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Neymar, apenas sombra de Rei Sol
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Menon

O jornal L’Equipe publicou duas enquetes logo após o empate entre Napoli e PSG.

A primeira perguntava qual o jogador mais decepcionante do jogo. Neymar liderava com 41% dos 6 mil votos.

A segunda perguntava quem havia sido o jogador mais “impressionante” do jogo. Neymar estava em terceiro, com 11% dos 4 mil votos, atrás de Mbappe e Bernart.

Foi mais uma jornada opaca de quem foi contratado para ser o Rei Sol de um Paris, que está em terceiro e ameaçado.

Boas jogadas? Sim, é lógico. Neymar é um grande jogador. Mas não foi contratado por isso. Ganha muitos milhões para fazer a diferença.

Não tem feito. No segundo tempo, quando o Napoli massacrou o PSG, ele não conseguiu ser o líder técnico, capaz de uma jogada espetacular. Não foi o líder mental, capaz de acalmar o time. Ou de elevar o ânimo.

Nada.

Nos 15 minutos finais, quando o Napoli dava sinais de exaustão, ele tentou algumas jogadas individuais, carregando a bola. Foi dominado facilmente, sem falta, por Allan.

O PSG espera mais de Neymar. Talvez receba nos dois últimos jogos.

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Edu pede mais dribles e respeito com Neymar
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Menon

ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Pouco sabem, ou não se lembram, quem foi Jonas Eduardo Américo. Sobretudo os mais jovens.

Mas se falarmos do ponta esquerda Edu, logo virá à lembrança um dos maiores dribladores do futebol brasileiro e mundial. Hoje aos 69 anos, tocando projetos para a revelação de jovens talentos em clínicas de futebol no Paraná e também nos Estados Unidos, o grande camisa 11 do Santos de Pelé e da seleção brasileira lamenta a falta de ousadia e encanto nos gramados, diz que está difícil surgir “feras” e “ídolos” no “chato” futebol brasileiro, reclama dos “invejosos” de Neymar e protesta contra técnicos que querem “acabar com o drible”. “Só pedem pra tocar, tocar, desde a base. Também não poupa os atletas. “Os jogadores pegam a bola mano a mano e esperam alguém chegar para tocar de lado ou para trás”.

Ele fala com propriedade. É um dos mais vitoriosos Meninos da Vila. Com 16 anos, disputou a Copa da Inglaterra.

Com tantos jogos robotizados, ele sofre ao assistir as (poucas) partidas, revela que quando se encontra com o amigo Pelé evita falar de futebol justamente para não “passarem raiva”, mas deposita confiança em dias melhores. Presença assídua nos duelos do Santos na Vila Belmiro, aposta em vaga na Libertadores de 2019.

O futebol brasileiro perdeu o encanto?

Muito (risos). Muito mesmo. Se você vai no teatro, quer ver um bom espetáculo. Futebol também, mas hoje em dia se você der dois dribles já não pode, é menosprezo. Garrincha, Canhoteiro, Edu não jogariam no futebol de hoje. Naquela época, chegávamos com estádios cheios, lotados, todos juntos, sem separação de torcida. Hoje só tem torcida de um time, isso não existe. Machuca muito.

Rei dos dribles, acha que falta ousadia a nossas novas safras? A culpa seria de quem?

 Vem da base. Lá, você acompanha o trabalho e vê o treinador o tempo todo: toca, toca, toca… É muito do preparo do jogador e fica difícil surgir craque assim. Ter habilidade é essencial, o jovem tem de tentar algo diferente, por isso adoro Neymar, Messi, Rodrygo, Vinícius Júnior, que vão pra cima. Têm também o Cebolinha (Éverton, do Grêmio) e o Dudu, do Palmeiras. Se você vai para cima, já tira alguém da jogada e sempre sobra um companheiro livre. Antigamente era assim. A base do Santos beneficia a ousadia, por isso revela tanto, pois não visa esse lado só de toques. Se tem habilidade, vai para cima.

Então os treinadores inibem os dribles?

O treinador dá orientações, mas não tira a genialidade, não proíbe o drible. Acho que vai muito do jogador também, de o cara ser ousado dentro de campo. Eles não vão para cima, pegam a bola no mano a mano e param, não encaram, ficam esperando alguém chegar e tocam de lado ou para trás. O futebol fica chato sem drible, tanto que nem estou vendo tantos jogos.

Algum jogador no nosso futebol se assemelha ao que o Edu fez na carreira?

Hoje é muito difícil. Gosto do Neymar e do Messi, que estão lá fora. Cristiano Ronaldo é mais o estilo do Pelé, finalizador, sem tanto drible. Mas faz muitos gols. William e Hazard, do Chelsea, e Ribéry, são outros que ainda me fazem ficar na frente da televisão para ver futebol. Que coisa linda é o drible, quando jogava, a torcida ficava de pé para aplaudir. Mas acabaram com aquele romantismo.

 O Pelé anda com problemas de saúde e pouco sabemos sobre seu estado clínico. O senhor tem se encontrado e conversado com ele?

Não tenho falado muito com ele, mas está inteirão, com a saúde boa. Ele tem um problema na perna por não conseguir fazer o tratamento correto por causa dos tantos compromissos. Uma hora está na Arábia Saudita, outra na Índia, fica sem tempo para cuidar da saúde adequadamente.

 Mas nos encontros, ele anda dando pitacos no nosso futebol também? Cornetando alguém?

Difícil sobrar tempo para falarmos de futebol. Conversamos sobre outras coisas, procuramos evitar conversar sobre jogos, pois anda bem complicado, é até constrangedor para ele o que anda vendo. Com todo respeito aos jogadores atuais, mas anda difícil dizer que esse ou aquele é fera. Hoje não tem ídolo.  Qual o nosso ídolo? Você não vê um jovem dizer que quer ser como A, B ou C no nosso futebol. O ídolo (Neymar) foi embora, aqui no Brasil você não vê, não tem.

Depois da decepção na Copa do Mundo, optamos por disputar amistosos com seleções fracas, como El Salvador, Estados Unidos e Arábia Saudita. Acha correto? Não seria bom enfrentar os gigantes europeus?

Acho que não tem muita diferença. Temos de ver nossa seleção, não avaliar se o rival é fraco, e sim de quanto ganhamos, o que fizemos. Estamos no caminho certo. Após a Copa que perdemos aqui (2014), enfrentamos os melhores e ganhamos de todos eles. Somos os melhores do mundo e temos de manter a tradição de ser o país do futebol, sem ficar copiando os outros. Eles sim, vêm aqui para nos copiar. Deixe a seleção trabalhar, sem polêmicas.

 E como avalia esses recentes jogos da seleção brasileira?
 Jogos duros. Os adversários conhecem bem o Brasil, sabem da dificuldade de sair para nos atacar, então optam por fazer um ferrolho atrás, como fez a Argentina, e evitam dar espaços. Aí vai da nossa criatividade, e é difícil não acontecer um gol. Sabemos jogar, temos habilidade e estamos querendo vencer.
 O fato de o Neymar estar atuando mais como um meia no PSG atrapalha seu desempenho quando está com a seleção?

Nada a ver. Se joga mais centralizado ou como um ponta, vai aparecer do mesmo jeito, pois tem habilidade para criar. Cria e faz. Dia desses o PSG goleou, ele fez o dele e ainda participou com assistência de três gols do Mbappé. Claro que jogar num clube é uma coisa, na seleção é outra.

 Muitos criticam o Neymar por causa de suas vaidades, regalias e falta de cobrança mais rígida. Seriam esses os motivos para ele ter caído de produção?

Na seleção de 1970 tínhamos o Rei, que decidia. Mas o Pelé sabia que fazia parte do grupo e não se considerava o bambambam. Única coisa que vejo de errado no Neymar é que, às vezes, ele não facilita as jogadas. Toca e sai para receber, é habilidoso e com sua velocidade ninguém vai pará-lo. Mas ele prefere querer sofrer faltas. Alguém precisa chegar e pedir para ele facilitar, pois é um gênio, joga muita bola. Isso cabe aos técnicos. Dei conselhos a ele no Santos para não exagerar nos dribles. Passou por um, dois, não queira passar por quatro, cinco, faz a tabela, pois os zagueiros são lentos, diferentemente dos laterais, e ele vai sempre levar vantagem.

  O vê como um menino mimado?

Mimado, não. Acho ele hoje um homem, uma pessoa que sabe de suas responsabilidades, o que representa para nossa seleção. Mas existem os invejosos que querem criticá-lo.

Acha que o Brasileirão já está decidido para o Palmeiras?

O Palmeiras está num momento muito bom, numa crescente. Conta com um elenco muito forte, por isso chegou. Agora, manter esse ritmo normalmente é bem difícil e não dá para dizer que está decidido. O São Paulo estava no topo, sem ninguém por perto e caiu. O futebol é bonito, maravilhoso, encantador por proporcionar a quem não está bem se recuperar, subir e ir às finais, brigar por taças.

 O Santos poderia estar brigando pelo título brasileiro caso o Cuca tivesse chegado antes? Até onde vê essa equipe chegar?

O Santos vai entrar na zona de classificação à Libertadores. Mas não sei se foi pela chegada dele ou por causa da saída do outro treinador (Jair Ventura). O problema é que no início do Brasileirão o time perdeu muitos pontos bobos na Vila Belmiro. Não podia. A Vila é a casa do Santos, um alçapão, que os times já desciam com medo. Agora, descem sem problemas. O Santos tem uma sina de perder para os pequenos. Foi assim contra o América-MG aqui.

Como está vendo essa volta por cima do Gabigol na carreira?

Não digo uma volta por cima, apenas está marcando e atacante vive de gols. Ele passou por um momento ruim porque a bola não chegava. Mas o Santos fez uma contratação especial, esse Sanches joga muita bola. Um bom jogador que eu já admirava desde o River, da seleção do Uruguai, que cria e dá opções.

Seguindo no assunto Gabigol, o Santos tem de fazer loucuras para segurá-lo? Ou gostaria de vê-lo voltando à Europa para mostrar seu real valor?

Ele já tem compromisso com a Inter (de Milão), infelizmente não deseja continuar, quer voltar a jogar na Europa. Mas tem de chegar lá com os pés no chão, com humildade para reconquistar o espaço que perdeu. O Santos não tem como segurá-lo, a Inter vai pedir muito dinheiro.

O Corinthians pode cair?

Vai sofrer bastante. Vem de derrotas numa final e tem jogos complicados pela frente. Até pela cobrança do torcedor e pela pressão, precisa se reencontrar logo, senão será um fim de ano complicado.

 Como avalia o trabalho de Jair Ventura, que não foi bem no Santos e agora não engrena em outro gigante paulista?

Jair foi bom treinador para o Botafogo, pois na época conhecia todo mundo desde a base. Veio para o Santos e não conhecia ninguém, deixou o time lá embaixo, e também não faz bom trabalho no Corinthians. Pode vir a se tornar um grande treinador, mas o momento é ruim.

 Falando de outro treinador, Diego Aguirre estava muito bem no São Paulo, ganhou o primeiro turno e liderava. Agora, com a queda de produção do time, está sendo vaiado e já se questiona até a sua renovação para 2019. Os dirigentes não deveriam acreditar mais nos treinadores?

Na minha opinião, técnicos precisam conhecer o clube. O São Paulo foi lá fora, trouxe um uruguaio e tudo bem. Não é assim. Ele foi bem no Inter, mas tinha jogado lá. No São Paulo a coisa foi completamente distinta. Precisa saber da história de um clube. Ele chegou, deu uma acertadinha, mas o que faz agora?

 Sobre arbitragem, o senhor aprova o uso do VAR?

Acho legal, já que muitos lances o árbitro infelizmente não vê e a imprensa fica avaliando depois de voltar e repassar muitas vezes. Com o VAR os juízes vão ter a chance de ver onde erraram.

 Essa seria a saída, então, para evitar tantas polêmicas e erros dos nossos homens do apito?

Com certeza. Os árbitros dão pênalti sem convicção, ou às vezes interpretam que não foi. Com o VAR vão fugir das polêmicas.

PS – Entrevista feita pelo jornalista FÁBIO HÉCICO


Dadá Maravilha vê o Corinthians vivo para a decisão
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Menon

Dadá Maravilha dá seus palpites para a finalíssima da Copa do Brasil (Reprodução/YouTube)

Se o Cruzeiro tivesse Dadá Maravilha, um dos maiores goleadores do futebol brasileiro em seu elenco, certamente o título da Copa do Brasil já estaria decidido. É a opinião do eterno centroavante de Atlético-MG, Internacional e da seleção brasileira, hoje comentarista da TV Alterosa.

Artilheiro por onde passou, acha que o time mineiro desperdiçou a chance da vir “passear” em Itaquera ao fazer somente 1 a 0 no jogo de ida e agora o coloca em enorme perigo diante do Corinthians, sobretudo pela força da torcida alvinegra. Dadá vê o Timão bem vivo na luta pelo título da Copa do Brasil, diferentemente dos rivais do Palmeiras no Brasileirão, para ele o time que encanta e vai erguer a taça sem ameaças. “Tem de tirar o chapéu pro Felipão, botou o time pra correr, os jogadores dão a vida por ele, o que não ocorre em outras equipes. Se precisar dar cabeçadas, vão fazer”.

O ex-camisa 9 está satisfeito plenamente com o trabalho de Scolari e ainda dá voto de confiança a Tite, mas exigindo mais rigidez no comando da seleção brasileira, principalmente na hora de cobrar empenho de Neymar, em sua opinião “um craque sem senso de profissionalismo” que mais se preocupa com vaidades, “frescurinhas”, do que em jogar bola.

O Cruzeiro mandou no primeiro jogo da final da Copa do Brasil diante do Corinthians, mas ganhou por apenas 1 a 0. Foi pouco ou a final está decidida em sua visão?

O Cruzeiro fez muito pouco, ainda mais pela tradição do Corinthians, que tem muita força diante de sua torcida. Se fosse 2 a 0, acho que estaria decidido pelo toque de bola dos mineiros. Com a vantagem mínima, corre riscos. O Cruzeiro, quando apertado, se perde em campo. Ficou comprovado na derrota para o Vasco, que está bem fraco. Fosse 2 a 0 e só perderia a taça por W.O.

Mesmo com o Corinthians atuando pouco na ida? O que achou da postura corintiana naquele jogo, foi covarde?

Não teve covardia, o Corinthians foi malandro, jogou para empatar ou perder por 1 a 0, resultados que sabia ter condição de conseguir virar em casa. Ele foi estratégico e agora atuará com muita vibração em casa. O Cruzeiro é um time cascudo, mas ainda está fragilizado com a eliminação diante do Boca Juniors na Libertadores. O Corinthians tem de aproveitar isso e nessa hora a torcida faz a diferença.

Qual deve ser a estratégia do Cruzeiro?

Eu, quando jogava, entrava em campo falando para meus companheiros que iríamos ganhar o jogo, não importa o adversário. Tem de deixar o adversário nervoso e amedrontado. Fala que vai para cima, sem medo.Mas muitos times no Brasil estão jogando por uma bola, o 1 a 0 virou placar gigante…

O Corinthians perdeu jogadores, sofreu com a saída do Rodriguinho e está se arrumando, por isso a postura. A verdade é: desde que levamos os 7 a 1 nosso futebol ficou medroso, na seleção e também nos clubes. Onde vamos jogar, os rivais já fazem o sete com as mãos e isso irrita. Tem de esquecer as provocações. Argentino, por exemplo, passa a mão no nosso jogador e ele quer responder com porrada, é burro. Se passar a mão um vez, vai lá e faz um gol. Repetiu, marca outro. Temos de esquecer o passado e mostrar personalidade em campo, responder com sacanagem, na malandragem.

Quais times conseguem encantá-lo atualmente?

Me encantando mesmo está o Palmeiras. Tem de tirar o chapéu pro Felipão, botou o time pra correr, os jogadores dão a vida por ele, o que não ocorre em outras equipes. Se precisar dar cabeçadas, vão fazer. Veja o carinho que fez com o menino lá, o centroavante (Deyverson). Ele estava em baixa e agora, além de gols, vem jogando muito. Devia ir à missa agradecer pelo Felipão.

Algum time o decepciona?

O Flamengo, que parou de jogar depois da Copa do Mundo. Até deu uma recuperada agora, mas, assim como o Internacional, sofre com a irregularidade.

Então, o senhor não vê ninguém com capacidade para desbancar o Palmeiras na corrida pelo título? (O líder soma 14 jogos seguidos sem derrota no Brasileirão, vem de quatro vitórias seguidas e tem três pontos de vantagem sobre o Inter)

Pelo futebol apresentado pelo Palmeiras, ele tinha apenas de seguir os passos do Grêmio, único capaz de superá-lo e de quem acabou de ganhar. Ninguém mais tem condição de derrubar o Palmeiras, agora com total pinta de campeão e que não acho que vá mascarar.

Isso é fruto apenas do trabalho do Felipão?

Total mérito dele, que chegou e arrumou a casa. Com carinho e pela imposição. O que precisar fazer, os jogadores farão pelo Felipão.

Além dele, Renato Gaúcho, Mano Menezes e Cuca vêm se destacando pelo ótimo trabalho. É o momento dos técnicos mais experientes?

Eles têm a experiência, mas os mais jovens também podem ser copiados, como o Fábio Carille. O cara é bom e não ficava só falando bonito, como muitos que vêm com papo de linha de frente e outras coisas. Linha de frente é o caramba, é futebol jogado.

Teremos Brasil x Argentina nas duas semifinais da Libertadores. Acredita em final brasileira?

Temos totais condições, mas times argentinos são cascudos, sabem disputar jogos decisivos. Nessa hora precisamos fazer o que sabemos, sem querer inventar, ficar tentando dar lençol, carretilha, isso é coisa do passado. Quanto mais simples jogar, melhor. A seleção brasileira de 1970 foi a melhor de todos os tempos e não víamos ninguém querer fazer o que não sabia. Dribrar três, quatro é para Garrincha e não o temos mais. Temos de saber das nossas fragilidades e ganhar fazendo o arroz com feijão, mas bem temperado como o Dadá Maravilha fazia.

A seleção brasileira decepcionou na Copa do Mundo, mas mesmo assim a maior parte daqueles jogadores está sendo chamada. Acha correto?

Nosso treinador tem de pensar diferente, mas não tiro sua razão em querer dar uma moral aos jogadores. Para mim, porém, quem saiu desmoralizado não precisa de uma chance tão rápido, pois pode não voltar a produzir, tem de buscar alternativas, dar oportunidade a quem vem bem. Senão ele desanima, fica triste por estar melhor e não ser lembrado.

Qual sua avaliação do trabalho de Tite?

Gosto do Tite, faz um trabalho excelente, e tem direito de errar. Mas precisa buscar alternativas, dar chance a outros, usar mais o grupo e parar com algumas frescuras do Neymar. Chegar de helicóptero no treino, levar família para hotel… Isso não é profissionalismo e o Tite tem de mostrar quem manda. O Zagallo foi um baita treinador e apesar de dizerem que qualquer um seria campeão com a seleção de 70, era ele quem mandava. Ele participava da peladinha, brincava, mas na hora da concentração, de cobrar seriedade. Se impunha e todos o respeitavam.

Vê alguma injustiça mas convocações. Alguém que merecia estar há mais tempo na equipe nacional?

Os meninos do Grêmio deviam ir antes, esse Artur, agora do Barcelona, joga muito, assim como o Luan. E pela bola que vem jogando esse Cebolinha (atacante Éverton), tem de dar mais chance a esse menino.

Dadá Maravilha jogaria fácil em qualquer time atual ou alguns têm centroavantes à altura do que o senhor fez no futebol?

Dadá, para ser sincero, foi muito bom. Dadá é Dadá, jogador de velocidade incrível, impulsão fenomenal. Não existia quem subia 90 centímetros parado. O companheiro cruzava e era gol. Mas eu treinava muito. Dava 100 cabeçadas e 100 chutes depois dos treinos. Quem faz isso hoje. Atualmente vejo os caras perdendo gols que eu vendado não perdia.

Não me venham com a problemática que eu tenho a solucionática foi uma das frases marcantes do senhor. Quem poderia fazer a diferença no nosso futebol hoje em dia?

A frase mais marcante do nosso futebol. Olha, continuo acreditando no Neymar, mas o problema dele é a vaidade boba. Se preocupa demais com o cabelo, com relógios, calça… Coisinhas que não entram em campo. Deus deu tudo para ele ser um dos maiores. Mas tem de ser profissional. Eu era profissional. Se tivesse a técnica dele daria um Pelé. Me dê 15 minutos de conversa com o Neymar e ele se tornará o melhor do mundo. Como jogador é bom, mas tem umas frescurinhas. Precisa ser humilde, não ficar querendo driblar, dar caneta o tempo todo. Isso é para Gerson, Rivellino, Garrincha… Pelé foi o maior e não queria ficar dando canetas.

Algum outro dos que jogam em solo verde amarelo?

O (Philippe) Coutinho é outro grande jogador, mas também está lá fora. Aqui temos o Pedro, que vai se tornar um grande goleador, é uma boa revelação.

O fato de nossos jovens irem rápido para o futebol europeu e lá ficarem “encostados” por falta de adaptação está prejudicando nossas novas safras?

Não concordo com esse negócio que precisam de tempo para adaptação. A bola é redonda em todo lugar. Se eu for para a Argentina, para o Japão, vou fazer gol, pois o futebol é o mesmo.


Neymar e mais nada
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Menon

O que um jogo como esse contra a Arábia Saudita pode trazer de bom para Tite? Que tipo de observação? Aquela que já deveria ser uma realidade há tempos: Neymar é muito bom para ficar restrito à ponta-esquerda.

Ele jogou solto, flutuando e sobrou no jogo. Ótimos passes, mudança de ritmo, inversão de jogadas e um belo passe para o gol de Gabriel Jesus. E a bola na cabeça de Alex Sandro, para o segundo gol.

Um outro passe, tão belo quanto, foi desperdiçado bisonhamente por Lucas. A dupla entre eles pode melhorar muito. É algo a ser incentivado.

O que mais? Pouca coisa.

Fabinho e Alex Sandro foram mal ofensivamente. Nada de ultrapassagem. Fabinho, além disso, teve dificuldade com Al-Dawsari, sempre acionado por Al-Faraj. Os dois e também Al-Shahrani foram responsáveis pelo surpreendente toque de bola saudita.

E Fred? Inexplicável a paixão de Tite por ele. Levou para a Copa em má condições físicas, não usou e continua apostando nele.

Jesus? Fez um gol. Ponto.

Pablo? Boa partida.

Mas, é preciso relativizar. Um gol, um drible, uma antecipação…Mas do outro lado era a Arábia Saudita.

E a relativização precisa ser maior ainda, quando se lembra da expulsão (justa) do goleiro aos 40 minutos.

Tomara que tenha sido o calor. Taí uma boa desculpa.

 


Messi brilha. Tomara que esteja na decisão em 1 de junho
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Menon

Lionel Messi fez três gols na estreia do Barça na Liga dos Campeões. Três dos quatro a nenhum contra o PSV. O primeiro, com uma cobrança de falta perfeita, cirúrgica, e os outros dois mostrando o seu poder infinito de definição. Simplicidade como requisito para letalidade. Tomara que seja assim a temporada toda, até a final em 1 de junho do ano que vem no Metropolitano de Madri.

Sim, sou Messi F.C. Que alegria imensa seria vera final lá, no antigo Vicente Calderón! Se não for possível, será bom mesmo em alguma sala de cinema da querida cidade de São Paulo. É muito importante para quem gosta de futebol ver Lionel Messi no auge. Evidentemente, não sei se ele estará no auge, não sei se ele se classificará para a fase seguinte, não tenho garantia de nada. Só esperança. Mas sei que Messi na final é o melhor para o futebol. Bem, se não concordam, reformulo. Sei que é o melhor para mim. Posso ser egoísta, não é?

E Messi, apesar de marcar três, nem fez o mais bonito gol argentino do dia. O troféu fica com Icardi, aos 40 do segundo tempo, iniciando a virada da Inter contra o Tottenham. Se a Argentina sonha com um novo ciclo bem melhor que o anterior, não deve prescindir de Icardi, apesar da restrição do vestiário à sua presença. Ele é imprescindível, pode formar uma linda parceria com Lionel. Ou, quem sabe, um trio, com Dybala.

Golaço também foi o do belga Meunier do PSG contra o Liverpool. O início de uma recuperação que se fortaleceu com Mbappé, após a única boa jogada do apagado Neymar, mas que virou fumaça na definição perfeita de Firmino, já recuperado do dedo o olho da semana passada.

Foi só o começo. Golaços. Um gênio de volta. Ah, que inveja que dá. Como o nosso Brasileiro poderia ser muito melhor do que é. Bastaria que os treinadores um pouquinho (ou um poucão, melhor ainda) de ousadia. Que abandonassem o medo de perder.


Tite continua bajulando Neymar
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Menon

Tite tenta consertar um erro com outro erro. Muito maior. Acabou com o ridículo rodízio de capitães, cara de uma seleção sem personalidade, e escolheu Neymar como o novo capitão.

Basta lembrar do comportamento de Neymar na Copa para ver como é uma escolha errada. Egoísta, sem compromisso com o coletivo, sem controle emocional, sem respeito a árbitros, Neymar é a pior opção.

Onde está a meritocracia pregada por Tite e já arranhada na escolha de seu filho como auxiliar?

Após a Copa, Edu Gaspar passou a mão na cabeça de Neymar. Um “menino”. E disse que não é fácil ser Neymar. Fácil é ser João e pegar dois ônibus para trabalhar em uma construção.

Agora, o menino Ney é promovido. Como entender?

Há uma explicação. Dando a ele uma grande reciprocidade, Tite espera retorno. Espera que ele cresça. Se não acontecer, Tite estará de mãos atadas. Não terá força para rebaixar o menino Ney. E o Brasil terá um jogador imaturo como capitão.


Treze nomes para Tite iniciar a renovação necessária
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Menon

A preparação da seleção brasileira começou errada. Tite não deveria continuar depois do trabalho regular e morno apresentado no Mundial da Rússia. E o segundo erro vem com os amistosos contra EUA e El Salvador. O que acrescentam estes adversários? Nada. Acho que a seleção deveria voltar a se reunir apenas em 2019, mas como teremos Copa América no Brasil é correto antecipar os trabalhos.

Da turma que foi à Rússia, eu daria um descanso para Neymar. Já que os rivais serão EUA e El Salvador, deixemos nosso maior craque de lado. Ele não é necessário e sua ausência temporária facilitaria dar chance a novos jogadores. O que eu acho, deveria ser a prioridade da convocação.

Também deixaria fora Thiago Silva e Miranda, que já passaram dos 30. Marcelo também. Ele é ótimo, mas fez duas Copas ruins. Pode voltar depois. Fernandinho e Paulinho, eu deixaria fora de qualquer plano. Duas Copas ruins de cada um. E olha que sempre fui fã de Paulinho. Taison? Não. Não. Alisson, também não levaria. Daria chance a Ederson.

Eu chamaria 13 jogadores novos. É hora de iniciar um novo ciclo. Nem todos chegarão ao Catar, mas a primeira chance deve ser dada agora.

Militão – É ótimo marcador, o melhor do Brasil no um contra um. Além de lateral, pode jogar de zagueiro também. Tem nove anos a menos e 20 centímetros a mais que Fagner.

Felipe –  É titular do Porto há dois anos e grande destaque do time. Tem altura (1,90m) e técnica. Tem 29 anos.

Dedé – O melhor zagueiro do Brasil. O melhor zagueiro brasileiro. Estava na lista dos 35. Tem 30 anos.

Arana – Misto de Marcelo e Filipe Luis, o que não significa que seja melhor que eles. Mas, aos 21 anos, é o substituto natural.

Maycon – Também com 21 anos. Volante que marca e chega ao ataque.

Arthur – Vai ser titular rapidamente, formando dupla com Casemiro. Marcará época na seleção. Foi um grande erro não estar na Copa da Rússia. Tem 22 anos.

Malcom – Agora, pelo Barcelona, tem tudo para aparecer ainda mais. Outro com 21 anos, vai ficar com o lugar de Willian.

Lucas Paquetá – Estava na lista dos 35 e dever ter oportunidade, apesar de haver decaído um pouco. Tem 21 anos.

Vinicius Júnior – Tem 18 anos e joga pelo Real Madrid. Precisa explicar?

Richarlison – Tem 21 anos e estreou pelo Everton fazendo dois gols. Veio do Watford. Tem experiência na Europa, força e técnica.

David Neres – Tem 21 nos, 54 jogos, 23 gols e 11 assistências pelo Ajax.

Pedro – Tem 21 anos e 25 gols pelo Fluminense. Tem grande poder de finalização e cabeceio. É um tipo de jogador que faz falta ao futebol do Brasil.

Paulinho – Apenas 18 anos, uma das grandes revelações recentes do futebol brasileiro.

Acho que a base da renovação passa por eles. Muitos estarão no Catar.

Apenas por curiosidade: eu escalaria a seleção com Ederson, Militão, Marquinhos, Dedé e Arana; Casemiro e Arthur; Douglas Costa, Coutinho, Richarlison e Pedro.

Dá para ganhar de EUA e El Salvador.

E vocês, convocariam quem?


Tite precisa fazer uma estátua para Felipão e outra para Dunga
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Menon

Na próxima semana, Tite fará a primeira convocação da seleção brasileira em seu novo ciclo como treinador. Se tudo correr bem, ele terá ficado seis anos à frente da seleção. Se tudo correr melhor ainda, talvez emplaque um terceiro ciclo, indo para uma década no comando do futebol brasileiro. E a sua mianutenção é aplaudida pela grande maioria da população, com entusiasmo. E uma outra parte, sem entusiasmo. Uma aceitação totalmente inexplicável quando se olha para o trabalho de Tite durante o Mundial da Rússia.

Um empate morno contra a Suíça.

Uma vitória sofrida contra a Costa Rica.

Uma boa vitória contra a Sérvia.

Vitória contra o México, após um sufoco inicial.

Derrota contra a Bélgica.

A seleção ficou em sexto lugar. A mesma classificação de Dunga em 2010. Pior do que Scolari em 2014.

Mas, se a seleção foi mal, Tite foi bem.

Não foi.

Pensemos no embate tático de Tite com outros treinadores. Foi amplamente derrotado por Martinez, da Bélgica. Ele mudou seu time, que havia sofrido contra o Japão, e Tite não teve reação alguma no primeiro tempo. No segundo, equilibrou as coisas. Contra o México, Tite foi surpreendido por Osorio, que colocou o time no ataque. Surpreendido, não. Osorio havia avisado. Se o México fizesse um gol….

Tite errou muito mais.

Levou Fred à Copa, sem condição de jogo. Clinicamente falando.

Levou Taison, sem condição de jogo. Tecnicamente falando.

E não soube lidar com Neymar. Após dois anos juntos, é impossível dizer que Neymar melhorou como jogador. Tatica, técnica e emocionalmente. Tite fez dele um protegido, alguém sofrido e perseguido. Falhou como gestor de pessoas, o que é considerado algo imprescindível hoje.

Quando digo que Tite não deveria continuar como treinado do Brasil, a resposta é a seguinte: “quem é melhor do que ele?”

Provavelmente, nenhum. Mas, quantos piores do que ele, fariam um trabalho melhor do que ele? Cinco ou seis.

Há três fatores que ajudam Tite a ter uma avaliação positiva.

O jeito professoral, baseado em midia training e o uso de termos vindos da universidade, que lhe dão uma aura de intelectual, contra o jeito meio bronco e simplório dos dois últimos antecessores.

O medo causado pelo 7 x 1, a maior comédia do futebol brasileiro. Tragédia foi 50, 2014 foi comédia. O maior vexame do esporte brasileiro. Pior do que, por exemplo, a seleção de rugbi perder para a Nova Zelândia por 1200 x zero.

O pavor de ficar fora da Copa, presente durante o segundo trabalho de Dunga na seleção. Um horror.

Tite não é avaliado por seu trabalho, apenas. Ele ganha pontos pelas besteiras dos anteriores.

Deveria fazer uma estátua para cada um, em forma de agradecimento.

 

 


Menino Ney continua bobinho
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Menon

O fato: futebolisticanente falando, Neymar saiu menor da Copa. Saiu como o grande representante da trapaça esportiva no futebol.

Um pouco exagerado. Os ingleses fizeram muito pior no jogo contra a Croácia. Sofreram um gol e tentaram dar a saída com os rivais fora de campo.

Mas o fato está aí. Está menor.

Como ele vê o fato?

Se não concorda, segue o jogo.

Se concorda, pode optar por falar ou deixar de lado.

Eu acho que ele deveria falar. Chamar uma coletiva e responder sobre o caso. Falar o que pensa. É perseguido porque sabe driblar e ninguém aceita isso? Em vez de me criticarem, deviam falar de quem me dá pancada. Se eu exagero é por necessidade, para não apanhar tanto. Sou perseguido porque sou jovem e milionário. Eu não acho que caio. Não sou fingido. O futebol de hoje é muito fechado e não há espaços. Eu acho meu espaço com drible e então me dão pancada. Havia muito a dizer. Mostrar que cresceu, que sabe enfrentar problemas, que o menino Ney ficou para trás.

O que ele faz?

Um pronunciamento pelo Instagram. (não vi porque não o sigo)

E um comercial. (não vi porque não vejo televisão aberta e, mesmo se visse, não veria o tal programa em que foi vinculado o comercial)

Ainda é um menino bobinho.

 

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A Copa que rebaixou o Brasil
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Menon

Fim de Copa. Hora de reflexão.

A seleção brasileira, já eliminada, foi aplaudida só deixar seu hotel na Rússia e ao chegar na aeroporto no Rio. Pouca gente, mas prontas a aplaudir. Aplaudir um sexto lugar.

É o fim das ilusões. Reflexo de quatro derrotas seguidas. Criou-se o consenso de que já não somos invencíveis. Nunca fomos, é claro, mas rompeu-se a sensação de estar acima de todos.

Ganhar a Copa deixou de ser normal. Já não há crise quando perdemos. Qual será o próximo passo? Chamar o Olodum e os bonecos de Olinda e decretar feriado nacional quando formos terceiro lugar? É a banalização do fracasso.

A derrota de 2018 é a mais preocupante dos últimos tempos. Além de destruir expectativas, ela chega sem desculpas. Não se pode dizer que a bagunça imperou (2006), que o treinador era neófito ou ultrapassado (2010 e 2014).

Nada. Tudo foi feito da maneira correta. Nada de sobressaltos. Classificação sem sustos, após a chegada de Tite. Convocação normal, com um ou outro nome questionável. Tite não levou Luan? Ok, Dunga não levou Neymar.

E o que se viu?

Um time titular com jogadores sem condição de jogar nas seleções que ficaram nos três primeiros lugares: Fagner, Fernandinho, Paulinho (sempre elogiei), Willian, Gabriel Jesus e Danilo.

Marcelo e Coutinho jogando abaixo do que se esperava. Marcelo, pela segunda Copa seguida.

Neymar, pela segunda vez, comprovando que, apesar de ser um grande jogador, não é alguém capaz de fazer a diferença em uma competição tão importante.

Um treinador que não soube reagir diante de surpresas táticas. Foi assim contra o México e contra a Bélgica.

Houve coisa boa? Lógico, mas a maior de todas tem data de validade: Thiago Silva e Miranda, com 37 anos, não irão ao próximo mundial.

A situação é complicada. O sinal está vermelho. Pedro, do Fluminense, é a única revelação que sabe cabecear e jogar dentro da área. Centroavante. Estão surgindo muitos jovens rápidos pelos lados do campo e nenhum Pogba.

Saudamos Arthur, nosso Modric.

Perceberam a tristeza. Os outros são referência. Podemos ter um Modric, não temos um Hazard, um Kane ou um Pogba.

É hora de enfrentar a realidade e acabar com verdades antigas como: podemos fazer três seleções, gringo cintura dura, a amarelinha ganha sozinha e o pior de todos….

Perdemos para nós mesmos. Achar que perdemos para nós mesmos é o início de uma nova derrota.