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Deyverson provoca, não segura a onda e pode prejudicar o Palmeiras
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Menon

No ano passado, gostei muito da apresentação de DEYVERSON no Palmeiras. Um cara simples, simpático e que me impressionou por ter a noção da grandeza do clube que defenderia. Alguém fora dos parâmetros “profissionais” dos jogadores de hoje. Bem, o início não foi fácil, ele se recusou a participar de uma decisão por pênaltis, passou a ser uma opção muito distante e tudo indicava que sua passagem pelo Palmeiras seria efêmera.

Com a chegada de Felipão, voltou a ter chances e tratou de aproveitá-las. Deu resultado, fez alguns gols, mas seu comportamento em campo tem sido ridículo. O Palmeiras disputa três competições e ele esteve suspenso nas três. Vive procurando briga, vive fingindo contusões (Neymar, perto dele é Robert de Niro) e adora uma provocação.

Das duas uma?

Deyverson  está sob pressão para dar certo e por isso perde a cabeça, com atitudes ridículas.

Deyverson é chato mesmo. Uma mala incorrigível.

De uma forma ou de outra, o Palmeiras pode se prejudicar. E temos uma pergunta. O que ele aporta em campo, como jogador, vale a pena diante da confusão que sempre o cerca.

Interessante notar que Deyverson não aguenta um gato pelo rabo. Ele provoca e não segura a onda. Contra o Corinthians, provocou com a piscadinha e depois abriu a boca. Seus companheiros de time precisaram se comportar como seguranças dele para que não entrasse em briga com os rivais.

E agora, contra o Cruzeiro? Deu umas embaixadinhas e levou, de troco, dois empurrões. O que fez? Encarou? Nada disso, ficou rolando na grama, como um poodle. E ainda levou uma bronca de Fred.

O comportamento varzeano de Deyverson pode atrapalhar muito o Palmeiras.

 

 


Papelão de Sassá e do Palmeiras
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Cruzeiro e Palmeiras fizeram um belo jogo. Tecnicamente, não, mas com boas alternativas. Cruzeiro melhor no primeiro tempo, Palmeiras no segundo. Um resultado justo. E um papelão no final.

O que o Palmeiras tinha a reclamar no final do jogo? A contusão de Fábio parou o jogo por dois minutos e meio e o árbitro deu mais três. Para que brigar? Lutou quanto foi possível e não conseguiu o segundo gol. Dê a mão ao rival e desça para o vestiário.

Mas, não. Deyverson não consegue ficar longe de um bolinho. Adora um empurra-empurra. E seus colegas de equipe se transformam em seguranças dele. Não tem um jogo em que não apronte alguma coisa, vive expulso ou suspenso.

E Sassá?

Um murro na boca de um colega de profissão em um jogo que lhe deu a vaga na final? Qual o motivo? O que pode explicar uma agressão assim?

Se não tem capacidade para entender o que é esporte, o que é um jogo, que pense pelo menos de maneira pragmática. Ganhamos, não quero mais briga. Nada disso. Está suspenso. Fora da final.

Violento e burro.


Quem para o Palmeiras, locomotiva verde?
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A curva ascendente do Palmeiras no segundo turno aponta o time de Scolari com grandes chances de ficar com o título do Brasileiro. O grande favorito.

O Palmeiras terminou o primeiro turno com 33 pontos, em sexto lugar. Agora, tem 50 pontos e está em segundo. Ou seja, em sete partidas, ganhou metade dos pontos que havia amealhado em 19 jogos.

O aproveitamento no primeiro turno foi de 57,89%.  No returno, é de 80,95%. Uma melhora de quase 25%.

A comparação com os outros rivais é muito boa para o Palmeiras. Enquanto conseguiu 17 pontos, o que fizeram os outros? Inter (12), Flamengo e Grêmio (11), São Paulo (10) e Galo (9).

É ou não é uma escalada vertiginosa? Mas números não definem tudo. O importante é ver a diferença do futebol praticado pelo time. É muito melhor que os outros, embora não seja um esquadrão internacional.

Nem vi Palmeiras x Sport, mas vi São Paulo, América, Inter e Corinthians. Que pobreza! Dois jogos horríveis. Amanhã, falarei sobre eles.

O elenco do Palmeiras é muito melhor. No ataque, as opções são Willian, Deyverson e Borja. E há outros exemplos.

Vai ser difícil segurar.

 


Roger é pior que o fraco Deyverson. Saudades de Evair e Jô
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O celular tocou. Era meu grande, enorme amigo Turco Simão, equilibrado palmeirense. Está revoltadíssimo com o tratamento dado à piscadinha de Deyverson ao deixar o campo.

Meu amigo aponta dois dados interessantes para a análise. Deyverson é um sujeito simples, quase simplório, que está se recuperando na carreira e que sofre uma pressão muito grande para acertar. E para agradar a torcida, que o tratou muito mal nos primeiros erros.

E o Roger, pergunta o pai da Maria Simão? O Roger que jogou de forma violenta, que empurrou Gómez e que tentou brigar após a piscadinha? Um comportamento muito pior e que não é criticado.

Meu amigo tem razão. Concordo em muito com ele. Não tudo, é lógico.

Acho Deyverson um jogador sem equilíbrio psicológico. Na ânsia de agradar, joga de forma violenta e provocativa. Foi expulso contra Bahia, Cerro e só não foi contra o Corinthians porque Felipão o substituiu.

Depois que erra, chora e chora. Arrependimento? Não sei. O que eu acho é que precisa de acompanhamento. psicológico. Nem que seja com o professor Scolari, contemporâneo do analista de Bagé.

Roger é outro caso. Com 33 anos, tem pouco tempo mais de carreira. Uma carreira muito irregular, com muito mais pontos baixos que altos. Fracassou no São Paulo, Palmeiras e, recentemente, no Inter.

É fraco fisicamente. E tecnicamente. Além disso, de seu pequeno repertório, recebe poucas bolas. Fica irritado diante de sua impotência e reage no limite da violência, com cotovelos voadores.

A outra forma de reação ao seu  momento ( ? ) ruim é querer agradar a torcida com gestos exarcebados.

Então, temos:

Um centroavante sob pressão que reage com provocações acima de seu limite e que terminam com choro.

Um centroavante de baixo nível técnico, que joga no limite da violência e que tenta se cacifar como representante da torcida.

Evair não provocava. Edmundo não chorava.

Jô marcava. E não batia em ninguém.


Roger Guedes, o maior erro de Alexandre Mattos
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Roger Guedes é um dos destaques do Brasileiro. Talvez o maior deles. Com a camisa do Galo tem sido pródigo em gols e passes decisivos. E ainda tem vínculo com o Palmeiras. E porque faz a alegria dos atleticanos e não dos palmeirenses.

Na verdade, no ano passado, Guedes fazia a irritação dos verdes atingir níveis estratosféricos. Jogava bem um dia e mal nos outros dois. E, em muitos jogos, dava a impressão de ter ficado no ônibus e nem entrado em campo.

A solução foi um empréstimo.

É a solução mais fácil e não a mais correta.

O principal questionamento da situação é o seguinte: por que ele joga lá e não joga aqui?

Culpar o jogador é fácil, é lavar as mãos. Afinal, se o Palmeiras acreditou que poderia tirar Michel Bastos de seu sono eterno e incutir doses de responsabilidade em seu futebol, por que não fazer o mesmo com Guedes?

Como o Palmeiras tem muito dinheiro – é um fato e não uma crítica – não existe paciência com jogador. Vai lá e compra outro. E nem sempre essa ação agressiva é bem vista. Vamos lembrar três casos com Cuca.

Ele não gostava de Borja e pediu um novo atacante. Veio Deyverson, que tem uma indisposição amorosa com a bola.

Ele não gostava de Felipe Melo. Em vez de não escalar, o que é seu direito, afastou jogador dos treinamentos, o que a lei não permite. Melo foi buscar seus direitos e foi reintegrado. Hoje é fundamental ao time. E foi um dos causadores da saída de Guedes, que não gostou de um trote dado por ele.

Cuca queria mais um atacante. Pediu Richarlison, do Fluminense. O Palmeiras combinou tudo com o jogador e esqueceu de falar com o Flu, que se recusou a fazer negócio. Lógico, havia a possibilidade futura de uma negociação com o Exterior, o que se confirmou. Cuca chegou ao cúmulo de dar uma entrevista dizendo que havia falado com Abel, treinador do Fluminense, e garantido que ele não ficaria na mão. Que ele, Cuca, cederia alguns jogadores ao Flu. Ora, Alexandre Mattos ganha bem para Cuca dar uma entrevista dizendo que Abel receberia novos jogadores?

O caso mais recente foi o de Scarpa. O Palmeiras acreditou nos mesmos empresários que haviam quebrado a cara no caso Zeca. Disseram ao jogador que ele seria liberado e iria para o Corinthians. Quando viu que não era nada disso, Andrés pulou fora. E Zeca só saiu em troca de Sasha.

Bem, Alexandre Mattos deixou o Fluminense de lado e foi buscar o jogador, pagando diretamente a ele e a seus empresários. E a Justiça deu ganho de causa ao time carioca. Como fica? Os empresários devolverão o dinheiro e o Palmeiras o repassará ao Flu? Seja qual for a solução, Scarpa, se vier, somente em agosto.

Esse deslumbramento com dinheiro fácil é perigoso. Leva de erros menores como as contratações de Roger Carvalho, Fabiano, Fabrício, Michel Bastos e Juninho, até a perda do destaque do Brasileiro, passando por constrangimentos com um time rival. Constrangimento ainda mais desnecessário porque se transformou em derrota. Duas vezes.

 


Máquina Verde engrena com rejeitados de Cuca
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O Santos foi a quinta vítima do Palmeiras em cinco jogos. O Mirassol, no sábado, entre pierrôs e colombinas, no início do Reinado de Momo, será o sexto. O time parece imbatível, pelo menos em termos de campeonato. É muito favorito. Foi uma vitória tranquila, iniciada sem que o Santos praticamente houvesse tocado na bola.

Felipe Melo novamente fez uma ótima partida. Tem sido constante. E Borja fez um golaço. São dois jogadores que não cabiam no time de Cuca, o antigo treinador. O que nos leva a pensar no poder absoluto do treinador. No caso de Felipe Melo, Cuca disse que o afastaria do time porque ele tem um estilo de jogo que não se adaptava ao que Cuca queria. Analisemos por aí, sem pensar nos problemas extra-campo criados pelo jogador, inclusive com gravação em que ele ofendia o treinador.

Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se concentrar em jogar futebol? Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se adaptar ao seu estilo de jogo? Não? Tudo bem, não sou adepto de treinador que define um estilo, um esquema e faz o jogador se adaptar a ele. Mas, se fosse o caso, precisava afastar o jogador? (Não estou levando em conta as questões disciplinares).

E Borja? Ainda não é o mesmo do Atlético Nacional. Talvez nunca seja. Pode ter sido apenas um ciclo virtuoso, ou melhor, um ano virtuoso. Mas, está melhorando. Está rendendo bem e fez um belo gol. Com Cuca, não jogava. Aliás, ninguém do elenco servia, porque ele pediu Deyverson, que, convenhamos, também não é nenhum Evair.

É preciso acabar com o poder absoluto dos treinadores. Não dá para ser assim: não está se adaptando ao que quero, afasto e a diretoria que contrate outro. Logicamente, nem sempre o treinador está errado. Há casos em que, como Dorival, ele pede um ponta veloz e recebe um meia lento. Mas o inverso é mais comum. Pedem, pedem, pedem e não abrem mão de seu esquema preferido. Como uma criança tentando colocar um bloquinho redondo em um espaço retangular. O poder absoluto.


Palmeiras pagou 50 milhões por seis gols. Artilheiros de pólvora molhada
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O Palmeiras, com o grande apoio da Crefisa (mérito do Palmeiras) não tem medo de errar. Se contrata um jogador que não corresponde às expectativas, vai logo buscar outro. O problema é quando o segundo também não resolve. É o que está acontecendo com os goleadores. Ou melhor, com os que foram contratados para serem goleadores.

Borja e Deyverson são artilheiros. De pólvora molhada. Cada um deles fez três gols no Brasileiro. Hernanes, que não é atacante, fez sete. E custaram pouco. E não recebem pouco.

O colombiano veio por 10 milhões de euros. Já não foi bem com Eduardo Baptista. Com a chegada de Cuca, caiu ainda mais. Chegou a ser escalado para os cinco minutos finais de um jogo. É um brigador, um atacante de área, um definidor. Não se espere mais do que isso. Cuca queria mais e pediu outro atacante.

E veio Deyverson, por 5 milhões de euros. É mais participativo, briga mais fora da área, faz pivô, disputa bola no alto, mas gol que é bom, é pouco, quase nada. Cuca diz que confia nele, que é titular e que está correspondendo dentro de campo. Fala, mas se não jogar bem em 2018, logo virá outro atacante. Antes dele, o Palmeiras tentou Richarlison e Diego Souza.

São 50 milhões de reais. Sem contar o que foi gasto com Felipe Melo. Muitos palmeirenses respondem com ostentação: o time é rico, a patrocinadora é forte e se não der certo, nós (sim, eles falam como se fossem donos do clube) contratamos outro.

Tudo bem, aceitemos essa tese do dinheiro farto. Mas, se não há perigo de vermelho nas contas, pelo menos deveria se esperar um rendimento esportivo muito maior do que o que se vem.

Se for para não ganhar nada, melhor gastar pouco.

E meu amigo Dassler Marques traz um dado interessante ao post. Barrios não serviu para Cuca. Gabriel Jesus teve jejum com Cuca. E Deyverson e Borja faziam gols aos montes antes de serem dirigidos por Cuca.

 


Palmeiras corre atrás do tempo perdido. Esperança é verde
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A vitória sobre o Botafogo foi a terceira seguida do Palmeiras. O time conquistou 13 pontos nos últimos cinco jogos, o que dá um aproveitamento de 86.7%. No mesmo período, o Corinthians venceu duas partidas e empatou três, o que dá um aproveitamento de 60%.

Até aonde o Palmeiras pode chegar? Difícil dizer, mas está na briga, ao contrário do que se poderia supor na partida imediatamente anterior à atual série de cinco. Foi a derrota em casa para o Corinthians, o que deixou a diferença entre ambos em 16 pontos. Agora, é de “apenas” 12.

O Palmeiras tem time, tem elenco e tem técnico. Sua ascensão pode levar a um segundo turno muito mais produtivo que o primeiro. Mas, para o sonho se concretizar é necessário que o Corinthians fraqueje, o que não tem acontecido, principalmente em grandes partidas fora de casa.

A vitória do Palmeiras foi concretizada com um passe perfeito de Zé Roberto para uma conclusão “centroavantística” de Deiverson, quase um coice na bola. O jogo, então, era muito rápido, praticamente sem parar no meio de campo. O Botafogo tinha apenas Bruno Silva como volante, atrás de João Paulo e Leo Valencia, com Brenner, Guilherme e Pimpão no ataque. O Palmeiras tinha Thiago Santos como volante, Zé Roberto e Rafael Veiga armando, Dudu aberto, com Deyverson e Borja no ataque.

Um final de jogo eletrizante, que premiou o Palmeiras. O Palmeiras, que marcou primeiro, no finalzinho do primeir tempo, com gol contra do bom Igor Rabello. Um gol que fez o Botafogo mudar suas características já no início do segundo tempo, com a estreia do bom meia Leo Valencia em lugar do volante Lindoso. Valencia mostrou bom futebol, inclusive no início da jogada do empate, que contou com erro de Jaílson.

Palmeiras em ascensão. Sai Jaílson e volta Prass. Força de elenco.

O sonho é difícil. Mas a esperança é verde.


Santos é clube mundial, maior que a Vila
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Escrevi AQUI que Deyverson e Aderllan haviam dado um passo à frente ao trocarem Alavés e Valencia por Palmeiras e São Paulo, respectivamente. Expliquei o motivo. Valencia e Alavés são clubes de uma cidade. Palmeiras e São Paulo são clubes de uma cidade, um estado e um país. São cubes nacionais, como Real Madrid e Barcelona.

Caíram matando pela comparação com os gigantes da Espanha. No tweeter, ameaçaram printar meu comentário. Para quê? Teria de passar eu por um corredor polonês e ser agredido com a opinião impressa? Na verdade, posso ter errado. Posso. A globalização e o dinheiro que sobra lá e falta cá fizeram de Barcelona e Real Madrid, clubes mundiais. Estão presentes entre os equimós e os pigmeus, entre os bolivarianos e os gulaganos. Em Galápagos, Faroe, Falkland e Malvinas.

É uma inserção impossível para nossos grandes. Por isso, vendemos e por isso, eles compram. E pagam pouco pelo valor do que vendemos.

O Santos já foi um time mundial, considerando-se as diferenças mundiais entre as épocas. Não éramos uma aldeia global, mas o time de Pelé era amado no mundo todo. Poderia ter trazido muito dinheiro ao clube, nada considerado com o que se movimenta hoje, mas muito mais do que o zero que se lucrou.

O que não pode é o Santos ser apenas um time da Vila Belmiro. O jogo contra o Bahia provou, mais uma vez. Um público de 35 mil pessoas. Quando a Vila lota, são 12 mil pessoas. E não tem lotado, sabe-se lá o motivo.

Um clube não pode ficar longe de suas origens, não pode ficar longe de seu povo. Mas o Santos precisa entender que é muito maior que a cidade de Santos. O Santos já foi um time mundial. E precisa lutar para reconquistar isso.

Jogar no Pacaembu é um passo. Fazer pré temporada no Nordeste é outro.

Nos tempos de hoje, não se faz futebol sem dinheiro. Muito menos, rasgando dinheiro.

E, para não dizer que não falei das flores, como é lindo ver aquelas camisas brancas tratando bem a bola, com passes, dribles e triangulações. Três a zero foi ótimo. Seria assim na Vila?


Aderllan e Deyverson, a dupla do amor
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Há alguns anos, Aderllan e Deyverson poderiam formar uma boa dupla caipira. Mas o advento do tal sertanejo universitário – que certamente teria lugar entre as sete pragas do Egito – inibiu até essa característica nacional de unir dois nomes estranhos e uma viola. Hoje, é um tal de bruninho, ruan, dionatan  e outros.

O que une Aderllan e Deyverson não é a música, apesar das tendências pagodísticas do novo atacante do Palmeiras e sim uma torrente de paixões, uma cascata de emoções que trouxeram ao futebol no dia da apresentação em seus novos clubes.

Não só pela história de vida de cada um, sem dinheiro para treinar, sem ter chuteira, tentando desesperadamente ganhar a vida como segurança de micareta ou cantor de pagode sem talento, mas a alegria de chegarem ao novo clube e de mostrarem amor por ele.

Deyverson disse uma coisa acaciana, claríssima e que muita gente não percebe: jogar no Palmeiras é um avanço enorme para quem saiu do Levante para o Alavés. Por que? Porque o Palmeiras é enorme, é um gigante, é clube do nível de Barcelona e Real Madrid. Sim, o Palmeiras não é de uma cidade, como Valência ou Sevilha, é de um país.

Aderllan contou uma das contradições da vida, uma daquelas que trazem emoção a quem ouve. É a dicotomia do sempre/nunca. Sempre foi são-paulino e nunca teve dinheiro para ter uma camisa do clube. E agora, vai vestir a dele, com seu nome.

Ambos demonstraram prazer e emoção em seu primeiro dia no novo clube. Não foi aquilo de beijar o escudo e de fazer frases demagógicas como deixarei meu sangue em campo. Não, foi um choro verdadeiro e sem nenhum marketing. Ou são grandes atores ou são pessoas felizes por estarem cumprindo um sonho de vida.

Não sei vocês, mas eu até deixei de gostar um pouco de futebol depois que apareceu uma nova categoria de jogadores: são autômatos que tratam o clube como barriga de aluguel. Ficam por ali enquanto não vem outra oferta. Não se comprometem, a não ser – vá lá – apenas dentro de campo. Não demonstram nenhuma preocupação em ficar ou sair. A resposta é sempre a mesma: pra mim não chegou nada, meu foco é aqui e meu empresário é que cuida disso. No dia seguinte, se vão.

Os jogadores atuais – desculpem a generalização – não tem a menor vontade de fazer história em um clube. Não sentem aquele prazer sádico de dividir e unir uma cidade ao mesmo tempo. Ser amado por metade dela, ser odiado por outra metade e ser respeitado pela totalidade.

A oportunidade de amar e ser amado por uma instituição é deixada de lado quando se trata da definição da carreira. Deixo claro aqui que não sou eu que irei dizer que jogador não deve ganhar dinheiro e não deva buscar o melhor financeiramente para si. Mas não consigo ver qual a vantagem em desrespeitar um clube de futebol, em desprezar um cabedal de paixão que é um clube de futebol. Quem respeita um clube, respeita o futebol, respeita a profissão.

Aderllan e Deyverson deram mostras de respeito e amor a São Paulo e Palmeiras. Foi um passo enorme para ganharem um lugar na história gloriosa dos dois gigantes.


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