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Ótimo para Roger, bom para o Palmeiras
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Roger Machado será o treinador do Palmeiras no ano que vem. Ou melhor, pensando na instabilidade do futebol brasileiro, iniciará o ano como treinador do Palmeiras. É a primeira vez que dirigirá em São Paulo. É o terceiro grande time em três anos de carreira. É um grande prêmio, uma grande oportunidade a ele. É difícil que um treinador que não brilhou no Brasileiro em dois anos seguidos (Grêmio e Galo) consiga se recolocar em um outro grande clube brasileiro.

Mais do que resultados, valeu o trabalho. Ele deixou o Grêmio com 65% de aproveitamento. E conseguiu 60% no Galo. Títulos? Apenas o mineiro pelo Galo. Roger é um treinador bem antenado com as novas tendências, é inteligente e estudioso. Então, por que não consegue um bom aproveitamento defensivo nos times que dirige. É notório como o Grêmio melhorou com Renato.

A seu favor, no Palmeiras, há a possibilidade de participar da montagem do elenco e de começar o ano trabalhando desde o início, impondo seu estilo. Um estilo que tem muito mais a ver com Eduardo Baptista do que com Cuca. Ou seja, o Palmeiras continua no zigue zague. Sai o estilo frenético de Cuca, entra o culto à posse de bola de Baptista, volta o estilo nervoso de Cuca, retorna a busca pela posse de bola com Valentim. E agora, com Roger.

Se é ótimo para Roger, é bom para o Palmeiras. Roger não é uma certeza, mas quem é? Felipão, como alguns já pediam? Abel, que não foi bem no Fluminense.

Roger é uma aposta, como é todo treinador do Palmeiras recente. A paixão fala alto e não se dá muito tempo para adaptação. Mas é uma aposta em alguém de muito valor. Falta um título. Pode ser um título verde.


Covardia contra Egídio
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Decapitação de João Batista, de Caravaggio

 

Agora, sim, está tudo resolvido no Palmeiras. O planejamento foi muito bem feito, Alexandre Mattos gastou muito bem o dinheiro do clube, a dona da Crefisa não adora um holofote, tudo, tudo está certo. A perda do Paulista, do Brasileiro, da Copa do Brasil, tudo está certo. O único culpado é o Egídio.

Esse é o recado da diretoria do Palmeiras ao repreender publicamente o jogador. E, não satisfeita, em puni-lo financeiramente. E por que Egídio foi

Decapitação de João Batista, por Benedito Calixto

punido? Por beber antes do jogo? Por frequentar baladas? Por chegar atrasado em treino? Por tramar a queda de treinador? Por agredir algum dirigente?

Não, Egídio foi repreendido e punido por mandar um torcedor tomar no…. Na verdade, ele respondeu a ofensas do torcedor no aeroporto? Ao fazer isso, Egídio se tornou o bode expiatório perfeito. Sua cabeça foi entregue à torcida, como a cabeça de João Batista foi entregue, por Herodes, em uma bandeja, à bailarina Salomé.

Uma covardia imensa e reveladora da maneira tíbia como os dirigentes dos grandes clubes se comporta diante da torcida. A torcida é uma entidade mítica que não pode ser confrontada nunca. O jogador pode fazer tudo de errado possível, pode afrontar as regras mínimas do profissionalismo, mas se ousar se defender de um desocupado qualquer, é repreendido e punido.

E o que falar de Egídio?

Até o mais desligado periquito da Austrália, sabe que ele é um jogador de bom chute e de pouco poder defensivo.

Mesmo assim, ele veio para o Palmeiras.

Até o mais tenro porquinho sabe que um jogador de pouco poder defensivo, precisa ser bem protegido.

Mesmo assim, Alberto Valentim escalou o Palmeiras com marcação alta, deixando-o no mano a mano,

Egídio, como qualquer vidente inexperiente da Praça da República poderia prever, falhou.

E ele, sob pressão, rebateu um desocupado.

E, pronto está resolvido.

Foi repreendido, foi punido, será afastado do time e do elenco.

E Alexandre Mattos continuará gastando os tubos, sem conseguir dois laterais de alguma qualidade defensiva para o time. Liberou Robinho para ter Fabiano e Fabrício. Não deu certo. Trouxe Myke, Michel Bastos, Zé Roberto e nenhum deles garantiu que Egídio, sempre contestado, fosse para a reserva.

E segue o baile. Borja custou milhões. Cuca não gostou. Veio Deyverson, que custou milhões.

Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval.

Esquece. A culpa não é de Galiotte, não é de Leila, não é de Cuca, não é de Valentim, não é de Mattos.

É de Egídio, que ousou enfrentar um imbecil.

Um imbecil que é encarado como a Torcida, a entidade mística que não pode ser contestada.

O Palmeiras não merece Egídio. Mas também não merece a covardia de quem o dirige.

 

 


Nem gênio e nem burro, Valentim é a melhor aposta para o Palmeiras-18
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Está criado um senso comum que os treinadores brasileiros não são bons. Os veteranos como Luxemburgo assumem a postura Google: sabem de tudo, conhecem tudo. E não fazem questão de ser um Google segunda geração. Não querem a atualização. Outros, como Levir Culpi, parecem, como se diz em Aguaí, esperar que o mundo acabe em barranco para morrerem encostados. Há outros que, apesar de buscarem conhecimento, não conseguem dar o grande passo rumo a constantes títulos.

O vácuo de excelência resultou em uma torcida enorme para que novas figuras aparecessem e dessem certo. A brisa de renovação foi tratada com uma boa vontade poucas vezes vista. Um erro de Dorival ou Abel é muito mais criticado que outro, de Zé Ricardo ou Jair Ventura Filho. Jair, por exemplo, nunca erra. Leva viradas do São Paulo, Vitória e Botafogo e…tudo bem. Todos dizem que ele levou o médio elenco do Botafogo aonde ninguém esperava. Tudo bem, concordo, mas deixo a pergunta: e se tivesse um elenco forte nas mãos, daria conta do recado? Saberia jogar impondo (não gosto do termo propondo) o jogo, marcando alto, obrigando o rival a apostar em contra-ataques e mais nada?

Com Alberto Valentim, é o mesmo. Quando Cuca saiu e ele assumiu, tudo de bom em sua carreira foi lembrado. Jogou na Europa, fez estágio na Europa, é estudioso, fala bem… Tudo? Tudo, menos sua passagem pelo Red Bull. O time ficou em 13º lugar entre 16 participantes do Paulista, com 4 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. Nada que um treinador sem a Europa no currículo não fizesse.

Bem, ele assumiu com toda a torcida a favor. Mudou o Palmeiras. Fez o time jogar muito melhor do que com Cuca. Mudou o estilo porco doido por um futebol mais bem jogado, com bola no chão. Colocou Keno. E fez o óbvio, deixando Deyverson (Cuca precisa responder por isso) no banco de Borja.

O time ganhou três seguidas, do Atlético-GO, Ponte e Grêmio e toda a torcida por Valentim se viu recompensada. Foi tratado como um novo gênio. Aí, veio o jogo contra o Cruzeiro. O Palmeiras foi superior, foi prejudicado pela arbitragem, mas o fato de marcar alto, no campo do rival, permitiu oportunidades ao Cruzeiro, de Mano, que adora um contra-ataque. Contra-ataque contra Myke e Egídio, muito frágeis para um mano a mano.

O amigo Fernando Vives, do Yahoo, avisou, em seu twitter: se jogasse assim contra o Corinthians, perderia. E falou mais: perderia com jogadas pelo lado, com Egídio no mano a mano. E com gol de Romero. Vives avisou. E Valentim não percebeu.

Errou feio. E, de gênio, passou a ser muito contestado.

Eu, como sou um sujeito moderado, nunca o achei gênio. Nunca esqueci o fracasso no Red Bull. Mas não acho que um erro como foi no clássico o tire da passarela. Ele não foi o único errado no derby. E nem o mais errado. Sua tática poderia dar certo com jogadores melhores, sem a inépcia de Egídio e Myke e sem a lentidão de Dracena. Nota: falei muitas vezes sobre como o elenco do Palmeiras tem erros de montagem. Dois centroavantes caríssimos e laterais de futebol baratíssimo.

Eu considero Alberto Valentim a melhor opção para o Palmeiras-18. Poderá pedir ou descobrir no elenco, jogadores adaptados ao seu esquema. O zagueiro Vitão, da seleção sub-17 poderia ser uma solução. Com tempo para trabalhar, sobre uma boa base, ele pode, sim, fazer um ótimo trabalho. Ganhando muito menos que medalhões. E, se não der certo, semrpre é possível buscar outro nome.

É preciso mesmo uma renovação entre os treinadores. É preciso dar oportunidade a jovens como Valentim. O que não se pode é pensar que ele e outros já são gênios, já são, com três ou quatro jogos, uma realidade.

Pensem comigo: se, com três ou quatro jogos, a pessoa já está formada, já é uma maravilha, vai aprender o quê no resto da vida? Alberto Valentim vai crescer muito e pode fazer o Palmeiras crescer com ele.

 


Cuca ficou grogue após derrota para o Santos. Nocaute veio contra o Bahia
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“Ninguém vai dizer nada que o Santos veio aqui, jogou como um time covarde e ganhou o jogo? Não é possível isso, não é possível”. Cuca andava de um lado para outro no vestiário do Palmeiras, após a derrota por 1 a 0. O tom de voz variava, de gritos a sussurros. Dava chutes no ar e não parava de se lamentar. “A gente dá 25 chutes no gol, eles ficam recuados e ganham. Assim, não dá”.

Cuca sabia que, ali, estava sepultado o sonho do título. Sonho difícil, muito difícil, mas que ele estava acalentando junto com os jogadores. Havia conseguido criar um consenso entre os comandados: se o Palmeiras vencesse seis jogos seguidos, chegaria ao clássico contra o Corinthians com aproximadamente seis pontos atrás. E, com uma vitória, o título estaria aberto.

A série havia começado bem, com vitórias sobre o Coritiba, em casa, e Fluminense, fora. Faltavam Santos (casa), Bahia (casa), Atlético-GO (fora) e Ponte (casa). Uma série possível de conseguir. Foi a meta que colocou para todos. E, ao mesmo tempo, mostrava-se muito entusiasmado para o próximo ano. Sabia os acertos que precisava fazer e dizia ser ótimo começar a temporada com um elenco formado pelo treinador. (Aliás, um argumento fraco, na minha opinião. O elenco atual, que não deu resultado, tinha muito daquele do ano passado, campeão brasileiro).

Ainda no vestiário, após a derrota contra o Santos, surgiu o Cuca místico. “Se a gente faz um jogo ótimo assim e perde só pode ser porque Deus está preparando algo melhor para o ano que vem.”;

Ainda acreditava no ano que vem. O que se tornou inviável após o empate contra o Bahia. O vestiário viu um Cuca conformado, muito diferente do outro, contra o Santos. “Jogamos 15 minutos de bola e mais nada. O Bahia foi melhor”.

A certeza da luta pelo título e a esperança em um novo ano foram trocados por outra certeza: não havia mais nada a extrair do elenco. Sua passagem estava terminada. Exatamente o que a diretoria pensava, com uma nuance. Mattos e o presidente consideravam que o Palmeiras estava jogando pior do que Cuca achava.

Mas era apenas um detalhe.

E chegou-se ao acordo comum.


Palmeiras, Botafogo e Cruzeiro em alta. Coxa e Fluminense em queda
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O Palmeiras está cumprindo a meta proposta por Cuca e defendida por Edu Dracena, após a vitória contra o Coritiba. Foi ao Rio e ganhou do Fluminense, com um lindo gol de Egídio. Segunda vitória seguida. Nada de futebol exuberante, mas são seis pontos. A diferença para o Corinthians ainda é enorme, e para o Palmeiras, acredito, inalcançável. Mas o que passou, passou. O Palmeiras se propôs a fazer muitos pontos nos seis jogos que tinha pela frente e já ganhou dois. Agora, virão Santos, em casa, Bahia, em casa, Dragão fora e Ponte, em casa. Três em casa e o lanterna fora. Depende de si, o Palmeiras, para sonhar. E, se o Corinthians perder, bem…eu acho que não vai adiantar, mas futebol é futebol, né?

O Fluminense, ao contrário, vem caindo assustadora e perigosamente. Foi a segunda derrota seguida. Há quatro rodadas não vence e, com 31 pontos, já deve se preocupar com os que estão abaixo. Só para comparar. Na próxima rodada, visita o Grêmio, enquanto o São Paulo, que tem três pontos a menos, recebe o Sport

No Paraná, outro time verde caminha para a segunda divisão. O Coritiba perdeu para o Botafogo e se manteve onde ninguém gosta de estar. O time, que chegou a estar em terceiro no início do campeonato, acumula DOIS pontos ganhos em cinco disputados. O São Paulo, que não engrena, ganhou seis. O Coxa visita o Bahia, em uma partida chamada de seis pontos.

E a derrota foi daquele tipo que traz sequelas. O Coxa perdeu um pênalti, fez o primeiro gol do jogo, permitiu a virada, empatou e um minuto depois, sofre mais um gol. E faltavam apenas sete minutos. É muita moleza. Se não reagir logo…

O Botafogo e o Cruzeiro passaram o Flamengo e estão instalados na zona de Libertadores. Estão com o mesmo número de pontos e em ascensão. Botafogo tem 12 pontos nas últimas cinco rodada, aproveitamento de 80% e o Cruzeiro está ainda melhor, com 86,7%.

Tags : cuca egidio


Palmeiras vence pela avenida Buffarini, como previsto
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AvenidaO Palmeiras venceu com tranquilidade o São Paulo, marcando quatro gols nascidos pelo lado esquerdo de seu ataque. Ali, onde estava a avenida Buffarini. Só não foi mais fácil porque sua defesa falhou nos dois gols do São Paulo. Então, Cuca apostou ainda mais no lado esquerdo de seu ataque, agora com Keno. E mais dois gols saíra. Foi um resultado muito justo, por dominar o jogo todo, por criar mais situações de gol e por saber onde estava o mapa da mina. Aliás, todo mundo sabia. Menos Dorival.

Não se trata aqui de menosprezar a vitória do Palmeiras, que é um time melhor e que tem um elenco melhor. Antes do terceiro gol, por exemplo, Cuca colocaria Roger Guedes, mais um homem de lado. Tem elenco e sabe usar. O ponto é mostrar que a deficiência é conhecida por todos e que o São Paulo não tem como corrigir. O reserva Bruno foi responsável pela derrota contra o Coritiba. E Araruna, levou um baile do Bahia.

O São Paulo se aproveitou do meio-campo do Palmeiras ter mais toque do que pegada e fez o primeiro gol, com um belo passe de Pratto para Marcos Guilherme. O time se fechou atrás e teve a chance de fazer o segundo, também com Marcos Guilherme, que acertou a trave. Pratto, muito participativo, saiu após cabecear o joelho de Hernanes.

O Palmeiras virou, com dois gols pela esquerda. Michel Bastos cruzou para Willian. E, logo em seguida, o Bigode fez outro lindo gol, também pela esquerda, em chute cruzado. Buffarini, Arboleda e Cueva, às vezes, tentavam fechar o setor, mas não conseguiam.

O empate veio em nova falha da defesa do Palmeiras. Buffarini acertou um cruzamento, Hernanes, marcado, subiu, matou no peito e chutou na caída da bola.

Cuca mudou o jogo aos 15 minutos. Colocou Keno em lugar de Bruno Henrique. Todos os 33 mil no campo e todos os outros, em frente da televisão, sabiam o motivo. Iria apostar ainda mais no lado esquerdo do ataque. Keno x Buffarini. Pior que Mayweather x McGregor.

E saíram mais gols. Deyverson, na esquerda, tocou para Keno. Belo gol. E Tchê Tchê abriu linda bola na esquerda, para Willian, que serviu Hyoran.

Quatro gols pela esquerda. Mérito de Cuca que viu a avenida que todo mundo viu, menos Dorival.

Detalhe: após o terceiro gol, o São Paulo tentou reagir com…Denílson.

Não daria certo.


Cuca e Dorival fazem trabalho decepcionante
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Cuca e Dorival Jr chegaram a Palmeiras e São Paulo, respectivamente, como salvadores. Com eles, os problemas estariam resolvidos. O Palmeiras seria campeão da Libertadores, sem dúvida. E, se os rivais bobeassem, ainda faturaria  Brasileiro e a Copa do Brasil. Dorival afastaria o São Paulo de suas angústias e misérias futebolísticas em pouquíssimo tempo. Corrigiriam tudo de ruim que Eduardo Baptista e Rogério Ceni haviam feito.

A bem da verdade, a confiança em Cuca era maior. Evidente. Ele havia sido campeão brasileiro há cinco meses. Voltou como Dom Sebastião voltaria se não tivesse realmente morrido a batalha de Alcacer Quibir. Voltaria para dar ao Palmeiras glórias recentes, como dom Sebastião resgataria glórias antigas de Portugal.

E nada foi como se sonhou. O trabalho de Cuca é sofrível. O time foi eliminado pelo Barcelona do Equador e pelo Cruzeiro. E continua léguas de distância do Corinthians o Brasileiro. Já era. A confiança dos palmeirenses em Cuca é inabalável. Ainda neste domingo, almocei em Santos com amigos da família Simão. Maria, futura arquiteta, me disse que teria coragem de ler um post meu após a vitória sobre a Chape com o seguinte título. “Pintou o campeão”.

Não deu, amiga. O Palmeiras jogou muito mal. O time parece travado em campo e há muitos jogadores superavaliados. Jean, Michel, Tche Tche, Thiago, William, Deyverson e Borja, quem mostra em campo a mesma desenvoltura e vontade de uma irmã de caridade em uma aula de pole dance.

Não pintou um Palmeiras campeão, mas pintou um São Paulo novamente no inferno futebolístico. Novamente entre os quatro piores. Novamente no vexame. Dorival analisou o empate contra o Avaí e disse que o São Paulo foi muito bem. E, para justificar a afirmativa, diz o seguinte:

Construímos alguns bons lances, em alguns momentos em uma defesa muito bem montada.”

Muito pouco, não é Dorival? A construção de alguns lances não significa uma grande partida.

Ele fala em evolução. Fala que o time está começando a criar confiança maior. Começando.

E termina com outra frase, que tem jeito de esperança, mas que, na verdade, é uma confissão de fracasso.

“Estamos aguardando por uma arrancada, mas está demorando a acontecer”

Dorival, Dorival… São nove jogos e a tal arrancada já deveria ter vindo. O Bahia teve uma arrancada. O Vitória está tendo uma arrancada. O Furacão subiu mais que a desconfiança do povo com o Michel. Temer, não o Bastos. E o São Paulo? Em nove jogos, foram três vitórias, três empates e três derrotas.

Muito pouco.

O discurso de Dorival parece não levar em conta o momento. Está melhorando, está solidificando, está ganhando confiança, estamos esperando uma arrancada. E o tempo passa. E nada. Na próxima rodada, pega o Palmeiras, fora de casa. E poderá ser ultrapassado por Vitória e Avaí, que visitam Coritiba e Chape, respectivamente.

Arrancada deveria tem começado com uma vitória contra o Atlético-GO, na estreia de Dorival. E foi empate, no Morumbi. Arrancada teria havido em caso de vitória contra o Coxa, no Morumbi. Derrota.

Com Dorival, o São Paulo tem aproveitamento de 44%. Se ele for mantido, o São Paulo terminará o campeonato com 45 pontos. Muito provavelmente, escapa. E quem não escapará será Dorival.

 


Barcelona impede Palmeiras de enfrentar o Real Madrid
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O Palmeiras tinha o Real Madrid na mira. Perdeu para o Barcelona, de Guayaquil. Toda a programação foi montada, com altos investimentos, para que o time vencesse o Mundial. A Libertadores era tratada como um trâmite, como algo burocrático. Não é exagero. Todo jogador contrata do fazia o discurso combinado. Vim para o Mundial. Não irão.

Não vi o jogo, pois estava trabalhando na partida do Galo. Mesmo assim, posso dizer que Moisés foi épico. Voltou de uma contusão grave e fez seu segundo jogo. Marcou um gol e ainda, mancando, acertou o pênalti.

Como não vi o jogo, posso falar apenas do ano. E foram muitos erros. Erros que eu não critico porque pareciam acertos.

Quem diria que Borja, artilheiro da Libertadores passada, fosse jogar tão mal no Palmeiras? Peso da camisa? Estilo de jogo? Mas jogador que só rende em um esquema é pouco, não é?

Quem diria que Felipe Melo se perderia em bazófias e pouco futebol. Falou muito, gritou, bateu e, quando colocado na reserva, revelou-se um comandante de si mesmo.

Cuca, o Salvador. Veio para resolver, após uma passagem ruim de Eduardo Baptista. E nada melhorou, não é? Foi eliminado na Copa do Brasil e tem mínimas, para não falar nenhuma, chance no Brasileiro.

Michel Bastos não se firmou.

E, entre tantas contratações, não sobrou dinheiro para um bom lateral esquerdo.

O Palmeiras agora precisa colocar a cabeça no lugar e lutar para estar na próxima Libertadores. O sonho de disputar o Mundial continua.


Palmeiras corre atrás do tempo perdido. Esperança é verde
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Menon

A vitória sobre o Botafogo foi a terceira seguida do Palmeiras. O time conquistou 13 pontos nos últimos cinco jogos, o que dá um aproveitamento de 86.7%. No mesmo período, o Corinthians venceu duas partidas e empatou três, o que dá um aproveitamento de 60%.

Até aonde o Palmeiras pode chegar? Difícil dizer, mas está na briga, ao contrário do que se poderia supor na partida imediatamente anterior à atual série de cinco. Foi a derrota em casa para o Corinthians, o que deixou a diferença entre ambos em 16 pontos. Agora, é de “apenas” 12.

O Palmeiras tem time, tem elenco e tem técnico. Sua ascensão pode levar a um segundo turno muito mais produtivo que o primeiro. Mas, para o sonho se concretizar é necessário que o Corinthians fraqueje, o que não tem acontecido, principalmente em grandes partidas fora de casa.

A vitória do Palmeiras foi concretizada com um passe perfeito de Zé Roberto para uma conclusão “centroavantística” de Deiverson, quase um coice na bola. O jogo, então, era muito rápido, praticamente sem parar no meio de campo. O Botafogo tinha apenas Bruno Silva como volante, atrás de João Paulo e Leo Valencia, com Brenner, Guilherme e Pimpão no ataque. O Palmeiras tinha Thiago Santos como volante, Zé Roberto e Rafael Veiga armando, Dudu aberto, com Deyverson e Borja no ataque.

Um final de jogo eletrizante, que premiou o Palmeiras. O Palmeiras, que marcou primeiro, no finalzinho do primeir tempo, com gol contra do bom Igor Rabello. Um gol que fez o Botafogo mudar suas características já no início do segundo tempo, com a estreia do bom meia Leo Valencia em lugar do volante Lindoso. Valencia mostrou bom futebol, inclusive no início da jogada do empate, que contou com erro de Jaílson.

Palmeiras em ascensão. Sai Jaílson e volta Prass. Força de elenco.

O sonho é difícil. Mas a esperança é verde.


O Palmeiras é de Cuca. E está na briga
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Qual o maior ídolo do Palmeiras?

Fernando Prass.

Qual a contratação mais impactante do Palmeiras?

Felipe Melo.

Qual a contratação mais cara do Palmeiras?

Borja.

E o que aconteceu com eles?

Fernando Prass foi “preservado” e Jaílson é titular.

Felipe Melo, por incompatibilidade técnica e de relacionamento com Cuca, está afastado.

Borja é a opção da opção, está atrás de Deyverson e de Willian.

Cuca fez aquilo para que é pago fazer. Tomou decisões e, em nenhuma delas, vejo falta de caráter ou perseguição. Ele foi campeão com Jaílson, lembremos. Prass voltou com Eduardo Baptista e não estava bem. Voltou o Jaílson.

Cuca foi campeão com Moisés e Tchê Tchê e Felipe Melo não tem nada a ver com os dois. Felipe Melo é o volante da espera e Cuca gosta de volante que cace o adversário. É uma diferença muito grande e que mexe com todo o time.

Cuca foi campeão com Gabriel Jesus e Borja não tem nada a ver com Gabriel Jesus. Como Barrios não tinha.

O que eu discuto é se Cuca não deveria abria a cabeça, pensar fora da caixinha e se adaptar ao que tem? Cuca deveria mudar suas ideias para dar mais chances a Melo e Borja?

Bem, ele não mudou. Manteve-se fiel ao seu pensamento futebolístico e foi respaldado pela diretoria. Aumenta a pressão sobre ele. É o Palmeiras de Cuca que entra em campo. A responsabilidade é dele.

E a resposta tem sido boa. O Palmeiras é o líder das dez últimas rodadas do Brasileiro. Está subindo na tabela e há a possibilidade de uma bela reação. Bela não que dizer, necessariamente, suficiente.

Mas, há a Libertadores. No meu modo de ver, a prioridade virou a única opção. E há boas possibilidades. O Palmeiras de Cuca, só de Cuca, está na luta.