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Neymar, apenas sombra de Rei Sol
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Menon

O jornal L’Equipe publicou duas enquetes logo após o empate entre Napoli e PSG.

A primeira perguntava qual o jogador mais decepcionante do jogo. Neymar liderava com 41% dos 6 mil votos.

A segunda perguntava quem havia sido o jogador mais “impressionante” do jogo. Neymar estava em terceiro, com 11% dos 4 mil votos, atrás de Mbappe e Bernart.

Foi mais uma jornada opaca de quem foi contratado para ser o Rei Sol de um Paris, que está em terceiro e ameaçado.

Boas jogadas? Sim, é lógico. Neymar é um grande jogador. Mas não foi contratado por isso. Ganha muitos milhões para fazer a diferença.

Não tem feito. No segundo tempo, quando o Napoli massacrou o PSG, ele não conseguiu ser o líder técnico, capaz de uma jogada espetacular. Não foi o líder mental, capaz de acalmar o time. Ou de elevar o ânimo.

Nada.

Nos 15 minutos finais, quando o Napoli dava sinais de exaustão, ele tentou algumas jogadas individuais, carregando a bola. Foi dominado facilmente, sem falta, por Allan.

O PSG espera mais de Neymar. Talvez receba nos dois últimos jogos.

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Neymar não merece esta pancada
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Neymar não merecia a fissura no tal metatarso. Bem, ninguém merece, evidentemente. Mas a dele veio em um momento péssimo. Seria a primeira grande possibilidade de firmar-se na luta para ser o melhor do mundo. Está impossibilitado de eliminar o Real Madrid. E, caso ocorra a eliminação, ela não terá sua participação. E as cornetas soarão.

Vai perder também o resto da obra que comandou brilhantemente. O PSG será campeão francês sem sua presença na reta final. Aí, não tem corneta. Toda a facilidade do título tem a ver com o seu brilhantismo.

Neymar é uma figura típica do terceiro milênio. Adora se expor, adora aparecer, tem a vida privada devastada. É um popstar. Mas só é popstar porque é um ótimo jogador. Um craque. E jogador, seja craque ou pereba, gosta de jogar. Gosta de jogo grande. E Neymar estará longe de sua paixão por um mês.

Perde também o futebol. A primeira grande decisão do ano fica pela metade.

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Neymar está nas cordas
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Neymar sim. E não o PSG. Porque aqui não se trata de clichês do tipo “quando ganha, todo mundo ganha quando perde, todo mundo perde”. Se perder para o Real Madrid, o PSG continuará sendo o que tem sido: um time sem tradição, com muito dinheiro e lutando para mudar de patamar. E, para impulsionar a mudança, apostou em….Neymar, transformado na maior transação da história do futebol. Também trouxe Mbappé e outros, mas o nome do projeto, a cara do projeto é Neymar.

Se o PSG ganhar a Liga dos Campeões, será por conta de Neymar, mesmo que não seja. O título que dará ao PSG o direito de ombrear-se aos gigantes da Europa será creditado ao brasileiro. Então, como pau que bate em Chico, bate em Francisco (obviamente, estamos falando de futebol e não de meandros da justiça brasileira), caberá a ele o ônus do fracasso.

E além do fracasso do projeto PSG, também haverá o fracasso de outro projeto. O projeto pessoal de Neymar. Ele mudou de time para ser o melhor do mundo. Para ser o astro principal. Para ter um time seu. E tem exercido com maestria. Jogando muita bola, é claro, mas também exercendo o direito adquirido. Aqui, quem manda sou eu. Neymar não moveu uma palha pelo coletivo, pela harmonia do grupo, sempre mostrou que o time era ele. Que o time era dele. Então, o fracasso será dele.

Se houver fracasso, é lógico. O jogo está aberto, apesar de o Real Madrid começar o jogo em Paris classificado. E continuar classificado, mesmo que o PSG marque um gol. Neymar já esteve em situação parecida no ano passado. Duas vezes. Na primeira, após derrota por 4 x 0, comandou o Barça na famosa virada por 6 x 1, que classificou o time para a semi da Liga dos Campeões. A vítima? O PSG, seu time atual. Seu time atual. Nos dois sentidos.

Foi uma partida memorável do craque. Ofuscou Messi, Iniesta e todos os outros companheiros de Barcelona. E, embora não mandasse no clube, como manda hoje, foi o grande nome do jogo.

Na segunda vez, em que esteve nas cordas, Neymar não pôde ajudar o Barcelona. Um 0 x 0 após derrota por 3 x 0, deixou o time fora da decisão, classificando a Juventus. Não se pode culpar Neymar, é claro. O time não era dele. Ele apenas fazia parte dele.

E, como disse meu amigo Luis Augusto Monaco, da CHUTEIRA FC , qual será o ânimo de Neymar em se dedicar ao insosso campeonato francês, sabendo que seu projeto de ser o melhor do mundo está adiado por um ano?


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