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Pouco Neymar para muita retranca
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Catenaccio italiano. Ferrolho suíço. E o que a Inglaterra apresentou contra o Brasil, como se chama. R E T R A N C A. Me lembrou de uma foto da seleção do Uruguai, no Maracanã, na véspera do jogo decisivo da classificação para a Copa de 94. Os 22 jogadores, mais dirigentes e ídolos da Copa de 50 posaram na frente do gol. Um recado de que não passaria nada. Romário não viu a foto e logo fez dois gols e acabou com a pose celeste.

Neymar foi o melhor do Brasil no duro teste. Um lindo passe de trivela para Gabriel Jesus, algumas arrancadas, bons passes, mas faltou muito. Faltou porque nada mais funcionou e tudo ficou em suas mãos. Ou pés. Precisava ter brilhado mais, ousado mais, triplicado o que fez. Talvez assim, o Brasil vencesse.

E, se o brilho de Neyar foi insuficiente, o motivo está na má partida dos outros. Ao se fechar, com cinco zagueiros e três volantes e tendo pouca velocidade de contra-ataque, a Inglaterra deu um grande espaço para o Brasil trabalhar no meio-campo.

E não funcionou.

Faltou a projeção de Paulinho ou até de Casemiro. Uma chegada forte, vida de trás. Só apareceu com Fernandinho.

Faltou jogo ofensivo aos laterais. Daniel estava irritado e Marcelo, blasé. Pouco ataque.

Faltou drible.

A meu ver, Tite deveria ter colocado Willian ao lado de Coutinho, saindo Renato Augusto. Ele preferiu tirar Renato Augusto e colocar Fernandinho. Uma opção válida que ele tem levado em conta.

Em resumo, no dia em que pôde escalar sua seleção principal, com todos os titulares, Tite não conseguiu descobrir o segredo do cadeado. Precisava de um mágico. E o mágico foi bom, apenas. Precisava ser ótimo, já que os assistentes….


Neymar, Coutinho e Jesus. Um trio de ouro que ninguém mais tem
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Trio de Ouro

Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas criaram o Trio de Ouro, que fez grande sucesso nos anos 50 do século passado.

Gabriel Jesus marcou na dura vitória do City 100% sobre o ótimo Napoli. Coutinho fez um dos sete gols do Liverpool sobre o fragílimo Maribor. Firmino fez dois, mas vamos falar dos outros dois. Jesus e Coutinho formam uma dupla de coadjuvantes para Neymar que ninguém mais tem. Um trio de ouro.

Cristiano Ronaldo é mais que Neymar, mas não tem ninguém a seu lado. Ninguém de nível. Bernardo Silva é o melhor.

Messi é o maior de todos. Tem Dybala e Di Maria, mas eles ainda não renderam. A Argentina, enquanto time, não existe. É um bando de bons jogadores esperando Messi resolver. Tudo pode mudar, pois Sampaoli é bom treinador, mas ainda não.

Alemanha, Bélgica e França são concorrentes fortes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. São times bons, com alguns trios (Pogba, Mbappé e Griezman; Hazard, De Bruyne e Lukaku; Kroos, Muller e Draxler) mas não tem um destaque. Podem até vencer a Copa, principalmente Alemanha e França.

Mas ninguém tem um trio tão homogêneo como o Brasil. Neymar tem companheiros que fariam inveja a CR7 e Messi, os melhores do mundo. Com esses três, Tite tem uma base muito boa. Um trio de ouro, com coadjuvantes ótimos como Paulinho, Marcelo e Daniel Alves. Dá para fazer um grande time.


Et nóis. O melhor ataque do mundo
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A Europa está avisada, como disse o L’Equipe. O PSG, como Átila, o Rei dos Hunos, o Flagelo de Deus, que subjugá-la.

O torcedor do PSG tem todo o direito do mundo de achar que Neymar, Mbappé e Cavani formam o melhor ataque do Planeta Terra. Mesmo porque o MSN não existe mais. Messi e Suárez perderam Neymar e viram Dembelé, o substituto, se contundir.

E o BBC é muito eficiente, matador, pode até ser o melhor de todos, mas falta magia a Bale. BBC pode ser o melhor, afinal lá está Cristiano Ronaldo, mas qual seja a sopa de letrinhas do PSG (NMC, NCM, MNC, MCN, CNM ou CMN) representa um futebol mais leve, mais fluido, mais elegante e bonito.

As deslocações envolvem também Cavani. O uruguaio saía da área quando o dono dela era Ibra. Pode sair novamente, para a chegada de Neymar, Mbappé ou dos que vêm de trás, como Draxler ou Rabiot.

Os 6×2 contra o Bordeaux foram uma aula de passes rápidos, passes curtos, bolas enfiadas, passe de letra e cobrança de falta genial. Didi, nosso Folha Seca, faria melhor. Em quantidade, talvez. Mas aquela de Neymar na manhã de sábado, foi incomparável.

O PSG parece, pelo menos externamente, haver aparado as arestas entre os jogadores. Neymar cobrou a também a falta. Neymar cobrou o pênalti. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Esperemos o próximo pênalti para ver se há um rodízio, ou se o dono do time também é o dono da bola parada.

A defesa do PSG não mostrou a mesma beleza de seu ataque. E nem a mesma eficiência. O pênalti em Cafu era desnecessário e Meunier mostrou ser o típico defensor que não perde a viagem. E o primeiro gol do Bordeaux foi uma linda linha de passes pelo meio da defesa do PSG. Logicamente, há a ressalva de que Daniel Alves e Thiago Silva não estavam em campo.

Podia ser vira cinco e acaba dez, mas o PSG tirou o pé e se contentou com “apenas” seis.


Neymar, Cavani, Dani, Mbappé…Paris é uma festa
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O PSG está jogando um futebol de sonhos. Um futebol de festa. Em Paris. O tridente Neymar, Mbappé e Cavani, devidamente assessorado por Daniel Alves e Rabiot está escrevendo uma história inesquecível. É lógico que o investimento é sinônimo de exigência de título, mas, mesmo que não venha (coloquei no singular porque só a Liga dos Campeões é que vale), mas é muito bom desfrutar o que se está vendo a cada partida. Uma ode ao futebol que gostamos.

A mobilidade de Neymar e Mbappé é impressionante. O brasileiro na direita, na esquerda e no meio. O francês, pelos lados. E, se Neymar saiu do Barcelona para não ser sombra de Messi, é bom saber que terá, em pouco tempo, uma grande sombra. Mbappé será para Neymar o que Neymar foi para Messi.

E há Cavani, um matador implacável. É difícil entender como o Uruguai, com apenas três milhões de habitantes e com um futebol baseado muito na postura defensiva, pôde produzir, ao mesmo tempo, três artilheiros como Cavani, Suárez e Forlán.

Falta fraternidade no PSG. Os cumprimentos entre Cavani e Neymar ainda são protocolares. Mas a igualdade (entre oibes atacantes) e a liberdade para criar estão lá presentes.

Paris é uma festa. E um aviso para Barcelona, Madri e Londres.


Golaço de Neymar contra a homofobia
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Neymar usou as redes sociais para se posicionar sobre a decisão que considera homossexualidade como doença e possibilita tratamentos de reversão. A chamada “cura gay”. Ele postou uma música de Lulu Santos que diz: “consideramos justa toda forma de amor”. Uma grande atitude do jogador, colocando-se ao lado da modernidade e contra o obscurantismo.

O silêncio dos atletas sobre assuntos que não são o seu esporte é gritante, ensurdecedor. Murilo, do vôlei, é crítico à gestão de Ary Graça…e quem mais, mesmo? O basquete brasileiro está acabando e ninguém fala. Guilherme Giovannoni é o representante dos atletas junto ao NBB e vai jogar pelo Vasco, time que atrasou salários na temporada passada. Ele nunca se posicionou junto aos companheiros. O presidente do COB é suspeito de corrupção e… nada.

Joanna Maranhão, salvo engano, é uma voz solitária contra os desmandos de Coaraci.

A Bolsa-Atleta tem problemas, foi diminuída e pode acabar e… nada.

E jogadores de futebol? Nunca falam nada de nada. Posicionaram-se há dois anos juntamente com o Bom Senso, mas graças apenas a líderes como Fernando Prass e Rogério Ceni, que estava em atividade e outros que já haviam se aposentado. O Bom Senso acabou e, mesmo antes disso, Ceni já havia aceitado participar de uma viagem da seleção, como consultor ou algo assim. Juntamente com diretores que ele havia criticado. Tite assinou um manifesto contra Del Nero e, ao aceitar o cargo de treinador, o beijou.

Nesse contexto total de alienação, é importante o que Neymar fez. Principalmente por ser em um caso que é controverso no Brasil. É, mas não deveria ser. Há milhares de pastores “médicos de gays” prontos para faturar e para criticar Neymar.

Homossexualidade não é doença. Homofobia é doença.


Dani Alves é o guarda-costas do Reizinho Neymar
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Neymar e Daniel Alves procuram Cavani para o cadafalso

O Gabriel Dudziak, comentarista da Rádio Globo, colocou um tema instigante no twitter. Repasso a vocês:

“Sobre o Neymar, ofereço um pensamento estratégico: vale mais pra ele um golzinho e uma falta ou um time unido que o permita chegar aos títulos?”

Pois é.

Neymar é extremamente individualista. Já no primeiro pênalti cobrado por Cavani, ficou a pergunta no ar: “até quando Neymar vai aguentar até começar a questionar o posto de Cavani como cobrador de pênaltis.

Era uma crise anunciada, se é realmente uma crise. Eu acho que é.

Tudo pode ser evitado com uma ordem direta do treinador. Fulano é o cobrador. Sicrano é o cobrador reserva.

Evidentemente, Cavani será o Sicrano.

Neymar é o reizinho de Paris. O dono do PSG e quem não o respeitar vai ao cadafalso.

Ou então terá que se ver com Daniel Alves, o protetor do Reizinho, o irmão mais velho do Reizinho, pronto a protegê-lo nas brigas no recreio da escola.

Que papel ridículo.

Foi para isso que ele rompeu seu compromisso com Guardiola e deixou o City na mão?

Para ser o camareiro de Neymar, para ser o segundão na panela brasileira em Paris?

Papelão.


Neymar foi anjo e demônio em Glasgow
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O PSG levou os dois Neymares a Glasgow. E eles fizeram o que se esperava deles. Um show de bola e de mau comportamento.

Durante o jogo foi o que é: o maior jogador brasileiro desde Zico, ao lado de Ronaldinho, Ronaldão e Romário. E crescendo. Fez o primeiro gol do jogo, recebendo passe genial de Rabiot, e definindo com precisão e técnica. Perseguido pelo zagueiro, com o goleiro crescendo à sua frente, marcou mais um para a conta que não termina. Gol de matador. Deu o passe para Cavani fazer o segundo. O uruguaio furou, mas Mbappé fez. Há um novo trio por aí. New kids on the Block (nããããõ), o NCM está aí. Ou seria NMC? Não sei. Precisa começar com N, de Neymar. Um anjo da bola.

Neymar foi também o que é desde que entrou em campo pela primeira vez. Um jogador que não respeita o adversário. E nem estou falando de drible, de lambreta, tudo isso é válido e só deixa o futebol mais bonito. Quem delimita o que é válido em campo, falando-se de drible, é quem não sabe driblar. Então, começa aquela história de fazer isso ou aquilo quando está ganhando é fácil, quero ver…blábláblá… Neymar sabe driblar e deve driblar. Fazer o que sabe não é desrespeito.

O errado é ficar mostrando três dedos para o marcador, mostrando o placar do momento. Errado é ficar reclamando de faltas. E, ao final do jogo, não aceitar o cumprimento do rival. Como se fosse indigno de compartilhar o mesmo espaço com ele, o Neymar. Prefiro o comportamento de Neymar no final do jogo do Brasil contra a Colômbia, quando esqueceu velhas rusgas e confraternizou com os companheiros de profissão.

Eu acho aceitável um atacante irritar-se com marcação pesada e jogar duro contra o zagueiro também. Edmundo era assim. Não gosto da ironia, do desprezo e do não saber vencer. Prefiro a dignidade dos jogadores de rugby, que fazem da pós carnificina uma ode ao esporte. Neymar precisa aprender com eles. Ou com Lionel Messi.


Liverpool ensina ética a Philippe Coutinho
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O Liverpool, que revelou nos anos 60, o ataque formado por Lennon, McCartiney, Harrison e Starr, manteve Coutinho

O fim de janela de transferências no futebol europeu frustrou muita gente. Aqui, o Brasil, e em vários países do mundo, caíram por terra as análises de como Philippe Coutinho se encaixaria no time do Barcelona. Em qual posição do campo iria melhor? Seria simplesmente o substituto de Neymar no tridente com Messi e Suárez, ou jogaria mais atrás? Formaria um quarteto com Suáraez, Messi e Dembelê? Seria uma dupla com Iniesta?

Os campinhos virtuais fervilharam. Natural, afinal essa é uma das brincadeiras mais gostosas para quem gosta de futebol. Somos treinadores e gerentes ao mesmo tempo. Gastamos dinheiro que não temos e montamos times que nunca perdem. No papel. Ou na tela dos nossos computadores.

E havia todo motivo do mundo para exercer nossa criatividade com Coutinho no Barça. Afinal: 1) o Barça é rico 2) o Barça ficou muito mais rico com a saída de Neymar 3) o Barça queria Coutinho 4) Coutinho queria o Barça 5) Coutinho fez pressão para sair.

Tudo resolvido. Como disse Ronaldo Fenômeno, jogador quando quer sair, sai. Ninguém segura.

Mas a equação esqueceu do Liverpool. E de que havia um contrato assinado. E que o Liverpool poderia fazer valer seus direitos.

Poderia, mas ninguém faz isso. Vai ficar com jogador descontente? Vai deixar de vender agora, aproveitando o absurdo aquecimento do mercado em virtude da saída de Neymar? Vai perder a chance?

Vai. Vai. Vai. Foi.

Não queremos vender e ponto. E caberá a Coutinho cumprir o seu contrato.

O que, significa simplesmente, fazer valer o que assinou. Mostrar que sua assinatura tem valor. Antigamente, dizia-se do valor da palavra, do fio do bigode, agora o Liverpool exigiu apenas que ele cumprisse o que assinou. E pelo que é muito bem pago.

É impressionante como jogador de futebol e seus empresários não respeitam o clube. O roteiro é sempre o mesmo. Surgem informações de interesse de outro time pelo craque e ele responde assim:

Para mim, não chegou nada.

Deixo essas coisas com meu empresário.

Meu foco é aqui no Cantareira.

Só penso em (aqui há muitas possibilidades) a) levar o Cantareira de volta de onde nunca deveria ter saído b) tirar o Cantareira dessa situação que não merece c) conseguir levar o Cantareira para a Libertadores d) ganhar esse título.

Enquanto isso, o empresário atua em outra frente. Tenta colocar o jogador em outro time. Faz pressão com a proximidade do fim das janelas de transferência. E, se nada der certo, vai a público e diz:

Cristiano Alberto mostrou seu amor pelo Cantareira e merece ser valorizado.

Merece ser valorizado = Merece um aumento.

Fácil, não é?

Eu me lembro do goleiro Felipe, quando queria sair do Corinthians. Andrés Sanchez, o presidente de então, disse que estava tudo bem, desde que ele devolvesse as luvas que havia recebido.

Luvas é um bônus que o jogador assina ao receber contrato. Assinou por cinco anos e vai ganhar R$ 100 mil por mês. E recebe R$ 1 milhão no dia da assinatura do contrato. Assinou por três anos, recebe R$ 1 milhão. Vai sair após um ano e meio, devolve R$ 500 mil, certo? Ou então, o jogador assina contrato, recebe um bônus e um mês depois pede para sair.

Felipe não entendeu. E disse que o jogador sempre é o lado mais fraco da história. Felipe, para quem não lembra, é aquele goleiro que se recusou a pular em um pênalti contra o Corinthians, em Campinas, em 2009.

Ao contrário do que disse Felipe, o clube é o lado mais frágil nas relações trabalhistas, quando tem de enfrentar, ao mesmo tempo, outro clube, o jogador e o empresário.

Parabéns ao Liverpool, que subverteu essa regra e mostrou seu valor.

Você pode ler um belo texto sobre esse assunto. É de Giovani Martinelli em

https:/gestaofc.blogspot.com.br


Neymar e Leônidas: tudo a ver
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A transferência de Neymar é a maior da história do futebol mundial. Por isso, quando se fala em R$ 800 milhões, não existe paralelo possível com nenhuma outra, em nenhum outro tempo. Mas, ressalvando-se comparações financeiras, a chegada de Neymar ao aeroporto Charles de Gaulle tem a ver com outra, mais modesta, há  75 anos: a chegada de Leônidas da Silva, de trem,  à estação do Norte, no Brás, vindo do Rio. Para defender o São Paulo.

Os 200 contos pagos pelo São Paulo foram a maior contratação do futebol brasileiro até então. E, com Leônidas, o São Paulo tentava o mesmo que o PSG tenta agora, com Neymar. Subir de patamar, tentar igualar-se aos grandes clubes. Do mundo, no caso dos franceses, do estado, no caso do São Paulo.

Fundado em 1970, o PSG, a partir da inversão de dinheiro estrangeiro, foi se fortalecendo. Ganhou muitos títulos franceses, mas quer a Liga dos Campeões. Quer lutar pelo domínio do futebol mundial com o Real Madrid. Bayern, Barcelona, Juventus, nada disso assusta o PSG. Eles querem a Liga. Depois de Neymar, está chegando Mbappé.

O São Paulo não tinha títulos paulistas. O de 1931 só foi reconhecido agora, quando o clube oficializou em seu novo estatuto a data de 25 de janeiro de 1930 como data de sua fundação. O estatuto antiga dizia que dizia que o clube “foi fundado em 16 de dezembro de 1935, como continuidade do São Paulo Futebol Clube nascido em 25 de janeiro de 1930”. O São Paulo encerrou as atividades em janeiro de 1935, por questões financeiras e foi refundado em 25 de dezembro do mesmo ano.

Palestra Itália e Corinthians eram os donos do futebol paulista. Com a chegada de Leônidas, o artilheiro da Copa de 1938 e maior jogador do Brasil naqueles tempos, o São Paulo tentava mudar o jogo. E conseguiu, apesar das desconfianças. Leônidas já tinha 29 anos e fama de indisciplinado. Havia cumprido pena, acusado de falsificar documentos em 1935 para não servir o Exército. Foi chamado de bonde dos 200 contos. Mas a torcida tricolor levou dez mil pessoas à Estação do Norte, no Brás para recepcionar o ídolo, em abril de 1942. A estreia foi em 24 de maio, com 70 mil pessoas no Pacaembu. Nada de excepcional. No segundo jogo, o primeiro gol (vitória de 4 x 2 contra o Santos) e no terceiro, gol de bicicleta, sua marca, na derrota por 2 x 1 para o Palestra.

E vieram os títulos. Campeão paulista em 1943, quando “a moeda caiu em pé”, derrubando a dualidade então existente. E foi campeão novamente em 1945, 1946, 1948 e 1949. Todos com Leônidas, que fez 144 gols em 212 partidas. Média de 0,68 gols por jogo. Na seleção, foram 37 gols em 37 jogos.

Leônidas transformou o São Paulo em um gigante paulista. Neymar vai transformar o PSG em protagonista mundial? A Liga está aí, as pedras estão lançadas.


Paulinho foi contratado para mudar o Barcelona
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A contratação de Paulinho causou espanto entre torcedores do Barcelona espalhados pelo mundo. Todos têm dificuldades em ver o estilo do titular da seleção brasileira se encaixar no jeito Guardiola de ser, com o culto à posse de bola e à troca de passes. São viúvas de algo que já se modificou a partir da chegada de Luís Henrique e que parece se aprofundar agora, com a chegada de Ernesto Valverde e a saída de Neymar.

É um novo Barcelona em construção. E Paulinho foi uma contratação cirúrgica. O Barça tentou ainda antes da saída de Neymar, oferecendo 20 milhões de euros aos chineses, que bateram o pé e exigiram o que conseguiram: 40 milhões de euros, o valor exato da multa.

Um indicativo de que o Barça queria Paulinho e mais ninguém. O clube catalão consultou Tite, que recuperou Paulinho para a seleção brasileira, depois de uma péssima copa sob o comando de Felipão.

Ora, alguém consulta o treinador da seleção e gasta 20% do que arrecadou com a saída de Neymar para ter um jogador que não se adapta a um esquema? Para mim, a leitura é outra. Paulinho foi contratado para mudar o esquema. Fica mais claro ainda com a declaração de Valverde: “Paulinho é um jogador muito importante no Brasil, um jogador que tecnicamente é importante, um jogador forte que nos pode ajudar desde outra perspectiva. Não há outro jogador como ele no elenco”

Ou seja, Paulinho veio para mudar o Barça. Desde o apito inicial, ou desde o banco. Depende dele.

Paulinho é o típico quebra-linhas. As tais duas linhas de quatro precisam ser atacadas também com a infiltração dos volantes. Mal comparando, é o que Thiago Mendes faz e Petros não faz. É o que Paulinho faz e Busquets não faz. Os dois podem jogar juntos, com a saída de Raktic. Ou os três, com um descanso a Iniesta (que não vai jogar todas).

Capaz de fazer três gols no Uruguai em Montevidéu, me causa espanto que Paulinho cause tanta rejeição nos culés brasileiros. A realidade está aí para todos verem. Paulinho foi monstro no Corinthians, ganhou Libertadores, ganhou Mundial e está sendo monstro na seleção. Os puristas guardiólicos preferem lembrar de seu insucesso com Felipão e no Tottenham. Faz parte da má vontade que existe contra o futebol brasileiro. Um vira-latismo que não se sustenta quando se dá uma rápida olhada sobre a história do futebol mundial.