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Cuca ajudaria mais se pudesse jogar. Cruzeiro deu grande passo
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Cuca foi um bom meia. Vibrante, com boa técnica, foi muito útil ao Palmeiras pré-Parmalat. Não era craque, mas era bom. Se houvesse uma máquina do tempo que pudesse transportar aquele Cuca dos anos 90 para agora, ele poderia ajudar o Santos mais do que o professor Cuca, treinador que estreou contra o Cruzeiro.

Não é possível um time ter organização e criatividade pelo meio, se os jogadores são Pituca, Alisson e Renato. E os reservas são Vecchio, Cittadini ou Jean Motta. Jair Ventura sofreu. Cuca vai sofrer.

Se não dá pelo meio, Cuca tentou pelos lados do campo, com Bruno Henrique na esquerda e Rodrygo na direita. O treinador chegou a fortalecer a opção, com a entrada de Daniel Guedes em lugar de Renato.

Houve pressão santista contra o Cruzeiro que se defendia muito bem, com o Monstro Dedé – como joga bola – e que se mostrava muito satisfeito com o resultado.

E o que era ruim para o Santos, ficou ótimo para o Cruzeiro. Raniel entrou em lugar de Barcos e, muito mal marcado pelo zagueiro, fez o giro e anotou o único gol do jogo.

Foi um grande passo para o Cruzeiro. Praticamente definiu a vaga, mesmo porque os reforços Bryan Ruiz, Derlis Gonzales e Carlos Sanches não foram inscritos para a Copa do Brasil.

Com os três reforços, Cuca poderá montar um Santos melhor do que esse. Tão ruim que sente falta até do Cuca dos anos 90, que foi bom, mas nunca foi ótimo.


Com Cuca, o Santos não cai mais
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O Santos fez ótima contratação. Cuca é bom treinador, basta dizer que já foi campeão brasileiro. Há pouco tempo. E o fato de ter sido campeão precede e supera qualquer análise sobre o tipo de futebol apresentado para ser campeão. Algo que está em moda hoje. Ah, o cara foi campeão brasileiro, mas jogou de uma maneira ultrapassada e reativa. Meu filho, perguntem para os torcedores do Palmeiras se eles estão preocupados. Outra postura é dizer que, com os jogadores que tinha, poderia ter sido campeão jogando melhor do que jogou. Concordo com a tese.

Mas, quem viu o jogo do Santos contra o Coelho, sabe que discutir título ou forma de ganhar título é o mesmo que discutir se as medidas da Miss Marte eram melhores ou piores do que as de Miss Mercúrio o Grande Concurso de Beleza do Sistema Solar. O buraco é muito mais embaixo. O time do Santos está muito mal e luta para não cair. Um perigo que, creio, será afastado brevemente.

Não apenas por Cuca mas pelos reforços que ainda não estrearam. No momento, o meio campo tem Pituca, Renato e Jean Motta. Um deserto criativo. E o ataque sofre muito com o péssimo momento de Gabigol, que não está merecendo o apelido. Jair Ventura não conseguiu solucionar o problema e, contra o Palmeiras, chegou a escalar o time em um 4-2-4 maluco com Sacha, Gabigol, Rodrygo e Bruno Henrique.

Acredito que Cuca fará a defesa santista ser mais confiável e o famoso contra-ataque, uma das marcas santistas, funcionará novamente. Tem bons jogadores para o esquema. E Carlos Sanchez é muito bom na bola parada.

É  hora de o Peixe reagir.

 


Roger Guedes, o maior erro de Alexandre Mattos
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Roger Guedes é um dos destaques do Brasileiro. Talvez o maior deles. Com a camisa do Galo tem sido pródigo em gols e passes decisivos. E ainda tem vínculo com o Palmeiras. E porque faz a alegria dos atleticanos e não dos palmeirenses.

Na verdade, no ano passado, Guedes fazia a irritação dos verdes atingir níveis estratosféricos. Jogava bem um dia e mal nos outros dois. E, em muitos jogos, dava a impressão de ter ficado no ônibus e nem entrado em campo.

A solução foi um empréstimo.

É a solução mais fácil e não a mais correta.

O principal questionamento da situação é o seguinte: por que ele joga lá e não joga aqui?

Culpar o jogador é fácil, é lavar as mãos. Afinal, se o Palmeiras acreditou que poderia tirar Michel Bastos de seu sono eterno e incutir doses de responsabilidade em seu futebol, por que não fazer o mesmo com Guedes?

Como o Palmeiras tem muito dinheiro – é um fato e não uma crítica – não existe paciência com jogador. Vai lá e compra outro. E nem sempre essa ação agressiva é bem vista. Vamos lembrar três casos com Cuca.

Ele não gostava de Borja e pediu um novo atacante. Veio Deyverson, que tem uma indisposição amorosa com a bola.

Ele não gostava de Felipe Melo. Em vez de não escalar, o que é seu direito, afastou jogador dos treinamentos, o que a lei não permite. Melo foi buscar seus direitos e foi reintegrado. Hoje é fundamental ao time. E foi um dos causadores da saída de Guedes, que não gostou de um trote dado por ele.

Cuca queria mais um atacante. Pediu Richarlison, do Fluminense. O Palmeiras combinou tudo com o jogador e esqueceu de falar com o Flu, que se recusou a fazer negócio. Lógico, havia a possibilidade futura de uma negociação com o Exterior, o que se confirmou. Cuca chegou ao cúmulo de dar uma entrevista dizendo que havia falado com Abel, treinador do Fluminense, e garantido que ele não ficaria na mão. Que ele, Cuca, cederia alguns jogadores ao Flu. Ora, Alexandre Mattos ganha bem para Cuca dar uma entrevista dizendo que Abel receberia novos jogadores?

O caso mais recente foi o de Scarpa. O Palmeiras acreditou nos mesmos empresários que haviam quebrado a cara no caso Zeca. Disseram ao jogador que ele seria liberado e iria para o Corinthians. Quando viu que não era nada disso, Andrés pulou fora. E Zeca só saiu em troca de Sasha.

Bem, Alexandre Mattos deixou o Fluminense de lado e foi buscar o jogador, pagando diretamente a ele e a seus empresários. E a Justiça deu ganho de causa ao time carioca. Como fica? Os empresários devolverão o dinheiro e o Palmeiras o repassará ao Flu? Seja qual for a solução, Scarpa, se vier, somente em agosto.

Esse deslumbramento com dinheiro fácil é perigoso. Leva de erros menores como as contratações de Roger Carvalho, Fabiano, Fabrício, Michel Bastos e Juninho, até a perda do destaque do Brasileiro, passando por constrangimentos com um time rival. Constrangimento ainda mais desnecessário porque se transformou em derrota. Duas vezes.

 


Máquina Verde engrena com rejeitados de Cuca
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O Santos foi a quinta vítima do Palmeiras em cinco jogos. O Mirassol, no sábado, entre pierrôs e colombinas, no início do Reinado de Momo, será o sexto. O time parece imbatível, pelo menos em termos de campeonato. É muito favorito. Foi uma vitória tranquila, iniciada sem que o Santos praticamente houvesse tocado na bola.

Felipe Melo novamente fez uma ótima partida. Tem sido constante. E Borja fez um golaço. São dois jogadores que não cabiam no time de Cuca, o antigo treinador. O que nos leva a pensar no poder absoluto do treinador. No caso de Felipe Melo, Cuca disse que o afastaria do time porque ele tem um estilo de jogo que não se adaptava ao que Cuca queria. Analisemos por aí, sem pensar nos problemas extra-campo criados pelo jogador, inclusive com gravação em que ele ofendia o treinador.

Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se concentrar em jogar futebol? Não caberia a Cuca fazer Felipe Melo se adaptar ao seu estilo de jogo? Não? Tudo bem, não sou adepto de treinador que define um estilo, um esquema e faz o jogador se adaptar a ele. Mas, se fosse o caso, precisava afastar o jogador? (Não estou levando em conta as questões disciplinares).

E Borja? Ainda não é o mesmo do Atlético Nacional. Talvez nunca seja. Pode ter sido apenas um ciclo virtuoso, ou melhor, um ano virtuoso. Mas, está melhorando. Está rendendo bem e fez um belo gol. Com Cuca, não jogava. Aliás, ninguém do elenco servia, porque ele pediu Deyverson, que, convenhamos, também não é nenhum Evair.

É preciso acabar com o poder absoluto dos treinadores. Não dá para ser assim: não está se adaptando ao que quero, afasto e a diretoria que contrate outro. Logicamente, nem sempre o treinador está errado. Há casos em que, como Dorival, ele pede um ponta veloz e recebe um meia lento. Mas o inverso é mais comum. Pedem, pedem, pedem e não abrem mão de seu esquema preferido. Como uma criança tentando colocar um bloquinho redondo em um espaço retangular. O poder absoluto.


Ótimo para Roger, bom para o Palmeiras
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Roger Machado será o treinador do Palmeiras no ano que vem. Ou melhor, pensando na instabilidade do futebol brasileiro, iniciará o ano como treinador do Palmeiras. É a primeira vez que dirigirá em São Paulo. É o terceiro grande time em três anos de carreira. É um grande prêmio, uma grande oportunidade a ele. É difícil que um treinador que não brilhou no Brasileiro em dois anos seguidos (Grêmio e Galo) consiga se recolocar em um outro grande clube brasileiro.

Mais do que resultados, valeu o trabalho. Ele deixou o Grêmio com 65% de aproveitamento. E conseguiu 60% no Galo. Títulos? Apenas o mineiro pelo Galo. Roger é um treinador bem antenado com as novas tendências, é inteligente e estudioso. Então, por que não consegue um bom aproveitamento defensivo nos times que dirige. É notório como o Grêmio melhorou com Renato.

A seu favor, no Palmeiras, há a possibilidade de participar da montagem do elenco e de começar o ano trabalhando desde o início, impondo seu estilo. Um estilo que tem muito mais a ver com Eduardo Baptista do que com Cuca. Ou seja, o Palmeiras continua no zigue zague. Sai o estilo frenético de Cuca, entra o culto à posse de bola de Baptista, volta o estilo nervoso de Cuca, retorna a busca pela posse de bola com Valentim. E agora, com Roger.

Se é ótimo para Roger, é bom para o Palmeiras. Roger não é uma certeza, mas quem é? Felipão, como alguns já pediam? Abel, que não foi bem no Fluminense.

Roger é uma aposta, como é todo treinador do Palmeiras recente. A paixão fala alto e não se dá muito tempo para adaptação. Mas é uma aposta em alguém de muito valor. Falta um título. Pode ser um título verde.


Covardia contra Egídio
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Decapitação de João Batista, de Caravaggio

 

Agora, sim, está tudo resolvido no Palmeiras. O planejamento foi muito bem feito, Alexandre Mattos gastou muito bem o dinheiro do clube, a dona da Crefisa não adora um holofote, tudo, tudo está certo. A perda do Paulista, do Brasileiro, da Copa do Brasil, tudo está certo. O único culpado é o Egídio.

Esse é o recado da diretoria do Palmeiras ao repreender publicamente o jogador. E, não satisfeita, em puni-lo financeiramente. E por que Egídio foi

Decapitação de João Batista, por Benedito Calixto

punido? Por beber antes do jogo? Por frequentar baladas? Por chegar atrasado em treino? Por tramar a queda de treinador? Por agredir algum dirigente?

Não, Egídio foi repreendido e punido por mandar um torcedor tomar no…. Na verdade, ele respondeu a ofensas do torcedor no aeroporto? Ao fazer isso, Egídio se tornou o bode expiatório perfeito. Sua cabeça foi entregue à torcida, como a cabeça de João Batista foi entregue, por Herodes, em uma bandeja, à bailarina Salomé.

Uma covardia imensa e reveladora da maneira tíbia como os dirigentes dos grandes clubes se comporta diante da torcida. A torcida é uma entidade mítica que não pode ser confrontada nunca. O jogador pode fazer tudo de errado possível, pode afrontar as regras mínimas do profissionalismo, mas se ousar se defender de um desocupado qualquer, é repreendido e punido.

E o que falar de Egídio?

Até o mais desligado periquito da Austrália, sabe que ele é um jogador de bom chute e de pouco poder defensivo.

Mesmo assim, ele veio para o Palmeiras.

Até o mais tenro porquinho sabe que um jogador de pouco poder defensivo, precisa ser bem protegido.

Mesmo assim, Alberto Valentim escalou o Palmeiras com marcação alta, deixando-o no mano a mano,

Egídio, como qualquer vidente inexperiente da Praça da República poderia prever, falhou.

E ele, sob pressão, rebateu um desocupado.

E, pronto está resolvido.

Foi repreendido, foi punido, será afastado do time e do elenco.

E Alexandre Mattos continuará gastando os tubos, sem conseguir dois laterais de alguma qualidade defensiva para o time. Liberou Robinho para ter Fabiano e Fabrício. Não deu certo. Trouxe Myke, Michel Bastos, Zé Roberto e nenhum deles garantiu que Egídio, sempre contestado, fosse para a reserva.

E segue o baile. Borja custou milhões. Cuca não gostou. Veio Deyverson, que custou milhões.

Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval.

Esquece. A culpa não é de Galiotte, não é de Leila, não é de Cuca, não é de Valentim, não é de Mattos.

É de Egídio, que ousou enfrentar um imbecil.

Um imbecil que é encarado como a Torcida, a entidade mística que não pode ser contestada.

O Palmeiras não merece Egídio. Mas também não merece a covardia de quem o dirige.

 

 


Nem gênio e nem burro, Valentim é a melhor aposta para o Palmeiras-18
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Está criado um senso comum que os treinadores brasileiros não são bons. Os veteranos como Luxemburgo assumem a postura Google: sabem de tudo, conhecem tudo. E não fazem questão de ser um Google segunda geração. Não querem a atualização. Outros, como Levir Culpi, parecem, como se diz em Aguaí, esperar que o mundo acabe em barranco para morrerem encostados. Há outros que, apesar de buscarem conhecimento, não conseguem dar o grande passo rumo a constantes títulos.

O vácuo de excelência resultou em uma torcida enorme para que novas figuras aparecessem e dessem certo. A brisa de renovação foi tratada com uma boa vontade poucas vezes vista. Um erro de Dorival ou Abel é muito mais criticado que outro, de Zé Ricardo ou Jair Ventura Filho. Jair, por exemplo, nunca erra. Leva viradas do São Paulo, Vitória e Botafogo e…tudo bem. Todos dizem que ele levou o médio elenco do Botafogo aonde ninguém esperava. Tudo bem, concordo, mas deixo a pergunta: e se tivesse um elenco forte nas mãos, daria conta do recado? Saberia jogar impondo (não gosto do termo propondo) o jogo, marcando alto, obrigando o rival a apostar em contra-ataques e mais nada?

Com Alberto Valentim, é o mesmo. Quando Cuca saiu e ele assumiu, tudo de bom em sua carreira foi lembrado. Jogou na Europa, fez estágio na Europa, é estudioso, fala bem… Tudo? Tudo, menos sua passagem pelo Red Bull. O time ficou em 13º lugar entre 16 participantes do Paulista, com 4 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. Nada que um treinador sem a Europa no currículo não fizesse.

Bem, ele assumiu com toda a torcida a favor. Mudou o Palmeiras. Fez o time jogar muito melhor do que com Cuca. Mudou o estilo porco doido por um futebol mais bem jogado, com bola no chão. Colocou Keno. E fez o óbvio, deixando Deyverson (Cuca precisa responder por isso) no banco de Borja.

O time ganhou três seguidas, do Atlético-GO, Ponte e Grêmio e toda a torcida por Valentim se viu recompensada. Foi tratado como um novo gênio. Aí, veio o jogo contra o Cruzeiro. O Palmeiras foi superior, foi prejudicado pela arbitragem, mas o fato de marcar alto, no campo do rival, permitiu oportunidades ao Cruzeiro, de Mano, que adora um contra-ataque. Contra-ataque contra Myke e Egídio, muito frágeis para um mano a mano.

O amigo Fernando Vives, do Yahoo, avisou, em seu twitter: se jogasse assim contra o Corinthians, perderia. E falou mais: perderia com jogadas pelo lado, com Egídio no mano a mano. E com gol de Romero. Vives avisou. E Valentim não percebeu.

Errou feio. E, de gênio, passou a ser muito contestado.

Eu, como sou um sujeito moderado, nunca o achei gênio. Nunca esqueci o fracasso no Red Bull. Mas não acho que um erro como foi no clássico o tire da passarela. Ele não foi o único errado no derby. E nem o mais errado. Sua tática poderia dar certo com jogadores melhores, sem a inépcia de Egídio e Myke e sem a lentidão de Dracena. Nota: falei muitas vezes sobre como o elenco do Palmeiras tem erros de montagem. Dois centroavantes caríssimos e laterais de futebol baratíssimo.

Eu considero Alberto Valentim a melhor opção para o Palmeiras-18. Poderá pedir ou descobrir no elenco, jogadores adaptados ao seu esquema. O zagueiro Vitão, da seleção sub-17 poderia ser uma solução. Com tempo para trabalhar, sobre uma boa base, ele pode, sim, fazer um ótimo trabalho. Ganhando muito menos que medalhões. E, se não der certo, semrpre é possível buscar outro nome.

É preciso mesmo uma renovação entre os treinadores. É preciso dar oportunidade a jovens como Valentim. O que não se pode é pensar que ele e outros já são gênios, já são, com três ou quatro jogos, uma realidade.

Pensem comigo: se, com três ou quatro jogos, a pessoa já está formada, já é uma maravilha, vai aprender o quê no resto da vida? Alberto Valentim vai crescer muito e pode fazer o Palmeiras crescer com ele.

 


Cuca ficou grogue após derrota para o Santos. Nocaute veio contra o Bahia
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“Ninguém vai dizer nada que o Santos veio aqui, jogou como um time covarde e ganhou o jogo? Não é possível isso, não é possível”. Cuca andava de um lado para outro no vestiário do Palmeiras, após a derrota por 1 a 0. O tom de voz variava, de gritos a sussurros. Dava chutes no ar e não parava de se lamentar. “A gente dá 25 chutes no gol, eles ficam recuados e ganham. Assim, não dá”.

Cuca sabia que, ali, estava sepultado o sonho do título. Sonho difícil, muito difícil, mas que ele estava acalentando junto com os jogadores. Havia conseguido criar um consenso entre os comandados: se o Palmeiras vencesse seis jogos seguidos, chegaria ao clássico contra o Corinthians com aproximadamente seis pontos atrás. E, com uma vitória, o título estaria aberto.

A série havia começado bem, com vitórias sobre o Coritiba, em casa, e Fluminense, fora. Faltavam Santos (casa), Bahia (casa), Atlético-GO (fora) e Ponte (casa). Uma série possível de conseguir. Foi a meta que colocou para todos. E, ao mesmo tempo, mostrava-se muito entusiasmado para o próximo ano. Sabia os acertos que precisava fazer e dizia ser ótimo começar a temporada com um elenco formado pelo treinador. (Aliás, um argumento fraco, na minha opinião. O elenco atual, que não deu resultado, tinha muito daquele do ano passado, campeão brasileiro).

Ainda no vestiário, após a derrota contra o Santos, surgiu o Cuca místico. “Se a gente faz um jogo ótimo assim e perde só pode ser porque Deus está preparando algo melhor para o ano que vem.”;

Ainda acreditava no ano que vem. O que se tornou inviável após o empate contra o Bahia. O vestiário viu um Cuca conformado, muito diferente do outro, contra o Santos. “Jogamos 15 minutos de bola e mais nada. O Bahia foi melhor”.

A certeza da luta pelo título e a esperança em um novo ano foram trocados por outra certeza: não havia mais nada a extrair do elenco. Sua passagem estava terminada. Exatamente o que a diretoria pensava, com uma nuance. Mattos e o presidente consideravam que o Palmeiras estava jogando pior do que Cuca achava.

Mas era apenas um detalhe.

E chegou-se ao acordo comum.


Palmeiras, Botafogo e Cruzeiro em alta. Coxa e Fluminense em queda
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O Palmeiras está cumprindo a meta proposta por Cuca e defendida por Edu Dracena, após a vitória contra o Coritiba. Foi ao Rio e ganhou do Fluminense, com um lindo gol de Egídio. Segunda vitória seguida. Nada de futebol exuberante, mas são seis pontos. A diferença para o Corinthians ainda é enorme, e para o Palmeiras, acredito, inalcançável. Mas o que passou, passou. O Palmeiras se propôs a fazer muitos pontos nos seis jogos que tinha pela frente e já ganhou dois. Agora, virão Santos, em casa, Bahia, em casa, Dragão fora e Ponte, em casa. Três em casa e o lanterna fora. Depende de si, o Palmeiras, para sonhar. E, se o Corinthians perder, bem…eu acho que não vai adiantar, mas futebol é futebol, né?

O Fluminense, ao contrário, vem caindo assustadora e perigosamente. Foi a segunda derrota seguida. Há quatro rodadas não vence e, com 31 pontos, já deve se preocupar com os que estão abaixo. Só para comparar. Na próxima rodada, visita o Grêmio, enquanto o São Paulo, que tem três pontos a menos, recebe o Sport

No Paraná, outro time verde caminha para a segunda divisão. O Coritiba perdeu para o Botafogo e se manteve onde ninguém gosta de estar. O time, que chegou a estar em terceiro no início do campeonato, acumula DOIS pontos ganhos em cinco disputados. O São Paulo, que não engrena, ganhou seis. O Coxa visita o Bahia, em uma partida chamada de seis pontos.

E a derrota foi daquele tipo que traz sequelas. O Coxa perdeu um pênalti, fez o primeiro gol do jogo, permitiu a virada, empatou e um minuto depois, sofre mais um gol. E faltavam apenas sete minutos. É muita moleza. Se não reagir logo…

O Botafogo e o Cruzeiro passaram o Flamengo e estão instalados na zona de Libertadores. Estão com o mesmo número de pontos e em ascensão. Botafogo tem 12 pontos nas últimas cinco rodada, aproveitamento de 80% e o Cruzeiro está ainda melhor, com 86,7%.

Tags : cuca egidio


Palmeiras vence pela avenida Buffarini, como previsto
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AvenidaO Palmeiras venceu com tranquilidade o São Paulo, marcando quatro gols nascidos pelo lado esquerdo de seu ataque. Ali, onde estava a avenida Buffarini. Só não foi mais fácil porque sua defesa falhou nos dois gols do São Paulo. Então, Cuca apostou ainda mais no lado esquerdo de seu ataque, agora com Keno. E mais dois gols saíra. Foi um resultado muito justo, por dominar o jogo todo, por criar mais situações de gol e por saber onde estava o mapa da mina. Aliás, todo mundo sabia. Menos Dorival.

Não se trata aqui de menosprezar a vitória do Palmeiras, que é um time melhor e que tem um elenco melhor. Antes do terceiro gol, por exemplo, Cuca colocaria Roger Guedes, mais um homem de lado. Tem elenco e sabe usar. O ponto é mostrar que a deficiência é conhecida por todos e que o São Paulo não tem como corrigir. O reserva Bruno foi responsável pela derrota contra o Coritiba. E Araruna, levou um baile do Bahia.

O São Paulo se aproveitou do meio-campo do Palmeiras ter mais toque do que pegada e fez o primeiro gol, com um belo passe de Pratto para Marcos Guilherme. O time se fechou atrás e teve a chance de fazer o segundo, também com Marcos Guilherme, que acertou a trave. Pratto, muito participativo, saiu após cabecear o joelho de Hernanes.

O Palmeiras virou, com dois gols pela esquerda. Michel Bastos cruzou para Willian. E, logo em seguida, o Bigode fez outro lindo gol, também pela esquerda, em chute cruzado. Buffarini, Arboleda e Cueva, às vezes, tentavam fechar o setor, mas não conseguiam.

O empate veio em nova falha da defesa do Palmeiras. Buffarini acertou um cruzamento, Hernanes, marcado, subiu, matou no peito e chutou na caída da bola.

Cuca mudou o jogo aos 15 minutos. Colocou Keno em lugar de Bruno Henrique. Todos os 33 mil no campo e todos os outros, em frente da televisão, sabiam o motivo. Iria apostar ainda mais no lado esquerdo do ataque. Keno x Buffarini. Pior que Mayweather x McGregor.

E saíram mais gols. Deyverson, na esquerda, tocou para Keno. Belo gol. E Tchê Tchê abriu linda bola na esquerda, para Willian, que serviu Hyoran.

Quatro gols pela esquerda. Mérito de Cuca que viu a avenida que todo mundo viu, menos Dorival.

Detalhe: após o terceiro gol, o São Paulo tentou reagir com…Denílson.

Não daria certo.