria por vexame evitado.

A boa notícia é que há uma base para o ano que vem. O time que termina o campeonato é bom. Hernanes, Petros, Jucilei, Cueva e Pratto teriam lugar garantido em todos os grandes brasileiros. Militão é um presente de Cotia que se transformou em realidade. Rodrigo Caio é um bom jogador e, mais do que isto, uma boa fonte de renda.

O time precisa de ajustes como um grande goleiro, um bom lateral-esquerdo, mais dois ou três jogadores experientes e abrir as portas para Cotia, com Brenner, Artur, Liziero, Helinho…

A má notícia é que o gerenciamento desta transição do bom time de agora para um time campeão daqui a alguns meses está nas mesmas mãos de sempre. E nem vou citar nomes aqui. Não é o caso. Os que desejam tirar os que aí estão são tão ultrapassados quanto. É impressionante como o São Paulo não consegue, entre seus dirigentes, criar alguém com ideias arrojadas, modernas, que consiga tratar os jogadores com amor, que faça com que tenham prazer em jogar no clube, que consigam bons patrocínios e que resolvam a triste equação de Cotia. Qual equação? Quem é ótimo, faz dez jogos e vai embora. Quem é bom, não consegue se firmar porque o lugar fica com jogadores vindos de outros clubes. Jogadores médios ou fracos como Marcinho, Denílson e outros.

O São Paulo precisa mudar por dois  motivos, ao menos: 1) sua torcida merece e 2) até quando ela vai conseguir consertar as besteiras feitas pelos dirigentes?


São Paulo joga mal e consegue três vitórias. Sidão foi o herói
Comentários Comente

Menon

Duas defesas nos acréscimos e uma outra, ainda no primeiro tempo, fizeram com que Sidão tivesse seu nome gritado pela torcida, no Morumbi. Foram defesas plásticas e salvadoras, quando o Sport mandava no jogo. Defesas que garantiram três pontos e a saída da zona de rebaixamento.

Enquanto o São Paulo vencia, o Avaí e o Fluminense perdiam. O Vitória também, mas conseguiu uma virada espetacular no Rio. Foram resultados espetaculares para o São Paulo, que não fez uma boa partida.

Bastava vencer. E os jogadores parece que sentiram o tamanho da responsabilidade. Tiveram um comportamento muito fraco, animicamente falando. Não parecia o time vibrante do jogo anterior, contra o Corinthians. O Sport é que marcou pressão e o São Paulo tinha apenas o contra-ataque.

A causa? Edimar não apoiava. E Militão também não. Ele tinha muito trabalho com Rogério, Mena e Sander. E depois, com Thomaz. Sem ligação pelos lados, o São Paulo vivia da troca de passes entre Cueva, Hernanes e Lucas Fernandes. Muito pouco. O gol saiu em raríssima jogada pelo lado, com Edimar.

E, se Militão não apoiava, Marcos Guilherme não recompunha. E o garoto sofreu. E fez grande partida, defensivamente falando. Assim como Petros, novamente muito bem

As substituições de Dorival não me agradaram. Jucilei seria uma opção preferível a Gómez. E Marcinho mostrou-se uma opção totalmente equivocada. Aí, não é culpa do treinado e sim do jogador, totalmente alheio ao jogo. Sem atacar e sem defender. Shaylon? Seria melhor Gilberto, com o recuo de Pratto.

O Sport teve o campo e, quando criou boas chances, Sidão estava lá.

Talvez agora, sem a pressão do rebaixamento, o São Paulo consiga jogar melhor. Porque, se continuar assim, poderá sofrer muito ainda no campeonato.


São Paulo perde, novamente pela direita. Dorival precisa resolver
Comentários Comente

Menon

Depois de sete jogos no comando do São Paulo, é impossível que Dorival Jr. não tenha detectado o problema na lateral direita. A vitória do Coritiba foi por ali, com Bruno falhando muito. A vitória do Santos foi por ali, com Buffarini falhando muito. E a vitória do Bahia foi por ali, com Araruna falhando muito.

Evidentemente, não é apenas falha individual. O segundo gol do Bahia saiu em um contra-ataque em que a marcação atrás estava toda desarrumada. Mas o problema é recorrente e ele precisa resolver. Como resolveu na esquerda, trocando Junior Tavares por Edimar, após a derrota contra a Chape, em que Apodi destruiu o São Paulo.

Ao final do jogo contra o Coritiba, perguntei a Dorival porque o time não consegue se safar de crises anunciadas. Todos sabiam que Rildo era o homem do contra-ataque e que jogaria em cima de Bruno. Todo mundo sabia e aconteceu. Ele disse que era qualidade individual de Rildo. Ora, se a qualidade individual de Rildo pode definir um jogo, é porque está tudo complicado.

Há outros erros. O São Paulo cruzou 28 bolas e acertou apenas duas. Teve 63% de posse de bola e finalizou apenas três vezes corretamente. Talvez pela produção de Pratto, que não chutou uma vez a gol, mas deu dois passes para chutes a gol. Além de três cruzamentos. Está preparando muito mais do que finalizando.

E Marcinho é um jogador fraco.

Dorival apostou em um estilo de jogo e em uma escalação. Perdeu Wellington Nem, contundido. Agora, com duas derrotas seguidas no lombo e com uma semana para trabalhar, pode pensar em mudanças de nomes. Enquanto dá tempo para evitar o maior vexame da história do clube.


7 motivos para o São Paulo não cair
Comentários Comente

Menon

during the Serie A match between Juventus FC and Torino FC at Juventus Arena on October 31, 2015 in Turin, Italy.

Uma queda de time grande não é uma queda anunciada. Ela vai se construindo a cada dia. E começa antes do início do campeonato. Começa anos antes. Começa fora de campo, com falta de gestão, falta de transparência e de democracia. O São Paulo, o ameaçado da vez, mudou estatuto, prorrogou mandato, teve presidente ladrão e jogou a sujeira para debaixo do tapete.

Seguiu a cartilha da queda direitinho, mas algumas atitudes da diretoria e algumas características do elenco deixam aberta a possibilidade de reação. São a vacina contra o mal.

  1. O fator HPPrL – Hernane Petros e Pratto são profissionais comprometidos, de muita personalidade e com liderança. São atletas que cuidam do físico e respeitam a profissão. São comandantes que podem levar o restante da tripulação a remar para o mesmo lado e evitar a queda. Hernanes e Pratto, além disso, possuem bom nível técnico, mais do que Petros, que considero inferior a Thiago Mendes. Lugano é o quarto elemento da turma, apesar de não entrar em campo
  2. Cueva – O peruano deu sinais de reação  na derrota contra a Chapecoense e os confirmou contra o Vasco. Ele foi o melhor jogador do ano passado e sua queda de rendimento foi terrível para o time. No gol contra o Vasco, deu um passe espetacular para Pratto. E, na comemoração, ficou demonstrado a diferença entre os dois. O argentino vibrou muito e o levantou para que todos vissem. Estava jogando pelo grupo, estava dando moral a Cueva, que, praticamente não reagiu. Mostrou apenas timidez. De Cueva, pode-se esperar apenas bom futebol. De Pratto, bom futebol e comprometimento.
  3. Poucos gols sofridos – O São Paulo está em 18º lugar, antes de completar a 16ª rodada. Se vencer, ficará em 16º. E é a sétima melhor defesa, ao lado de Palmeiras (quinto lugar) e Avaí (17º). Tem saldo negativo de três gols, muito melhor que os seus concorrentes como Atlético-GO (16), Vitória (13), Avaí (8), Furacão (8), Coritiba (5), e Chape (6). É um time que não foi goleada nenhuma vez, embora tenha levado três gols de Corinthians e de Santos.
  4. Boa atuação na janela – O que ajuda um time grande a não cair é ter dinheiro (ou crédito) para se reforçar. O São Paulo, que perdeu muitos jogadores importantes, conseguiu reforços de bom nível. Arboleda e Petros estão jogando bem. Gómez, não, mas tem comprometimento. Hernanes e Marcos Guilherme são esperanças baseadas em bom futebol. Ainda há boas opções no elenco como Jucilei, o mais regular do time, Renan Ribeiro e reservas como Marcinho, Lucas Fernandes e Gilberto. Tem ovos para fazer uma omelete salvadora.
  5. Morumbi – O São Paulo realizou sete jogos em casa. Ganhou quatro – Palmeiras, Vasco, Vitória e Avaí – empatou com Fluminense e Dragão e perdeu para o Galo. Disputou 21 pontos e ganhou 14. É um aproveitamento de 66,6%, quatro pontos a cada dois jogos. Se mantiver essa média até o final do campeonato, terá conseguido 38 pontos. Faltará pouco para os 46 salvadores.
  6. Torcida – A torcida do São Paulo tem comparecido e ajudado o time. Um papel muito bonito por perceber que a razão de sua paixão está sofrendo. O time está na rabeira e tem a quarta melhor média de público como mandante. Na quinta-feira ,de frio, às 19h30, havia 23 mil contra o Vasco. Contra o Grêmio, já foram vendidos 25 mil ingressos.
  7. Dorival Jr. – Considero Rogério Ceni uma vítima e não o culpado pela situação. Mas há um novo treinador e ele acertou em algumas coisas. Optou por um jogo de posse de bola e pela manutenção de um time-base. A posse de bola faz com que o time tenha domínio tático do jogo e evite loucuras que eram comuns antes, com um time muito desequilibrado, algo que Ceni já tratava, sem muito sucesso, de corrigir. E a manutenção de uma base faz com que o time evolua. Além disso, Dorival detectou que Júnior Tavares estava muito mal na marcação e o trocou por Edimar. Dará certo?  Dorival conseguirá recuperar Wellington Nem? E o ataque, conseguirá ser mais efetivo? Até agora, foram apenas 15 gols. São desafios prontos para Dorival e suas primeiras atitudes dão esperança de solução.

Hernanes é um grande acerto de Leco e Pinotti. Mesmo que não dê certo
Comentários Comente

Menon

Hernanes, desenhado aqui pelo genial Mario Alberto, está de volta ao São Paulo. É uma contratação importantíssima, principalmente pelo momento ruim que time passa. É um jogador de alta capacidade técnica, com bom desarme, ambidestro e boa chegada no ataque. Tem identidade com o clube e tem muita personalidade. Em seu currículo, constam 35 gols em 218 jogos pelo clube.

Impossível contestar uma contratação assim. Mesmo os opositores de Leco. Bem, em seu vídeo de apresentação, Hernanes não precisa dizer que veio graças aos esforços de Leco e Pinotti. Desnecessário, não é?

Hernanes foi um grande acerto do São Paulo.

E se não der certo?

Hernanes tem 32 anos e já há algum tempo não está jogando bem. Seus números na Itália eram declinantes. Na Lazio, onde foi ídolo, fez 41 gols em 156 jogos. Depois, na Inter foram sete gols em 52 jogos e na Juve, dois gols em 35 jogos.

Foi para a China. Não se adaptou onde também não jogou bem. Fez um gol em apenas seis jogos no Heibei.

Qual Hernanes volta? O mesmo que foi? Lógico que não, nunca é assim. Mas é alguém que pode ajudar muito o São Paulo. Pode formar uma linha de três com Jucilei e Petros, o que faria Dorival sair da zona de conforto e deixar de jogar com dois atacantes pelo lado. Eu jogaria com Jucilei, Petros, Hernanes, Cueva (até quando?), Marcinho e Pratto.

O time ganha esperança. Ganha respeito. Só isso justifica a vinda de Hernanes. Se jogar bem, será um grande acerto. Se fracassar, não terá sido um erro.


Clube grande cai, sim. Está caindo
Comentários Comente

Menon

Time grande não cai.

Os são-paulinos (tomo a parte pelo todo, uma grande parte, diga-se) gritaram exaustivamente a frase, em 2013 e 2015. Havia uma outra frase, de mesmo sentido. Time grande cai, mas time gigante não cai.

São frases divertidas, uma gozação bem feita contra os rivais Palmeiras e Corinthians. Mas são também frases a mostrar o último suspiro da tal soberania, varrida dos campos há uma década, com aquele coito interrompido que foi a vitória contra o Tigre, na sul-americana de 2012.

Gritar que não cai é o que restou a quem gritava é campeão com a mesma assiduidade que um ano substitui outro. Ou, lembrando um pouco mais longe, como um semestre substitui outro.

Não ganhamos, mas não caímos. Somos grandes e os outros são pequenos. Somos gigantes e os outros, vá lá…são apenas grandes. Somos soberanos e tudo é uma questão de tempo, pois daqui não cairemos.

Está caindo o São Paulo. Os avisos foram gritados, os sinais foram escancarados, mas a gerontocracia de ideias que dirige o clube há décadas, não viu e não ouviu. Preferiu a briga intestina (nos dois sentidos) à busca de uma solução, que poderia passar pela unidade. Talvez não ajudasse, porque as ideias do outro lado…ah, quais são, mesmo?

Quem gritava que time grande não cai, sabia que estava dizendo uma sandice. Palmeiras, Corinthians, Inter e tantos outros grandes representantes do futebol brasileiro caíram.

E, se clube grande não cai, time médio cai. Deitado em devaneios soberanísticos, a diretoria do São Paulo esqueceu que não há justiça no futebol. Um elenco melhor do que alguns outros, pode cair, sim. Não é o investimento que decide, não é uma análise crítica dos jogadores contratados. É o campo que resolve.

O São Paulo tem aproveitamento de 77,8% quando falamos de seu enfrentamento com Vitória, Avaí e Atlético-GO, seus companheiros de infortúnio. Não é suficiente. Precisa vencer os outros também. E, sempre é bom lembrar, o tal aproveitamento gigantesco foi construído no Morumbi.

A diretoria do São Paulo não pode se apegar a um clichê moribundo: “o São Paulo não merece estar nesse lugar”; Por que não? Pelo passado glorioso? Já vimos que não conta, que outros gigantes de foram.

Pelo futebol apresentado? Também não, apesar de não ter sofrido nenhuma goleada, nenhum vexame. Tivesse ocorrido, talvez o tal aviso tivesse sido ouvido.

Pelo elenco que o time tem?

Vamos conversar sobre isso. O elenco tem problemas graves. Não vou comparar com outros, não vou fazer uma análise posição por posição, mas o elenco do São Paulo tem carências enormes. E elas permitem que outros clubes, talvez mais fracos o ultrapassem.

Bruno e Buffarini, por exemplo. Um, é pior na defesa. Outro, é pior no ataque. Os dois são ruins no conjunto. As entidades Brunarini ou Buffaruno são assustadoras. O que defende melhor, levou dois dribles humilhantes na Vila. O que ataca melhor, não acerta cruzamentos.

Júnior Tavares. Esqueça a louvação a Cotia. Nem de lá, ele veio. Junior veio do Grêmio com a fama de indisciplinado, bom no ataque e ruim na defesa. A primeira, com dedicação aos treinamentos, ele afugentou. Nada de indisciplina. A segunda, confirmou-se em parte. Ele é um desafogo na esquerda. E é um tormento na defesa. Em um time equilibrado, ele teria sua função e poderia render muito. Em um time cheio de problemas, só os erros aparecem e de forma exponencial. Foi um erro deixar tudo nas costas de um garoto. Participou de praticamente todas as partidas do ano. E seu reserva, Edimar, só o departamento de análise e desempenho garante. É um jogador a ser burilado e não uma solução.

Rodrigo Caio é um bom zagueiro, apesar do pouco físico. Não é bom como outros que fizeram sucesso há dez anos. Miranda, Lugano, Fabão, André Dias, Rodrigo e Breno foram melhores. Fabão, sim. Pense um pouco e veja quem errou mais. Novamente, é a questão do momento. Se Rodrigo Caio estivesse lá, naquele tempo….Não está.

Pela fama que tem, Rodrigo Caio deveria ser a individualidade capaz de carregar o time nas costas. Como Roberto Dias fez há 50 anos. O mesmo vale para Pratto. Um grande jogador em um time fraco e desequilibrado, não deveria ser a salvação? Não tem sido. Cueva é o mesmo caso, apesar de haver melhorado um pouco.

Não é o caso de Jucilei, que tem rendido muito bem, mas que, pela posição em que joga não está ali para resolver. Como parece ser, não nos precipitemos, o caso de Arboleda.

Jogadores que deveriam decidir e não decidem. Jogadores fracos. Jogadores com uma responsabilidade técnica acima de suas forças. E o que mais?

Uma incógnita como Gómez, que foi bem na Colômbia, mas que fez dois jogos sem nenhum protagonismo.

Jogadores médios, que poderiam render em times bem organizados, como é o caso de Marcinho. E de Petros, que fala muito bem, que tem personalidade, mas que joga menos que Thiago Gomes. E Wellington Nem, que perdeu a velocidade em algum lugar do passado.

Jogadores jovens, como Lucas Fernandes, Brenner e Shaylon, a quem não pode ser dada a missão de salvamento. A eles, deveria ter sido dadas oportunidades de jogar. Mas, preferiram, por exemplo, Denílson.

E é um time assustado. Quando faz um gol, não resiste ao assédio, como qualquer adolescente esperando o primeiro beijo. Quando sofre um gol, se desmancha, como picolé ao sol.

É um time caindo. Está cumprindo os avisos que estão sendo dados há muito tempo. E que os ouvidos soberanos apenas ouviram. Mandaram a mensagem para o cérebro soberano. E que o cérebro soberano respondeu através da boca soberana. “Time grande não cai”. Cai, sim.