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Família Garcia comanda o grande circo francano
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Menon

Ah, o circo!!! Sempre adorei. Sinto saudades de quantas vezes fui, de quantas horas alegres tive, de quantas vezes palhaços, trapezistas, malabaristas e domadores me fizeram o grande favor de ajudar na  fuga da realidade, do abandono do cotidiano. Então, amigos francanos, quando falo em circo estou elogiando, estou falando de alegria, de festa e felicidade.

Franca ganhou a Liga Sulamericana de Basquete, com uma vitória sobre o Instituto, lá em Córdoba, na Argentina. O segundo título no ano. O segundo sob o comando de Helinho Garcia. O segundo da vida do jovem treinador, que já havia vencido o Paulista. E que lidera o NBB. Um jogo espetacular, emocionante do início ao fim e que sagrou André Goes como homem de mão quente e coração gelado. No final do jogo, os argentinos faziam faltas seguidas para forçar Franca a arremessar e perder a posse de bola. A tática falhou porque André Goes acertou nove dos dez arremessos.

Cipolini, David Jackson, eleito o jogador mais valioso da partida, e outros também foram muito importantes para o título, mas o que marcou mesmo a vitória foram os abraços emocionados de Helinho em Hélio Rubens, seu pai, e Fransérgio, seu tio. Não gosto de personificar uma conquista coletiva em uma ou duas pessoas, mas seria um erro jornalístico e histórico não dizer que a Família Garcia é sim a responsável pelo ressurgimento (pode-se dizer assim) do basquete francano.

Foram anos de jejum, foram anos de seca. Basta dizer que o último título sulamericano havia sido conquistado há 27 anos, com Paulão, Fernando Minucci, Fausto, Raul e…Helio Rubens como treinador.

A Família Garcia sempre foi o esteio do basquete francano. E continua sendo, agora, quando se prenuncia novos tempos de glória.


Confesso meu time. E Jô será um desfalque terrível
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Menon

Vou confessar para qual time eu torço. É o Franca Basquete. Muito antes da chegada oportunista – e boa para o clube, não se pode negar – do presidente da Fiesp, defensor do fim dos direitos do trabalhador, eu já torcia para Franca.

O time se chamava Clube dos Bagres e foi mudando de nome, sempre de acordo com o novo patrocinador. É a sina do esporte olímpico no Brasil. Mas o que interessa é a ideia de um esporte representar uma cidade, como o basquete francano faz há 50 anos.

Hoje, sob o comando de Helinho, enfrenta o Paulistano, time muito bom, na final do campeonato paulista. Um título que não vence há dez anos. Uma digressão: nos anos 80, havia torneios importantes no Ibirapuera. Torneios internacionais, sempre com a presença de Porto Rico, de Mincy, Santiago, Morales e outros cobras. O Brasil era melhor, tinha muita gente boa. Entre eles, Hélio Rubens. E no intervalo, Helinho, ainda menino, ficava arremessando da linha de lance livre. Talvez por isso tenha sido tão bom no quesito, com aproveitamento de 90%.

E, segundo os amigos do Franca Basquete da Depressão, o time perdeu o primeiro jogo por falta de bom aproveitamento no lance livre. Uma questão que decide jogos.

E…aí entra o Jô. O campeonato brasileiro, que vinha em um marasmo grande com a disparada corintiana, ganhou ares de suspense com a queda do time e a melhora de Palmeiras e Santos. Se o Corinthians perder domingo, teremos mais seis rodadas de enfartar. E tudo poderá fazer diferença. Tudo. Todo detalhe poderá decidir quem será o campeão.

E (caramba, o terceiro parágrafo começando com E), o Corinthians, com certeza não terá Jô em algum desses jogos. Ele foi citado por haver dado um coice no zagueiro Rodrigo, já nos acréscimos do jogo contra a Ponte Preta.

Uma agressão totalmente desnecessária. Jô teve um comportamento que nada lembra o novo Jô, um dos grandes nomes do atual campeonato. Ora, quem sou eu, que nunca disputei nenhum campeonato para dizer que Jô deveria haver se comportado melhor e não cair em alguma esparrela de Rodrigo ou de seu próprio passado. Não vivi a situação que ele está vivendo, de muito estresse e muita cobrança. Quem sou eu? Sou a própria consciência de Jô. Ele, com certeza, está pensando o mesmo que eu escrevo aqui.

E deveria pensar que seu reserva é o Kazim. E ter feito como Petros, que está pendurado há 12 rodadas e não leva o amarelo.

Por fim, repito o meu ponto de vista para o caso atual e todos os outros que aconteceram e que irão acontecer. Para mim, o futebol tem 90 minutos. O árbitro deve ser cobrado pelo que marcou certo, pelo que marcou errado, pelo que marcou a mais e por aquilo que não marcou. Se o juiz não viu o coice de Jô, punição para o juiz. E segue o jogo. Não se pode, a meu ver, ficar punindo tudo o que se passou e não foi visto. E há a possibilidade que, com certeza não se concretizará, de uma punição de 12 jogos. Um absurdo. Nenhum árbitro, por maior lambança que faça, pega uma punição assim.

 


Helinho: “eu me preparo para dirigir a seleção brasileira”
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Hélio Rubens Garcia Filho, aos 42 anos, mantém a tradição que vem do avô (Chico Cachoeira) e passou pelo pai (Hélio Rubens) e tios (Fransérgio e Totó) e se dedica ao basquete de Franca. Depois de uma carreira vitoriosa como jogador, é o treinado do time, desde o NBB do ano passado. E o trabalho mostra resultados espetaculares. No primeiro turno do NBB foram sete vitórias e sete derrotas. No segundo turno, 12 vitórias e duas derrotas. Ficou em terceiro lugar e foi eliminado nas quartas-de-final. Houve decepção, mas o trabalho continuou. E agora, no campeonato paulista, o time, reforçado por Léo Meindl, Rafael Mineiro, Jefferson William e Gruber, está invicto, com nove vitórias. “Eu me preparo para dirigir a seleção brasileira. É um sonho e seria um orgulho”, disse Helinho em entrevista ao blog.

Você esperava essa série invicta logo no início do Paulista?

Sinceramente, não. O campeonato é difícil e tem cinco candidatos ao título: Franca, Bauru, Mogi, Paulistano e Pinheiros. Então, é muito difícil terminar sem derrotas. Mas nosso trabalho está sendo muito bem feito e queremos ganhar o campeonato.

Como está sendo o trabalho?

Bem, a gente tinha um legado do ano passado e trouxemos mais alguns jogadores. O time está mais competitivo e com muita garra. Os jogadores estão entendendo muito bem o que significa jogar por Franca. Nossa cidade é uma referência e a cobrança é muito grande, assim como o incentivo. Por isso é importante ter muito companheirismo e cumplicidade entre jogadores e comissão técnica.

Na montagem do time para o Paulista, saíram alguns jogadores e vieram outros. Um dos que saíram foi o Dedé, seu cunhado. Foi difícil a separação?

Já no ano passado, conversamos sobre isso, com sinceridade. Como era meu primeiro ano, talvez fosse uma carga muito grande dirigir uma pessoa do meu círculo familiar. Mas o time dele acabou e o Isaac se contundiu. Então, ele veio e trabalhamos muito bem. Agora, ele teve oferta do Vasco, que é um grande time, e resolveu sair.

Se o Lucas Mariano viesse para Franca, ele impediria a ascensão do João Pedro?

Não acho, não. O Lucas é ótimo e o João Pedro está melhorando muito, principalmente no setor defensivo, que era uma dificuldade dele. Ele está ganhando confiança, tem correspondido e a ascensão dele não seria brecada, não.

O Sesi não permite a contratação de estrangeiros?

Não há nenhuma cláusula nesse sentido, mas a gente prefere buscar jogadores brasileiros no mercado. E dar preferência também ao nosso trabalho de base, que tem muitos jogadores bons.

Quais são eles?

Nosso elenco está com 16 jogadores e estamos fazendo revezamento no banco. Mas tem muita gente boa aí. O Marcos Louzada, que é conhecido como Didi, é um lateral muito bom. Um jogador de muita força ofensiva e defensiva também. Marca muito forte. Também temos o Guilherme Abreu, o Júnior, dois do sub-19, e o Cassiano. Geração boa. Nem pensamos em mudar o time para o NBB.

Como você viu o Brasil na Copa América? O time não conseguiu uma das sete vagas para o Pan de Lima em 2019.

Fiquei muito triste, mas temos de ter claro que a transição está começando. Temos jogadores do meio para o final da carreira e temos gente nova começando. É preciso ter empenho e dedicação para essa nova fase.

Mas ficar fora do Pan é um castigo para uma geração, não é?

Sim, porque atrapalha o intercâmbio. O fundamental para o momento atual do basquete brasileiro é ter intercâmbio. A seleção principal e as seleções de base, sub-18 e sub-20, precisam fazer pelo menos 12 jogos por ano contra seleções europeias, de preferência na Europa. Isso é fundamental.

E ainda há a possibilidade de a seleção não se classificar para o Mundial. Nesse caso, o Brasil deveria ser sparring de seleções fortes, como Sérvia, Espanha..?

Mas eu não vejo o Brasil fora, não. Temos chances e vamos buscar a vaga. Eu acho que a seleção deveria ter uma mescla, como meu pai fez no Mundial de 2002. Levou seis veteranos e seis novos que estão brilhando até hoje: Splitter, Varejão, Leandrinho, Giovanonni, Alex  e Nenê. Esse é o caminho. Mas, se não der, volto a dizer, que é importantíssimo o intercâmbio. Pelo menos 12, quem sabe 16 jogos por ano contra seleções europeias.

O que você achou da atitude do Bruno Caboclo, que se recusou a entrar em quadra quando o treinador pediu?

Achei inaceitável. Uma atitude que merece punição exemplar. E a punição deve ser seguida de aconselhamento. É um menino humilde, que nunca jogou no Brasil, apenas em categorias de base e que já foi para a NBA. Precisa entender que a seleção e importante.

O que tem impressionado você no Eurobasket?

Individualmente falando, o Luka Doncic, da Eslovênia. Ele tem 18 anos, joga no Real Madrid e vai para a NBA. É um fenômeno. E, taticamente, vemos a tendencia do basquete moderno, com muita velocidade e jogadores exercendo mais de uma função em quadra. E o sistema coletivo permitindo as individualidades.

Falam muito na extinção do pivô 5, mais forte e mais parado, a partir do sucesso do Golden State Warriors, que arremessa muito. O Oscar chega a dizer que o GSW joga como a seleção de 87. Você concorda?

Não acho que o pivô 5 será extinto, mas é evidente que a tendência do basquete é, como eu disse, ter jogadores fazendo mais de uma função. Não tem mais o cara que carrega a bola, o cara que arremessa e o cara que pega rebote. Todo mundo vai ter de saber driblar, arremessar, passar, defender muito bem. E com velocidade. Todo mundo vai no rebote, todo mundo arremessa.

Você tinha um aproveitamento de lance livres que chegava a 90%. Na Copa América, o aproveitamento do Brasil foi de 50%. Os treinadores precisam colocar os jogadores para arremessar nos treinamentos?

Não. O jogador precisa saber que tem de melhorar o arremesso e treinar sozinho. Ninguém ensinou o Oscar. Aqui em Franca, o Demétrius, o Rogério e eu arremessávamos 600 bolas por dia. São 18 mil arremessos por mês. Melhora ou não? Nosso treinamento é de duas horas de manhã e duas horas à tarde. Eu oriento para chegarem antes ou ficarem depois e treinarem os lances livres. O aperfeiçoamento virá automaticamente.

Você pretende dirigir a seleção brasileira?

Sim. Todo grande profissional sonha com isso e eu também. Foi um orgulho como jogador e será também como treinador. Eu sou bacharel em Educação Física, joguei muitos anos, faço clínicas, estudo muito, vejo jogos, procuro soluções na internet, converso com outros treinadores. Estou me preparando sim.

 

 


Jadson, em forma, e Clayton deixam Timão mais forte e versátil
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Há possibilidade de haver um novo Corinthians mais forte na fase do mata-mata do Paulistão. Na verdade, houve apenas a inscrição de Clayton, que é um bom jogador, mas não é um selecionável, digamos. Mesmo assim, é capaz de elevar o patamar do time. Carille tem apenas Jô e Romero. Guilherme foi uma decepção, como Marlone e Marquinhos Gabriel. Valter também foi inscrito, mas Cássio está dando conta do recado.

Com Clayton, o time passa a ter um atacante mais vertical, capaz de fazer uma dupla forte com Fagner, pela direita. Carille pode repetir a opção pela esquerda, com Romero e Arana. Duas duplas capazes de servir muito bem o atacante Jô. Com eles, o treinador pode montar o 4-2-3-1, com Jadson centralizado.

Acredito que é o melhor posicionamento para ele. Não precisa mais ser o parceiro de Fagner, o que ficaria a cargo de Clayton. No centro, pode conduzir o time para ao ataque, pode tornar o time mais criativo. Atrás, poderiam ficar Rodriguinho e Maycon, uma dupla de volantes com ótima saída de bola, deixando Gabriel na reserva. É uma solução um pouco ousada, mas há outras.

A dupla de volantes pode ser Gabriel e Maycon. Rodriguinho pode se juntar a Jadson, sacrificando Romero, boa opção para o banco. Ou então, mais cuidadoso ainda, com Gabriel e Camacho, Rodriguinho e Jadson, com Clayton e Jô.

O importante também é que Jadson está recuperando o seu melhor futebol. Houve alguns jogos de adaptação e a tendência é crescimento. Como o time é muito forte defensivamente, as chances de classificação em um mata-mata aumentam.

A fase de montar um sistema defensivo forte foi vencida. Após o final do Paulista, Carille precisa aumentar o poder de fogo do ataque. Clayton é o início, mas não é suficiente. Ao contrário do estadual, não é possível vencer o Brasileiro sem ataque.

LUCAS PERRI, 20 anos, foi inscrito pelo São Paulo para a fase final do Paulistão. Sidão, com lombalgia, foi cortado. É muito provável – e saudável – que Rogério mantenha Renan Ribeiro como titular e Denis no banco. A  inscrição de Perri aponta para uma mudança forte em 2018. Não acredito que Denis continue. E vejo Sidão na corda bamba. No mínimo, Perri será o terceiro goleiro. E Thiago Couto, dois anos mais novo, continua sendo muito elogiado no clube.

UM SAMBA – Não se deve amar sem ser amado/É melhor morrer crucificado/Deus nos livre das mulheres que hoje em

Sinhô, o Rei do Samba, caricaturado por Alvarus

dia/Desprezam o homem só por causa da orgia/Gosto que me enrosco de ouvir dizer/Que a parte mais fraca é a mulher/Mas o homem, com toda a fortaleza/Desce da nobreza e faz o que ela quer/Dizem que a mulher é a parte fraca/Nisto é que eu não posso acreditar/Entre beijos e abraços e carinhos/O homem não tendo é bem capaz de roubar (Gosto que me enrosco/Sinhô)

VITÃO ESTÁ NA ÁREA. E VITINHO? – Eduardo Baptista inscreveu o zagueiro Vitão, da base, em lugar de Lucas Barrios para a fase final do Paulista. Não conheço, mas sempre é uma boa opção apostar na base. Mesmo no Palmeiras, que não tem um passado de sucesso em revelações. Gabriel Jesus é uma esplêndida exceção. Vitinho, que apareceu muito bem no início do ano, teve sua chance, mas precisa de mais oportunidades para se firmar. A amostra deixada por ele é muito boa.

OUTRO SAMBA – Dizem que Cristo nasceu e Belém/A história se enganou/Cristo nasceu na Bahia, meu bem/E o baiano criou/Na Bahia tem vatapá/Na Bahia tem caruru/Moqueca e arroz-de-auçá/Manga/laranja e caju (Cristo nasceu na Bahia/Duque e Cirino)

PORTUGUESA E FRANCA – Estou torcendo muito pela Lusa. Seria catastrófico que o time caísse mais uma vez, agora para a A-3. Com duas vitórias nos dois últimos jogos, o pesadelo ficou mais longe. O time tem 19 pontos e esta a cinco da zona de rebaixamento. E está a seis da zona de classificação. Faltam cinco rodadas. Acho que não cai e não sobe. E quem está subindo muito é Franca, meu time de basquete. Está fazendo um segundo turno quase perfeito, com 11 vitórias e duas derrotas. O time, que foi de Hélio Rubens, agora é comandado por Helinho.

MAIS UM SAMBA – Se você jurar/Que me tem amor/Eu posso me regenerar/Mas se é/Para fingir,mulher/A orgia eu não vou deixar/ (Se você jurar/Ismael Silva/Francisco Alves e Nílton Bastos)

 


Alma, pé forte, Calleri e Hélio Rubens
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O espaço do cara que está com a bola tem de ser diminuído. Não pode pensar, não pode arremessar, e, se arremessar tem de ser em más condições. Meu marcador tem de estar com o corpo preparado, a mão precisa estar perto do rosto do rival, não pode dar moleza para o jump.

O São Paulo que venceu o River me fazia lembrar a entrevista que fiz há alguns anos com Hélio Rubens, então treinador de Franca. Ele explicava a importância da defesa no basquete e como espaço deve ser negado sempre ao rival. Negado com a mesma força com que um homem digno recusa suborno.

Foi comum ver o que não se via há um certo tempo. Jogadores do River eram vítimas de marcação dupla e até tripla. Barovero foi pressionado algumas vezes. O time jogou com suor, com alma e com pé forte em divididas. Jogou como se fosse uma final. E era uma final.

Os destaques foram Ganso e Calleri. Ganso foi o Patrão. Marcou bastante e passou bem, deixou vários colegas em condição de marcar. Kardec e Centurión erraram feio.

Calleri é um jogador dos velhos tempos. Centroavante com muita raça, disputa todas as jogadas, cabeceia bem e não comemora gols com dancinhas. Só falta chuteira preta. Aprontou uma briga com Vangioni que terminou com a expulsão do bom lateral.

O São Paulo poderia ter goleado. Teve dois problemas: a falha de Denis no primeiro gol. E houve outra falha no finalzinho. Sai do gol como quem caça borboletas. E a expulsão de Schmidt. O primeiro amarelo foi exagerado. O segundo, foi um erro dele. Pendurado, não deveria ter feito a segunda falta.

Taticamente, o que me impressionou foi que, uma vez mais, já não há distância muito grande entre os três atacantes. Há pouco, era Centurión estático, um centroavante e Bastos estático. Agora, não. Há bastante movimentação, mais velocidade e troca de passes.

Falta um empate para a classificação. Uma classificação que parecia uma quimera após os dois primeiros jogos, derrota e empate.

 


Aidar promete timaço para o Brasileiro e ironiza “basquete”
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Carlos Miguel Aidar estava de bom humor em Miami. Começou a conversa – por telefone, é lógico – com uma fina ironia. “Cheguei hoje com a minha mulher e estou preocupado com o time de basquete que o Kalil diz que vai montar. Só pode ser isso. O Hélio Rubens é um grande técnico, foi um grande jogador, mas entende mesmo é de basquete. Meu negócio e futebol. Vou trazer alguém do ramo e montar um timaço para o Brasileiro”.

Para o Brasileiro? Mas ele não está preocupado com o momento atual, de marasmo nas contratações? “Meu estilo não é de ficar dando palpites. Acho que perdemos tempo, perdemos algumas negociações mas eu vou ser muito mais agressivo quando assumir. Vou para o mercado e teremos um grande time”.

Quem viu o jogo decisivo do São Paulo contra a Ponte – um empate que desclassificou o time da Sul-americana – ao lado de Carlos Miguel percebeu sua irritação e descontentamento com o elenco. Teve elogios apenas a três jogadores: Ceni, Rodrigo Caio e Ganso. Preferências que ratificou na nossa conversa. “São os melhores do elenco, não tenho dúvidas. Esses três devem ser titulares”.

A ideia, então, é reconstruir um time a partir das três exceções? ” Não é bem assim. Tem jogador que não é craque mas que rende muito bem se estiver adaptado ao esquema do treinador. E nosso treinador é muito bom. Assim que eu assumir, vou conversar com ele, com o auxiliar dele e com os olheiros do São Paulo como o Milton Cruz, o Viana  e o Zé Sérgio, que eu vou resgatar lá da Ponte. Vou perguntar do que eles precisam – repito que não sou de ficar dando muito palpite – e vou atrás. É simples assim. Vamos ter um grande time. De futebol e não de basquete. E vamos parar a conversa porque eu estou de férias e a ligação vai ficar cara aí para o UOL.

 


Kalil convidou Hélio Rubens para ser gerente do São Paulo
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Se Kalil Rocha Abdalla vencer a eleição de abril no São Paulo, ele convidará Hélio Rubens, atual treinador de basquete do Uberlândia para assumir o cargo de supervisor geral de esportes do São Paulo. O primeiro contato já foi feito ainda no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Ele partiu de Hélio. “Sou são-paulino e liguei para o Kalil, que é meu amigo, para dizer que o time estava precisando muito de uma palestra motivacional. Pedi que ele que falasse com Juvenal para que eu tivesse acesso aos jogadores. Cobro em torno de R$ 20 mil por palestra de 90 minutos, mas para o São Paulo seria de graça”.

Não houve retorno de Juvenal, mas Kalil fez outra proposta a Hélio. “Ele disse que tinha chances reais de vencer a eleição e que gostaria de contar com meu trabalho como supervisor de esportes, porque havia gostado do que fiz no Vasco da Gama, quando o clube era uma potência olímpica. Dirigi 31 esportes e técnicos de futebol como Osvaldo de Oliveira e Joel Santana. Respondi que estou muito feliz com meu trabalho no Uberlândia e que poderíamos conversar em abril, quando estiver livre de compromisso, com o final do NBB. Foi emocionante receber  esse convite do Kalil. A gente se conhece faz tempo, ele é de Patrocínio Paulista, cidade perto de Franca e o primo dele mora a 20 metros da minha casa”.

Hélio acredita que não teria problemas de adaptação nesse cargo. “O primeiro é fazer um estudo sobre estrutura do clube, principalmente nas áreas administrativa e financeira. Depois, perguntar à diretoria quais são os objetivos do ano, o que se pretende realizar. Traçadas as metas, temos de ver o que é necessário para que as coisas possam ser realizadas. E começar a trabalhar. O mais belo de tudo é o trabalho, é ver as coisas saindo do papel. Eu digo nas palestras que o tempo cria rugas na pele e a falta de motivação cria rugas na alma. Motivação é tudo”.

Ele acredita em avaliações constantes e muita humildade para que os resultados apareçam. “Eu via o São Paulo naquela situação ruim e me perguntava algumas coisas: 1) estão sendo feitas avaliações constantes, o que estou acertando, o que estou errando, estou melhor hoje do que ontem? 2) Essas avaliações podem levar em conta, por exemplo, as críticas da Imprensa. Não adianta rejeitar, é preciso ver o que está errado 3) o egocentrismo precisa ser extirpado para que nasça a preocupação com o bem comum. Em vez de me preocupar comigo, preciso me preocupar com o outro. Assim, o outro vai se preocupar comigo. E o grupo vai ficar forte. O grupo é que precisa ficar forte, não as individualidades. Será que havia isso no São Paulo? Não sei. Eu temi pela queda e acho que ela não veio por causa do ótimo trabalho do Muricy”.

Hélio, de 71 anos, fala, por fim, a importância das categorias de base do São Paulo.  “O trabalho ali é fundamental. Precisa ser muito bem feito, de maneira integrada com o profissional. Precisa revelar jogadores para reposição de peças e para arrecadação de divisas para o clube”


Vamos, Uberlândia! Basquete não é cabeçada
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Estou em Aguaí, preparando-me para ir até Casa Branca para ver o casamento da doce Isabel, filha da minha prima Stela, que é a cara da Cláudia Cardinale, com o Mineirinho. Então, veio a notícia: o casamento vai atrasar uma hora. Não sei o motivo e nem quero saber. Vai dar tempo de ver a decisão do NBB5 entre Uberlândia e Flamengo.

Vou torcer pelos mineiros. Por dois motivos

1) Por Hélio Rubens, seu treinador. Sempre fui torcedor de Franca e Hélio era um dos meus ídolos, junto com seus irmãos Totô e Fransérgio, além de Carraro, Carrarinho, Fausto, Anjinho, Guerrinha e tantos outros. Agora, aos 72 anos, Hélio busca seu décimo título. É um exemplo

2)  Porque basquete se joga com as mãos e com a cabeça. Mas não como o faz Marcelinho Machado. Cabeça é para pensar e não para agredir como ele fez com Fúlvio. Marcelinho, para mim, é a cara desse período em que o basquete brasileiro fracassou. Vamos sair dele – já estamos saindo – sem a sua presença, sem sua predileção pelo jumping ball e sem sua falta de civilidade e cidadania.

Vamos Uberlândia, vai ser difícil, mas não esá morto quem peleia.


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