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Sampaoli é o grande culpado. Messi, o segundo
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Menon

Jorge Sampaoli assumiu a seleção argentina em junho do ano passado. Tinha a missão de montar um time que se classificasse para o Mundial.

A seleção está na Copa, mas não é um time. É um bando. Não há organização alguma. Imagino o português Carlos Queiroz, treinador do Irã à frente da Argentina. Seria um time forte, coeso, proti para ver Messi brilhar. Como foi com Sabella em 2014.

Nada disso. Ele fez várias mudanças durante as Eliminatórias, acabou pendurado em Benedetto e foi salvo por Messi, no Equador.

Com a vaga garantida, tinha tempo para criar um time seguro. Perdeu de quatro da Nigéria e de seis da Espanha. Os sinais estavam dados. E, nada.

No primeiro jogo, apenas um empate contra a Islândia. Não jogou mal, mas veio apenas um ponto.

Então, Sampaoli muda tudo. Coloca o “seu esquema”.  E leva um baile tático. Um time contra um bando.

E com um goleiro ridículo. Caballero praticamente não joga na Inglaterra. Com a saída de Romero, ele assumiu e Armani, o grande goleiro argentino da atualidade, fica no banco.

E Messi? Se não lhe deram um time, caberia a ele tirar algo da cartola. Nada fez. Perdeu um pênalti. Precisava dar muito mais.


Kriptonita de Messi e incompetência de Sampaoli
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Jorge Sampaoli é considerado gênio por muita gente. Seu trabalho no Chile é bom, mas pela Argentina é fraquíssimo. Assumiu em momento ruim, é fato, mas se enredou em um cipoal de fórmulas e tentativas. Nada deu certo. Chegou a jogar com Benedetto e terminou salvo por Messi, que fez três gols no Equador.

Estava desenhada a única opção correta. Montar um time forte na defesa e apostar no gênio. Como Sabella havia feito há quatro anos. E ele continuou testando. Um dos testes foi Caballero no gol. Perdeu por 6 x 1 da Espanha. E tome mudanças. E chega a Copa.

E lá está Caballero no gol, dando um passe para o islandês marcar o empate. E la está Rojo na zaga, jogando o que sabe, pouco. E lá está uma dupla de volantes, Mascherano e Biglia, que marcou mal e não apoiou. Sampaoli convocou Masche como zagueiro e o escalou como volante. E Biglia nem iria ser chamado.

E tome uma seleção com jogadas de lado de campo. Tentando furar o muro islandês, uma geleira Perito Moreno, pelo meio, com toquezinhos. E tome o desespero. Pra que Dybala, se eu tenho Higuain. Como não é final, quem sabe ele acerta?

E o jeito é torcer por Messi.

Melhor seria torcer por Francisco.

E tem Messi com sua kriptonita. A camisa da seleção o pressiona muito. Muito.

Na seleção, ele é apenas o garoto de Rosario que sempre sonhou em defender seu país, que recusou a cidadania espanhola. Sempre. Não se concretiza como gênio.

Messi já joga mais que Maradona.

Mas, com Maradona, não tinha essa patacoada, não.


Zagallo, o melhor de todos, merece a homenagem de Tite
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No mesmo dia, a seleção brasileira, recebeu a visita de um dos dois maiores vencedores da história do futebol brasileiro (o outro é um tal de Pelé) e de dois cartolas insignificantes, o coronel Nunes (quem?) e Rogério Caboclo (quem?) futuro presidente da CBF, ambos intimamente ligados ao banido Marco Polo.

Mas vamos falar da visita boa. Mario Jorge Lobo Zagallo, bicampeão mundial como jogador em 1958 e 1962, campeão como técnico em 1970 e auxiliar em 94, vice campeão mundial em 1998, novamente como treinador. Aos 86 anos, foi, com certeza, um dos últimos dias felizes de sua vida. Até o próximo convite. Porque Zagallo vive a seleção, vive da seleção, vive para a seleção. Pela “amarelinha”, faz tudo. É sua vida. Um amor, uma ligação, que remetem a tempos antigos, quando havia orgulho  em torcer pelo “scratch”.

Zagallo sempre foi contestado. E sempre foi vitorioso. Como jogador, era muito ridicularizado pelos jornalistas de São Paulo, quando a rivalidade com o Rio era imenso. Quando as pessoas ainda se importavam com o número de jogadores que cada estado cederia à seleção. Em São Paulo, era impossível imaginar sua convocação, ele seria apenas o terceiro homem, atrás de Canhoteiro e de Pepe.

Canhoteiro era considerado o Garrincha da esquerda. Maranhense, era um malabarista com a bola nos pés. Seus dribles, pelo São Paulo, eram temidos pelos adversários. Pepe jogava no Santos. Ponta-esquerda com chute potente, o “Canhão da Vila”, é o segundo artilheiro da história do clube, com 405 gols. “Sou o primeiro e não o segundo, porque Pelé é um ET. Ele não conta”, diz sempre.

Em 1958, o treinador da seleção era Vicente Feola, que dirigia Canhoteiro no São Paulo. O chefe da delegação era Paulo Machado de Carvalho, ligado ao São Paulo. E Canhoteiro foi cortado. E Zagallo foi o titular. Feola, que havia trabalhado com o húngaro Bella Guttmann no São Paulo, trocou o WM pelo 4-2-4 na seleção. Um 4-2-4 que virava 4-3-3 porque o ponta era Zagallo, que voltava ao meio para ajudar Didi. E cobrir as avançadas de Nilton Santos, um lateral à frente de seu tempo. Foi assim o trabalho de Zagallo em 58 e 62, quando o treinador era Aymoré Moreira. Fez um gol em cada Copa.

Em 1970, seu trabalho também foi diminuído. Muitos dizem que ele recebeu uma seleção pronta de Saldanha, afastado por ser comunista e por denunciar a tortura no Brasil em entrevistas no Exterior. E também por ter resultados ruins, após a brilhante participação nas eliminatórias, quando o Brasil venceu os seis jogos, contra Colômbia, Venezuela e Paraguai, com 23 gols a favor e apenas dois contra.

Saldanha foi demitido após uma vitória sobre a Argentina, por 2 x 1, em março de 1970. Zagallo assumiu e foi campeão mundial em 21 de junho.

A seleção de Saldanha, que se classificou com 1 x 0 sobre o Paraguai, tinha Felix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo e Rildo, Piazza e Gérson; Jair, Tostão, Pelé e Edu.

A de Zagallo, que ganhou a Copa dez meses depois tinha Feliz, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo, Clodoaldo e Gérson, Jair, Tostão, Pelé e Rivellino.

Deu força ao meio campo com Clodoaldo e ao meio-campo, com Rivellino. Piazza foi para a zaga porque Sebastião Leonidas, seu favorito, se contundiu.

O time de Saldanha poderia ser campeão? Sim, mas dizer que Zagallo nada fez e pegou o trem andando é uma bobagem.

Zagallo não é perfeito. Ninguém é. Em 1974, foi surpreendido por Rinus Mitchel e sua Holanda. O futebol revolucionário recebeu de Zagallo o apelido de “tico tico no fubá”. Depois, esclareceu que era uma forma de incentivar seus jogadores. E o Brasil poderia ter vencido se Paulo César Caju não errasse como errou, quando ainda estava 0 x 0.

Ele fez coisa feia também. Eu vi uma. Em 1993, o velho Barbosa, a quem todos culpavam pela derrota de 1950 (é fácil culpar Barbosa e Bigode, os dois negros) foi até a Granja Comary para atender a um trabalho publicitário. Ganharia um cachê (não me lembro de quem) para uma foto e algumas palavras com Taffarel.

Parreira não deixou. Para ele, seria uma carga emocional muito forte para o goleiro de uma seleção que não ganhava a Copa há 24 anos e que ainda buscava a classificação. Taffarel nem soube da visita. Zagallo recebeu e despistou Barbosa. O treinador, que no dia da derrota para o Uruguai, em 1950 – aquela que marcou para sempre a vida de Barbosa – estava no Maracanã, como soldado do Tiro de Guerra, trabalhando na segurança do estádio, bateu papo, trocou lembranças, sorriu, acenou, mas Barbosa se foi sem foto e o cachê.

Em 1998, Zagallo se rendeu à vontade de Ronaldo e o escalou, mesmo após uma convulsão durante a madrugada, para a final contra a França. Hoje, muitos jogadores contam que o Fenômeno não deveria ter entrado e que eles jogaram preocupados com a saúde dos companheiros. Mas, como culpar Zagallo? Alguém tiraria Messi ou Cristiano Ronaldo de uma final.

É possível que alguns jogadores que receberam Zagallo não tenham ouvido falar dele. Com certeza, não têm noção de sua importância para o futebol brasileiro. O  homem que foi vencedor contra a desconfiança de todos e que fez do amor pela amarelinha a sua marca.

 

 


Roma e Valverde humilham o Barcelona
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A Roma conseguiu uma classificação histórica e inesquecível ao derrotar o Barcelona por 3 x 0. Fruto de sua qualidade técnica, de seu caráter e de sua postura aguerrida, mas também por conta da inércia de Ernesto Valverde, que assistiu a derrocada no banco, sem esboçar reação, a não ser no final, quando o desespero tomou conta da tática e da técnica.

A pressão começou desde o início e o primeiro gol veio após lindo passe de De Rossi para Dzeko. Umtiti falhou. E continuou a pressão. O Barcelona não conseguia jogar. Semedo, além de não apoiar, marcava muito mal. Sergi Roberto e Jordi Alba não avançavam. E o Barcelona não tinha saída. Ficava preso em seu campo. Não havia conexão para Suárez e Messi.

O Barcelona sofreu o segundo, após pênalti de Piqué em Dzeko. De Rossi marcou. O Barça tentou atacar e o que se viu foi Messi levar um amarelo após perder uma bola dominada. Precisou matar um contra-ataque. Só a Roma jogava. O Barça vivia de chute de Ter Stegen para Suárez. Pobreza.

E então, o treinador Eusebio di Francesco fez duas substituições ofensivas, com El Shaarawi e Under. E Valverde? Nada. Um fazia de tudo para marcar o terceiro, o outro era um inerte. E quando mudou, tirou Iniesta, que tentava segurar o jogo para colocar André Gomes, que se mostrou inútil em campo. Ele poderia ter posto Paulinho, para dar força na marcação e ajudar na transição ee Dembelé, para abrir o campo. Desde o primeiro tempo.

Dois minutos depois da saída de Iniesta, Semedo falhou e Manolas teve seu momento de glória. Só então, Valverde se mexeu. Colocou Dembelé e Alcacer e mandou Piqué se virar como centroavante. Desespero total nos últimos dez minutos. Manolas salvou dois cruzamentos rasteiros e Dembelé teve uma chance que não concretizou. Se tivesse marcado, seria injusto.

Alisson foi pouco acionado e mostrou tranquilidade.

Messi ficou devendo muito.


Desculpe Diego, mas Messi é maior e já disputa com Pelé
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Caro Diego Armando Maradona, meu grande ídolo no futebol

Continuo guardando na memória as suas traquinagens no Napoli.

Ainda me emociono muito ao lembrar da torcida napolitana torcendo pela Argentina contra a Itália por sua causa.

Nunca esquecerei o vazio que senti em 1994, quando veio a notícia do doping. Um dos dias mais tristes da minha vida esportiva.

Diego, continuo não aceitando o erro histórico de Menottti, que o tirou da Copa de 78.

Ainda vejo constantemente o seu gol contra os ingleses. O GOL. O maior gol da história, pura picardia. Vejo e ouço Vitor Hugo Morales te chamando de Barrilete Cósmico?

De donde viniste? De que planeta?

Essa é fácil. Veio do planeta Potrero, veio do futebol callejero, veio do fullbito.

Não me esqueço da entrevista em Recife, de seu jogo no Morumbi, pelo Sevilla, já no final.

Tenho o autógrafo guardado, enquadrado, na parede de casa.

E aqueles gols na Bélgica. E o outro, de falta, como uma luva?

Nunca esquecerei, Diego. Nunca. De nenhuma alegria que me deu na vida, mas…

Mas, querido Diego, Lionel Messi te ultrapassou.

Relutei em aceitar, até briguei e discuti, mas a cada jogo, Diego, ele foi me obrigando a aceitar o fato.

Sei que ele não fez e nem fará o que você fez pela seleção, sei que ele não tem seu carisma, não tem sua coragem em falar o que pensa, ou melhor, sua coragem para pensar e contestar.

Ele é chato, sem graça, só pensa na bola. Nem faz ideia de que vive na Catalunha, ao contrário de você que sempre se identificou o sofrimento dos napolitanos.

Diego, estou dando voltas e voltas, mas chegou a hora de repetir.

Lionel Messi joga mais do que você jogou.

E está correndo atrás de Pelé.

Diego, ninguém me emocionou mais do que você, mas agora você é o terceiro, mi viejo.

Pelé, Messi e Maradona. E pode mudar, enano.

Lionel Andrés Messi, o gênio do terceiro milênio.


Argumentos toscos contra Pelé
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O amigo Rodolfo Rodrigues divulgou que Lionel Messi tem 600 gols em jogos oficiais. O número mostra que há possibilidade de alcançar Pelé, que tem 743 gols oficiais. E a polêmica voltou: Messi é ou pode ser melhor que Pelé?

Pode ser, sem dúvida. Tudo pode ser superado no mundo, menos o estilo literário de Michel Temer. Se analisarmos a questão de melhor do mundo, veremos que ela foi, através dos tempos, uma questão Brasil x Argentina.

Di Stefano reinou nos anos 50. Depois, houve os 12 anos mágicos de Pelé. Maradona assume em 82 até 94 e Messi reina no terceiro milênio. São jogadores que merecem ter a palavra Era antes do nome. Outros gênios que ocuparam espaço entre eles, como Cruyff, Ronaldo, Beckenbauer e Ronaldinho, não.

Todos tiveram rivais, mas nenhum tão forte como Cristiano Ronaldo.

O que não concordo é com argumentos que buscam descaracterizar o que Pelé significa para o futebol mundial. Há uma má vontade enorme contra Pelé.

“Ah, Pelé conta gols pela seleção do Exército”. Não é ele que conta. Ele não patrocinou contagens como Romário e Túlio. Mas, que é um absurdo, não resta dúvida. O que não se pode é colocar os outros 500 gols não oficiais como “gols pelo Exército”. São muitos. Gols em excursões, contra times poderosos. Outros, nem tanto. Colocar tudo no mesmo balaio da insignificância é desonestidade intelectual.

“Ah, Pelé só jogou no Brasil”. Sim, e mesmo assim foi considerado,pelos EUROPEUS, como o melhor do mundo. Imagine se jogasse lá. Ah, ele não jogaria? Então, lembrem que Evaristo foi ídolo no Barcelona e Julinho Botelho, na Fiorentina. Lembrem que Schiaffino e Ghifgis se naturalização e jogaram pela Azzurra. Que os suecos Gren, Nordahl e Liedholm, humilhados por Pelé em 58, viraram história no Milan.

“Pelé jogava só Campeonato Paulista”. Sim, um campeonato muito forte. O Santos dominava. Entre 58 e 69, onze edições, ganhou oito vezes. O Palmeiras venceu três. Parece a Espanha, não? E William José não faria sucesso na época.

“No tempo de Pelé, havia mais espaço para jogar. Queria ver Pelé hoje em dia”. Certíssimo, havia muito mais espaço. E Pelé era caçado em campo como um escravo fugido. Na Copa de 66, foi eliminado do jogo contra Portugal graças a Hilário e Moraes. E não se pode enfrentar a questão do tempo sem levar em conta todas as condicionantes. Nem o de Emmet Brown e seu De Lorean saíram ilesos. Querem trazer Pelé para a época atual. Então lhe dêem o preparo físico de hoje, a bola de hoje, a chuteira de hoje, a tecnologia de hoje.

“Ah, a Copa não tem tanta importância”. Sim, até concordo. A Liga dos Campeões cresceu muito. Mas tinha, não tinha. Então, não diminuam o valor de um garoto de 17 anos que estreou, deu um chapéu no galês e meteu o gol.

Há argumentos falaciosos contra Messi também. O que não se pode é envenenar um debate sobre dois gênios com besteiras. Não se pode diminuir Pelé ou Messi. Quem o fizer, passa vergonha.


Brasil está mal na Libertadores. Santos e Palmeiras são as novas esperanças
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  • Os times brasileiros começaram muito mal a Libertadores. Ainda não conseguiram vencer, após quatro partidas. Foram conquistados três pontos em quatro partidas, um aproveitamento de apenas 25%, após empates de Grêmio, Corinthians e Flamengo, além de derrota do Cruzeiro. Hoje, o Santos vai ao Peru enfrentar o Real Garcilaso e o Palmeiras visita a Colômbia, para tentar vencer o Junior Barranquilla. O Vasco estreará apenas dia 13 contra a Universidad do Chile.

O Corinthians mostrou uma repetição da receita de recentes conquistas, com uma postura defensiva eficiente e a espera por um gol que chega sempre, mais cedo ou mais tarde. O problema é que falta um ingrediente para a receita dar certo: alguém que faça o gol. Não há mais Jô, cansativo repetir e, pior de tudo, não há reposição. Contra o Palmeiras, a ideia de jogar sem um centroavante deu muito certo, mas Rodriguinho estava suspenso e Mateus Vital não esteve à altura. Houve até uma chance ou outra, o contra-ataque funcionou no segundo tempo, mas o empate sem gols prevaleceu. Se for tendência, será muito ruim.

O Flamengo teve a vitória duas vezes à seu alcance e não soube segurá-la. Empatou em casa contra o River Plate, que havia perdido seus últimos seis jogos como visitante no campeonato argentino. Não havia torcida, o que é muito ruim, mas não pode ser a única explicação. Diego Alves não foi seguro e o time, que foi eliminado no ano passado mesmo com três vitórias em casa, começa a competição com apenas um ponto. Gosto de derrota.

O Grêmio tem muito a lamentar. Jogou muito mais que o Defensor, mandou no jogo, construiu jogadas de pé em pé, com tabelas e triangulações e, mesmo assim, sofreu para fazer o seu gol. Fruto de bela jogada, como outras construídas durante o jogo. E, em seguida, sofre um gol que deve ter causado uma bronca enorme de Renato Gaúcho em sua defesa. Gol de cabeça de um jogador que não saiu do chão. O ótimo consolo é que o time jogou muito bem.

E, se de consolo estamos falando, o Cruzeiro pode dizer que foi derrotado na primeira grande atuação de Lautaro Martinez, um jogador de 20 anos e que demonstra ter um futuro enorme. Fez três gols e se credenciou para ser uma surpresa argentina no Mundial, mesmo que a seleção tenha opções como Higuain, Dybala e Aguero para formar dupla com Messi. Mas o consolo não pode ser desculpa. Foram quatro gols sofridos e isto merece uma reflexão muito maior do que ficar louvando o provável grandioso futuro de Lautaro Martinez.

O começo não foi bom para o Brasil. Hoje, há duas novas cartas na mesa.


Willian foi mais que Messi. E Renato Augusto?
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Quando for um velhinho aposentado e quiser impressionar seu netinho, Willian poderá dizer que no dia 20 de fevereiro de 2018, jogou bem mais do que Messi. Se houver alguma dúvida, é só mostrar a gravação do jogo. Os dois fizeram os gols do empate, mas Willian superou o gênio. Além do gol, acertou as traves, uma de cada lado e sofreu faltas duras.

Messi, ao contrário, sucumbiu à marcação do Chelsea, principalmente de Kanté. Não conseguiu escapar, não conseguiu um espaço para atacar e chutar. Mas, Messi é Messi e, quando Iniesta roubou a bola e cruzou para trás, todo mundo, inclusive Courtois, sabia que o argentino não erraria. Pela primeira vez, marcou no Chelsea. Um tabu a menos.

A atuação de Willian é daquelas que, se compararmos com F-1, é como um carro se aproximando do líder e pedindo passagem. Galvão Bueno diz que chegar é uma coisa, ultrapassar é outra, mas a verdade é que a batata de Renato Augusto está assando. Precisa fazer muita coisa na China para se comparar com o que Willian tem feito na Inglaterra e na Liga dos Campeões.

Em 2014, ele chegou perto de Oscar, mas a ultrapassagem não ocorreu. Oscar foi até o final e fez o gol contra a Alemanha, no dia do vexame vergonhoso que Scolari chamou de apagão.

Muito bom para Tite porque Renato Augusto tem um bom histórico na seleção, sob seu comando. Caiu nos últimos jogos, mas, quando todos estiverem reunidos para a preparação final, poderá crescer e lutar por sua posição. Não vai ser fácil, não. Quem supera Messi em um jogo, pode muito bem superar Renato Augusto na briga pela vaga junto a Paulinho, Coutinho e Neymar.


Neymar, mimado, pode ser o melhor do mundo?
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A rádio “El Larguero” deu a notícia e os jornais AS e Sport repercutiram: Florentino Perez, presidente do Real Madrid, estaria disposto a tudo para contratar Neymar na próxima janela. E “tudo” significa incluir Cristiano Ronaldo no negócio, como parte do negócio. Sim, daria CR7, que tem monopolizado prêmios de melhor do mundo e mais dinheiro por Neymar.

Poderia ser um impulso para que a previsão de Xavi, grande destaque do Barça há alguns anos, pudesse se concretizar. Ele disse que após a aposentadoria de Messi e Cristiano Ronaldo, haveria um período de três ou quatro anos com Neymar dominando o mundo do futebol.

Concordo com a previsão, mas vejo Neymar sofrendo concorrência dura de jogadores em ascensão, como Mbappé. Não há no horizonte nenhum jogador que seja entronizado como o melhor, sem concorrência. Como Pelé, como Maradona….

O que poderia facilitar a vida de Neymar é ter uma atitude mais profissional em campo. Melhorar o seu jeito de encarar as constantes vitórias e parcas derrotas. É difícil porque nunca lhe ensinaram isso. O empresário Wagner Ribeiro e o pai, Neymar, sempre o trataram como alguém especial, destinado a brilhar, a ser o maior de todos. E, se a realidade ainda não confirmou a previsão, azar da realidade.

Cada zagueiro, cada volante, cada juiz é considerado alguém como um intruso, alguém disposto a fazer com que a previsão não se concretize. Um bandido a impedir a estrada do heroi. Neymar tem sempre um sorriso irônico para o zagueiro. Sempre tem um ar de superioridade com o árbitro que não aceitou sua versão sobre a queda. Difícil acabar com a fama de piscineiro.

Quando a situação fica mais difícil, Neymar apela. Em outubro de 2016, empurrou um zagueiro Vezo, do Granda, na escada que levava os dois times aos vestiários, em jogo na Espanha. Faz por mal? Logico, afinal sabe o risco que ocasionaria uma queda. E por que faz? Porque não aceita ser desrespeitado por um inferior.

Para ser o melhor do mundo, Neymar tem duas opções. A primeira é esperar a aposentadoria de Messi e de Cristiano e esperar o trono cair no seu colo. Há o perigo, pequeno na minha opinião, de ser atropelado por algum novo jogador. A segunda opção é supera-los antes da aposentadoria ou antes da queda física. Para isso, é necessário se espelhar em Messi e Cristiano Ronaldo, que possuem uma postura mais profissional em campo. Eles sabem que jogadores inferiores têm o direito de estar em campo e que estão em campo para impedir que seu enorme talento prevaleça. São obstáculos a serem suplantados, não seres desprezíveis que nem deveriam estar ali. Ou que, já que estão, que se limitem a aplaudir.

Talvez, na infância, os pequenos Lionel, Cristiano e Neymar, tivessem, diante de uma vitrine com muitos brinquedos, a mesma reação. Bater o pé e exigir que os pais lhes dessem o presente. No futebo, Cristiano e Lionel já superaram essa fase. Neymar precisa fazer o mesmo urgentemente.