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Timão mantém receita e terá sucesso em 2018
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Menon

Pequena viagem aos anos 70:

Segunda-feira – Virado à paulista

Terça-feira – Bife a rolê

Quarta-feira – Feijoada

Quinta-feira – Macarrão com frango

Sexta-feira – Peixe à dorê

Sábado – Feijoada.

O cardápio nos botecos do centro eram imutáveis. Bons restaurantes também o replicavam, com mais qualidade, é lógico. Na saída do banco, antes de ir para o cursinho, com amigos como Zé Roberto, Nelsinho Juncioni, Edinho (saudades do amigo), Jorginho Tequila ou quando me encontrava com outros casabranquenses como Irineu, Zimbres e Laércio, era sempre o mesmo cardápio.

Eu gostava. Gosto de comida assim, caseira. Feijão, farinha e pimenta me fascinam. Hoje (ou será que já existia naquele tempo) há restaurantes que servem espuma e feijoada desconstruída. Vi uma foto, uma vez. Eram bolinhas parecidas com as de gude da infância, mas recheadas de feijoada. Nada daquele prazer de misturar o feijão, a farinha, o caldo de feijão com pimenta, a costelinha….bem, a couve vocês podem levar…Banana e torresmo, não.

A falta de dinheiro fez com que o Corinthians tivesse um time pé no chão no ano passado. Aquela comida caseira muito bem temperada pelo Mestre Carille. O resultado, todos viram. Dois títulos importantes.

A situação financeira não melhorou, pelo menos que eu saiba. E três destaques se foram: Arana, Pablo e Jô. O que fazer, senão buscar a melhor reposição possível. O Corinthians foi ao mercado e, com parcimônia e sem loucuras está trazendo boa reposição. Juninho Capixaba é um lateral promissor, apesar de não ter sido um grande destaque no Brasileiro. Carille viu, gostou e pediu. Ele merece crédito, apesar de have pedido o Kazim. E aí está o Capixaba, com o Guilherme Romão na reserva.

Henrique está chegando para a zaga. Está bem, eu concordo que Scolari errou muito em levar Henrique à Copa. Miranda é muito mais. Também concordo que Henrique virou folclore no Barcelona, mas nada disso vale agora. É um bom zagueiro, mais que bom, na verdade. Não vai pesar a camisa e tem condições de suprir a saída de Pablo.

E, se o Corinthians perdeu um dos artilheiros do campeonato, está trazendo o outro. É uma falsa verdade. Ou melhor, uma verdade insuficiente para explicar a diferença técnica entre Jô, que sai, e Henrique Ceifador que deve vir. Jô é muito mais técnico, sabe jogar fora da área, é mortal caindo ali pela esquerda….mas o que não se pode negar é que Henrique sabe fazer gols. E é o melhor cobrador de pênaltis do mundo.

Ainda vieram Renê Jr, que eu considero um jogador muito bom. É versátil, pode fazer as três funções do meio (volante, volante de saída e até de chegada na área rival) e Júnior Dutra, que fez bom campeonato.

Vai dar tudo certo? Novos títulos virão? Não sei e ninguém sabe.

Mas a receita foi mantida. E ela fez muito sucesso. Se nada desandar….


Oswaldo, o penúltimo dinossauro, caiu. O que virá em 2017?
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Menon

dinosVanderlei Luxemburgo, Luis Felipe Scolari e Muricy Ramalho estão fora do mercado. Não começarão 2017 comandando um dos 12 clubes de maior tradição no Brasil. Juntos, eles venceram uma Copa do Mundo de seleções, 3 Libertadores, 12 Brasileiros e 5 Copas do Brasil. O primeiro desses títulos foi o Brasileiro de 1993, de Luxemburgo, com o Palmeiras. O último, foi a Copa do Brasil de 2012, de Scolari, também no Palmeiras. Abel Braga, de volta ao Flu, venceu um Mundial, uma Libertadores e um Brasileiro.

O “quinto dinossauro” foi demitido pelo Corinthians. Oswaldo de Oliveira sai após nove jogos e um aproveitamento de 37%, com duas vitórias, quatro empates e três derrotas. Algo não condizente com seu passado no futebol, com um título mundial e um brasileiro. Não está aqui o “título moral” de Oswaldo na Copa João Havelange, quando foi demitido por Eurico Miranda nas vésperas da decisão.

Depois destes cinco “dinossauros”, houve uma geração intermediária ainda na ativa.  Tite, com seu título mundial interclubes, uma Libertadores, dois Brasileiros e uma Copa do Brasil está na Seleção Brasileira. Mano Menezes, que também dirigiu a Seleção, tem uma Copa do Brasil e está no Cruzeiro. Renato Gaúcho, com duas Copas do Brasil, está no Grêmio.

Entre o sucesso de Tite, o ocaso dos três gigantes, a demissão de Oswaldo, a volta de Abel e a curiosidade sobre como Renato Gaúcho trabalhará a longo prazo, os 12 grandes estão cheios de novidades. A renovação é gritante e pode ser exemplificada com alguns dados curiosos.

Eduardo Batista é filho de Nelsinho Batista, o primeiro rival de Luxemburgo, lá em 1990, na disputa entre Braga e Novorizontino.

Dorival Jr foi auxiliar de Muricy.

Antônio Carlos Zago foi dirigido por Scolari e Luxemburgo.

Rogério Ceni foi capitão de Muricy e assume um clube pela primeira vez.

Zé Ricardo e Jair Ventura têm menos de 40 anos.

Roger Machado foi dirigido por Scolari.

O perfil dos novos treinadores aponta para pessoas menos empíricas e mais antenadas com o futebol que se pratica hoje. Zé Ricardo e Jair Ventura nem podem ser “boleiros”, afinal não são ex-jogadores. Dorival Jr e Mano Menezes fizeram uma “reciclagem” na Europa. Dorival visitou grandes clubes e Mano fez cursos em Portugal.

Antônio Carlos Zago fez todos os cursos da Uefa e foi auxiliar na Roma. Rogério Ceni fez cursos menores e trouxe o inglês Michael Beale, com grande experiência em clubes ingleses. Eduardo Batista e Roger Machado, que foram muito bem no início da carreira, terão a chance de recomeçar em um time grande, após o mau momento no Fluminense e na fase final do Grêmio. Cristóvão tem uma nova chance, após não conseguir montar defesas seguras por onde passou.

O ano de 2017 começará com muita expectativa sobre o trabalho dos novos treinadores. E com a esperança que algo de novo se materialize no Brasil. Porque, por enquanto, toda a modernidade que se instala aqui é uma imitação do que já se implantou na Europa. Nem se pensa no “pulo do gato”, na possibilidade de que uma grande novidade apareça por aqui. Se conseguirem chegar mais perto do que se faz por lá, com um “delay” menor já será um grande feito.

E sonhar com um grande clube jogando de forma diferente dos outros. Chega de 4-2-3-1, a novidade da Copa de 2006.


Neymar é um capitão desqualificado
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Menon

Todo mundo conhece alguém que está exercendo um cargo sem possuir a qualificação necessária. Todo mundo conhece Neymar.

O grande jogador brasileiro das últimas décadas, o craque que seria titular em todas as seleções brasileiras desde 1958, não tem perfil de capitão. Não tem qualidade para liderar nada.

Neymar é um produto desta sociedade exibicionista que vivemos. Coloca no instagram uma capinha de celular de ouro, que vale R$ 16 mil. Compra uma Ferrari e diz que dirigir um carro desses é seu sonho de infância. Mentira, né? Seu sonho de infância era jogar futebol dia e noite, na quadra, no campo, na praia ou numa casinha de sapé.

É um sujeito que, graças a seus méritos, conseguiu tudo o que tem. Nunca foi contrariado. Eu me lembro que tinha 14 anos e seu empresário conseguiu coloca-lo naquelas peladas que reuniam os pilotos de Fórmula-1 em São Paulo. Já era rico – ou R$ 60 mil por mês está ruim para vocês – já era badalado, já era protótipo de superstar.

Desde garoto foi tratado como uma mina de ouro. Para a família, para os amigos… Menos para o clube. Quando foi vendido para o Barcelona, fez de tudo – através ou de comum acordo com o pai? – para prejudicar o Santos. O time que o revelou ganhou uma merreca por sua venda. Ganhou a comissão e não o total. E na final do Mundial, Neymar já havia assinado com o Barcelona.

Esse tipo de projeto leva a pessoa a se tornar egoísta. A pensar apenas em si. Como pode liderar um grupo? Como pode abdicar de algo em função do grupo? Como pode ser espelho?

Na última Copa, quando foi covardemente atacado pelo lateral colombiano, deixou a seleção e viu a derrota por 7 a 1 pela televisão. Não viu toda, foi jogar pôquer. Na Copa América, quando os problemas com o fisco estavam aparecendo, teve um comportamento de prima dona contra a Colômbia e foi expulso.

Neymar só pensa em si. Há pouco, levou um cartão amarelo pelo Barcelona e voou para o Brasil para participar do aniversário da irmã, que tenta alçar voo como modelo. Não tem asas, mas tenta.

No velório de Cruyff, participou com roupas inadequadas, inclusive com boné. Parecia mais um funkeiro. Ou pagodeiro. Foi criticado pelos torcedores do Barcelona.

Mesmo em um país que pouco liga para a mística do capitão, falta muito a Neymar. Aqui, se diz que capitão só serve para o sorteio inicial. Ganhamos cinco copas e nossos capitães não são lembrados como Obdulio Varela, por exemplo.

Na Argentina, criou-se a figura do capitão como “dono do time”. O jogador é escolhido como indicativo de que é o responsável pelo sucesso. Foi assim com Maradona. Billardo construiu um time em torno dele e, para isso, tirou a faixa de capitão dos ombros de Passarella. E Passarella, incomodado, retirou-se da seleção. Maradona, então o melhor do mundo, mandou e mandou. Mandou na técnica e mandou no grito.

Agora, é com Messi. E Messi é diferente de Maradona. Tem o mesmo futebol, talvez até mais, mas não mostra ascendência sobre todos. Isso fica por conta de Javier Mascherano, que, desde garoto, tinha o apelido de “Jefecito”, o “chefinho”.

Neymar, como capitão, é um caso desses. Ele foi escolhido não por sua fibra ou comportamento. Foi escolhido por seu nível técnico totalmente fora da curva. Foi escolhido por Dunga para sinalizar um tempo de renovação, após a ignomínia de 2014. A seleção é dele. Mas, onde está o Mascherano do Brasil? Quem pode ter atitudes de liderança, de companheirismo, de enfrentamento?

Não frequento o vestiário da seleção. Mas posso imaginar Neymar comandando a roda de pagode ou uma sessão de selfies. Posso vê-lo falando de um novo carro, barco, avião ou da garota do filme A Quinta Onda. Não consigo vê-lo dando ânimo e amizade aos colegas. Não posso vê-lo no comando.

Ele não foi criado para liderar.

Ele foi criando para ser milionário.

Para ser o comandante do bloco do eu-sozinho.


Felipão e Roque Jr; mestre e pupilo com muitos problemas
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Menon

Sabe aquela velha história de que o campeonato gaúcho tem dois clubes apenas e um monte de coadjuvantes. Felipão está acabando com ela. O seu Grêmio, um dos “dois clubes” gaúchos está de décimo lugar no campeonato, com duas vitórias e três derrotas. Perdeu para Aimoré, Brasil de Pelotas e Veranópolis, as duas últimas em casa. O retorno do velho caudilho ao seu rincão não tem se transformado em sucesso.

A velha história da superação – o cara faz sucesso em sua casa, ganha o mundo, faz mais sucesso ainda, começa a sofrer e recebe uma oportunidade de recomeçar onde começou e volta a fazer sucesso – está sendo escrita como farsa. Sem final feliz.

Após ganhar a Copa de 2002, Scolari recusou convite da seleção para continuar. Foi ganhar a Europa. Levou Portugal ao quarto lugar no Mundial da Alemanha e ao vice-campeonato da Eurocopa. Bem, vamos falar baixinho aqui para ninguém ouvir: perdeu em casa para a Grécia. A GRÉCIA. Mas, tudo bem, foi um vice.

Em seguida, começou a queda. Foi mal no Chelsea e acabou, quem diria, no Bunyodkor, do Uzbequistão. Seu exílio foi vendido como a atitude de alguém que deseja desbravar novos continentes, vencer desafios. Como Telê, quando foi para a Arábia.

A verdade é que já não havia mercado na Europa. E voltou ao Brasil. A um de seus portos seguros, o grande Palmeiras onde havia tido passagem gloriosa. O campeão da Libertadores venceu a Copa do Brasil, mas foi mal em outros campeonatos. E foi demitido em 2012 porque a queda para a segunda divisão se aproximava a galope.

Veio então o convite para a seleção brasileira, seu porto seguro mais importante. Ali, fora campeão mundial. Ali, foi campeão da Copa das Confederações. E ali sofreu a maior derrota do maior futebol do mundo. Foi o ápice de uma campanha ruim. Vitória com pênalti inexistente contra a Croácia, empate com o México, classificação nos pênaltis contra o Chile.

O time ia mal em campo e Scolari recorria a velhas artimanhas: a imprensa não deveria dizer que não houve pênalti em Fred, temos de nos unir contra os estrangeiros etc etc. Nada disso existe mais. E escalou um time aberto, com o Bernard “alegria nas pernas” mais preso que navio ancorado em porto raso. O maior vexame veio, porém, após os 7 a 1. Scolari, que recusou a seleção após o título de 2002, fez de tudo para ficar após o vexame de 2014. Não teve a altivez de pedir demissão.

Ferido em seu orgulho, recebeu a oferta do Grêmio. Aceitou na hora. Estava precisando de carinho, disse. Teve bons resultados, mas caiu muito no final do Brasileiro. Viu o grande rival se classificar para a Libertadores e agora sofre com o desmanche do time.

Haverá tempo de recuperação? Se não houver, o velho comandante terá de buscar aventura e desafios. Não há mais porto seguro para ele.

Roque Jr. sempre foi elogiado por Scolari. Como jogador – e foi um grande zagueiro, com uma fina contra a Alemanha irrepreensível – e como técnico mesmo sem ainda ser técnico. Scolari disse que ele seria ótimo treinador. Ele foi escolhido como um dos “espiões” da seleção, ao lado de Gallo.

A estreia de Roque Jr. como treinador foi cercada de expectativas. Assumiu o XV de Piracicaba e um bom campeonato com certeza o levaria para um time maior, poderia dirigir na Série B ou quem sabe na A.

Foram quatro derrotas em quatro jogos. Na quarta-feira de cinzas enfrenta o Red Bull fora de casa. Se perder uma vez mais, seu fim estará decretado. Seu cargo só foi mantido porque o presidente Rodrigo Boaventura foi contra a opinião de “99,9% da diretoria”, como diz Renato Bonfiglio, diretor de futebol, ao Jornal de Piracicaba.

É um início de 2015 muito ruim para mentor e discípulo.

 


Felipão acertou em não chamar Robinho, o Rei da Resenha
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Menon

O grande acerto de Scolari foi deixar Robinho fora da lista de convocados. Não questiono o aspecto futebolístico. Poderia ser uma boa opção de ataque. Sua ausência, porém, deixa mais forte a seleção do que a sua presença.

Minhas reservas com Robinho começaram logo após o meu deslumbramento. Para mim, a série de pedaladas sobre Rogério é um momento impar no futebol brasileiro. É uma celebração do esporte que eu amo. E do jeito brasileiro de jogar esse esporte.

Em seguida, ele e Diego foram chamados para a seleção olímpica que disputaria uma vaga para Atenas-2004. Diego, seu companheiro, estava tirando fotos para o crachá e Robinho aproximou-se. Puxou para baixo o calção do meia, que ficou apenas de cuecas. A TV mostrou ao vivo.

Uma brincadeira de moleque? Quem é alegre dentro de campo também é alegre fora dele? Eu sou uma mala, um mal-humorado? Tudo pode ser verdade, uma opção não exclui a outra. O fato é que a seleção não se classificou.

Em 2006, eu estava cobrindo a seleção argentina. Depois da eliminação contra a Alemanha, peguei um trem e fui ver Brasil x França. “É a última partida de Zidane pela seleção, não posso perder”, foi meu pensamento.

Bem, todos sabem o resto da estória. Zidane deu um show, com direito a chapéu e Ronaldo e o Brasil foi eliminado. O que marcou, para mim, foi a atitude de Cicinho e Robinho no intervalo do jogo.

Os dois correram até Zidane – companheiro de Real Madrid – para conversar sei lá o quê. Atitude de deslumbrado, de tiete e não de atleta.

Em 2006, a seleção tinha dono. Pertencia à Ronaldo, Roberto Carlos e Ronaldinho, esse um pouco menos. Era campeões pouco comprometidos com novo título. Pouco antes da Copa, uma foto mostrava Ronaldo bem gordo em Ibiza.

E o Brasil foi eliminado com Roberto Carlos arrumando o meião.

Em 2002,era a família Scolari, um grupo comprometido e unido, após o corte de Romário. Em 2006, já vimos. Em 2010, era a seleção evangélica, comandada por Kaká e Lúcio. Cada gol não era uma conquista esportiva, não era um passo a mais rumo ao título. Sob o comando de Jorginho, era apenas louvor a Deus. A fé era mais importante que o futebol. Que fossem ao culto, então.

Agora, volta a família Scolari. Se Robinho estivesse lá, ele se enquadraria, tenho certeza. O problema seria transformar o grupo em em uma “república do pagode”. Robinho, o rei do pandeiro, comandaria Daniel Alves e Neymar. A cada gol, uma dancinha, uma reboladinha. Sempre em busca de um flash, de um bom ângulo. Robinho, o rei da resenha, não faria bem aos outros. Seria bom para comandar a festa, não para buscar o título.


Rogério Ceni é a grande diferença entre a lista de Felipão e a minha
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Menon

Na quarta-feira, a mais gloriosa seleção do mundo – cinco títulos, dois vices, dois terceiros e um quarto lugares sem nunca utilizar estrangeiros naturalizados – anunciará sua lista de jogadores para a busca do sexto título.

O mundo do futebol está atento. Não deverá haver muitas surpresas. Scolari conseguiu montar o time no ano passado, quando ganhou a Copa das Confederações e, a parto daí, passou a polir a base. Substituir jogadores de pouco brilho como Jean e Osvaldo e outros, como Jadson e  Lucas, que caíram muito foi a tarefa de Scolari.

O resultado será apresentado amanhã. Eu acredito que a lista de Felipão será a seguinte:

Julio Cesar (não interessa se está em uma liga pequena, Felipão confia nele e acredita no mês de treinamento)

Jefferson

Cavalieri

Daniel Alves

Maicon

Marcelo

Maxwell

Thiago Silva

David Luiz

Dante

Henrique (Scolari gosta dele e como foi campeão na Itália na última semana…)

Luis Gustavo

Paulinho

Fernandinho

Hernanes

Ramires

Hulk

Neymar

Oscar

Willian

Bernard

Jo

Fred

 

A minha lista teria tres diferenças

ROGÉRIO CENI EM LUGAR DE CAVALIERI – Quando o terceiro goleiro entra em campo em uma copa? Quando está tudo bem (Rogério Ceni contra o Japão em 2006) ou quando está tudo complicado, com os dois primeiros contundidos ou falhando. Não creio que acontecerá. Mas, caso aconteça, gostaria de ter um goleiro que já foi à Copa e que tenha muita personalidade. Além disso, Ceni, ao contrário do que muitos pensam, é um jogador de grupo. Scolari disse isso em 2002, falou de sua importância mesmo sem entrar em campo.

MIRANDA EM LUGAR DE HENRIQUE – Ele faz parte da defesa do Atletico de Madrid, a mais intransponível da Europa. Miranda é técnico, é duro e sabe se impor sem falar nada. Não destrói porsches.

RAFINHA EM LUGAR DE MAICON – Rafinha é mais técnico e mais constante. Maicon é mais forte e ataca mais. Como Marcelo estará do outro lado, prefiro uma opção mais conservadora na reserva de Daniel Alves que também prefere o ataque à defesa.e

Gostaria de uma opção de velocidade mais constante do que Bernard. Foi bem na Libertadores e agora está na Ucrânia. Infelizmente, não achei ninguém. Lucas, em um time muito melhor, não conseguiu brilhar.

Gostaria também de uma opção mais forte para o ataque. Gosto de Kaká, mas ele não conseguiu mostrar futebol constate em sua volta ao Milan. E Robinho? Poderia ser, mas não consigo ter confiança em Robinho. Em 2006, não engoli sua atitude no intervalo de Brasil x França. Juntamente com Cicinho, correu para conversar com Zidane, como se fosse apenas um garotinho, um fã e não um rival. Depois, mais velho, assumiu o posto de “dono” do time e da resenha. Parecido com Ronaldo e Roberto Carlos em 2006. Acho que falta comprometimento e que acabaria influenciando de forma errada a Neymar. Eu me irrito só de pensar em Robinho, Neymar e Daniel Alves com suas dancinhas medíocres na comemoração de um gol.

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Muricy e Felipão: tudo certo e tudo errado
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Muricy e Scolari, dois dos técnicos mais vencedores dos últimos 15 anos, tomaram duas atitudes corretas e que mostram toda a fragilidade do futebol brasileiro: a troca de Ganso por Douglas e a convocação de Jô.

Ganso, um jogador talentoso, saiu para a entrada de Douglas, voluntarioso, sempre em muita intensidade e bastante peladeiro. Muericy colocou Pabón no lugar que era de Ganso e o time melhorou.

Jô está praticamente garantido na seleção. Além dele, fala-se em Allan Kardec, Diego Tardelli e Valter. E nenhuma delas seria um aberração. Haveria justiça em todas.

Então, é motivo para preocupação. Quando a convocação de um jogador como Kardec, baseado no sucesso que fez sucesso na Série B, se torna normal, é porque a luz amarela está acesa. Estamos a 100 dias da Copa e o Brasil não tem um nome de confiança para a camisa 9. Fred, que é bom, não é constante. Está sempre machucado. E aí, o desespero bate. E fala-se em Luís Fabiano, nitidamente em descendência física e Adriano, com seus problemas existenciais, a lembrar Raskólnikov.

No São Paulo, a luz acesa é laranja. Laranja escuro, quase vermelha. Cañete, um jogador sonolento e sem ambição, ganha um lugar na concentração porque está demonstrando muita vontade nos treinamentos. E compromisso com o grupo de jogadores, acompanhando o time em todos os jogos. Não conta o que se faz em campo. Conta a vontade  de trabalhar, conta o comprometimento.

E não é que está certo? Entre tanta gente que não resolve, por que não dar chance a quem se compromete? Não tem um jogador de quem se possa dizer “esse não corre, mas faz a bola correr, esse resolve o jogo em um lance”.

Ganso pensa que é o cara. Nada disso. É um talento que não consegue resolver problemas. E isso é o que define o craque. Ganso não resolve os problemas que os adversários propõem. E não se torna um problema para eles.

Ganso abriu mão de ser um farol para o São Paulo. Ele se contenta em ser um pirilampo, que é como nós aguaianos chamamos os vaga-lumes. Brilho fugaz. Reservaçço.


Brasil dá show contra a pancadaria
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Menon

O adversário era a frágil Honduras, mas os gigantes do futebol mundial podem escutar bem alto o recado da seleção brasileira: vai ser muito voltar do Brasil com o título de campeão do mundo. O Brasil, como sempre, e mais ainda em casa, é favorito. No mínimo, um dos favoritos.

O time jogou bem, venceu sem nenhuma dificuldade, mas o mais legal foi ver a resposta dada à pancadaria dos hondurenhos, principalmente sobre Neymar. Gol atrás de gol. Passe atrás de passe, drible atrás de drible e uma obra prima de antologia: passe de Willia, calcanhar de Robinho, calcanhar de Ramires, calcanhar e giro de Hulk, antes do chute. Um toc toc de antologia.

Era Honduras, dirão os céticos. Mas onde estava a inércia tão comum diante de times pequenos? Ninguém sabe, ninguém viu. Os jogadores disputaram com seriedade e respeito. Os novos como Robinho e Willian mostraram serviço, estão com vontade de chegar à Copa. Bernard fez seu primeiro gol.

O Brasil mostra que gosta de jogar, tem repertório e alegria. É muito mais gostoso ver a seleção brasileira do que a espanhola. Mas isso é novidade apenas para quem não conhece o passado. Para quem começou a ver futebol em telas panorâmicas de televisão, deitadinho no sofá e esperando o suquinho da mamãe e que depois vai para o playground.

O Brasil tem cinco títulos mundiais. Todos fora de casa. Em três continentes diferentes. Sem jogador naturalizado. Dá para encarar?


Scolari humilha a seleção brasileira
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Menon

A seleção brasileira de futebol é referência no mundo inteiro. Não apenas referência futebolística – ganhou cinco títulos sem nunca utilizar algum jogador naturalizado – mas referência de brasilidade. É uma grande representante da excelência brasileira, é um atestado de nossa capacidade de jogar esse esporte criado pelos ingleses de uma maneira que ninguém mais sabe. Quando se vê Neymar, Garrincha, Pelé há a certeza de que é um jogador brasileiro. Ninguém joga como nós, no nosso estilo.

Ao contrário do que pensa a geração do sofá, ao contrário do que pensam aqueles que adorariam haver nascido longe daqui, a seleção brasileira é adorada em todo o mundo. É o time preferido de quem não tem time. E até quem tem, passa a adotar o Brasil assim que seu time cai fora.

Uma seleção amada no mundo, uma seleção que é referência de futebol e de brasilidade, não pode ser colocada na situação de ser escolhida ou não por algum jogador. Muitos adorariam vestir a camisa amarela, mas ela não é para todos. Diego Costa, pela flexibilização incentivada pela Fifa, tem o direito de escolher entre jogar pelo Brasil ou pela Espanha. O errado é dar a ele o direito de escolher. Ninguém deveria ter esse direito. E Felipão permitiu isso.

Não sei se foi por esperteza ou por inabilidade do treinador, mas a bobagem foi feita. Talvez ele quisesse impedir a Espanha de ter um centroavante, mesmo que não fosse utilizá-lo. Talvez tenha pensado que seu sotaque gaúcho faria Diego Costa correr. De qualquer modo, Felipão errou. Ele deveria ter a certeza da decisão de Diego Costa antes de convocá-lo. Não dar a ele o direito de escolhar. Não colocar a seleção brasileira nessa situação.

Ulysses Guimarães, um dos nossos grandes politicos, dizia que adorava reunião. Desde que tudo estivesse resolvdo antes.

Bastava um telefonema, bastava uma conversa franca com Diego Costa. Se ele quisesse jogar pelo Brasil, seria convocado. Se não quisesse, boa sorte. Custava fazer isso?

Felipão e Marin não fizeram. Deram a Diego Costa o direito de vir a público e dizer não ao Brasil. Um direito dele. Uma bobagem nossa. O Brasil saiu humilhado por um jogador que não tem futebol para se comparar com os grandes centroavantes de nossa história. 

Por fim, vamos deixar bem claro que Diego Costa não se sente espanhol porcaria nenhuma. Se ele se sente espanhol porque aceitou a convocação brasileira há alguns meses? Naquele tempo, ele era brasileiro? Ele fez sua escolha, lhe deram o direito de fazê-la mas não tem nada de amor na sua escolha. Foi business, beibe


Hernanes é a melhor opção contra a Espanha
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Menon

Torci pela vitória da Espanha. Será um teste muito grande para a seleção brasileira. Melhor enfrentar outro estilo do que repetir o jogo contra a Itália. Hernanes é a melhor opção de vitória contra os espanhois. Com ele em lugar de Oscar, o time ganha mais toque de bola e mais combate no meio-campo. O 4-2-3-1 atual seria transformado em um 4-3-2-1. Com Luis Gustavo, Paulinho, Hernanes, Hulk e Neymar, o Brasil teria condição de equilibrar a posse de bola.

Foi com uma opção ainda mais radical que a Itália dominou o primeiro tempo do jogo contra a Itália. O treinador Prandelli começou com três zagueiros e jogou com seis no meio-campo, com Maglio e Giaccherini nas alas, Pirlo, De Rossi, Marchisio e Candreva no meio. Gilardino era o atacante. Depois, Montolivo entrou no lugar do zagueiro Barzagli. O esquema foi mantido, com De Rossi recuando um pouco e formando a primeira linha com Chiellini e Bonucci.

A Espanha não conseguiu manter aquela posse de bola latifundiária de sempre e terminou o jogo em um estilo diferente: buscou a velocidade de Navas e cruzamentos para Martinez, Piqué e Sergio Ramos.

Se o Brasil fosse jogar extamente como a Itália, teria Julio Cesar, uma linha de três zagueiros, com Tiago Silva, Davi Luiz e Dante e seis no meio campo. Seriam Daniel Alves, Luis Gustavo, Paulinho e Marcelo formando uma segunda linha, com Hernanes e Neymar mais à frente, antes de Fred. Sairiam Hulk e Oscar. 

São opções táticas interessantes de se ver. Felipão poderia também se aproveitar do cansaço espanhol – vai ter um dia a menos de descanso, além de haver jogado 120 minutos – e apostar em velocidade pelos lados, com Bernard ou Lucas.

Não há uma única opção. Muita coisa vai mudar durante a própria partida. Não vejo favoritos.