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Briga boa no São Paulo: três por uma vaga
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Menon

O trabalho de Raí em 2018 deixou a desejar, apesar do quinto lugar no Brasileiro. Faltava um elenco consistente. O que mudou agora com as contratações do atacante Pablo e também do ídolo Hernanes. Pode-se dizer que André Jardine terá boas opções para escalar o time. Ou os times, algo muito importante, como Felipão mostrou no PalmeirasTime forte mentalmente.

O São Paulo terá duas brigas por posição, envolvendo pelo menos três jogadores em cada uma delas.

Vamos começar por aquela que não interfere no esquema tático.

Quem será o volante de contenção?

O São Paulo procurou Willian Arão, um volante que tem boa saída de bola e que chega ao gol adversário. Não conseguiu e, estranhamente, mudou o alvo. Contratou o Willian Farias, cidadão exemplar. Como Arão não veio, caberá a Liziero cumprir a tarefa de ser o volante que cria jogo, o volante com jogadas verticais e bom passe. Quem será o seu companheiro?

Hudson?

Jucilei?

Luan?

Jucilei é o melhor marcador. Hudson é o que mais chuta a gol, e Luan o mais rápido e com mais verticalidade.

Willian Farias é o quarto na fila e começa atrás na corrida.

E agora, quem será o quarto elemento do ataque?

Hernanes está garantido como o armador centralizado. Pode até voltar um pouco na marcação, mas será muito mais um meia que volta um pouco do que um volante que apoia bastante.

Éverton foi a melhor contratação do ano passado. Tomou conta do lado esquerdo, com bons passes e muita aplicação.

Pablo foi a contratação mais cara. Será o centroavante do time. Com mobilidade, abrindo espaços, mas o centroavante.

A escolha do companheiro deles depende do esquema que será utilizado.

4-4-2 ofensivo

Acredito que será o escolhido no início dos trabalhos. Como Pablo se desloca bastante e abre espaços, eles poderão ser preenchidos por Diego Souza, que fez 16 gols na temporada passada. Ele pode atuar um pouco mais à frente de Hernanes e um pouco atrás de Pablo. Chuta bem de fora da área, pode chegar de cabeça e também dar passes a Pablo. Seria um 4-3,5-2,5. Uma outra possibilidade, menos provável, é com Gonzalo Carneiro em vez de Diego Souza. No caso, ele ficaria um pouco mais à direita, com menos chegada na área.

4-4-2 clássico.

É a opção com menor possibilidade ser implantada.  Teria Nenê ao lado de Hernanes. Mais toque de bola e menos ataque. E Nenê terminou em baixa o campeonato. Não há motivo para começar o ano como titular.

4-2-3-1

Quem ocuparia o lado direito do ataque? O nome favorito é Biro Biro, mais “cascudo” que Helinho. Seja qual for o escolhido, a ideia é ter triangulações pela direita, com o apoio de Bruno Peres.

Enfim, é isso. Diego Souza? Nenê? Biro Biro? A escolha de um deles define também o modo de jogar. Carneiro e Helinho correm por fora. E Everton Felipe é uma possibilidade com mínima chance de se concretizar.

A briga está aberta.

 

 


Boselli, Hernanes, Rodrigo Caio, Carlos Eduardo….Acorda, Santos
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Gosto muito das provas de meio-fundo no atletismo: 800 e 1500 metros. Não têm aquela explosão de adrenalina dos 100m, quando quem corre acima de dez segundos sai na foto como aquela visita inesperada de final de ano: atrás, meio escondidinho, uma pessoa legal, mas quase estranho no ninho.

As provas de meio-fundo têm emoção, mas tem tática também. Se o cara quiser largar como se tivesse incorporado Usain Bolt, estará na rabeira antes de se completar a primeira volta. Com 300 metros percorridos, sua luta já será para não ficar em último. Os corredores precisam saber como estão os adversários, precisam fazer jogo de equipe, precisam se defender de jogo de equipe e precisam de gás no final para dar o sprint vencedor. Ou, para não ser surpreendido por ele.

Estará o Santos incorporando o nosso Joaquim Cruz, grande atleta de meio-fundo? Estará ali no bolo, esperando a hora certa de uma arrancada no mercado da bola? Não, a comparação no momento até agora é outra. Enquanto os outros correm, o Santos está com os dois pés pregados no chão.

Se fôssemos continuar brincando com o atletismo e se agora o tema fosse um revezamento 4×100 ou 4x400m, a imagem nos mostraria um quarteto que contratou um grande treinador (Sampaoli), mas que perdeu dois atletas: Dodô e Gabigol. E que está perdendo Bruno Henrique para o Flamengo.

E as perspectivas são ainda piores quando se lembra que Rodrygo em breve partirá também. Cumprirá a sina de toda grande revelação brasileira dos últimos tempo: render dinheiro e não futebol a quem o revelou. Muito melhor que Robson Bambu, que o Santos, após uma barbeiragem incrível, perdeu para o Furacão.

O Santos precisa reagir rapidamente. E causa espanto saber que Renato, o executivo de futebol está de férias na Espanha. Será mesmo? Ou está buscando algum reforço importante? Tomara que sim, caso contrário o semestre estará totalmente prejudicado.


Hernanes de volta é golaço de Raí
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Raí fez três gols no Corinthians em um clássico. Hoje, marcou seu terceiro gol no mercado da bola. Depois de Tiago Volpi e Pablo, chegou Hernanes. Contrato de três anos. Como eu disse, o São Paulo iria se reforçar

A importância de Hernanes foi sentida em 2017, quando chegou no segundo semestre e impediu a queda.

Agora, tem missão mais prazerosa. Será o comandante de um grupo que precisa conquistar um título. Com sua chegada, com certeza a vida do Talleres de Córdoba começa a ficar mais difícil.

Como Hernanes vai jogar? Tomara que Jardine adote o 4-1-2-3. Com Hudson (ou Luan) Hernanes e Liziero; Rojas, Pablo e Éverton. Ou Pablo na direita e Diego Souza no meio.

 

 

 

 

 


Dorival fica, mas precisa ousadia para chegar ao Brasileiro
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A direção do São Paulo resolveu que Dorival Jr. continua no comando da equipe. Espera por um bom resultado contra o CRB e por uma melhora de rendimento no Paulista, de modo que o time chegue com uma cara definida no Brasileiro. Se o plano der errado, Dorival será demitido. A tese sem cabimento de que é necessário um ano para se avaliar um treinador não encontra eco em quem tem a caneta no São Paulo. Para ser avaliado após um ano, é necessário ter resultados, muito mais que rendimento, que o permitam chegar a um ano de trabalho.

Dorival precisa mudar de atitude. Ele deve abandonar a convicção de que um bom trabalho se faz lentamente, com os jogadores assimilando conceitos e rendendo mais. Sempre foi assim. Procurem no gooogle Dorival + evolução ou Dorival + imediatismo e encontrarão resultados desde 2013. Está sempre reclamando de críticas que considera imediatistas e pregando uma evolução. Muitas vezes ela pode ter vindo, mas agora parece mais uma quimera. Ninguém vê a tal evolução. E não é porque não quer, como Dorival insinua. É porque está realmente difícil de ver.

No ano passado, houve evolução, é preciso reconhecer. O rendimento no segundo turno foi bom. Aí, o clube perdeu Pratto e Hernanes e tudo voltou ao zero. E tome Dorival pedindo tempo para evolução. Evolução que pode levar aonde? A um quinto lugar no Brasileiro? É o máximo que se pode sonhar, enquanto o pesadelo tem proporções muito maiores. O São Paulo pode cair, com certeza pode.

O São Paulo, atualmente, é um clube grande que diminuiu de tamanho. Hoje, é um desses times que vive no limbo. Se fizer um bom campeonato, chega à Libertadores. Se for mal, cai. Diante desse quadro, é difícil ter um ano de trabalho antes de ser avaliado. E, aliás, Dorival já tem sete meses.

A mudança precisa ser rápida. Como foi com a chegada de Carille no Corinthians, como foi com a chegada de Muricy ao São Paulo em 2013, como tem sido com Thiago Larghi no Galo. É possível ter um choque, é possível ter mudança instantânea. Para isso, Dorival precisa mudar.

O treinador do São Paulo parece um estudioso de piano muito aplicado, daqueles que decora todos os movimentos, todas as combinações entre as notas musicais e que chega na hora do concerto apresenta um trabalho tecnicamente irrepreensível, mas sem nenhuma improvisação, nenhuma emoção. Ele treina, treina, trabalha duro, mas não consegue pensar fora da caixinha. Contra a Ferroviária, foi uma overdose de lugares comuns. Sai Diego e entra Trellez. Nunca os dois juntos. Entra Nenê e sai Valdívia. Por que não Petros? Entra Paulinho Boia e sai Marcos Guilherme. Por que não Hudson.

Dorival precisa mudar.

Tentar um 3-4-3. Sidão, Arboleda, Caio e Anderson; Marcos Guilherme, Militão, Cueva e Reinaldo, Paulinho Boia, Diego Souza e Brenner

Tentar um 4-1-2-3 com Sidão, Militão, Arboleda, Caio e Reinaldo, Jucilei, Cueva e Diego, Pauinho Boia, Brenner e Caíque

Pode subir Liziero para a lateral.

Pode dar tudo errado. Os dois esquemas que eu falei podem ser um fracasso total. Mas, se ele mantiver o estilo papai e mamãe, se continuar trocando seis por meia dúzia, se não ousar mais, ai, sim, é a certeza do fracasso total. E ele não chegará ao Brasileiro.


Mílton Cruz, invicto, vê Leco como culpado pela crise do São Paulo
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No domingo, dia 25, o líder Figueirense visitará o Criciúma, vice-lanterna do campeonato catarinense. Se não perder, o clube chegará a uma invencibilidade de 15 jogos, superando uma série de 2011. O time não perde desde 11 de novembro do ano passado, quando enfrentou o América-MG em casa e lutava para não cair para a série C. Além de liderar o Estadual, o Figueira promete muito trabalho ao Atlético-MG, a partir de quarta -feira, dia 28, pela terceira fase da Copa do Brasil. O nome do treinador é Mílton Cruz, mas pode chamar de Arsene Wènger, o francês que dirige o Arsenal desde 1996.

“É assim que eles estão me chamando. Já me ofereceram um contrato de três anos para continuar o trabalho. Vou assinar esses dias, é muito legal estar em um clube bem organizado e com um projeto a longo prazo”, conta Milton.

Ele assumiu com o Figueirense em penúltimo lugar na série B e levou o time à 12ª posição. Em seguida, recebeu a missão de diminuir a folha de pagamento e a média de idade. Missão dada, missão cumprida. O clube gastava R$ 1,5 milhão por mês e agora o orçamento é de R$ 700 mil.  A média de idade diminuiu de 31 para 24 anos. Ele indicou jogadores como André Luís, do Ipiranga de Erechim, artilheiro do campeonato. E trouxe também Denis, um velho conhecido dos tempos de São Paulo.

“Aceitou meu convite e está muito bem. Disse para ele que o Figueirense revelou goleiros bons como Thiago Volpi, Gatito e Muralha e que poderia ser um novo impulso na carreira dele. Abraçou nosso projeto, assinou por dois anos e está muito contente”, diz Milton.

Contente? Milton está muito mais do que contente. Repete várias vezes que está feliz, muito feliz. “A cidade é bonita, é perto de São Paulo, o time é muito organizado, o campo, os vestiários e o CT são de primeiro nível. E os investidores do clube sonham com o pé no chão. A ideia é subir esse ano para a A, se manter lá e alcançar o mesmo sucesso da Chapecoense. Uma coisa bem contínua, sem ficar caindo e subindo”.

Do São Paulo, onde ficou por 23 anos, Mílton Cruz tem boas lembranças e também mágoas. “Do time, não quero falar, não vou me intrometer no trabalho dos outros, até porque preciso cuidar do meu que toma muito tempo, mas, realmente foi triste sair”.

Mílton Cruz não acredita ter sido a vítima da guerra entre Leco e Abílio Diniz, seu amigo. Para ele, tudo vinha de antes. “É muito estranho homem ter ciúme de homem, mas é verdade. O Leco tinha ciúmes do Muricy e de mim também. Uma coisa inexplicável. Eles foram me colocando de lado, sem funções, até que me demitiram. Saí na boa, fiz um bom trabalho no Náutico e agora estou muito bem no Figueirense”.

Ciúme leva a comparações, que Milton acredita dominar, sem nenhuma dúvida. “Eu fiz história no São Paulo. Estive em todos os grandes títulos, de Mundial a Libertadores, nos Brasileiros. Revelei jogadores, como Kaká, Hernanes e Júlio Batista  e indiquei muita gente boa para o clube, como Miranda e Amoroso. Grandes presidentes como Juvenal Juvêncio e Marcelo Portugual Gouvêa, presidentes vencedores sempre me deram valor. Do Leco, só recebi ciúmes. E, se quiser comparar, me deixa de lado e compara o Leco com os outros presidentes, compara o São Paulo de agora com o de antes”

 


São Paulo: três armadilhas em sete dias
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Os próximos sete dias, a partir de quinta-feira, dia 15, significam muito na vida do São Paulo neste início de ano. Podem trazer calmaria por um tempo ou a instalação de uma grande crise, resultando até na demissão do treinador. O primeiro jogo é contra o CSA, em Maceió, o segundo contra o Santos, em casa e o terceiro, uma viagem até Itu, para pegar o Ituano.

Lendo assim, parece fácil, mas os jogos possuem características impactantes.

Contra o CSA é mata. Não é mata-mata, pois se decide em um jogo só. Se o São Paulo não vencer, irá para os pênaltis. E, se perder, será um Deus nos acuda. O paralelo que pode ser feito é com o Corinthians do ano passado, que foi enfrentar o Brusque. Não saiu do empate e esteve a pique de ser eliminado nos pênaltis. Bastaria um acerto de Carlos Alberto, o Gato. Mas ele errou, o time se recuperou e Carille teve tranquilidade para trabalhar. Tê-la-ia (mesóclise para homenagear o presidente sem votos) se fosse eliminado? Difícil, talvez fosse demitido.

Além de ser uma competição traiçoeira, o São Paulo tinha como certo que a partida seria no dia 21. Foi surpreendido e teve de correr com a preparação. E talvez não tenha Militão, que está com amidalite. E já não tem Petros, suspenso.

No domingo, às 17h, aproximadamente 65 horas após a decisão, o adversário será o Santos, 24 horas mais descansado e sem viagem pelo meio. Se o time estiver classificado para a terceira fase da Copa do Brasil, o treinador até poderá poupar um ou outro jogador, mais descansado diante de uma torcida muito animada. Se for eliminado, Dorival Jr (?) escalará tudo o que tem de melhor para enfrentar o rival e uma torcida desconfiada e sem ânimo.

Se houver a classificação e um empate no clássico, prevalecerá a tranquilidade contra o Ituano. Se o empate ou derrota no clássico vier após uma eliminação, o jogo contra o Ituano terá uma dimensão dramática. E, como André Jardine está no Uruguai com o sub-20, nem se sabe quem ficará no banco.

Esta é uma análise do mundo real. Nosso futebol é assim, nosso calendário é assim. Não adianta fazer projeções como se vivêssemos na Europa. Não se trata de justiça ou não. Trata-se de “o que tem para hoje”. E ninguém vai lembrar que Dorival fez um bom trabalho em 2017 e que começou o ano perdendo Hernanes e Pratto. Ninguém vai levar em consideração que ele precisa de um lateral direito e de um homem rápido e experiente pelo lado de campo. Nada disso.

Então, em Terra Brasilis, é assim que a banda toca. A Morolândia não é europeia.

 

 


Dorival, entre o sonho e a realidade, entre Shaylon e Nenê
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Dorival foi um bom menino em 2017. Pegou um time quase caindo e terminou o segundo turno em quinto lugar. Uma campanha digna e, o mais importante, promissora. Ele tinha uma base para trabalhar. Era preciso corrigir algumas coisas. Entre elas, a transição, lenta, com Jucilei, Petros e Hernanes. Não havia contra-ataques pelos lados do campo e sim jogadores de qualidade fazendo a transição pelo meio. Algo a ser corrigido, como ele explicou NA ENTREVISTA QUE FIZEMOS EM NOVEMBRO,

Está tudo lá. Ele explica que o time não tem jogadores com capacidade para fazer contra-ataque com rapidez. Diz que gostaria de apostar na base. E que gostaria de ter três reforços do nível de Hernanes.

E chega 2018. Em vez de três reforços do nível de Hernanes, ele…perdeu o Hernanes.

Para o lado do campo, ele pediu Marinho, Bruno Henrique, Gabigol ou Luan, do Galo. E recebeu….NINGUÉM.

E a base, em que ele aposta tanto?

Peguemos o caso de Shaylon.

Dorival gosta muito, apesar de haver, como todos, detectado uma certa timidez no garoto. A ideia era ir dando espaço a ele, principalmente porque Cueva vai para a Copa do Mundo.

O que acontece? Cueva faz cuevices. Não aparece na hora marcada e se recusa a viajar.

E Shaylon vai jogando.

Então….vem Nenê.

Ora, Nenê é a síntese do que o São Paulo não precisa. 1) Não ajuda o time a ter a velocidade sonhada por Dorival. 2) Atrapalha o surgimento de jogadores da base.

Imaginem um meio campo formado por Jucilei, Petros e Nenê. Muito lento. Agora, somem a eles o Diego Souza. Fica mais lento ainda.

Mas, por que o Diego Souza no meio, se Dorival disse que seu lugar é como centroavante?

Porque a diretoria contratou Trellez, que também é centroavante. Esperando que Dorival recue Diego Souza,

Com contratações erradas, fica difícil o treinador colocar em prática os seus conceitos: time com posse de bola, mas também com contra-ataque pelos flancos e dando espaço para jogadores jovens, que gostem do clube e sonhem com o sucesso no São Paulo.

O quadro acima pode terminar com um desfecho ruim para o clube: Shaylon, com poucas chances, é vendido por pouco dinheiro para um clube europeu. E lá, joga muita bola. Sua ascensão pode se concretizar em dois anos. Dois anos é quando termina o contrato de Nenê com o São Paulo.


São Paulo está fraco e erra ao colocar pressão na base
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O ano tem sido de perdas para o São Paulo.

Perdeu Hernans para os chineses.

Perdeu Pratto para o River Plate.

Perdeu Scarpa paa o Palmeiras.

Hernanes e Scarpa eram totalmente inevitáveis diante do poderio econômico da China e do Palmeiras. Eles não disputam com clubes brasileiros, eles passam por cima.

Pratto poderia ter ficado, mas o River Plate, hoje em dia, é mais que o São Paulo. Tem mais dinheiro e disputa a Libertadores. Ah, e havia também a imensa saudade da filha, que aumentou muito no último ano… Se  proposta fosse do Olimpo de Bahia Blanca, a saudade seria controlada facilmente.

Mas, se Pratto saiu, Diego Souza veio e a situação está resolvida? Não é bem assim. O ideal seria ter os dois. Ter um elenco mais forte do que aquele que terminou o ano deixando a angústia para trás e a esperança pela frente. A esperança que a presença do São Paulo no mercado diminuiu.

Esperança de quê? De ganhar um Brasileiro? Melhor diminuir expectativas e pensar na Sul-americana ou na milionária Copa do Brasil, que, por ser mata-mata, permite surpresas.

Há ainda o problema Cueva. O quanto ele estará comprometido com o clube, em ano de Copa? E é possível que receba uma boa oferta após o Mundial e deixe o clube, despedindo-se com um vídeo ou uma cartinha melosa, como é moda agora.

E então, diante de uma situação nebulosa como esta, o clube aposta, pelo menos midiaticamente, na base. O site traz matérias sobre o número de jovens de Cotia prontos para jogar. Há até uma hashtag, #abasevemforte, com filmetes diários, muito bem feitos.

A base é futuro, a base é esperança e todos sabemos que futuro e esperança combinam também com incertezas.

Shaylon vai desencantar e tornar aqueles rasgos de ousadia mais constantes?

Brenner vai confirmar as expectativas e se transformar em um atacante de alto nível. Ficará perto de um Gabriel Jesus? Ou, pelo menos, ficará longe de ser um Ademílson?

Lucas Fernandes superará as contusões e uma certa timidez (dentro de campo) que tem atrapalhado seu despertar? Voltará a driblar, ali pela esquerda, a chutar de fora da área, a cobrar faltas?

Marquinhos Cipriano, Gabriel Sara, Bissoli? Caíque?

Pedro Augusto e Paulo Henrique chegam, a meu ver, com expectativas menores.

Eu gosto de Liziero, que está na Copinha. Me parece um Junior Tavares menos brilhante e mais aplicado à marcação.

O São Paulo não deveria colocar pressão nestes jogadores. Nada contra escalá-los em profusão contra o São Bento ou em outros jogos. Tem de ir para o fogo mesmo. Mas não deveria dar tanta mídia a eles, enquanto ainda nem jogaram.

Mas o raciocínio me parece o contrário. A gente fecha treino, fecha filmagem e enche o site com informações e filmetes da molecada. É o momento bom para dar espaço ao trabalho de Cotia.

Não é uma boa, eu acho.

E, assim que Raí resolver a contratação de Lugano, é bom voltar ao mercado. Fazer com que haja notícias, enquanto os jovens não confirmam todas as expectativas que o clube está jogando sobre eles.


Com Raí, Rocha e Lugano, Leco fica longe do futebol
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Deixemos as nomenclaturas de lado. Seja qual for o nome do cargo, Raí é o homem forte do futebol. Terá Ricardo Rocha só seu lado. E é provável que tenha Lugano próximo aos jogadores.

Trata-se de gestão descentralizada. A grande consequência é que afasta Leco do campo. Ele continua mandando no clube (ganha para isso), mas não terá mais autoridade e oportunidade para ações afoitas, como demitir Ceni em 12 minutos, como, orgulhosamente disse ao www.chuteirafc.cartacapital.com.br.

E o que Ricardo Rocha pode trazer de bom ao São Paulo?

Qual sua experiência como gestor?

O que fez no futebol após a aposentadoria?

Ser técnico do Santa Cruz e do CRB o qualifica para o cargo?

Sinceramente, acho que, antes de Ricardo Rocha, Raí precisava 1) contratar um lateral 2) resolver o caso Maidana 3) trazer um meia porque Cueva vai jogar pouco e Hernanes deve sair 4) trazer um atacante.

São prioridades muito urgentes. Ricardo Rocha podia esperar lá no SporTV.


Luís Ademar e a seleção do Brasileiro=17
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Pedi para alguns amigos queridos fazerem a escolha da seleção do brasileiro. Hoje, é o Luis Ademar, que eu conheço há muitos anos. Segue a escolha dele.

VANDERLEI – foi disparado o melhor jogador do Santos. Superando até Bruno Henrique. Fez defesas difíceis quando mais a equipe precisou. Muitas vitórias podem ser creditadas a milagres do paredão santista. Injustiçado na Seleção Brasileira de Tite, que convocou até Muralha.

FÁGNER – Inteligente, veloz, importante no apoio ao ataque, sem descuidar da marcação. Campeonato brilhante. Não é à toa que uma das opções de Tite para o Mundial de 2018.

GEROMEL – vive fase espetacular, com precisão nos desarmes, ótimo jogo área e, principalmente, senso de cobertura. Líder em campo, outro injustiçado que foi preterido por Tite, que cansou de chamar Rodrigo Caio.

BALBUENA – o paraguaio tem meu respeito pela maneira silenciosa em que se transformou no xerife da zaga. Ótimo no jogo aéreo, em especial na defesa, mas fundamental com gols importantes no ataque. Abusado, ele cansou de se lançar ao ataque iniciando as jogadas de contragolpes. Fez parceria de respeito com Pablo.

ARANA – o garoto me parece o futuro da Seleção Brasileira. Tem potencial para ser o substituto de Marcelo no futuro. Atrevido, habilidoso, eficiente no apoio ao ataque, caprichou em muitos cruzamentos. E jamais foi ineficiente na defesa, mesmo na momentânea má fase no returno.

MICHEL – repetiu a temporada de 2016, quando foi campeão da Série B pelo Atlético-GO. Chegou ao Grêmio e tomou conta da posição. Protege bem a zaga, sai para o jogo com inteligência e foi importantíssimo na campanha do Grêmio

BRUNO SILVA – confesso que fiquei em dúvida entre ele e Artur, moleque bom de bola do Grêmio e que futuramente também deve figurar com frequência na Seleção Brasileiro. Optei pelo botafoguense pelo papel fundamental que teve em time limitado. Importante na marcação e eficiente no ataque, onde fez vários gols e deixou os companheiros na cara do gol. Levou a melhor por ter superado suas limitações e brilhado no meio-campo.

HERNANES – Graças a ele, e com o apoio do Cueva, o São Paulo não caiu. Líder dentro e fora de campo, foi criativo, marcador, eficiente taticamente e artilheiro. Chegou, tomou conta da posição e passou até a figurar nos planos de Tite. Final de temporada espetacular.

LUAN – Vive fase espetacular. Pode ser meia, meia atacante, atacante. Jogador pelos lados, por dentro, de segundo atacante. Tudo isso por sua eficiência e polivalência. Jogou muita bola ao longo da temporada.

DUDU – travou batalha dura com Bruno Henrique, do Santos. Levou a melhor por diante de tanta pressão, em time que decepcionou com todos os treinadores, ele ter chamado a responsabilidade com dribles, velocidade, eficiência e gols. A briga foi boa, confesso, pois o santista jogou muita bola. Mas as múltiplas funções do palmeirense me fez optar por ele.

 – Foi o grande personagem do Corinthians. Um pivô inteligente e eficiente, que soube tirar proveito da estatura para aparar todas bolas de cabeça vindo da defesa. Preparou jogadas para os companheiros, mostrou muita movimentação e mobilidade, e se transformou em grande artilheiro. Impecável!

FÁBIO CARILLE – junto com Jair Ventura fez trabalho eficiente com todas as limitações do seu elenco. Tirando proveito do máximo de cada jogador, o Corinthians fez primeiro turno impecável, que dificilmente será superado por uma equipe. E nas irregularidades ocorridas no segundo turno, soube fazer modificações para colocar a equipe novamente nos trilhos.