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Paulinho, o quebra-muros, o rompe-linhas, virou heroi na Espanha
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OS Flinstones, em espanhol, são os picapiedras. Como Paulinho

 

Ernesto Valverde, técnico do Barcelona, quando questionado sobre a contratação do questionadíssimo Paulinho, disse que ele era um jogador diferente do que havia no elenco, um jogador forte, vertical e que ajudaria muito o time. Após, a vitória sobre o Getafe, conseguida com um gol de Paulinho, a cinco minutos do final, ele disse: “Estava muito difícil chegar à ultima linha. Precisava mudar alguma coisa porque estávamos batendo em um muro”.

Ele olhou para o banco e entre André Gomes e Paulinho escolheu o brasileiro. Que fez o gol ao seu estilo. Avançou verticalmente, pediu a bola a Messi (ah, como é ótimo pedir uma bola a Messi), recebeu o passe, avançou, abriu o braço, impediu a chegada de um defensor e chutou cruzado. O muro estava rompido. A última linha estava vencida. Paulinho é isso, o quebra-linhas, o rompe-muros (ou vice versa). E é também o herói do jogo, como disseram os jornais da Espanha.

El Mundo Deportivo: “Paulinho recebeu a bola, controlou na corrida, afastou-se do agueiro e soltou um chicotaço cruzado que superou o goleiro Guaita. Paulinho, uma contratação de que se duvidou muito, mas que foi decisivo e Getafe para dar o triunfo ao Barça”

El Mundo: “Paulinho. Faz me rir por haver se exilado na China. Por haver baixado até os bueiros do futebol, porque na superfície ninguém reparava nele. Por haver fracassado no Tottenham. Mas, sobretudo por haver custado 40 milhões de euros. Paulinho, cuja apresentação teve o glamour de uma partida de bingo em um hotel, se calou ante tanta troça. E respondeu em Getafe. Ali, não esquecerão a fortaleza de seu corpo, onde se estralou o pobre Djené. Tampouco a flexibilidade de seu pé, um martelo que permitiu ao Barça salvar o triunfo em uma tarde com cheiro de naftalina” (…) Messi atendeu o pedido de Paulinho para abrir a fechadura, intrometer-se entre os defesas, acabar com a fama de proscrito e libertar a um Barcelona, que se mantém pleno na Liga.

 

 

 

 


Neymar foi anjo e demônio em Glasgow
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O PSG levou os dois Neymares a Glasgow. E eles fizeram o que se esperava deles. Um show de bola e de mau comportamento.

Durante o jogo foi o que é: o maior jogador brasileiro desde Zico, ao lado de Ronaldinho, Ronaldão e Romário. E crescendo. Fez o primeiro gol do jogo, recebendo passe genial de Rabiot, e definindo com precisão e técnica. Perseguido pelo zagueiro, com o goleiro crescendo à sua frente, marcou mais um para a conta que não termina. Gol de matador. Deu o passe para Cavani fazer o segundo. O uruguaio furou, mas Mbappé fez. Há um novo trio por aí. New kids on the Block (nããããõ), o NCM está aí. Ou seria NMC? Não sei. Precisa começar com N, de Neymar. Um anjo da bola.

Neymar foi também o que é desde que entrou em campo pela primeira vez. Um jogador que não respeita o adversário. E nem estou falando de drible, de lambreta, tudo isso é válido e só deixa o futebol mais bonito. Quem delimita o que é válido em campo, falando-se de drible, é quem não sabe driblar. Então, começa aquela história de fazer isso ou aquilo quando está ganhando é fácil, quero ver…blábláblá… Neymar sabe driblar e deve driblar. Fazer o que sabe não é desrespeito.

O errado é ficar mostrando três dedos para o marcador, mostrando o placar do momento. Errado é ficar reclamando de faltas. E, ao final do jogo, não aceitar o cumprimento do rival. Como se fosse indigno de compartilhar o mesmo espaço com ele, o Neymar. Prefiro o comportamento de Neymar no final do jogo do Brasil contra a Colômbia, quando esqueceu velhas rusgas e confraternizou com os companheiros de profissão.

Eu acho aceitável um atacante irritar-se com marcação pesada e jogar duro contra o zagueiro também. Edmundo era assim. Não gosto da ironia, do desprezo e do não saber vencer. Prefiro a dignidade dos jogadores de rugby, que fazem da pós carnificina uma ode ao esporte. Neymar precisa aprender com eles. Ou com Lionel Messi.


Liverpool ensina ética a Philippe Coutinho
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O Liverpool, que revelou nos anos 60, o ataque formado por Lennon, McCartiney, Harrison e Starr, manteve Coutinho

O fim de janela de transferências no futebol europeu frustrou muita gente. Aqui, o Brasil, e em vários países do mundo, caíram por terra as análises de como Philippe Coutinho se encaixaria no time do Barcelona. Em qual posição do campo iria melhor? Seria simplesmente o substituto de Neymar no tridente com Messi e Suárez, ou jogaria mais atrás? Formaria um quarteto com Suáraez, Messi e Dembelê? Seria uma dupla com Iniesta?

Os campinhos virtuais fervilharam. Natural, afinal essa é uma das brincadeiras mais gostosas para quem gosta de futebol. Somos treinadores e gerentes ao mesmo tempo. Gastamos dinheiro que não temos e montamos times que nunca perdem. No papel. Ou na tela dos nossos computadores.

E havia todo motivo do mundo para exercer nossa criatividade com Coutinho no Barça. Afinal: 1) o Barça é rico 2) o Barça ficou muito mais rico com a saída de Neymar 3) o Barça queria Coutinho 4) Coutinho queria o Barça 5) Coutinho fez pressão para sair.

Tudo resolvido. Como disse Ronaldo Fenômeno, jogador quando quer sair, sai. Ninguém segura.

Mas a equação esqueceu do Liverpool. E de que havia um contrato assinado. E que o Liverpool poderia fazer valer seus direitos.

Poderia, mas ninguém faz isso. Vai ficar com jogador descontente? Vai deixar de vender agora, aproveitando o absurdo aquecimento do mercado em virtude da saída de Neymar? Vai perder a chance?

Vai. Vai. Vai. Foi.

Não queremos vender e ponto. E caberá a Coutinho cumprir o seu contrato.

O que, significa simplesmente, fazer valer o que assinou. Mostrar que sua assinatura tem valor. Antigamente, dizia-se do valor da palavra, do fio do bigode, agora o Liverpool exigiu apenas que ele cumprisse o que assinou. E pelo que é muito bem pago.

É impressionante como jogador de futebol e seus empresários não respeitam o clube. O roteiro é sempre o mesmo. Surgem informações de interesse de outro time pelo craque e ele responde assim:

Para mim, não chegou nada.

Deixo essas coisas com meu empresário.

Meu foco é aqui no Cantareira.

Só penso em (aqui há muitas possibilidades) a) levar o Cantareira de volta de onde nunca deveria ter saído b) tirar o Cantareira dessa situação que não merece c) conseguir levar o Cantareira para a Libertadores d) ganhar esse título.

Enquanto isso, o empresário atua em outra frente. Tenta colocar o jogador em outro time. Faz pressão com a proximidade do fim das janelas de transferência. E, se nada der certo, vai a público e diz:

Cristiano Alberto mostrou seu amor pelo Cantareira e merece ser valorizado.

Merece ser valorizado = Merece um aumento.

Fácil, não é?

Eu me lembro do goleiro Felipe, quando queria sair do Corinthians. Andrés Sanchez, o presidente de então, disse que estava tudo bem, desde que ele devolvesse as luvas que havia recebido.

Luvas é um bônus que o jogador assina ao receber contrato. Assinou por cinco anos e vai ganhar R$ 100 mil por mês. E recebe R$ 1 milhão no dia da assinatura do contrato. Assinou por três anos, recebe R$ 1 milhão. Vai sair após um ano e meio, devolve R$ 500 mil, certo? Ou então, o jogador assina contrato, recebe um bônus e um mês depois pede para sair.

Felipe não entendeu. E disse que o jogador sempre é o lado mais fraco da história. Felipe, para quem não lembra, é aquele goleiro que se recusou a pular em um pênalti contra o Corinthians, em Campinas, em 2009.

Ao contrário do que disse Felipe, o clube é o lado mais frágil nas relações trabalhistas, quando tem de enfrentar, ao mesmo tempo, outro clube, o jogador e o empresário.

Parabéns ao Liverpool, que subverteu essa regra e mostrou seu valor.

Você pode ler um belo texto sobre esse assunto. É de Giovani Martinelli em

https:/gestaofc.blogspot.com.br


Faltou futebol no Clássico do Rio da Plata
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Messi. Suárez. Di Maria. Cavani. E mais Dybala e Icardi. Havia muitos artilheiros no mítico estádio Centenário. E houve apenas cinco chutes a gol, dois uruguaios e três argentinos. Em compensação, foram 29 faltas, 15 uruguaias e 14 argentinos. Sobrou roce, sobrou jogo truncado e faltou futebol.

Decepcionado com Carlos Sánchez e Lodeiro, jogadores habilidosos que estão devendo há tempos, Oscar Tabarez radicalizou na contenção. Escalou o meio campo com Nández, apontado como um novo caudilho, Alvaro Gonzalez, Vecino e Cristian Rodriguez. Muito suor e pouco talento. Muito esforço e pouco brilho. Na frente, dois monstros, Suárez e Cavani, esperando uma bola esticada ou um cruzamento do retornado Cáceres, pois Gastón Silva pouco ou nada apoia.

Sampaoli estreou uma nova Argentina, optando por uma linha de três. Ótimo. Se é possível defender com três, para que escalar quatro? Depois uma linha de quatro, com Pizarro, Biglia, Acuña e Di Maria, mais adiantado. E um ataque com Messi, Dybala e Icardi. Tudo ótimo, mas sem laterais e com pouca projeção ofensiva pelos lados. Messi e um pouco de Di Maria.

Então, seria fácil prever o que aconteceu. Muita gente no meio do campo. A Argentina, com muito toque de bola foi pressionando o Uruguai, que esticava bola ou outra para o ataque. A Argentina terminou com 73% de posse de bola contra 27%. Mas há outro número que mostra o estilo dos dois times. A Argentina trocou 657 passes contra apenas 100 do Uruguai.  Ou seja, um domínio de muito toque e muito terreno e pouca infiltração.

Os dois times encaminharam a classificação.

O Uruguai, com 24 pontos ainda joga com Paraguai (fora), Venezuela (fora) e Bolivia (casa)

A Argentina, com 23 pontos, ainda tem Venezuela (casa), Peru (casa) e Equador (fora)

As eliminatórias de 2002, 2006 e 2010, que foram jogadas como agora, com dez seleções em turno e returno, foi possível classificar-se diretamente com 28 pontos. E tiveram em comum o Uruguai em quinto lugar, com direito à repescagem, com 27, 25 e 24 pontos. Não está difícil para os dois gigantes se classificarem para a Rússia.


Sampaoli aposta em quarteto mágico. Enfim, algo de novo
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Jorge Sampaoli estreia nas Eliminatórias para a Copa, no clássico do Rio da Prata, um dos mais tradicionais da história do futebol. A Argentina está em quinto lugar, na repescagem e não pode perder para o Uruguai, que tem um ponto a mais. E quem não pode perder, ataca, deve pensar o treinador.

Ele escalou o time com Messi, Icardi e Dybala no ataque. E Di Maria um pouco mais recuado. Um tridente que pode ser transformar em quarteto. A ousadia não para por aí. Ele deixou o até então intocável (por que mesmo?) Higuain fora da lista. Disse que precisava de um atacante que ajudasse a servir e não fosse apenas um definidor.

Trouxe Icardi para o grupo. Ele sempre teve rejeição de outros jogadores por viver com Wanda Nara, que era mulher de Maxi Lopes, seu amigo. Passaram férias juntos e, depois Wanda abandonou Maxi e foi viver com Icardi. Levou os filhos. Sampaoli deu a Dybala, uma revelação que pede passagem e que ainda não se firmou, uma posição no time inicial. Colocou Aguero no banco.

Mais uma novidade. Mascherano, o capitão há muitos anos, perdeu seu posto como volante central. Agora, disputa uma vaga na primeira linha, que terá três homens. O zagueiro Otamendi e o lateral Mercado estão definidos.

O esquema é o 3-3-1-3 e a escalação provável e Romero; Mercado, Fazio (Mascherano) e Otamendi; Acuña (Acosta), Biglia, Pizarro e Di Maria; Messi, Dybala e Icardi.

Vai dar certo? Precisa dar certo, rapidamente. Falta pouco tempo. Mas é uma aposta no novo. Ou no velho e bom futebol. Ao contrário do tempo perdido com Bauza.


Há vida, amado Abel. Há vida, ávido Alan
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Por onde anda, Abel é precedido por palmas e cânticos. Seu nome é gritado nas arquibancadas, por torcedores de todos os times. A dor o tornou uma unanimidade. Abel sofre pela exceção à lei das probabilidades. Um pai geralmente morre antes do filho. Com ele, não foi assim. João Pedro morreu antes de Abel, que morreu um pouco também. A morte do filho comprovou, da maneira mais dura possível, a Abel, uma velhas constatação: o dia da morte de alguém é igual a todos os outros dias da vida de alguém. Apenas, mais curto. Mesmo assim, se arrasta por toda a eternidade, será lembrado enquanto ainda houver alguém sofrendo por quem se foi.

Por onde anda, Alan Ruschel é precedido por solidariedade e incredibilidade. Ele, um mortal comum como todos nós, como bilhões de outros habitantes do planeta, tem seu nome imediatamente ligado ao de Deus. Foi Deus, acreditam os crentes, que fez com que a lei das probabilidades fosse totalmente rompida e rasgada. Ruschel, como Neto e Follman, sobreviveu  à queda de um avião. Difícil crer. Ruschel, Neto e Follman, ainda pela visão dos que creem, ganharam uma nova vida.

Para Abel, o sofrimento eterno de quem viu a finitude da vida levar o filho. Para Ruschel, a alegria e o assombro de que é possível ter duas vidas.

Abel voltou a trabalhar dias depois. Para não sofrer? Para sofrer menos? Para tentar esquecer? Ou, para trabalhar, como trabalhou a vida toda, cumprindo suas obrigações. Muito mais do que isso. Abel nunca foi apenas um cumpridor, um funcionário exemplar. Ele é vulcânico, ele é paixão, ele é chorão. Abel já era amado antes de sofrer. Era amado por, além de futebol, espalhar amor pelos clubes que dirigiu e pelo futebol.

Ruschel voltou a trabalhar 252 dias depois de driblar a morte, depois de ter uma nova chance, depois de desafiar a lei das probabilidades, depois de assombrar o mundo, sei lá, cada um tem sua explicação. Voltou a trabalhar em um palco onde nunca estaria, não fosse o acidente. Difícil manter o ritmo em um jogo assim. Correu demais, foi meia, deu carrinho, trocou camisa com Messi.

Abel, o homem que perdeu o filho, celebra a vida a cada novo jogo.

Ruschel, o jovem que viveu, talvez para ter um filho, celebra a vida a cada jogo.

Que Abel supere, na medida do possível, a impossibilidade de esquecer o sofrimento.

Que  Ruschel supere as lembranças e seja feliz, mais do que em sua vida anterior.


Maradona e Messi são melhores que Pelé. Revista Four Four Two decidiu
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  1. 1)Maradona
  2. Messi
  3. Pelé
  4. Cruyff
  5. Cristiano Ronaldo
  6. Di Stefano
  7. Beckenbauer
  8. Zidane
  9. Puskas
  10. Ronaldo
  11. Garrincha
  12. Platini
  13. Van Basten
  14. George Best
  15. Franco Baresi
  16. Zico
  17. Gerd Muller
  18. Giuseppe Meazza
  19. Bobby Charlton
  20. Paolo Maldini

Assim é a lista dos 20 maiores jogadores de futebol do mundo em todos os tempos. A eleição foi feita pela revista inglesa Four Four Two, que teve a coragem de mexer com o pré estabelecido, colocando Pelé, o Atleta do Século em terceiro lugar.

Achei interessante que a escolha não se baseia apenas em Copas do Mundo e nem em jogadores do passado. O presente está bem forte. Achei exagerada a presença de ingleses. Muitos para o meu gosto. E lamentável a ausência de Gérson de Oliveira Nunes, o Canhota de ouro.

Entre os dez primeiros, a Argentina supera o Brasil folgadamente com o primeiro, segundo e sexto contra o terceiro e décimo. O Brasil reage com Garrincha e Zico.

Há três italianos e dois são zagueiros, o que me parece uma injustiça com tanto atacante bom. Maldini é mais que Romário, Tostão, Kempes, Gérson, Batistuta?

Trarei agora os sul-americanos para mostrarmos a briga Brasil x Argentina

21) Romário, 24) Ronaldinho, 25) Carlos Alberto Torres, 28) Sócrates, 31) Jose Manuel Moreno, 44) Didi, 46) Pepe Schiaffino, 47) Rivellino, 49) Nílton Santos, 51) Jairzinho, 56) Passarella, 58) Pedernera, 66) Teófilo Cubillas, 72) Leandro Andrade, 73) Sívori, 75) Cafu, 86) Batistuta, 87) Javier Zanetti, 90) Roberto Carlos, 95) Djalma Santos, 96) Obdulio Varella, 97) Neymar, 98) Mario Kempes

São 16 brasileiros, dez argentinos, três uruguaios  e um peruano. Um exército de 30 sul-americanos.

Algumas bizarrices, em minha opinião.

Lev Yashin (22) melhor que Banks (63)

Xavi (50) melhor que Iniesta (59)

Breitner, um dos jogadores mais técnicos que vi, é apenas o 70ª

Cafu (75) e Zanetti (87) na frente de Djalma Santos (95).

Ausências de Gérson, Rivaldo, Luisito Suárez, Ghiggia e Leônidas da Silva. São piores que Dalglish (40), Blokhin (45), Buffon (41), Keegan (60), Passarella (56), Scirea (53) Jimmi Johnstone (65), Dixir Dean (62), Denis Law (76) e John Charles (71).

Bem, listas são listas.

 

 

 

 


A escolha de Neymar é muito mais agradável que a de Sofia
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Meryl Streep ganhou o Oscar de melhor atriz de 1982 com o filme A escolha de Sofia. Fazia o papel de Sophie Zawistowska, uma sobrevivente dos campos de concentração e que carrega uma enorme culpa. Ela foi obrigada, por um soldado alemão, a optar pela morte de um dos filhos. No início, recusa-se. Ele diz, então, que matará os dois. Sofia opta pela morte da filha, mais frágil e que seria passível de abusos com o decorrer do tempo. Ela é morta e o soldado leva também o garoto.

Neymar precisa escolher se vai morar em Paris ou Barcelona. Nem vamos comparar com Sofia. Pensemos na nossa luta anual para pagar um pacote qualquer. Caldas Novas ou Foz do Iguaçu? Cartagena ou Natal? Nada contra nenhum desses destinos, mas eles são provisórios. Sete dias, sem direito a almoço. Passeios, por fora.

E a escolha de Neymar não é espetacular apenas pela beleza das cidades, também o é pelo maravilhoso desafio que cada uma delas traz. Continuar com Messi e Suárez na luta pela reconquista da Espanha e da Europa. Travar a série infindável de conquistas do Real Madrid. Ou fazer do PSG, enfim, um time capaz da maior conquista.

Ser o parceiro primordial de Messi – não considero Neymar um coadjuvante – ou  ser o comandante de um novo time. Lembremos que, no Barcelona, Neymar teve papel maior que Messi, foi protagonista, apenas na incrível vitória por 6 a 1 contra o PSG.

Esperar o rei de Barcelona se aposentar e assumir seu lugar ou ser, agora, o rei de Paris? Trocar Messi e Suárez por Di Maria e Cavani? E por outros que virão?

Príncipe em Barcelona, rei em Paris. Parceiro na reconquista da Europa. Ou comandante de uma terceira armada, capaz de destronar, de vez, Madri e Barcelona. Ser lugar tenente ou capitão. Lutar para ser o melhor do mundo agora, ou esperar por alguns anos.

São muitos desafios, são possibilidades espetaculares, são equações que só trazem a felicidade. Pena que tudo seja definido, ao fim e ao cabo, pelo papai. E que a questão futebolística pese menos que a pecuniária.


Messi caminha para os mil gols. Será?
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Sergio Levinsky é um grande jornalista argentino, residente há muitos anos na Espanha. De lá, viaja para toda Europa. Está presente em todas grandes competições internacionais. Todas. E acompanha de perto a carreira de Lionel Messi. Ele apresentou dados que comprovam a proximidade do milésimo gol de Messi. As informações foram buscadas em publicações dos clubes que ele defendeu.

Messi tem, segundo Levinsky, 967 gols assinalados em 1059 jogos, o que dá a média estupenda de nove gols em cada dez jogos. O milésimo pode vir ainda este ano.

Um olhar mais aprofundado, porém, coloca em dúvida até a possibilidade de se chegar, um dia, ao milésimo gol. As dúvidas:

1- Messi jogou no Newels Old Boys, de Rosário até os 12 anos de idade. Como confiar em uma marcação correta de gols e jogos feitos? E, mesmo se estiver correto, vale a penas somar gols de uma criança no início do sonho da vida em uma contagem de gols de um atleta profissional? Se for assim, TODOS os jogadores do mundo receberão um grande bônus em suas contagens. O empresário Wagner Ribeiro, em 2008, forçava a escalação de Lulinha, sob o argumento de que ele teria mais de 200 gols na base.

2 -Partidas festivas não são jogos oficiais. São encontros do tipo Amigos de Messi x Amigos de Iniesta, com número ilimitado de substituições. Uma brincadeira, não é um jogo oficial.

3 – Os gols marcados na base do Barcelona ou nas seleções menores da Argentina constituem uma anotação muito mais confiável do que os feitos no NOB, mas, mesmo assim, devem ser considerados como parte de uma carreira profissional?

A favor de Messi, é preciso dizer que há inconsistências também na relação de mil gols de Pelé, Romário e de Túlio. Na de Pelé, estão gols marcados pela seleção do exército em jogos militares. Romário conta 77 gols pela base do Vasco e 21 em jogos comemorativos. A contagem de Túlio tem remete a dúvidas ainda maiores. Ele diz ter feito 40 gols pelo Upjest, mas o clube húngaro confirma apenas cinco. Ele conta 24 pelo Jorge Wilstermann, que aponta nove.

O número mais confiável de gols de Messi é 588 em 738 jogos, o que dá uma média de oito gols em cada dez jogos. Além disso, tem 277 assistências em 689 jogos pelo Barcelona e pela seleção principal da Argentina.

Um gênio. Um nome para a História. Independentemente de fazer ou não mil gols.

 


Messi e Dybala na Copa. Ou você quer Caicedo?
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Os dois belos gols de Paulo Bruno Exequiel Dybala contra o Barcelona, aumentam minha torcida pela classificação da Argentina para o Mundial. Eu gosto de jogador bom. A Argentina tem o maior de todos e tem a consolidação de uma grande promessa. Como Philippe Coutinho, que está atingindo a maturidade, Dybala segue o mesmo caminho. Em seu site oficial, ele diz que “dizem que tenho cara de menino e olhar assassino. Talvez porque meus olhos estão olhando meus sonhos, os que já conquistei e os outros que quero continuar conquistando”

Revelado pelo Instituto, na segunda divisão, foi visto pelo Palermo e não por clubes brasileiros, sempre prontos a tecer loas aos seus departamentos de desempenho. Dybala ninguém viu. Do Palermo, foi para a Juve e está pronto para desembarcar na milionária liga espanhola. No Mundo Deportivo, jornal da Catalunha, os colunistas praticamente exigem a sua contratação. Dizem que, antes de ira a Juve, ele poderia ter sido contratado por “apenas ” 30 milhões de euros. E que agora a contratação precisa ser feita, custe o que custar.

Um ataque com Messi, com Dybala, com Di Maria, com Aguero…Correia é jovem em ascensão. Higuain, não gosto. São muitas possibilidades. É preciso um treinador que busque a melhor opção, a grande combinação. Messi não pode ser o único. Nas Eliminatórias, ele disputou 6 jogos e a Argentina conseguiu 15 pontos, com 83%. Sem ele, foram sete pontos em oito jogos, 29%.

A Argentina tem recorrido a treinadores pragmáticos, com os pés no chão, sem sonhos de vôos altos. Com Sabella, ao menos, chegou à final da Copa, mas com Messi resolvendo jogo a jogo. Não houve brilho. Depois, Tata Martino e agora Patón. Treinadores que me parecem muito abaixo do que o desafio e a honra que é dirigir a bicampeã mundial. Basta ver que Dybala tem apenas seis jogos.

A seleção que era de Tata Martino, que foi de Paton Bauza e que por enquanto não é de ninguém está em quinto lugar, com 22 pontos, posição que a obrigaria a disputar a repescagem. O Equador é o sexto, com 20 pontos. Faltam quatro jogos e os dois se enfrentarão no encerramento das Eliminatórias, em Quito. Antes, a Argentina visita Uruguai e recebe Peru e Venezuela. O Equador visita o Brasil e o Chile e recebe o Peru.

A classificação é provável. Estarei na torcida. Prefiro a Copa com Messi do que com Caicedo.

BARÇA SEM EQUILÍBRIO  –  Os memes da internet foram crueis com a derrota do Barcelona. Um deles, falava do desequilíbrio da equipe, forte no ataque e fraca na defesa. Havia muitos criticando Piqué. Segundo eles, melhor para dar entrevista do que para jogar. O Mundo Deportivo foi duro com o 3-4-3 de Luis Enrique: “seu esquema surpreendeu mais seus jogadores que os jogadores da Juventus”. Viram também Messi parado na direita, devidamente encaixotado pela marcação italiana. A verdade é que novamente o Barcelona se vê diante de uma tarefa duríssima. Contra o  PSG, precisava fazer quatro gols para empatar a parada. Agora, se fizer quatro, está classificado. Parece mais fácil, mas não é simples assim. A Juve tem um sistema defensivo muito mais forte que o PSG, dos nossos Marquinhos e Thiago Silva. E não se sabe se o juiz estará em boa forma, como esteve no 6 a 1. Tudo indica que Luis Enrique terá uma saída inglória do Barcelona.

ERRO FEIO DO CORINTHIANS – Carille poupou Jô e Jadson do jogo contra o Inter. Estão cansados? Por que jogaram contra o Botafogo? Não há dúvidas sobre onde seriam mais necessários.

PALMEIRAS ENFRENTA UMA LENDA – Só isso. O Peñarol continua grande, continua com uma história linda, mas é um time sem estrelas, um time dentro do que pode permitir o pobre (financeiramente falando) futebol uruguaio. Perdeu por 6 a 2 para o Jorge Wilstermann. Palmeiras tem bola para ganhar fácil