Blog do Menon

Arquivo : fabio carille

Carille continua o mesmo. Ótimo
Comentários Comente

Menon

Na volta aos trabalhos, Fábio Carille se deparou com uma esperada e pertinente pergunta. O Corinthians pode ganhar títulos como em sua primeira passagem pelo clube?

Carille respondeu o que seria possível responder. Como falar em títulos se estamos no primeiro dia de trabalho? Como falar em títulos se ainda não há um time? Vamos trabalhar com os pés no chão, com seriedade e esperar os resultados.

Olha, quer saber de uma coisa? Se Andrés Sanchez tivesse contratado Messi, Cristiano Ronaldo, Modric e Salah, Carille diria o mesmo.

É o seu jeito. A declaração confiante (“vamos brigar por coisas grandes”) só virá, se vier, depois de muito suor.

Agora, é hora de ser fiel ao seu estilo. Arrumar a defesa e depois o restante do time. Dá para confiar, principalmente após a chegada de Boselli, centroavante muito melhor que Jonatas, Roger, Kazim e outros que só fizeram a saudade de Jô aumentar.

Olho no Corinthians.


Corinthians perde o melhor técnico do Brasil
Comentários Comente

Menon

Fábio Carille trocou o campeão brasileiro pelo campeão da segunda divisão da Arábia. Sabemos da força do petróleo, mas é triste ver como os cartolas brasileiros estão abaixo do nível de nosso futebol. Fossem mais organizados e menos jurássicos…

Feito o desabafo, me parece claro que a perda corintiana é enorme. Carille, em um ano e meio de trabalho, ganhou dois Paulistas e um Brasileiro. É transformou o Palmeiras em freguês.

Carille trabalhou duro e falou baixo. Recuperou Jô. Perdeu Jô, não recebeu ninguém e não ficou reclamando. Se virou e montou a dupla Rodriguinho e Jadson, sem centravante.

O time que mais gosto de ver jogar é o Grêmio, mas acho o trabalho de Carille melhor que o de Renato. Mais constante.

E agora? Tranquilo, é só colocar o Osmar Loss. Olha, esse é um raciocínio perigoso. O Corinthians tem um problemão pela frente. Perdeu seu condutor. O melhor técnico do Brasil.


Sheik é um garotinho. Pedrinho, um veterano
Comentários Comente

Menon

O Corinthians sofreu uma blitz do Independiente no início do jogo. Levou dois gols. O segundo, infelicidade de Romero. Reagiu e, em rara jogada bem tramada, diminuiu.

O Independiente se fechou no segundo tempo. Carille voltou com Marquinhos Gabriel, o que não fez diferença. Então, aos 17 minutos, entrou o garoto Pedrinho.

Com 20 anos, mostrou maturidade e incendiou o jogo. Passou a ser a melhor arma de ataque. E sofreu muitas faltas.

Aos 32, entrou o veterano Sheik, 38 anos. E se comportou como um garoto irresponsável de várzea. Foi expulso no minuto seguinte.

Com um homem a mais, o Independiente dobrou a marcação sobre Pedrinho.

A irresponsabilidade de Sheik atrapalhou até o rendimento de Pedrinho. Absurdo.

Um dado a mais. O Corinthians fez 34 cruzamentos no jogo. Para quem tem centroavante, é muito. Para quem não tem, é um despropósito.

 


Luís Ademar e a seleção do Brasileiro=17
Comentários Comente

Menon

Pedi para alguns amigos queridos fazerem a escolha da seleção do brasileiro. Hoje, é o Luis Ademar, que eu conheço há muitos anos. Segue a escolha dele.

VANDERLEI – foi disparado o melhor jogador do Santos. Superando até Bruno Henrique. Fez defesas difíceis quando mais a equipe precisou. Muitas vitórias podem ser creditadas a milagres do paredão santista. Injustiçado na Seleção Brasileira de Tite, que convocou até Muralha.

FÁGNER – Inteligente, veloz, importante no apoio ao ataque, sem descuidar da marcação. Campeonato brilhante. Não é à toa que uma das opções de Tite para o Mundial de 2018.

GEROMEL – vive fase espetacular, com precisão nos desarmes, ótimo jogo área e, principalmente, senso de cobertura. Líder em campo, outro injustiçado que foi preterido por Tite, que cansou de chamar Rodrigo Caio.

BALBUENA – o paraguaio tem meu respeito pela maneira silenciosa em que se transformou no xerife da zaga. Ótimo no jogo aéreo, em especial na defesa, mas fundamental com gols importantes no ataque. Abusado, ele cansou de se lançar ao ataque iniciando as jogadas de contragolpes. Fez parceria de respeito com Pablo.

ARANA – o garoto me parece o futuro da Seleção Brasileira. Tem potencial para ser o substituto de Marcelo no futuro. Atrevido, habilidoso, eficiente no apoio ao ataque, caprichou em muitos cruzamentos. E jamais foi ineficiente na defesa, mesmo na momentânea má fase no returno.

MICHEL – repetiu a temporada de 2016, quando foi campeão da Série B pelo Atlético-GO. Chegou ao Grêmio e tomou conta da posição. Protege bem a zaga, sai para o jogo com inteligência e foi importantíssimo na campanha do Grêmio

BRUNO SILVA – confesso que fiquei em dúvida entre ele e Artur, moleque bom de bola do Grêmio e que futuramente também deve figurar com frequência na Seleção Brasileiro. Optei pelo botafoguense pelo papel fundamental que teve em time limitado. Importante na marcação e eficiente no ataque, onde fez vários gols e deixou os companheiros na cara do gol. Levou a melhor por ter superado suas limitações e brilhado no meio-campo.

HERNANES – Graças a ele, e com o apoio do Cueva, o São Paulo não caiu. Líder dentro e fora de campo, foi criativo, marcador, eficiente taticamente e artilheiro. Chegou, tomou conta da posição e passou até a figurar nos planos de Tite. Final de temporada espetacular.

LUAN – Vive fase espetacular. Pode ser meia, meia atacante, atacante. Jogador pelos lados, por dentro, de segundo atacante. Tudo isso por sua eficiência e polivalência. Jogou muita bola ao longo da temporada.

DUDU – travou batalha dura com Bruno Henrique, do Santos. Levou a melhor por diante de tanta pressão, em time que decepcionou com todos os treinadores, ele ter chamado a responsabilidade com dribles, velocidade, eficiência e gols. A briga foi boa, confesso, pois o santista jogou muita bola. Mas as múltiplas funções do palmeirense me fez optar por ele.

 – Foi o grande personagem do Corinthians. Um pivô inteligente e eficiente, que soube tirar proveito da estatura para aparar todas bolas de cabeça vindo da defesa. Preparou jogadas para os companheiros, mostrou muita movimentação e mobilidade, e se transformou em grande artilheiro. Impecável!

FÁBIO CARILLE – junto com Jair Ventura fez trabalho eficiente com todas as limitações do seu elenco. Tirando proveito do máximo de cada jogador, o Corinthians fez primeiro turno impecável, que dificilmente será superado por uma equipe. E nas irregularidades ocorridas no segundo turno, soube fazer modificações para colocar a equipe novamente nos trilhos.

 


Minha seleção do Brasileiro-17
Comentários Comente

Menon

Em um campeonato de pontos corridos, conta muito a regularidade. É um dos pontos que usei na minha escolha, mas não foi o único. Busquei também jogadores jovens, jogadores que chegaram e resolveram problemas e até um jogador que foi espetacular e depois caiu. E um outro que nunca foi e nunca será espetacular. Preferi o esquema 4-1-4-1 porque assim consigo colocar dois meias atuando juntos, o que acho fundamental para…o meu modo de ver futebol. Não sou fã de esquema com dois homens abertos correndo atrás do lateral e apenas um meia centralizado. Bem, aí vai. Tomara que gostem.

Vanderlei – Magro, ruim de entrevista (assim como Fábio, exagera no louvor a Deus para explicar jogos de futebol) e sem marketing, o goleiro do Santos apareceu apenas por suas qualidades. Está sempre bem colocado, mas também faz defesas plásticas, do tipo espetacular. Com o estilo Levir, não teve uma proteção eficiente, como Cássio e Marcelo Grohe, outros que gostei muito.

Militão – Uma das revelações do campeonato, o garoto que brilhava na base como zagueiro ou volante, foi chamado para resolver o problema da lateral direita do São Paulo e resolveu. É alto, o que ajuda muito na formatação defensiva, pois pode se deslocar um pouco para a esquerda e formar uma linha de três zagueiros e, com o recuo de Marcos Guilherme, montar-se uma linha defensiva com cinco homens. Fez três gols de cabeça, um deles anulado. Gostei também de Fagner e de Marco Rocha, mais ofensivo.

Geromel – Outro grande ano do zagueiro do Grêmio. A dupla formada com o argentino Kannemann é de uma eficiência indiscutível. Joga sério, mas também tem qualidade técnica para sair da defesa e ajudar a transição, além de boa postura nas bolas altas.

Balbuena – O paraguaio, que chegou no ano passado, sem muitas expectativas, firmou-se no Corinthians e, se não fez ninguém se esquecer de Gamarra, fez muita gente se lembrar de seu conterrâneo. Por mim, ele podia abandonar a continência, mas reconheço que não tenho nada com isso. Outros zagueiros que fizeram bom campeonato foram Pablo, Kannemann e Arboleda.

Arana –  Sim, ele caiu no segundo turno, o que afetaria sua avaliação no tal quesito regularidade. Mas o primeiro turno foi espetacular, uma aparição brilhante no futebol brasileiro. Marca bem e cruza com muita qualidade. Infelizmente, para o futebol brasileiro, já se foi. É sempre assim. Gostei também de Fábio Santos e Diogo Barbosa.

Artur – Sem dúvida, a maior revelação do campeonato. Um volante que merece o nome, sem numerais. Não é primeiro ou segundo, é volante. Um jogador que marca bem, passa bem e carrega a bola até o ataque. Tem 21 anos e não se pode dizer que está pronto (ainda bem), mas é jogador para estar na Copa em poucos meses. Gostei também de Bruno Silva e Michel.

Romero – Opa…Sim, Romero. Ele tem muitas dificuldades técnicas, mas faz um trabalho de recomposição pelo lado direito poucas vezes visto. Forma uma dupla de abnegados com Fagner, uma dupla muito importante para o sucesso defensivo do Corinthians. E, além disso, fez gols muito importantes. Não tem medo de jogo grande. Não cito ninguém que tenha feito um trabalho parecido.

Bruno Henrique– Muito importante na campanha do Santos. Tem grande poder ofensivo e finaliza bem. Seus cruzamentos foram perfeitos, muita vezes. Keno, do Palmeiras, brilhou muito após a efetivação de Alberto Valentim. Na direita ou na esquerda, foi responsável por grande aporte ofensivo do Palmeiras.

Dudu – Eu o escalei como meia, mas também jogou muito bem pelo lado do campo. Pelos lados do campo. Seja aonde for, fez um campeonato muito bom, sendo responsável pela arrancada do Palmeiras no segundo turno. Thiago Neves e Luan também foram bem.

Hernanes – Foi a grande contratação do ano. Não seria muito exagero dizer que salvou o São Paulo. Na frente, ao lado de Cueva (aqui com Dudu) ou mais atrás, foi impressionante. Fez a transição da defesa para o ataque com qualidade e também foi efetivo perto do gol adversário. Marcou nove gols, às vezes com a direita, às vezes com a esquerda, de cabeça ou de falta. Um todocampista. Como no caso de Romero, não vi ninguém que tivesse um trabalho tático parecido, apesar de Artur.

– Presente sempre e nunca decepcionando. Foi o melhor jogador do campeonato, ao lado de Hernanes, mas como atuou mais vezes, fica com o posto. Fez gols decisivos, quando tudo caminhava para o empate. Ótimo definidor e bom também para fazer o pivô. Desloca-se para a esquerda e daí parte em direção ao gol. Também gostei de Dourado, o maior cobrador de pênaltis do mundo. Edgar Junio, do Bahia, teve uma arrancada final impressionante.

Fábio Carille – Montou o melhor time possível com os jogadores que tinha em mãos. Não reclamou de carências e trabalhou duro. O time melhorou e começou a brilhar e fez um grande primeiro turno. Depois caiu e chegou a assustar. Mas Carille conseguiu uma partida definitiva contra o Palmeiras e arrancou para o título. Um início de carreira fulgurante.

 


Oswaldo é o homem certo na hora errada
Comentários Comente

Menon

Oswaldo de Oliveira é um dos caras mais legais que conheci na carreira. Desde o início, no Corinthians, quando era auxiliar de Luxemburgo. Depois, como Carille agora, foi afastado para que Evaristo assumisse e, em virtude dos maus resultados, voltou. Fiquei muito fã dele em 2000, quando Eurico Miranda o demitiu às vésperas da final da Copa Mercosul, contra o Palmeiras, e da semifinal do Brasileiro. Eurico irritou-se porque Oswaldo deu um abraço em Scolari, que dirigia o Cruzeiro. Eurico não gostava de Felipão. E não gostou também de o Vasco permitir o empate depois de estar vencendo por 2 x 0 e o terceiro foi marcar a reapresentação dos jogadores (após o empate no sábado) para segunda às 16h. Oswaldo não aceitou e foi demitido.

“O dirigente tem poder sobre o cargo do treinador, mas não tem poderes nas funções de técnico. Ele não poderia ter alterado o trabalho sem antes falar comigo. Não foi o placar que determinou minha demissão. Ele tentou mudar uma determinação minha e isso eu não admito”, disse Oswaldo à época.

Agora, Oswaldo assume o Galo, após três trabalhos anteriores com resultados ruins. No Catar, Sport e Corinthians, teve apenas 35% de aproveitamento. E o que se espera de Oswaldo?

O time tem 31 pontos ganhos, após trabalhos ruins de Roger e Micale. Está em 11º lugar e tem nove pontos a menos que o Botafogo, que fecha a lista dos seis que se classificam para a Libertadores. E está apenas três pontos à frente do São Paulo, o mais bem classificado entre os que habitam a depressão do Z-4.

A diretoria fala em Libertadores, que salvaria o ano, mas é bom pensar mesmo na fuga do rebaixamento. A luta é dura, o time não tem dado resposta e não é um tipo de missão que parece adequada ao estilo de trabalho de Oswaldo. Ele busca sempre times ofensivos e não tem conseguido montar sistemas defensivos eficientes. No Corinthians, foi uma peneira.

São 13 jogos apenas.  Pode ser meu estilo retranqueiro falando, mas não vejo um time aberto como melhor opção para a espinhosa missão de permanecer na Série A.

Que ele consiga. Oswaldo merece essa façanha a mais na carreira.

 


Zé Ricardo, o quinto magnífico demitido. Renovação falhou
Comentários Comente

Menon

No início do ano, havia muito expectativa com o trabalho de sete jovens treinadores em sete grandes equipes brasileiras. Poderia ser o início da renovação do nosso futebol, preso a velhos professores com suas pranchetas, projetos e falta de atualização com o futebol moderno.

Além de expectativa, havia boa vontade com eles. Pouca coisa se confirmou. Zé Ricardo, do Flamengo, após uma derrota em casa para o Vitória, por 2 a 0, foi o quinto a perder o emprego.

Relembremos os cinco demitidos.

ZÉ RICARDO – Havia assumido o Flamengo após um mau trabalho de Murici e levado o time a um bom desempenho. Agora, com elenco reforçado, seria a hora de se firmar como um grande novo nome.

ROGER – Trabalhou bem no Grêmio e sua saída causou grande comoção, principalmente pela chegada de Renato Gaúcho, que se orgulhava de preferir futvôlei ao estudo de táticas. No Atlético-MG, Roger deslancharia. Ganhou o Mineiro e foi mal no Brasileiro.

ANTONIO CARLOS ZAGO – Tinha um bom tempo de estrada, inclusive com passagem no Palmeiras, mas agora era uma esperança repaginada, após cursos na Uefa e boa passagem no Juventude. Seria o homem para recuperar o Inter, agora na Segundona. Perdeu o Gaúcho para o Novo Hamburgo e começou mal a Série B.

EDUARDO BAPTISTA – Depois de boas passagens pelo Sport e pela Ponte, apareceu como o nome ideal para substituir Cuca no Palmeiras, que sonha com o Mundial. Pouca gente se lembrou de seu fracasso no Fluminense. Caiu após uma derrota para o Jorge Wilstermann, muito pouco para quem sonha em vencer o Real Madrid.

ROGÉRIO CENI – Sem nenhuma experiência anterior, chegou ao São Paulo respaldado por seu passado único no clube, por alguns cursos feitos na Europa e por trazer consigo auxiliares estrangeiros. Foi mal no Paulista e somou 11 pontos em 11 jogos no Brasileiro.

Dos sete magníficos, restaram FÁBIO CARILLE, que venceu o Paulista e conduz o Corinthians a um campeonato brasileiro histórico. E JAIR VENTURA, que tem levado o Botafogo a romper limites técnicos.

Os cinco magníficos floparam e alguns veteranos retomaram o sucesso, como Renato Gaúcho, Levir Culpi e ele, o ressurgido Vanderlei Luxemburgo, de ótimo trabalho no Sport.

Lamento o insucesso da renovação, mas não fico triste com a ascensão dos veteranos. Ótimo saber que não há apenas uma maneira de ver futebol e que é possível fazer um trabalho consistente e criativo sem falar em amplitude, basculação, recomposição, transição e terço final.


Abel, o veterano passional, contra Zé Ricardo, o jovem pragmático
Comentários Comente

Menon

Juntos, Flamengo e Fluminense, fizeram 14 jogos no Brasileiro até agora. Conseguiram apenas cinco vitórias e sofreram quatro derrotas. Empataram cinco vezes. O Flu ganhou mais (3 a 2) e perdeu mais (3 a 1). O Flamengo empatou mais (4 a 1). O maior número de vitórias deixa o Fluminense na 10ª posição, uma na frente do rival. Os dois tem apenas dez pontos ganhos em 21 possíveis. O Fluminense perdeu os dois últimos jogos, período em que o Flamengo conseguiu uma vitória e empatou uma partida.

Enfim, os números que antecedem o clássico não são bons. O que não tem a menor importância quando se trata de um Fla Flu no Maracanã. Com torcida dividida. É o futebol em sua essência, enfrentando os coveiros da PM e do MP e mais o Coronel Marinho, que fazem de tudo para transformar o futebol em algo insosso, em um jogo de curling, em uma ópera dinamarquesa com o tenor gripado.

Há muita coisa boa a se ver em um Fa Flu. E neste Fla Flu também. Uma delas é o duelo entre Abel Braga e Zé Ricardo. No início do ano houve uma troca de guarda no futebol brasileiro. Apareceram treinadores jovens, com todo o respaldo de torcedores e jornalistas. Havia uma expectativa muito grande com os “sete magníficos”: Zé Ricardo, Jair Ventura, Roger Machado, Fábio Carille, Rogério Ceni, Eduardo Baptista e Antonio Carlos Zago. Os dois últimos perderam o emprego no Internacional e no Palmeiras, respectivamente. E entre os veteranos, Abel Braga era o mais aceito. Sua presença não tinha 1% da rejeição que teria a contratação de Luxemburgo ou Oswaldo, por exemplo.

Interessante no duelo é que o lado emocional está muito mais presente no veterano do que no novato. Abel é uma pessoa muito emotiva. Após a derrota contra o Grêmio, em casa, ele foi de uma sinceridade juvenil. Nunca vi aquilo. Estamos com apenas sete rodadas e Abelão falou coisas como: “eu sou tricolor…não desisto nunca. em 2011, cheguei e perdi seis jogos seguidos, aí vencemos um e reagimos. ficamos em terceiro e montamos uma base para o ano seguinte, quando ganhamos o carioca e o brasileiro. quando vim, já sabia da questão financeira do clube”…

Me pareceu que ele, em um rasgo de sinceridade, abriu mão de lutar pelo título em 2017. Algo que ele pode fazer por ser o Abel no Fluminense. Por ter um respeito adquirido em muitos anos. E por dirigir um clube com pouco dinheiro para investir e que tem de brigar para manter Richarlison, sua renovação, que não demonstra, ao contrário de Abel, amor e fidelidade ao Fluminense.

Do outro lado, Zé Ricardo. Jovem e dirigindo um clube com alto poder de investimento. Ele está começando a usar Conca e ainda terá, em pouco tempo, Everton Ribeiro e Rhodolfo. E, muito provavelmente, Geuvânio. E, se tantos reforços estão chegando, é prova que o elenco tem falhas. Falhas com nome, como Rafael Vaz, por exemplo. E, mesmo assim, mesmo com falhas, mesmo como bom campeonato feito no ano passado, Zé Ricardo correu riscos. Poderia ter caído. Um dos motivos é o excessivo apego a alguns jogadores. Desvencilhou-se do abraço de afogados com Muralha, mas manteve Márcio Araújo. Durante todo o período de incertezas, Zé Ricardo manteve-se aparentemente calmo e fiel a seus princípios.

Um veterano passional dirigindo um clube com pouco dinheiro e um elenco cheio de revelações. Um jovem pragmático comandando um clube com muito dinheiro e cheio de craques e com a maior revelação brasileira desde Neymar. É um duelo bacana de um clássico que nunca decepciona.


O que Ceni, Carille, Baptista e Dorival precisam fazer urgentemente
Comentários Comente

Menon

Bem, já pode criticar treinador? Acabou a quarentena? Foram 12 jogos classificatórios e mais um no mata-mata. É um bom período de trabalho ou precisa mais. As perguntas são pertinentes. No Brasil, é mais pecado falar mal de um técnico do que do Papa Francisco. E olha que ele entende de futebol… Treinadores no Brasil atual alcançaram um status em críticas a eles são consideradas uma afronta à modernidade gerencial do futebol. São defendidos como se estivessem no cargo obrigados. Como se não recebessem salários espetaculares, astronômicos, estratosféricos. Sim, eu sei que são poucos. Mas é destes poucos que eu quero cobrar. Posso?

É preciso tempo, dizem. O campeonato paulista não deve ser levado em conta, é apenas pré temporada, repetem. Não se pode cobrar por resultado e sim por desempenho. Mas desempenho não precisa levar a resultado? Ou o título é só um detalhe?

Sinto afirmar aos nossos treinadores que o prazo acabou. Começaram as decisões e é hora de o serviço ser analisado.

Rogério Ceni pode repetir, a cada entrevista, as estatísticas que quiser, mas a única que interessa a partir de agora é a diminuição drástica dos gols sofridos. Já houve uma melhora nos dois últimos jogos, a partir da efetivação de Renan e de Jucilei.

Fabio Carille não pode mais ser julgado apenas pelos resultados. A não ser que esses resultados levem ao título. Nem um vice-campeonato pode ser aceito se o time mantiver o futebol arrastado, sem imaginação e, pior, sem gols.

Eduardo Baptista precisa fazer o time melhorar na Libertadores. Para o elenco que tem, é muito pouco empatar com o Tucuman e vencer o Wilstermann com um gol aos 47 minutos do segundo tempo. Há um problema claro a ser resolvido: a avenida no lado esquerdo, seja com Egídio ou Zé Roberto.

Dorival é a maior decepção. O time cresceu muito no final do ano passado. Começou 2017 com pinta de campeão (eu o apontei como favorito ao Paulista no início do ano). Era a hora de um novo passo. Após mais de um ano no cargo, o Santos parecia estar pronto para deixar de ser um papa-paulistão para ganhar grandes competições. E está difícil até o Paulista.

Um dos quatro estará salvo de críticas após o final do Paulista. O campeão. A lei da selva é assim. Quem mandou ser técnico de time grande? Está achando duro? Vai dirigir o Audax.

VALDIVIA POR GIOVANNI AUGUSTO É UMA ÓTIMA troca para o Corinthians. Pode ser boa para o Inter, também. Mas a verdade é que o tempo de Givovanni Augusto no Corinthians já acabou. Não deu liga. Ele fomra com Marquinhos Gabriel, Marlone e k
Guilherme, os Quatro Mosqueteiros do Desânimo. São quatro que não passariam no exame para fazer parte do Bando de Loucos. São muito normais para serem corintianos. O que dirá, para ser jogador do Corinthians?

UM SAMBA – Agora vou mudar minha conduta/Eu vou pra luta pois eu quero me aprumar/Vou tratar você com a força bruta/Pra poder me reabilitar/Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?/Com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?/Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou? (Com que roupa?/Noel Rosa)

DOMINGO TEM CLÁSSICO NA A-2, reunindo, em Campinas, Guarani e Portuguesa. O Bugre tem 26 pontos e está em quarto lugar, o que lhe garantiria, hoje, um lugar no quadrangular que definirá os dois que subirão. A Portuguesa tem 23 pontos e ainda sonha co o G-4. É difícil, mas como o time conseguiu três vitórias seguidas e como sonhar não paga imposto… Passa na TV, onze da matina.

OUTRO SAMBA – Jura, jura, jura/pelo Senhor/Jura pela imagem/da Santa Cruz do Redentor/pra ter valor a tua jura/jura, jura
de coração/para que um dia/eu possa dar-te o amor/sem mais pensar na ilusão (Jura/Sinhô).

SE FUTEBOL RAIZ É BOM, FLÁVIO CAÇA RATO É mandioca. Umafigura que faz bem ao futebol, principalmente para quem o vê como algo lúdico, fora de padrões rígidos de educação, moral e bons costumes. Roubar gol do amigo, provocar o rival, como faz Felipe Melo, comemorar com alegria, tudo é um bálsamo para esse período careta em que vivemos. Quando uma pancada é punida com a mesma intensidade (nem sempre) de uma festa na hora do gol.

MAIS UM SAMBA – Deixa essa mulher chorar/Pra pagar o que me fez/Zombou de quem soube amar, por querer/Hoje, toca sua vez de sofrer (Deixa essa mulher chorar/Brancura)

 

 

 


Jair e Roger, os primeiros “estudiosos” na toca dos leões
Comentários Comente

Menon

JAIR VENTURAO início de 2017 é marcado pela imensa expectativa em relação a alguns treinadores considerados “estudiosos”, em contraposição àquela bobagem dita por Renato Gaúcho (quem sabe, fica na praia, quem não sabe, estuda). Sobre eles, recai a esperança de uma renovação no futebol brasileiro.

Há uma grande boa vontade sobre eles, que, em alguns casos, estão iniciando a carreira.

São eles:

Jair Ventura – treinou o Botafogo durante um turno do Brasileiro.

Zé Ricardo – treinou o Flamengo por um turno e meio.

Rogério Ceni – dirigiu o São Paulo duas vezes.

Eduardo Batista – foi bem no Sport e na Ponte Preta. Foi mal no Fluminense.

Fábio Carille – Tem menos de 15 partidas pelo Corinthians

Antonio Carlos Zago – Foi mal no Palmeiras, estudou na Europa e foi bem no Juventude. Reinicia a carreira.

Roger Machado – Fez um bom brasileiro em 2015, mas o Grêmio, sob seu comando, desandou em 2016.

A boa vontade resistirá até quando? Por pouco tempo, garanto. Alguns maus resultados e a cobrança virá, exceção à Rogério Ceni, por sua relação mitológica com a torcida.

Os clubes, todos eles grandes, apostaram em treinadores jovens, mas a realidade é que poucos serão campeões. E time grande vive de títulos. Tomara que os perdedores façam também um bom trabalho e que a renovação se solidifique.

O Botafogo, de Jair Ventura, recebe o Colo Colo, time mais popular do Chile e que há dez anos não consegue superar a fase de grupo da Libertadores.

O Galo encara seu maior rival, o Cruzeiro de Mano Menezes, outro estudioso, mas com currículo enorme.

São os dois primeiros do batalhão da juventude, começando a enfrentar o moedor de carnes que é o futebol brasileiro.