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Keno e Roger Guedes pedem passagem
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Keno matadorOs últimos jogos do Palmeiras mostraram um avanço muito grande da dupla Keno e Roger Guedes. Pelos lados do campo ou com um dos dois entrando pelo meio, pode-se dizer que formam um trio muito forte com William, que é um tipo de falso nove, um atacante que não fica muito preso à àrea. E ainda tem Guerra. É um quarteto de boa técnica, velocidade e finalização.

E o bom, para o Palmeiras, é que as opções não se esgotam aí. O elenco é bom e faz com que os torcedores percam o sono imaginando combinações. Borja, por exemplo, no lugar de William, com dois pontas abertos e Guerra chegando. Mas, e Dudu, como fica?

Dudu é ótimo e merece ser titular. Pode-se apostar em um quarteto ainda mais móvel, com Guerra, Dudu, Keno e Roger Guedes, que tem capacidade, eu acredito, de fazer a função que tem sido feita por William, com um ajuste ou outro. Cuca deve estar pensando em muitas alternativas, mesmo sem Richarlison.

Um ponto fundamental é arrumar o lado esquerdo da defesa. Zé Roberto e Egídio não estão bem, apesar de Egídio ter feito boa partida contra o Bahia. Juninho, em um esquema com três zagueiros, pode consertar o que ainda não está funcionando a contento.

Na minha montagem, o lugar de Guerra está garantido. Moisés, se voltar como em 2016, também. Gosto do Thiago Santos, mas gosto do Felipe Melo também.

São muitas ideias. Deixemos Cuca, que ganha muito bem e em dia, cuidar disso. Depois, a gente fala do que gostou e do que não gostou.

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Cuca não acerta a mão. E Pachequinho é bom
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Antes de tudo, é preciso reconhecer o ótimo trabalho de Pachequinho. Salvou o Coxa em 2015, depois foi auxiliar de Kleina, assumiu e saiu para a vinda de Carpegiani. Agora, tem uma chance efetiva. E tem ido muito bem. O Coritiba mostra ser um time bem treinado, um time que sabe o que fazer em campo e que defendeu o 1 a 0 sem pancadaria e sem dar muito espaço ao Palmeiras. Defendeu, sim, mas jogou também no campo do Palmeiras. E Matheus Galdezani, o autor do gol, é muito bom. Marca forte, passa bem e se aproveitou da má saída de Prass, que lhe deu todo o canto esquerdo, para marcar.

Cuca, ao contrário, está perdidinho. O Palmeiras não faz um gol há 371 minutos, desde que Borja anotou, de pênalti, contra o Vasco, na estreia. Contra o Coritiba, houve muitos desfalques, mas o time que entrou poderia render mais. Eu havia cobrado, juntamente com o amigo Binho Xadrez, malabarista que mora em São Luis, a presença de um meia ao lado de Guerra. Jogar com dois armadores, para não depender apenas de jogadas pelas pontas.

E, desta vez, houve chance para Veiga e Hyoran, mas no desespero. Recuou Michel Bastos para a lateral em lugar de Egídio e tirou Thiago Santos. Jogador não pode escolher chance para entrar e ninguém entra em time que está voando. Tudo bem, mas Cuca colocou os novatos em um esquema novo e com a responsabilidade da virada. Não virou. Depois, deslocou Tche Tche para a lateral e colocou Roger Guedes. O time ficou no 4-1-2-3 e não funcionou. Eo Palmeiras tem 4 pontos de 15 possíveis. Aproveitamento de 26,7%. Aproveitamento de time rebaixado.

 


Carolinda e o Mestre Cuca que precisa mudar a receita
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Esse post é sobre o Cuca, treinador do Palmeiras, mas vou usar dois parágrafos antes de entrar no assunto específico.

Quando estudei Engenharia, em Lins, fazia parte do diretório acadêmico e também da atlética, apesar de não praticar esporte algum, por absoluta falta de aptidão. Mas acompanhava as equipes quando havia Intereng, em  Lins, ou Engmed em Barretos. Era cartola.

Em 1979, fomos para a Engmed. Junho e fazia muito frio. Logo que chegamos, recebi um recado que havia uma ligação da mamãe. Não havia celular e nem internet. Nem me lembro como minha mãe conseguiu ligar. O importante é que fui ver o recado e lá estava: a Carolina nasceu. É saudável e linda.

E continua assim até hoje. Fomos almoçar juntos, eu, a Márcia, ela e o Lucas (são pais da Nina e do Max) na Casa do Porco. E as delícias eram exatamente iguais às outras vezes em que havia ido, sozinho e com o Guto Monaco do ótimo CHUTEIRA FC . Realmente, não há o que mudar. A repetição da excelência só leva a mais excelência.

Não é o que tem acontecido com o Palmeiras de Cuca. O elenco é bom e permite ousadias do treinador. Mas Cuca não tem sido ousado. Tem sido apenas extremamente fiel à receita do ano passado. Como uma criança que tenta enfiar um triângulo dentro de um retângulo.

Meu amigo Binho Xadrez, baixista em uma banda de reggae no Maranhão, onde também trabalha como sommelier de torresmo, pede urgentemente que Cuca experimente jogar com dois meias: Rafael Veiga ao lado de Guerra, tentando um jogo de toque pelo meio. Acho ótima ideia, como todas do meu amigo enxadrista. Jogar com dois meias não significa abandonar o jogo pelas pontas. Uma inversão, um lançamento e voi lá, temos variação.

Do jeito que está, mantendo-se o ótimo Dudu, o que temos de variação é:

Guedes ou Keno?

Guedes ou Michel?

Keno ou Michel?

Concordam que são opções mornas, que não causam frisson, não abalam amizades, não são nada parecidos com discussões calientes como:

Coxinha x Petralha?

Biscoito x Bolacha?

Marquezine ou Ruy Barbosa?

Com a opção estática por três meias, Cuca facilita o jogo para Willian, mais móvel, e prejudica para Borja, um centroavante típico, mais parado na área. No ano passado, os três meias eram um sucesso, mas o atacante, era ele, o incomparável Gabriel Jesus.

Sem esse maravilhoso “ingrediente” fica difícil manter a excelência do prato. Mestre Cuca, que é ótimo treinador, precisa mudar a receita e o cardápio.


Ceni acertou mais que Cuca. Bem mais
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Quando vi a escalação do São Paulo, com Marcinho na ala e Lucão como zagueiro pela direita, imediatamente procurei os onze do Palmeiras. Minha dúvida era se Roger Guedes ou Keno jogaria na esquerda, para cima do ala e depois encarando a cobertura do zagueiro mais contestado pela torcida.

Não estava nenhum deles. E, com o andar do jogo, foi possível ver que Felipe Melo era zagueiro. E, então, o que esperava ver no Palmeiras, vi no São Paulo. O mano a mano não foi de Guedes, Bastos ou Keno contra Marcinho. Era Luiz Araújo contra Mina.

O Palmeiras ficou muito mais com a bola, mas trocando muito passes no meio da área, sem profundidade.

E as apostas de Ceni começaram a prevalecer. Marcinho fez uma partida muito boa, taticamente perfeita. Tudo o que Neílton nunca entendeu. E Lucão também fez ótimo jogo.

Então, o imponderável apareceu. Prass falhou feio no gol de Pratto (lindo passe de Marcinho). Jean cobrou o pênalti e acertou um repórter. E, no final, Prass falhou de novo.

São três lances que dão ao torcedor palmeirense o direito do “se”… Mas quem se apegar a isso, tirará o mérito de Ceni, que armou um time defensivo e com saída forte pelos lados do campo. O time tem um gol sofrido em três jogo. Algo inimaginável há pouco tempo.

Tags : ceni cuca


Cuca e Ceni dão choque de realidade em quem não joga bola
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A Prancheta Voadora e o Rachão Violento. Podia ser o nome de algum livro adolescente, mas é o que se destacou na cobertura de São Paulo e Palmeiras nos últimos dias. Fofoca? Não. É bastidor e deve ser noticiado. Feito isso, é interessante ver o que os fatos significam exatamente nos clubes.

O fato de Rogério Ceni, irritado com o segundo gol do Corinthians, arremessar uma prancheta no chão é indicativo do quê? Jogadores estavam irritados com ele? Querem a sua queda? Ceni perdeu o controle e comando do grupo? A prancheta atirada no vestiário é um reflexo fiel da crise do São Paulo. Olho, que o fato ocorreu no intervalo do primeiro jogo da primeira das três eliminações. Foi pré crise.

E o fato de Omar Feitosa e Felipe Melo discutiram por conta de uma rachão? Foi necessária a intervenção de Cuca. O que temos aqui? Melo é desagregador? Feitosa, que brigou com Ceni no São Paulo, é pessoa que não trabalha em grupo? E o empurrão de Feitosa em Thiago Santos, no intervalo do jogo contra a Ponte? E as brigas de Melo com Roger Guedes? Os desentendimentos mostram que o Palmeiras está em ebulição? É preciso cortar o mal pela raiz para que a campanha na Libertadores não seja afetada?

O importante, em todos os casos, é ver os desdobramentos. Porque, técnico jogar prancheta, técnico ofender jogador, é coisa normal. Não deveria ser, mas é. Briga em rachão, também é. Os campeonatos de rachão eram (não sei como é agora) extremamente disputados. Os times eram os mesmos, havia enfrentamento toda sexta-feira, cada um contava o número de vitórias e o pau quebrava muitas vezes. Tão disputado como um jogo.

São coisas difíceis de entender. Futebol é um mundo diferente. Eu não conseguiria trabalhar em um ambiente em que meu chefe dá uma bronca em todo mundo, ofende uns e outros e joga alguma coisa no chão. Mas, eu não sou jogador. Uma coisa ridícula, na minha opinião, é preleção. Se alguém falasse aquelas chorumelas para mim, não conseguiria prestar atenção. Bate no peito, subam essa escada que as pessoas estão esperando (juntei o discurso de Zé Roberto e de Ceni e me parece filme de gladiador), aquela reza em altíssimo som, viagem a Aparecida, promessa, parente chegando em véspera de jogo, vídeo motivacional… Tudo isso eu acho uma patacoada só. E não critico, não desvalorizo, não digo que é errado. É apenas coisa de outro mundo, não do meu. E tenho obrigação de aceitar.

Prancheta voadora e Rachão Violento fazem parte do mundo do futebol. Surpreendem apenas dois tipos de pessoas: os que não sabem que futebol é assim e os que acham que futebol não deveria ser assim. E querem muda-lo. Prefiro desfrutar.


Cuca, oportuno, é recebido por Leila, oportunista
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A contratação de Cuca é um golaço a se confirmar. Pode até não dar certo (muito difícil), mas era a melhor opção disponível no

Jbosco mostra um Cuca com olhar determinado

mercado. Não só isso, porque escrito assim dá a impressão de “não tem tu, vai tu mesmo”, de “é o que tem para hoje”. Não. Cuca é a melhor opção do mercado, seja qual for o mercado. Eu o considero um grande treinador, no nível de Tite. E eu prefiro o seu estilo, nervoso, transição rápida, bola aérea do que o equilibrado Adenor. Questão de gosto. Mas, preferência pessoal a parte, Tite, com o que está fazendo na seleção, realmente está um degrau acima.

Além da qualidade de Cuca, há a grande empatia criada com a torcida, após a conquista do Brasileiro. Em um clube conhecido pela pouca harmonia entre suas alas e pelo estilo fratricida que marca as disputas entre oposição e situação (não interessa quem seja situação ou oposição), é importante ter um treinador que fique acima disso tudo e que tenha respaldo total. Como é amado pelos torcedores, já é um grande passo dado.

Cuca chega também com o time praticamente classificado para a segunda fase da Libertadores. A passagem é tão natural que, caso não aconteça, toda a culpa deverá ser colocada no novo treinador e não no anterior. Mas, não vai acontecer, todos sabemos. É um ótimo profissional chegando para um grande elenco. O fato de retornar após apenas cinco meses não significa que haverá um encaixe natural. Ele vai precisar se adaptar, vai ter de resolver problemas: a lateral esquerda e o fraco rendimento de Borja são os maiores. Mas, a tendência é que tudo se resolva. O time é bom, o elenco é bom e o técnico é bom.

Alex Stival foi recepcionado pelo presidente do clube e pela dona da empresa que patrocina o clube. E que também é conselheira. Acho complicada essa relação promíscua. Nas redações em que trabalhei, sempre se dizia que o comercial deveria ficar longe do editorial. Ou seja, um departamento vende anúncio. O outro, produz notícia.

Nos clubes profissionais, isso deveria ser cultivado. O patrocinador paga para ter a marca na gloriosa camisa alviverde. Pronto. Só isso. Se a patrocinadora acumula o cargo de conselheira, que exerça essa função no conselho. A necessidade de aparecer em tudo e sempre, só faz colocar sombra sobre o presidente. E colocar uma dúvida sobre quem realmente manda.

Leila está sendo oportunista. Do mesmo modo que sua empresa, que pirateou uma foto do Papa para usar em propaganda. Propaganda de quem pratica a usura em cima de aposentados de Pindorama.

Tags : cuca LEILA


Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.


Palmeiras B é melhor que Corinthians e São Paulo
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PORCOVOADORO Palmeiras está voando. Na liderança há 19 rodadas, sem perder há onze, está firme no Brasileiro. Foi a Recife e venceu o Santa Cruz, afastando o cheirinho. Cheirinho agora é de alecrim, de orégano, de pizza marguerita.

Foi um jogo difícil. Mais difícil do que deveria ser, pela enorme diferença técnica entre os dois times, fielmente representada pelos números. Sofreu mais do que deveria, mas fez dois lindos gols. E poderia ter sofrido um a menos, não fosse o açodamento de Jean.

O elenco do Palmeiras tem nuances que permitem variações. Começou com três atacantes rápidos, depois entrou uma referência de área. Começou sem armadores, entrou Xavier. Começou sem volante-volante e entrou Thiago Santos.

O porco-voador é muito melhor que os seus rivais da cidade. São Paulo e Corinthians estão muito atrás. Arrisco a dizer que o time reserva do Palmeiras é melhor que o time titular de Corinthians e São Paulo. Vejamos: Jaílton, Fabiano, Edu Dracena, Thiago Martins e Egídio; Thiago Santos, Arouca e Cleiton Xavier; Erik, Alecsandro e Rafael Marques. E olha o terceiro time, com Barrios e Leandro Banana.

Alecsandro, Rafael Marques, Barrios e Leandro Banana seriam titulares nos dois rivais. Nenhum deles tem atacantes assim.

O Palmeiras tem a receita e ela é simples: elenco bom, time bom e técnico bom. Se algo der errado, tem dinheiro para consertar. O voo do porco é de brigadeiro. Mesmo que seus rivais na luta pelo título – um galo e um urubu – geneticamente tivessem obrigação de voar melhor e mais alto.

Bem, se é para falar isso, há uma nova substituição: sai porco e entra periquito


Gênio de Cuca pode atrapalhar seu trabalho no Palmeiras
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Dr_Jekyll_and_Mr_Hyde_poster_edit2Eu considero Cuca o melhor treinador do Brasil. Pelo menos, o que eu mais gosto. Ele é adepto de um futebol intenso, com velocidade, contra-ataques bem montados… Melhor do que Tite, que também é bom. Tite é muito mais equilibrado, monta times que não emocionam tanto. Questão de gosto, prefiro Cuca.

Cuca não é gênio, mas tem momentos de gênio. Aquele Atlético com Ronaldinho, Tardelli, Jô e Bernard, praticamente quatro atacantes nunca seria montado por Tite. Cuca é genioso. Tem um nervosismo imenso, mesmo quando os tempos são de calmaria. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson é um bom paralelo para entender nosso Alex Stival.

Há vários casos em que seu estilo fora de campo atrapalha seu estilo como treinador

  •  Estava no São Paulo em 2004. O time foi jogar, pela Liberadores, em Guayaquil, contra o Barcelona. Perdeu por 3 a 0. Quando Cuca foi conversar conosco, os repórteres, parecia que havia sido 300 a zero. Totalmente arrasado, acima do tom.
  • Em 2007, pelo Botafogo, recebeu o São Paulo. Era uma dessas “finais antecipadas” do Brasileiro, na 18ª rodada do campeonato. O time entrou totalmente pilhado, como se fosse decisão. Bateu muito. Luciano Almeida agrediu Reasco, que ficou fora dos campos por um bom tempo. Túlio agrediu Leandro. O Botafogo perdeu por 2 a 0 e degringolou.
  • Em 2011, pelo Cruzeiro, foi eliminado pela LDU em casa. Agrediu Renteria na lateral do campo. Negou e disse que o jogador havia sido “malandro”.
  • Em 2015, foi suspenso por sete meses na China por uma agressão ao bandeirinha.
  • Há outras histórias não confirmadas. Seus vídeos de motivação nem sempre são certo. Há uma versão de que o depoimento da mãe de um jogador do São Caetano – doente terminal – mostrado antes da entrada em campo derrubou todo o ânimo do time.

Agora, com o Palmeiras liderando o Brasileiro, Cuca eleva a temperatura do time, sem nenhuma necessidade. O primeiro erro foi em questionar o “Cucabol” de Mauro Cézar Pereira. Se ainda houvesse um questionamento do comentarista, mas ele nem estava presente. Ora, Cuca precisa se incomodar tanto com uma observação, mesmo que crítica? Mesmo que a considere exagerada? Deixe isso para os torcedores e continue colocando suas ideias e conceitos em campo.

Por último, o caso com Rafael Marques. O jogador teria ficado muito aborrecido com um fato acontecido no último jogo. No final do primeiro tempo, Cuca mandou Rafael Marques e Barrios se aquecerem. Um dos dois entraria no segundo tempo. No intervalo, mandou Leandro Banana, que não fizera o aquecimento, subir. Rafael Marques teria se irritado.

Tite goleia Cuca quando o assunto é gerenciamento de elenco. O atual treinador da seleção consegue unir jogadores em torno de um projeto. Cuca toma atitudes intempestivas. E claro que não gosta de Barrios. Tem o direito de não gostar, mas não precisa deixar claro, não precisa vazar. Há versões de que a saída de Robinho e Lucas não foi por razões técnicas e sim pessoais. Mandou os dois para o Cruzeiro e recebeu Fabiano, reserva de Jean e Fabrício, reserva de Egídio e Zé Roberto.

O Palmeiras está em primeiro. Tem uma sequência boa na tabela. O mar está calmo. O comandante também precisa estar.

Se o homem é o lobo do homem, como disse Thomas Hobbes, claro está que Cuca não pode ser o lobo de Cuca. Para o bem de todos é necessário que dr Jekyll supere Mr. Hyde.

 

 


Por qué no te callas, Riascos? Respeite o futebol brasileiro
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cruzeiro-escudos_1280-2Caro Riascos,

Você conhece Tostão? E Dirceu Lopes, Evaldo e Zé Carlos, seus companheiros de quarteto mágico? Já ouvir falar de Piazza? Jairzinho? Natal, Hilton Oliveira? Já ouviu falar de Niginho?

Roberto Perfumo, o maior zagueiro da história da Argentina? Jairzinho, campeão do mundo em 1970?

Palhinha, Joãozinho, Roberto Batata? Everton Ribeiro e Ricardo Goulart?

Ouviu nada, tenho certeza.

Te darei nova chance. Conhece Fábio, seu colega de time, que acaba de completar 700 jogos com a camisa do Cruzeiro?

Conhece muitos jogadores ruins e pernas de pau como você que um dia tiveram a honra inominável de vestir a camisa do Cruzeiro, do Palestra Itália de Minas?

Você ofendeu a todos. Os ótimos, os craques, os gênios, os grossos. Você ofendeu o bicampeão da América.

Riascos, você ofendeu o futebol brasileiro.

Você, com toda sua falta de intimidade com a bola, com a falta de intimidade com o gol adversário, deveria agradecer a Deus a oportunidade de ganhar dinheiro por aqui. Deveria agradecer à nossa crise técnica atual que permite a contratação de gente de seu nível futebolístico.

Ah, se fosse só futebol. Riascos, você não tem cultura futebolística, você não tem educação pessoal, você merece a atitude do Cruzeiro, que suspendeu seu contrato.

Você merece uma união – nem que fosse informal – de todos os clubes brasileiros, negando-se a te dar trabalho.

Você é o que você falou o que o Cruzeiro é.

picadinho

PALMEIRAS DEU UMA DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA NO BEIRA RIO. No primeiro tempo, só foi ameaçado quando Cuca tentou chutar uma bola e foi ao chão. Poderia desfalcar o time por um bom tempo. No mais, dominou o jogo e teve várias chances, principalmente pelo desumano duelo entre Jesus e Paulão. No segundo tempo, Valdivia entrou no Colorado e o time melhorou muito. Colocou o Palmeiras em seu próprio campo e ameaçou muito com Vitinho, Valdivia e Sacha, hábeis e ágeis. Mas faltava força. Faltava um centroavante. Ariel entrou e não mudou nada. O Palmeiras manteve a vantagem e venceu um jogo contra um adversário duro, apesar do péssimo momento, fora de casa. E aumentou a vantagem sobre o segundo colocado.