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Willian foi mais que Messi. E Renato Augusto?
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Quando for um velhinho aposentado e quiser impressionar seu netinho, Willian poderá dizer que no dia 20 de fevereiro de 2018, jogou bem mais do que Messi. Se houver alguma dúvida, é só mostrar a gravação do jogo. Os dois fizeram os gols do empate, mas Willian superou o gênio. Além do gol, acertou as traves, uma de cada lado e sofreu faltas duras.

Messi, ao contrário, sucumbiu à marcação do Chelsea, principalmente de Kanté. Não conseguiu escapar, não conseguiu um espaço para atacar e chutar. Mas, Messi é Messi e, quando Iniesta roubou a bola e cruzou para trás, todo mundo, inclusive Courtois, sabia que o argentino não erraria. Pela primeira vez, marcou no Chelsea. Um tabu a menos.

A atuação de Willian é daquelas que, se compararmos com F-1, é como um carro se aproximando do líder e pedindo passagem. Galvão Bueno diz que chegar é uma coisa, ultrapassar é outra, mas a verdade é que a batata de Renato Augusto está assando. Precisa fazer muita coisa na China para se comparar com o que Willian tem feito na Inglaterra e na Liga dos Campeões.

Em 2014, ele chegou perto de Oscar, mas a ultrapassagem não ocorreu. Oscar foi até o final e fez o gol contra a Alemanha, no dia do vexame vergonhoso que Scolari chamou de apagão.

Muito bom para Tite porque Renato Augusto tem um bom histórico na seleção, sob seu comando. Caiu nos últimos jogos, mas, quando todos estiverem reunidos para a preparação final, poderá crescer e lutar por sua posição. Não vai ser fácil, não. Quem supera Messi em um jogo, pode muito bem superar Renato Augusto na briga pela vaga junto a Paulinho, Coutinho e Neymar.


Neymar, mimado, pode ser o melhor do mundo?
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A rádio “El Larguero” deu a notícia e os jornais AS e Sport repercutiram: Florentino Perez, presidente do Real Madrid, estaria disposto a tudo para contratar Neymar na próxima janela. E “tudo” significa incluir Cristiano Ronaldo no negócio, como parte do negócio. Sim, daria CR7, que tem monopolizado prêmios de melhor do mundo e mais dinheiro por Neymar.

Poderia ser um impulso para que a previsão de Xavi, grande destaque do Barça há alguns anos, pudesse se concretizar. Ele disse que após a aposentadoria de Messi e Cristiano Ronaldo, haveria um período de três ou quatro anos com Neymar dominando o mundo do futebol.

Concordo com a previsão, mas vejo Neymar sofrendo concorrência dura de jogadores em ascensão, como Mbappé. Não há no horizonte nenhum jogador que seja entronizado como o melhor, sem concorrência. Como Pelé, como Maradona….

O que poderia facilitar a vida de Neymar é ter uma atitude mais profissional em campo. Melhorar o seu jeito de encarar as constantes vitórias e parcas derrotas. É difícil porque nunca lhe ensinaram isso. O empresário Wagner Ribeiro e o pai, Neymar, sempre o trataram como alguém especial, destinado a brilhar, a ser o maior de todos. E, se a realidade ainda não confirmou a previsão, azar da realidade.

Cada zagueiro, cada volante, cada juiz é considerado alguém como um intruso, alguém disposto a fazer com que a previsão não se concretize. Um bandido a impedir a estrada do heroi. Neymar tem sempre um sorriso irônico para o zagueiro. Sempre tem um ar de superioridade com o árbitro que não aceitou sua versão sobre a queda. Difícil acabar com a fama de piscineiro.

Quando a situação fica mais difícil, Neymar apela. Em outubro de 2016, empurrou um zagueiro Vezo, do Granda, na escada que levava os dois times aos vestiários, em jogo na Espanha. Faz por mal? Logico, afinal sabe o risco que ocasionaria uma queda. E por que faz? Porque não aceita ser desrespeitado por um inferior.

Para ser o melhor do mundo, Neymar tem duas opções. A primeira é esperar a aposentadoria de Messi e de Cristiano e esperar o trono cair no seu colo. Há o perigo, pequeno na minha opinião, de ser atropelado por algum novo jogador. A segunda opção é supera-los antes da aposentadoria ou antes da queda física. Para isso, é necessário se espelhar em Messi e Cristiano Ronaldo, que possuem uma postura mais profissional em campo. Eles sabem que jogadores inferiores têm o direito de estar em campo e que estão em campo para impedir que seu enorme talento prevaleça. São obstáculos a serem suplantados, não seres desprezíveis que nem deveriam estar ali. Ou que, já que estão, que se limitem a aplaudir.

Talvez, na infância, os pequenos Lionel, Cristiano e Neymar, tivessem, diante de uma vitrine com muitos brinquedos, a mesma reação. Bater o pé e exigir que os pais lhes dessem o presente. No futebo, Cristiano e Lionel já superaram essa fase. Neymar precisa fazer o mesmo urgentemente.


Coutinho no lugar de Dembélé. E depois, de Iniesta
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Assim como o rio corre para o mar, assim como não há amasso sem beijo e pizza sem queijo, Philippe Coutinho tomará o lugar de Iniesta e jogará ali, por trás do tridente. Só que não vai ser agora. Iniesta tem 33 anos e ainda joga muita bola. Quando parar, ou Barça já tem o substituto definido. O que, evidentemente, não significa que o brasileiro ficará esperando por dois ou três anos.

O Mundo Deportivo, jornal da Catalunha, aponta outras três possibilidades de atuação de Coutinho no time titular. Internamente, no lugar de Raktic ou aberto nos lugares de Messi ou Dembélé. Eliminemos, para atestar nossa sanidade mental, Messi.

Raktic? Não acredito. Esse lugar vai ficar com outro brasileiro, muit menos badalado. Paulinho tem dado outra dinâmica ao Barcelona, com seu jogo de ruptura, menos técnico que o do croata, mas necessário para que o time de Valverde mude de estilo. Paulinho tem menos passe, mas mais força, mais chegada, mais cabeçada e muito mais capacidade de romper as linhas.

Temos, então, uma dura notícia para o francês Ousmani Dembélé. Apesar de destro, Coutinho joga muito bem pela esquerda, com arranque, drible e o chute cruzado, com a direita. Muito zagueiro deslocou a coluna por causa disso. E há ainda outra opção, um pouco mais atrás, formando dupla com Iniesta e com o Barça abrindo mão de seu incomparável 4-3-3.

São muitas opções dadas por Coutinho. E já tem catalão, em evidente exagero, dizendo que não teria lugar para Neymar nesse time. É a voz da paixão.  A voz da loucura de quem se viu traído.


Meus pedidos para 2018
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Primeiramente, um grande ano para vocês. Eu não tenho esperança, mas continuo na luta.

Meus pedidos são contraditórios e não têm ordem de preferência.

Que Gabriel Jesus se recupere da contusão de hoje, contra o Palace. O moleque é do bem e merece estar no Mundial.

Que o Brasil seja campeão do mundo. O glorioso futebol brasileiro merece provar que está acima da cleptocracia que o comanda há décadas e décadas.

Que a Argentina seja campeã do mundo. Lionel Messi merece por tudo o que respresenta no futebol mundial.

Que o Uruguai seja campeão do mundo. Porque futebol não é só técnica, também é coração e os uruguaios são os nossos gauleses, sem a poção mágica.

Que Portugal seja eliminado logo. Não gosto da seleção portuguesa desde 1966, quando Jaime e Hilário quase decapitaram Pelé.

Que todos percebam o privilégio que é conviver, futebolisticamente falando, com Cristiano Ronaldo e Messi.

Que Guardiola continue espraiando ideias e conceitos pelo mundo.

Que os treinadores brasileiros deixem de ser hoje a velha novidade de anteontem. Que sejam ousados e busquem ideias novas. E, principalmente, como diz meu amigo Nelson Nunes, que façam seus clubes chutarem a gol.

Que Marco Polo del Nero não volte jamais, mesmo que seus sucessores sejam nulidades como Reinaldo Carneiro de Bastos.

Que o Coronel Marinho volte a comandar o trânsito.

Que os árbitros brasileiros deixem o espírito de PM de lado e que sejam menos arrogantes com os jogadores.

Que os jogadores deixem de ser espertos e malandros. Parem com essa história de cair e cair, fingindo como um artista de circo. Aliás, esse ano, tivemos gandula, árbitro e jogador simulando tapa na cara. Palhaçada.

Que nosso Brasileiro tenha mais jovens. Não seja mais o cemitério de craques, retornando ao país, depois de uma digna carreira na Europa ou na China.

Que o Brasil dê um cavalo de pau em sua célere caminhada rumo à Idade Média. E que as eleições mostrem de uma vez por todas que os doentes que confundem arte com pornografia, que ameaçam queimar uma filósofa estrangeira, chegando a ameaça-la no aeroporto, são apenas 15%. São pinschers covardes e barulhentos. E que nossa caravana continuará passando, apesar de seus latidos. Nosso país é enorme e merece ser mais solidário e moderno.

E que vocês, homens e mulheres, beijem e transem com os homens e mulheres que quiserem.

E que eu viva feliz ao lado da Marcia Gattai, amor da minha vida.


CR7 precisa comer muito tremoço para ser Pelé
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O passado é um porto seguro. Pelo menos, as lembranças que temos dele. Memória seletiva. A primeira namorada (ou namorado) era fantástica. E continua sendo. Nem interessa se, no facebook, a pessoa se tornou uma jihadista do Bolso.

A tendência para achar que todo o passado é perfeito se espraia pelo futebol. Todo time tinha um dez melhor que Zidane. Tudo era melhor, hoje não se joga futebol etc.

E por que cargas d’água, de uma década para outra, não haveria mais jogadores bons? Alguma maldição alienígena? Alguma deformação genética?

Nada. Hoje, vivemos o duelo de dois grandes jogadores. Aquele que pode estar, com méritos, entre os dez mais da História, está levando vantagem sobre o outro, que mercê estar entre os cinco.

Vamos aproveitar, sem ficar no pântano passadista.

Mas há o outro lado também. Nada do que foi, presta. A OTD é mais que o Brasil bicampeã. Mbappe é mais que Garrincha. Cruyff, bem, Cruyff é europeu. Com ele, não se mexe.

Há dois argumentos principais. O primeiro é relacionado à parte fìsica. Hoje, se corre muito mais e não há espaços. Então, os de antigamente, não conseguiriam andar.

Ora, não estamos falando do DeLorean de Marty McFly. Temos de imaginar aqueles craques com o preparo físico de hoje. Aquele Pelé, de 70, que parou no ar, contra a Itália, subiria ainda mais hoje. Jairzinho seria um tanque mais forte, mais rápido e mais legal.

O segundo argumento é que Pelé não jogou na Europa. Mas levou o Santos a dois títulos mundiais. Imaginemos então se Messi tivesse feito sua carreira no Rosário. Ou Cristiano no Sporting.

Então, sem nenhum pé no passado e realmente extasiado com o duelo Messi e CR7, eu digo que o português, que joga muito, tem de comer muito tremoço para ser como Pelé.

Mesmo porque no tempo de Pelé, que nunca foi para a Europa, não havia duelo.

Ele era o Rei.

 


CR7 tem o direito de se achar o melhor do mundo
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Cristiano Ronaldo não tem dúvida que é o melhor jogador da história do futebol mundial. É um direito dele. E não é um absurdo, como se a frase fosse do Lewandowski ou Ibrahimovic.

Ele joga muito. E, com a conquista da Eurocopa, superou Eusébio, o moçambicano que levou Portugal ao terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966. É o maior português da história.

O melhor do mundo? Não concordo, embora, repito, não veja a declaração como uma sandice.

Há três jogadores que foram chamados de melhor do mundo em sua época, sem nenhuma contestação. Di Stefano, Pelé e Maradona foram os Reis. Para mim, os três são melhores que Cristiano.

Ele divide o cetro com Messi e eu prefiro o argentino. Pura questão de gosto. Prefiro o estilo mais “mágico”.

Além deles, há Puskas, Cruyff e Garrincha, cujos defensores podem questionar o título de CR7, dado por ele mesmo.  E, no mundo “moderno”, Zidane e Ronaldo.

Enfim, o gajo joga muito. E está em ótima companhia.

 


Neymar, Coutinho e Jesus. Um trio de ouro que ninguém mais tem
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Trio de Ouro

Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas criaram o Trio de Ouro, que fez grande sucesso nos anos 50 do século passado.

Gabriel Jesus marcou na dura vitória do City 100% sobre o ótimo Napoli. Coutinho fez um dos sete gols do Liverpool sobre o fragílimo Maribor. Firmino fez dois, mas vamos falar dos outros dois. Jesus e Coutinho formam uma dupla de coadjuvantes para Neymar que ninguém mais tem. Um trio de ouro.

Cristiano Ronaldo é mais que Neymar, mas não tem ninguém a seu lado. Ninguém de nível. Bernardo Silva é o melhor.

Messi é o maior de todos. Tem Dybala e Di Maria, mas eles ainda não renderam. A Argentina, enquanto time, não existe. É um bando de bons jogadores esperando Messi resolver. Tudo pode mudar, pois Sampaoli é bom treinador, mas ainda não.

Alemanha, Bélgica e França são concorrentes fortes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. São times bons, com alguns trios (Pogba, Mbappé e Griezman; Hazard, De Bruyne e Lukaku; Kroos, Muller e Draxler) mas não tem um destaque. Podem até vencer a Copa, principalmente Alemanha e França.

Mas ninguém tem um trio tão homogêneo como o Brasil. Neymar tem companheiros que fariam inveja a CR7 e Messi, os melhores do mundo. Com esses três, Tite tem uma base muito boa. Um trio de ouro, com coadjuvantes ótimos como Paulinho, Marcelo e Daniel Alves. Dá para fazer um grande time.


Et nóis. O melhor ataque do mundo
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A Europa está avisada, como disse o L’Equipe. O PSG, como Átila, o Rei dos Hunos, o Flagelo de Deus, que subjugá-la.

O torcedor do PSG tem todo o direito do mundo de achar que Neymar, Mbappé e Cavani formam o melhor ataque do Planeta Terra. Mesmo porque o MSN não existe mais. Messi e Suárez perderam Neymar e viram Dembelé, o substituto, se contundir.

E o BBC é muito eficiente, matador, pode até ser o melhor de todos, mas falta magia a Bale. BBC pode ser o melhor, afinal lá está Cristiano Ronaldo, mas qual seja a sopa de letrinhas do PSG (NMC, NCM, MNC, MCN, CNM ou CMN) representa um futebol mais leve, mais fluido, mais elegante e bonito.

As deslocações envolvem também Cavani. O uruguaio saía da área quando o dono dela era Ibra. Pode sair novamente, para a chegada de Neymar, Mbappé ou dos que vêm de trás, como Draxler ou Rabiot.

Os 6×2 contra o Bordeaux foram uma aula de passes rápidos, passes curtos, bolas enfiadas, passe de letra e cobrança de falta genial. Didi, nosso Folha Seca, faria melhor. Em quantidade, talvez. Mas aquela de Neymar na manhã de sábado, foi incomparável.

O PSG parece, pelo menos externamente, haver aparado as arestas entre os jogadores. Neymar cobrou a também a falta. Neymar cobrou o pênalti. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Esperemos o próximo pênalti para ver se há um rodízio, ou se o dono do time também é o dono da bola parada.

A defesa do PSG não mostrou a mesma beleza de seu ataque. E nem a mesma eficiência. O pênalti em Cafu era desnecessário e Meunier mostrou ser o típico defensor que não perde a viagem. E o primeiro gol do Bordeaux foi uma linda linha de passes pelo meio da defesa do PSG. Logicamente, há a ressalva de que Daniel Alves e Thiago Silva não estavam em campo.

Podia ser vira cinco e acaba dez, mas o PSG tirou o pé e se contentou com “apenas” seis.


Paulinho, o quebra-muros, o rompe-linhas, virou heroi na Espanha
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OS Flinstones, em espanhol, são os picapiedras. Como Paulinho

 

Ernesto Valverde, técnico do Barcelona, quando questionado sobre a contratação do questionadíssimo Paulinho, disse que ele era um jogador diferente do que havia no elenco, um jogador forte, vertical e que ajudaria muito o time. Após, a vitória sobre o Getafe, conseguida com um gol de Paulinho, a cinco minutos do final, ele disse: “Estava muito difícil chegar à ultima linha. Precisava mudar alguma coisa porque estávamos batendo em um muro”.

Ele olhou para o banco e entre André Gomes e Paulinho escolheu o brasileiro. Que fez o gol ao seu estilo. Avançou verticalmente, pediu a bola a Messi (ah, como é ótimo pedir uma bola a Messi), recebeu o passe, avançou, abriu o braço, impediu a chegada de um defensor e chutou cruzado. O muro estava rompido. A última linha estava vencida. Paulinho é isso, o quebra-linhas, o rompe-muros (ou vice versa). E é também o herói do jogo, como disseram os jornais da Espanha.

El Mundo Deportivo: “Paulinho recebeu a bola, controlou na corrida, afastou-se do agueiro e soltou um chicotaço cruzado que superou o goleiro Guaita. Paulinho, uma contratação de que se duvidou muito, mas que foi decisivo e Getafe para dar o triunfo ao Barça”

El Mundo: “Paulinho. Faz me rir por haver se exilado na China. Por haver baixado até os bueiros do futebol, porque na superfície ninguém reparava nele. Por haver fracassado no Tottenham. Mas, sobretudo por haver custado 40 milhões de euros. Paulinho, cuja apresentação teve o glamour de uma partida de bingo em um hotel, se calou ante tanta troça. E respondeu em Getafe. Ali, não esquecerão a fortaleza de seu corpo, onde se estralou o pobre Djené. Tampouco a flexibilidade de seu pé, um martelo que permitiu ao Barça salvar o triunfo em uma tarde com cheiro de naftalina” (…) Messi atendeu o pedido de Paulinho para abrir a fechadura, intrometer-se entre os defesas, acabar com a fama de proscrito e libertar a um Barcelona, que se mantém pleno na Liga.

 

 

 

 


Neymar foi anjo e demônio em Glasgow
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O PSG levou os dois Neymares a Glasgow. E eles fizeram o que se esperava deles. Um show de bola e de mau comportamento.

Durante o jogo foi o que é: o maior jogador brasileiro desde Zico, ao lado de Ronaldinho, Ronaldão e Romário. E crescendo. Fez o primeiro gol do jogo, recebendo passe genial de Rabiot, e definindo com precisão e técnica. Perseguido pelo zagueiro, com o goleiro crescendo à sua frente, marcou mais um para a conta que não termina. Gol de matador. Deu o passe para Cavani fazer o segundo. O uruguaio furou, mas Mbappé fez. Há um novo trio por aí. New kids on the Block (nããããõ), o NCM está aí. Ou seria NMC? Não sei. Precisa começar com N, de Neymar. Um anjo da bola.

Neymar foi também o que é desde que entrou em campo pela primeira vez. Um jogador que não respeita o adversário. E nem estou falando de drible, de lambreta, tudo isso é válido e só deixa o futebol mais bonito. Quem delimita o que é válido em campo, falando-se de drible, é quem não sabe driblar. Então, começa aquela história de fazer isso ou aquilo quando está ganhando é fácil, quero ver…blábláblá… Neymar sabe driblar e deve driblar. Fazer o que sabe não é desrespeito.

O errado é ficar mostrando três dedos para o marcador, mostrando o placar do momento. Errado é ficar reclamando de faltas. E, ao final do jogo, não aceitar o cumprimento do rival. Como se fosse indigno de compartilhar o mesmo espaço com ele, o Neymar. Prefiro o comportamento de Neymar no final do jogo do Brasil contra a Colômbia, quando esqueceu velhas rusgas e confraternizou com os companheiros de profissão.

Eu acho aceitável um atacante irritar-se com marcação pesada e jogar duro contra o zagueiro também. Edmundo era assim. Não gosto da ironia, do desprezo e do não saber vencer. Prefiro a dignidade dos jogadores de rugby, que fazem da pós carnificina uma ode ao esporte. Neymar precisa aprender com eles. Ou com Lionel Messi.